azeitonas marinadas no gin

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Tem receita que é assim—você olha e põe imediatamente no primeiro lugar daquela lista de coisas tão simples de fazer, que dá pra fazer no mesmo dia. Foi assim com esta ideia genial que é perfeita como antepasto para levar para um picnic, dentro ou fora de casa, como eu fiz duas vezes. A primeira vez numa bandeja de comidinhas para receber uma amiga na mesa da cozinha mesmo. E outra vez para levar num picnic no parque, as azeitonas bem acomodadas num pote de vidro com tampa. Não guardei na geladeira, para o azeite não solidificar. Se achar as azeitonas castelvetrano, aproveite, pois elas são bem macias e pouquissimo salgadas, ficam perfeitas nessa receita. Senão use qualquer tipo de azeitona verde. Elas ficam mais gostosas se servidas mornas, mas também satisfazem o paladar em temperatura ambiente.

350 gr de azeitonas verdes [de preferência as castelvetrano]
2 pimentas serrano cortadas ao meio e depois em tiras
Um dente de alho cortado em fatias finas
Lascas de casca de um limão [sem a parte branca]
6 colheres de sopa de azeite extra virgem
1/2 copo de gin
1/2 colher de chá de orégano seco
Alguns raminhos de tomilho fresco
1/4 xícara de queijo feta em cubos

Pré-queça o forno a 350ºF / 180ºC com a grade no centro do forno. Numa vasilha misture as azeitonas com as pimentas, as fatias de alho, a casca de limão, o azeite de oliva, o gin, o orégano e o tomilho. Despeje numa assadeira ou refratário grande o suficiente para deixar as azeitonas em uma única camada. Leve ao forno pré-aquecido e asse por cerca de 30 minutos, dando uma mexida uma ou duas vezes com cuidado. Retire do forno, coloque os cubos de queijo feta e deixe esfriar por alguns minutos antes de servir. Eu simplesmente esqueci o queijo feta todas as vezes que fiz essa receita, mas não esquecerei na próxima.

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enrolado de aspargos
[com queijo brie & tomilho]

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Achei esses rolinhos uma ideia tão legal, que resolvi colocar em prática. Pra mim, tudo que envolve massa dá mais trabalho do que o normal, devido ao meu desajeito crônico com elas. A massa folhada é uma das mais difíceis de eu me safar impune, porque ela quebra muito fácil. As camadas dos meus rolinhos não ficaram perfeitas e teve muito remendo, mas depois de assados não se percebe nada. E com as pinceladas de manteiga, eles ficam levinhos e meio crocantes, proeza que só a massa folhada consegue realizar.

Um maço grande de aspargos frescos
Azeite de oliva e sal a gosto
12 folhas de massa folhada [phyllo]
4 colheres de sopa de manteiga sem sal, derretida
Alguns raminhos de tomilho
Queijo brie cortado em fatias
1 colher de sopa de sementes de gergelim

Pré-aqueça o forno a 375°F/ 200ºC. Forre duas assadeiras grandes com papel vegetal ou alumínio. Lave e seque os aspargos. Remova a ponta rígida da parte inferior. Coloque em uma tigela e misture com uma colher de sopa de azeite de oliva e tempere com sal.

Arrume a área de trabalho, com espaço para a massa e os ingredientes do recheio separados e prontos. Pegue uma folha de massa folhada e coloque sobre uma tábua [eu coloquei também sobre um pano de prato úmido]. Pincele com manteiga. Cubra com outra folha de massa folhada. Pincele com manteiga. Adicione mais uma folha, pincele com manteiga e corte em quatro [eu usei uma tesoura]. Coloque dois talos de espargos lado a lado na borda externa de cada um dos seus quatro retângulos. Polvilhe com algumas folhas de tomilho e junte uma fatia de brie ao longo dos talos. Enrole a massa com os aspargos e brie dentro, pincele com manteiga e transfira para a assadeira. Quando terminar de fazer todos os rolinhos, pincele um por um com manteiga derretida e polvilhe com as sementes de gergelim.

