mais um final de ano

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E neste final de ano estou bem desorganizada. Não comprei roupa nova, não comprei flores, não fiz ainda as sobremesas e preciso sair para comprar alguns ingredientes que faltaram. Mas isso é porque estou aproveitando a companhia das minhas visitas. Bom papo, muitas risadas, bom vinho e ótima comida até agora. O jantar de ontem foi improvisado pelo meu filho, que fez um delicioso macarrão com atum fresco, manteiga e limão Meyer. Todos estão dando uma mão com a louça, o que faz o meu trabalho muito mais fácil e prazeiroso. Engatando primeira para a noite do Ano Novo, já estou indo preparar um prato com lentilhas e vou desejar a todos uma excelente passagem de ano e que 2009 seja um ano lotado de realizações, felicidade, criatividade, paz e muitas coisas deliciosas!

nosso novo inquilino

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um esquilo

vejo a foto vendo a foto

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Adorei essa foto que meu cunhado fez da minha irmã vendo as fotos do nosso Natal. Quis fazer igual, então o Uriel tirou outra foto, eu olhando ela olhando as nossas fotos.

final feliz

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Aquela tragédia inenarrável terminou em final feliz. Na vépera do Natal chegou a caixinha da Le Creuset, com a panelinha substituta. Eles me ofereceram 75% de desconto numa nova, pois afinal de contas eu DERRUBEI a outra no chão. Até que eles foram bem generosos. E de agora em diante, cuidados redobrados!

torta de nectarina

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A nectarina saiu do congelador onde estava desde o meio do verão, quando a minha árvore quase desabou de tantos frutos. Quando abri o saco, senti o aroma inebriante dessa fruta deliciosa. Quero usar logo, porque tudo que fica no congelador por muito tempo acaba ficando sem gosto. Para fazer o recheio eu apenas cozinhei as metades de nectarina com um pouco de açúcar mascavo e outro pouco de baunilha em pasta. Deixei reduzir e usei o doce para rechear a massa.

A massa saiu do livro da Annie SomervilleEveryday Greens. É muito fácil de fazer e é boa para recheios de frutas, assim úmidos.

Faz duas tortas grandes.
2 xícaras de farinha de trigo
1/3 xícara de cornmeal
3 colheres de sopa de açúcar
1/2 colher de chá de sal
2 tabletes de 113 gr de manteiga gelada e cortada em cubos
250 gr de cream cheese

Peneire os ingredientes secos na vasilha da batedeira. Use a pá e vá acrescentando os cubinhos de manteiga até eles ficarem do tamanho de uma ervilha. Pode fazer isso à mão, usando o arame de massas. Adicione o cream cheese e misture até ficar bem incorporado, mas não exagere. A massa vai ficar com pedacinhos brancos do queijo cremoso. Faça uma bola e embrulhe em plástico. Coloque na geladeira por pelo menos 30 minutos. Depois abra com o rolo, forre uma forma de fundo removível, recheie e leve ao forno pré-aquecido em 370ºF/ 190ºC até a massa ficar dourada, uns 20 minutos.

Servi acompanhada de creme de leite fresco.
Essa massa pode ficar na geladeira por alguns dias e congelada por um mês. Descongele antes de usar.

a ceia mais simples

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Esta foi certamente a ceia de Natal mais simples que eu já preparei. E nem por isso ficou menos deliciosa. Assei o franguinho caipira recheado apenas com quartos de limão cravo. Durante o tempo de forno—mais ou menos umas duas horas—reguei com azeite três vezes. A carne ficou desmanchando e bem úmida. Para acompanhar fiz uma farofa de banana, com bacon refogado e cebola e usei o cream of wheat que tem uma textura bem parecida com a da farinha de mandioca. Também fiz a famosa salada de alface com queijo de cabra assado e uma torta de nectarina. Eu bebi uma cava e o Uriel e o Gabriel foram de suco de romã espumante.

meditamentos

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[[ o-mmm ]]

Acordei no meio da noite para a remoção automática da água do joelho da madrugada e demorei um bocado para pegar no sono novamente. Enquanto isso meu pensamento escapou e divagou, correndo entusiasmado pelos campos das idéias do que fazer para o jantar de Natal. Rechearei o frango com quartos de limão e dentes de alho ou com uma farofa feita com farinha de pão? Acho que usarei grits ou polenta para fazer uma farofa. E será uma farofa de banana! Farei um doce com as nectarinas congeladas e usarei aquela massa fantástica de cream cheese do Greens. Foi assim por uns tantos minutos, até que consegui controlar o desmiolado e finalmente voltei a dormir.

Foi então que sonhei que tinha feito uma burrada com uns arquivos, nomeando um novo com o mesmo nome do velho e apagando praticamente os dois últimos anos de convercê e fotos do Chucrute com Salsicha. Eu sentia pena, mas não estava triste, nem chorando, nem desesperada. Tentava pensar numa solução que parecia não existir. Fui nadar de roupa, perdi minha sacola no vestiário e foi então que lembrei que o servidor deveria ter uma rotina de back up dos arquivos e me animei com a perspectiva de poder recuperar o blog.

