clafoutis de damasco

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Exagerei na compra do damasco fresco no último sábado, porque a temporada é bem curta e piscou, acabou. Daí que fica difícil de consumir uma quantidade de frutas absurda antes delas amadurecerem demais ou estragarem. A solução é sempre fazer alguma receita com elas. Adorei essa versão do clafoutis com respingos de brandy e uma massa que parece um pudim. E não fica muito doce, exatamente como nós gostamos!

2 colheres de sopa de manteiga sem sal
500 gr de damascos frescos sem caroço e cortados ao meio
2 colheres de chá de brandy ou conhaque
2 ovos caipiras
3/4 xícara mais 2 colheres de sopa de leite integral
6 colheres de sopa de açúcar
1 colher de chá de raspas da casca de limão
1 colher de chá de extrato de baunilha
Uma pitada de sal kosher
1/3 xícara de farinha de trigo
Açúcar de confeiteiro para decorar, se quiser

Pré-aqueça o forno a 375°F / 190°C. Numa forma de 23 cm derreta a manteiga. Disponha os damascos cortados ao meio em uma camada uniforme no fundo da forma e regue com o conhaque.

No liquidificador, processar os ovos, o leite, o açúcar, as raspas de limão, a baunilha, o sal e a farinha até ficar homogêneo. Despeje a massa sobre os damascos.

Leve ao forno e asse até que o clafoutis é ficar dourado, aproximadamente 45 minutos. Deixe esfriar um pouco sobre uma grade. Polvilhe com açúcar de confeiteiro e sirva imediatamente.

cheesecake de morango

cheesecake morango

Essa receita do NYT me atraiu por algumas razões—o vinho, os morangos e o queijo de cabra. Também gostei do fato dela fazer uma massa que simula aquela feita com bolacha. Se não fosse por esses detalhes eu talvez tivesse passado batido, porque não sou a maior fanzoca de cheesecake do planeta. Mas esse fica muito interessante, nós gostamos muito. Como não tinha certeza que iria ficar bom, decidi fazer somente meia receita, por isso saiu uma tortinha pequena. Mas vou publicar a receita inteira. Também errei deixando a massa muito alta pra forma pequena, então não deu o efeito intencionado de ficar uma parte do recheio aparecendo. Mas nós não nos importamos com esse detalhe e comemos o cheesecake inteiro, não sobrou migalha.

para a massa:
115 gramas de manteiga sem sal em temperatura ambiente
2 colheres de sopa de açúcar mascavo escuro
2 colheres de sopa de mel
1 xícara de farinha de trigo
1/4 xícara de farinha de trigo integral
1 colher de sopa cacau em pó sem açúcar
3/4 colher de chá de sal kosher
1/4 colher de chá de canela em pó

para o recheio:
1/2 xícara de vinho tinto seco
1 envelope de 7 gramas [2 e 1/4 colheres de chá] de gelatina em pó sem sabor
455 gramas de cream cheese em temperature ambient
2/3 xícara de açúcar
225 gramas de queijo de cabra fresco em temperatura ambiente
455 gramas de morangos frescos picados grosseiramente

Prepare a massa: Na batedeira ou no processador de alimentos, bata a manteiga e o açúcar mascavo juntos até ficar um creme homogêneo, cerca de 1 minuto. Acrescente o mel. Em uma tigela misture com um batedor de arame as farinhas, o cacau, o sal e a canela. Com a batedeira em velocidade baixa ou usando o botão de pulso no processador de alimentos, adicione os ingredientes secos à mistura de manteiga em dois lotes. Despeje a massa sobre uma folha de plástico. Achate em um disco e leve à geladeira por pelo menos 2 horas ou durante a noite.

Coloque a massa entre duas folhas de papel vegetal ou manteiga. Trabalhando rapidamente abra a massa bem fina. Se a massa ficar muito mole, recoloque na geladeira até ficar firme outra vez. Transfira a massa para uma forma de fundo removível de 22 cm. Pressione a massa no fundo da forma e até dois terços da altura nos lados. Fure o fundo da massa com um garfo. Leve à geladeira 20 minutos.

Aqueça o forno a 325ºF/ 162ºC. Coloque a forma sobre uma assadeira e leve ao forno. Asse até que a massa fique levemente dourada e seca ao toque, por cerca de 25 minutos. Deixe esfriar completamente sobre uma grade.