Asse por 8 a 12 minutos até a massa folhada ficar dourada. Retire do forno, deixe esfriar por cerca de 5 minutos e sirva morno ou temperatura ambiente.

hummus—a receita básica

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Eu faço hummus desde sei lá quando e sempre tive o costume de encher ele de azeite, porque sempre achei que esse era o jeito certo de fazer essa receita. E as receitas de hummus normalmente pedem azeite na lista de ingredientes. Então foi uma grande surpresa ler essa versão básica no livro Jerusalem do Ottolenghi e Tamimi, onde o ingrediente final é água gelada e não azeite. A consistência desse hummus é sedosa e o azeite você acrescenta depois por cima, na hora de servir, junto com ervinhas, sementinhas, ou cubinhos de carneiro refogado. Vou colocar a receita como está no livro, mas eu não fiz a parte de refogar os grãos com bicarbonato de sódio, apenas deixei de molho e cozinhei em bastante água, numa panela de barro, como eu sempre faço. Se alguém fizer esse procedimento, me conta o que achou de diferente.

1 e 1/4 xícaras de grão de bico secos
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
6 e 1/2 xícaras de água
1 xícara mais 2 colheres de sopa de pasta de tahine
4 colheres de sopa de suco de limão
4 dentes de alho amassados
6 e 1/2 colheres de sopa de água gelada frio
sal a gosto

Colocar o grão de bico em uma tigela grande, cubrir com água fria pelo menos duas vezes o seu volume e deixar de molho durante a noite.

No dia seguinte escorra o grão de bico. Coloque uma panela média em fogo alto e adicione o grão de bico escorrido e bicarbonato de sódio. Cozinhe por cerca de três minutos mexendo sempre. Adicione a água e deixe ferver. Cozinhe removendo a espuma que vai formar na superfície. Deixe cozinhando por 20 a 40 minutos. Quando os grãos estiverem macios, quebrando-se facilmente quando pressionado entre o polegar e o dedo, desligue o fogo

Escorra o grão de bico, que cozido deverá medir cerca de 3 e 2/3 xícaras. Coloque os grãos em um processador de alimentos e processe até obter uma pasta. Com a máquina funcionando, adicione a pasta de tahine, o suco de limão, o alho e 1 e 1/2 colheres de chá de sal. Lentamente vá acrescentando a água gelada e deixe processar por cerca de cinco minutos, até obter uma pasta bem leve e cremosa.

Transfira os hummus para uma tigela, cubra a superfície com filme plástico e deixe descansar por pelo menos 30 minutos. Se não usar de imediato, leve à geladeira e remova pelo menos 30 minutos antes de servir.

pickles de cenoura

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Fiz esse pickles já faz um tempo e comi praticamente o vidro todo sozinha. Não sei por que não faço mais conservas como essa, porque é tão fácil e fica muito bom. Teve uma época no século passado, quando o Gabriel ainda era guri e morávamos na bela city of Pira, que me deu o faniquito de fazer pickles de legumes e fiz muitos vidros com diferentes variedades, que eu mesma devorava entusiasmadamente. Realmente não me lembro se o Gabriel e o Uriel gostavam, mas eu adorava. Essa receita eu tirei de um recorte que guardei da revista Delicious Living, que aqui a gente ganha de graça no supermercado. Lá é sugerido fazer esse pickles também com couve-flor e rabanete e levá-los como adição especial em picnics—ideias que gostei muito.

6 ou 7 cenouras médias lavadas, descascadas, cortadas em palitos
Um pequeno maço de endro [dill]
1 e 1/4 xícaras de vinagre de maçã
1 e 1/2 xícaras de água
2 colheres de açúcar
4 dentes de alho descascados e amassados
4 colheres de chá de sal marinho
1/2 colher de chá de pimenta do reino em grãos inteiros

Em uma panela média misture o vinagre de maçã, a água, o açúcar, os dentes de alho, o sal e os grãos de pimenta do reino; usando um batedor dissolva o açúcar e sal. Leve ao fogo até ferver, adicione as cenouras e o dill fresco. Tampe a panela e cozinhe por 1 minuto; em seguida, retire do fogo, deixe esfriar, coloque num vidro e deixe descansar tampado por pelo menos 24 horas para permitir que os sabores penetrem na cenoura. Guardar na geladeira e servir como quiser.