Desmarcamos o regabofe natalino aqui em casa para poder fazer uma festa só, que acontecerá no Ano Novo quando meu irmão estará nos visitando. Também desistimos de passar o dia de Natal na casa da sogra do Gabe. Decidimos ficar por aqui. Não vou fazer nada de especial para a ceia, só um ranguinho simples, porque quero mesmo é descansar. Ao invés do peru, comprei um frango caipira que imergi numa marinada feita com vinho branco, limão cravo, tomilho fresco, alho em lascas finas e sal grosso. Só ainda não sei se vou rechear com quartos de limão e dentes de alho ou com a tal farofa feita com farinha de pão.

Nesta véspera do dia de Natal, uma chuva cai gelada lá fora e vou acender a lareira. Já sei que os gatos não vão nem dormir, ficarão o dia inteiro atrás de mim. O Uriel já foi trabalhar e eu preciso dar um pulo no Co-op, porque obviamente esqueci de comprar alguns ingredientes. Vou temperar as rodelas de queijo de cabra para fazer uma salada e preparar a massa para a tal sobremesa que decidi fazer no meio da noite. Gosto dos preparativos para a festa, mesmo que ela seja pequena e íntima.

Sem mais delongas, quero apenas agradecer todos os votos de boas festas e desejar a todos uma noite de Natal linda e feliz!

it's starting to feel like
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Christmas
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Os fofíssimos inquilinos da nossa guest house vieram nos desejar Feliz Natal. Trouxeram um pratinho com biscoitinhos feitos em casa. Eram uma imitação caseira os famosos oreos, os cookies de chocolate recheados com um creme de baunilha. Eu não sou fã de cookies, e esses oreos são extremamente doces pro meu gosto. Esses, feitos em casa, estavam bem gostosos. Bem menos doces que os originais.

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Carefree
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Já tornei pública muitas vezes a minha fascinação e adoração pelos filmes dos anos 30. É notório o esforço de Hollywood nessa época para aliviar o povo das preocupações da Grande Depressão com filmes cheios de bobaginhas fantasiosas e deliciosas. Os musicais eram um ótimo veículo para fazer o espectador viajar e desencanar um pouco dos problemas econômicos do país e do mundo. Eu adoro tudo dessa época, incluindo os musicais com Fred Astaire e Ginger Rogers. Tenho todos os filmes que eles fizeram juntos e revejo, revejo, nunca me canso de rever. Me concentro basicamente nos números musicais maravilhosos e nas piruetas de Astaire, que pra mim é simplesmente a epítome da leveza e elegância.

Em Carefree a trama é completamente risível. Ralph Bellamy é rico, bem apanhado e apesar de meio bobão é gente fina e está apaixonado pela noiva, Ginger Rogers, que é uma moça independente e não tem certeza se quer se amarrar nos laços apertados do matrimônio. Bellamy procura a ajuda do psiquiatra Fred Astaire, para este descobrir o que há de errado com a noiva e fazê-la decidir a casar-se o mais rápido possível. Não falei que a trama era absolutamente risível?

Astaire usa então algumas técnicas de psicanálise com a paciente rebelde. Ele decide analisar os sonhos de Rogers, mas como ela afirma que não sonha, ele faz arranjos para que ela tenha uma noite repleta de imagens oníricas. Eles vão jantar no restaurante do Country Club e para espanto do garçon com sotaque francês, pedem uma refeição completamente indigesta, perfeita para causar pesadelos:

Frutos do mar com creme de leite batido
Lagosta com maionese
Carne de coelho com molho de queijo
Pepinos com buttercream

No final do jantar todo mundo está passando mal, mas Ginger Rogers dorme e sonha. Só que é um sonho que ela não vai poder contar para o terapeuta, pois ela sonha com ele. Os dois dançando maravilhosamente juntos, é claro! Nem preciso contar o resto da história. Vão ter muitos dancetês e tudo vai acabar bem. Finais felizes eram imprescindíveis nos musicais dos anos trinta.

salada de aipo & maçã

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Fiz essa salada para poder usar um salsão magrelo que comprei no Farmers Market do sábado passado por nenhuma razão aparente. Muitas vezes eu compro legumes ou verduras por um impulso inexplicável. Foi assim então que o salsão de pernas longas e finas acabou na gaveta da minha geladeira. Juntou-se às maçãs, que abundam em variedades nesta época do ano é é quase impossível passar por elas—fresquinhas e cheirosas—sem levar algumas. As cenouras também estão aparecendo, lindas e doces. Juntei um punhado de black currant berries que eu tenho guardada na despensa já faz um tempo, e estava pronta a salada.

Preparei um vinagrete direto na saladeira com raspas e suco de um limão cravo bem pequeno, algumas gotas de vinagre jerez, flor de sal, uma colher de chá de honey mustard e bastante azeite de amêndoa. Misturei bem pra emulsificar e juntei uma maçã descascada e cortada em cubinhos. Depois juntei uma cenoura ralada e vários talos magrelos do salsão cortados em fatias finérrimas no mandoline. Juntei as black berries secas e misturei bem. Deixei marinando por uma meia hora e servi. Eu tinha a intenção de juntar um punhado de salsinha picada à essa salada, mas esqueci. Foi assim mesmo sem salsinha, e ficou deliciosa.