Enquanto isso, prepare o recheio: Coloque o vinho tinto em uma panela pequena e polvilhe a gelatina por cima. Deixe descansar por 5 minutos, até que ela seja absorvida pelo liquido. Coloque panela em fogo baixo e mexa até dissolver a gelatina. Não deixe ferver, pois isso afeta o seu poder de gelificação. Deixe esfriar.

Em um processador de alimentos ou batedeira, misture o cream cheese, o açúcar e o queijo de cabra; bata bem até ficar homogêneo. Pare de uma ou duas vezes para raspar as laterais da tigela com uma espátula e misture novamente. Adicione os morangos picados e a mistura de gelatina e bata até incorporar. Coloque a mistura na massa; cubra frouxamente com filme plástico e leve à geladeira por pelo menos 6 horas ou durante a noite. Decore com morangos cortados em pedaços ou inteiros antes de servir.

»»» a receita com vídeo.

cheesecake morango

mousse de chocolate
[feito com abacate]

mousse de chocolate

Esse mousse não é novidade, nem invenção minha, mas virava e mexia eu dava de cara com a ideia. Outro dia meu amigo contou que tinha comido um mousse de chocolate maravilhoso num restaurante em Sacramento e que tinha lembrado de mim porque a sobremesa era feita com abacate. Como todo americano, ele ficou surpreso quando descobriu que no Brasil crescemos comendo abacate como sobremesa, batido com leite ou limão. Pois esse mousse é a mesma coisa, só que acrescenta cacau em pó. Eu fiz no processador de alimentos porque meu liquidificador está quebrado. O segredo é bater bastante, parando a máquina vez ou outra pra limpar as bordas com uma espátula. Já fiz várias vezes, todas ficaram ótimas. Pode acrescentar um pouco de liquido se o abacate for daqueles de polpa mais firme. Eu usei um dedinho de leite de amêndoa. Mas se o abacate for bem molinho e maduro, nem precisa. Como eu DETESTO aqueles mousses feitos com não-sei-quantos mil ovos, essa receita foi simplesmente um oásis de deliciosidade. Se você nunca fez, faça e depois me diga se não é o Fino da Bossa!

Polpa de 1 e 1/2 avocados
2 colheres de sopa de cacau em pó [usei o Valrhona]
Mel a gosto ou outro adoçante da sua preferência
Um pouquinho de leite de amêndoa, se achar que precisa
Coloque tudo no copo do liquidificador ou processador e bata bem até obter um creme bem espesso. Coloque em taças e leve pra gelar. Eu salpiquei com sal Maldon na hora de servir, mas não precisa.

flummeries

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Não sei como eu encontrei essa receita, mas assim que vi esses pudinzinhos decidi que eles seriam a sobremesa que eu iria fazer para o nosso almoço de Páscoa. Fui pesquisar o que eram os flummeries e só posso dizer que eles são uma sobremesa de gelatina bem antiga e que podiam ser complicadas e com um visual bem rebuscado. Felizmente esta versão é bem simples de fazer, mas o resultado não deixa de ser excelente. Os flummeries ficam bem cremosos e combinam muito bem com frutas frescas. Escolhi os morangos que acabaram de chegar por aqui.

1 envelope de gelatina sem sabor [1 colher de sopa]
1/2 xícara de Sherry doce [ou conhaque]
2 xícaras mais 2 colheres de sopa de creme de leite fresco
1/3 xícara de açúcar
1 colher de chá de raspas da casca de um limão fresco

Numa tigela pequena polvilhe a gelatina sobre o Sherry. Enquanto isso aqueça o creme de leite, o açúcar e as raspas de limão, mexendo com um batedor de arame até que o açúcar fique totalmente dissolvido. Retire do fogo e adicione à mistura de gelatina, misturando bem. Despeje tudo por uma peneira fina em uma jarra medidora de vidro grande e despeje em forminhas ou moldes. Leve à geladeira até firmar completamente, por pelo menos 6 horas. Para desenformar as flummeries mergulhe as forminhas uma de cada vez, em uma vasilha com água quente por 2 segundos, puxe as bordas delicadamente com os dedos ou com a borda de uma faca e inverta sobre os pratos.

tâmaras recheadas
com amêndoas—tamr bi loz

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Tenho usado muito um livro lindo da Claudia Roden que eu tenho chamado The New Book of Middle Eastern Food para procurar por receitas ou me inspirar. Faço buscas por ingredientes [agora os aparecidos da primavera] ou apenas dou uma folheada para achar ideias diferentes. Esses docinhos captaram a minha atenção, porque são tão simples de fazer e nada que leve esse tipo de ingredientes pode não dar certo ou não ficar bom. Usei todas as Medjool orgânicas que tinha comprado no inverno. Essas tâmaras recheadas ficam parecendo bombons. Uma delicia que derrete na boca. Fiz com amêndoas e água de flor de laranjeira, mas quero fazer novamente usando pistachios e água de rosas. No livro a Claudia Roden conta que no Norte da Africa o recheio de amêndoas é tingido de verde para parecer pistachio, que é considerado mais refinado.