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ceviche de camarão & batata doce

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Provei um ceviche de camarão na minha breve [graçasaoscéus] espera no aeroporto de Lima, Peru na minha viagem de volta do Brasil. A espera da ida não foi tão auspiciosa, mas a da volta compensou pelo prato, que nunca tive muita curiosidade de provar por ser feito com peixe cru. Como esse era feito com camarão cozido e eu não só adorei como quis reproduzir em casa e fazer especialmente para o meu filho comer na véspera de Natal. Procurei umas receitas online e improvisei a minha, que ficou bem gostosa. Usei um camarão selvagem, pescado na nossa costa do Pacifico. Os peruanos usam pimenta fresca—ají limo ou habanero, mas eu não tinha então substituí pela cayenne. Também troquei o limão verde [tahiti] pelo limão rosa.

Lave duas batatas doces, faça uns furinhos com a ponta da faca e asse no forno alto [400ºF/ 205ºC] até elas ficarem bem macias por dentro [uns 40 minutos]. Remova do forno, deixe esfriar bem, remova a casca e reserve.

Cozinhe rapidamente na água um pacote de camarão [descascado e limpo]. Escorra, deixe esfriar e reserve.

Esprema o suco de uns 3 limões e coloque no processador com sal, pimenta cayenne a gosto, uns dois dentes de alho, 1/4 de cebola e um pouquinho de cebolinha verde e coentro fresco. Processe bem e passe tudo por uma peneira. Tempere os camarões com esse liquido, misturando bem. Cubra e leve à geladeira por algumas horas ou de um dia para outro.

Na hora de servir fatie as batatas doces e arranje junto com os camarões num travessa. Jogue a marinada de limão por cima e decore com folhas de coentro fresco. Sirva em seguida.

Os peruanos usam também um milho cozido de grãos gigantes cortado em rodelas, mas não tinha milho de nenhum tipo e omiti.

berinjela queimada

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Essa receita de pasta de berinjela assada não é nenhuma novidade e eu mesma faço algumas variações dela, como esta aqui que foi publicada anos atrás e que é sempre apreciada. Mas esta é do Yotam Ottolenghi e por isso tem um carimbo de autenticidade, sem falar que também fica uma delicia.

2 berinjelas
2 dentes de alho picados
Raspas da casca e suco de um limão
3 colher de sopa de azeite de oliva
4 colheres de sopa de salsinha picada
2 colheres de sopa de folhas de hortelã picada
Sementes de romã
Sal e pimenta do reino moída na hora a gosto

Queime as berinjelas na chama do fogão ou grelhe no forno ou churrasqueira, até a casca ficar queimada. Pode remover o cabinho e fazer furos na casca da berinjela antes de queimar. Deixe esfriar bem e remova toda a casca queimada. Coloque a polpa cozida numa vasilha e amasse bem com um garfo. Adicione 2 colheres de sopa de limão e deixe escorrendo numa peneira fina por uma hora [*eu deixei menos tempo]. Adicione o restante dos ingredientes, incluindo mais uma colher de sopa de suco de limão. Misture tudo muito bem, ajuste o sal se precisar e leve à geladeira até servir.

antepasto de alcachofra

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Alcachofras são a cara [e a fuça] da primavera. Não disputam na mesma raia que os aspargos, pois esses não têm concorrência—são simplesmente onipresentes. Mas as alcachofras são sempre uma agradável surpresa, também porque são lindas, umas flores. E essas chamadas de baby, são mini florzinhas. Comprei na banquinha da road 16, onde estamos assíduos. Como só tinha um pacote e estava sem preço, fui perguntar—são alcachofras? são locais? de onde? quanto custam? Todas as respostas foram positivas, mas a do preço foi a que realmente me deu a rasteira final—UM DÓLAR!

Preparei essas mini alcachofras como antepasto. Limpei da maneira de praxe, lavando e cortando a base e as pontas, depois fatiando ao meio. Depois elas foram para a panela com água e suco de limão e cozinharam por uns 15 minutos. Drenei a água, coloquei numa vasilha e temperei as florzinhas com sal marinho, pimenta do reino moída na hora, folhinhas de tomilho fresco, além de bastante azeite extra-virgem. Misturei bem e levei para a churrasqueira para grelhar. Deixei cozinhar dos dois lados, removi do fogo e deixei esfiar antes de servir. Essa entrada fria de alcachofra também guarda muito bem na geladeira, para ser servida no dia seguinte.

