tacos de salmão
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Eu tenho uma receita muito boa pra usar um ingrediente que é super carne-de-vaca por aqui: o salmão defumado. Aprendi com uma colega de trabalho anos atrás. Ela era super criativa na cozinha e me passou essa receita ótima para uma jantar corrido de dia de semana de verão. Não precisa cozinhar nada e fica muito leve e saboroso. Mesmo quando o salmão é defumado, eu tento comprar o selvagem [wild], por causa daquele problema de contaminação do salmão criado em fazenda.

A receita:

Tacos de Salmão

Um pacote de tortilla para taco [a mesma tortilla flexível, de trigo ou milho, só que num tamanho menor]

Uma posta de salmão defumado bem picadinha
Uma lata de feijão preto cozido sem o caldo
Uma lata de milho escorrido
tomate picado
bastante coentro ou salsinha picada
suco de limão, sal e tabasco para temperar.

Misturar todos os ingredientes e rechear as tortillas. Adicionar um queijo meio firme, como o manchego, ralado grosso. Colocar no microondas por alguns segundos, somente para o queijo dar uma derretida e a tortila ficar quentinha. Servir com sour cream e salsa mexicana.

the pistachio nut

Já comentei sobre eles aqui, quando postei a receita de pesto e contei que meu marido tem um projeto de colheitadeira mecânica de pistacho, que ele testa todo final de verão numa das fazendas do maior produtor da Califórnia. Ele trazia o pistacho cru, que é bem gostosinho de comer, mas não tão bom como o cozido e torrado. Eu inventei de processar os pistachos há uns três nos e desisti. Dá muito trabalho e é melhor comprar na loja mesmo... Umas fotos antigas de um campo de pistachos no inverno, da planta com as frutas frescas e uma moda por aqui: chili & lime pistachio!

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um campo de pistachos numa manhã de inverno no norte da Califórnia
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uma planta de pistacho com os frutos frescos
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hot chili & lime pistachios que eu adoro!

um vinho, dois vinhos, três vinhos
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Beef Stroganoff

O Sam acha estrogonofe uma comida cafona, e eu até concordo. Aquela monstruosidade feita com catchup e creme de leite de latinha é realmente um horrore!

Recobrei a minha coragem de fazer e comer essa comida quando achei uma receita realmente boa. Fina, delicada e SEM CATCHUP!

A receita é da MS [whoelse?], testada e aprovada na minha cozinha.

Beef Stroganoff

Tempere meio quilo de carne macia cortada em tiras curtas com sal e pimenta do reino. Aqueça um pouco de óleo ou azeite numa frigideira de ferro e refogue a carne até ela ficar cozida e bronzeada. Retire a carne da frigideira ou empurre tudo para um canto [que é como eu faço]. Acrescente um pouquinho mais de azeite e refogue uma cebola média cortada em fatias finas. Deixe amolecer e acrescente meio quilo de cogumelos brancos frescos [eu já fiz até com baby portobello] cortados em fatias. Deixe refogar um pouco, acrescente uma xícara de caldo de galinha ou de legumes. ** esse detalhe não estava incluido na receita, mas eu sempre acrescento um pouco de Brandy, ou qualquer outra bebida robusta nessa etapa do cozimento ** Deixe ferver por uns 5/8 minutos. Acrescente uma colher de sopa de mostarda Dijon e cozinhe por mais uns dois minutos. Desligue o fogo e acrescente meia xícara de sour cream [dá também pra usar iogurte natural, que fica bom, ou iogurte grego, que fica excelente], salpique com folhas frescas de erva doce ou mesmo a seca [dill] e sirva com um macarrão bem largo [wide egg noodles].

chá da tarde
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cházinho com a minha cunhada Iri, em Windsor, UK
[ crique & amprie ]
Queijo Duro com Vinho & Pão

Li na revista...

"Camponeses suiços criaram o fondue séculos atrás e transformaram numa refeição o queijo que ficou duro, misturado com o vinho de mesa. Já o fondue de chocolate foi uma invenção americana, que ficou muito popular nos anos sessenta."

Essa é a prova de que nem todo prato servido hoje em restaurante caro ou que a plebe pensa que é chique teve suas origem em sofisticados salões das cortês reais. Muita coisa era comida de camponês, de gente pobre, pra aproveitar restos, usar os ingredientes da estação ou da ocasião - que nem sempre era de fartura.

Eu quase não faço fondue porque o Uriel detesta, mas de vez em quando no inverno até que me dá vontade. Nunca me esqueço de um fondue que fiz uma vez pra um casal de amigos, quando aconteceu um forrobodó inexplicável na hora de sentarmos, acho que alguém esbarrou na fonduzeira sem querer e ficamos olhando petrificados a toalha de mesa [novinha!!] PEGAR FOGO!! Eu acordei do transe letárgico de incredulidade à tempo de correr pra cozinha, encher uma vasilha com água e CHUÁÁÁ! Não consegui salvar a toalha, que foi pro lixo.

