summer vegetable ratatouille

* A receita que veio com a cesta de legumes da semana passada, para a Tania.

Numa panela grande, refogue no azeite uma cebola grande cortada em pedaços, um dente grande de alho inteiro e um pimentão verde picado até ficarem bem molinhos. Acrescente uma berinjela grande cortada em cubos e duas abobrinhas médias em pedacos grandes. Refogue tudo por uns minutos. Amasse o dente de alho cozido com um garfo e acrescente três tomates cortados em pedaços, 1 colher de chá de sal, pimenta do reino moída na hora, um punhado de basilicão cortado em fatias fininhas e um punhado de orégano fresco [pode substituir por 1/2 colher de chá de basil seco e uma colher de chá de orégano seco]. Tampe a panela e cozinhe em fogo baixo por 30 minutos até os legumes estarem bem macios. Destampe para deixar o líquido evaporar, e sirva com arroz, macarrão ou pão bem quentinho.

Baba ganoush
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Inspirada pela receita da Lara, resolvi fazer a minha versão do baba ganoush.

Usei uma berinjela roxa grande, que tostei na churrasqueira, aproveitando o fogo, o calor e o espaço, enquanto fazia o almoço de ontem. Deixei esfriar e no processo escorreu bastante liquido. Mais tarde removi a casca tostada e piquei a polpa numa vasilha. Não passei no food processor, pois quis que ficasse pedaçuda.

Acrescentei:
Sal a gosto
Suco de um limão verde pequeno
Duas colheres de sopa de Tahini [pasta de gergelim - usei o tostado]
Bastante salsinha picada
Um punhado de pine nuts [pinoles] tostadas
Misturei tudo muito bem e reguei com um fio de azeite.

Comemos com chips de pita bread tostados. Ficou mais saboroso no dia seguinte. Toda receita de baba ganouch leva alho, mas eu detesto colocar alho cru em pratos que não vão ser cozidos, porque ele deixa um gosto ruim na boca que não tem pastilha de mentol que resolva. Mas eu acho que uns dentes de alho assado [roasted] iriam dar um toque interessante nessa pasta. Fica para a próxima vez.

Cookies do Chef Lau
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Ingredientes:
1 tablete de manteiga (200gr) em temperatura ambiente
140gr de açúcar mascavo
140gr de açúcar cristal
1 colher (chá) de essência de baunilha
2 ovos
400gr de farinha de trigo
1 pitada de fermento em pó
1 pitada de sal
200gr de chocolate meio amargo picado

Numa tigela, bata a manteiga energicamente até obter a textura de uma pomada. Incorpore o açúcar mascavo e bata bem, dissolvendo-o ao máximo na manteiga. Adicione o açúcar cristal (o açúcar cristal faz com que o cookie fique macio) e misture.

A seguir junte a essência de baunilha, os ovos e misture. Neste momento, a massa tende a se desmontar. Para emulcionar de novo, mexa rapidamente, partindo do centro, e expandindo para as bordas. Incorpore os ingredientes secos (farinha de trigo, fermento em pó e sal) e misture.

Por último, adicione o chocolate e misture. Coloque a massa sobre papel manteiga e enrole como um rocambole. Leve à geladeira por seis horas ou mais (se preferir, prepare no dia anterior).

Retire a massa da geladeira, desenrole o papel manteiga e corte em fatias de um centímetro de espessura. Distribua os cookies numa assadeira forrada com papel manteiga (se preferir use uma assadeira antiaderente) e leve ao forno para assar.

Dicas para o sucesso:
O segredo no preparo do cookie começa pela manteiga, que deve ser batida energicamente, até ficar com a textura de pomada. O açúcar mascavo e o cristal devem ser bem incorporados e, depois de adicionados os ovos, a massa deve ser bem misturada novamente.

Depois de acrescentar os ingredientes secos, adicione o chocolate picado grosseiramente para dar aquela textura gostosa.

Outra idéia é colocar castanhas de caju ou do pará, ou mesmo amêndoas, também picadas grosseiramente.

