os limões que ninguém quer
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Eu sempre chamei esses limões cor-de-laranja de limão vinagre e ele tem outros nomes em português, como limão Bravo, Rosa, Cravo ou China. O Urso que é o entendido em frutas daqui de casa me disse que em inglês eles são chamados de Meyer lemon, que eles podem ser um hibrido, uma mistura do limão amarelo com a tangerina e que crescem em pouquissimas áreas aqui nos EUA.

O nome muda, mas o sabor é o mesmo, que lembra a minha infância e minhas visitas à Querência Echaporã da minha Tia Anah e Tio Gimenez. Eles tinham uma árvore desses limões ao lado da casa. Esses limoeiros parecem que nascem e crescem como se fossem mato, e toda vez que eu ia lá, eu procurava pelo limões e fazia jarras de limonada.

Aqui eu nunca tinha visto desse limão pra vender, até mudar pro Aggie Village e encontrar duas árvores baixinhas, meio arbusto, na divisão entre a vila e o Arboretum. As árvores não pertecem à ninguém e, melhor, parece que essa variedade de limão é detestada e desprezada pela galera cítrica da cidade. Então sobra tudo pra mim, que adoro e não deixo por menos - todo inverno vou até a esquina com a minha cesta, minha tesoura de horta, luvas de pano e cato um monte!! Cato limão até dizer chega, até a árvore ficar vazia, até o inverno acabar. E faço jarras de limonada, como fazia anos atrás no sítio dos meus tios.

comer em Portugal

» não é bem uma citação, mas sim um parágrafo de um livro. mesmo assim acho que atende ao pedido da querida Gorete!


"Em Sendim, são horas de almoço. Que será, onde será. Alguém diz ao viajante: “Siga por essa rua fora. Aí adiante há um largo, e no largo é o Restaurante Gabriela. Pergunte pela senhora Alice.” O viajante gosta dessa familiaridade. A mocinha das mesas diz que a senhora Alice está na cozinha. O viajante espreita à porta, há grandes odores de comida no ar que se respira, um caldeirão de verduras ferve a um lado, e , da outra banda da grande mesa do meio, a senhora Alice pergunta ao viajante que quer ele comer. O viajante está habituado a que lhe levem a ementa, habituado a escolher com desconfiança, e agora tem de perguntar, e então a senhora Alice propõe a Posta de Vitela à Mirandesa. Diz o viajante que sim, vai sentar-se à sua mesa, e para fazer boca trazem-lhe uma suculenta sopa de legumes, o vinho e o pão, que será a posta de vitela? Porquê posta? Então, posta não foi sempre de peixe? Em que país estou, pergunta o viajante ao copo do vinho, que não responde e, benévolo, se deixa beber. Não há muito tempo para perguntas. A posta de vitela, gigantesca, vem numa travessa, nadando em molho de vinagre, e para caber no prato tem de ser cortada, ou ficaria a pingar para a toalha. O viajante julga estar sonhando. Carne branda, que a faca corta sem esforço, tratada no exacto ponto, e este molho de vinagre que faz transpirar as maçãs do rosto e é cabal demonstração de que há uma felicidade do corpo. O viajante está comendo em Portugal, tem os olhos cheios de paisagens passadas e futuras, enquanto ouve a senhora Alice chamar da cozinha e a mocinha das mesas ri e sacode as tranças"

Viagem a Portugal – José Saramago [ O Sermão aos Peixes]

Chocolate Ganache Tart

Essa foi a sobremesa que decidi fazer para o Thanksgiving. Peguei a receita da edição nº 27 [novembro] da revista Everyday Food da Martha Stewart. É uma torta bem pesada, bem rica. Pra quem gosta de chocolate é um manjar! Precisa ser servida com uma fruta, tipo uva, pra quebrar um pouco o sabor pesadíssimo do chocolate. Mas fica muito boa!

Pré-aqueça o forno em médio [350ºF ou 176ºC].

Faça a massa: no food processor moa 3 colheres de sopa de amendôas sem casca. Acrescente 6 colheres de sopa de açücar, 1 1/4 xícara de farinha de trigo e 2 colheres de chá de casca de limão ou laranja ralada [opcional]. Misture bem na opção 'pulsar'. Acrescente 6 colheres de sopa de manteiga gelada cortada em pedacinhos. Vai acrescentando a manteiga aos poucos e pulsando até a massa ficar uma farofa. Coloque a massa numa forma de 22 cm [9 inch] com o fundo removível. Aperte bem dos lados e no fundo, tentando deixá-la o mais fininha possível. A massa fica uma farofa, não fica grudenta. Asse no centro do forno por mais ou menos 20 minutos, até ficar firme e dourada. Transfira para uma grade e deixe esfriar completamente por mais ou menos uma hora.

Faça o ganache: coloque 340 gramas [12 ounces] de chocolate amargo quebrado em pedaços numa vasilia. Numa panela pequena coloque 1 1/4 de heavy cream pra ferver. Coloque o creme fervendo em cima do chocolate - passe o creme por uma peneira. Bata bem até o chocolate ficar todo derretido e a consistência cremosa. Adicione 1 colher de chá de baunilha.

Monte a torta: desenforme a massa e ponha numa travessa. Coloque a mistura de chocolate no centro. Deixe descansar por duas horas. Pode gelar por uma hora antes de servir. Mas como estamos no inverno, a visita à geladeira não foi necessária. Serve dez pessoas.

forno médio
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chá das cinco

Ficamos sem aquecimento na casa o domingo inteirinho, então à noitezinha [depois das cinco já é noite] fiz um bule cheio de chá. Nós tomamos chá nas noites de domingo, mas ontem o tal chá serviu também pra esquentar. Falei para o Senhor Urso, vai ver é por isso que na Inglaterra, por exemplo, se bebe tanto chá.... brrr!