Eu acho fondue uma comida meio cafonona, apesar de ser inegávelmente gostosa. Acho que é porque aqui, onde ele virou moda nos anos sessenta, vemos e revemos ad nauseaum os resquíscitos dessa moda em centenas de fonduzeiras cor de abóbora e verde oliva à venda nas garage sales e thrift stores. Parece que todo mundo quer se livrar dessas aberrações, mas ninguém consegue, então elas permanecem firmes e onipresentes na sua feiura e insistência. Eu já tive uma dessas quando éramos estudantes e pobres no reino canadense. Mas hoje tenho uma normal - preta, com cumbuquinhas de cerâmica. Mesmo assim continuo achando o business do fondue uma coisa um pouco over the top, quando todo mundo come demais, se lambuza, queima os beiços e põe fogo na toalha.

Eu tinha uma receita de salada que eu servia com o fondue, pra contrabalançar as zil calorias do queijo e todo aquele pão. Não tenho mais a receita, mas acho que consigo lembrar.....

Salada Alice

Um pé de Alface cortado em pedaços
Um bulbo de erva doce picadinho em fatias
Uma laranja em gomos cortados em quatro
Cenoura ralada em fitas
Fatias finas de maçã

Misture tudo e tempere com o seguinte molho:

Sal/pimenta do reino
Azeite
Suco de limão/suco de laranja
semente de erva doce
iogurte natural
Bater bem e temperar a salada.

piu...
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Quiches

Minha amiga Fabi me ligou para pedir as receitas de uns quiches que eu fiz para uma festa em novembro. Os quiches ficaram ótimos, mas como sempre tive que dizer que não tinha as receitas, pois inventei e não anotei. Mas no problema, pois com certeza fiz o meu ritual culinário de pegar uma receita básica e adaptar para os meus ingredientes e o meu gosto. Por exemplo, não vai queijo nenhum nas receitas que achei de quiche de cebola ou alho poró, mas no meu vai. E eu sempre uso o que tenho na geladeira. Aliás, os quiches são uma ótima pedida para desafogar a geladeira!

Então, pra querida Fabiana, duas receitas de quiches que peguei nos meus livros, mas que podem e devem ser livremente adaptadas.

Quiche de Cebola ou Alho Poró

Aqueça o forno em 450ºF/232ºC [alto].
Forre uma forma de 9 inch/23 cm com uma massa pronta de torta. Fure com o garfo e ponha na geladeira.

Corte em fatias finíssimas bastante cebola ou alho poró. Derreta numa panela 3 colheres de sopa de manteiga. Adicione as cebolas ou alho poró e cozinhe, mexendo em fogo baixo até ficarem translucidas. Misture numa outra panela 3 ovos, 1 xícara de sour cream, 1 colher de chá de sal, 1/4 de colher de chá de pimenta do reino, 1 colher de sopa de sementes de dill ou celery, ou as ervas frescas picadinhas se for possível. Misture tudo nas cebolas ou alho poró já cozidos, pincele o fundo da massa gelada com uma clara de ovo batida, coloque a mistura na massa. Asse por 10 minutos em 450ºF/232ºC, abaixe para 300ºF/150ºC e asse por mais meia hora. Sirva bem quente com uma salada verde. Receita do livro The Joy of Cooking.


Quiche de Queijo Suiço e Cogumelos

Aqueça o forno em 375ºF/200ºC.
Derreta 1 colher de sopa de manteiga, adicione 1 1/2 xícara de cebola picada, refogue bem. Adicione 14 lb de cogumelos, sal, pimenta do reino, tomilho e 1/2 coljer de chá de mostarda em pó. Refogue por 5 min e remova do fogo.

Misture 4 ovos, 1 1/2 xícara de leite e 2 colheres de sopa de farinha de trigo no liquidificador ou food processor, batendo muito bem.

Forre uma forma com massa pronta para torta e espalhe no fundo 1 1/2 xícara de qurijo suiço ralado no ralo grosso . Adicione a mistura de cebola e cogumelos, coloque a mistura de ovos por cima e salpique com paprika.

Asse por 35 ou 45 minutos ou até que o centro fique firme. Servir quente, morno ou na temperatura ambiente [ao gosto do freguês]. Receita do livro Moosewood Cookbook.