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toda segunda é dia das verduras
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Toda segunda eu saio do trabalho e vou pegar minha cesta de produtos orgânicos na fazenda da UC Davis. Os legumes e verduras foram colhidos pela manhã, são locais, de temporada, não dá pra ser mais ecológico e mais saboroso. Dentro da cesta sempre vem um bilhetinho comentando do tempo, dos acontecimentos da semana, listando o que vem na cesta, quem foi que colheu e dando uma receita legal, sempre vegetariana, para o uso de um dos ingredientes. Nesta semana por exemplo veio dois tipos de melão - amarelo e laranja super perfumado, batatas, couve suiça, cebola, alho, basilicão, abobrinha verde e amarela, vagens chinesas [lem longas], berinjela roxa e branca, tomatillo, tomates, tomates cereja, pimentões verde, vermelho e amarelo, pepinos e quiabo.

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A receita dessa semana foi de summer vegetable ratatoille. E sempre que a cesta chega é essa xeretação dos gatonildos desta casa. Não sei o que é, mas eles ficam cheirando por um tempão e o Roux, o doidão, come algumas folhas, principalmente quando vem milho, que ele adora aquela folhagem áspera... ai!

lei seca

Eu gosto de bebericar. Já fui exagerilda tomando porres inesquecíveis, caindo na sarjeta, perdendo a festa, abraçando a privada, chorando com a cara ramelenta, todo o currículo que muitos já viveram. Hoje eu sou bem cuidadosa, pois a última coisa que quero fazer na minha idade é dar bafão de bêbada no high society. Meu período mais seco foi durante os meus anos canadenses, e foi também quando tomei o maior porre da minha vida, daqueles inesquecíveis em todos os sentidos, tentando acompanhar uma alcólatra. Foram anos que eu usei pouquissima bebida na comida - coisa que eu ADORO e que sempre fiz. Nas terras canucks não se vende bebida no supermercado, na farmácia, na mercearia da esquina, como em todo lugar civilizado. Lá a bebida alcóolica é toda controlada pelo governo, que sobretaxa tudo e determina as licenças das liquor stores. Então você tem que comprar seu mézinho nas lojas do governo, onde tudo é super caro e super controlado. Comprando uma garrafa de brandy numa liquor store canadense você se sente um bandido. Mas isso não impede que todo mundo beba, caia de bêbado, morra de bêbado. Só que isso já é outra história....

A história de hoje, ou melhor, de ontem, é que nos perímetros da Universidade da Califórnia é proíbido beber álcool. Nós que sempre levamos garrafas de vinho nos picnics no parque da cidade, tivemos que repensar o esquema. Nos parques teóricamente também não se pode beber, mas o povaréu leva vinho, taça de vidro, tudo chique e escancarado. Mas na UC Davis é diferente e eu coçei meu queixo. Mas como boa bebum meliante dei meu jeitinho. Invés de vinho levei uma garrafinha térmica com Pastis e gelo. Fomos nos servindo de Pastis e enchendo os copos com água, acho que ninguém percebeu a infração. Mas rolou aquela culpa, pois antes de começar eles agracederam a nossa colaboração com a política de não-álcool da universidade. Contraventoras quase sem escrúpulos, nos continuamos sorvendo nosso Pastis. Assim o Jazz desceu muito mais suave.

salada com Dianne Reeves
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Fiz uma saladona para levar no show da Dianne Reeves no Quad da UC Davis. Esse faz parte dos concertos de verão na universidade, onde além de ouvir música ao vivo, os atendentes podem picnicar. Hoje o show está imperdível, pois essa cantora de jazz é o fino da bossa. Já trabalhei num show dela no teatro da universidade, onde eu sou voluntária, e posso afirmar que ela é classuda! Quem viu o filme do George Clooney - Good Night, and Good Luck, viu e ouviu a Dianne. Ela é a que canta em várias cenas do filme.

Eu adoro montar saladas, porque dá pra usar a criatividade bem a vontade e as chances de errar são mínimas. Claro que tem que ter um pouquinho de bom senso e misturar somente ingredientes que vão combinar entre si e não ficar tentado a ir jogando na saladeira tudo o que tiver na geladeira.

Pra essa salada eu usei:

Uma lata de grão de bico
Um pimentão vermelho
Meia abobrinha amarela
Um punhado de tomates cereja
Uma cenoura pequena cortada em pedacinhos
Uma maçã em cubinhos
Um punhado de azeitonas kalamata
Um punhado de basilicão
Um pedaço de queijo Blue [queria mesmo era usar o Feta, mas como só tinha o Blue, foi o Blue mesmo!]

