vai para o forno, ou não vai?
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pastinha de edamame
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Encontrei um pacotão de edamames no congelador. Às vezes eu esqueço coisas lá dentro. Não sei como esqueci esse, pois eu adoro as edamames - a soja verde - e as devoro animalisticamente às colheradas, depois de fervê-las na água e sal, ou mesmo só na água. Desta vez tive uma idéia, baseada no pequeno trecho de um programa de culinária que vi na tevê, onde a chef Annie Somerville do restaurante vegetariano Greens em San Francisco preparava uma pastinha de favas verdes. Resolvi me inspirar nessa receita e usar as edamames no lugar das favas verdes.

Coloquei as edamames já cozidas só na água no food processor. Adicionei bastante tomilho - de três variedades diferentes, casca ralada e sumo de um limão meyer pequeno, sal marinho grosso e azeite. Triturei tudo até formar uma pasta. Comi com crackers, mas acredito que essa pasta fique boa como base de sanduíche, ou como acompanhamento para legumes crudités. O céu é o limite para essa delícia verde!

Pão de banana com coco
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Assim que eu vi essa receita, apressei o passo e sem delongas me pus a fazê-la. Imagina só que a Molly, dona do blog, está testando receitas para o seu livro de culinária - pressinto que na minha próxima encadernação chegarei lá também, escreverei um livro com minhas próprias receitas, testadas e aprovadas. Bom, essa é outra história. O negócio é que esse pão de banana é o que há! Fica pesado, mas com um sabor cremoso - não dá pra explicar - faça o seu, coma e me diga se o sabor não é mesmo cremoso.

banana-coconut bread
3 bananas bem maduras
2 xícaras de farinha de trigo
¾ colher de chá de fermento em pó
½ colher de chá de noz moscada ralada na hora
Uma pitada de sal
1 tablete de manteiga sem sal na temperatura ambiente
1 xícara de açúcar
1/8 colher de chá de vinagre
1 ½ colher de sopa de rum escuro
½ xícara de coco seco ralado
1 colher de sopa de açúcar demerara ou mascavo

Pré-aqueça o forno em 350ºF/180ºC.
Unte uma forma de pão com manteiga.
Amasse as três bananas com o garfo até formar um purê.
Numa vasilha separada misture a farinha, fermento, noz moscada e sal.
Na batedeira bata o açúcar com a manteiga até formar um creme. Adicione o rum e o vinagre. Adicione o purê de banana e a mistura de farinha alternadamente e batendo sempre. Ajude com uma espátula, pois a massa fica grossa. Misture o coco ralado e mexa bem com a espátula. Coloque a massa na forma e espalhe o açúcar demerara por cima. Asse por 50-60 minutos. O açucar vai dar uma casquinha crocante ao pão e a mistura de coco e banana é simplesmente perfeita. Tire do forno e deixe esfriar bem antes de cortar e servir.

raizes de sol
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salada de inverno
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Essa é uma salada de inverno porque foi feita e consumida no inverno, mas se for feita e consumida no verão, pode ser chamada de salada de verão - isso é que é um prato versátil!

A verdade é que no inverno eu consumo muito menos salada, pois meu corpo pede, implora, suplica por uma comida substanciosa, encorpada e quente. Parece mentira, mas qualquer coisa quente - uma fatia de pizza, um bife com batatas, uma sopa cremosa, um pratinho de macarrão - qualquer coisa, desde que seja quente, faz milagres quando se está tiritando de frioooooooo....

Essa salada não é quente, mas é bem substanciosa, apesar de ser de folhas. Pra acompanhar e encorpar o verdinho da rúcula, cubinhos de double cream brie, nozes carameladas e figos cozidos no vinagre balsâmico. O tempero é um básico limão, laranja, vinagre de vinho branco, sal, pimenta e muito azeite.

earl grey pots de créme
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Ainda estou com a idéia do Caramel Pots de Créme na cabeça, mas folheando uma Martha Stewart Living de Maio de 2003, me deparei com essa receita fantástica dos Potes de Creme de Earl Grey. Esses potes são umas fofuras, geralmente parecendo uma mini-panela com tampinha. Na falta dos originais, fiz numa xícara de chá, mas pode ser feito em potinhos comuns de sobremesa, desde que possam ir ao forno. Gostei dessa receita também porque ela só faz quatro potinhos, o que é uma quantidade mais que suficiente para duas pessoas. Aqui em casa as sobremesas sempre sobram.

Earl Grey Pots de Créme
1 xícara de creme de leite fresco - heavy cream
1 xícara de leite integral
2 colheres de sopa de folhas de chá Earl Grey
4 gemas de ovos
1/2 xícara de açúcar
1/2 colher de chá de raspas de limão bem fininhas
1/8 de colher de chá de sal

Numa panela pequena misture o creme de leite, o leite e as folhas de chá. Leve ao fogo médio e deixe ferver. Apague o fogo, tampe e deixe descansar por no mínimo 30 minutos.

Pré-aqueça o forno em 325°F/165ºC.

Numa vasilha média bata bem as gemas com o açúcar, as raspas do limão e o sal. Aqueça novamente a mistura do chá e coe numa peneira bem fininha por cima da mistura de ovos. Bata bem, até ficar uma mistura bem cremosa.

Arrume os potinhos ou xícaras num refratário fundo. Coloque água fervendo até atingir metade dos potinhos. Distribua o creme igualmente nos quatro potinhos. Cubra com papel alumínio bem fechado. Faça dois furos no papel, para o vapor escapar. Asse nesse banho-maria por 30 minutos/

Remova o refratário do forno coloque os potinhos numa grade para esfriar. Deixe gelar bem e sirva.

*nota: o Earl Grey tem uma história peculiar na minha família. durante toda a sua adolescência, o Gabriel bebia esse chá com a maior abundância e pose por causa de um de seus ídolos, o Capitão Jean-Luc Picard. meu filho era [ainda é? não sei!] um trekkie.

salmão assado no papel

Fazia muito tempo que eu não preparava um peixe assado no papel. Fica ótimo, muito saboroso porque retém todos os liquidos e sabores, e é saudável. Hoje, dia perfeito para um prato desses, porque são três da tarde e eu já estou na frente da tevê, vendo as chatonildas da Joan e Melissa Rivers no Red Carpet em Los Angeles.

Da revista Martha Stewart Living de janeiro de 2005:
Salmon, spinach, and potatoes baked in parchment
1 colher de sopa de manteiga amolecida
1 colher de sopa de alcaparras escorridas, lavadas e picadas
1 colher de sopa de salsinha picada
1 dente de alho picado
1 batata grande ralada em fatias bem finas - eu usei 4 pequenas
Sal grosso e pimenta do reino moída a gosto
2 shallots em fatias finas - eu usei uma cipollini pequena, mas qualquer cebola vale
1 xícara de espinafre - a receita pede baby, mas eu não tinha, então usei cress
2 filés de salmão - usei o selvagem
1 limão amarelo cortado em fatias

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Pré-aqueça o forno em 400ºF/205ºC. Corte duas folhas de papel para assar - parchment paper - 40X50 cm.

Misture bem a manteiga, alcaparras, salsinha e alho. Reserve. Rale as batatas. Dobre o papel no meio e coloque metade das batatas forrando o meio de um dos lados. Tempere com sal e pimenta. Salpique com parte da cebola picada. Forre com metade do espinafre [ou outra folha verde], coloque o filé por cima e salpique com mais cebola picada. Cubra com algumas fatias de limao e coloque metade da mistura de manteiga sobre o limão. Feche o papel como se fosse um pastelzão. Vá dobrando o papel formando uma lua, tentando deixar o mais lacrado possível. Faça o mesmo procedimento na outra folha de papel com o outro filé. Asse por uns 20 minutos, ponha os pacotes nos pratos e abra cuidadosamente com uma faca ou tesoura, pois pode sair um vapor quente.

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Esse peixe fica delicioso, com uma caminha de batata perfeita, mais todos os outros temperos que misturam-se ao salmão de maneira super delicada. E o melhor de tudo é que não suja absolutamente NADA!

crok crak
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comprar, papear e coçar, é só começar

Parando pra pensar, é incrivel constatar que eu passei o dia de sábado fazendo coisas relativas à comida. Pela manhã fui ao Kim's Market, que é a loja que simboliza a nossa Chinatown. São apenas três corredores abarrotados de ingredientes orientais. Comprei umas cumbuquinhas pra missô soup, que procurei na Chinatown de San Francisco e não achei. Dali fui para o Farmers Market, de onde achei que não sairia nunca mais, de tantos amigos que encontrei por lá. Com a minha cestinha em punho, fiquei horas caminhando e conversando e até que consegui comprar pão, tangerinas, morangos. À tarde fiz outra maratona, num outro mercado internacional, mais o supermercado normal. Fui comprar mais ervinhas para a horta também. Em todos os lugares em que estive, encontrei amigos ou gente conhecida e parei pra conversar! Davis é um small town mesmo.

No intervalo entre entre as saídas e papos, fiz um macarrão integral com abóbora assada, rúcula, tomate seco e azeitona preta pro almoço. E pizza calabresa pro jantar. Derrubei um tupperware cheio de sopa de cebola na geladeira, que se espatifou e melecou geladeira e chão da cozinha numa sujeirada simplesmente atroz! Felizmente alguém limpou pra mim, num ato de incrível delicadeza e bondade.