Ras El Hanout Spice

Estava encaroçando no World Market e procurando maneiras interessantes de gastar o meu dinheirinho, quando vi uns vidrinhos de temperos numa das seções de comida internacional da loja. Eram temperos libaneses e marroquinos. Um deles me fisgou a atenção e comprei, claro. Era o Ras El Hanout Spice, uma mistura especial de grãos aromáticos e pétalas de rosas típica do Marrocos, que dizem ter propriedades afrodisíacas. Hoje usei o Ras El Hanout numa receita com filé de frango. Só esfreguei o pó nos bifes, deixei descansar uns minutos e fritei no azeite numa panela grande e com tampa. Quando os filezinhos ficaram cozidos, virei e acrescentei couve de bruxelas, aspargo, cenoura e cebola roxa em fatias. Deixei fritar por mais uns minutos com a panela tampada e desliguei. Ficou delicioso. Eu servi apenas com uma salada de alface, mas deve ficar uma combinação perfeita com arroz basmati. Li que esse tempero fica excelente com o couscous marroquino. Vou testar em breve!

Para quem não achar o Ras El Hanout para comprar e quiser arriscar fazer em casa, é só moer bem fininho os seguintes ingredientes*:

galangal, rose petals, black peppercorns, ginger, cardamom, nigella, cayenne, allspice, lavender, cinnamon, cassia, coriander seeds, mace, nutmeg, cloves.

* em inglês, porque tô com pregui de traduzir...

Bolo de Gengibre
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Estou tentando melhorar as minhas habilidades fazendo bolo. Como sempre fui uma negação nessa área, estou adorando conseguir seguir receitas e fazer bolos gostosos. Essa receita eu tirei da revista Everyday Food da Martha Stewart. É um bolo super tradicional daqui da América do Norte. E como toda receita testada na cozinha maravilhosa da Marthinha, ficou ótimo. Eu recomendo que se use a forma que eles indicam na receita - a Bundt com um furo no meio.

A receita:

Ginger Cake

1 xícara de gengibre fresco moído
3 xícaras de farinha de trigo
2 colheres de chá de bicabornato de sódio
1 colher de cha de sal
1 1/2 xícara de açúcar
2/3 xícara de melado
2 ovos
1 xícara [2 tabletes] de manteiga sem sal derretida
1/3 xícara de água quente
açúcar de confeiteiro pra enfeitar

Aqueca o forno em médio [350F].
Unte a forma com manteiga ou spray e salpique com farinha.
Misture a farinha, o bicabornato e o sal, dissolvendo bem com o batedor de ovos. Numa vasilha separada bata os ovos com o açúcar e o melado até ficar bem cremoso. Acrescente a manteiga e 1/3 xícara de água quente. Coloque a mistura de farinha e bata bem. No final acrescente o gengibre moído. Coloque a massa na forma untada e asse por 45 minutos. Deixe esfriar completamente antes de desenformar. Decore com açúcar de confeteiro polvilhado com uma peneira.

tarde de sábado
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o angu

Todo mundo tem seus dias de desastre na cozinha e hoje foi o meu. Querendo aproveitar o estoque de legumes orgânicos na geladeira, resolvi fazer uma sopa, que cozinhou, cozinhou e começou a ficar estranha. Adicionei uns feijões, também da cesta orgânica, e dai o negócio ficou parecendo o conteúdo de um caldeirão borbulhante de bruxa. Bati tudo no liquidificador na esperança de melhorar o aspecto da gororoba, mas a situação só piorou. Foi então que resolvi adicionar uns macarrõezinhos....

Dizem que a fome é o melhor tempero, mas nem isso ajudou. O acompanhamento também ficou péssimo, a sobremesa decepcionou, o jantar foi um completo desastre e tenho certeza que ninguém vai querer a receita.

très frais
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frutas em Montpellier , França
Friday Night Fever

Em Orleans ficamos num Holiday Inn de beira de estrada, o que foi um tremendo alívio, pois não precisamos nos perder pela cidade para achar o hotel. Saímos do pedágio — dele não escapávamos nunca — e já entramos no estacionamento do hotel. Com essa economia de tempo tivemos a chance de sair caminhando calmamente depois de um banho e procurar um restaurante para jantarmos sossegados.

Logo na outra esquina encontramos uma brasserie—Le Bouche à Oreille. Era um local simpático e logo que entramos escutamos a música. Nas sextas-feiras havia a animation musicale, transformando o local num restaurante dançante. Não sei onde vi isso antes, se na minha infância de interior ou em algum filme, mas eu não conseguia parar de sorrir com a familiaridade daquela situação. As mesas do restaurante se posicionavam ao redor de uma pista de dança, onde os comensais se requebravam antes, durante e depois da sobremesa e do licor digestivo. No pequeno palco, que se elevava em um degrau, uma duplinha super animada botava pra quebrar. Um tocando keyboard, que fazia o som de uma banda completa, e o outro cantando com muita animação.

Nós pedimos a comida à la carte, depois de perguntarmos em francês se alguém ali falava inglês, ou português, ou espanhol. Nada. Com gestos, apontando, sorrindo amarelo, suando, conseguimos pedir uma água Perrier, uma cerveja Stella Artois sem álcool, um frango com arroz e um bife com batata frita. Ufa. Estava muito divertido ver o pessoal dançar e a comida estava muito gostosa. A garçonete até que se esforçou muito para não nos deixar passar fome, nem acabar comendo carne crua ou tripa.