Temperei com o suco de um limão amarelo [e raspei a casca e joguei no tempero], uma colher de sopa de vinagre balsâmico branco, bastante azeite de oliva, sal grosso e uma pitadinha de pimenta do reino.

o primeirão
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Com esse calorão todo, os tomates estão no céu, crescendo e amadurecendo. Minha horta está um matagal. Onde não tem mato alto, tem tomate ou orégano, hortelã e tomilho tomando conta de tudo. Tem também um pé de basilicão e um de cebolinha, mais um de melão se espalhando. Com esse calor intenso não dá pra trabalhar na horta, só se for às 5 da manhã....

Carpaccio de abobrinha

Esta receita está na edição de agosto de 2006 da revista Martha Stewart Living. Eu dei umas modificadas, porque o procedimento era escaldar a abobrinha inteira em água quente, e resfriar rapidamente numa bacia de àgua com gelo [a técnica de blanching ou branqueamento] antes de fatiar. Eu não fiz isso, simplesmente cortei a abobrinha crua mesmo.

Zucchini Carpaccio

Uma abobrinha de tamanho médio
Um punhado de rúcula ou agrião
Queijo parmesão em bloco
Limão, sal grosso [Kosher], azeite extra-virgem

Rale a abobrinha num mandolin, em fatias mais finas possível. Tempere com bastante suco de limão espremido na hora e azeite de oliva. Salpique com sal. Numa bonita travessa rasa, coloque as fatias de abobrinha temperada, salpique com folhas de agrião ou rúcula, misture. Por cima acrescente fatias finezérrimas de queijo parmesão. Sirva!

* Eu usei uma abobrinha branca, diferente, que recebi na cesta orgânica, bem firme e sem sementes. Usei rúcula e queijo asiago no lugar do parmesão.

O Pinot do Coppola será bom?
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ninguém sabe, ninguém viu

Quem é que já não passou por uma confa dessas na vida?

Se eu estivesse nesse jantar, podes crer que o baratão iria acabar no MEU prato. Na minha lua de mel num hotel em Ilha Bela, eu faminta e grávida de seis meses devorava pãezinhos com manteiga e geléia e bebericava meu café com leite. Resolvi querer mais uma xícara, quando da jarra do leite caí uma mosca morta, que estivera lá boiando desde a minha primeira servida. Fiquei tão passada, nunca me conformei com aquilo. Serviram leite com mosca à uma grávida!

Esse assunto é nojento, mas faz parte do processo culinário. Como minhas saladas são orgânicas, eu lavo, lavo, olho com a lupa, afogo tudo no vinagre, mas de vez em quando algum inseto minúsculo resiste e aparece no prato, quase sempre no do meu marido.

Ele, pobre criatura, estava numa viagem de trabalho pelas usinas de cana de açúcar do interior de São Paulo - anos atrás - e parou pra almoçar no Restaurante Pinguim de Ribeirão Preto, reduto famosérimo por seu chopp gelado na serpentina de não sei quantos metros. Pediu um bife com fritas e quando foi cortar a carne, achou achatada por baixo uma enorme barata! Ele ficou sem comer por uns dias.

Queremos comida limpinha, barata-free, mas nem sempre os inconveniente insetos aparecem nos ambientes sujinhos. Pode-se ter o azar de ir comer com a alta roda e acabar de boca seca, sem saber o que fazer, enquando encara o alienígena cheio de pernas bem no meio do seu prato.

Água e Limão
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É só o que temos bebido nas últimas semanas. Deixo uma jarra com rodelas de limão na geladeira e vou enchendo de água. Coloco essa água com limão até numa garrafinha térmica pra levar no carro quando saímos, porque mulher prevenida vale por duas!