Hoje, domingo, não vou sair de casa e tudo vai ser muito simples, pois às três da tarde vou subir para a sala de tevê carregando o meu laptop para poder conversar com o Moa e comentar os micro-detalhes de tudo. Hoje é aquela noite que todos já sabem: não posso ser perturbada, pois vou estar entretida assistindo ao Oscar!

chá verde
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sopa de abóbora e alho assado
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Asse a abóbora e o alho. Bata no liquidificador com caldo de frango ou legumes. Tempere com sal, pimenta do reino moída, um fio grosso de azeite. Acrescente uma ervinha a gosto - eu usei o manjericão. Ferva. Sirva com uma bolota de sour cream ou iogurte natural.

grawwwwwwwwwwwwwwwwwwwwn!

Se tem uma coisa que me dá nos nervos BIG TIME é ficar ouvindo barulho de bocão e gente mastigando. Eu vou pra casa almoçar—sei, sou uma sortuda por morar a dez minutos de bike do local onde trabalho. Meus colegas não têm a mesma sorte. Nosso prédio é na verdade uma pequena casinha, anexo de um prédio maior. Não é o local mais espaçoso do mundo, nem foi designado pra se fazer picnic nele.

A jornalista almoça discretamente uma maçã e um pacote de doritos, e toma café ou coca-cola. O programador chefe esquenta seu pocket diário de queijo e pepperoni no microondas. O outro programador vive com um garfo no bolso da camisa, mas eu nunca vi o que ele come, como não vejo o que o pessoal da área administrativa come. Agora o meteorologista — raios e trovões — come todo dia uma tonelada de junk food, que ele traz de uma das cafeterias da universidade. É daquelas comidas nauseabundas, sempre acompanhadas de um copão de algum liquido borbulhante, que ele slurrrrrrrpsluurrrrp nada discretamente.... A figura irritante come a gororoba fedorenta sentado no cúbiculo dele, que fica ao lado do meu. Então todo santo dia eu enfrento uns quinze minutos de tortura sensorial. Tento me defender me contorcendo e fazendo caretas, totalmente repugnada pelo cheiro das tranqueiras que ele devora. Elas são daquelas que vem embrulhadas em papel que faz creeeeaappp, às vezes acompanhadas de chips CROCANTES, e que ele mastiga beeeem mastigado, morde bem com todos os dentes, com muita fome e vontade, lambe os beiços e lava tudo com o sluuurrrrrrrpppp.

Vou ter que trazer algum apetrecho de aromaterapia ou defumador, e um fone de ouvido salvador para me ajudar a manter a pose zen durante a hora do almoço super light do meu colega jamelão*!

*esse, o tal, que uma vez quando eu estava tossindo alto, me ofereceu um drops de halls... minha tosse não deveria realmente incomodá-lo, afinal, ele passa o dia trabalhando de headphones, ouvindo Céline Dion.

o primeiro sinal
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ela está chegando: primavera!
key lime pie

Outro dia dei de cara com um saco de key limes no supermercado e não consegui resistir à aqueles limõezinhos verdinhos. Mas depois de comprado, veio o dilema - o que fazer com eles? Vi uma receita simplesmente maravilhosa na Martha Stewart Living de março 2007 de Lime-Pistachio Tart. Já fui esfregando as mãos, pensando é essa mesma, quando vi os ingredientes para o recheio e quase tive uma síncope: VINTE gemas de ovos! Forgetaboutit! Vou usar a massa da receita com pistachos, num futuro próximo, mas o recheio nem pensar.

Ontem, no frenezi de fazer coisas doces para equilibrar o dia amargo de hoje, procurei por uma receita de torta de limão por todo canto. Tinha comprado no Co-op uma dessas massas de torta prontas, feita de graham cracker, perfeita para cheesecakes ou lime pies. Quando tirei a etiqueta da embalagem, atrás tinha a receita que eu procurava. Fácil e deliciosa - duas palavras que eu adoro! Voilá!

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Key Lime Pie

Uma massa de torta feita de bolacha moída.
Se não achar pronta pra comprar, faça a sua em casa, é fácil.

Misture numa vasilha:
3 ovos
1/2 xícara de suco de limão [verdinho, o key, que seria o galego]
1 colher de sopa de raspas de casca do limão [pode por um pouco mais, se quiser um sabor de limão mais acentuado, que foi o que eu fiz]
1 lata de leite condensado
Bata bem com um batedor de arame até ficar um creme liso. Coloque na forma preparada com a massa de biscoito e asse em forno pré-aquecido em 350ºF/180ºC por 35 minutos. Deixe esfriar numa grade. Gele e sirva. Pode servir com chantily feito com creme de leite fresco batido com açúcar.

maple syrup muffins

Essa quinta-feira não vai ser muito bolinho pra mim. Vai começar bem cedo com uma atividade bem chata. Então parece que antecipando as amarguras, fiquei atraída por doçuras e uma delas foi esses muffins que vi no Kitchen Pantry. Eles vão adoçar o meu dia de amanhã....

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Faz 12 muffins
Pré-aqueça o forno em 190°C/ 375ºF.

150 g/3 colheres de sopa de nozes picadas
275 g /1 1/2 xícara de farinha de trigo
4 colheres de chá de fermento em pó
50 g/ 1/4 xícara de aveia
1 pitada de sal

Misture esses ingredientes secos numa vasilha grande.
Numa outra vasilha misture os seguintes ingredientes molhados:

130 ml/ 1 1/2 xícara de leite
120 ml / 1 xícara de maple syrup*
120 ml/ 1 xícara de óleo vegetal
1 ovo

Despeje a mistura molhada na seca. Misture bem até ficar bem incorporado com uma espátula. Despeje na forma de muffins untada ou forrada com forminhas de papel. Misture 2 colheres de sopa de nozes com 1 colher de sopa de açúcar mascavo - eu deu uma "machucada" no pilãozinho - e jogue essa misturinha em cima de cada muffin. Asse por 20 minutes. Deixe esfriar numa grade.

* use um maple syrup de qualidade, não aqueles fake de embalagem plástica.

panna cotta de iogurte com morango
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Eu não tenho muito jeito para fazer sobremesas com gelatina - não sei por que, mas sempre saí algo errado. Mas quando vi essa receita de yogurt panna cotta with raspberries fiquei tentada a me aventurar com o pozinho de gelatina. Achei uns morangos orgânicos no Farmers Market e foi a única coisa que mudei na receita. O resto, segui à risca. O resultado foi excelente! Ficou muito leve e o morango deu um toque especial. Gostei dessa receita porque vai iogurte grego, que eu acho uma delícia. Também gostei pois a quantidade é pequena, deu quatro potinhos e não foi difícil acabar com eles.

1 1/2 xícaras de iogurte grego
1/2 xícara de creme de leite - light cream [half-n-half]
1 1/4 colheres de chá de gelatina em pó sem sabor
2 colheres de sopa de água
3 colheres de sopa de açúcar
1/2 colher de chá de extrato de baunilha
1/2 xícara de morangos frescos

Coloque os morangos picados distribuidos igualmente no fundo de quatro potinhos. Numa vasilha misture bem o iogurte e o creme de leite. Numa outra vasilha misture a água e a gelatina e ponha no microondas por uns 30 segundos. Misture o açúcar e a baunilha. Ponha essa mistura de gelatina no creme de iogurte. Misture bem com o batedor de arame e despeje nos potinhos. Ponha na geladeira até ficar firme.

>>para substituir o iogurte grego, use iogurte natural escorrido num paninho, igual se faz coalhada seca. o half-n-half tem a textura de um creme de leite fresco diluído num pouco de leite.

deu um bom caldo
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fondue para um

Saí do trabalho na sexta-feira passada, peguei o carro e voei até a Target em Woodland para comprar um apetrecho que eu tinha visto no flyer e PRECISAVA comprar. Por vinte e quatro patacas, adquiri uma fonduzeira elétrica! Achei a idéia genial, primeiro porque o Gabriel emprestou minha fonduzeira e nunca mais devolveu. Segundo que o Uriel detesta fondue, então é muita trabalheira acender o foguinho - que precisa do tal óleo especial azul, e fazer toda aquele ritual para derreter um queijinho só pra mim. Com a panela elétrica tudo fica facílimo, como com a churrasqueira à gás, e ainda evito acidentes, como aquele business de por fogo em toalhas.

Ontem estreei minha fonduzeira elétrica, já que o Uriel não veio jantar, e ela funcionou muito bem. Derreti um fondue suiço de caixinha mesmo e comi com um pão bem rústico, mais figos secos, salada de grão de bico e brócolis intergalacticos cozidos levemente no vapor com um molhinho de mostarda, iogurte e dill.

