The Borough Market
Borough Market
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No nosso primeiro sábado em Londres, fomos ao Borough Market pela manhã. Uns dias antes do Natal, aquilo estava uma muvuca indescritível. Mas mesmo assim, foi um dos melhores passeios que fiz naquela cidade nesta minha segunda visita. Meus pais tinham chegado do Brasil e o Uriel da India, então estávamos com a família quase completa, só faltando minha cunhada e minha outra sobrinha, que chegariam no domingo. Foi um esfoço manter todo mundo junto naquela multidão. Nos guiávamos pelo beret beige da minha mãe e pela touca vermelha do meu irmão, que é bem alto e bem visível. Conseguimos passear e comer muita coisa boa, até aportarmos numa cervejaria belga numa das saídas do mercado para almoçar. Adorei tudo o que vi e comi lá. Tomei vinho quente, sopa de cogumelos, pão de amêndoas, azeitonas, queijos, o Gabriel comeu um curry, que ele disse estar perfeito. Foi o melhor mercado de comida que já visitei. Super alegre e animado, apesar de tri-lotado.

and so this is christmas

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Feliz Natal! Merry Christmas!

um chá com a Valentina
chá com Valentina
chá com Valentina
chá com Valentina
chá com Valentinachá com Valentina
chá com Valentina
chá com Valentinachá com Valentina
chá com Valentina
chá com Valentina
chá com Valentinachá com Valentina
chá com Valentina

Marcamos de nos encontrar na saída do metrô em Notting Hill. Foi a primeira vez que fui me encontrar com uma amiga blogueira totalmente às cegas, pois apesar de conhecer a Valentina e o Trem Bom há anos, nunca tinha visto uma foto dela. Por alguns minutos fiquei lá parada com aquela expectativa estranha, olhando para cada rosto que se aproximava pensando, será ela? Mas quando ela chegou, sorridente e já de braços abertos para um abraço, não me surpreendi. A Valentina é exatamente o que ela nos passa pelo blog. Nem precisa mesmo de foto!

Fomos caminhando pela noite gelada pelas ruas de Notting Hill, conversando sem parar, até que encontramos um lugarzinho simpático para beber um chá. Eu não vou saber dizer onde fica exatamente, mas era uma loja, com coisas lindas de decoração, uma boutique de roupas no subsolo e um restaurantezinho no fundo da loja. Ainda não eram nem 6pm, apesar da escuridão, e portanto ainda poderiamos oficialmente pedir um chá da tarde.

A Valentina que me orientou nos pedidos, pois eu queria provar algo tradicional inglês. Pedimos então duas tortas—pra mim a banoffee pie com banana fresca e pra ela uma treacle tart com custard. Bebemos chá, of course, eu fui de hortelã fresco e a Valentina de lapsang souchon, um chá bem aromático, que ela mesma disse que não é todo mundo que gosta. Achei o aroma bem defumado, mas não provei.

Conversamos tanto, tanto, que até constrangimos o garçon. Fomos caminhando novamente pelas ruas de Notting Hill, paramos numa livraria para olhar livros de culinária e depois a Valentina me acompanhou até a minha estação, pra não ter perigo de eu pegar o lado errado da linha às nove da noite. Foi de uma delicadeza ímpar.

Tivemos um encontro de duas dinossauras da velha guarda dos blogs de culinária brasileiros. Já fizemos e vimos muita coisa e contínuamos firmes, ou quase. Esses são laços importantes, que eu gosto de preservar. Valentina, muito obrigada pela noite tão agradável! e espero um dia poder retribuir toda a sua gentileza, quando você for me visitar lá do outro lado do mundo!

Ottolenghi [take out]

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Precisava comprar os dois últimos presentinhos de natal, então fui até a High Street em Kensignton, um lugar que eu já conhecia bem. Aproveitei também pra dar um pulo numa das filiais do Ottolenghi que fica na rua de trás, a Holland Street. Cheguei lá verde de fome e já fui perguntando se eles serviam almoço. Infelizmente aquela loja só fazia take out, ou take away, como eles dizem aqui. Comprei toda comida que eu pude carregar—arroz iraniano com pistachos, saladas diversas, pãezinhos de queijo, bolinho de maracujá e torta de frutas. Perguntei se podia tirar fotos e o mocinho que me atendeu super gentilmente disse que não. Então me conformei só em olhar e fotografar de fora. Comprei o livro também e voltei pra casa carregada, com mais fome ainda e com uma apertamento daqueles de fazer xixi. Me atrapalhei na estação de metrô e peguei o trem pro sentido oposto. Esperei um tempão na estação pra pegar o trem de volta, desta vez no sentido certo. Quando cheguei em casa, meu irmão estava lá e devoramos juntos toda a comida, super fresca, super saborosa. Adoramos.