*substitua as black currant berries por passas ou outra fruta seca.
**substitua o azeite de amêndoa por azeite de oliva ou qualquer outro azeite aromático.

correndo atrás do próprio rabo

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Somos uma civilização de bufões irresolutos e equivocados. Primeiro proclamou-se pelos quatro cantos do mundo que o açúcar feito da cana ou da beterraba era um VE-NE-NO. Veneno, ouviram? Foi um desembestar de criaturas desesperadas buscando uma solucão mais saudável, vinda de adoçantes naturais ou artificiais. O lado negro da força foi rápido no gatilho e desenvolveu e implementou um adoçante barato e poderoso feito de milho, batizado de high fructose corn syrup, que depois de estar sendo usado num número infinito de produtos foi proclamado também um VE-NE-NO, causador até de obesidade em crianças. Correria pra lá, gritaria pra cá, histeria geral que causou uma verdadeira explosão no consumo dos adoçantes artificiais, elevando os produtos diets à categoria de salva-vidas—um must mesmo custando o triplo. No final, num espasmo de espanto coletivo, descobre-se que os pózinhos doces seriam causadores do mal de Alzheimer e de câncer. Choque! Comoção! Rodamos feito baratas tontas e voltamos ao ponto em que estávamos quando começou toda essa história. E a maior ironia de tudo isso é ver que a opção saudável do momento são os refrigerantes naturebas adoçados com AÇÚCAR!

o rango natureba

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Fiquei realmente feliz e satisfeita com o resultado desse simples prato feito com abóbora, tofu e couve refogada. Me lembrou algo simpático, dos rangos naturebas do meu passado e da alegria de comer assim descomplicadamente.

Sem falar que eu tenho essa coisa com o tofu. Não curto grão de soja, nem leite de soja, nem farinha de soja, muito menos aquela estranha carne de soja e não sou muito chegada em molho de soja. Mas tofu eu ADORO! E compro de todos os tipos. Esse, nesta receita, é o tofu assado—baked tofu, marinado com cinco especiarias.

Numa panela refogue lascas de alho no azeite em fogo médio. Junte cubinhos de abóbora e refogue até eles começarem a amolecer. Abaixe o fogo se necessário. Tempere com uma pitadinha de sálvia seca [ou fresca, cortada em tirinhas finas]. Salgue a gosto com sal grosso. Junte o tofu cortado em cubinhos, respingue um pouco de vinho branco, tampe a panela e deixe cozinhar mais alguns minutinhos. Enquanto isso, numa frigideira robusta refogue mais lascas de alho no azeite e junte a couve cortada em tirinhas finas. Refogue bem até a couve murchar e ficar com um verde bem escuro. Sirva o refogado de abóbora com a couve refogada.

Le Petit Paris
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Seria possível encontrar delicados e finíssimos macarons estilo parisiense em Sacramento city? Oui, c'est possible! C'est possible, mes amis!

A Leila tinha mencionado um café estilo europeu em midtown, dizendo que eu iria adorar, além do fato do lugar ser lindo e muito fotografável. Combinamos então de ir juntas ao Le Petit Paris no domingo pela manhã. Chovia cântaros e eu me atrapalhei na hora de sair de casa e só fui perceber que tinha deixado minha câmera fotográfica em casa no meio da estrada. Fiz um retorno e fui buscar a câmera, decisão que se mostrou a mais acertada quando cheguei ao café e vi a todos os mil detalhes classudos e elegantes do lugar. Altamente fotografável de fato!

Mal entrei e já saquei a câmera da bolsa e comecei a clicar. Os proprietários do local, Ruben e Tassina, vieram nos recepcionar e perguntaram—essas fotos são pra quê? Quando eu falei que tinha um blog de culinária, o Ruben não ficou muito feliz. Acho que os blogs de culinária estão ficando famosos por não terem papas na língua e chegarem desavisados, de câmera em punho e senso crítico apurado. Mas quando eu revelei que meu blog era escrito em português e lido por pessoas de todos os cantos do mundo, ele relaxou. E me deixou à vontade para fotografar todos os milhares de detalhes do café.

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Le Petit Paris é um lugar amplo, com uma lojinha de coisinhas parisienses divinas de um lado e o café do outro lado. O café tem três ambientes. Logo na frente sofás, poltronas e mesinhas, mais mesinhas no corredor e outra área com sofás e mais mesas no fundo, com estante de livros, jogos, revistas e jornais. A decoração é toda feita com antiguidades que Tassina coleciona desde sua primeira viagem à França. O lugar é lindo, confortável, agradável, um ambiente onde você pode passar horas e horas e horas, lendo, conversando, bebericando algo...