A salada de grão de bico é simples e deliciosa:
Tempere os grãos cozidos com casca ralada e suco de um limão, azeite, sal, pimenta e um pouquinho de algum queijo ralado. Eu usei o asiago.

irresistíveis
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"Oi, tudo bom com você? Sabe que é? Nós adoraríamos poder colocar um salzinho e uma pimentinha na sua comida. O que você acha? Podemos? Dá uma licencinha então. Tá bom assim? Ah, que ótimo! Obrigadinha, beijinhos e tchauzinho!"

figo ao balsâmico

Quando vi aqueles os figos secos no meio das verduras e legumes da minha cesta orgânica até fiz uma careta. Eu amo figos, sou louca por figos, ando five hundred miles por um figo, mas aqueles figos estavam com uma cara tenebrosa. Eles foram cortados em quatro sem destacar do centro, ficaram como uma flor e foram secos assim, ao sol. O resultado foi um cascorão, uma múmia de figo, duro como sola de sapato e não pude imaginar o que iria fazer com aquilo. Guardei num saquinho e na despensa.

Depois da experiênicia da cereja seca com vinagre balsâmico no restaurante Zuni Cafe tive finalmente uma idéia para usar o tal figo. Cozinhei os quartos mergulhados num bom vinagre balsâmico - o meu, um orgânico do Napa Valley. Deixei o vinagre reduzir até ficar um caramelo envolvendo os pedaços das frutinhas. Reservei e deixei esfriar - comi alguns também, pois não sou de ferro!

Usei os figos numa salada simples de rúcula e cress. Temperei os verdinhos com vinagre de vinho tinto, azeite, sal, pimenta do reino. Salpiquei lascas de amêndoa torrada por cima, adicionei os figos caramelados e misturei bem. Não sobrou nem cheiro.

com o coração na mão
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vamos nessa?
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going nowhere in particular...
no Zuni em San Francisco
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Nosso objetivo principal em San Francisco, além de bater perna pela cidade, era almoçar num restaurante legal. Ainda em Davis, dei uma geral nas reviews da Sam do Becks & Posh. Escolhi um dos restaurante onde ela tinha colocado um coraçãozinho, o que significava que ela adorava o lugar. Confiei nela! Fomos ao Zuni Cafe.

Como era domingo, eles serviam brunch até às 3 pm. Liguei da estrada para fazer uma reserva, mas um simpaticíssimo Rob me disse que as domingos eles não faziam reservas e walk-ins eram bem-vindos. Chegamos lá e sentamos imediatamente. O lugar estava lotado e era muito agradável, num prédio de esquina que de fora parecia minúsculo, mas por dentro acomodava muita gente, em dois andares, além de um longo bar com piano e música ao vivo. O menu do brunch era extenso. Eu fui fisgada por uma polenta com mascarpone e presunto serrano com salada de erva doce, amêndoas e ameixas secas picantes. Bebi um copo de vinho verdejo espanhol, que estava muito bom. O Uriel foi de laranjada fresca e limonata italiana - ele não bebe mais álcool. Mas na hora de escolher o prato dele, apesar as dezenas de opções, ele escolheu dois ovos fritos, que vieram com uma rendinha de ervas, linguiça feita em casa recheada de erva doce e rodelas de batata-doce fritas. Bom, quem escolhe é que sabe, mas ovo frito... Meu marido é uma figura ilustre. E depois ficou reclamando, que queria almoçar, não tomar brunch. Mas comemos muito bem, ele e eu. Na hora da sobremesa, aah maravilha. Ele pediu um caramel pot de créme, que estava fora desse mundo de bom. Vou ter que descolar essa receita, porque eu amei essa sobremesa! E eu pedi um prato de queijo pecorino com pêras secas macias e cerejas secas cozidas no vinagre balsâmico. Gostamos muito do Zuni - eu também vou colocar um coraçãozinho nele!

Não tirei foto do lugar por dentro nem da comida, pois fiquei sem graça de tirar a câmera da bolsa para fazer clicks num lugar lotado de gente chique, elegante e sincera. Não rolou.

O Ano do Porco Dourado

Fomos até San Francisco para quebrar um pouco a nossa rotina. Nós adoramos visitar a The City, que é para mim uma das cidades mais encantadoras e charmosas do mundo. Como era o dia do Ano Novo Chinês, resolvemos dar uma passadinha em Chinatown. San Francisco tem o maior bairro chinês fora da Ásia. A segunda maior Chinatown do mundo fica em Vancouver, Canadá. Elas são muito semelhantes - borbulhante de gente, comércio e uma imundice desgraçada. Sinceramente, o que me desanima de visitar Chinatown é a nojera. É chocante, mas faz parte do show. Eu gosto de entrar nas lojinhas, de comprar cacarecos e de olhar as pessoas apressadas fazendo as suas comprinhas, toneladas de frutas, verduras, legumes, raizes, carnes, aves, peixes.

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se clicar na foto, ela amplia

O Ano do Porco [Dourado] tem tudo para ser um ano muito especial, com ênfase em atitudes de honestidade e bondade. Estamos muitíssimo precisados de um ano assim. Mas para a entrada do ano de 4704, não houve nenhuma celebração pública especial na Chinatown de San Francisco. Vimos muitas crianças e adultos estourando traques e até algumas bombinhas, e havia papel vermelho picado pelas calçadas - aumentando a sujeirada - e muitos cookies e chocolates em embalagens douradas e vermelhas à venda, além de todos os apetrechos típicos do dia, para boa sorte e fortuna. Eu comprei um quimono, um xale, colheres de porcelana e uma garrafa térmica com peneirinha para chá. Caminhamos muito, estava uma muvuca horrível, nós sempre comentamos das filas nas padarias, casas de chá e restaurantes em geral. Tudo sempre está abarrotado. É tanto cacareco e tanta comida pra vender, tanta gente, tanto movimento. Destoa um pouco do resto da cidade, lotada de figuras sofisticadas e modernex, turistas e mendigos. Aliás não se ve um mendigo em Chinatown - e olha que eles abundam no resto da cidade. Acho que é porque em Chinatown não tem espaço para os carrinhos de supermecado, que são as casas ambulantes dos homeless, e não dá pra dormir naquelas calçadas. Ninguém, nem mesmo os junkies no fundo do poço se arriscam.

Enquanto eu entrava nas lojinhas e me divertia olhando os cinco milhões de opções de badulaques inúteis e coloridos, o Uriel entrava nas vielas, obcecado em encontrar o ex-barbeiro do Frank Sinatra. Ha Ha Ha! Só o meu marido mesmo! O que ele encontrou foi um muquifo cheio de indivíduos imersos numa jogatina danada. Dispersa, dispersa, e arrepia na geral!

plantei, muitas
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Tive um momento descontrol plantando ervinhas, e acabei plantando muitas, na horta e em vasos. Resolvi até plantar umas indoors, que é sempre um desafio. Já tive muitos vasos de ervas dentro da cozinha, mas todas as vezes as plantinhas não vingaram. Desta vez estou colocando os vasos num cantinho onde bate bastante sol direto e consequentemente tem muita luz. Mudei a Erica pro outro lado, coloquei esses vasinhos com lavanda, sálvia e salsinha. Vamos ver se desta vez vai!

Kumquat
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Adoro essas mini-laranjas, que eu como inteiras - ploc! Gosto de mastigar e explodí-las na boca, experienciando o contraste do amarguinho da casca com o docinho da polpa. Essas são orgânicas do Farmers Market, melhor ainda!

comprei pra plantar
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orégano, tomilho & sálvia
sexta no mexicano

Eu já comentei que o fato de Davis ser uma cidade universitária faz com que abundem restaurantes medíocres, que servem comida barata e farta para a estudantada. Nós temos uma linha divisória entre os restaurantes frequentáveis e os forgetaboutit. Tem um aqui atrás da minha casa que serve saladas com carne e que é o paraíso do pessoal com pouca grana, e a comida é bem gostosa. Vamos lá, quando a fila não está virando a esquina. Mas tem outros que simplesmente não dá. Ontem tive certeza de que estou ficando deveras chatonilda com escolhas de comida. Eu morta de fome, ele com uma pressa danada de voltar ao trabalho e terminar de escrever um paper com deadline chegando, fui sugerir jantarmos num mexicano honesto que fica perto de um dos cinemas. Não é um lugar ruim, já fui lá outras vezes, eles têm as melhores e mais variadas salsas, dá pra ver que toda a família trabalha lá, não é um fast-food qualquer. Mas peloamordeus que porções são aquelas: pratos gigantes, com mil ingredientes, uma mistureba amedrontadora. Pedimos duas prawns quesadillas, porque elas sempre são menores, duas tortillas recheadas com queijo e alguma outra coisa, mais molhinhos. Essa veio num pratão, tortillas verdes gigantescas com queijo e camarões, mais um molho de tomate picado, e guacamole, e sour cream, e feijão preto, tudo meio misturado, você não conseguia nem separar nada. E mais um tantão de nachos. Cruzcredo! Saí de lá me sentindo empanturrada, pensando que não quero mais comer nesses lugares que parecem que intencionam alimentar boiadas, não gente! Ficamos olhando o pessoal no restaurante, que estava lotado e com filas. Tudo é bem simples, com reproduções do Diego Rivera e ampliações de cenas de filmes mexicanos nas paredes. Muitos estudantes e famílias. O Uriel deu risada e me cochichou - ali na mesa do lado está um ex-aluno meu, que agora trabalha numa empresa de engenharia, e lá na fila está um meu colega professor, que tem sala ao lado da minha. Bom, menos mal. Seria pior se o lugar estivesse cheio só de estudantes, e nós lá, devorando uma quesadilla do tamanho de uma pizza XLL!