A ironia desse nosso jantar na brasserie de Orleans foi que enquanto nos descabelávamos para decifrar o menu em francês e nos comunicarmos com a garçonete, a duplinha musical cantava hits EM INGLÊS e os dançantes faziam conjuntamente passinhos de square dance, imitando os bailes country norte-americanos, enquanto cantavam acompanhando a música. E cantaram especialmente alto e excitados quando a duplinha interpretou um sucesso da Shania Twain - Man! I Feel Like A Woman!

Rolinho de repolho com camarão

No inverno é um tal de vir repolho na cesta orgânica que até cansa. Eu não sou uma "repolho person" [sou mais batata ou tomate] e nem sei muito bem como preparar essa verdura, então tenho que usar a criatividade para gastar a repolhada.

Com o repolho roxo eu faço salada. Ou um acompanhamento pra porco, meio chucrutal, mas nem tanto: cozinha o repolho roxo cortado em tiras fininhas com maçã picada, vinagre, sal e açücar. Serve frio.

Com o repolho comum eu também faço salada e quando tenho paciência uns charutos, que recheio com arroz cozido misturado com nozes.

Mas ainda tem o repolho crespo, aimeudeusdocéu. O que fazer com o bendito? Folheando a revista Martha Stewart Living de Janeiro/06 achei uma receita fácil e com uma cara ótima, pra usar o repolho crespo. Dei uma adaptada na receita, como sempre, mas ficou muito bom. Acho que é um prato legal tanto pra se fazer no inverno, servido quente, quanto no verão, servido frio.

A receita:

Shrimp Rolls with Citrus-Ginger Dipping Sauce

Para o molho:
Misture o suco de uma laranja com o suco de um limão pequeno, 2 colheres de sobremesa de gengibre fresco ralado, um pouquinho de óleo de gergelim, sal e açúcar. Misture bem e sirva com os rolinhos.

Para os rolinhos:
Umas 6 folhas de repolho crespo [savoy cabbage]
Uma bandeija de camarão pequeno
Sal à gosto [use sal grosso]
Um punhado de avelãs [a receita pede castanha portuguesa, mas como eu não tinha, usei avelã e ficou muito bom. amendoa também deve ficar]
Um pedaço de uns 4 cm de gengibre fresco picado
Bastante coentro fresco
Pode por alho e pimenta vermelha fresca, mas eu não coloquei.

Moer todos os ingredientes juntos num food processor até ficar uma pasta bem consistente. Rechear as folhas de repolho com essa mistura e formar rolinhos. Coloque os rolinhos num bamboo steamer ou outro tipo de panela que cozinhe no vapor. Coloque o steamer sobre uma wok ou qualquer panela larga com um dedo de água. A água não pode tocar nos rolinhos. Cubra e deixe cozinhar no vapor por uns 15 ou 20 min. Servir com o molho de laranja.

Tortilla Espanhola

Na minha infância eu comi muita dessa omelete de batata, que agora descobri as origens e o nome verdadeiro - tortillas da Espanha. A primeira vez que ouvi a palavra tortilla se referindo à omelete velha conhecida minha, não entendi direito, pois estava acostumada com as tortillas mexicanas, muito comuns aqui e que são somente umas panquecas de farinha de trigo ou de milho. Uma espanhola de Barcelona que me explicou que as tortillas deles eram bem diferentes. Mas na realidade iguais pra mim, pois eh exatamente a receita que a cozinheira fazia na casa dos meus pais. Eu faço muito durante o verão, quando recebo batatas fresquinhas e deliciosas na minha cesta orgânica. Se você nunca comeu uma batata colhida na manhã do dia em que você vai usá-la, não sabe o quanto de sabor uma simples batata pode ter.

A receita, como eu faço:

Lave bem batatinhas bem pequenas. Corte em quatro. Eu nem descasco, porque as minhas são orgânicas - alías, aprendi com os noruegueses e americanos a não descascar batatas, mas isso dá outro post, pra outro dia.

Numa frigideira de ferro, frite as batatinhas em azeite [ou óleo] até elas ficarem um pouco douradas. Desligue o fogo e acrescente cebola em fatias finas e pimentão verde em fatias finas. Por cima despeje uma base de omelete - ovos, um pouco de leite, sal e pimenta do reino. Coloque a frigideira no forno e asse até ficar firme e dourada. Sirva com uma salada de tomates e cerveja gelada.

