sopa de tomate com páprica defumada

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Toda semana tem chegado um pacote de tomatillos na cesta orgânica, além dos tomatões e tomatinhos. Minha cozinha está cintilante com tanto tomate. Mas os tomatillos são um pouco estorvo pra mim, pois não sei muito bem o que fazer com eles, além da famigerada salsa. Fui então apenas jogando os recém-chegados junto com os veteranos numa vasilha, que foi acumulando dezenas de tomatillos verdes e amarelos, todos ainda com sua casquinha fininha. Quando finalmente decidi usá-los da maneira menos criativa, fazendo a tal salsa, me deparei com o resultado desagradável de uma estocagem inconsequente. Os tomatillos mais velhos apodreceram no fundo da vasilha e o fedor pútrido que se desprendeu deles empesteou a cozinha de uma maneira absurda. Nunca, jamais, em tempo algum imaginei que tomatillos podres pudessem feder tanto. Era um cheiro tão nauseabundo que não pude suportar nem olhar para os tomatillos restantres e joguei tudo, muitos, todos no lixo.

Com o final trágico do capítulo dos tomatillos, voltei-me para confrontar a continuação da saga dos tomates, que têm vida mais curta que a dos tomatillos e ao contrário dos seus primos cascudos, não podem de maneira alguma ser desperdiçados.

Foram três dias comendo queijo, azeitonas e pão tostado com fatias de tomate temperadas com azeite, então resolvi que naquela noite sopa teríamos. Seria porém uma sopa fria. Gostei muito da idéia desta sopa, temperada somente com a páprica defumada espanhola. Ficou um prato bem interessante. Eu mudei o modo de fazer da receita e servi com cubos de pão torrado. Segue a receita original e logo abaixo as minhas modificações.

sopa de tomate com páprica defumada
[serve duas pessoas]

1 colher de sopa de azeite
2 dentes de alho em fatias finérrimas
5 tomates orgânicos bem maduros
3/4 colher de chá de sal grosso
1/2 colher de chá de páprica defumada espanhola
1/2 xícara de leite

Refogue o alho no azeite. Adicione os tomates cortados em cubos, o sal e a páprica. Cozinhe por uns 5 minutos mexendo de vez em quando. Coloque tudo no liquidificador com cuidado e bata bem. Passe tudo por uma peneira. Adicione o leite e sirva com pão ou sanduíche de queijo grelhado.

* eu dei uma adaptada bem dramática—refoguei o alho no azeite. Bati os tomates no liquidificador, passei pela peneira e juntei ao alho refogado. Juntei o sal e a páprica, deixei cozinhar uns 5 minutos, juntei o leite e deixei ferver. Desliguei o fogo e deixei esfriar. Servi a sopa morna, quase fria, com cubos de pão integral tostados com azeite numa frigideira.

no solzinho da manhã

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mais gerânio

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Os macaroons de gerânio rosa do Miette—hmmmhmmmmm!

creme de milho com orzo

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Fiz uma simplificação da receita que vi na revista Bon Appétit e que tinha muitos passos. Pra mim, se uma receita tiver três etapas e usar mais que duas panelas, eu já desanimo. Essa valia a tentativa, mas eu decidi inverter a sequência e enxugar os detalhes.

Numa panela refogue no azeite um talo de alho-poró picadinho até ficar macio. Acrescente os grãos raspados de 2 milhos verdes [ou o equivalente a uma lata]. Continue refogando, acrescente sal a gosto e pimenta do reino. Junte 1/4 xícara de vinho branco seco. Regogue mais um pouco, até o milho ficar cozido. Junte 1 xícara de creme de leite fresco, mexa bem e deixe borbulhar. Desligue o fogo. Numa outra panela com bastante água e sal cozinhe 1/2 xícara de orzo. Deixe ficar um pouquinho durinho. Coe o orzo e junte ao creme de milho. Acrescente ciboulettes picadas—eu esqueci de colocar, mas não comprometeu em nada. Sirva quente ou frio, como acompanhamento ou prato principal.

sea beans [e muitos fungos]

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Os sea beans estão destoando nesta loja de cogumelos, porque parece que eles são um tipo de legume marítimo. Devia ter comprado uma caixinha para experimentar, dormi de touca.