Pan de Muerto

Uma tradição do Dia dos Mortos mexicano, adaptada pelo Moosewood Restaurant Celebrates. É uma iguaria servida nessa festa, aos vivos e aos mortos, e pelo sabor e aroma inebriantes deve fazer muito defunto se revirar no túmulo. O original é um pão, feito com fermento biológico. Esse fica um bolo fofinho com o tradicional perfume de aniz.

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1 laranja
1 xícara de iogurte natural
1 ovo
1/4 xícara de manteiga derretida
2 1/2 xícaras de farinha de trigo
3/4 xícara de açúcar
1 colher chá de fermento em pó
1 colher chá de bicarbonato de sódio
1 colher chá de sal
1 colher chá de aniz estrelado moído

Pré-aqueça o forno em 375ºF/200ºC e unte uma forma de torta redonda com manteiga. Rale a casca da laranja. Reserve. Tire toda a parte branca e sementes e coloque no liquidificador ou food processor. Deixe a laranja virar uma pasta molhada. Adicione o ovo, iogurte, raspas da casca e manteiga. Bata uns segundos. Numa outra vasilha peneire a farinha, o açúcar, fermento, bicarbonato, sal e aniz moído [use o food processor ou moedor de café]. Acrescente a mistura de laranja e incorpore com uma espátula. Coloque na forma untada e asse por 20 minutos. Abaixe a temperatura do forno pra 350ºF/180ºC e asse por mais 15 minutos. Retire do forno e deixe esfriar numa grade antes de retirar o bolo da forma ou cortar.

picnic em preto&branco

Uma das minhas paixões nesta vida são os filmes antigos. Tenho uma preferência pelos feitos na década de 30. Acho tudo neles maravilhoso, as roupas, cenários, gírias, cabelos... Adoro os musicais, que de certa forma ajudaram a população a aliviar os pesares da grande depressão. Não vou entrar em detalhes bocejantes para quem não curte esse tipo de filme, mas outro dia estava vendo um musical de uma caixa especial que tenho em dvd e me deparo com essa cena maravilhosa de um picnic! O filme é Dames de 1934 e os atores na cena são Dick Powell e Ruby Keeler.

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Nesta cena, eles fazem esse pequeno picnic numa parte do Central Park em New York, que me lembrou muito uma área do Arboretum da UC Davis, aqui ao lado da minha casa - idéias, idéias!! Eles bebem café, provavelmente, em canequinhas de plástico e comem uns sanduíchinhos. Na cestinha se vê uma garrafa térmica e na toalha uma caixa e guardanapos. Eles conversam, ele canta para ela - I Only Have Eyes For You - e se beijam. Fofo, fofo, fofo!

Estou contando tudo isso aqui justamente porque além de adorar filmes antigos, eu amo picnics. Tenho uma história romântica com eles desde a minha infância, quando fazíamos picnics nas margens dos rios da minha cidade. Hoje, eu faço muitos picnics. Durante o verão encontro meus amigos frequentemente no Central Park de Davis —sim, temos um! Ficamos comendo e conversando na grama até tardão, já noite. Adoro também fazer picnics na praia, mas meu marido detesta, por causa do vento e do frio. Aqui no norte da Califórnia não há praia que não seja fria, o ano todo. Bom, mas eu insisto! E depois de ver essa cena em Dames acho que também vou querer fazer um picnic assim, no laguinho do Arboretum. Será que alguém topa?

>>>Já escrevi sobre picnics:

>artigo pra revista Paradoxo - com receitas.

>o evento no Farmers Market - uma delícia.

>um picnic de verão na praia - com fotos!

Zen and the Art of Cats Maintenance

Enquanto limpo o banheiro dos gatos reflito sobre a importância de uma areia de boa qualidade para cristalizar bem os xixis, encroquetar bem os cocôs, manter o cheiro suportável e deixar o meu trabalho mais fácil. Com a pá que também é peneira, vou cavocando a areia cheia de granulados azuis e colocando as bolotas fedorentas dentro de vários sacos de supermercado, um dentro do outro. Limpo o que é preciso limpar concentrada e relaxo dando risada com o fulano xereta que vem colocar a cara na caixa aberta e checar curiosamente o que estou fazendo. É um trabalho detestável, mas que eu faço com cuidado e dedicação. E acaba virando um momento de meditação, quando eu posso refletir sobre alguns fatos da vida. Como por exemplo, quando pensamos que estamos sendo espertos economizando dinheiro comprando uma coisa de qualidade inferior, achando que ninguém vai notar, que não vai fazer diferença, que é tudo a mesma coisa - mas não é! Areia pro banheiro dos gatos tem que ter qualidade, senão forma poeira, espalha pela casa toda, intoxica o ar numa fedentina insuportável, o bloco de xixi esfarela e a limpeza fica muito mais difícil e chata. Pode-se também usar o momento da limpeza do banheiro dos gatos para refletir sobre a impermanência de tudo, de como fazemos uma coisa hoje e temos que refazê-la amanhã, ou de como sempre alguém acaba limpando a sujeira do outro, mesmo que o outro seja um animal. O cristal azul quebra a frieza da areia cinza, o cheiro inebria, a textura hipnotiza, a pá que também é peneira faz desenhos circulares, os pedregulhos fecais são escuros e inertes, como, exatamente como, num pequeno e zen jardim japonês.

um menu verde-amarelo

A proposta original para o feijão branco de ontem, antes do cortão no dedo, era essa Salada Toscana. Hoje cozinhei mais feijão e fiz. É a coisa mais fácil. Temperar o feijão já cozido no alho, sálvia e azeite e escorrido, com sal, pimenta do reino moída fresquinha, mais azeite - muito azeite - e um tantinho de vinagre balsâmico. Misturar bem, ralar bastante queijo parmesão, no ralo grosso. Colocar esse feijão branco temperado por cima de folhas de rúcula. Só isso!

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Estava com tanta cenoura da cesta orgânica acumulada na geladeira e comecei a ver um monte de receitinhas de sopa de cenoura com gengibre pelos food blogs. Me inspirei e fiz a minha. Muito simples, muito boa.

Refogue scallions e gengibre picado num pouco de azeite. Acrescente as cenouras em cubos. Refogue mais um pouco. Acrescente caldo de legumes o suficiente para cobrir as cenouras. Eu usei a água em que cozinhei o feijão, acrescida do alho cozido e um copo pequeno de vinho branco. Rale a casca e esprema o suco de uma laranja pequena. Deixe cozinhar, cozinhar, até a cenoura ficar molinha. Bata com o mixer manual ou no liquidificador até ficar um purê. Acrescente sal, um pouquinho de pimenta vermelha seca. Deixe ferver um minutinho e desligue o fogo. Sirva com uma bolota de sour cream e um raminho de coentro. Ficou uma sopa suave e picante ao mesmo tempo, com o doce da cenoura e da laranja sendo quebrado pela pungência do gengibre.

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As torradinhas foram feitas com tortilla bread cortadas em quatro, mas pode fazer com pita ou mesmo pão de forma. No mixer coloque salsinha e queijo parmesão ralado e misture bem, formando uma farofa. Misture essa farofa numa quantidade de manteiga em temperatura ambiente. Tranforme tudo numa pasta e passe nos pãezinhos. Asse em forno baixo até eles ficarem crocantes.

In-N-Out
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Vai ser deveras difícil alguém me pegar num fast-food qualquer mordendo um hamburguer. Eu abomino quase todas essas redes, a comida oleosa, o cheiro de gordura que impregna tudo, a cara encardida desses locais - pelo menos pra mim todos eles são fedidos e encardidos. Mas tem UM lugar que eu vou de vez em quando. É a rede californiana In-N-Out, que diferente dos MacGororobas da vida, servem o mesmo diminuto porém honesto menu desde 1948, quando a primeira lanchonete inaugurou no sul da Califórnia. No In-N-Out você tem três opções de sanduíches: hamburger, cheeseburger e um double cheeseburger, para os mais famintos. Além das batatas fritas, das sodas e milk shakes. Os preços são absurdamente em conta e o mais importante, no In-N-Out tudo é fresco, não tem nada congelado ou pré-cozido. A cozinha é aberta, então tanto no drive-thru quando dentro da lanchonete, você pode ver o pessoal preparando os sandubas, cortando as batatonas numa maquininha e fritando ali na hora, tudo fresquinho, nada de batata saída do freezer. O resultado desse capricho é que os In-N-Out vivem lotados. Bons preços e qualidade, além da rapidez conveniente da fast-food, mas sem aquele peso na consciência. Ah, tambêm tô sabendo que o In-N-Out é bom empregador [diferente dos seus colegas mais famosos] e paga as melhores wages. Atraí muitos estudantes para trabalhar lá, também porque promove trabalho voluntário que é exigência de currículo. Eu como lá de vez em quando. Nesse dia chuvarento pedi duas porções de french fries, que me custaram menos de três patacas e estavam de-li-ci-oo-sas!

tão bonitinha
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cenoura.. ouch.. feijão...