savories de queijo & figo

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São poucas as chances de eu ser pega no flagra com a mão na lata de biscoitos, porque não sou uma cookie person—nem pra comer, nem pra fazer. Mas um dia uma receita tentadora aparece para me convencer a colocar as mãos na massa. E esses nem são biscoitinhos doces, como a maioria. São bolachinhas de queijo para comer como aperitivo, acompanhadas de uma bebidinha, só para abrir o apetite. São facilimos de fazer, a massa é muito maleável e o único trabalho é cortar e colocar a geléia. Usei uma caseira, que tinha feito com figos frescos no final do verão. Pode-se usar também uma marmelada ou geléia de pera.

faz 3 dúzias
1 xícara de farinha de trigo
113 gr [8 colheres sopa] de manteiga em temperatura ambiente
113 gr [8 colheres sopa] de queijo azul [ou gorgonzola]
Pimenta do reino moída na hora
Geléia de figo

Pré-aqueça o forno em 350ºF/ 176ºC. Forre duas assadeiras com papel vegetal [parchment paper]. Coloque a farinha, a manteiga, o queijo e pimenta do reino moída a gosto no processador de alimentos. Pulse até obter uma massa levemente grudenta. Coloque a massa num superfície bem enfarinhada e amasse até ficar uma massa bem firme a macia pra abrir. Abra com um rolo e corte em rodelinhas de 3 cm. Coloque as rodelinhas nas assadeiras forradas e com a base da colher medidora de 1/2 colher de chá ou com o dedo, aperte o centro para formar uma depressão. Coloque 1/4 de colher de chá de geléia de figo na depressão no centro das bolachinhas. Leve ao forno e asse por 15 minutos. Remova do forno, deixe esfriar bem. Para guardar, use uma lata ou pote com tampa e coloque as bolachinhas em camadas intercaladas por folhas de papel vegetal.

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salsa [assada]

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Não sei quanto a vocês, mas eu tenho o péssimo hábito de muitas vezes não ver ou perceber o óbvio, como se uma tontice crônica tomasse conta do meu ser. Nem cogito ou penso em certas coisas, opções ou ideias até *plin* ver alguém fazendo.

Foi o caso dos tomatillos e da salsa de tomatillos. Há anos recebo esses tomatinhos esdruxúlos na cesta orgânica todo santo verão e todo ano eu sofro porque não sei bem o que fazer com eles. Já servi em saladas e já fiz salsa, mas sempre usando eles crus, que eu achava ser o mais comum. Até que vi uma moça fazendo salsa com eles cozidos no evento do Chez Panisse em Berkeley. Ela cozinhava os tomatillos junto com cebolas e pimentas jalapeño numa frigideira elétrica e depois batia tudo no liquificador com temperos.

Esse foi o meu *plin* pros tomatillos. Fiz uma salsa então, primeiro cozinhando alguns deles, mais uma cebola cortada ao meio, duas bullhorn peppers [que são umas pimentas vermelhas alongadas e doces] e uma pimenta jalapeño. Fiz tudo na churrasqueira para aproveitar o fogo num dia em que grelhei outras coisas, mas pode-se fazer numa frigideira ou mesmo no forno. Depois que estava tudo cozido, coloquei no liquidificador. Só removi os cabinhos das pimentas, nada mais. Juntei o suco espremido de um limão verde [que aqui chamamos de lime], mais sal e azeite. Ficou uma salsa meio picante e meio adocicada, bem cremosa e vermelha, por causa das pimentas. Comi com chips de multi grãos da minha marca natureba favorita—Food Should Taste Good.

mousse de damasco

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Esse mousse acompanhado de queijo brie dá pra ser servido como entrada ou como sobremesa, fica ao gosto do freguês. No almoço de Páscoa coloquei os pratinhos na mesa, um pra cada convidado e alguns comeram no inicio e outros no final, junto com a sobremesa.

Cozinhe uma xícara de damascos secos com um pouco de água e açúcar. Deixe esfriar e bata no processador ou liquidificador, até obter uma pasta. Numa panela, coloque 1 xícara de suco de laranja e salpique um envelope [1 colher chá] de agar-agar. Leve a fogo e deixe ferver. Remova a panela do fogo e junte 1 xícara de purê de damasco. Coloque a mistura em forminhas individuais molhadas e leve à geladeira. Quando a mousse estiver firme, desenforme num pratinho e sirva acompanhada de fatias de queijo brie.