Eu não sou muito exigente com chá e faço desde os de ervas frescas, ou chá solto até os de saquinho. Mas gosto de fazer no bule e antes de fazer o chá nele, sempre dou uma escaldada com água fervendo. O melhor chá é o que você bebe com as mãos frias. Pisc!

farewell party
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» quiche de cogumelos [criminis e baby portobellos], quiche de alho poró com queijo e tomate, hummus verde, pão sírio com gergelim, queijos [brie e camembert francês, Jarlsberg norueguês], pães, torradas com azeite e salada verde [rúcula, espinafre e alface] com molho de tangerina e tomate seco, que não está na foto, mas fez parte do menu.

comida de Thanksgiving
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» peru assado - um no forno, outro na churrasqueira, stuffing, salada de folhas, salada de grãos, purê de batatas, purê de batata-doce, cranberry sauce, cenouras cozidas, pão.

pinga de Thanksgiving

» eu escrevi este post em dezembro de 2002, quase véspera de Natal. Mas como eu falo de uma receita de peru, vou republicá-la nesta véspera de Thanksgiving, quando estou exausta, com o dedo queimado e pensando como vou levar uma torta de chocolate - que ficou horrível visualmente - balançando no carro até San Francisco sem transformá-la num monte de farelo melequento....

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Hoje eu planejei ir comprar o peru, mas quem disse que eu consegui? O fogão da guest house não estava acendendo e ficamos a tarde toda esperando o cara que viria arrumar. O conserto do fogão ficou metade do preço de um novo. Aqui é o país do descartável mesmo….

Resolvi inovar na ceia de Natal, fazendo umas receitas diferentes. Vou preparar uns ‘tapas’ [aperitivos] de um livro de receitas mediterrâneas que a Patricia me deu. E uma torta de ameixas também de lá. O peru será o mesmo, com receita tradicional da minha mãe – ao vinha d’ alho. Mas eu peguei o livro Comer Bem da Dona Benta pra ler a receita. Eu acho essa receita o máximo:

1 peru
1 copo de pinga

Pouco antes de matar o peru, dê-lhe, às colheradas, um bom copo de pinga e, quando ele ficar bêbado, caído, mate-o, cortando-lhe o pescoço mais ou menos no meio, separando-lhe, assim, a cabeça do corpo.

Coitado do peru!!!!! Vai ser embriagado e assassinado…. Que maldade, matar o bicho bêbado!!!!

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Depois a receita ensina a depenar, limpar, temperar e finalmente assar. Ufa, pusta trabalheira! Melhor ir ao Safeway e comprar a coisa congelada e limpa.

Essa receita da Dona Benta é para quem quer fazer tudo do jeito antigo e tradicional. Só para ensinar a rechear o peru com a farofa são dez passos….. Coisa sofisticada!!

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Eu quis ter esse livro porque não tinha nenhum livro de receitas em português. Lembrei desse, que acho que minha mãe tinha uma edição da década de 60. A Leila me deu esse na 73ª edição. E eu fiquei pensando quem será essa tal de Dona Benta? Será que ela realmente existe, como a Ofélia? Questão intricadíssima, como a receita do peru!!

ainda temos pimentão
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como comprar vinho

Eu não sou nenhuma connaisseur de vinhos. Só sei beber e dizer se gostei ou não. Já fiz as rotas das vinícolas do Napa e Sonoma Valley, aprendi a cheirar, girar o copo e fazer aquela pose de bebedora sabe-tudo. Mas saber mesmo, não sei. Só que como toda cozinheira e provedora e promotora de jantares e eventos, tenho que comprar vinhos, o que faço com razoável freqüência. Como comprar vinho sem saber absolutamente nada sobre uvas, safras, vinícolas? Worry no more! Aqui está o meu guia de compras de vinhos!

Primeiro eu escolho a procedência. Como eu moro na Califórnia e santo de casa não faz milagres, sempre olho pra prateleira dos importados. Importado pra mim é vinho chileno, italiano, espanhol, francês e - raramente - um português. Os vinhos californianos são excelentes e eu conheço algumas das vinícolas, mas não me concentro neles quando vou comprar vinho. Compro os californianos baratos para cozinhar - temperar carne, adicionar em sopas, molhos. Eu saio da regra geral de cozinhar com o mesmo vinho que se vai beber.

Daí eu estipulo uma escala de preços. Com seis dólares dá pra comprar um vinho razoável. De doze à quinze dólares é o preço médio, que abre um leque de muitos vinhos excelentes. E o meu preço máximo é vinte dólares por uma garrafa, se o evento for realmente especial. Decidido esse detalhe, passo à etapa final da escolha dos vinhos.

A terceira e última fase é olhar os rótulos. Beleza põe a mesa! Podem me chamar de fútil, mas gosto dos rótulos criativos e bonitos. Rótulo feio tá fora! Os rótulos também são uma fonte de informação sobre o vinho e eu sempre leio o que está escrito neles - vinho bom para servir com isso e aquilo, sabor cítrico, crispy, refrescante, denso, seco, etc - antes de decidir.

No verão comprei muito chardonnay californiano com preço abaixo na minha tabela, para ser bebido na grama do parque para os picnics que organizei. As garrafas custavam no máximo quatro dólares, mas o vinho não perdia em sabor e acompanhavam muito bem as saladinhas. Nunca caia na armadilha de pensar que você não sabe nada sobre vinhos, nem que somente vinhos carésimos são os bons. Mas preste bem atenção quando for levar uma garrafa de vinho de presente para o seu anfitrião: não seja muito mão de vaca e não faça um papelão levando um vinho baratotal, pois a maioria pode até não conhecer os vinhos caros, mas os baratos são figuras conhecidas e de domínio público.

pistachios

A Califórnia é um grande produtor de pistachio. Meu marido tem um projeto de colheitadeira mecânica e faz testes todo verão na maior fazenda de pistachio do estado, a Paramount Farms. Ele costumava trazer para casa os pistachios frescos, que comíamos cru e depois eu tentava processar. Não é difícil processar pistachio, mas requer um pouco de prática, que eu nunca adquiri. Primeiro voce dá uma cozida nos pistachios em água com bastante sal. Daí tem que retirar a casca mole e depois torrar no forno. Eu nunca consegui acertar o ponto exato do forno e os pistachios ficavam sempre ou pouco torrados ou muito torrados. Desisti.

Mas eu uso os pistachios torrados que compro no supermercado em uma receita ótima que aprendi a fazer anos atrás: pesto de pistachios. Fica uma delícia e ajuda a gastar os maços de basil que recebo em abundância no verão. Adaptei uma receita que eu peguei de um livro de receitas italianas da década de 60.


