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| Vinícola de Francis Ford Coppola no Napa Valley, CA |
Em 2002, fizemos uma visita à vinícola do Coppola no Napa Valley. O passeio vale muito pelo interesse no cineasta. Ele tem um museu de cinema na casa da fazenda, onde expõe mementos de filmes dele e outras coisas interessantes que ele coleciona. A vinícola é bonita e deve ter sido cenário de algum filme. Na época não bebemos o vinho de lá, mas como eu sempre vejo os vinhos Coppola pra vender nos supermercados, hoje comprei um Pinot Noir. Saberei em breve se o vinho do Coppola é tão bom quanto os seus filmes.
| » lanchinho da tarde na França - queijos, uva moscatel, chocolate e tortinhas de figo e framboesa |
Meu marido não sabe fritar um ovo. É uma situação frustrante, e irritante às vezes. Eu sinto muito a falta de domínio dele na cozinha quando fico doente. Já houve episódios memoráveis, que até hoje são contados em minha defesa. Como aquela vez no Canadá, quando peguei uma desgraceira de um stomach flu e fiquei totalmente dismilingüida na cama, coisa pesada mesmo, incapaz de me levantar e ele cheio de trabalho no PhD dele, saiu e me deixou lá tremendo e suando, com remédios na cabeceira da cama e UMA LATA DE SOPA CAMPBELL'S com o ABRIDOR DE LATA ao lado, na bancada da cozinha. Hoje ele não ousa mais fazer isso, porque pegou SUPER mal.... Ele perdeu muitos pontos comigo, minha família e amigos. Mas mesmo ele se esforçando não tem jeito. Caí de cama no sábado e à noite ele comprou uma pizza congelada de caixa e deixou torrar. Não dava nem pra cortar com a faca, comi uma fatia como se fosse uma bolacha e voltei pra cama. No domingo, hora do almoço, um frio da cacilda, eu doente e desejando uma sopa quente e o que ele traz? Uma caixa com SALADA. Comi a salada tremendo e praguejando. Carvalho! Será o benê que a pessoa não se toca que doente quer conforto, quentura? Quando ele ficou doente duas semanas atrás, eu fiz uma sopa substânciosa. Mas no meu caso, tô ferrada.
Quem sabe se eu sugerir o cooking for engineers... Sei lá. Acho que quando o homem sai assim, com certeza deve ser culpa da mãe que não ensinou requisitos super básicos para a sobrevivência. Como saber cozinhar, por exemplo.
* post velho reciclado
Pra quem ainda não sabe, comida é um dos meus assuntos favoritos, logo depois de cinema, é claro! Mas eu falo muito mais do que cozinho ou como. Falar é mesmo o meu ponto fraco!
Eu tenho duas amigas com quem converso muito e sempre sobre comida. Trocamos receitas, dissecamos ingredientes. Uma delas é da área de ciência dos alimentos, então eu aprendo muito com ela. Outro dia nós passamos umas duas horas caminhando pelos corredores do Corti Brothers em Sacramento, olhando ingredientes e comentando sobre eles. No Corti Brothers tem tanta variedade de feijões e lentilhas, além das massas, das latarias, dos vinhos.... Oh, é bom demais! Outra coisa que eu amo é ler livros sobre comida, de receita ou de história. Nem uso muito os meus livros pra seguir receita passo-a-passo, mas eles são uma fonte inesgotável de inspiração. Minha fascinação por esse assunto fica bem clara quando você entra na minha cozinha e vê logo ali no canto a minha biblioteca culinária . Eu posso nem cozinhar muito bem, mas estou incrívelmente bem informada!
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No inicio do verão passado eu convidei duas amigas queridas e suas famílias para um churrasco aqui em casa. Quis retribuir os inúmeros convites que elas sempre me fazem, para rangos e regabofes. Planejei tudo nos micro-detalhes, arrumei a mesa com flores do meu jardim, toalha de verão, pratos de moscas para os guris, drumettes temperados, picanha, farofa, salada de batata, cerveja gelada, e..... CHUVA!!
Chover aqui no verão é uma coisa totalmente fora do normal. Passamos o verão todo com um céu incrivelmente azul sem nenhuma nuvenzinha. Mas no dia desse meu churrasco choveu, porque tem sempre que chover quando não é pra chover.
Eu pertenço à um grupo de mulheres que se encontra uma vez por mês para um chá e muito papo. São mulheres dos vinte e tantos aos oitenta e poucos anos, todas muito cultas, algumas estrangeiras, super viajadas, algumas casadas com acadêmicos como eu, que falam várias línguas, já moraram em diversos países. É um grupo super interessante e eclético. Sábado passado tivemos o encontro de fevereiro, só que invés de chá tivemos uma sopa. Era na verdade uma soup party! Uma inglesa foi a anfitriã e fez a receita de Ribollita, uma sopa típica da Toscania, na Itália, onde ela morou por alguns anos. Foi uma noite super agradável, com sopa e vinho, numa casa super simpática cheia de mulheres matracando e os maridos, noivos, namorados não foram convidados!