fritando ovo na calçada

No ano passado eu tentei secar tomates no quintal. Não deu certo pois eu fiz algo errado, mas essa é uma excelente maneira de aproveitar o calorão que faz aqui. Ontem estava muito quente. Eu vim pedalando minha bicicleta de volta do trabalho às cinco da tarde com uma dificuldade imensa. O calor daqui não tem umidade, o ar fica insalubre, é bem pesado. Acho que é notícia mundial a onda de calor que engolfou o hemisfério norte. Sei lá, eu não deveria estar reclamando, mas quando o clima começa a afetar e interromper a sua rotina, é pra ficar irritado. Cozinhar? Nem pensar! Quarta-feira eu consegui fazer umas bistecas de carneiro, porque usei a churrasqueira no quintal. É assim: corre lá fora, liga a tal, põe as comidas lá, volta rapidinho pra olhar se não tá queimando e virar; daí volta rapidinho pra retirar tudo. Sempre tosta alguma coisa, porque não tem condições de ficar lá fora vigiando a comida no fogo. Felizmente há essa opção, senão estaríamos condenados às saladas e rangos de microondas. Dormi muito mal durante essa noite, suei bicas com um ventilador ligado em cima de mim, não tinha a menor brisa desértica, que sempre temos, pra refrescar a casa à noite. Agora são 8 da manhã e eu já estou suando. Fui olhar a previsão do tempo - agora, vejam vocês se não é pra desanimar - vamos ter um dia descabelantemente tórrido de 44ºC/112ºF. Um ótimo dia pra secar tomates no quintal e ficar trancada em casa, com o A/C ligado, devorando saladas e bebendo litros de água. Lord have mercy!!

de perto ninguém é normal

Eu tenho um livro de receitas bem bonito chamado I AM ALMOST ALWAYS HUNGRY, que comprei só por causa do título. Me identifiquei, pois sou exatamente assim - estou quase sempre com fome, e não sei explicar por que. Talvez seja o meu metabolismo. Eu não preciso me entupir de comida, ou fazer uma refeicão completa, mas preciso de uma fruta, um suco, um biscoito, uma barra de granola, uma fatia de queijo, de duas em duas horas. Trago uma lancheira pro trabalho. Meus colegas devem pensar - what the flock? Mas eu preciso das coisinhas da minha lancheirinha, principalmente no período da manhã, pois meu café às 6:30 am é paupérrimo. Além do que fico com fome ao ver alguém comer, ou ver foto de comida, ou se vejo uma cena de filme com gente comendo. Imagine o meu suplício assistindo ao Food Network. Mas acho que metade da humanidade é assim, e felizmente eu tenho condições de satisfazer essa fomezinha neurótica e mimada.

Meu café da manhã não é nada sofisticado, mas precisa ter um item que é completamente imprescindível pra mim: uma xícara de café bem forte, com uma pitada de açúcar e um pingo de leite assim que eu acordo. Sem esse líquido eu não funciono, não saio do lugar, as células cerebrais não reconectam e eu não me livro do mau humor que acorda comigo todo santo dia. Como resolver isso quando eu viajo e saio da minha rotina? O coitado do meu amigo MOA que bem sabe! Ele acordou todo pirilampo e sorridente quando eu estava hospedada na casa dele, e foi fazer panquecas de cranberry, laralás e tals, e eu sentada num banquinho da cozinha, vestindo minha camisetona do Super-man, com a cara tri-amassada e esperando uma caneca de café aparecer a qualquer momento para me ajudar a iniciar decentemente o dia . Como o papo rolava, mas o café não aparecia, deixei de lado meus melindres de visitante e pedi encarecidamente - será que eu podia ter uma xícara de café, PELOAMORDEDEUS?? No dia seguinte o xícrão de Nescafé foi providenciado rapidamente!

Todo mundo tem suas maniazinhas, não gosta de cebola crua, gosta de comer feijão com macarrão, descasca a maçã, põe açúcar no mamão, come arroz com colher, não mistura a salada com a comida quente, enche o suco de gelo - you name it! Eu tenho inúmeras, uma delas é que eu DETESTO ficar com as mãos sujas de comida enquanto estou comendo. Então já protagonizei algumas cenas Seinfeldianas, quando comi com garfo alimentos que não são comuns de se comer com garfo. Uma mania quase inconfessável é a minha adoração por Cheetos, aquele salgadinho de milho cor de abobrão, que quando me dá vontade de comer, eu compro na seção dos orgânicos pra aliviar um pouco a culpa. Eu como os Cheetos com um garfo, é claro. Anos atrás, quando eu trabalhava como professora, virava e mexia eu aparecia na escola comendo os tais com um garfo de plástico. As outras professoras viam aquilo e não se conformavam. Já as crianças nunca viram exatamente o que eu estava comendo, pois eu escondia o saco de Cheetos dentro de um saco de papel marrom. Eu sou meio boba da côrte, mas nunca dei moleza pra criançada rir da minha cara!