Pesto alla Genovese

3 dentes de alho
1/4 a 2/3 de folhas frescas de basil
1/4 de queijo Romano e Parmesão ralados
1/4 de pine nuts [eu substitui por pistachios]
6 colheres de sopa de azeite de oliva

Triturar os ingredientes no food processor, o azeite vai por último. Para guardar, pãe num potinho e cobre com mais azeite. Dura muito tempo se guardado na geladeira. Misturar no macarrão cozido e salpicar com queijo ralado.

letra de mão
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sopa de abóbora

Restos do Halloween ou elemento clássico do Thanksgiving, a abóbora reina no outono norte-americano. Mas o que fazer com elas, nas suas mais variadas formas, sabores e cores? Bem, aquela abóbora típica, carruagem de Cinderela, que usamos para fazer jack-o-lanterns, eu transformo em sopas. Uma americana que nem cozinha [ironia] me ensinou a assá-la no forno invés de cozinhar na panela com um pouco de água. Técnica inteligentérrima de gente que não cozinha, não tem tempo nem saco, pois evita a ardorosa tarefa de descascar a abóbora [haja muque!].

Eu coloquei uma abóbora pequena no forno alto [400F] partida ao meio e sem as sementes por trinta minutos. Depois retirei a polpa cozida com uma colher e misturei à um pouco de alho e azeite fritos numa panela. Juntei uma maçã verde descascada e ralada bem fina, refoguei por um minuto e acrescentei um caldo de legumes e um pouco de vinho branco. Sal à gosto. Deixei cozinhar por uns vinte minutos, bati tudo num creme com o mini-mixer, deixei engrossar mais uns minutos e servi bem quente, como sopa deve ser servida.

Uma variação é fritar cubinhos bem pequenos de bacon de excelente qualidade e nele fritar um quarto de cebola picadinha. Dai acrescentar a abóbora cozida, a maçã e etc.

Ótima pedida para um jantarzinho rápido numa noite fria......

na mosca
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all you can eat at jusco

Se na minha cidade falta bons restaurantes italianos, certamente tem uma abundância de restaurantes asiáticos. Só pra se ter uma idéia da demanda, a cidade tem sessenta mil habitantes e quase quarenta por cento da população de estudante na UC Davis é asiática. Então é um restaurante em cada esquina para servir a clientela faminta e já à postos segurando chopsticks ou hashis. Lembrando de cabeça são pelo menos dois vietnamitas, uns três coreanos, uns cinco tailandeses, uns sete japoneses e incontáveis chineses, fora os indianos, nepalianos e alfaganistaneses que não sei se dá pra contar como asiático, e os lugares que só vendem suco ou chá com bolotas de tapioca, mas que também são bem populares. Então quando saimos pra comer fora, opções para comida oriental não faltam. O Uriel sempre sugere os tailandeses, dos quais eu ando meio enjoada. Fazia muito tempo que não íamos à um japonês. Em downtown, perto da minha casa, tem uns três. Um deles abre às onze da manhã e às dez já tem fila na porta. Não sei o que eles servem lá, mas o restaurante tem uma fila enorme na calçada todo-santo-dia. Resolvemos ir num outro logo a frente, que nos foi recomendado pelo Gabriel e Marianne, o Jusco.

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O lugar é pequeno e bem antigo, no velho e bom estilo 'sujinho', que à primeira vista nem anima. Mas como eu e o Uriel temos um histórico de indecisões em porta de restaurante, quase caímos fora no último segundo. A família inteira trabalha no restaurante, cozinham, servem, limpam. Não sabíamos que eles faziam o 'all you can eat' e nunca tínhamos ido à um 'all you can eat' japonês. Ficamos meio perdidos no inicio, mas recebemos as intruções para marcar o que queríamos numa fichinha com os nomes dos sushis, rolos e comida quente. Fui marcando tudo o que não tinha peixe cru. Marquei muita coisa, naquele entusiasmo de quem está com fome. A comida começou a chegar em pequenos pratinhos e não parava mais... Comemos muito e estava tudo delicioso. Só uma coisa nos deixou um pouco estressados: pra não haver desperdício, eles avisaram num cartaz na parede e no menu que CADA SUSHI NÃO COMIDO E DEIXADO NO PRATO CUSTARIA 0,50 CENTS EXTRA! Raspamos os pratos e abandonamos pra trás somente os rabinhos do camarão...

Cinema & Comida

* vou roubar um post antigo do Cinefilia, porque hoje estou sem tempo de pensar e escrever....

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setembro 05, 2002
Cozinha no Cinema

Duas coisas que eu adoro! Cinema e Gastronomia. E quem já não viu um personagem de filme fazendo ou saboreando alguma comida e não quis saber a receita? Wonder no More! No site Cinema & Co tem receitas dos sushis de Blade Runner, dos Muffins de Gone with the Wind, Spaghetti do The Postman, Peixe com vinho e cogumelos de Out of Africa, Suflê de queijo de Sabrina e muito mais!!

E AQUI , as receitas do banquete do filme Babette's Feast! Trés Jolie!

comida & história

[*repeteco]

Livros de receitas também são literatura e história. Eu adoro ler sobre os hábitos alimentares do passado e como as pessoas cozinhavam e se alimentavam. Sem querer, encontrei três livros diferentes, de autores diferentes e de épocas diferentes, que fazem essa viagem ao passado. Ler essas histórias é uma atividade extremamente deliciosa, quem diria poder experimentar todas as receitas descritas pelos autores.

O primeiro livro, que comprei usado numa loja em Novato, é o relato de Margaret Rudkin, hoje famosa por ter sido a fundadora da marca Pepperidge Farm, que começou vendendo pães e hoje tem uma variedade interessante de bolachas finas. Margaret escreveu o The Pepperidge Farm Cookbook no inicio da década de sessenta, relatando toda a sua experiência dentro de uma cozinha, que se iniciou quando ela ainda era uma criança, no início do século vinte. O relato da cozinha da infância de Margaret é simplesmente delicioso. Como eles conservavam os alimentos no basement, sem o auxílio de freezers e geladeiras, como os alimentos que seguiam a regra da 'temporada' eram preparados em cozinhas simples, sem grandes tecnologias, mais muito eficientes.