1 e 1/2 xícara de amêndoas ou pistachios
1/2 xícara de açúcar super fino
2 a 3 colheres de sopa de água de rosas ou de flor de laranjeira
500 gr de tâmaras secas [das macias californianas ou tunisianas]

Num processador de alimentos misture as amêndoas [ou pistachios] com o açúcar e a água de flor de laranjeira [ou de rosas]. Pulse até obter uma pasta bem firme, que possa ser moldada com os dedos. Abra as tâmaras com cuidado usando a ponta de uma faca afiada. Remova a semente e recheie com uma quantidade generosa da pasta de amêndoa. Guarde num recipiente com tampa.

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com pistachios & água de rosas

peras assadas com verjuice
açafrão & alecrim

peras assadas

Em todos os livros do Yotam Ottolenghi eu via receitas que mencionavam um ingrediente chamado verjuice, mas nunca tive a curiosidade de procurar e comprar. Até outro dia quando aportei no mercadinho de produtos internacionais onde vou de vez em quando. Vou lá porque gosto de olhar as mercadorias indianas e do oriente médio, mas vou também por que eles vendem uns ingredientes brasileiros e eu às vezes peço pra proprietária indiana encomendar coisas com o fornecedor brazuca dela. Neste dia eu fui lá pedir pra ela trazer bananinha do tachão de ubatuba [podem rir, mas quem tem boca vai à Roma, né?]. Ela não é boba e está trazendo cada vez mais produtos brasileiros, como carne seca, queijo catupiry e goiabada cascão. Bom, nesse dia eu finalmente vi as garrafas de verjuice e a luz verde piscou dizendo—compra, compra, compra! e eu comprei. Essa foi a primeira receita que fiz com esse suco de uvas verdes que é muito usado para substituir sucos cítricos ou vinagre em inúmeras receitas salgadas e doces. As peras usadas aqui precisam estar bem firmes, porque elas vão assar por um período longo e precisam ficar inteiras, não podem desmanchar. O verjuice e o mel formam uma calda muito deliciosa. Essa receita faz uma sobremesa bem delicada, intrigante e sofisticada, muito boa para uma ocasião festiva.

250ml de mel
400ml de verjuice
2 pitadas de açafrão
2 ramos de alecrim fresco
8 peras Bosc, firmes

Pré-aqueça o forno a 356ºF/180ºC. Numa panela média coloque todos os ingredientes, menos as peras, e deixe ferver. Remova do fogo e reserve.

Descasque as peras, corte ao meio longitudinalmente e retire o núcleo mas deixe a haste intacta. Coloque as peras em um prato refratário ou dde cerâmica e despeje o líquido por cima. Cubra o prato com papel alumínio. Asse por 40 minutos, vire as peras algumas vezes na calda quente e deixe cozinhar por mais 30 minutos ou até ficar cozido, removendo o papel alumínio nos últimos 10 minutos. Retire do forno deixe esfriar um pouco e sirva com sorvete ou um creme inglês, se quiser. Eu não quis.

pudim de gengibre

pudim de gengibre

Essa receita [a segunda, depois da panna cotta] é perfeita para quem gosta de gengibre, como nós. Eu fiz a infusão de um dia para o outro por fatores alheios à minha vontade de terminar a receita—decidimos ir ao cinema de último minuto e tive que largar tudo como estava. Mas acho que isso não foi problema, apenas deixou o pudim mais gengibrudo. Nós adoramos!

3 xícaras de leite integral
100gr de gengibre fresco cortado em fatias finas
3 e 1/2 colheres de sopa de amido de milho [maizena]
1/4 xícara mais 2 colheres de sopa de açúcar
1 pitada de sal
1 ovo caipira grande
Gengibre cristalizado picado para decorar

Aqueça o leite e gengibre fatiado em uma panela média até quase ferver, tampe e deixe descansar por 30 minutos [eu deixei de um dia para o outro]. Remova o gengibre e descarte. Em uma tigela pequena misture o amido de milho e um pouco do leite aromatizado. Misture o açúcar e o sal ao leite aromatizado e depois acrescente a mistura de amido de milho e leite. Leve ao fogo, deixe ferver, abaixe o fogo e cozinhe mexendo constantemente até que o pudim engrosse, por cerca de 6 minutos. Retire do fogo.