Eu, Mariana, o Zé e o Bob
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verão do amor—2008

O plano inicial era irmos, eu e o Uriel, juntos encontrar com a Mariana e o Zé em San Francisco. Mas meu marido está atolado em trabalho, com várias viagens programadas, a mesma velha história que rola todo final de verão. Por isso eu acabei indo sozinha, apesar de estar invariavelmente acompanhada simbolicamente pelo Bob, o que fez a Mariana rir muito, lembrando dessa afamada história.

Passamos uma tarde agradável na cidade, que inesperadamente teve um dia bem calorento. Caminhamos até o Ferry Building, onde encaroçamos nas lojinhas bacanas, almoçamos no DELICA rf1, uma delicatessen japonesa que eu adoro, depois devoramos macaroons no Miette. Caminhamos rapidamente por Chinatown, onde eu e a Mariana pudemos piscar nossos olhos seduzidos pelos mil cacarecos de cozinha enfileirados pelas lojas. De carro, fomos até Sausalito cruzando a Golden Gate, depois paramos na Haight Street, bem no famoso cruzamento Haight—Ashbury que ficou famoso por hospedar o inicio do movimento contracultural hippie, conhecido hoje como o Verão do Amor de 1967. Caminhamos pra lá e pra cá, sentamos pra beber algo gelado e, acima de tudo, conversamos muito, o tempo todo!

A Mariana foi me encontrar em Coimbra e desta vez eu fui encontrá-la em San Francisco. É tão bom fazer esses encontros, e melhor ainda foi revê-la!

Gerânio Citronela

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Agora estou de olho nos gerânios. Vi esse no jardim de um dos meus vizinhos. Peguei uma muda, pois fiquei encantada com o cheiro impregnante de citronela que as folhas dessa planta exalam.

a bike faz campanha

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Creme com gerânio perfumado

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Fiz a minha versão do creme al gerânio profumato seguindo direitinho a receita da Neide—até pinguei o limão, que no caso dela foi acidental. Só mudei o tipo de queijo e diminuí o açúcar. Ficou um manjar. Eu e o Uriel colocamos os melindres de lado e devoramos as quatro porçoes sozinhos, com bastante framboesa fresca.

150 gr de creme de leite fresco
150 g de queijo fresco – usei o mascarpone
2 colheres de sopa de açúcar
4 folhas de gerânio perfumado - usei o com aroma de limão
Umas gotas de limão
Framboesas frescas
Folhinhas de gerânio para decorar

Aqueça o creme de leite com as folhas de gerânio e o açúcar em banho-maria. Cozinhe por cerca de 10 minutos. Guarde na geladeira até o outro dia ou pelo menos por 8 horas. Coe a mistura, pressionando bem as folhas. Descarte-as. Junte ao creme de leite o queijo fresco e bata bem com o mixer ou batedor de arame. Acrescenteumas gotinhas de limão se quiser. Deixe na geladeira para gelar bem e sirva com as frutas frescas.

filé de linguado com estragão

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Fácil e saboroso. Você vai precisar de 2 filés de linguado [sole] fresquíssimos, sal, pimenta branca moída, uma colher de sopa de manteiga, meio limão, 4 colheres de sopa de vinho branco seco e folhinhas de estragão [tarragon] fresco.

Unte um refratário com parte da manteiga. Tempere os filés com sal e pimenta a gosto e estenda no refratário untado. Esprema o limão sobre o peixe. Coloque também o vinho. Salpique com pedacinhos do resto da manteiga e depois com as folhinhas do estragão.

Leve ao forno pré-aquecido em 355°F /180°C e asse por uns 20 minutos, até o peixe ficar cozido. Gratinar por uns minutos no broiler. Servir com o molho que formou no refratário.

San Marzano

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O melhor tomate para se fazer molho. Muito mais doce que os outros tomates, ele é o protagonista na verdadeira pizza napolitana. Esses, orgânicos do Farmers Market, também viraram um delicioso molho de pizza.

e vai se empilhando
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Mais ou menos quatro vezes por ano me dá o ziriguidum da arrumação e eu tento organizar papeladas, armários, gavetas. Desta vez não foi a movimentação sazonal, mas sim uma necessidade derivada do acúmulo exagerado de utilitários de cozinha. Meus armários já não dão mais. Fiz uma avaliação do espaço e concluí que a única e última solução seria rearranjar tudo e adicionar umas prateleiras extras. Mas como ainda não fiz esse reajuste e devidas instalações, um remendo se fazia extremamente necessário e mais que urgente!