E a comida? O café serve sanduiches, quiches, sopas, além dos doces e macarons. Cafés, chás, vinhos, sodas italianas, muitas coisinhas diferentes. Eu e a Leila atacamos os macarons, mas eu gulosa e querendo saber se o lugar era mesmo bom, provei o quiche de três queijos e bebi um Pinot Noir francês [eles só servem vinhos franceses]. O quiche estava perfeito, muito leve e delicado, acompanhado de uma salada de folhas com um molho de mostarda, que estava na medida certa. Eu detesto saladas encharcadas de molho, como se costuma praticar muito por aqui. Depois do quiche e do vinho, fui atacar os macarons e dar meu veredito. Escolhi quatro sabores—lavanda-damasco, pistachio, framboesa e coco-maracujá. Não me decepcionei. Os macarons estavam perfeitos, derretendo na boca, levíssimos. Gostei mais dos que misturaram os sabores. O de lavanda com damasco estava no mínimo o máximo! A Leila também gostou. Três moças estavam bebendo a sopa do dia, acompanhada de fatias de baguete fresquinha, sentadas num dos sofás e eu pedi na cara-de-pau para fotografar. Era sopa de dumplings de frango. Conversamos com o Ruben e a Tassina, elogiamos a comida, o serviço e o lugar. Colocamos nossos e-mails na mailing list deles, pois o café promove um encontro toda noite de sexta-feira, quando os comensais chegam, sentam, bebem uma taça de vinho e conversam sobre política, local e mundial. O prefeito de Sacramento frequenta esses encontros. Senti uma vibe totalmente anos 60 e vou querer participar, quem sabe até me sentir dentro de uma música da fase Folk-Greenwich Village do Bob Dylan.

sopa de batata [frita]

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O título dessa receita pode parecer mais uma das minhas galhofagens de sempre, mas não é. A batata é frita mesmo! Essa sopa simplíssima ficou impressionantemente saborosa. São apenas três ingredientes, mas eles precisam ter ótima qualidade. Eu usei:

2 batatas orgânicas da variedade yellow finn
4 ramos de scunions—uma cebolinha enorme
1 litro de caldo de legumes orgânico

Numa panela robusta refogue a batata cortada em cubinhos no azeite. Refogue bem até ela começar a ficar macia e dourada. Essa é a parte onde a batata fica frita! No final, junte os ramos de scunions [ou cebolinha] picadinhos—somente a parte verde. Frite mais um pouquinho, salgue a gosto, moa pimenta branca e junte o caldo de legumes. Deixe ferver e cozinhar por mais uns minutos. Sirva bem quente. Pode acrescentar queijo ralado no prato, mas eu não fiz. Essa sopa fica cremosa, apesar das batatas fritinhas permanecerem inteiras.

salada de brócolis
[com gergelim]

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A receita para essa salada estava no booklet Tastes of The World da revista Bon Appetit. Eu cozinhei um maço de brócolis no vapor, como sempre gosto de fazer para preservar um pouco da crocância desse legume. Eu tenho uma gadget de metal muito útil para cozinhar no vapor, que abre e fecha como uma flor e se encaixa em qualquer diâmetro de panela. Então cozinhe of floretes de brócolis no vapor e tempere ainda quente com um molho feito com:

1 colher de sopa de molho de soja
1 colher de sopa de vinagre de arroz
1 colher de sopa de óleo de gergelim
1 colher de sopa de mel
1/4 xícara de sementes de gergelim torradas

Misture o molho aos florestes cozidos de brócolis e revolva bem. Deixe marinando por 30 minutos e então sirva.

almoçinho rápido

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sopa de batata
empanada de frango
suco de cenoura

pasta integral com brócolis e grão de bico

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O booklet Everyday Meals da revista Gourmet descreve o resultado da mistura de ingredientes desse prato como absolutamente espetacular. Eu não sei se teria a inventividade de colocar na mesma panela grão-de-bico e macarrão, mas a revista Gourmet afirmou que era fantástico, então resolvi tentar. A receita pede brócolis congelado, que quando cozinha se despedaça. Eu usei brócolis fresco e os floretes ficaram inteiros. Talvez tenha sido isso o único porém do meu resultado, mas não comprometeu o veredito da revista.

6 dentes de allho picados
1/2 colher de chá de pimenta vermelha em flocos
1/4 xícara de azeite
2 pacotes de 300 gr de brócolis congelado [não descongele]
*eu usei um maço de brócolis fresco e cru
3/4 de colher de chá de sal
1 lata / 450gr de grão de bico cozido e escorrido
250 gr de espaguete integral
Parmesão ralado para servir

Refogie o alho picado e a pimenta em flocos no azeite por uns minutos. Adicione o brócolis ainda congelado e vá refogando até ele descongelar e ficar macio, em torno de 5 minutos. Adicione sal a gosto.Junte o grão-de-bico e refogue mais uns minutos. Desligue o fogo. Cozinhe o espaguete integral ao dente em bastante água com sal. Reserve 1/2 xícara da água do cozimento e escorra. Junte a água e o macarrão ao cozido de brócolis. Sirva com bastante queijo parmesão ralado por cima. Pode também regar o macarrão com um fio extra de azeite se quiser.

Alice & Fanny

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Alice Waters & sua filha Fanny
Foto do livro New California Cuisine—1986
Receitas compiladas e editadas do Los Angeles Times por Rose Dosti

gosto de Natal

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German gingerbread cookies

Um bolo crocante

Eu tinha uns dezessete anos quando peguei o ônibus noturno da Viação Cometa com minha amiga de infância e fomos juntas para a nossa cidade natal, que eu desejava ardentemente rever desde a minha partida aos doze. Lá fiz uma completa peregrinação, visitei as casas onde morei, fui ao rio onde costumava nadar, às pracinhas e escolas que frequentei, revi duas amigas, minha babá e fui também visitar uma antiga vizinha, que idolatrava a minha mãe. Dona Antonieta era uma mulher muito séria e me recebeu com café e bolo de fubá na sua simpática e singela casa de madeira acinzentada—daquelas com acabamento rendado no telhado, com certeza uma herança da imigração polonesa que fazia, com as imponentes araucárias, uma linda paisagem de cartão postal do norte paranaense.

