uma festança em junho
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Este é o quarto ano do Festival Latino americano e o Brasil é sempre muito bem representado pela nossa associação, da qual eu faço parte como organizadora, a Brazil in Davis. Este ano tivemos uma barraca enorme, onde vendemos uma variedade grande de comidas e bebidas à preços módicos. E vendemos muito, justamente por isso. Eu trabalhei na barraca e devo ter perdido uns dois quilos de tanto que me abaixei para pôr gelo nos copos de limonada e suco de maracujá, e também de tanto que suei porque o dia estava bem quente. O Festival é basicamente um grande show de música e danças de todos os países na América Latina. O show do Brasil é sempre o mais bacana, modéstia às favas! Eu geralmente não vejo o show ao vivo, pois fico trabalhando, mas sempre vejo a filmagem de alguém e este ano não foi diferente. Juntamente com o grande show, que acontece dentro do teatro e todos os anos tem os ingressos esgotados, acompanham as barraquinhas de comidas típicas. O festival lotou e nós vendemos muita, muita comida—quibe assado, pão de queijo, torta de frango, bolo de fubá cremoso, quindim de bandeija e quindim tradicional, pudim de leite, brigadeiros, bolo de cenoura com cobertura de chocolate, sucos, café e guaraná Antartica, que vendeu todas as latas que tínhamos nos coolers. Muita das comidas foram doação de gentis e prendadas brasileiras, outras nós mesmos fizemos. As regras de higiene e segurança da cidade de Davis deixam tudo muito difícil para nós, que não temos uma estrutura de organização grande. Os quitutes precisam ser preparados numa cozinha industrial e depois vendidos com todos os quiprocós de temperatura e cuidado no manuseio. Felizmente o pessoal da International House tem uma grande consideração por nós e cedeu de graça a cozinha super equipada e oficializada deles e tudo mais o que precisássemos. Nós recebemos o inspetor da cidade antes de começar as vendas, e ele checou cada detalhe de geladeira, higiene, aquecimento, eteceterá. Tivemos que usar luvas e avental, lavar as mãos toda hora e seguir um monte de regrinhas. É uma trabalheira desgraçada, mas eu curto muito participar dos eventos da Brazil in Davis, porque sei que toda a grana que fazemos vai para uma instituição de caridade que escolhemos no Brasil e que irá beneficiar muitas crianças.
* o canal em espanhol Univision estava cobrindo o evento ao vivo e o repórter entrevistou as barracas de todos os países, menos a nossa. depois ele veio perguntar se algum de nós falava espanhol. eu retruquei—que te passa cabron, nossotros tambíen somos parte de la América latina, mesmo hablando português! ele então escolheu a Fernanda, a mais bonita, para dar uma entrevista em portunhol mesmo. antes disso o câmera filmou eu, a Fernanda e a Cyntia al lado da bandeira gritando—BRA-SI-IL! todo mundo que vem aqui já está careca de saber que pagar mico é comigo mesma, né?
Comentários
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Que delícia de evento, Fer! Imagino que você tenha trabalhado bastante, mas pelo seu texto pude perceber que foi muito gratificante e divertido! Vi que tinha Paçoquinha, que eu adoro... Ninguém foi preso por contrabando de Paçoquinha e bombons? :oD Beijos, Fer!
Ah, como eu queria estar aí e participar também. Deve ter sido muito dez! Bjs. ;o)
Adorei a sua reção com o pessoal da imprensa Que história é essa de deixar o Brasil de fora só porque não falamos espanhol?! Parabéns Fê.
Menina, eu perdi essa cena da televisão mexicana, mas em compensação provamos de tudo que tinha na barraca brasileira. E o show brasileiro foi um arraso, mesmo. Dada disse que ficou arrepiado com a Dança dos Orixás. Muito bonito.
Que delícia de festival! Quem sabe um dia não aparecemos aí. ;)
Parabéns pela iniciativa e por representarem o Brasil tão bem.
Aquele bolo com coco ralado é o bolo de coca-cola com leite condensado? Deu vontade de fazer.
Beijos!
Deve ser um evento bem simpático! E você teve a sorte de conhecer a Agdá, foi...?
Beijão.
Adorei a história da entrevista. :)
Muito bacana o festival.
Bjs
Fer!! Eu fiquei imaginando aqui como deve ser essa feira! Realmente isso só acontece em lugares com uma estrutura, tanto social quanto, bem, "estrutural", como aí nos Estados Unidos! E é muito bom saber também que ainda há pessoas com o intuito de se mobilizar para ajudar alguma instituição desse nosso Brazilzão!
Adoraria provar os quitutes a la brasileira (apesar de conhecer a maioria dos vendidos aí!).
E adorei saber que os gringos adoram o nosso Guaraná! Não tem pra ninguém \o/ Uhuuuuuuul!
Hehehe!
Um beijo!