êba!
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» chegaram meus últimos livros. foram nove no total. que coisa mais junkie... agora quero ver arrumar tempo pra ler todos eles. alguns, como o da Nigella, são só de olhar, de se inspirar. good! mas outros merecem leitura. o problema vai ser ajeitá-los na estantezinha da cozinha, que vai ser aposentada logo logo. estou de olho neste buffet aqui ou neste aqui.

hora do almoço
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» estou na hora do meu almoço - lunch break - que é quando venho pra casa de bicicleta e como um sanduiche ou esquento um 'jatevi' do jantar. hoje foi uma sopa, com bastante queijo ralado fresquinho. e ela veio bem a calhar, porque com esse frio e depois de uma bicicletada com vento na cara, um prato de sopa quente e substanciosa faz a gente se sentir super bem......

qual?

Pão ou chocolate?
Arroz ou batata?

Eu? Pão e batata, é claro!

torta de maçã
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do livro Joy of Cooking
food bloggers in Davis, CA

Eu leio muitos food blogs em inglês. Alguns estão bem próximos de onde eu vivo, como os de San Francisco. Mas não sabia de nenhum aqui na minha cidadezinha, uma pequeno university town de 60 mil habitantes. Mas a Ines me passou o endereço do Something in season, o food blog do Brendon que, como eu, também vive em Davis, Califórnia e escreve sobre comida. É muito legal poder ler alguém escrevendo sobre as coisas e lugares que eu conheço e frequento. Como o Farmers Market ou o Mishka's Cafe, um dos inúmeros "free wi-fi hotspots" da cidade, que vive cheio de estudantes plugados nos seus laptops, geralmente tentando estudar. Eu não sou uma bebedora de café, mas vou bastante ao Mishka's para um chá - que eles têm das melhores variedades de folhas soltas - ou para uma italian soda.

pondo a mesa
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comida de cowboy

Fomos à uma festa que comemorava a aposentadoria de um dos professores colega do Uriel. O cara, muitíssimo simpático, fez parte da banca de contratação dele anos atrás. Numa das fases da contratação teve um jantar num restaurante quando eu fui convidada. A intenção era me conhecer, saber a minha opinião sobre viver definitivamente aqui em Davis. Fomos à um restaurante de california cousine - tudo light, fresco, seasonal, orgânico. Lembro que o John comentou durante esse jantar que tinha uma fazenda onde criava gado. Pois agora, aposentado, ele vai se dedicar cem por cento à sua fazenda.

Um pouco diferente do costume, o homenageado foi o cozinheiro para o banquete. Ele fez questão de preparar a carne - barbecue, para quase cem pessoas. Fiquei um pouco desconfiada quando o meu marido disse que o menu da festa seria churrasco, mas estava confiante que teria sorte de comer um naco de carne bem passada. Mal sabia eu que o churrasco seria cowboy style.

Tri-tip é um corte de carne que já me falaram equivaleria a picanha ou a maminha. É um corte muito bom para churrasco ou mesmo para fazer assada. Mas no menu de ontem ela veio misturada num desses molhos de churrasco adocicados que é muito popular por aqui. A carne era de excelente qualidade, vinda da fazenda do John, macia e saborosa. Mas o tal molho estragava tudo.

Esse é o menu do cowboy - carne com o molho doce acompanhada de feijão. No jantar de ontem havia também salada de folhas verdes e tomate cereja, salada de batata [que foi o que mais gostei] e pãezinhos. O feijão é exatamente aquele que se vê os cowboys comendo nos filmes - pequenos grãos de cor marrom clara, molho viscoso, sabor adocicado tal qual o molho da carne. Sinceramente, ECA!

Não vou dar, nem mesmo quero saber a receita desse feijão e desse molho de barbecue, porque esse é o tipo de comida que só se prova por curiosidade ou por falta de opcão, quando não se pode ofender o dono da festa.

english tea & french toast
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Tom Kah Gai

O nome dessa sopa em tailandês soa muito ridículo para nós luso parlantes, mas garanto que o sabor supera tudo. Eu e o Uriel adoramos comida tailandesa [e o Gabriel e a Marianne também, preciso dizer], então estamos sempre batendo ponto num dos cinco ou seis tailandeses daqui da minha cidade. Sempre que vamos, eu tomo essa sopa que é originalmente feita com frango, mas eu peço para ser substituído por camarão. Eu tenho um problema com frango em restaurante asiático, não consigo comer. Então vou sempre de camarão. Todas as sopas orientais que eu gosto, incluíndo a hot & sour chinesa, eu aprendi a fazer em casa. Fiz a Tom Kah Gai, ou Galangal, Chicken and Coconut Soup para um jantar tailandês para doze pessoas que fiz aqui em casa uns anos atrás. Ficou perfeita!