O segundo livro é um original, reproduzido exatamente como foi publicado pela primeira vez em 1913. Escrito em linguagem literária e em sequência, como se fosse um romance, por Martha McCulloch-Williams, uma nativa do estado do Tennesse, que tornou-se uma pioneira dos livros de receita. McCulloch-Williams ensina receitas básicas consumidas no sul do país em seu livro Dishes & Beverages of the Old South. Muitas receitas são difíceis de serem preparadas hoje, pois se usava outras maneiras de assar e fritar, em utilitários domésticas que já não existem mais.

O terceiro livro é mais recente, mas o autor Victor M. Valle, um americano descendente de mexicanos, volta muito mais no tempo, republicando receitas de suas avós e bisavós, datadas do meio do século dezenove. Receitas mexicanas maravilhosas, porém difíceis de serem replicadas, tanto por causa dos ingredientes quanto pelas técnicas antiquadas de processar os alimentos. Valle descreve como a avó Delfina matou dois coelhos com uma só cajadada, livrando-se de uma imensidão de pombos que infestava o sótão da casa e ao mesmo tempo reunindo a família para um farto almoço onde prato principal era sopa de pichones [filhotes de pombo no arroz de açafrão]. Todas as receitas das mulheres da família foram preservadas na memória dos que trabalhavam na cozinha. O livro, publicado em 1995, tem o sugestivo título de Recipe of Memory e já me deixou com vontade de fazer uma viagem histórico-gastronômica ao México.

O famoso sanduba do Elvis

Apesar de não ser uma consumidora frequente do produto, tenho que ter sempre um vidro de peanut butter na despensa, para a eventualidade de dar uma vontade de comer o sanduiche favorito do Elvis Presley!

As receitas:

Peanut Butter and Banana Sandwich
do The Presley Family Cookbook

3 colheres de sopa de peanut butter
2 fatias de pão branco
1 banana -- amassada
2 colheres de sopa de margarina -- derretida
Misture a peanut butter com a banana amassada. Toste o pão levemente. Espalhe a peanut butter com a banana amassada na torrada. Frite na margarina derretida, virando dos dois latos até ficar dourado.

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Elvis's Favorite Peanut Butter Sandwich

2 fatias de pão branco
2 colheres de sopa de peanut butter cremosa
1/2 banana - bem madura
2 colheres de sopa de manteiga ou margarina

-Espalhe a peanut butter sobre uma das fatias de pão
-Coloque fatias da banana sobre a peanut butter
-Cubra com a outra fatia de pão
-Derreta a margarina numa frigideira sobre fogo médio.
-Frite o sanduiche até ficar dourado dos dois lados

NOTA : Elvis comia esse sanduíche com garfo e faca. Não é a toa que ele ficou bem gordutchinho nos seus últimos anos de vida!

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Minha versão do Sanduiche Favorito do Elvis

Espalhar peanut butter em duas fatias de pão branco de forma. Cortar uma banana em rodelas e colocar entre as fatias. Tostar o sanduiche fechado, numa frigideira ou aparelho de fazer sanduiche.

Devorar com direito a lamber os dedos!!

cogumelos galore!
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Cogumelos são interessantes e saborosos, mas eu tenho pouquíssima experiência com eles. O máximo que faço é refogar criminis, shitakes ou os cogumelos brancos comuns com azeite e alho. Ou colocar enokis na sopa. Mas já ousei com os portobellos, que fiz assados.

A receita é da revista Everyday Food nº 14 - julho/agosto de 2004:

Portobellos com alho-poró e espinafre

4 cogumelos limpos
3 colheres de sopa de azeite
3 coilheres de sopa de vinagre balsâmico
sal grosso e pimenta do reino à gosto
2 alhos porós - somente a parte branca - cortados em fatias bem finas
2 xícaras de espinafre fresco picado
1 xícara de queijo de cabra em pedaços

Aqueça o forno no alto [450F]. Coloque os cogumelos num refratário de cabeça para baixo, a parte das fibras pra cima. Molhe com azeite e vinagre e tempere com sal e pimenta. Asse por mais ou menos 10 minutos. Coloque as fatias de alho poró, o espinafre e o queijo no topo de cada cogumelo. Tempere com mais sal e pimenta e asse por mais dez minutos, até o espinafre murchar e o queijo começar a derreter.

pimentãozada

Outro legume de verão que precisa ter um pouco de criatividade para usar é o pimentão. Eu recebo muitos pimentões, verdes, vermelhos e amarelos na cesta orgânica, mas este ano fiz a besteira de plantar dois pés no meu quintal, então passei o verão inundada por pimentões que ainda tenho na geladeira.

Os pimentões vermelhos e amarelos eu grelho na churrasqueira ou tosto na chama do fogão. Vou virando até ele ficar todinho preto e embrulho numa folha de papel toalha ou coloco num saco de papel e deixo esfriar embrulhado. Depois de frio, desembrulho e tiro toda a pele preta. Tiro as sementes, corto em fatias e tempero com vinagre balsâmico, sal, pimenta do reino, azeite e ervas secas. Faz uma salada bem saborosa para comer com pão.

Já o pimentão verde eu ponho no molho pra cachorro-quente ou corto em fatias bem finas pra salada. Fora isso tenho apenas uma outra receita, que é da minha tia, irmã da minha mãe, uma autêntica cozinheira frugal que faz as melhores receitas italianas do planeta!

A receita:

Pimentão Recheado - da Tia Dirce

Fritar no azeite bastante alho picado. Adicionar miolo de pão amanhecido. Refogar até o pão ficar bem úmido. Deixar esfriar e adicionar azeitonas picadas [pode ser verde ou preta], uma latinha de aliche escorrido e picado e orégano à gosto. Tirar as sementes dos pimentões verdes, rechear com essa mistura e assar.

Fica muito bom!

velhos cadernos de receitas

Resolvi fazer uma cata de posts culinários no meu blog ancião, o The Chatterbox , e achei coisas incríveis. Eu já escrevia sobre comida lá desde os tempos em que tinha apenas dez leitores e praticamente não me importava em publicar um monte de tontices. Hoje já não escrevo dessa maneira, mas vale a pena ler de novo um post de dois mil e um onde eu faço comentários sobre comida e até dou uma receita ótima de salada ayurvedica.

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January 22, 2001 - Several hours of sun...