Torta rústica de pêra e blueberry
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A receita, tirada da edição de agosto 2006 da revista Real Simple, era de torta de pêssego. Mas eu adaptei para pêra e blueberry, que eu tinha em casa e ficou excelente. Assim que comprar pêssegos no Farmers Market, vou fazer a versão original. Mas a mistura de pêra com blueberry ficou interessante, ressaltada pelo sabor pungente do gengibre e da noz moscada.

Vou colocar aqui a receita original, e quem quiser faz com pêsssego, senão faz com pêra e blueberry, ou com outra mistura de fruta assim diferente.

Rustic Peach [Pear & Blueberry] Tart

1/3 xícara de farinha de trigo
1/2 colher de sobremesa de gengibre fresco ralado
1/4 colher de sobremesa de noz moscada ralada na hora
3/4 de xícara de açúcar
8 pêssegos em fatias [* três peras em cubinhos e 200 gr de blueberries]
1 massa para torta - pode ser das prontas, ou qualquer receita boa para torta como a de Pâte Brisée que eu publiquei aqui para a torta de maçã americana.

Pré-aqueça o forno a 425ºF/220ºC. Numa vasilha grande misture a farinha, o gengibre, a noz moscada e o açúcar. Adicione as frutas e misture bem com as mãos. Abra a massa num círculo de 30 cm e estenda num prato refratário ou forma. Coloque a mistura de frutas no centro, dobre as pontas em cima do recheio. Deixe o centro descoberto. Pincele a massa com água e polvilhe com açúcar granulado. Asse por 20 minutos, até ficar dourada. Abaixe o forno para 350ºF/180ºC e asse por mais 30 minutos, até a fruta começar a borbulhar no centro. Deixe esfriar por pelo menos 20 minutos antes de servir.

* eu usei um círculo de massa de 23 cm e fez diferença na hora de fechar a torta. Mais massa fica melhor.

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Chucrute é chique!

A partir de hoje os queridos leitores deste blog terão um "treat" semanal, com as receitas e dica de um chef, o meu amigo Lau. Ele vai nos brindar com suas receitas maravilhosas, todas testadas e aprovadas na sua cozinha lá no Rio de Janeiro. O Lau não é só meu amigo, mas é também o companheiro do meu queridíssimo Moa, com quem eu divido o Cinefilia. Bem-vindo, Chef Lau!

BROWNIE do Lau

Estreando no Chucrute com Salsicha, por convite da Fer, resolvi colocar uma receita que tem feito muito sucesso. Embora seja algo comum, o brownie é uma sobremesa que nem sempre as pessoas sabem como fazer. Testei várias receitas e algumas variações até chegar a esta que mais me agradou.

Ingredientes -
250gr de chocolate meio amargo picado
50gr de nozes picadas*
1 e 1/3 xícara de açúcar
4 ovos
150gr de manteiga
1 xícara de farinha de trigo

Preparo -
Colocar a manteiga e o chocolate picado em uma tigela e levar ao microondas ou banho maria. Se for no microondas, retire de tempos em tempos e mexa. No banho maria, vá mexendo aos poucos, até derreter por completo. Depois de derretido, colocar os ovos, o açúcar, as nozes e misturar bem. Por último, acrescentar a farinha de trigo e misturar até ficar uma massa homogênea.

Untar um tabuleiro retangular (30 x 20cm) com manteiga e polvinhar farinha de trigo antes de despejar a massa uniformemente.