Aqui está a receita:

1/2 litro de caldo de galinha
4 folhas de limão kaffir [a folha da árvore do limoeiro mesmo]
um macinho de lemon grass - erva cidreira
um pedaço de três cm de galangal fresco picadinho
[esse ingrediente é típico e se não for encontrado pode ser substituído por gengibre, que tem um sabor similar]
4 colheres de sopa de molho de peixe - uma espécie de shoyo com um sabor e odor bem forte - cuidado, é bem salgado e não deve ser abusado
2 colheres de sopa de suco de limão
300 gramas de peito de frango cortado em pedacinhos - para a minha sopa eu uso camarão, que eu acho que fica muito melhor!
2 latas de leite de coco
uma pitada de pimenta vermelha - chili powder
1 xícara de cogumelos brancos e frescos cortados ao meio
50 gramas ou 1/2 xícara de baby corn - mini milho cortados em quatro no comprimento
Coentro fresco à gosto para decorar a sopa

Aqueça o caldo de galinha e vá colocando todos os outros ingredientes nele, com exceção do frango ou camarão e do leite de coco. Deixe ferver e então adicone os dois ingredientes restantes. Deixe cozinhar por un minutos até a carne ficar cozida. Abaixe o fogo, cozinhe por mais uns minutos. Jogue bastante coentro picado antes de servir. Eu gosto dessa sopa pura ou misturada com arroz jasmine cozido somente com água e sal.

me gusta...

arroz basmati
rúcula com tomate seco
pizza de queijo
sanpellegrino limonata
shrimp stir fried rice
tequiza beer
hot and sour shrimp soup
macarronada com porpeta
todo e qualquer tipo de pão
todo e qualquer tipo de queijo
ginger ale
pickles
alface com laranja
peixe frito
tomate com manjericão
milho cozido
hot tamales
french fries
earl grey tea
pasta de aliche
salada de batata
água gelada
foundue
veggie burguers
vietnamese egg rolls
falafel com tabuli
panqueca de ricota
sushi
chá mate gelado
hot dogs


[* dos arquivos do The Chatterbox - janeiro/2003]

no, arigatô!
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» meu marido recebe muitos acadêmicos japoneses, que vêem conhecer a Universidade da Califórnia e o trabalho que ele faz aqui. eles são extremamente educados e gentis e sempre trazem presentinhos - sake, rapadura [sim, um açúcar que pra eles é super especial, mas que não passa de uma rapadura chic] e os típicos docinhos de arroz. esses docinhos eu passo.... adoro comida japonesa, mas até hoje não provei um doce que eu tenha gostado.

it's all about the beer

Acho que foi anteontem que tive esse sonho estranho. Olhei para o outro lado da rua e vi o supermercado canadense que eu frequentava. Não era exatamente o mesmo, vocês sabem como as imagens dos sonhos nunca são exatas, mas eu sabia que era o Superstore. E estava coberto de neve, como costumava ficar - e ainda costuma, com certeza - durante oito longos meses. Mas por que estou contando isso? Não é só porque eu gosto de enrolar. O ponto é que depois do sonho fiquei o dia todo pensando naquele país gelado, onde vivi por alguns anos. Tirei do baú uma caderneta onde eu anotava tudo junto, receitas que eu pegava dos amigos, nas revistas ou na tevê e até dúvidas das aulas de inglês. Minha missão era encontrar nesse caderninho a receita de uma sopa de cevada que eu fazia sempre pra aquecer os ossos nos invernões. Não achei a receita, mas acho que me lembro mais ou menos como fazer. A receita original era beef and barley soup, que eu incrementei para beef, barley and beer soup. Excellent, eh?

A receita:

Sopa de Cevada com Carne e Cerveja

Refogue no azeite ou óleo meio quilo de carne para refogado [stew] cortada em cubinhos. Acrescente cebolas e cenouras picadinhas. Acrescente a cevada lavada e escorrida, refogue por um minuto. Jogue um litro de caldo de carne ou legumes, deixe cozinhar até a carne amaciar e a cevada ficar bem cozida e molinha. Acrescente mais liquido se precisar. No final acrescentar uma lata ou garrafinha de cerveja - de preferência uma bem forte e encorpada, testar o sal e acrescentar mais à gosto. Pode pôr um pouquinho de pimenta do reino se quiser. Deixar ferver por mais um minutos e servir fumegando.

Sopa Indiana de Batata Doce
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Peguei essa receita na revista REAL SIMPLE. É facílima de fazer e muito saborosa. Só precisa ter cuidado com a quantidade de curry, senão fica muito apimentada.