Sentei na namoradeira de assento de palhinha trançada que era o centro da sala da casa simples da Dona Antonieta, e ela me serviu o café passado na hora e uma fatia do bolo quentinho, enquanto me fazia perguntas sobre a nossa vida em Campinas, e principalmente sobre a minha mãe. Eu dava garfadas no bolo e falava, apesar de estar também ouvindo as coisinhas que ela contava, quando mordi uma coisa dura e áspera. O bolo fez crec-crec-crec e eu tremi. Tentando não dar bandeira do meu susto e continuar ouvindo a história da gentil senhora, fui tomada por uma sensação paralisante e de completo horror—meusantoantônio, o que foi que eu mordi, o que tem dentro desse bolo?! Segurei firme os regurgitamentos nauseabundos já precipitantes pela minha garganta e consegui identificar que o que eu tinha na boca, misturado à massaroca mastigada do bolo, eram pedaços de casca de ovo!

Foram minutos de pânico mental e desespero. O que eu iria fazer? Cuspir a gosmeira toda sobre o prato, bem ali na frente da minha delicada anfitriã, que tinha feito o bolo ela mesma? Eu não podia fazer essa indelicadeza, iria ser muita brucutuzice, uma intolerável tosquice, uma atitude vergonhosa que a filha da minha mãe nunca faria. A única saída para aquela abalante situação seria superar todo o meu asco e pavor, mastigar as cascas de ovo e engolir o bendito bolo. Me vendo comer com tanta avidez, a gentil senhora já foi oferecendo—mais um pedacinho? Muito obrigada, mas não vou querer mais—respondi com os olhos lacrimejantes—apesar de que o seu bolo está realmente uma delicia!

poesia portátil

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Encontrei uma caixa com palavras magnéticas no fundo de uma gaveta...

tagliatelle com limão [cravo]

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Navegando pelo novo caderno Paladar online, achei essa receita de tagliatelle com limão e resolvi fazer usando o limão cravo, abundante por aqui. Não gostei muito do jeito que eles publicaram a receita lá, precisando clicar nas fotos para ler o modo de fazer. É modernê, mas não é muito prático. O tagliatelle porém ficou delicioso, bem cítrico. Usei uma massa levíssima da marca Spinosi, que também contribuiu para o sucesso do prato.

350 g de tagliatelle
4 limões
1 colher (sopa) de azeite de oliva
150 g de creme de leite fresco
150 g de queijo parmesão
sal a gosto
pimenta branca moída na hora

Rale a casca dos limões e esprema o suco. Eu usei apenas 3 limões e achei que foi o suficiente. Use as raspas do quarto limão para decorar o prato. Numa panela refogue as raspinhas do limão no azeite por dois minutos em fogo baixo. Adicione o creme de leite e deixe ferver. Acrescente o suco de limão e deixe ferver novamente. Junte o queijo parmesão e salgue a gosto. Misture esse molho no tagliatelli cozido e tempere com a pimenta branca moída e raspinhas de limão.

meu dia de fúria

Não vou conseguir traduzir em palavras o tamanho do cansaço que estou sentindo neste momento. É cansaço misturado com um sentimento imenso de indignação e desilusão. Vira e mexe eu observo abusos sendo praticados por todos os lados, gente repassando e surrupiando receitas desenvolvidas por blogueiros, ou copiando conteúdo com pesquisas detalhadas, o trabalho árduo de outra pessoa sendo usado indiscriminadamente, sem falar na cópia de imagens, de idéias e de estilo. A web oferece aos desonestos uma maneira fácil de ganhar reconhecimento e até uma graninha, sem precisar produzir absolutamente nada, só praticando a habilidade da cópia e da cola. Quase todo dia eu encontro websites usando minhas fotos sem permissão e sem crédito. Também fico desalentada vendo o estilo do Chucrute com Salsicha ser reproduzido aqui e ali, como se o que eu faço naturalmente e espontaneamente fosse uma espécie de fórmula mágica para o sucesso. Agora recebo a denúncia de que uma revista brasileira está copiando e publicando minhas receitas e minhas fotos, ganhando com publicidade, sem nunca ter me contactado, nem me dado nenhum crédito, nada! É o fim da picada da malandragem, da desonestidade e da falta de caráter. O descaso total pelo direito do outro parece ser uma praga que se abateu sobre a humanidade. Pra mim é completamente incompreensivel que uma publicação use o meu material sem autorização, violando meus direitos autorais, assim na boa. Nem vamos falar de ética aqui, né? Estou cansada, chateada e abatida. Mas vou tomar providências legais desta vez. Toda vez que deixamos pra lá numa situação dessas, estamos dando permissão para esses LADRÕES agirem tranquilamente e à luz do dia, dando risada na nossa cara e lucrando às nossas custas. Pra mim é BASTA! BASTA MESMO!