Mais receitas [ow,no!]: pegue um pentelhudo bem maduro, adicione flash-trash, uma pitada de x-files, um dedinho de technomusic e voilá...... EnJoYiT! .... Blurp!!! :-)

“Do vegetarians eat animal crackers?”
[placa na frente de uma igreja em Los Angeles]

Será que comer muito tofu faz mal? Eu adoro tofu! Como derivados de soja várias vezes por semana. Faço sopa de missô, que eu adoro, com tofu frito, tofu defumado, tofu fresco, tofu barbecue, tofutofutofu! :-) Aprendi a fazer a tradicional hot & sour soup dos restaurantes chineses, que eu faço com cenouras, cogumelos e TOFU! :-) E tem os noodles de arroz, que eu faço com o que tiver de vegetais mais TOFU! :-) E quando eu faço sushi, se sobra arroz eu recheio aqueles deliciosos quadradinhos de TOFU frito! ;-) E como um trail mix malasiano, onde eu misturei grãos de soja torrados [a soja não é muito saborosa sozinha] e devoro yorgut feito de leite de soja, porque eles são ótimos! A Iri disse que soja é muito boa para a mulher… Mas será que comer demais….. hum…

E eu como animal crackers quando tenho a oportunidade. Eles têm gosto de bolacha de maizena…. And I like it! :-)

Às vezes eu penso que deveria fazer um curso de Chef [no Napa Valley, aqui pertinho, tem um hotel que forma cozinheiros(as)] porque eu curto tanto falar de comida! Não curto tanto cozinhar e comer quanto ficar procurando receitas, lendo, comprando ingredientes e falando de comida! Já me disseram que cozinhar seria uma ótima atividade pra mim, porque ela preencheria as minhas necessidades de FOGO [eu tenho 1 de fogo no meu chart… e 10 de terra, o que explica as minhas medronices…] e da lua em câncer na VI, que adora ficar cuidando dos outros. Eu tenho pensado seriamente nessa possibilidade…..

Outro dia experimentei uma salada nova num jantar aqui em casa [ah, não posso esquecer de mencionar que sou uma soberba misturadora de saladas!] e ela fez um sucesso. É uma salada ayurvedica. Quer provar?

Fennel Cole Slaw with Pecan Dressing

Misture 1 1⁄2 xic de repolho picado fininho, 1 1⁄2 xic de erva doce picada fininha, 1 1⁄2 xic de cenoura ralada, 1/3 xic de gengibre cristalizado picadinho, 1 colher de sopa de sementes de erva doce torradas, 3⁄4 xic de coentro fresco picado.

Para o molho: bata no liquidificador ou no mixer 1/3 de óleo de gergelim [misture com um pouco de azeite de oliva, pois o óleo de gergelim tem um sabor muito forte], 1/3 xic de nozes pecan, 3 colheres de sopa de suco de limão, 2 colheres de sopa de mel e sal à gosto.

Tempere a salada com o molho e salpique com um pouco de pimenta do reino moída. Sirva!

bolo de aniversário
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Fiz esse bolo pela primeira vez em março deste ano. Peguei a receita na edicao número vinte da revista Everyday Food da Martha Stewart. Fiz ele novamente para o aniversário da minha amiga Marília amanhã. Desta vez melhorei o recheio, que não tinha ficado muito bom da primeira vez. Misturei lemon curd com pessêgos em calda e adicionei uma camada de doce de leite. Como sempre ficou um bolo meio torto - tudo o que eu faço sai meio torto. Mas saberemos se o bolo ficou gostoso amanhã, depois dos parabéns!

A receita:

Coconut Layer Cake

3/4 xicara [1 tablete e meio] de manteiga sem sal na temperatura ambiente
2 1/2 xicaras de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
1 colher de chá de sal
1 1/2 xicara de açúcar
1 colher de chá de extrato de baunilha
2 ovos inteiros mais 3 gemas [separar as três claras para a cobertura]
1 xícara de leite
cobertura para bolo [receita logo abaixo da massa do bolo]
lemon curd [creme de limão], coco ralado para o recheio e enfeite.

Pré-aqueca forno no médio [350F]. Unte duas formas redondas. Coloque papel manteiga no fundo das formas, unte com manteiga e salpique com farinha.

Numa vasilha grande misture bem a farinha, o fermento e o sal. Numa outra vasilha bata a manteiga e o açúcar num creme, vai acrescentando os ovos um a um e batendo. Acrescente a baunilha, sempre batendo, vai colocando a farinha em três partes alternando com o leite. Bata bem. Divida a massa entre as duas formas já untadas e asse por uns 30 min. Deixe os bolos esfriarem numa grade, tire o papel manteiga do fundo. Deixe esfriar completamente antes de montar as camadas do bolo.

Para a cobertura, coloque uma panela com uns 5 cms de água para ferver. Não deixe borbulhar e abaixe o fogo. Coloque um pirex de vidro ou vasilha de metal em cima da panela, não deixe a água tocar na vasilha. Misture na vasilha as três claras de ovos, 2 colheres de chá de light corn syrup [Karo light], 1/2 colher de chá de crem of tartar, 1/3 de xicara de água gelada e 1 1/2 xícaras de açúcar. Vai batendo com a batedeira em potência maxima por mais ou menos sete minutos, até a clara ficar com consistência bem firme e cor perolada . Remova do fogo e continue batendo ate a cobertura esfriar. Use imediatamente.

Recheie o bolo com 1/4 xicara de lemon curd [creme de limão] e 3/4 xicara da cobertura. Eu usei pessêgo em calda picado, mas pode ser qualquer recheio. Cobrir com o segundo bolo e confeitar com a cobertura. Salpicar coco ralado por cima. Voilá! Dá um bolao e fica muito saboroso, principalmente no dia seguinte, depois que o recheio molhar o bolo.

caldos para sopa

Preguiçosa e distraída como eu sou, preciso pensar em maneiras eficientes de fazer coisas na cozinha, que me permitam poder fazer outras mil coisas e ter esquecimentos. Com a chegada do inverno ficamos pedindo por sopas. Elas são fáceis de fazer e sustentam, acompanhadas de uma boa salada e pão fresquinho. Mas depois que eu li este livro maravilhoso [que ainda vou comentar extensamente], fiquei encantada com os caldos que ela cita como base de tudo - sopas e molhos. Fazer um caldo me faz pensar imediatamente num panelão cozinhando por intermináveis horas sobre a chama do fogão. Não daria certo pra mim, que estou sempre entrando e saindo de casa em mil atividades e tarefas. O caldo levaria dias pra ficar pronto, se eu fosse seguir as regras de segurança básicas de não deixar fogo ligado sem vigilância na minha casa de madeira.