Isso se deu quando percebi que tinha até esquecido que louças eu tinha lá no fundo dos armários por falta de visão e acesso. Se você não vê ou não consegue acessar, não pode usar. Estava tudo muito amontoado e desorganizado. Não que tenha ficado perfeito, mas pelo menos agora consigo ver melhor as milhares de tralhas que tenho. E fiz uma boa limpa, separando muita coisa para doação e outras para reciclagem. Reorganizei todos os armários da casa que guardam coisas de cozinha. É uma infinidade de prato, pratão, pratinho, pote, potão, potinho, jarra, vasilha, copo, xícara, pires, cumbuca, bandeja, panela, panelão, panelinha, frigideira, refratário, travessa, chaleira, sopeira, talheres, taça, forma, saladeira, assadeira, coisas, coisonas e coisinhas que não acabam mais.

Cipolle e pomodori al forno

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Eu gostaria de poder replicar todas as receitas da minha amiga Neide, que é uma das cozinheiras mais criativas que eu conheço, pois prepara um monte de comida legal, com ingredientes inusitados, montando pratos realmente deliciosos e diferentes. Quando ela sugeriu que eu assasse os tomates abundantes seguindo uma receita italiana, não tive dúvidas de que essa eu não poderia deixar passar. Ela fez o cipolle e pomodori al forno com algumas variações. Eu também variei, usando a churrasqueira ao invés do forno, num entardecer extremamente tórrido. Ficou exatamente como ela descreveu, bom pra comer com pão e um copo de vinho. Que foi precisamente o que eu fiz!

Cipolle e pomodori al forno [minha versão]

1 cebola roxa orgânica bem grande
6 tomates orgânicos bem maduros
Um punhado de folhas de hortelã fresco
Sal e pimenta do reino a gosto
Azeite pra regar com gosto
½ xícara de pão amanhecido ralado.

Moí o pão amanhecido no processador com bastante folhinhas de hortelã. Cortei a cebolona em fatias finas e espalhei sobre uma folha grande dobrada ao meio de papel alumínio bem grosso [heavy duty]. Cortei os tomates ao meio e removi as sementes. Espalhei os tomates sobre as fatias de cebola. Salpiquei tudo com sal marinho grosso e pimenta do reino moída. Reguei tudo com bastante azeite. Espalhei a farinha de pão com o hortelã sobre os tomates, enchendo as cavidades de cada metade. Reguei com mais azeite. Fechei o pacote de papel alumínio e levei para a churrasqueira, onde os tomates assaram por uns 20 minutos. Abri a embalagem e deixei mais uns 5 minutos. Servi morno.

Quase os últimos
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Outro dia umas amigas vieram me visitar e sentamos no quintal para beber um vinho. Uma delas olhou pro meu limoeiro e perguntou intrigada—que tipo de árvore é essa que dá limão de duas cores? Eu caí na gargalhada, porque meu limoeiro está verde-amarelo, carregado de limões novos, verdinhos, mas ainda tem muitos limoezões da outra temporada, que eu deixei lá na arvore e eles foram crescendo e ficando cada vez mais suculentos. Os limõezinhos verdes vão amarelar até o inverno e vão crescer e também ficar suculentos. Os limoezões amarelos do ano passado já estão jogando a toalha, pois estão tão pesados com suco que têm despencado sozinhos da árvore. Eu vou usando como posso. Ontem fiz uma jarra enorme de limonada com dois deles.

Zin vinegar
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Muito interessante o vinagre artesanal feito com a minha variedade de uva favorita—zinfandel. Comprei no Farmers Market e já usei num vinagrete para temperar aquela salada de tomate heirloom.

mini salada grega

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É muito simples, ao invés de picar tudo grandão, pique tudo pequenininho. Tomatinhos, abobrinha, pimentão amarelo, azeitona preta, cebola roxa e hortelã. Um vinagrete de laranja e queijo feta.

morango balsamico

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Eu nunca tinha misturado morangos com aceto balsamico, então essa foi a primeira vez. Salpiquei as frutas picadas com açúcar demerara e depois pinguei gotas de um bom aceto balsamico. Deixei macerar por umas horas e servi sem nenhum acompanhamento. Agradou gregos e troianas.