Forno: 180ºC
Tempo: 30 minutos

Dicas para o sucesso -
Substitua as nozes por castanhas de cajú ou do pará ou mesmo amêndoas, conforme sua preferência. Quanto melhor os ingredientes que você utilizar, melhor será o resultado. Portanto, use um bom chocolate. Esta receita não requer o uso de batedeira. Basta usar uma tigela para misturar os ingredientes e um fouet. Substitua a farinha de trigo por chocolate em pó após untar a forma, como uma variação.

um pratão de macarrão

Hoje foi um dia de desastres. Cheguei em casa à tardezinha com uma dor de cabeça cegante. Tomei uns comprimidos e fui esperar a dor passar enquanto pensava no meu jantar. Meu marido está em Portland, mas tenho comido em casa, porque não curto muito frequentar restaurantes sozinha. Sem falar que tenho montes de tomates, folhas verdes e legumes pra salada, além de uma tonelada de frutas. Pensa daqui, pensa dali. Fui abrir o armário da despensa, que é uma desorganização total, e derrubei um vidro cheio de feijão. Ele caiu em cima de uma mantegueira e quebraram-se em zil pedacinhos, fora os feijões, fora a manteiga. Fiquei um tempão catando caco, milagrosamente sem me cortar, e me certificando que nenhum gato iria espetar a fuça curiosa. Pra completar, a queimadura na minha mão está horrível, não cicatriza e eu bato o tempo todo nela, parece que mirando estratégicamente bem na parte mais machucada. Hoje bati nela umas quatro vezes desde que acordei. O dia não está pra peixe! Pensei, com tanta chatice acontecendo eu preciso comer uma coisa que me dê conforto. Então fiz macarrão ao alho e óleo, que é uma das comidas que eu considero desde a minha infância uma das mais confortantes. Espaguetti ou cabelo de anjo, um dente de alho, sal, pimenta do reino, muito azeite e muita salsinha picada. Um bom queijo ralado na hora por cima e já estou me sentindo outra pessoa. Agora só falta um banho e cama. Arrivederci, dia besta!

no ciocolat
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tomates provençal

Voltei da França extremamente cansada, depois de rodarmos dois mil quilometros de carro e nos perder até dizer chega. Trouxe na mala um saquinho de ervas de provence, que eu estava louca pra usar. Como meu marido simplesmente não parava de falar dos maravilhosos tomates que comemos como acompanhamento nos restaurantes, preparei uma travessa deles, com um montão de tomates madurinhos e fresquinhos que colhi na minha horta.

Corte os tomates no meio e retire as sementes. Deixe escorrer por uns minutos. Numa frigideira larga e rasa, coloque uma fina camada de azeite e os tomates virados para baixo. Refogue por uns minutos, retire os tomates e coloque numa assadeira. Misture farinha de pão com uma mistura triturada de salsinha fresca, dentes de alho, sal grosso e as ervas provençais. Recheie os tomates com essa farofa. Asse em forno alto por quinze minutos. Sirva quente ou frio, acompanhando carnes ou apenas com aperitivo. C'est très bon!

gelatina de blackberries com vinho tinto
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Eu não sou a mulher das sobremesas - nem para fazer, nem para comer. Mas ontem fiz um jantar especial e quis finalizar com uma sobremesa bonita, gostosa e refrescante. Tirei essa receita da edição de agosto de 2005 da revista Martha Stewart Living. A aparência da gelatina fica bem estranha, até na foto da revista estava um pouco esdrúxula, mas o sabor fica bem interessante, lembrando um pouco o sagu de vinho da minha infância, porém com uma textura muito mais aveludada e o detalhe saudável e bonito da fruta.

Apesar da receita ser simplésima, eu me contive de ir fazendo tudo da minha cachola e segui fielmente a receita. Por causa disso - a disciplina - rolou um estresse na cozinha, fiquei irritada, até quebrei um copo. Eu sou mesmo uma iindisciplinada, mas poderia ficar melhor se fizesse um treino de seguir uma receita de poucos passos como esta pelo menos uma vez por mês.

Blackberry-Red Wine Gelatin

[Serve 4 pessoas]

1/4 de xícara de suco de maçã
1 colher de sopa, mais uma colher de chá de gelatina em pó sem sabor
1 xícara de um vinho tinto bem encorpado, como Zinfandel
1/4 xícara, mais 1 colher de sopa de açúcar
2 xícaras de blackberries
1/2 xícara de blackberries para enfeitar
Folhas de hortelã fresco para enfeitar

Prepare uma bacia com água e gelo. Deixe de lado. Numa vasilha adicione 1/2 xícara de água, mais o suco de maçã e polvilhe a gelatina nessa mistura. Deixe incorporar. Enquanto isso misture numa panela o vinho e o açúcar. Deixe ferver, mexendo de vez em quando para o açúcar dissolver. Abaixe o fogo e acrescente as blackberries. Deixe cozinhar por 5 minutos. Retire do fogo e coloque na bacia de água com gelo para resfriar. Despeje a mistura num pirex e ponha na geladeira até ficar bem firme. Na hora de servir, corte a gelatina em cubos, coloque numa tijela bonita e enfeite com o restante das blackberries e as folhas de hortelã.