Eu planejava um jantar um pouquinho diferente. Fui interrompida por um cortão no dedo e precisei chamar o marido, que veio galopante - hm, quase. Terminamos tudo daquele jeito, eu dizendo faça isso, faça aquilo e bufando, porque ele fazia tudo atrapalhado. No final o jantar vingou e até que ficou bom.

Vi a receita Carrots in Vermouth no blog Accidental Hedonist e fiz um pouco diferente. Refoguei as cenouras cortadas em palitos num pouquinho de óleo. Quando elas começaram a dourar, joguei uma dose de whiskey, mexi bem, desliguei o fogo, coloquei sal e pimenta moída e salpiquei com salsinha fresca. Não deixei cozinhar mais, porque queria manter a crocância natural da cenoura. Nem preciso dizer que eu A-D-O-R-O usar bebida álcoolica em receitas. ADORO mesmo! Se a receita tem bebida, já vai pra minha lista.

A outra receita tirei do livro The New Vegetarian Epicure - Tuscan White Beans with Garlic and Sage. É simplérrima. Coloquei umas 400gr feijão branco de molho de manhã cedo. À noite, coloquei pra cozinhar com água, folhas frescas de sálvia, um dente de alho e uma colher de sopa de azeite. Cozinhou, cozinhou, em fogo baixo e com a panela tampada. Os feijões devem ficar macios, mas inteiros. Adicione sal. Transfira o feijão e o caldo que deve ficar grosso para uma travessa. Tempere com mais azeite e com pimenta moída. Nós comemos quente, mas esses feijões podem ser comidos frios, em saladas ou antipasti.

coisas guardadas nos livros

Eu tenho essa mania de guardar coisas no meio dos livros de receitas. Quando abro um, sempre acho coisas inusitadas. Normalmente tem sempre um recorte de jornal ou um cartão com coisas anotadas na minha letra de mão garranchuda. Foi uma emoção quando abri um deles e achei essa fotografia fofa. Sempre me surpreendo. Outro dia, estava procurando uma receita e achei um 3x4 da década de 80 - eu com um MULLET horrorrripilozo! Tive até um ataque de riso, porque não pude acreditar que eu tive um corte mullet. O que eu estava pensando da vida? Ah, a imaturidade... Agora como e por que essa foto foi parar lá no meio do livro de receitas, só deus sabe...

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pode clicar para ampliar
Cranberry-Pumpkin Cake

Peguei essa receita na Sher, minha vizinha. Como eu ainda tinha uma abóbora grandona e um saco de cranberries frescas, decidi fazer. Optei pelos cupcakes porque queria usar essas forminhas de flores psicodélicas, que achei uma gracita!

O bolinho ficou saboroso e fofinho. Dei um para a minha amiga provar e ela achou delicioso. Então decidi levar uma dúzia deles para os meus colegas de traballho. Vira e mexe tem um "treat" deixado por alguém no balcão da nossa mini-cozinha improvisada. Hoje foi a minha vez. Sou super insegura com os meus cozinhados e fiquei meia tensa - será que eles vão comer, será que eles vão gostar? A técnica veio dizer que os cupcakes estavam deliciosos. No meio da manhã passei pela cozinha e mais da metade dos bolinhos tinham sido comidos! Fiquei tão contente! Acho que alimentar as pessoas com coisas saborosas dá tanto prazer quando dar um presente. Vou repetir a experiência e aproveitar pra melhorar os meus "baking skills".

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Cranberry-Pumpkin Cake

1 xícara de polpa de abóbora cozida
1 xícara de açúcar
1/4 xícara de água
2 ovos
1/4 xícara de óleo vegetal
2 xícaras de farinha de trigo
2 colheres de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de sal
1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/4 tcolher chá de canela em pó
1/4 colher de chá de gengibre em pó
1/8 colher de chá de cravo em pó
1 xícara de cranberry frescas [não descongele, se elas estiverem congeladas]

Pré-aqueça o forno em 350°F/180ºC. Unte a forma de pão ou de muffins, ou forre a forma de muffins com as forminhas de papel. Numa vasilha grande bata bem a abóbora, o açúcar, a água, os ovos e o óleo. Peneire por cima dessa mistura, a farinha, o fermento, sal, bicarbonato e as especiarias. Bata bem até a massa ficar bem lisa. Jogue as cranberries e coloque a massa nas forminhas. Asse por mais ou menos 30 minutos para as formas de muffins ou 1 hora e 15min para a forma de pão. Deixe esfriar numa grade. Essa receita faz um bolo ou 18 bolinhos.

Capinar, pra despois prantar

Fez um dia tão lindo e agradável no domingo, que finalmente eu criei coragem, vesti as galochas e fui até o quintal para avaliar os estragos do inverno na minha horta. Estava tudo um matagal! Nós não somos pessoas que praticam o gardening como hobby. Somos relapsos e do tipo que só faz por necessidade, ou paga alguém pra fazer. Estou pensando que vou precisar novamente dos serviços de um jardineiro. As lavandas estão enormes, as roseiras ainda ostentam algumas flores deprimentes e descoloridas, e a horta - ah, a horta - estava um caos! Toda esburacada pelo malditinho do gopher que aparece todo inverno e faz um tremendo estrago por todo canto. Os pés de tomates todos secos, apodrecidos e engruvinhados, ainda ostentavam uns míseros e persistentes tomates, alguns furados de bicho. O matagal corria solto. Das ervas, sobraram um pingo de tomilho, um ramo de sálvia, uns brotos de orégano e umas cebolinhas francesas. Ah, renascendo está o hortelã, que esse você pensa que se livrou, mas ele persiste, como uma praga - o que realmente ele é. Dizem que se deve plantar hortelã em vasos e não no chão, como eu fiz, pois ele espalha como uma erva daninha, com uma raiz que toma conta de tudo. Esse é o caso de uma das caixas da minha horta, totalmente tomada por esse hortelã escuro, chamado de Menta Chocolate.

Usando minhas luvas velhas do ano passado, todas furadas e deixando os dedos pra fora, agarrei a enxada e o ancinho e mandei bala. Removi os pés secos de tomate, parte do mato, revolvi um pouco da terra. Enquanto fazia isso, pensava o que vou fazer na minha horta neste ano. Ela consiste de três caixas quadradas e largas de terra - que eles chamam aqui de "bed", rodeadas por cerquinha de madeira com portaãozinho, um mimo. Numa caixa eu sempre planto 4 ou 5 pés de tomates. Nas outras eu variava, mas neste ano estou pensando em enchê-las com ervas, nada mais. Não tô podendo me aventurar em nada que dê muito trabalho neste momento. Mas estou planejando aproveitar muito o meu quintal, como fazia em outros anos. Mas ele está precisando de um make over, porque depois do frio e das chuvas fica tudo com uma cara de desolação. Logo terei muitas flores, e já será hora de plantar coisinhas. Mas fevereiro é o mês de pegar na enxada. E dá-lhe muque!

Crops of the Americas
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Selinhos muito apropriados para food bloggers maníacos, como eu! Fui comprar uma cartela nova de selos e sempre olho as opções interessantes. Desta vez nem precisei pensar pra escolher. Peguei o dos produtos agrícolas. E já enviei cartinhas!

Volver

Fazia tempo que estava querendo ver esse filme, em cartaz no Varsity, o cinema independente bacanérrimo de Davis, com as cadeiras mais confortáveis que eu já sentei na minha vida! Domingo, já tinha tomado banho e ia deitar e ver um filme, ler, escrever - sim, faço tudo ao mesmo tempo - quando minha amiga ligou e convidou, vamos?

O filme é um primor, um novelão lindo, Pedro Almodóvar em cada frame e diálogo. Mas me chamou a atenção logo de cara os detalhes de comida - 0 lindo jogo de chá na casa da Tia Paula, os bolinhos fritos, a carne assada recheada, o caldo levinho do funeral, a carne em conserva, o pão, os mojitos [e um cartaz dizendo autêntica "caipirinã"], o maravilhoso pudim de leite e os franguinhos empanados. Volver é uma fartura para os olhos e para a alma. Nós adoramos e viemos comentando entusiasmadamente pela rua, enquanto voltávamos à pé para casa.

comi muito, bebi muito
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E quero dizer que a vida é bela! Glub glub glub.....

Salada de lentilha, couscous e hortelã

O forte da revista Country Living não são as receitas, mas na edição nova de março veio uma receita que me interessou, numa matéria sobre um "get together outdoors". Era uma salada de lentilha verde com couscous de Israel [bem diferente do couscous marroquino] e hortelã. Com a lentilha eu já tinha feito uma sopa e queria fazer uma salada. E tinha um bocado de israeli couscous na despensa - ele é uma bolota bem redonda, maior e mais duro que o couscous marroquino que é mais comum. O couscous de Israel tem que cozinhar, não basta usar a água quente. Ele tem a textura semelhante á um macarrãozinho em forma de bola - então se não houver o israeli couscous, um macarrão pode substuir. E a lentilha francesa verde pode ser substituída por qualquer lentilha. Essa salada fica "pedaçuda", "bolotuda" e é perfeita para ser levada em containers fechados, para qualquer evento outdoors ——ai, que saudades de um bom picnic!!