Usei damascos secos californianos, que custavam um pouco mais caros que os damascos turcos à venda na mesma loja. Escolhi esses porque procuro sempre dar uma forcinha pros produtos locais e evito o quanto posso consumir produtos que tiveram que voar de um continente para o outro, gastando combustivel, poluindo a atmosfera, eteceterá.

mousse de queijo de cabra

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A receita que vi no The Kitchn tinha um nome e um procedimento mais complicado—goat cheese panna cotta with canned cranberry jelly cut-outs. Eu simplifiquei pra mousse, trocando a gelatina em pó pelo agar-agar, o iogurte pelo kefir de leite de cabra e mudando um pouco o modo de fazer por razões práticas. Eu teria feito a receita com a gelatina se tivesse tempo sobrando, mas como não tinha, otimizei. Usei as mesmas medidas, tudo exato. Como resolvi fazer em formar maiores, deu cinco estrelonas. Se fizer na forma de mini muffin como a receita manda, é para dar 24 moussezinhas. Como eu não tinha ciboulettes o suficiente, usei salsinha picadinha e ciboulettes só para decorar. A geléia de cranberry é daquelas de lata, que e só fatiar e cortar a decoração com cortadores de biscoitos. Mas pode substituir por qualquer outro doce em pasta—goiabada, marmelada, figada. Quando eu anunciei que a geléia era de cranberry, o Uriel e o Gabriel se espantaram. Eles acharam que era goiabada e estavam adorando a novidade. Então, sigam essa dica. [*pisc!]

115 gr de queijo de cabra em temperatura ambiente
1 colher de chá de gelatina em pó sem sabor [*usei 1 colher de sopa de agar-agar]
1 xícara de creme de leite fresco
1/2 xícara de iogurte natural integral [*usei kefir de leite de cabra]
1/4 xícara de ciboulettes picadinha [extra para decorar]
Sal e pimenta do reino moída na hora a gosto
1 lata de geléia de cranberry [ou outro doce de fruta em pasta, fácil de cortar]

Amasse bem o queijo com um garfo, junte o iogurte [usei kefir] e a ciboulette [usei salsinha]. Numa panelinha, coloque o creme de leite fresco e salpique com o agar-agar. Leve ao fogo médio e deixe ferver. Desligue o fogo. Junte a mistura de queijo no creme de leite. Bata bem com um batedor de arame, junte o sal e a pimenta. Coloque em forminhas untadas com óleo vegetal e leve à geladeira até firmar. Como usei o agar-agar a espera foi curta. Para fazer com a gelatina em pó, siga as instruções originais.

Remova as mousses das forminhas. Na hora de servir decore com fatias de geléia de cranberry cortada em rodelas ou estrelas. Salpique com ciboulettes picadinhas

pasta de berinjela [assada]

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Fiz essa pasta de berinjela inúmeras vezes. Fica uma delícia, pra comer com pão árabe torradinho, chips naturebas, torradas, bolachinhas, o que você quiser. Já fiz grelhando as berinjelas na churrasqueira e no forno. Das duas maneiras dá certo e fica ótimo. Acho que na churrasqueira o processo é mais rápido e deixa a polpa da berinjela com um sabor mais intenso, mais defumado, Mas fazendo no forno também dá certo.

Normalmente uso de 2 a 3 berinjelas. Mas pode-se fazer mais, pois essa pasta se conserva muito bem e por muitos dias na geladeira. Você pode variar as ervinhas e adicionar ou não as frutinhas secas.

2 ou 3 berinjelas médias
1 colher de sopa de tahine [pasta de gergelim]
Suco e raspas de meio limão
Azeite a gosto
Sal a gosto
Uma pitada de pimenta vermelha
Ervinhas frescas picadas a gosto
[*já fiz com salsinha, ciboulettes e até coentro]
Um punhadinho de berberis secas [zereshk]

Coloque as berinjelas lavadas e inteiras no forno [ou na churrasqueira] pré-aquecido em 400ºF/ 205ºC e asse, virando as berinjelas durante o processo, até que a casca fique bem tostada e escura. Remova do forno, deixe esfriar e remova toda a casca das berinjelas. Você pode fazer isso com bastante antecedência, até dias antes, e guardar a polpa assada numa vasilha com tampa na geladeira.