A receita da sopa toscana:
Ribollita
4 colheres de sopa de azeite
1 cebola roxa picada
1 alho poró picado
1 dente de alho picado
4 cenouras em rodelas
4 abobrinhas picadas
1/4 de repolho picado fininho
1 maço de cavolo nero, que é uma couve beeeem escura
1 maço de espinafre picado
4 batatas descascadas e picadas
2 xícaras de feijão branco cozido e amassado
2 colheres de sopa de sal [eu uso o kosher/grosso]
4 colheres de sopa de pasta de tomate
1.2 quilo de pão italiano amanhecido cortado em cubos
Refogue a cebola e o alho poró, adicione o alho e frite por um minuto. Adicione todos os outros legumes e verduras. Salgue e cozinhe tampado por 20 minutos.
Cubra com bastante água e reduza o fogo. Adicione a pasta de tomate e mexa bem. Cubra e cozinhe por uma hora. Adicione os feijões e o pão. Essa é uma sopa bem grossa. Sirva com um fiozinho de azeite extra virgem por cima.
Fácil de fazer, usa alguns ingredientes inusáveis em outros pratos, como o resto duro do bloco de parmesão, me faz lembrar da minha infância e é deliciosa! Braciola, manacha! Manja, manja!!
Minha receita de brachola é bem variável. Eu uso o que tenho na geladeira. Sempre restos de queijo, presunto, salame ou bacon, cenoura, pimentão, cebolinha, cebola e até azeitona.
Hoje estou fazendo a brachola. Usei quatro bifes bem largos e finos. Temperei com pimenta do reino e sal grosso. Às vezes eu passo uma camada de mostarda em cada bife. Hoje não fiz. Coloquei em cima de cada bife um quarto de cenoura cortada de comprido, um belo naco de pimentão vermelho, fatias de bacon, um pedaço de queijo parmesão - aquela parte duranga que não dá mais pra ralar. Enrolei, fritei no azeite numa panela de pressão, acrescentei tomates "roasted" em cubos, molho inglês, vinho tinto, um pouquinho de água e fechei a tampa da panela. Deixo cozinhar por uns 15 minutos, ou até o ouvido dizer quando a pressão está diminuindo. Cozinhar com panela de pressão é prático, mas requer um pouco de atenção.
Braciolas vão bem com tudo: macarrão, arroz, purê de batata, pão.... e salada de alface e tomate.
Foi uma experiência legal. Eu convidei o meu marido para jantar num restaurante fino da bossa. Fiz as reservas e paguei a conta! Ele se sentiu todo pimpão e eu fiquei toda contentona, afinal é bem legal poder convidar.
Escolhi um restaurante bem charmoso no centro da cidade, o Mustard Seed, que fica numa pequena casinha a três quadras de onde moramos. O Mustard Seed é especializado em California Cuisine e tem uma pequena adega de vinhos californianos. O restaurante é classificado de "wine bistro". Como fiz reserva, sentamos imediatamente numa mesa bem localizada na sala principal [a lado de uma parede de vinhos] e com uma janela com vista para a rua de moldura. Eu pedi carne - angus steak beef, e ele peixe - ahi tuna steak. De entrada uma salada de verdes com cogumelos pra mim e uma sopa de alcachofra pra ele. Os pratos estavam deliciosos e bem servidos. De sobremesa fomos de creme brulée, que foi flambado na mesa com grand marnier. Meu marido não bebe mais alcóol, então deliciou-se com água pellegrino. Eu bebi um pinot noir californiano simplesmente delicioso. Na hora da conta, eu fui a pagadora. Agora eu posso!
* uma receita publicada no The Chatterbox em agosto de 2003.
arroz doce
Às vezes me dá uma vontadezona de comer arroz doce. Eu já fiz algumas receitas que eu pego aqui e alí, mas nem sempre elas ficam boas. Finalmente entendi que se deve cozinhar o arroz com pelo menos o triplo de água do que se cozinharia normalmente. Nessa semana fiz uma receita que deu certo. Quer dizer, a 'receita' foi uma invenção minha.
Eu usei o arroz basmati, que é o arroz indiano que eu uso regularmente aqui em casa. Eu acho esse arroz perfeito: fino, seco e aromático.
Então cozinhei uma xícara de arroz basmati em duas xícaras de leite e duas xícaras de água. Coloquei uns cravos da índia para aromatizar. Quando o arroz secou, desliguei o fogo e acrescentei uma lata de leite condensado e três colheres de sopa de creme de leite. Voilá! Ficou ótimo, morno ou gelado!