Mas como tudo pode ser adaptado, descobri uma maneira eficiente e segura de fazer caldos base para as minhas sopas. Espanei as teias de aranha da minha panela elétrica, chamada aqui de crockpot ou slow cooker. Ela cozinha em baixíssima temperatura num pote de cerâmica. Você joga lá os ingredientes e deixa cozinhando o dia inteiro ou a noite inteira e depois de muitas horas, voilá, é só coar o caldo.

Tenho feito caldos ótimos com os inúmeros legumes e verduras que teimam sobrar da minha cesta de segunda-feira. O básico é:

cenoura, salsão, pimentão, uma cebola espetada com cravos, basilicão fresco, ervas secas amarradas com um barbantinho, batata doce ou abóbora, nabos e verdura verde em fatias. Se tiver resto de frango ou carne, para um caldo de frango ou carne. Senão somente os legumes dão um caldo ótimo. Adiciona água, vinho branco, um pouco de sal e deixa cozinhar por pelo menos doze horas. Eu tinha esse crockpot há um ano e ainda não tinha achado um utilidade pra ele, que estava entrevado junto da máquina de fazer pão, da fazer macarrão e da centrífuga. Mas nada como um dia após o outro...

defeitinho....

Somente ontem que pude ver o Chucrute num IE 6.0 para Windows e foi então que topei com um defeito no layout. Fiquei irritadíssima, porque o layout visualiza bem até no morto e enterrado IE para Mac. Então mil desculpas para quem usa IE. Vou arrumar o defeitinho em breve. Mas enquanto isso, fica a sugestão de fazer o download do Firefox, que é um browser excelente, sem falar que ele lê perfeitamente as CSS, o que o IE parece não fazer direito.

mais gadgets inúteis

No maravilhoso Ferry Building Market Place no Porto de San Francisco, eu e uma amiga entramos na Sur La Table e enlouquecemos no paraíso das gadgets inúteis [e caras!]. Eu não resisti e comprei uma espátula para rechear e cobrir bolo e um ralador profissional de casca de limão e laranja, que eu já vi os chefs do Food Netwoork usando.

Já tenho trabalho pra espátula nesta semana, pois vou fazer um bolo de aniversário para uma amiga. Mas vou ter que arrumar receitas que vá lime zest pra poder estrear o meu maravilhoso ralador. Tô achando que essas novas gadgets vão pra mesma gaveta do medidor de macarrão e o cortador de ovo em fatias...

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bolos de liquidificador

Todas as receitas que eu pego na Cozinha da Gi dão certo. A Gisa tem as melhores receitas, não só porque são gostosas, mas porque são práticas e eu adoro esse detalhe. Bolo de liquidificador é o máximo. Eu quase não faço bolos porque detesto aqueles passos básicos de bater as gemas com o açúcar e a manteiga numa vasilha e as claras em neve numa outra. Isso é o meu pet peeve dos bolos, sujar duas vasilhas, ter que lavar os gafos da batedeira e separar gemas das claras...

A Gisa divulgou duas receitas de bolo de liquidificador que eu testei a aprovei - two thumbs up! A primeira foi o Bolo de Laranja com Casca que eu fiz para o picnic noturno do filme no parque, onde eu e minha amiga devoramos fatias grossas enquando assistíamos ao The Wizard of Oz na grama. Já passei essa receita pra frente, pois ela é perfeita, fácil e deliciosa!

Hoje estou assando o Bolo de Liquidificador Romeu e Julieta, que vou levar para um brunch de aniversário de uma amiga daqui a pouco. Tive que dar uma improvisada no recheio, porque não achei goiabada vermelha em pedaço [achei uma em lata mexicana, mas feita com goiaba branca] e então usei uma geléia de goiaba, artigo raríssimo aqui que só encontrei no Corti Brothers. A textura ficou muito liquida, então fiz uma gambiarra com um pedaço de marmelada espanhola que eu tinha na geladeira. Never mind, o bolo está com cara de estar delicioso!

Queremos mais receitas de bolo de liquidificador Gisa!!!

abobrinhada

Quando eu pego minha cesta orgânica nas segundas-feiras, a visão das inúmeras abobrinhas me faz tremer. E agora? O que eu vou fazer com elas? Refogar? Pôr na sopa? Cortar em rodela e fritar? Incluir no molho de macarrão? Abobrinha não é o meu legume favorido.... Mas eu tento usá-la como posso, cavo a polpa [com o quase inútil cavador de bolinhas de melão!] e recheio com a própria polpa, mais ervinhas, mais queijo ralado, mais restinhos de frango... Mas a primeira vez que recebi elogios com uma receita usando abobrinha foi com uma salada. A receita eu peguei num blog culinário em inglês, não lembro qual infelizmente, então vai ficar sem crédito. Fiz nos picnics que organizei no verão e recebi comentários animados. Mas o melhor deles veio da minha nora, que num almoço aqui em casa disse, enquanto se servia de mais salada de abobrinha: "como você consegue fazer abobrinha ficar saborosa?" Ganhei o dia! E aqui está a receita:

Salada de Abobrinha

A receita original pedia pedacinhos de frango desfiado. Eu fiz com frango e sem frango e ficou melhor sem. Corte as abobrinhas num cortador de legumes em fatias extremamente finas na diagonal. Corte as fatias em duas partes e depois em tiras finas. Tempere com sal, pimenta do reino, vinagre de framboesa [raspberry vinegar] e óleo de nozes [walnut oil]. Deixe na geladeira por pelo menos uma hora antes de servir. Essa salada fica melhor no dia seguinde e dá pra guardar refrigerada por vários dias. Super simples e consegue fazer a abobrinha ficar deliciosa!

nook
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tomatada

Eu moro na tomatolândia, a região que mais produz tomates no país. Daqui sai o tomate que vai virar catchup e rechear hamburgueres e molhar batatas-fritas pelo mundo! Pudera, tomate adora um calorzinho seco, e esse é o nosso verão. Então todo ano eu planto tomate na minha hortinha e os pés crescem enlouquecidamente e dão muitos frutos [quando não acontece de um rato aparecer e comer tudo, como foi no ano passado.. argh!].