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Lentil and Couscous Salad with Mint

6 colheres de sopa de vinagre de maçã
4 colheres de sopa de mostarda Dijon
1/4 xícara de azeite de oliva
3/4 colher de chá de sal
1/4 colher de chá de pimenta do reino moída
Bata bem esses ingredientes com o batedor de arame.

1 1/3 de lentilha francesa verde cozida, escorrida e fria
1 xícara de couscous de Israel cozido, escorrido e frio
3/3 xícara de hortelã picado
4 scallions [a cebolinha verde grossa], só a parte branca, picadinha
3 tomates picadinhos
Misture todos os ingredientes e incorpore o molho. Misture bem e sirva.

porque parou de chover
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e porque eu adoro as tulipas!
eles agradecem!
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Dei um pulinho na minha thrift store favorita aqui em Davis, a que ajuda o SPCA - Sociedade Protetora dos Animais. Já comentei outras vezes aqui sobre as minhas garimpagens a achados nas lojas de segunda mão. Fazia meses que eu não dava uma passadinha na lojinha dos bichinhos, porque meu nome do meio é "falta de tempo". Mas toda vez que eu vou lá, volto carregada! Fiquei simplesmente louca desopirocada por uns dez minutos, enchendo uma cestinha de coisas bacanas pra cozinha! Depois eu lavo tudo muito bem com água fervendo, ou na lava-louça e os objetos reciclados ficam prontos para a nova vida, na nova casa. Adoro ir lá, não só pelas coisaradas legais que eles têm às pencas pra vender, mas também porque eu ajudo de certa maneira os bichinhos órfãos. Sempre coloco um dinheirinho na jarra de doações e compro o que gosto sem piscar, porque sei que toda a grana vai pra uma linda causa.

* Pra você que mora no Brasil e quiser ajudar uns bichinhos, talvez mais necessitados ainda que os daqui, a minha amiga querida Gabriella Galvão organizou uma rifa para ajudar as centenas de gatos que a mãe e o padrasto dela cuidam, em Salvador na Bahia. O website da rifa explica tudo. E o prêmio é um lindo oratório de São Francisco de Assis. Podre de chique!

um gato
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Para alegrar esta cozinha, neste dia chuvarento. Misty, num fevereiro de outro ano.

vegetable scraps broth

Não sei como que nunca pensei nisso, sendo a pessoal frugal que sou. Mas foi a Claire e a Alison que tocaram no assunto: vegetable scraps broth. Fazer caldo de legumes com aqueles pedaços que cortamos dos legumes e verduras e normalmente jogamos fora, caules, folhas, casca, pontas. Vai jogando tudo num saco plástico com fecho e coloca na geladeira, ou mesmo no congelador. Quando tiver uma quantidade razoável, coloca na panela com água e deixa cozinhar. Eu faço o meu broth na panela elétrica - e eu tenho uma enooorme. Assim posso deixar cozinhando e ir dormir ou ir trabalhar, sem preocupações de pôr fogo na casa. Conselho da Alison: use tudo menos o brócolis, pois ele não cozinha bem nessa situação e acaba dominando e acrescentando um sabor ruim ao caldo.

Outra dica que aprendi anos atrás com uma argentina e que achei fenomenal. No inverno temos a temporada dos citrus. É também a época de acender lareira, porque ajuda muito a esquentar a casa. Pois guarde todas as cascas dos citrus e jogue no fogo, quando lareira estiver acesa. O aroma que se espalha pela casa é delicioso!

não conta pra ninguém, mas...
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eu como Cheetos e com o garfo
[se bem que eu compro os cheetos natureba]
favoritos

Reler, rever, é sempre bom. Ou ler e ver pela primeira vez, para os que ainda não frequentava essa chucrutaria. Uma listinha de alguns favoritos:

»Um texto sobre um livro simplesmente adorável - The Alice B. Toklas Cook Book.

»Comprei o saco de batatas só pra escrever esse post - ha ha ha!

»O ritual da fadinha verde - tintin!

»A Arte de Comer - uma das fotos que eu mais gostei, por causa das cores, do livro, não sei explicar bem por que.

»Essa vai pro Hall of Fame - na mosca!

»Uma receita que eu amei - sopa fria de pepino. Enjoy it!

o prato está vazio
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Perdi o apetite lendo uma notícia horrorosa logo pela manhã. Fiquei nauseada, abalada e o dia ficou escuro. Não consegui nem almoçar, só pensava em como é possível se chegar a esse nível de desumanidade, de crueldade e descaso pela vida alheia.. Comida pra mim tem a ver com alegria, um estado de espírito positivo, e hoje estava tudo triste e pesado. Estou há tempos muito pessimista com relação ao futuro dos habitantes do nosso planeta, e tem dias que sinceramente preferiria não estar nele.

laranjas vermelhas
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Mexican tomato lime soup
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Outra sopinha do livro Moosewood Restaurant Cooks at Home. Bem fácil de fazer e deve ficar boa servida fria, num dia de verão. Mas para um dia de inverno também veio a calhar, especialmente porque eu errei a mão no Tabasco e a pimenta de me deu um suadouro, me fez assoar o nariz e chorar, limpou os poros e os mucos!

2 dentes de alho picadiinho
2 colheres de chá de cominho em pó
1 colher de sopa de azeite ou óleo vegetal
6 xícaras de suco de tomate
2 xícaras de tomate fresco cortado em cubinhos
Suco de um limão grande
3 colheres de sopa de coentro fresco picadinho
Tabasco ou outra pimenta pra temperar
2 xícaras de tortilla chips em pedacinhos
1 xícara de queijo Monterey Jack ralado
Folhas de coentro fresco

Numa panela refogue o alho e o cominho no azeite. Não deixe o alho ficar muito tostado. Junte o suco de tomate,, os tomates em cubinhos, o suco do limão e o coentro fresco picado. Deixe ferver. Abaixe o fogo e deixe cozinhar por uns minutos. Tempere com o Tabasco - cuidado! Eu usei um pouquinho de sal.

Para servir, coloque as tortillas chips no prato, cubra com a sopa e decore com o queijo ralado e as folhas de coentro.

saladoca
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No meio do inverno, vejo a salada da e tenho uma epifania - é chegada a hora, irmãos e irmãs! Vamos recomeçar o culto aos frios e crocantes!

Pra essa saladoca colorida usei os ingredientes encontráveis nesta época fria: pepinos japoneses com casca e tudo, cenoura em lascas, figos secos cortados em cubos, uma tangerina cortada em pedacinhos e lâminas de amêndoa tostadas. Temperei com pimenta do reino moída, muito azeite do bão, um pingo - um pingo mesmo - de vinagre de vinho Chianti, uma frescura que não resisti e salpicos de Flor de Sal.

simple garlic broth

Fiz um panelão de caldo de legumes, daquele jeito descompromissado que faço - na slow cooker. Então hoje eu tinha muito caldo fresquinho pra usar numa sopinha saborosa e nutritiva. Escolhi uma das muitas sopas que separei no Moosewood Restaurant Cooks at Home. Era a Simple Garlic Broth, que me encantou pela sua simplicidade e possibilidades de variações e sabores. Ela ficou bem interessante e foi acompanhada por uma fatia grossa do pão de azeitonas tostado na frigideira de ferro.

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Para 6 porções:
8 xícaras de caldo de legumes
3 colheres de sopa de alho ralado fino em fatias ou picado
2 colheres de sopa de azeite
1/2 colher de chá de paprica [*esquecio de colocar]
1 raminho de sálvia, tomilho e salsinha amarrados juntos
Sal e pimenta do reino a gosto

Numa panela frite o alho no azeite, mas não deixe o alho escurecer muito. Acrescente o caldo de legumes fervendo. Coloque a paprica e o raminho de ervas. Ferva por 15 minutos, ou 30 se quiser um sabor mais acentuado. Remova o bouquet de ervas e tempere com sal e pimenta a gosto.

Eu não tinha as ervas frescas, então coloquei ervas secas numa peneirinha de fazer chá e coloquei dentro da panela, para ferver. No final coloquei uns raminhos de açafrão.

Cake Aux Olives

Esta receita é SEN-SA-CI-O-NAL e eu acho que peguei aqui - não tenho certeza, porque ela estava na minha inbox e eu a encontrei absolutamente por acaso, procurando por uma outra receita. Eu tenho o hábito de enviar para mim mesma receitas que eu ache interessante. Fica mais fácil encontrar no meu inbox fazendo uma busca, do que correr atrás de links e webpages. Bom, essa receita estava guardada há tempos, tinha até me esquecido. Mas que surpresa maravilhosa! Eu adoro tudo o que vai bebida e azeitona. Esse bolo/pão é um "treat", além de ser facílimo de fazer, fica delicioso! Com certeza vou fazer outras vezes.