2 batatas doces grandes cozidas e cortadas em cubinhos
1 cebola media cortada em pedacinhos
1 colher de óleo para refogar
um pedacinho de uns 2cm de gengibre fresco, descascado e picado bem fininho
1 colher de sobremesa de PASTA VERMELHA DE CURRY [nao é o curry em pó, nem o amarelo, é um curry vermelho e molhado, como uma pasta de tomate - cuidado, pois é HOT!]
1 lata de leite de coco
3 xícaras de caldo de galinha
sal à gosto
suco de um limão
coentro fresco

Refogar a cebola e o gengibre no óleo até ficar macio. Acrescentar a pasta de curry vermelho. Refogar por um minuto. Acrescentar o caldo de galinha e o leite de coco. Deixar ferver, abaixar o fogo e cozinhar por cinco minutos. Acrescentar a batata doce. Cozinhar por mais cinco minutos. Desligar o fogo. Acrescentar sal à gosto, espremer um limão. Na hora de servir, decorar com o coentro fresco picado.

what's up, doc?
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... crique, amprie & xerete bem xeretado

» acho que todo mundo gosta de chegar numa casa e olhar as tranqueiras coladas na geladeira. sejam imãs, receitas, fotos, desenhos dos pimpolhos, o cenário da porta e laterais de uma geladeira reflete um pouco a personalidade do morador e, principalmente, do cozinheiro. na minha geladeira tem eu [em versão foto e ícon], a Catarina, minhas viagens, meu quadrinho favorito, o Dylan, telefones, indicação da máquina de lavar louça, poesia concreta [hahaha, que audácia a minha!] e uma piadinha meio boba que só os mais perspicazes pegam...pisc!

pão, leite, banana, alface, flores
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Há um tempo que eu peguei o bom hábito de incluir flores na lista de compras. Vai alí no super? Traz umas flores. Aqui os supermercados já facilitam tudo, colocando as flores logo na entrada, pra ninguém poder dizer que não viu ou esqueceu. Eu compro as mais baratas, de $2,99 a 5,99, mas elas fazem uma diferença danada na casa, especialmente durante os meses frios quando o tempo não permite encher vasos. Hoje dei uma passadinha no Trader Joe's e vi todo mundo levando flores nos pacotes de compras, como eu. Trouxe comigo lindas gérberas laranjas.

dia de reis
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» eu tenho apenas uma simpatia de dia de reis, que aprendi com a minha mãe, que aprendeu com a avó dela, e vamos mantendo a tradição. comer nove sementes de romã, deixar secar, embrulhar num pedacinho de tecido vermelho [já usei papel vermelho e dobrei] e costurar com linha vermelha, fazendo um saquinho. carregar na carteira o ano todo. no dia seis de janeiro, substituir por um novo. é simpatia pra ter sempre grana no bolso!

um picnic de verão
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na praia
não gosto de casca grossa

O Chucrute é um blog novinho, mas eu não nasci ontem no mundo dos blogs. Sou blogueira desde o tempo que só existiam dez blogueiros brasileiros blogando em blogs. Tenho um tantinho de experiência fazendo parte dessa comunidade pra saber o que é legal e o que não é. Tento seguir a netiqueta na blogosfera e no meu uso geral da internet e digo com todas as letras que abomino arrogância e grossura.

Desde que abri o Chucrute que estou linkando e visitando blogs de culinária em português. Todo mundo foi gentil, retribuiu link, visita, respondeu comentário ou comentou. Quer dizer, quase todos. Um blog nunca respondeu nada, nunca retribuiu nada, nem deu a mínima. E já saiu dos meus links. Não suporto maroquices....

Olha, não adianta querer botar panca, porque não é com talher de prata que se mostra elegância. Quem é chique, é chique e pronto, porque tem o chiquerê nas atitudes. Quem é chic faz bonito, sempre. E quem é brega, revela a breguice facilmente, até escrevendo num mero blog.

a primeira vez que mordi um cachorro

Eu não me lembro exatamente quantos anos eu tinha, mas certamente foi antes dos meus dez anos. Estávamos no Rio de Janeiro visitando a minha tia, irmã da minha mãe. Éramos sete crianças e as duas mulheres corajosas, que sei lá por que motivos resolveram sair pra rua com toda a tropa. Normalmente íamos à praia, mas nesse dia passamos a manhã caminhando pelas ruas de Copacabana. Numa certa hora entramos num lugar. Eu lembro de um balcão alto e de como de repente um sanduíche enrolado em folhas de papel manteiga chegou às minhas mãos, junto com uma garrafinha de Coca-Cola. Abri aquilo com curiosidade. Minha mãe controlava o nosso consumo de refrigerante e como morávamos no interior de São Paulo naquele início dos anos setenta, ainda éramos virgens dos modismos americanos de hamburgueres e hot-dogs. Quando mordi aquele sanduíche comprido recheado de salsicha e com um molhinho de tomates, cebola e pimentão, fui aos céus! Pra mim aquilo passou a ser a comida mais deliciosa do mundo e a que eu iria desejar comer novamente por muitos e muitos anos.