Bata ovo em uma tigela refratária e jogue no pudim mexendo constantemente. Coloque o pudim em taças e leve à geladeira para gelar. Na hora de servir decore cada taça com gengibre cristalizado. Faz 6 porções.

panna cotta de louro
[com redução de balsâmico]

panna cotta de louro

As melhores receitas para mim são as que me oferecem uma aventura, algo inusitado, uma mistura de ingredientes jamais pensados, um item diferente, uma novidade. Nem vou mentir que sou bem chata para comer e naõ me venham com ovas de peixe, carne ou ovos crus, fígado de animais, bichos com tentáculos ou lesmas. Mas em se tratando de uma sobremesa usando ingredientes de pratos quentes ou saladas, sou absolutamente cabeça aberta. Essa receita de panna cotta aromatizada com folhas de louro fez totalmente a nossa cabeça. Adoramos!

1 xícara de leite integral
3 folhas de louro frescas
2 xícaras de creme de leite
3/4 de colher de sopa [ ou1 envelope] de gelatina sem sabor
1/2 xícara de açúcar
1 pitada de sal

Para a redução de balsâmico, coloque uma quantidade de vinagre numa panela e leve ao fogo médio-baixo até engrossar. Cuidado para não passar do ponto e queimar!

Numa panela aqueça o leite com folhas de louro até quase ferver. Cubra e retire do fogo, deixe descansar por 30 minutos, depois coe e descarte as folhas. Unte 6 forminhas com óleo vegetal. Despeje 1 xícara de creme de leite em uma tigela e polvilhe a gelatina por cima. Mexa com um garfo e deixe de molho 5 minutos.

Misture o leite aromatizado com o louro, o açúcar e sal em uma panela. Mexa em fogo médio- alto até que o açúcar se dissolva, deixe a mistura ferver. Desligue o fogo e retire ia panela mediatamente. Adicione a mistura de gelatina e creme à de leite e mexa bem. Adicione a 1 xícara extra de creme de leite.

Divida a mistura entre as 6 forminhas. Leve à geladeira até ficar firme, cerca de 6 horas. Um pouco antes de servir mergulhar as forminhas rapidamente em água quente. Inverter em pratos e regar com a redução de vinagre balsâmico.

ricota com vino santo
[& pêssegos frescos]

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Outra sobremesa de verão inspirada pelo livro Seasonal Fruit Desserts da Deborah Madison. Fiz novamente a receita de ricota, desta vez drenei num pano mais grosso e por menos tempo e ela ficou mais liquida. Temperei essa ricota com raspas de casca de laranja, açúcar de confeiteiro a gosto e uma dose de Vin Santo. Bati bem com um batedor de arame e deixei gelar por algumas horas. Quando for servir é só colocar a ricota temperada nos potinhos e servir com fatias de pêssego fresco cortadas na hora.

massa para galette

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galette de uva branca & alecrim

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galette de damasco & lavanda

As frutas de verão são ótimas para fazer essa tortinha rápida e prática chamada galette. Dá pra misturar frutas com ervas e até usar ingredientes mais inusitados como o azeite. Nos meus arquivos eu tinha essa receita bem diferente de massa de galette publicada pelo NYTimes. Gostei da ideia dessa massa mais pãozuda, porque as massas de galette são geralmente daquelas quebradiças feitas à base de manteiga. Gostei do resultado, com uma massa muito fácil de abrir e cheirosa [como tudo que vai fermento de pão]. Como a receita faz dois discos de massa, fiz duas galettes. A de damasco servi como sobremesa no almoço e a de uva foi protagonista do nosso lanche do final do domingo.

faz 2 galettes
1 e 1/2 colheres de chá de fermento biológico seco [para pão]
1/2 xícara de água morna
2 colheres de sopa mais 1/4 de colher de chá de açúcar
1 ovo caipira grande em temperatura ambiente, batido
1 xícara de farinha de trigo integral
1 e 1/4 xícaras de farinha de trigo branca
1/4 de xícara de farinha de amêndoas [ou amêndoas moídas]
1/2 colher de chá de sal
4 colheres de sopa de manteiga sem sal em temperatura ambiente

Dissolver o fermento de pão na água morna. Adicionar 1/4 de colher de chá de açúcar e deixar descansar por 5 minutos até que a mistura fique meio cremosa. Adicione o ovo batido e reserve.