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Cake Aux Olives

2 xícaras de farinha de trigo
4 ovos
2/3 xícara de azeite
1/3 xícara de vinho branco seco
1/3 xícara de dry vermouth
1/2 colher de sopa de fermento em pó
1 1/2 xícara de queijo gruyere ralado
Sal e pimenta do reino a gosto
7 ozs/ 200 gr de azeitona verde descaroçadas e picadas
7 ozs/ 200 gr de presunto picadinho

Pré-aqueça o forno em 355ºF/180ºC.
Coloque a farinha numa vasilha - eu usei a batedeira com o paddle - faça um buraco no meio e coloque lá os ovos, vinho, vermouth e azeite. Misture bem. Adicione o fermento e o queijo ralado. Tempere com sal e pimenta. Jogue as azeitonas e o presunto. Misture bem e jogue tudo numa forma de pão bem untada com azeite. Asse no forno pré-aquecido por mais ou menos uma hora, ou um pouco mais. Quando o pão ficar dourado e uma faca inserida no centro sair limpa, ele estará pronto. Remova do forno e deixe descansar uns minutos. Retire da forma e deixe esfriar bem antes de fatiar.

o brócolis intergaláctico
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Romanesco broccoli - This ancient variety was grown around Rome (hence its name), and then improved and further developed by Dutch agricultural researchers, only appearing in international markets as recently as the early 1990’s. It is also called “Romanesco cauliflower” and can be prepared in any way you’d cook broccoli or cauliflower. It has a delicious nutty flavor, but be careful not to overcook it, as this can result in an unpleasant texture.

Sopa de lentilha verde com limão
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Lentilhas da região de Auvergne, na França
chamadas de green lentils of puy ou poor man's caviar

Sopa de lentilha verde com limão

Não lembro onde encontrei essa receita. Com certeza fazendo uma busca pela internet. Achei bem simples, como toda sopa de lentilha, mas gostei mesmo da adição do limão, que dá um toque e sabor especial à essas lentilhas ultra-saborosas.

Lave uma xícara de lentilhas verdes. Numa panela coloque 1 colher de sopa de azeite de oliva. Refogue as lentilhas no azeite, acrescente meia cebola picadinha e um dente de alho. Continue refogando. Jogue duas cenouras pequenas cortadas em rodelas. Refogue mais um pouco, acrescente 3 xícaras de caldo de legumes, 1 folha de louro, 1 colher de chá de cominho, 2 colheres de chá de páprica hungara. Cozinhe até as lentilhas ficarem molinhas, tempere com sal e pimenta e 1 colher de sopa de suco de limão. Sirva bem quente com pão fresco.
*Se não tiver ou achar a lentilha verde, faça com qualquer lentilha.

Salada marroquina

Do livro Moosewood Restaurant Celebrates, uma salada para o Ramadan. Fiquei encantada à primeira olhada e fiz. Ficou muito boa e vou fazê-la, muitas outras vezes, com certeza, no verão.

Molho:
1 colher de sopa de azeite
1 colher de sopa de orégano fresco picado
1 colher de sopa de tomilho fresco picado [*omiti]
1 colher de sopa de Sumac em pó
2 ou 3 colheres de chá de suco de limão fresco
Bater bem os ingredientes do molho com um batedor de arame.

Numa vasilha grande misturar:
1 xicara de pepino picado
1 xícara de tomate picado
1 xícara de pimentão vermelho ou amarelo [*omiti]
2 colheres de sopa de scallions picados [*usei cebola roxa]
1/2 colher de chá de sal [*usei o Flor de Sal, of course!]
2 colheres de sopa da casca picada de conserva de limão
Acrescentar o molho bem batido, misturar bem e servir.

Lemon Confit Shortbread Tart
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Lemon Confit Shortbread Tart
Receita retirada do jornal The NY Times

massa:
3 xícaras de farinha de trigo
1 colher chá de sal
2 tabletes de manteiga sem sal cortada em pedacinhos
1 1/4 xícara de açúcar
1 ovo grande
1/8 to 1/4 de colher de chá de extrato de amêndoa
2 colheres de sopa de suco de limão

recheio:
8 limões, de preferência os de casca fina - usei os delicados Meyer lemons
3/4 xícara de açúcar

Faça a massa:
Misture a farinha, sal, manteiga e 1 xícara de açúcar numa vasilha. Misture bem com as mãos, até a manteiga se incorporar nos ingredientes secos. Fica bem farinhento. Adicione o ovo, o extrato de amêndoa e o suco de limão. Continue amassando com as mãos. Fica uma massa muito estranha, mas não desanime, não tem nada errado. Ela vai ficar mais macia conforme for amassando. Forme uma bola, envolva em filme plástico e ponha na geladeira por no mínimo meia hora.

Faça o recheio:
Remova a casca e as sementes de 5 limões. Corte em fatias bem finas. Coloque numa vasilha. Remova a casca dos outros 3 limões e pique a casca bem fininho. Acrescente 3/4 xícara de açucar, misture bem e deixe descansar por no mínimo 30 minutos. * Eu fiz um pouco diferente, cortei todos os limões em fatias finérrimas com casca e tudo - sem as sementes. O resultado foi um doce mais amarguinho, mas eu gostei. A casca do Meyer Lemon é macia o suficiente. Se fizer com limão siciliano, talvez seja melhor seguir a receita à risca. Mas às vezes vale a pena experimentar.

Coloque a mistura de limão e açúcar numa panela e deixe ferver. Abaixe o fogo e cozinhe até virar um doce - mais ou menos uns 15 minutos, mexendo de vez em quando. Reduza o liquido até ficar como um xarope grosso. Deixe esfriar.

Retire a massa da geladeira, corte em duas partes. Abra uma parte e forre uma forma redonda [9"/22cm] com ela. Essa massa é super antipática, difícil pacas de abrir com o rolo, pois fica grudenta. Para a parte de baixo tudo bem, pois dá pra ir pressionando com as mãos. Mas para a parte de cima eu passei farinha no rolo, mesmo assim foi duro. Coloque o recheio na forma forrada com massa, cubra com a outra parte e asse em forno pré-aquecido em 350ºF/176ºC por uns 35 minutos. Retire do forno, salpique com açúcar - eu usei o demerara - e recoloque no forno por mais 10 minutos.

Deixe esfriar. Desenforme e sirva. Eu usei uma forma de torta com fundo removível e ficou fácil de tirar a torta.

Comida de sonho e de vida

Acordei de um sonho, no meio da noite, onde eu estava almoçando no Shambhala, um centro de meditação aqui em Davis. Lá não tem almoço e o local do sonho não era o real Shambhala. Mas sonho é sonho, ninguém discute. Mas nele eu colocava arroz e outras preciosidades vegetais numa caneca branca de cerâmica bem comprida e comia com hashis azuis. Acordei com uma sensação incrivelmente boa, e levei um tempo pra pegar no sono novamente. Nesse interim, algumas histórias de comida começaram a pipocar freneticamente na minha mente, como se o sonho tivesse aberto uma gaveta fechada há muitos anos. Tive até que cantar um mantra pra conseguir dormir novamente, tal o estado de animação mental que fiquei.

Fui visitar uma amiga da Etiópia que tinha tido um bebê. Levei presentes, flores e fui recebida com comida. Ela tinha preparado uma carninha desfiada imersa num molho vermelho super apimentado, um refogado de batatas e pão achatado caseiro. Eu fiquei pasma! Ela me disse que era essa a tradição do país dela, a recém-parida servir comida para as visitas. E me ensinou como comer, cortando pedacinhos do pão macio com as mãos e usando para pegar bocados da comida.

Minha amiga indiana cozinhou um festim de comidas típicas para mim. Almoçamos juntas e eu não sabia nem por onde começar - era tudo uma delícia, vários pratos, tudo vegetariano. Comi muito um cozido de grão-de-bico, os pães fritinhos crocantes de lentilhas e as samosas.

Fui com minha amiga chinesa a um templo budista coreano. Era aniversãrio do Buda e após o ritual e celebração da manhã, teve um grande almoço. No fundo do templo armou-se toldos e muitas mesas e cadeiras. A comida era fora desse mundo de deliciosa. Tudo vegetariano. Infelizmente não lembro os detalhes, pois já faz muitos anos, mas lembro de como fiquei encantada com tudo. O detalhe é que eu era a única ocidental no lugar - altona, cara de Ana Magnani, com esse meu jeito típico desengonçado, me sentindo a girafa perdida no reino dos pinguins. Mas minha amiga sorria e dizia, fica tranquila que você é muito bem-vinda aqui.

Tempos depois voltei a esse templo com a minha mãe - as duas sozinhas dentro do templo, mais estranhas e estrangeiras impossível. Uma senhora muito pequena e amável nos aproximou de nós, falou algo com gestos e nos ofereceu laranjas enormes, super suculentas. Agradeci imensamente...

Muitos anos depois conheci um casal do Sri Lanka e fui convidada para outro aniversário do Buda, desta vez num templo bem pequeno e humilde onde teve a cerimônia e depois um almoço. Foi tudo muitro simples, dentro do templo mesmo, que era na verdade uma pequena casa. Na cozinha muitos pratos vegetarianos, um com a aparência mais apetitosa que o outro. Pegamos os pratos e o casal todo sem graça veio me dizer - nós não usamos talheres, comemos com as mãos. Sentamos no chão com nossos pratos no colo e eu novamente a única cara de ocidental, mal ajambrada pois tenho certa dificuldade em me sentar no chão, comi feliz da vida aquela comida deliciosa em homenagem ao Buda.

vermelho
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polenta com queijo asiago

Receita inventada, mas ficou realmente boa. Salvou a patria do jantar, e foi um excelente acompanhamento para a sopa de frango à caçadora!