Sofia
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A latinha tem um charme todo especial—é minúscula, cor-de-rosa e vem acompanhada de um prático canudinho flexível e retráctil. Essa é a versão mini do Sofia Blanc de Blancs, um vinho espumante blend de pinot blanc, sauvignon blanc e um toque de muscat.

E Sofia é ela mesma, a diretora de filmes bacanas, filha do também diretor de filmes bacanas, que tem uma vinícola no Napa Valley.

gelado de figo & Porto

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O meu grande problema neste momento é conseguir me controlar e parar de comprar todas as cestinhas de figo que vejo pela frente—fato que só evidencia um comportamento ostensivo de ganância extrema. O que posso fazer se adoro essa fruta e estamos na temporada? Pior seria se eu também fosse pegar figos lá na árvore de ninguém. Até agora me contentei com os figos comprados, mas o grande problema dessa obsessão é conseguir consumir todas as frutas antes que elas fiquem completamente incomíveis.

Na lida de uma dúzia de figos maduríssimos e prestes à irem pras cucuias, resolvi num rompante não muito criativo que eles iriam virar sorvete. Fiz a mesma receita de sempre, sem nenhuma novidade nesta frente culinária. 1 xícara de creme de leite fresco, 1/2 xícara de leite, mel a gosto, a dúzia de figos maduros e uma pequena dose de vinho do Porto. Liquidificador, sorveteira e o resto é história.

Gerânio Limão
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Ganhei mudas e vou plantar.

the family get together
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Foi um almoço de família, organizado pela Reidun e Marianne—mãe e filha. Foi muito legal rever pessoas que não víamos há alguns anos. Estava tudo muito bem organizado e a comida, apesar de não ter nenhum prato super especial, estava bem saborosa. Fez um dia bem calorento no Marin county, o que pode ser considerado excepcional, pois aquela região, que se incluí na Bay Area, é sempre muito mais fresca que o Central Valley onde fica Davis. Passamos a tarde toda no convercê e eu fotografei algumas coisas nos intervalos. Não me concentrei na comida, pois não tinha nada diferente do frango assado, salmão, salada de batata, salada verde. Gosto mesmo é da maneira como a Reidun recebe. Eram trinta convidados e ela usou pratos de cerâmica, talheres de metal e copos de vidro. Nada de descartáveis. Adoro os utensílios viking que ela tem, além das maravilhosas peças de antiguidades e das cerâmicas escandinavas, que são as mais lindas que eu já vi.

pimentão com queijo halloumi

Vi essa receita no blog Cravo da Índia já faz muito tempo e guardei. Finalmente pude testar e ficou muito, muito bom!

Cortar o pimentão ao meio, remover as sementes e temperar com sal e azeite. Colocar num refratário ou assadeira e rechear com fatias de queijo halloumi. Assar em forno pré-aquecido em 400ºF/ 205ºC até os pimentões ficarem cozidos e o queijo gratinado. Enquanto os pimentões assam prepare um molhinho com uma pimenta pequena [usei jalapeño] e um punhado de salsinha fresca. Moa tudo no processador com azeite. Toste pinoles na frigideira. Eu não tinha pinoles, usei sementes de abóbora. Na hora de servir regue os pimentões assados com o molho verde e salpique com as sementes.

Pêra Nashi

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As pêras Nashi são uma variedade de pêra asiática—as pêras crocantes. Essas são uma lindeza só, redondinhas e doces. Comprei na barraquinha daquela senhorinha muito batuta e assertiva. As pêras começam a aparecer no final do verão, marcando mais uma etapa do ciclo das estações.

lemon cucumber

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Eu sou fã dos pepinos, especialmente desses. Quando eles começam a aparecer no Farmers Market no meio do verão, fico animadíssima, pois essa é uma das variedades mais doces e delicadas. Eles são pequenos, no formato mesmo de um limão. E são deliciosos em saladas. Às vezes eu como puro, só descasco, corto em fatias e nhack! Mas tem que descascar, não dá pra fatiar com casca como outros pepinos, pois a casca do pepino limão é bem áspera e com alguns micro espinhos.

red flame grapes

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Dulcíssimas e refrescantes, essas uvas orgânicas foram a minha contribuição para o almoço de família que tivemos ontem em Marin county, já que não tive tempo de preparar nenhum prato especial.