Para preparar a pasta, amasse bem a polpa da berinjela assada com um garfo, tempere com o limão, tahine, azeite, sal e pimenta. Junte as frutinhas secas e as ervinhas picadas. Guarde na geladeira até a hora de servir. Se quiser, pode decorar com sementes frescas de romã.

jalapeño poppers

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Nós somos uns frangotes quando se trata de pimenta. Provamos uma micro dose e já saimos despirocados correndo em círculos com cara de desespero—água, água, leite, leite, iogurteeeeee! Todo verão recebo pimentas na cesta orgânica, que mofam, apodrecem, secam, fossilizam e eu não arrumo coragem pra usá-las. Tenho medo delas, assumo! Mas ao mesmo tempo que tenho medo, as pimentas me seduzem. Caso psicótico clássico, né? Vai dai que comecei a ter umas visões perturbantes. De repente todos os websites norte-americanos de culinária começaram a publicar receitinhas com as maRditas e eu fui ficando com os beiços moles de tanta vontade de provar uma dessas tais de jalapeño poppers.

Cuidadosamente comprei 14 jalapeños e investiguei profundamente todas as receitas disponíveis. Todas eram feitas no forno, mas eu queria fazer na churrasqueira. Quando achei um vídeo de um cara fazendo o que eu queria fazer, com sucesso, fui em frente. Decidi fazer do meu jeito também com o recheio. A maioria das receitas usavam cream cheese, mas eu não tinha. Substituí por mascarpone. Também quis fazer com bacon. Pra quem está acostumado com pimenta, essas poppers serão devoradas como amendoins. Pra nós, foi assim como se pinchar numa grande aventura. A boca ardeu, o olho chorou, o coração disparou, mas foi muito legal!

As poppers feitas na churrasqueira precisam de vigilância. Tem que ficar ali, checando. Molhe os palitos na água antes, pra eles não incendiarem. Se for fazer no forno, não se preocupe.

14 pimentas jalapeños abertas e sem sementes
1/4 xícara de mascarpone
1/4 xícara de queijo de cabra
Um punhadinho de salsinha fresca
7 tiras de bacon [*eu uso os do Niman Ranch]

Com luvas ou com as mãos untadas com óleo vegetal, corte as pimentas e remova as sementes. Misture os dois queijos e a salsinha. Pode fazer no mini processador. Recheie cada jalapeño com a mistura de queijo, enrole metade de uma tira de bacon em cada e prenda com um palito. Coloque numa forma forrada com papel alumínio e leve ao forno pré-aquecido em 400ºF/ 205ºC. Asse até o bacon ficar crocante. Eu fiz na churrasqueira, mas se fizer sem o bacon dá pra cozinhar rapidamente usando o broiler do fogão.

tapenade com figo e citros

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A Anna Thomas comenta antes de dar a receita desse tapenade no seu livro Love Soup, que ele é uma ótima entrada para ser servido acompanhado de um vinho branco gelado numa noite de verão. Mas pra mim não rola esperar por uma noite de verão, né? Ainda mais que no inicio do outono caí de boca nos figos secos vendidos na banca do Farmers Market de um senhorzinho, que sempre tem poucas quantidades de produtos excelentes. Esses figos secos naturalmente no sol, são o fino na bossa. Feios, porem os mais gostosos, sem falar que não tem nenhuma quimica. O resto dos ingredientes da receita, nem preciso comentar: azeitonas, limão, laranja, temperinhos. Adorei o resultado desse tapenade, que fica mais adocicado que o feito só com azeitonas. Servi com torradinhas de pão francês e foi duro—duro não, foi mesmo quase impossível, parar de comer.

90 gr de figo seco
1 xícara [180 gr] de azeitonas pretas kalamata
1 colher de sopa de alcaparras escorridas
1 colher de chá de alho picadinho
1 colher e chá de alecrim fresco ou seco picadinho
1 colher de chá de tomilho fresco ou seco picadinho
1/4 xícara [60 ml] de azeite de oliva [do frutado se tiver]
2 colheres de chá de suco de limão
1 colher de chá de raspinhas da casca de laranja
Pimenta do reino moída na hora
Sal marinho, se necessário [*não usei]

Coloque os figos numa panela com 1 xícara de água e cozinhe tampado em fogo baixo até as frutas ficarem molinhas. Coe os figos e guarde liquido. No processador combine todos os ingredientes e pulse até obter a textura ideal de uma pasta grossa. Se precisar adicione um pouco da água reservada, onde czinhou os figos. Sirva o tapenade com torradas, crostinis, bolachas salgadas, pita bread tostado, eteceterá.