Na batedeira equipada com a pá peneire as farinhas, as 2 colheres de sopa de açúcar e o sa. Adicione a manteiga e bata em velocidade baixa até que a mistura fique quebradiça. Adicione a mistura liquida de fermento e continue batendo em velocidade baixa até formar uma massa. Coloque essa massa sobre uma superfície levemente enfarinhada e amasse delicadamente até ela ficar bem lisa, por cerca de um minuto. Formar uma bola com a massa e colocar em uma tigela levemente untada com manteiga, cobrir com filme plástico e deixar a massa crescer em um local sem correntes de ar até que tenha dobrado de tamanho, por cerca de 1 hora.

Coloque a massa numa superfície levemente enfarinhada e divida em duas partes iguais. Moldar cada pedaço em uma bola sem amassar, cobrir com filme plástico e deixar descansar por 5 minutos.

Abra a massa com cerca de 20 centímetros de diâmetro. Coloque sobre uma assadeira coberta com papel vegetal. Pode cobrir a massa aberta com plástico e levar ao congelador, se quiser guardar uma delas pra usar numa outra ocasião. Para descongelar é só deixar por alguns minutos em temperatura ambiente. Para fazer as galettes coloque o recheio no centro da massa e leve ao forno pré-aquecido em 365ºF/ 185ºC até a massa ficar bem dourada e o recheio cozido, certa de 20-30 minutos.

»para fazer o recheio de damascos com lavanda—lave e corte meio quilo de damascos ao meio, remova os caroços. tempere os damascos com suco de meio limão, 1 pitada de sal, 1 colher de sopa de amido de milho, 1/2 xícara de açúcar de lavanda , misturar bem e rechear a massa. pode molhar as bordas da massa com água e salpicar açúcar, nessa eu usei o açúcar perolado.

»para fazer o recheio de uvas brancas & alecrim—lave e corte ao meio três cachos grandes de uva branca sem semente, misture com três galhinhos de alecrim fresco, tempere com azeite de laranja [ou outro bem frutado] e um pouco de açúcar demerara. recheie a massa. pode molhar as bordas da massa com água e salpicar açúcar demerara.

figo com anis, ricota e avelã

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Na semana retrasada perdi por questão de segundos a última caixinha de figos que um dos produtores do Farmers Market de Woodland estava vendendo. Fiquei emocionalmente arrasada. Neste último sábado cheguei mais cedo e consegui comprar duas caixinhas. Essa é a primeira leva dos figos, que fazem um pequeno hiato e regressam no final de agosto para encerrar o verão num apoteótico gran finale. Comemos alguns dos figos al natural, acompanhados de mel e queijo brie. O restante eu assei, inspirada numa receita da Deborah Madison, que faz a versão sem assar e que também deve ficar muito bom. É regar os figos com um licor de anis [usei o Pernod] salpicar com um pouco de açúcar demerara e coloca-los para assar rapidamente no forno. Depois é só servir com ricota fresca e avelãs [ou amêndoas] tostadas.

torta de maçã sueca

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Tivemos um domingo absolutamente agradável, tanto que pudemos almoçar, tomar o chá da tarde e depois fazer o lanche da noite no gazebo do nosso quintal. Até os gatos aproveitaram ao máximo o dia. O velhinho Misty veio tomar sol na porta da cozinha e até arriscou uns passinhos no quintal e o Roux passou o dia entrando e saindo por todas as portas que davam acesso ao quintal, fazendo caminhadas por entre as plantas e rolando e se espreguiçando no cimento do chão. Acho que ele nem dormiu nesse dia. Exatamente às 5 da tarde preparei um cházinho de capim-limão que servi acompanhado dessa torta de maçã sueca que preparei numa piscada.

7 colheres de sopa de manteiga
1/3 xícara de açúcar
1/2 xícara de amêndoas [ou avelãs] picadas
1 ovo caipira [usei o de pata]
1/2 xícara de farinha de amêndoa [pode ser também de trigo ou de arroz]
1 colher de chá de fermento em pó
Umas gotas de extrato de amêndoa [opcional]
1 maçã grande descascada e cortada em fatias
[usei a variedade Granny Smith]