Durante o verão eu faço muitos pratos com tomate. Tortas, macarrão, saladas. . Quando não está muito quente, faço também tomates secos no forno. Aqui vão algumas das minhas receitas com tomates. Mas antes das receitas, um conselho IMPORTANTÍSSIMO: nunca guarde tomates na geladeira. eles têm que ficar na temperatura ambiente, senão perdem todo o sabor.

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Bruschettas espanholas

Outro dia aprendi a fazer um tipo de bruschetta, só que é receita espanhola, e não paro de fazer e comer. É muito bom.

- tomates maduríssimos
- azeite
- um dente de alho
- pão de crosta dura [italiano, sour dough, etc]

Cortar o pão em fatias e tostá-las numa chapa ou frigideira de ferro, com um fiozinho de azeite [espanhol!] em cada lado. Deixar esfriar um pouco. Cortar dente de alho no meio e esfregar levemente em um dos lados do pão. Cortar o tomate no meio e esfregar o tomate num dos lados do pão [o lado do alho] ate o tomate se despedaar e todo o sumo e pedaços da fruta passarem para o pao. A torrada está pronta! Para não desperdiçar o tomate que sobra da esfregação, eu pico bem picadinho e tempero com sal, pimenta, vinagre e azeite e faço de acompanhamento. Isso e um copo de cerveja gelada num dia quente, não preciso de mais nada!

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Torta de Tomate

Essa receita eu aprendi num programa de tevê e não anotei nada, então não tem quantidade.... Mas como é muito simples, não tem como errar. Fiz para o almoço de Thanksgiving do ano passado e foi um sucesso.

dois tomates grandes e maduros
queijo Gruyere ralado
mostarda dijon
sal
azeite
ervas frescas picadas
uma massa para torta [pode ser a massa pronta, já na forma]

Assar a massa de torta com um peso na base [pode ser grãos de feijão - colocar uma folha de papel manteiga e os feijoes por cima, para a massa nao embolhar]. Deixar esfriar. Cortar os tomates em rodelas grossas, temperar com sal e deixar descansar por uns minutos. Forrar a base da massa com uma camada fina de mostarda. Colocar por cima uma camada grossa de queijo Gruyere ralado, acrescentar os tomates. Assar até os tomates ficarem bem cozidos. Retirar do forno, salpicar as ervas e o azeite por cima do tomate. Deixar esfriar e servir.

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Pesto de Tomates Secos

Outra receitinha fabulosa, direto da cozinha de Fezoca, residente do centro da tomatolândia americana.

tomates secos, queijo parmesão, nozes, alho, azeite, cream cheese

Cozinhe os tomates secos em água por 10 minutois, para amolece-los. Coe a água e coloque os tomates num mixer junto com uma xícara de queijo parmesão ralado, 3/4 xícara de nozes ou pine nuts [eu usei pecans], um dente de alho picado, 3 colheres de sopa de azeite e um cubo de tofu [com cream cheese também fica bom]. Se quiser pode acrescentar um pouquinho de coentro fresco, ou manjericão ou salsinha. Sal à gosto.

Dá pra usar como pesto, para misturar no macarrão cozido, ou como pastinha, para comer com bolachinhas. Mangia Benne!

berinjelada

O verão é temporada de abundância dos tomates, milho, pimentão, abobrinha e beinjela. Nunca me falta uma boa receita para usar os tomates, mas os outros legumes às vezes me deixam prostrada, sem idéias. A berinjela é um deles. Não dá pra passar o verão inteiro fazendo pastinha de berinjela. Felizmente o Uriel adora esse legume, então qualquer jeito que eu o prepare, ele come. Eu faço moussaka e raramente um refogado estilo ratatouille.

Apesar de já estarmos oficialmente no outono, ainda estou recebendo berinjelas na cesta orgânica. Tenho então usado a churrasqueira, para grelhar tudo em fatias e guardar na geladeira. A berinjela grelhada dura bastante refrigerada e pode ser usada para pratos quentes ou frios.

Nesta semana fiz a seguinte receita [inventada]:

Cortei as berinjelas [três variedades, roxas, brancas e verdes] em rodelas grossas e deixei uns minutos de molho numa salmora de água fria.

Preparei um tempero com:
bastante azeite, sal grosso, pimenta do reino, basil seco e um pouquinho de vinho tinto.

Coloquei as fatias de beringela na churrasqueira já bem quente e pincelei a mistura de azeite em cada uma, dois dois lados. Deixei grelhar [cuidado para não deixar queimar, a berinjela grelha bem rápido].

Retirei da churrasqueira, separei umas fatias e guardei o resto na geladeira para outro dia. Coloquei as fatias separadas numa forma refratária de cerâmica, coloquei queijo raclette [pode ser qualquer outro queijo forte, como o gruyere] em cima de cada fatia e por cima fatias de tomate. Coloquei no forno por uns minutos até o queijo derreter. Servi quente-pelando com salada verde.

Era só o que faltava!

Pois é, eu nem sou aquela cozinheira de mão cheia que faz pratos maravilhosos e saborosos. Na cozinha eu sou aquela que se esforça. Queimo comida, salgo demais, substituo quantidades e ingredientes e enfrento as consequências, me queimo, me corto e tropeço no tapete com uma forma de caramelo quente na mão.....

Não sou perfeita, não sou gourmet, não freqüento restaurantes finos, mas ADOOORO falar de comida, ler sobre comida e até timidamente arriscar pratos e receitas mas elaboradas. Minha cozinha é inventiva, no sentido que eu invento um monte de modas. Às vezes dá certo, mas nem sempre. Gosto de comer orgânico, comprar ingredientes de qualidade, sou a rainha das novidades e das gadgets inúteis.