Eu aprendi a fazer sushi em 1994 com um casal de amigos - ela chinesa, ele canadense, que eu conheci nos meus anos na terra do gelo. Ela me ensinou fazendo. Eu olhei todo processo, anotei tin-tin-por-tin-tin e depois almoçamos os sushis que serviram de exemplo. Eu adorava esse casal, que era super frugal em tudo que eles faziam, mas mesmo de maneira simples eles tinham o dom de deixar tudo bonito e especialmente saboroso.
Essa é a receita do sushi, que venho fazendo há mais de dez anos:
Para o arroz:
2 1/2 xícaras de arroz próprio para sushi [grãos curtos]
3 xícaras de água.
Lave o arroz e deixe escorrer por vinte minutos. Misture o arroz e a água numa panela grande. Cubra e ponha no fogo alto. Quando ferver, reduza para fogo baixo e deixe cozinhar por uns 25 minutos ou até a água ser totalmente absorvida. Tire a panela do fogo e deixe descansar ainda tampada por mais 20 minutos. Enquanto isso faça o molho de vinagre.
Para o molho:
5 colheres de sopa de vinagre de arroz
1 colher de sopa de saquê
3 colheres de sop de açúcar
2 colheres de chá de sal
Misture todos os ingredientes numa panela pequena e cozinhe no fogo alto até o açúcar dissolver completamente. Colocar sobre o arroz e revolver bem com uma espátula de madeira. Não misture, só revolva. Deixe o arrioz esfriar em temperatura ambiente.
Recheio para os sushis [*como meus amigos eram vegetarianos, essa receita não é de sushi com peixe. mas quem quiser fazer com peixe deve prestar atenção à regra número UM e fundamental do sushi - o peixe deve ser FRESQUÍSSIMO!]:
uma fritada de ovo e sal, bem fininha cortada em fatias
cenouras em palitos
pepino em palitos
abacate
carne de carangueijo ou imitação [kani]
espinafre
cogumelo shiitake
Colocar uma folha de alga Nori já preparada em cima de uma esteirinha de bambu. Colocar uma camada bem fina de arroz por cima e espalhar bem com uma espátula de madeira. Quanto mais fina a camada ficar, melhor. Numa das pontas da esteira colocar sobre o arroz o recheio que preferir. Pode salpicar com sementes de gergelim. Começar a enrolar e vai puxando a esteira, apertando cada vez mais o sushi. Quando terminar de enrolar e estiver bem firme, cortar em rodelas com uma faca bem afiada molhada em água gelada. Servir à gosto, com pickles de gengibre, shoyo e wasabi.
Eu faço também os saquinhos de tofu frito recheados com arroz. E o sushi invertido, com a alga por dentro e arroz por fora [* thanks, Anita! ;-)] - acho que é o sushi Califórnia - tem que ter paciência pro arroz não despedaçar, mas fica lindo. Salpique gergelim na esteira antes de espalhar o arroz. Também já fiz sushi com salmão, mas não comi.... eu não como peixe cru!
Risoto de abóbora com queijo camembert, pão francês grelhado com um fio de azeite, limonada misturada com água gasosa sabor de cereja, banana nanica, amêndoas açúcaradas e defumadas com sabor de laranja.
Aproveitando a onda - é também porque estou sem inspiração - vou colocar aqui uma receita de quiche que fiz há uns dois anos para um encontrinho com amigos. Foi durante o verão, quando eu faço churrasco de salmão e sempre sobra. A receita pedia salmão enlatado, mas eu usei sobras de churrasco, que faço sempre só com sal grosso e pimenta do reino. Nas anotações dessa receita escrevi que não pus queijo cheddar no recheio porque não tinha, e usei menos maionese e mais sour cream [sempre adaptando, isso é um vício!]. O resultado ficou excelente, desculpem a falta de modéstia, mas é a mais pura verdade!
A receita:
Quiche de Salmão
Para a massa:
1 xícara de farinha de trigo integral
2/3 xícara de queijo ralado
1/4 xícaras de amendoas em fatias finas
1/4 colher de chá de paprica
1/2 colher de chá de sal
6 colheres de sopa de óleo ou azeite
Misture tudo muito bem e forre uma forma de torta. Asse em forno alto [400ºF/200ºC] por 10 minutos.
Para o recheio:
1/2 quilo de salmão cozido
3 ovos batidos
1 xícara de sour cream
1/4 xícara de maionese
1/2 xícara de queijo cheddar ralado
1/4 colher de chá de de erva doce [dill weed]
3 pitadas de Tabasco
Misture todos os ingredientes - pode misturar no liquidificador ou food processor se quiser. Coloque na massa pré-assada e leve ao forno médio [325ºF/165ºC] por 45 minutos. Servir fria.