caponata com azeitonas kalamata e queijo asiago

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Esta receita de caponata with kalamata olives and asiago cheese estava pacientemente enfileirada na minha interminável to-do list. Ela saiu na edição de abril de 2009 da revista Food & Wine e é uma excelente maneira de usar os legumes excedentes que abarrotam a geladeira no final do verão. Eu já tinha feito uma caponata com receita da Alice Waters no ano passado, mas gostei mais desta versão, colorida com a adição das abobrinhas. O modo de fazer é um pouco trabalhoso, refogando cada legume separadamente, mas o resultado vale muito a pena.

Serve de 6 a 8 pessoas
1/2 xícara de vinagre balsâmico
1 colher de sopa de açúcar
5 colheres de sopa de azeite
2 berinjelas grandes cortadas em cubinhos
2 abobrinhas verdes cortadas em cubinhos
2 abobrinhas amarelas cortadas em cubinhos
3 dentes de alho picados
2 talos grandes de salsão picados
1 cebola média picada
1 pimentão vermelho picado
1 lata de tomates drenados e picados [*usei tomate fresco]
1 xícara de azeitonas pretas kalamata
2 colheres de sopa de salsinha fresca picada [*usei manjericão]
2 colheres de sopa de orégano fresco picado
Sal e pimenta do reino moída na hora
Queijo Asiago fatiado
Torradas ou fatias de baguette para servir.

Numa panela misture o balsâmico e o açúcar. Coloque no fogo e deixe ferver em fogo médio até reduzir, por uns 5 minutos, Deixe esfriar.

Numa panela grande coloque 3 colheres de sopa de azeite, deixe esquentar e jogue os cubinhos de berinjela. Coloque sal e pimenta a gosto e refogue em fogo médio por 2 minutos. Reduza o fogo e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando, até a berinjela ficar bem macia. Retire com uma colher grande e coloque numa saladeira. Reserve.

Na mesma panela coloque as 2 colheres restantes de azeite. Adicione as abobrinhas, tempere com sal e pimenta e refogue por uns 7 minutos, até ficarem macias. Remova com uma colher para o mesma vasilha das berinjelas.

Ainda na mesma panela, adicione o alho, cebola e salsão picados. Refogue por uns 5 minutos. Adicione o pimentão vermelho e refogue por mais uns 5 minutos. Transfira tudo para a mesma vasilha com as berinjelas e abobrinhas. Adicione os tomates picados, as azeitonas, a salsinha e orégano, e o xarope de balsâmico. Misture tudo gentilmente. Se quiser adicione mais sal e pimenta. Sirva a caponata com fatias de queijo Asiago [ou outro queijo robusto] e fatias de pão ou torrada. A caponata pode ser feita com antecedência e guardada na geladeira por até 3 dias.

figo grelhado com prosciutto

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A revista Martha Stewart Living de Julho de 2009 trouxe uma reportagem super bonita, com receitas de aperitivos em diversas partes do mundo. Esses figos grelhados são servidos em Veneza. São feitos com a fruta da variedade de casca verde e pancetta. Eu não achei pancetta, usei então fatias finíssimas de prosciutto. E troquei as sementes de fennel pela de anise [erva-doce], pois acho as duas bem parecidas. Ficou um aperitivo delicioso, que devoramos acompanhado de limonata no domingo à tarde.

6 figos cortados ao meio
1/2 colher de chá de sementes de fennel [*usei a de anise—erva-doce]
6 fatias finas de pancetta [*usei prosciutto]

Pré-aqueça o broiler*. Jogue as sementes sobre as partes cortadas dos figos e embrulhe cada uma numa fatia de prosciutto. Arranje numa assadeira com a parte cortada para baixo. Coloque sob o broiler e deixe por 3 minutos. Vire cada figo e deixe sob o broiler mais 3 minutos. Sirva morno ou frio acompanhado de prosecco ou outra bebida refrescante e borbulhante.