Partridges
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Se eu tivesse me programado para visitar esta sex-shop gourmet, talvez não tivesse dado tão certo. No meu caminho entre a King's Road e a Saatchi Gallery, lá estava ela toda convidativa. Entrei e fiquei zanzando pelos corredores. A loja é bem pequena, com uma lanchonete no fundo. Olhei e quis comprar quase tudo, mas a minha zuretice causada pelo jet lag me preveniu. Comprei porém umas mince pies tradicionais, que não gostei. A massa, feita com gordura de animal, foi um pouco demais para o meu paladar. Mas meu irmão, mais versado nas iguarias inglesas, traçou. Quero voltar nessa loja mais vezes e olhar tudo com mais tempo e atenção.

uma cozinha inglesa

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Os headquarters do Chucrute mudaram de continente temporariamente e estará transmitindo todas as programações festivas direto de Londres, UK. Chegamos com a neve. Mas já enchemos a geladeira de ingredientes para muitos rangos. Teremos um cozinheiro convidado, pois desta vez quem vai comandar as panelas é o Gabriel. Estamos na expectativa!

meyer lemon

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meu limão favorito

super rosa

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é o resultado de dois destes rabanetes ralados.

halibut com lentilhas

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Algumas semanas antes da revista Gourmet ser assassinada, a Ruth Reichl lançou o livro Gourmet Today, com milhares de receitas escolhidas por ela e testadas na cozinha da revista. Eu tenho alguns livros de celebrações anuais da Gourmet e depois de olhar muito pro livrão verdinho acabei decidindo—vou esperar um pouco. Também porque o livro vinha com uma assinatura grátis da revista, e eu não precisava de uma. Quando a revista sucumbiu, corri pra comprar o Gourmet Today, pois me pareceu naquele momento importante tê-lo. Nesses últimos meses a falta de tempo tem sido um grande problema pra mim. Não paro um minuto e mesmo assim não consigo fazer tudo o que quero, o que incluí ler livros. Então o Gourmet Today ficou num canto da cozinha, esperando por uma oportunidade de ser folheado com atenção.

No sábado que comprei uma posta grande de halibut, abri o livrão da Ruth, pois tinha certeza que iria achar uma receita legal com esse peixe por lá. Dito e feito! Fui no index, procurei por halibut e estacionei nessa receita super deliciosa e prática de peixe com lentilha. O almoço ficou pronto rapidamente e que delicia essa mistura do peixe carnudo, com a lentilha e o limão. Adoramos! Use uma variedade de lentilha que não desmanche, como a verde francesa ou a beluga. O halibut pode ser substituído por bacalhau fresco ou outro peixe de posta larga.

1 xícara de lentilhas francesas [*usei a beluga]
2 colheres de sopa de manteiga
1 xícara de cebola cortada em fatias finas
2 dentes de alho picados [*não usei]
3/4 colher de chá de sal
3 colheres de sopa de folhas de salsinha picadinha
1 colher de sopa de suco de limão
1 colher de sopa de azeite

Lave as lentilhas, escorra e cozinhe em água até ficar molinha, mas sem desmanchar. Enquanto isso coloque a manteiga e o azeite numa panela e junte a cebola, o alho e o sal. Cozinhe em fogo médio na panela tampada, mexendo de vez em quando, até a cebola ficar dourada. Destampe e cozinhe, mexendo sempre, por mais 10 minutos até a cebola caramelizar.

Seque o peixe [halibut ou bacalhau fresco] com um papel e tempere com sal e pimenta do reino. Numa frigideira coloque 1 colher de sopa de manteiga e 1 colher de sopa de azeite e frite o peixe, virando até que os dois lados fiquem bem cozidos e amarronzados.