3 xícaras de caldo de legumes
3 xícaras de água
2 xícaras de milho de polenta
2 colheres de sopa de crème fraîche
1 xícara de queijo asiago ralado
1 pitada de sal

Ponha o caldo de legumes, a água e o sal numa panela em fogo alto. Quando ferver, abaixe o fogo e jogue o milho da polenta. Mexa vigorosamente com um batedor de arame, tomando cuidado para não empelotar. Siga o tempo de cozimento do pacote - o meu foi cinco minutos, um pouco mais. Desligue o fogo e coloque o crème fraîche e o queijo asiago ralado. Mexa bem até o queijo derreter. Leve ao forno médio por uns 10 minutos. Essa polenta fica cremosa, no ponto certo para acompanhar a carne com molho. First-class!

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*from the New Best Recipes:

8 pedaços de frango com osso, mais ou meno um quilo e meio, temperado com sal e pimenta do reino
1 colher de chá de azeite
1 cebola média picadinha
6 ounces [150gr] de cogumelo portobelo [usei crimini] cortadinho
4 dentes de alho amassados
1 1/2 colher de sopa da farinha de trigo
1 1/2 xícara de vinho tinto ou branco seco
1/2 xícara de caldo de frango [usei de legumes]
1 lata de 14.5 ounces [400gr] de tomate escorrido
Tomilho fresco [usei também sálvia, orégano e louro]
Pedaços duros de queijo parmesão [usei um golda]

Use uma panela que possa ir ao forno. Pré-aqueça o forno a 300ºF/150ºC. Retire o máximo que puder da pele do frango, mas não tudo. Frite o pedaços numa panela grande, no azeite. Retire o frango depois de bem frito e reserve. Na mesma panela acrescente a cebola picadinha, os cogumelos e 1/2 colher de chá de sal. Refogue bem. Acrescente o alho, refogue mais um pouco. Acrescente a farinha de trigo e mexa bem com um batedor de arame, para não formar pelotas. Acrescente o vinho, mexa bem até dissolver. Coloque então o caldo de frango, os tomates, as ervas e o queijo. Adicione os pedaços de frango frito que estavam reservados, Deixe ferver, tampe a panela e leve ao forno pré-aquecido por 30 minutos. Retire do forno, remova os pedaços duros de queijo e as ervas. Ajuste o sal/pimenta. Sirva. Esse frango pode ser guardado tampado na geladeira por até três dias. Requentar no fogo baixo.

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um jantar [quase] perfeito

Como descrever uma tarde na cozinha preparando um jantar para amigos, que me deixou imensamente frustrada? Resolvi fazer frango à caçadora com polenta. Acrescentei ao menu o famoso carpaccio de abobrinha e uma torta de limão meyer que vi no NY Times. Parecia tudo muito simples, tudo muito fácil. O problema é que sou uma pessoa rebelde e mereço muitas chibatadas por isso.

Migrei da receita do The Silver Spoon para outra do The New Best Recipe by Editors of Cook's Illustrated Magazine, porque ela parecia mais bem explicada, com mais detalhes ilustrativos e portanto dando menos chances para erros. Escolhi fazer o frango com vinho branco, porque ainda tinha muitas garrafas que sobraram do Natal.

Li e reli a receita, as micro-explicações dadas pelo livro, tudo parecia sob controle, sopa no mel. Mas dei um pequeno passo em falso - me rebelei nas quantidades dos ingredientes. Ingenuamente pensei que poderia passar a perna nas onces, xícaras, unidades, gramas. E sei exatamente onde errei: coloquei muito vinho e muito tomate, o que causou uma profusão de molho que não engrossou com o tempo regular no forno e eu tive que apurar no fogo, até o ponto desastroso em que a carne do frango descolou dos ossos e virou uma gororoba assustadora, cheia de pedaços alienígenas, ossos pelados boiando, cogumelos quase irreconhecíveis, uma aparência realmente tétrica. Deu vergonha de servir aquilo aos meis convidados.

Ninguém falou nada e todo mundo comeu a sopa à caçadora, que ficou saborosa. Mas aprendi a minha liçao. Quando decidir usar uma receita, siga os ingredientes à risca [siga os ingredientes à risca, siga os ingredientes à risca, siga os ingredientes à risca, siga os ingredientes à risca,siga os ingredientes à risca, siga os ingredientes à risca, siga os ingredientes à risca, siga os ingredientes à risca, siga os ingredientes à risca, siga os ingredientes à risca, siga os ingredientes à risca!], tamos combinados?

menu de hoje
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frango à caçadora com polenta, do The Silver Spoon
pet peeves
[*things that make me go awgh!]

Torneira pingando, barulho de gente mastigando com a boca aberta, gadgets tecnologicas que não funcionam como deveriam, gente que te deixa falando sozinha, papo hipocondríaco, generalizações, chegar atrasada à lugares, perder coisas, roupa apertada, receber conselhos não requisitados, telefone que toca na hora errada, gritaria, monólogo sem chance de virar diálogo, caixa de correio vazia, lero-lero de gente que sabe-tudo, criança mal educada, bagunça no banheiro, porta de armário e gaveta aberta, tentar falar com alguém pelo telefone e não conseguir, viajar longas distâncias de carro ou avião, água quente que acaba no meio do banho, papo de dinheiro, caixa de leite ou suco vazando, patrulhamento de qualquer tipo: direita, esquerda, em cima do muro, não achar a chave dentro da bolsa, falta de tempo, spams, ter que esperar.... esperar.... esperar por alguém, sala de cinema lotada, caixa eletrônico que cobra $1,50 para fazer retiradas, ficar com o pé molhado, alça de sacola de supermercado que arrebenta, água quente que acaba no meio do banho, criança dando escândalo dentro de loja, imitonildos que não têm idéias próprias, caixa de e-mail que dá pau toda hora, aquela laranja podre no meio do pacote de oferta fechado, não encontrar lugar pra estacionar, recibo de loja com códigos indecífraveis para descrever as mercadorias, livro de referência que você não pode retirar da biblioteca, caneta que falha no meio da assinatura, qualquer bebida sem gelo, gato que fica no seu pé o tempo todo e mia quando você acidentalmente pisa no rabo dele, acordar às 7am no domingo, perder cds e meias no 'buraco negro', esquecer de pagar contas e receber cartas de cobrança, vendedor de loja que fica toda hora te perguntando se você quer ajuda, ouvir briga de vizinhos, mentiras esfarrapadas, faca que não corta, colocar gasolina no carro, toalha suja de migalhas de pão, moscas rodeando, gente que não saca que enquanto eles estão indo com o fubá você já está voltando com o bolo.

apples, broccoli, and lemon
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Maçãs Fuji orgânicas do Co-op. Brocoli e limão da horta da Alison, que fez os sketches e me enviou. Decidi chucrutá-los, of course, pois estão lindos!

Dicionário Português-Português

Gostei imensamente da iniciativa da Elvira de colocar no final da receita um pequeno glossário de português de Portugal e Brasil. Por incrível que pareça, apesar do Português dos dois países ser oficialmente o mesmo, na prática há inúmeras diferenças que podem atrapalhar na hora de interpretar uma receita.

Também a Smas do Experiências na Cozinha, que está em Macau, preparou uma lista de tradução de termos culinários aqui e aqui. Achei muito bacana e extremamente útil!

dia de omelete
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A famosa tortilla espanhola que eu faço no forno, numa frigideira bem robusta de ferro.

(eu adoro esse lugar!)

Fui até Sacramento porque encasquetei que precisava ir ao Trader Joe's. Se você não mora na Califórnia, nem em nenhum dos outros estados com a sorte de ter uma das lojas dessa rede, vai precisar primeiro entender o que significa fazer compras lá. É uma experiência única, diferente da que temos em qualquer outro supermercado comum, não só pela atmosfera do lugar, mas também pelos preços e produtos incríveis que eles oferecem. TJ vem tentando abrir uma loja em Davis há anos e não consegue. Dizem as más línguas que é pressão pesada do Co-op, que manipula o City council. A unanimidade dos habitantes da cidade quer um TJ aqui, mas enquanto isso não acontece, temos que ir até Sacramento, vinte minutos até a loja da Folson Ave.

Fui depois do trabalho, porque quero fazer um jantar no sábado e as coisas que compro lá não se acha em lugar nenhum. Peguei a hora do rush, às 5:30 na highway mais pesada do norte da Califórnia - a I80. Quase não dirijo, porque minha vida é basicamente casa-trabalho-casa, e esse trajeto eu faço de bicicleta. Na hora do rush na I-80 indo ao Trader Joe's vi aquele monte de luzes - de um lado vermelha, do outro branca - na estrada abarrotada de carros e pensei o quanto eu sou brejeira, vivendo uma vida brejeira, numa cidade brejeira. Fiz minhas comprinhas e voltei feliz da vida, dirigindo a 80 milhas por hora pela pista da esquerda , ouvindo música e cantando bem alto, porque brejeira quando dirige na estrada sempre canta:

"Hm, my lord (hare krishna)
My, my, my lord (hare krishna)
Oh hm, my sweet lord (krishna, krishna)
Oh-uuh-uh (hare hare)"

feijões, feijões
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Anasazi e Cranberry [Borlotti]