*Se não tiver broiler faça no forno, com temperatura bem alta.

salsa de milho e tomatillos

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Essa salsa foi criada num domingo, durante uma deliberada faxina na geladeira quando eu tentava usar o máximo possível de ingredientes da semana anterior e abrir espaço para a chegada da cesta orgânica da segunda-feira. Liguei a churrasqueira e coloquei tudo que fosse possível grelhar: espigas de milho na palha, cebolas embrulhadas em papel alumínio e temperadas com sal marinho, orégano fresco e azeite, algumas pimentas jalapeño e vários pimentões verde clarinho chamados de gypsy pepper e que eu acho muito do sem graça. Removi a pele e as sementes dos pimentões grelhados e fiz uma salada tipo antepasto temperada com aceto balsâmico que desapareceu numa estalada de dedo. Com os outros ingredientes fiz esta salsa, para comer com chips naturebas—eu compro os de azeitona e os de multigrãos da marca Food Should Taste Good.

Para fazer a salsa eu piquei vários tomatillos que estavam acumulando há três semanas na gaveta da geladeira. Esse ingrediente é interessante, mas é meio chato de usar. Não há muitas idéias de como utilizá-lo, a não ser em forma de salada ou salsa, cozidos ou crus. Eu usei os tomatillos crus e misturei com os grãos de milho grelhados, que removi da espiga com uma faca, mais as cebolas assadas e as pimentas jalapeño grelhadas, que removi a pele e as sementes e piquei. Não tinha coentro fresco, que seria mais apropriado, então usei orégano fresco que era a erva que eu tinha disponível. Temperei com suco de limão, sal marinho e azeite. Ficou uma salsa-salada muito gostosa, para comer com esses chips mais gostosos ainda.

tâmara recheada com queijo de cabra & amêndoa

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Tinha descolado essa receitinha pra fazer na noite de Ano Novo como aperitivo, mas adivinha só o que aconteceu—esqueci de fazer!

Mas meu esquecimento não ficou por isso mesmo, ontem resgatei as tâmaras californianas fresquinhas do armário e devoramos uma a uma, recheadas com queijo de cabra e amêndoa.

É só abrir a tâmara com uma faquinha, remover o caroço, rechear com uma bolota de queijo de cabra e repousar ali, confortavelmente, uma linda amêndoa torrada. Depois disso é só abocanhar e hmmmmmmhmmmmmhmmm!

antepasto de berinjela & pimentão

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Não tem segredo nenhum nessa receita, que com certeza todo mundo tem a sua especial ou faz de improviso, como eu fiz. O pessoal da fazenda avisou que as berinjelas dessa semana seriam as últimas mesmo—a-a-aleluia! Sinceramente, as berinjelas já deram pra mim este ano. Assim também como os pimentões, que eu já estava fazendo uma coleção como se fossem bijous: verdes, amarelos, vermelhos, os chamados de pimenta doce, sem falar nas pimentas. Hora de dizer chega, né? Pra isso eu precisei de uma receita que detonasse todos esses legumes de uma vez, quando também aproveitei pra gastar a dentadura dinossaurica de alho.

É só refogar o alho em azeite, depois jogar as berinjelas e pimentões picados, refogar, temperar com sal, pimenta, ervinhas frescas ou secas [usei a provençal], depois jogar umas azeitonas e uma pimenta vermelha picadinha e cozinhar, cozinhar, cozinhar, cozinhar, sempre em fogo baixo.

Baba ganoush

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Inspirada pela receita da Lara, resolvi fazer a minha versão do baba ganoush.

Usei uma berinjela roxa grande, que tostei na churrasqueira, aproveitando o fogo, o calor e o espaço, enquanto fazia o almoço de ontem. Deixei esfriar e no processo escorreu bastante liquido. Mais tarde removi a casca tostada e piquei a polpa numa vasilha. Não passei no food processor, pois quis que ficasse pedaçuda.

Acrescentei:
Sal a gosto
Suco de um limão verde pequeno
Duas colheres de sopa de Tahini [pasta de gergelim - usei o tostado]
Bastante salsinha picada
Um punhado de pine nuts [pinoles] tostadas
Misturei tudo muito bem e reguei com um fio de azeite.

Comemos com chips de pita bread tostados. Ficou mais saboroso no dia seguinte. Toda receita de baba ganouch leva alho, mas eu detesto colocar alho cru em pratos que não vão ser cozidos, porque ele deixa um gosto ruim na boca que não tem pastilha de mentol que resolva. Mas eu acho que uns dentes de alho assado [roasted] iriam dar um toque interessante nessa pasta. Fica para a próxima vez.




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