Pré-aqueça o forno em 360ºF/ 182ºC. Na batedeira bata bem a manteiga e o açúcar até formar um creme. Junte os outros ingredientes e misture bem. Unte uma forma redonda com manteiga e polvilhe com farinha de amêndoa. Coloque a massa na forma usando uma espátula, pois ela fica bem grossa. Espalhe bem sobre a forma. Coloque as fatias de maçã por cima da massa, apertando levemente com os dedos para as fatias afundarem um pouquinho. Polvilhe com canela em pó e açúcar se quiser [eu quis]. Asse por uns 40 minutos ou até o centro da torta ficar bem cozida. Remova do forno, deixe esfriar e sirva com creme de leite batido em chantily ou fresco, que foi como eu fiz.

torta de frutas frescas
[com creme italiano]

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Essa torta aconteceu por mero acaso, porque minha intenção era mesmo fazer um tipo de trifle com camadas de bolacha, frutas e creme. Mas durante o processo a receita tomou outro rumo e virou torta. Quando é assim, penso que era como deveria mesmo ser. Não imponho nenhuma resistência nem me arrependo. Sem falar que essa torta ficou uma delicia. Eu quis gastar muitas frutas que estavam acumuladas—melão, pêssego, mirtilo e uva. A massa foi aquela feita com bolacha e manteiga, acrescentei também um pouquinho de noz pecan. Fiz no olhão, mas essa mistura não tem muito erro. É bolacha da sua preferência e manteiga. Usei umas bolachinhas de amêndoa. É só pulsar tudo no processador até obter uma farofa bem grossa. Pressionar essa farofa no fundo de uma forma de aro e fundo removível e assar por uns 15 minutos em forno pré-aquecido a 375ºF/ 200ºC. Depois foi só picar e misturar as frutas e fazer o creme. Procurei muito por que não levasse zilhões de gemas de ovos e creme de leite e achei essa receita super fácil e praticamente perfeita. Fiz metade da quantidade, que foi suficiente para cobrir a base da torta. Remova a massa do forno, deixe esfriar, transfira para um prato ou travessa, cubra com o creme italiano, depois com a mistura de frutas e leve à geladeira até a hora de servir.

creme italiano:
1/2 xícara de açúcar
1/4 xícara de farinha de trigo
1/8 colher de chá de sal
1 e 1/2 xícara de leite integral
2 gemas de ovos caipira
1 e 1/2 colheres de sopa de manteiga sem sal
1 colher de chá de estrato puro de baunilha
1/2 colher de sopa de rum

Numa panela sobre fogo médio coloque o açúcar, farinha de trigo, sal e leite aos pouquinhos misturando bem com um batedor de arame até formar um creme. Diminua o fogo e mexa por mais 2 minutos. Adicione as gemas batidas ao creme bem devagar, batendo sempre com o batedor. Adicione a manteiga, a baunilha e o rum e mexa por mais 2 minutos. Desligue o fogo e deixe o creme esfriar totalmente antes de rechear a torta.

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pudim morno de vinho marsala

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Puxei da estante o livro What we eat when we eat alone da Deborah Madison para emprestar para uma colega no trabalho. Pra mim é impossível pegar um livro que eu não abria há anos e não dar uma relida rápida ou pelo menos uma folheada. Nesse ínterim avistei uma receita e quis fazê-la imediatamente. Muito fácil, com poucos ingredientes, esse pudim ficou pronto numa piscada. A autora recomenda que ele seja comido morno e foi o que fizemos. Frio ele já não fica tão bom. E pra ser absolutamente sincera, nem morno eu gostei tanto assim. Achei que fica um pouco forte, talvez por causa da mistura de vinho com as gemas. Mas isso é só porque eu sou uma chatoronga e não curto muito sobremesa com ovos. Mas certamente agradará comensais menos fricoteiros.

1 xícara de creme de leite fresco
3 colheres de sopa de açúcar
3 gemas de ovo caipira
1/3 de xícara de vinho marsala

Coloque uma chaleira com água para ferver. Arrange 4 ramequins, potinhos ou xícaras numa forma grande e funda. Reserve. Pré-aqueça o forno em 325ºF/ 162ºC. Numa panela pequena coloque o creme de leite e o açúcar e leve ao fogo médio até quase ferver. Mexa para ajudar a dissolver o açúcar. Numa vasilha média coloque as gemas e bata levemente. Despeje o creme de leite sobre as gemas bem devagar e mexendo delicadamente, com cuidado para não formar muita bolha. Adicione o vinho marsala e passe essa mistura por uma peneira, colocando numa jarra medidora. Divida o liquido entre os quatro ramequins colocados na forma. Encha a forma com água fervendo numa altura até a metade dos ramequins. Cubra tudo com uma folha de papel alumínio e leve ao forno por uns 25 minutos ou até os pudins ficarem firmes. Desligue o forno e deixe os pudins descansarem até ficarem mornos. Remova a forma do forno com cuidado, retire os ramequins da água e sirva.