Misture a cebola com as lentilhas cozidas. Espalhe numa travessa, coloque o peixe frito por cima e tempere tudo com suco de limão, azeite e as folhas de salsinha picadas. Sirva com pedaços de limão.

um caqui

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persimmon — dióspiro

bolo de tangerina

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Eu estava com uma super expectativa com relação a este bolo de tangerinas com receita da Nigella adaptada pela Deb. Vou dizer que fiquei um pouco decepcionada. Não só eu, mas o galante e corajoso crítico, que prova tudo o que eu faço. Se ele não elogia e não come nem mais uma migalha, é sinal de que a receita realmente não emplacou. Esse foi o caso. Não vou reclamar de nada, juro! Só vou dizer que deveria, talvez, ter usado a farinha de amêndoas ao invés de moer as amêndoas com casca no processador. A massa do bolo ficou bem granulada e com cores diferentes, certamente por causa da presença da película da casca. Mas não foi um grande problema. O bolo ficou bem úmido, não muito doce, muito bom pra comer no café da manhã. O Gabriel colaborou devorando uma fatia grande. Mas mesmo assim sobrou... e sobrou. Depois de uma semana ainda tenho uma última fatia dele guardada na geladeira. Não é fácil comer um bolo inteiro quase sozinha, né?

clementine cake
4 ou 5 tangerinas clementines ou outra variedade
[mais ou menos umas 375 gr]
6 ovos
1 xícara mais 2 colheres de sopa [225 gr] de açúcar
2 1/3 xícaras [250 gr] de amêndoas moídas [*ou farinha de amêndoas]
1 colher de chá de fermento em pó
Açúcar de confeiteiro para polvilhar [*não usei]

Coloque as tangerinas numa panela com água e cozinbha por 2 horas [*eu cozinhei menos tempo]. Coe as frutas, deixe esfriar, corte ao meio e remova as sementes [*as minhas não tinham sementes, então pulei essa parte]. Coloque as tangerinas no processador ou pique com uma faca em micro pedacinhos.

Pré-aqueça o forno em 375°F /190°C. Unte uma forma de fundo removível de 8"/ 21cm com manteiga e forre com parchment paper.

Bata os ovos. Adicione o açúcar, amêndoas moídas e fermento. Misture bem e adicione as tangerinas moídas. Coloque a massa na forma untada e asse por 50 minutos. O bolo pode ficar bem escuro em cima, então é melhor ficar de olho e cobrir com uma folha de papel alumínio quando ele estiver dourado o suficiente, para não ficar muito escuro, como eu achei que o meu ficou.

Remova o bolo do forno e deixe esfriar numa grade. Quando esfriar, remova da forma e transfira para uma travessa. Polvilhe com açúcar de confeiteiro se quiser. Como a Nigella avisou, esse bolo fica realmente melhor no dia seguinte. E nos dias seguintes ao dia seguinte, como foi o caso aqui em casa.

A Deb diz que a Nigella também faz o bolo com limões e laranjas, aumentando a quantidade de açúcar para 1 1/4 de xícara. Quero testar essa versão em breve.

rodelas de batata doce picantes

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Fiz esta receita um tempo atrás, usando a batata doce laranja [yam] e ficou super delicia. Dei uma simplificada. Usei apenas o cominho em pó, pimenta cayenne em pó, sal e azeite. Refiz da segunda vez com a batata doce branca e usei mais temperos. Descasquei e cortei a batata em rodelas, misturei cominho, canela, noz moscada, pimenta cayenne, sal e uma mistura de sementes de abóbora e alecrim seco que moí no mini-processador. Joguei todos esses temperinhos sobre as rodelas de batata, reguei com óleo de avelãs [pode usar de nozes ou azeite], misturei bem com as mãos, espalhei as rodelas temperadas numa forma forrada com papel alumínio e levei ao forno pré-aquecido em 425ºF/ 220ºC por uns 10 minutos. Virei as rodelas e assei por umas uns minutos. Elas ficaram tão boas que até gente que corneteava desgosto por batata doce, devorou muitas rodelas sem o menor constrangimento e ainda comentou—feitas desse jeito eu gostei muito!

blue ballet pumpkin

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Uma abóbora cinza por fora e amarelo escuro por dentro, que tem o sabor mais doce de todas as abóboras que já provei. Fica uma delicia assada e transformada em salada. O único problema é descascá-la. Precisa ter mãos fortes e muito muque. Mas vale a pena!

sopa de abóbora com pimenta chipotle & alecrim

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Ando fazendo muitas sopas porque elas servem refeições substanciosas e ficam prontas numa piscada. Já tinha assado uma butternut squash no dia anterior, o que me economizou um bom tempo. Em meia hora eu tinha uma sopa fumegante acompanhada de fatias grossas de pão de alecrim tostadas e uma salada. A receita original levava mais ingredientes, mas eu simplifiquei. Como não tinha a pimenta chipotle inteira, usei a moída. A chipotle é a pimenta jalapeño defumada, então qualquer outra pimenta defumada faz uma boa substituíção. Pode-se acrescentar sour cream e suco de limão verde na hora de servir, mas eu não fiz. Servi apenas com as sementes de abóbora torradas.