A tal revista ladra chama-se In House. É distribuida gratuitamente na região de Suzano e Mogi das Cruzes no estado de São Paulo e vive de publicidade paga por anunciantes. Se alguém tiver acesso, por favor guarde um exemplar.

clafoutis de pêra

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Clafoutis é o tipo de receita que me agrada, pois é fácílima de fazer e leva sempre um tipo de fruta ou legume. Por isso vira e mexe tem um deles figurando por aqui. Essa receita eu peguei numa daquelas revistinhas naturebas que são distribuidas em portas de supermercados e lojinhas naturais. Eu sempre pego e passo os olhos, pois muitas vezes elas oferecem receitas interessantes. Gostei particularmente dessa por ela ser feita com as pêras, que é uma fruta que eu acho que cozinha muito bem—e como a maçã, eu prefiro cozida do que crua. Também achei legal a receita levar leite de soja, embora eu não tenha usado e substitui pela mesma medida de leite integral, e pedir todos os ingredientes orgânicos. Só mesmo numa revita natureba!

clafoutis de pêra
3/4 xícara de leite de soja orgânico sabor baunilha*
3/4 xícara de leite orgânico integral
4 ovos caipiras
1/4 xícara de nectar de agave orgânico
1/2 colher de chá de extrato de baunilha
1/2 colher de chá de extrato de amêndoa
1/2 xícara de farinha de trigo orgânica
3 pêras orgânicas Anjou**

*usei leite comum
** usei a pêra Bartlett

Pré-aqueça o forno em 400ºF/ 205ºC e unte um refratário de 22cm com manteiga. No liquidificador coloque o leite, ovos, agave nectar, os extratos de baunilha e amêndoa e bata bem. Adicione a farinha de trigo e pulse para misturar ao liquido. Reserve. Corte as pêras ao meio, retire sementes e cabos e então corte novamente na horizintal em fatias. Coloque as pêras cortadas no refratário, ajeite para que elas fiquem inteiras. Jogue a massa por cima das pêras no refratário e asse por 55 minutos, até a massa crescer e ficar dourada. Remova do forno e deixe esfriar. Sirva o clafoutis morno ou frio.

para colocar revistas

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Cesta feita de ratan trançado com folhas de jornal reciclado, para colocar minhas revistas que ficavam amontoadas num canto do chão do quarto. Ficou perfeita e custou apenas vinte patacas americanas no World Market.

caviar de berinjela

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Outra receita para usar as últimas berinjelas da estação. Não tem nada de caviar, só mesmo parecença na cor escura. Ela foi preparada num transe total de invencionice, que felizmente [ufa] teve um resultado feliz. E depois de tantas berinjeladas, me orgulho de dizer que no dia de hoje não tenho mais nenhum berinjela esperando para ser usada na geladeira!

Corte uma berinjela pequena em cubinhos, salpique com sal grosso e coloque numa peneira, sobre uma vasilha, para escorrer liquido. Eu deixei de um dia para o outro, mas algumas horas já bastam. Depois refogue um dente de alho picadinho num pouco de azeite, junte os cubinhos de berinjela, e deixe cozinhar até elas ficarem bem murchas. Acrescente um pouquinho de vinho tinto, outro pouquinho de vinagre balsâmico e um pouquinho de água—só o suficiente para a berinjela poder cozinhar mais tempo sem grudar no fundo da panela. Cozinhe em fogo baixo até todo o liquido secar. Ajuste o sal e acrescente pimenta do reino branca moída a gosto e orégano fresco ou seco. Sirva frio. Essa berinjela melhora o sabor depois de uns dias guardada na geladeira.

os verdes da semana

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hoje é dia

torta de alcachofra & milho

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A idéia para essa torta nasceu de uma receita de entrada de alcachofra e queijo de cabra da revista Bon Appetit e acabou se transformando num outro prato, resultado também da minha vontade de fazer uma limpa no congelador. Eu não gosto de deixar coisas congeladas por muito tempo, pois acho que o congelamento compromete a qualidade e o sabor. Tenho alguns sacos de milho congelados no meio do verão e queria começar a usá-los. Também tinha uma massa de torta feita com farinha de spelt orgânica. Juntou tudo e voilá—criou-se uma deliciosa torta!

Descongele o milho e os corações de alcachofra. 2 xícaras de milho e 1 xícara de corações de alcachofra. Numa panela derreta 2 colheres de manteiga e refogue ali um dente de alho picadinho. Junte o milho e a alcachofra e refogue por uns minutos. Tempere com sal, pimenta branca moída, cebolinha picada e gotas de limão. Junte 1/4 de xícara de creme de leite fresco e depois umas 4 fatias de queijo de cabra. Refogue rapidamente até o queijo derreter e formar um creme. Pré-aqueça o forno em 400ºF/ 205ºC. Coloque o creme de milho e alcachofras numa massa preparada—usei uma feita com farinha de spelt orgânica e coloque para assar, até o recheio começar a borbulhar e ficar levemente gratinado. Sirva essa torta quente ou fria.

mesa [rápida] para cinco

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gelatina de goiaba

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O inverno chega gelado e nevoento e me dá uma vontadezona de comer gelatina. Tem coisa que não tem explicação. E a gelatina que eu queria comer tinha que ser de fruta e cortada assim em cubinhos. Fui cuidar de aplacar a tal vontade. Fazer gelatina parece uma coisa fácil, mas tem lá os seus truques. O líquido quente é fundamental. Por isso desperdicei suco de laranja batido com pedaços de manga, porque não coloquei uma quantidade suficiente de liquido borbulhante e a gelatina não firmou. Tentei uma segunda vez, usando então um suco de goiaba de ótima qualidade, sem açúcar, sem corantes, nem preservantes.