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crostata de pêssego

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Os pêssegos do Farmers Market estão simplesmente maravilhosos. Com o entusiasmo desembestado comprei tantos que não conseguimos comer todos al natural ou com iogurte e mel como sempre fazemos. Felizmente me lembrei desta receita super simples que eu tinha guardado para quando os pêssegos chegassem. Ficou um lanchinho super especial para a noite de domingo.

3 colheres de sopa de iogurte natural
1/3 xícara de água gelada
I xícara de farinha de trigo
1/4 xícara de cornmeal
1 colher de chá de açúcar
1/2 colher de chá de sal
7 colheres de sopa de manteiga gelada cortada em cubos

1 colher de sopa de sementes de erva-doce
2 colheres de sopa de açúcar
6—7 pêssegos grandes cortados em fatias ou cubos

Para fazer a massa misture o iogurte com a água numa tigelinha e reserve. No processador de alimentos misture a farinha, a cornmeal, o açúcar e o sal. Pulse e vá adicionando a manteiga em cubos até obter uma farofa. Aos poucos vá adicionando colheradas da mistura de iogurte [pra mim 3 colheres foram suficientes] até a massa ficar firme, mas não muito úmida. Coloque a massa sobre uma folha de filme plástico, achate bem, embrulhe e leve à geladeira por duas horas ou de um dia para o outro—essa massa pode ser congelada e descongelada por 20 minutos antes de abrí-la.

No mini processador ou no pilão pulse/soque o açúcar com as sementes de erva-doce. Reserve. Pré-aqueça o forno em 400ºF/ 205ºC. Numa superfície enfarinhada abra a massa num círculo de uns 30 cm e coloque sobre uma forma forrada com papel vegetal. Coloque os pêssegos picados bem no centro, dobre as margens da massa sobre as frutas e salpique com o açúcar moído com as sementes de erva-doce. Leve ao forno e asse por uns 40 minutos ou até a massa ficar bem dourada e os pêssegos meio caramelizados no centro. Remova do forno, deixe esfriar e sirva.

rose geranium macaron

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meu favorito—no Miette em SF

gelatina de vinho rosé

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As fotos dessa sobremesa não fazem justiça a tamanha lindeza e gostosura que ela realmente é. Uma gelatina de vinho rosé borbulhante, com um toque de rosas, misturada com fruta fresca. Eu não tinha as framboesas da receita original, então fiz com as lindas cerejas Rainier que comprei no Farmers Market. Fica uma gelatina festiva e chique––vou querer refazer usando as berries.

3 xícaras de vinho rosé
2/3 xícara de açúcar
1 xícara de água
1 colher de sopa de água de rosas
1 colher de sopa de licor de framboesa opcional]
4 pacotinhos [de 7gr cada] de gelatina em pó sem sabor
350 gr de framboesas frescas [*usei cerejas]

Coloque o vinho rosé e o açúcar numa panela e leve ao fogo médio. Quando ferver abaixe o fogo e cozinhe por 5 minutos. Enquanto isso coloque a água numa vasilha e despeje a gelatina por cima. Remova o vinho do fogo e coloque a água de rosas e o licor. Junte a mistura de gelatina e misture bem com um batedor de arame. Despeje numa forma refratária, cubra com plástico filme e leve à geladeira até firmar. Na hora de servir corte a gelatina com uma faca––faça cortes em todas as direções, até ela ficar toda quebrada em micro pedacinhos. Coloque essa gelatina picada em taças ou copos em camadas intercaladas com a fruta fresca. Sirva a seguir.

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mousse de cereja

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Eu tinha lido em algum lugar que os produtores de cereja aqui na Califórnia tinham tido perda parcial da colheita por causa da primavera adiantada que tivemos este ano. Fiquei triste de marré, marré, marré... Mas as cerejas chegaram, marcando presença em todos os cantos que frequentamos. E como estão bonitas e faceiras, sem falar no tanto que estão deliciosas. Não tava nem tendo chance de fazer nenhuma receita com elas, porque estávamos comendo todas puras, al naturel. Daí ganhei um saco extra de cerejas orgânicas de uma amiga e decidi separá-las para fazer uma sobremesa. E escolhi fazer essa mousse super levinha, que foi a nossa sobremesa do final de semana. A receita original é feita com morangos, mas com as cerejas também fica muito bom!