Asse uma abóbora butternut squash de tamanho médio cortada em cubinhos no forno até eles ficarem macios [uns 45 minutos em forno alto]. Numa panela coloque 3 colheres de sopa de azeite e refogue meia cebola picadinha. Quando a cebola estiver macia, adicione a abóbora assada, 1 litro de caldo de legumes [*usei o de cogumelos], 2 pimentas chipotle sem sementes e picadinhas [*usei 1 colher de sopa da chipotle em pó], sal marinho a gosto e 1 colher de alecrim fresco picadinho. Deixe ferver e cozinhe por uns minutos. Bata tudo no liquidificador [*com CUIDADO!] ou use o mixer de mão. Sirva com sementes de abóbora torradas por uns minutos no forno ou na frigideira.

israeli couscous com abóbora e limão em conserva

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Gostei imensamente desta receita executada pelo David Lebovitz. Fiz exatamente e ficou uma delicia. Como ele diz, não dá pra substituir o limão em conserva. Para quem não tem acesso à essa iguaria pronta, tenho aqui uma receita que é muito fácil de fazer. A butternut squash pode ser substituida por outras variedades de abóbora ou por batata doce.

israeli couscous with butternut squash and preserved lemons
serve 8 porções

1.25 quilos de abóbora butternut squash descascada e sem sementes cortada em cubos
3 colheres de sopa de azeite
Sal a gosto
1 cebola picadinha
1 3/4 xícara [280 gr] de israeli couscous ou algum tipo de pasta pepe italiana
1 pau de canela pequeno
1 limão em conserva
1/2 xícara [60 gr] de passas brancas
1/4 xícara [30 gr] de cereja ou cranberry seca [*usei cranberry]
1/4 colher de chá de canela moída
1 xícara [60 gr] de salsinha picada
2/3 xícara de pinoles tostados no forno ou frigideira

Pré-aqueça o forno em 475ºF / 245ºC. Tempere os cubos de abóbora com 1 colher de sopa de azeite e com sal a gosto e espalhe numa forma forrada com papel alumínio. Asse por uns 15 minutos ou até que a abóbora fique bem macia. Cuidado para não deixar assar demais.

Numa panela aqueça as duas colheres restantes de azeite e cozinhe a cebola picada até ela ficar bem macia. Junte a abóbora assada, remova do fogo e reserve.

Cozinhe o couscous israeli numa panela com bastante água fervendo com o pauzinho de canela.

Corte o limão ao meio, remova a polpa e pique a casca em cubinhos. Reserve a polpa. Misture a casca do limão picadinho com a abóbora e usando um coador esprema a polpa do limão na mistura.

Coe o couscous cozido, remova o pau de canela e misture o couscous com a abóbora. Adicione as passas, as cranberries, a canela moída, as folhas de salsinha e os pinoles tostados. Sirva morno ou em temperatura ambiente.

fatias de maçã com frogurt de leite de cabra

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Assim que comecei a sentir os primeiros ventos friorentos do outono e percebi a discreta, porém determinante, aparição das maças nas prateleiras das feiras e mercados, me enchi das vontade de fazer uma torta de maçãs. Cheguei a ficar um tanto obsessiva, procurando pela receita perfeita e satisfatória por semanas a fio. Procurei muito, pois já fiz algumas tortas de maçãs ótimas, mas eu queria algo diferente. Queria uma torta que surpreendesse, que fosse interessante e que tivesse uma massa sem gordura vegetal, com algum toque diferencial. Não foi fácil. Busquei em livros, em revistas, em sites e blogs online. As maçãs aguardavam impacientes e eu fui ficando irritada e frustrada, até que caí nesta receita de apple slices with frozen sheep's milk yogurt da Clotilde do blog Chocolate & Zucchini. Aaa-lee-luu-iaa!