hollywood sempre entorna o caldo

Mania irritante esta que Hollywood tem com os remakes. Um filme estrangeiro faz sucesso, lá vem os produtores com suas idéias abestalhadas. Berlim vira Los Angeles. Acabei de ler que a Catherine Zeta-Jones será a perfeccionista chefe Martha, no remake de Mostly Martha. Não sei como os espiritos-de-porco nunca tiveram a brilhante idéia de remake A Festa de Babette. Não seria o máximo a Meryl Streep de Babette, preparando um banquete numa pequena cidade do Iowa?

os melhores
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Beware of the cook!

Quem me conhece de outros carnavais ou pelo menos leu a minha pequena apresentação, já tem uma idéia do tipo de cozinheira que eu sou. Desengonçada, atrapalhada, esquecida... Não tem jeito. Eu inocentemente achava que ter um laptop na cozinha iria diminuir os recorrentes episódios pastelônicos, quando eu descia as escadas quase rolando para tentar salvar o rango já destruido. Quem nasce Didi Mocó nunca chegará a Nigella.

Hoje saiu a pele da minha mais recente queimadura na mão direita. Vai ficar uma cicatriz. Mais uma. Minha mão direita é franksteiniana. Olhando pra ela, me lembrei de muitos dos acidentes que eu já tive na cozinha. Meu marido vive em sobressaltos, principalmente quando eu estou usando facas para cortar coisas. Me pelar, queimar, cortar, ralar, isso é cotidiano e não significa nada. Duro é quando eu acabo no hospital.

Duas cicatrizes que eu tenho na perna foram feitas na cozinha, uma delas abrindo uma gaveta, na outra abrindo uma gaveta com uma faca na mão.

A queimadura séria que fiz na mão vinte anos atrás e que ainda tenho as marcas aconteceu num dia quando eu precisava lavar a louça, fazer comida para o Gabriel e ainda tinha que ir à uma aula na universidade. Eu precisava me organizar, focalizar nas tarefas e me apressar, mas sei lá por que demônios resolvi em cima de tudo aquilo ainda fazer um pudim. Tropecei num tapete com a forma cheia de caramelo quente e não lavei a louça, meu filho ficou sem comer, não apareci na universidade e acabei vocês sabem onde.

O corte que abriu meu polegar, cortou um nervo e ainda formiga, eu fiz tentando tirar um queijo grudado de um prato de cerâmica - esses são um perigo! Foi uma correria, uma sanguera, até hoje eu tremo quando vejo um dos pratos, que guardei no fundo do armário.

Será que eu tenho jeito? Ainda serei uma cozinheira organizada, atenta, cuidadosa? Talvez só na outra encadernação, né?.... hm, snif, êpa, peraí acho que tem algo queimando!

lanchinho
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Um jantar simples e saboroso

Fui jantar com meus amigos Allan & Alison. Levei uma salada de frutas e um vinho branco excelente de uma vinícola costal de Monterey. Eles prepararam um banquete, com cevada e lentilhas, acompanhados de uma maravilhosa versão de salada grega. Tudo integral, orgânico, natural. Os verdes da salada - rúcula e uma variedade de alface picante que eu não conhecia - foram colhidos fresquinhos da horta da Alison. A salada também tinha tomate, pepino, cebola roxa e queijo feta. Não perguntei como ela fez o molho, mas estava delicioso. A cevada, feita na panela de ferro, foi o complemento ideal pras lentilhas. Essas merecem um capítulo especial, que virá em breve. As lentilhas foram preparadas no fogão solar, que é um tipo de uma caixa de papelão sem tampa, toda forrada de papel alumînio. Você pode comprar ou fazer a sua, de papelão ou madeira. É ideal para os verões tórridos que temos aqui no Sacramento Valley. Ótima maneira de aproveitar as temperaturas altas e cozinhar sem esquentar a cozinha! Um detalhe extra na receita das lentilhas, além do fato delas terem sido cozidas ao sol, foi o acréscimo de alcaparras. Elas ficaram com um sabor bem interessante e diferente.