Há tempos leio blogs de culinária e outro dia pensei, por que não ter um também? Escreverei as histórias mais bizarras e diferentes, ilustradas por fotos dos meus tomates e nectarinas. Me inspirei na maravilhosa receita de Chucrute com Salsichas que achei num dos cadernos de receitas da minha mãe. Ela, tão ocupada, mas sempre antenada, me mostrou que tudo é possível e tudo é valido. Então já vou colocando o meu avental e colocando as mãos na massa!

minha cozinha

Estou lendo um livro de receitas desses cheios de histórias, onde Miss Bessie, uma negra sulista, descreve seu prendizado na cozinha da avó e da mãe. Ela fala sobre tradições da cozinha do sul com suas diferentes etnias e aromas. Ela também diz que é possível descobrir muita coisa a respeito de uma mulher, apenas observando a sua cozinha. Segundo Miss Bessie, a cozinha vai dizer mais verdades sobre uma mulher do que ela mesma se permitiria

Pensei então na minha cozinha e as verdades que ela pode revelar sobre mim. É um espaço amplo e cheio de luz. Flores na janela desnuda em frente a pia. Uma boombox sempre presente num canto, onde eu coloco cds de Jazz pra tocar enquanto cozinho. Uma estante cheia de livros, revistas, cadernos de receitas e papeladas avulsas enfiadas em sacos plásticos e porcamente organizadas em arquivos. Peças de cerâmica por todo canto. Muitas colheres e garfos de madeira. Pelo menos três garrafas de azeite sempre à mão, perto do fogão. Dois panos de prato sendo usados e uma toalha de mão. Poesia magnética minimalista na geladeira - pastilha dizendo Water, do lado que saí a água e gelo e outra dizendo Beer, onde fica o resto das comidas. Alguns postais de viagens e umas fotos dos meus sobrinhos. Gatos sempre dormindo nos tapetes, armários desorganizados, despensa com estoque de vidros de azeitonas, grão de bico, macarrão de diversos tamanhos, formatos e expessuras, lentilhas e ervilhas secas, feijões, arroz basmati e integral e latas de tomate em conserva. Gavetas terrivelmente desorganizadas, caixa de pão sempre cheia, muitas latas de biscoito italiano, cheias de biscoitos que nunca lembro de comer e que acabam ficando velhos. Garrafas de vinho branco e tinto de cozinhar. Pia sempre com louça suja. Uma chaleira vermelha com água sempre à postos em cima do fogão. Pilhas de pratos de cor beije. Vaso de flores com utensílios de cozinha, cerâmica para garrafa de vinho com inúmeras facas, muitas sem fio. Tábua enorme de madeira no meio da bancada. Vidros cheios de coisinhas. Minha cozinha é grande, mas é cheia de coisas, uma bagunça onde só eu consigo me orientar.

o dia de hoje
o dia de hojeo dia de hoje
o dia de hojeo dia de hoje
o dia de hojeo dia de hoje
o dia de hojeo dia de hoje
Comida!

Minha comida é frugal. Não tem nada de especial e não pode me tomar muito tempo, pois me condicionei a não fazer nada que leve mais de trinta minutos para ser preparado. Não vou dizer que minha comida não seja criativa - usando os legumes e verduras que eu compro da horta orgânica, ou mesmo saborosa - quando consigo não salgar muito, nem deixar queimar nada.

Mas quem vê a minha coleção de livros de cozinha com certeza pensa que eu sou aprendiz de chef ou uma sofisticada cozinheira, uma gourmet. Eu adoro livros de cozinha. Mas os coleciono muito mais por um prazer voyeur do que pelas suas qualidades práticas. Eu me inspiro nos livros, mas não cozinho baseada neles e raramente sigo uma receita ao pé da letra. Tenho uma tendência quase neurótica a mudar os ingredientes, as quantidades e depois ficar reclamando como uma ranzinza quando a receita vira uma gororoba incomível.

Pra não dizer que não uso receitas, até que andei fazendo algumas coisinhas da fantástica revista da senhora Martha Stewart, Everyday Food [que recomendo fortemente, apesar dos enroscos legais da sua criadora]. E quando me entusiasmo com um livro ou com um estilo de comida [como foi com a cozinha tailandesa], acabo seguindo algumas receitas. Mas tenho que fazer um esforço, também porque sempre falta um ingrediente ou esqueço de deixar a manteiga na temperatura ambiente ou de descongelar a carne, detalhes geralmente essenciais para o sucesso da empreitada.

Minhas aventuras na cozinha são mais divertidas do que saborosas. Como aquela inesquecível sobre a receita de chucrute com salsichas da minha mãe! Mesmo não sendo a cozinheira que gostaria de ser, continuo comprando livros, colecionando revistas e me deliciando com programas de culinária na tevê. Um dia, quem sabe, vou escrever o meu livro de receitas, que virão com certeza acompanhadas de muitas histórias.

Chucrute com Salsicha

Eu sou uma aficionada por livros e cadernos de receitas, apesar de não cozinhar tão bem quanto gostaria. Mas eu adoro tê-los e vivo a folheá-los! Especialmente se eles forem antigos, manuseados, cheios de historia.

Minha mãe tem um monte de cadernos assim. Uns são fichários, porque ela sempre foi uma mulher prática e trabalhou em banco por trinta anos. Eu adorava abrir o fichário e destacar a folha da receita que eu queria. Elas eram todas borradas de ingredientes respingados e cheiravam como a casa da minha infância. Sem falar na letra da minha mãe, que é bem definida e interessante, letra de mulher que não tem tempo, não tem saco, nem gosta de cozinha, mas quer ter todas as receitas.

Quando comprei meu primeiro computador pessoal em 1987, estava tão entusiasmada com a geringonça que resolvi que iria "passar a limpo" as receitas dos cadernos da minha mãe. Que audácia! Bom, a tarefa deu com os burros n'água por vários motivos. Um deles porque eu cato milho, o que deixa a digitação mais lenta que passo de tartaruga e a quantidade de receitas era enorme. Outro porque as receitas eram tão deliciosas, que eu digitava uma e corria pra cozinha pra preparar algo pra comer, em total desespero!

Uma dessas receitas me fez chorar de tanto rir. Eu não conseguia acreditar no que estava lendo. Minha mãe sempre trabalhou fora. Aposentou-se em 1982 e continua trabalhando até hoje. Ela é uma mulher realmente ativa e prática, uma pessoa que vai logo ao ponto. Então a receita que me fez rir muito e que eu nunca consegui esquecer estava assim:

Chucrute com Salsicha [da Maria José]
Compre o chucrute pronto e sirva com as salsichas.

Ha Ha Ha Ha! Me enche os olhos de lágrimas só de escrever isso! Essa receita é a CARA da minha mãe!!! Ha Ha Ha Ha Ha!!!!