E a receita ainda trazia de bônus um sorvete de iogurte de leite de ovelha, que eu logo adaptei para leite de cabra. Eu tinha comprado iogurte de leite de cabra por causa das sopas da Anna Thomas. Ela usa bastante esse ingrediente e eu realmente me entusiasmei. Já tinha secado um potão, que fiz um queijo cremoso temperado com flor de sal e azeite [*coloque o iogurte numa peneira forrada com pano de queijo sobre uma vasilha e deixe escorrendo na geladeira por uma noite ou alguns dias, até obter a consistência desejada. use o liquido que acumular na vasilha pra usar no lugar do buttermilk ou leite em bolos, pães, biscoitos, etc]. No final encasquetei de fazer um sorvete. E a receita da Clotilde veio com o sorvete de brinde.

Essa tortinha de maçãs foi muito mais fácil de fazer do que eu imaginava. A massa fica deliciosa, graças à adição das amêndoas. E ela combina incrivelmente bem com o sorvete de iogurte de leite de cabra, que é bem forte e proporciona um delicioso contraste com a doçura discreta da maçã. Fiz essa torta para servir de sobremesa no almoço que fiz para o meu filho e a namorada dele no domingo pós-thanksgiving. Servi morninha, com uma bola do sorvete e ficou simplesmente o fino da bossa!

para a massa:
1 1/4 xícaras [150 gr] de farinha de trigo
1/3 xícara [35 gr] de amêndoas moídas ou farinha de amêndoa
[*usei amendoas que moí na hora no processador]
1/4 colher de chá de fermento em pó
1 pitada de sal
6 colheres de sopa [80 gr] de açúcar de cana não refinado
6 coheres de soap [80 gr] de manteiga amolecida
1 gema de ovo

para as maçãs:
1/4 xícara [35 gr] de uvas passas
3 coheres de sopa de licor de baunilha ou rum escuro [*usei rum]
600 gr de maças de assar [* usei as black arkansas]
1/2 colher de chá de canela moída
1 pitada de noz moscada ralada na hora
1 pitada de pimenta do reino moída na hora
4 colheres de sopa de lascas de amêndoas
Açúcar de confeiteiro para polvilhar

Serve de 10 a 12 porções
Coloque as passas de molho no licor ou rum e deixe por um tempo, se puder deixe durante uma noite.

Pré-aqueça o forno em 320ºF/ 160ºC e unte uma forma retangular [20 x 30 cm ou 9 por 13 inches] com manteiga.

Numa vasilha misture a farinha de trigo, as amêndoas moídas ou farinha de amêndoa, o fermento e o sal. Na batedeira, processador ou usando uma espátula de arames, misture o açúcar, a gema e a manteiga até formar um creme. Adicione os ingredientes secos e misture com uma espátula, sem misturar exageradamente. A massa deve ficar com a consistência de farofa. Espalhe essa massa pela forma untada e pressione levemente com as costas de uma colher. Não aperte, senão a massa ficará muito dura.

Descasque e remova as sementes das maçãs e corte em fatis grossas. Coloque numa vasilha e polvilhe com a canela, a noz moscada e a pimenta do reino. Misture bem com as mãos. Coe as passas que estavam imersas no rum. Separe o rum que sobrar pra usar na receita do frogurt. Misture as passas com as maçãs, revolva bem com as mãos e espalhe por cima da massa na forma. Espalhe as lascas de amêndoas por cima das maçãs.

Cubra com papel alumínio sem fechar dos lados. Deixe o papel meio solto. Asse por 50 minutos, removendo a folha de papel alumínio nos 15 últimos minutos. As maçãs devem ficar bem cozidas e as amêndoas tostadas. Polvilhe a torta com açúcar de confeiteiro e sirva morna ou em temperatura ambiente acompanhada do frogurt de leite de cabra.

frogurt de leite de cabra
2 xícaras [500 gr] de iogurte de leite de cabra ou o grego
1 colher de sopa de licor de baunilha ou rum
[*use o que sobrou do molho das passas]
1/4 xícara [80 gr] de nectar de agave, mel ou maple syrup
[*usei mel de blackberries]

Misture todos os ingredientes e coloque na sorveteira. Para quem não tem sorveteira, coloque o recipiente com o iogurte no freezer, remova de uma em uma hora e misture vigorosamente com um garfo, retornando ao freezer e assim sucessivamente até o sorvete ficar pronto.