salada de batatas ao iogurte
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Quando eu começo a receber batatas na cesta orgânica, fico entusiasmadissíma, pois essas são as batatas mais saborosas que existem. Colhidas de manhã cedo, preparadas e devoradas à noite, não tem igual! Eu normalmente faço receitas simples com elas, porque se encher muito de coisarada e tempero acaba escondendo o sabor natural. Geralmente eu corto elas ao meio e refogo no fogo alto, em bastante azeite, até ficarem crocantes. Ou faço uma salada, cozinhando as batatas cortadas e depois temperando com uma mistura de maionese, limão e mostarda. Ontem resolvi inovar e fiz a salada de uma maneira diferente.

Cozinhei as batatas com casca em água por uns 20 minutos. Escorri e deixei esfriar. Com o cozimento, a casca racha e abre, o que facilita o despelamento. Enquanto a batata esfriava preparei um molho. Numa vasilha coloquei três colheres de sopa de iogurte natural, uma colher de sopa da maionese, uma colher de chá de mostarda picante, sal, um fiozinho de azeite. Misturei bem com o batedor e acrescentei uma colher de sobremesa de queijo parmesão ralado e bastante garlic chives [*alguém sabe a tradução para o português desse cebolinha bem fininha?]. Misturei bem e deixei separado. Descasquei as batatinhas com as mãos. Não me preocupo muito se ficar uma casquinha ali, outra aqui. Coloquei as batatinhas descascadas no molho e misturei bem para incorporar. Servi acompanhando umas salsichas recheadas com maçã, que eu cozinhei na água e depois fritei ligeiramente no azeite.

macarrão frio com abobrinha
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A preguiça é a mãe da invencionice. Muitas abobrinhas na geladeira, mais calor, mais falta de vontade de cozinhar é igual a receita de macarrão frio.

Numa vasilha grande rale duas abobrinhas médias e tempere com sal, pimenta do reino, azeite e um pouquinho de vinagre balsâmico. Cozinhe duas porções de macarrão parafuso em bastante água e sal. Coe e reserve.

Junte à abobrinha ralada: umas azeitonas pretas picadas, uns tomates secos picados, uns tomates cerejas picados - parece redundante acrescentar duas variedades de tomates, mas faz sentido no sabor, um pedaço pequeno de queijo Stilton picadinho, umas folhas de basilicão.

Junte o macarrão parafuso cozido e frio com a mistura de abobrinha. Mexa bem para incorporar os temperos e sirva.

morango com creme
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Aioli Bodega Española

Fomos celebrar a minha estabilidade profissional num pequeno restaurante espanhol, que tomou o lugar do simpático Café California, onde estivemos algumas vezes saboreando a simples e saborosa California cuisine. Eu tinha ouvido que não se deveria atrever a chegar no Aioli Bodega Española sem uma reserva, já que o restaurante estava atraindo pencas de gente. Fizemos reserva, mas não achamos que fosse imprescindível, pois o lugar não estava lotado.

A reforma transformou o ensolarado café numa escura bodega. Ficou legal, um ambiente aconchegante. Taças de vinho com velinhas penduradas em arames de cobre, faziam a iluminação. Toalhas de saco de batata rústico cobertas por papel marrom nas mesas. No menu uma extensa lista de tapas frios e quentes. Muitos pratos com peixes e frutos do mar, e é claro, a sempre presente paella - regular e vegetariana, pois estamos em solo californiano.

Pedi uma taça de um vinho português, coisa raríssima por aqui. Fomos de salada de endivas com queijo e amendoas tostadas, e bistecas de carneiro, acompanhadas de espinafre refogado e batatas com um molho vermelho de paprica picante. Na sobremesa, pedimos um creme de laranja muito parecido com um crème brûlée. Um jantar bem agradável, e ainda ouvimos um "muchas gracias" na despedida. Ambientação perfeita, quase pensei que iríamos sair para alguma ruela medieval na Espanha, e não na moderninha calçada de downtown de Davis.

Pesto de rúcula

Misture no food processor:

Folhas de rúcula, alho, sal/pimenta do reino, queijo parmesão, nozes ou pine nuts e bastante azeite.