Em 1974 nos mudamos para Campinas, que é a cidade natal do meu pai. Lá fui finalmente reencontrar o maravilhoso sanduíche, descobrir o seu nome peculiar e o lugar que o vendia: o cachorro-quente das Lojas Americanas. Passei anos da minha pré-adolescência sentada naqueles banquinhos em frente ao balcão verde claro em formato de S no subsolo das Lojas Americanas do centro de Campinas. Pra mim nunca existiu nada igual - o pão macio, a salsicha saborosa, o molho super cheiroso, as chips de batata, sempre acompanhados de uma super Coca-Cola gelada. Nunca mais comi um cachorro-quente como aquele da LASA, que tentei replicar por anos e anos na minha cozinha.

Quando morei no Canadá, provei um cachorro-quente muito bom, que fiz por muitos anos e até hoje faço. Não chega nem perto do cachorro-quente da LASA, mas fica muito bom.

Cozinhe as salsichas na água. Escorra. Retorne a panela com as salsichas ao fogo, regue com bastante azeite, deixe fritar. Acrescente rodelas de cebola a vontade. Pode salpicar a cebola com um pouco de sal. Servir no pão de cachorro-quente com mostarda e catchup [se quiser].

A Cozinha Brasileira

Fizemos uma reunião para discutir, organizar e traduzir um pequeno menu para um evento brasileiro que acontecerá em breve aqui em Davis. Eu peguei um monte de receitas na internet, of course. Não iria ficar folheando livro numa ocasião que pedia pressa. Mas uma das minhas amigas levou uma pilha de livros. Ainda bem que existem pessoas não-práticas como ela, pois eu me deliciei folheando um por um, olhando fotos e lendo receitas. Um deles particularmente me encantou. É uma edição de capa dura publicada pela Editora Abril e distribuída pelo Círculo do Livro no final dos 70 ou início dos 80, entitulado A Cozinha Brasileira. Pedi emprestado e trouxe para casa!

O livro tem uma pitadinha de história, muitos fatos pitorescos, comidas típicas de todos s cantos do Brasil e muita receita bacana, como as feitas na época do descobrimento, ou as pra serem oferecidas pros santos, até receitas de famosos como Gilberto Freyre, Osvaldo Aranha, Elis Regina, Zélia Amado [Gattai], Angela Maria, Silvio Caldas [bem, eram famosos na época, né?].

Vou copiar algumas das receitas do tempo do descobrimento do Brasil, ainda bem atuais e possíveis de serem preparadas nas nossas cozinhas modernosas.

Galinha Mourisca

Tome uma galinha crua e faça-a em pedaços. Em seguida, prepare um refogado com duas colheres de manteiga e uma pequena fatia de toucinho. Deite-se dentro a galinha, com água suficiente para cozê-la, pois não se há de deitar-lhe outra. Estando a galinha quase cozida, tome cebola verde, salsa, coentro e hortelã, pique tudo miudinho e deite na panela, com um pouco de caldo de limão. Tome então fatias de pão e disponha-as no fundo de uma terrina; derrame sobre elas a galinha. Cubra com gemas escalfadas [termo em português para o francês poché. a gema aquecida em água fervente] e polvilhe com canela.

Picadinhos de Carne de Vaca

Lave a carne de vaca bem macia e pique-na miudinho. A seguir, adicione-lhe cravo, açafrão, pimenta, gengibre, cheiro verde bem cortadinho, cebola batida, vinagre e sal. Refogue tudo no azeite e deixe cozinhar até secar a água. Sirva sobre fatias de pão.

Biscoitos

Tome 14 litros [1, 400 quilos] de farinha de trigo e faça-lhe duas presas: numa coloque 1 quilo de açúcar e um pouco de água quente; na outra, ponha meio litro de água de flor de laranjeira, um quarto de litro de vinho branco e uma colher de sopa cheia de manteiga. Se desejar, use azeite-doce em lugar da manteiga. Misture e amasse tudo junto, até a massa ficar bem sovada e macia. Faça biscoitos e leve-os a assar em forno quente.

comida assustadora
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em Chinatown, San Francisco
chef Tyler Stone

Ele é um renomado chef em Sacramento, Califórnia. Ele é o charmoso chef Tyler Stone, de apenas dezessete anos!

receitas maravilhosas em 2006

Faltando um minuto para a entrada do ano novo me dá um medão: como será dois mil e seis? Será salgado, doce, agridoce, crocante, macio, aromático, picante, enjoativo, fast, slow, com casca, delicado, pungente, desidratado, fresco, colorido, monocromático, extra virgem, gelado, congelado, fervendo, borbulhante, pedaçudo, moído, em lata, orgânico, amargo, cítrico, azedo, açúcarado, com cafeína, fogo, água, carnívoro, leguminoso, frutífero?

Muitas leituras pela frente e muitos pratos práticos, saudáveis e rápidos, já que no dia três iniciarei uma nova rotina, com um emprego em período integral e muito, muito trabalho!