4 envelopes de 7 gr cada [28gr total] de gelatina em pó sem sabor
1 xícara de suco de fruta frio
3 xícaras de suco de fruta aquecido até o ponto de fervura
Mel ou agave nectar a gosto para adoçar

Numa vasilha grande e rasa, polvilhe a gelatina na xícara de suco frio e deixe dissolver bem, por 1 minuto. Numa panela esquente as 3 xícaras restantes de suco ao ponto de fervura e despeje sobre a mistura de gelatina. Mexa com um batedor de arame para dissolver bem. Junte mel ou agave nectar a gosto, misture bem, cubra com plástico e leve à geladeira por no mínimo 3 horas. Remova da geladeira e corte em cubinhos com uma faca molhada.

my moleskine

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Acho que todo mundo que gosta de escrever carrega na bolsa ou bolso um moleskine. Eu tenho o meu. Nem sempre foi um moleskine. Nos tempos do onça eram pequenos caderninhos de espiral ou brochura, que amassavam e rasgavam dentro da bolsa. Com o moleskine não acontece dessas desgraças, pois apesar de ser maleável, ele tem uma capa dura e um elastico segurando, que previne que ele se abra. Eu carrego meu moleskine pra onde for, no dia-a-dia e em viagens longas ou curtas. Uso ele para anotar detalhes importantes do que eu comi, o nome do vinho, endereços de lugares, informações pertinentes, e-mails de pessoas que eu por ventura encontre e algumas idéias. Usei meu moleskine quando fui ouvir o Michael Pollan em Berkeley, porque é óbvio que nem pensei em levar um bloco de anotação. O moleskine sempre me salva, porque minha memória é péssima. Esses caderninhos são objetos de desejo de quem gosta de escrever e de desenhar [há moleskines com páginas brancas, sem linha] também pelas histórias que eles carregam. É sabido que Ernest Hemingway escrevia suas idéias num moleskine, assim como Picasso, Matisse e van Gogh rabiscavam seus desenhos num deles.

alcaparras no sal

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Aprendi com a Marcella Hazan que as alcaparras conservadas no sal são infinitamente superiores e preferíveis às conservadas no vinagre. Desde então são só elas que eu uso.

salada de berinjela assada, pinoles & alcaparras

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Outra receita do Everyday Greens da Annie Somerville, que é própria de final de verão quando as berinjelas e o manjericão estão abundantes. Como ainda tenho recebido berinjelas pequenas e tímidas e alguns raminhos de manjericão perfumado na minha cesta orgânica, pude fazer essa salada incrivelmente saborosa que tenho certeza será repetida a beça no próximo ano.

Corte 2 berinjelas pequenas ao meio e depois em fatias diagonais—a receita original usa berinjela japonesa, mas eu usei a comum. Numa vasilha coloque a berinjela e tempere com sal grosso, flocos de pimenta vermelha, um dente de alho picadinho e azeite. Mexa bem para o tempero ficar bem impregnado, distribua as fatias de berinjela numa forma e coloque em forno pré-aquecido em 375ºF/ 190ºC por 20 minutos, girando a forma no meio tempo. Corte 1/4 de uma cebola roxa em fatias finas [eu usei a cebola branca] e mergulhe em água fervendo por 20 segundos. Coe as fatias de cebola e tempere com vinagre de vinho. Reserve. Remova a berinjela do forno, deixe esfriar. Toste um punhado de pinoles na frigideira ou no forno. Dessalgue um punhado de alcaparras, se usar as conservadas no sal. Misture as berinjelas assadas com as cebolas, os pinoles tostados, as alcaparras e folhas de manjericão cortadas em tirinhas. Tempere com vinagre balsâmico e deixe marinando por 30 minutos. Sirva a seguir.

nesta data querida
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flores para a mamãe
navarin de carneiro

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Esse é um prato típico da primavera, mas eu não quis nem saber e fiz para recepcionar o inverno, que está se instalando confortavelmente por aqui. Adaptei uma receita do Mastering the Art of French Cooking da Julia Child. Usei menos legumes—apenas cenouras, batatas e rutabagas. Na receita original vai também cebolas pequenas e ervilhas frescas.

1 quilo e meio de carne de carneiro
4 colheres de sopa de óleo
1 panela grande e funda que possa ir ao forno—embora eu tenha feito a receita no fogo, a Julia Child recomenda o forno, então fica ao critério do cozinheiro.

Corte o carneiro em cubinhos, seque bem com papel e frite bem no óleo até eles ficarem dourados. Salpique a carne com 1 colher de sopa de açúcar e mexa bem, sobre o fogo, até eles ficarem caramelizados. Tempere com 1 colher de chá de sal, 1/4 de colher de chá de pimenta do reino moída e três colheres de sopa de farinha de trigo. Refogue por uns minutos e então junte:

3 xícaras de caldo de carne * usei de legumes
350gr de molho de tomate puro ou 3 colheres de sopa de extrato de tomate
2 dentes de alho esmagados
1/4 colher de chá de tomilho ou alecrim
1 folha de louro

Se for colocar no forno, deixe ele pré-aquecido em 350ºF/ 176ºC. Eu fiz no fogo mesmo, deu certinho. Tampe a panela e deixe cozinhar em fogo de médio pra baixo por mais ou menos 1 hora. Depois disso acrescente os legumes:

De 6 a 12 batatas em pedaços
6 cenouras descascadas em pedaços
6 rutabagas descascados e cortados em pedaços
12 pequenas cebolas descascadas *omiti

Misture os legumes com o molho e a carne e continue cozinhando, no fogo ou forno, até os legumes ficarem cozidos e molinhos. Corrija o sal se necessário. Se for acrescentar as ervilhas frescas, faça no último minuto, dando uma fervida nelas antes. Eu não fiz. Sirva em seguida. Eu servi acompanhado de couscous, mas um pão rústico também seria uma ótima opção.

picles de nabo

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Tenho carregado o livro Everyday Greens da Annie Somerville pra cima e pra baixo. Praticamente todas as páginas já estão marcadas com post-its, pois todas as receitas são interessantes e inspiradoras. A Annie Somerville é a atual chefe do restaurante vegetariano Greens, em San Francisco. Por causa do intenso fluxo semanal de legumes e verduras na minha cozinha, minha atenção está toda voltada para eles. E esse livro está me dando inúmeras boas idéias. A primeira receita, logo nas primeiras páginas, é para um picles de nabo. Colei o post-it rapidinho, pois esse legume intrigante começou a chegar na cesta orgânica e eles são enormes, na mesma proporção da minha falta de idéias do que fazer com eles. Com essa receita do Greens pude me livrar de um nabão, que virou um picles adocicado bem interessante e vai ser um bom acompanhamento para muitos outros pratos.

pickled daikon radish
500 gr de nabo descascado e ralado em fatias finas
1/4 xícara de cebola roxa cortada em fatias finas *omiti
1 xícara de vinagre de arroz
2 colheres de sopa de molho tamari ou de soja *usei de soja
1 xícara de açúcar
4 rodelas finas de gengibre fresco

Coloque o nabo e a cebola numa vasilha grande. Numa panela pequena misture os outros ingredientes e leve ao fogo, até ferver. Jogue o molho quente sobre o nabo e a cebola, misture bem, deixe esfriar e leve à geladeira por pelo menos 1 hora. Fica melhor se feito de um dia para o outro. Mantém-se bem na geladeira, num pote bem fechado, por até três semanas. Servir como acompanhamento.

almoço no Seasons
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No dia seguinte ao Thanksgiving fui toda contentona pegar o Uriel no aeroporto e depois fomos todos almoçar juntos no Seasons. Esse restaurante já esteve por aqui um tempo atrás, quando comentei um jantar que tivemos lá com amigos. Nós vamos muito ao Seasons, porque ele serve uma comida de qualidade excepcional. Nesse dia eu e o Uriel pedimos sopas—de abóbora e bisque de abobrinha, e depois fomos todos de sanduíche e o Uriel de salmão selvagem. O sanduba mais interessante foi o Reuben pedido pela Reidun, feito com um pastrami de peru. Eu e a Marianne pedimos um frango com brie e aioli com limão e o Gabe um presunto com gruyere e geléia de frambosesa. Foi um almoço ótimo em família, para recepcionar o querido viajante.

Sadler blue onion teapot
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pudim de ricota com purê de tâmara

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Outra tentativa de desafogar a geladeira. Desta vez para usar um pote de ricota fresca e um punhado de tâmaras Medjool produzidas aqui na Califórnia, que não podiam ser desperdiçadas de jeito nenhum! Fui preguiçosa e refiz uma receita de pudim de ricota que já tinha feito sucesso por estas paradas. A inovação foi que salpiquei a forma untada com amêndoa moída, ao invés da farinha de pão, e fiz um purê de tâmaras, que substituiu as uvas assadas da receita original.

Para fazer o purê de tâmaras, descaroce e pique as frutinhas e coloque numa panela com água, açúcar mascavo baunilhado e um pouco de manteiga. Cozinhe no fogo médio até o caldo engrossar e as tâmaras começarem a se desfazer. Desligue o fogo e passe tudo pelo food mill. Volte ao fogo para uma engrossadinha extra, apenas por alguns minutos. Servir sobre o pudim de ricota.

rosas & gerânios
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A sogra do meu filho chegou para passar o feriado carregando um monte de coisas, entre elas esse arranjo de flores—dois tipos de rosas e dois tipos de gerânios. Ela deixou as hastes bem compridas, então ficou um arranjo bem alto e eu precisei colocar no maior vaso que eu tenho. O visual ficou muito bacana.

salada de rúcula, alface, caqui & pecan torrada

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Uma salada para gastar ingredientes acumulados. Folhas de rúcula, folhas de alface, um caqui cortado em cubinhos e pecans tostadas. O molho vinagrete dá o toque especial e é receita do livro Everyday Greens da Annie Somerville.

Tangerine-Sherry Vinaigrette
Faz 1/2 xícara e tempera duas saladas médias.
Raspas da casca de uma tangerina
2 colheres de sopa de suco espremido da tangerina
1 colher de sopa de vinagre Sherry [Jerez]
1/4 colher de chá de sal - eu usei flor de sal
1/4 xícara de azeite
Bata bem com um batedor de arame ate emulsificar. Misture na salada e sirva imediatamente. A sobra pode ser guardada na geladeira num pote com tampa.