2 xícaras de cerejas frescas [descaroçadas]
1/8 colher de chá de sal
1 envelope [7gr] de gelatina em pó sem sabor
1/2 xícara de suco de romã puro [ou outro de fruta vermelha]
200 gr de iogurte grego integral [2%]
1/4 xícara de açúcar

No processador de alimentos coloque as cerejas e o sal e pulse até formar um purê. Numa vasilha pequena coloque 1/4 de xícara do suco de romã e salpique a gelatina sobre o liquido. Deixe descansar por 5 minutos. Enquanto isso coloque o restante 1/4 de xícara do suco de romã numa panelinha, junte o açúcar e leve ao fogo médio até o açúcar dissolver completamente. Jogue a mistura de gelatina na panelinha e cozinhe sobre fogo baixo até que a gelatina dissolva bem, mais ou menos por 1 minuto. Adicione a mistura de gelatina ao purê de cereja e pulse no processador para misturar bem. Adicione o iogurte grego e pulse mais uma vez, rapidamente. Coloque a mistura em taças ou copos e leve à geladeira até firmar. Faz 4 porções.

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torta de limão & ruibarbo
[a.k.a. que belo fiasco]

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No dia em que comprei uns talos de ruibarbo, recebi um e-mail da Martha Stewart com uma compilação de receitas com ele e me senti a maior pimpona do planeta, já com uma receita escolhida para fazer para o almoço de dia das mães. Tudo parecia tão simples, tão fácil, tão elegante, tão leve e tão saboroso. Pois bem, comecei a fazer a receita no sábado e já fiquei toda irritada quando percebi a quantidade de passos que teria que percorrer até a finalização da torta. Fazer massa, gelar, abrir, assar. Fazer recheio, preparar, gelar. Fazer cobertura de fruta, preparar, macerar, gelar, reduzir. [save-me-baby-jesuis!]. Receitas com muitas etapas não são exatamente o meu forte, porque me atrapalho muito. Mas mesmo assim respirei fundo e fui em frente com atenção e cuidado. Fiz a massa, o recheio e durante o preparo do ruibarbo o Uriel precisou dar um pulo correndo na farmácia pra comprar outra garrafa de brandy, que eu achei que tinha o suficiente, mas não tinha. A torta gelou de um dia pro outro, a fruta macerou de um dia pro outro e no domingo de manhã eu reduzi a calda de açúcar. Minutos antes de servir coloquei os ruibarbos com cuidado por cima do creme de iogurte e limão. A calda para acompanhar passou um pouco do ponto e virou quase uma bala, mas nisso admito que a culpa foi minha pois não deveria ter deixado no fogo por tanto tempo—foi devida a falta de experiência com essas coisas.

Quando começei a cortar e servir as fatias percebi que estava numa situação delicada. A massa estava um pouco dura de cortar e o recheio meio desmilinguindo. Na primeira garfada vi uma unanimidade de caras de nhoque ali na mesa, todos tentando mastigar o ruibarbo meio cru. Minha nora declarou—acho que vamos precisar da ajuda de facas! Isso sem falar na calda, que ficou parecendo uma bala puxa-puxa colando nos dentes e o creme de limão super insonso contrastanto com o ruibarbo duro e cru. Que fiasco!

Voltei lá na receita pra ler os comentários e ver se alguém mais tinha tido algum aborrecimento como esse e li um que descreveu exatamente o ocorrido com a minha torta.—"This recipe takes way too long to make and the 4 hr sitting time is not enough. Mine fell apart as soon as I released the springform pan. Also the rhubarb was not cooked enough. We threw it out."

Por um minuto fiquei realmente abismada com a revelação de que receitas da Martha Stewart podem não dar certo. Dona Benta feelings. Que maçada! Mas dei o caso por encerrado, afinal o almoço de dia das mães não tinha sido realmente grandes coisas, com um churrasco esturricado e arroz empapado preparados pelo meu marido e meu filho. A sobremesa apenas ornou com o resto da comida.

Decidi que não iria reproduzir aqui a receita que não ficou boa. Se alguém quiser tentar e arriscar, que faça direto do website da Martha Stewart [e depois me conte]. Ao invés dessa torta de ruibarbo meia-boca, deixo aqui essa versão de torta levíssima e muito mais fácil e rápida, que pode ser feita com os originais morangos ou mesmo com ruibarbos cozidos no brandy. Mas certifique-se que os ruibarbos cozinhem por pelo menos um minuto, antes de colocá-los macerando na calda na geladeira.

torta de morango & chocolate

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Voltei da banquinha de frutas da road 16 carregando três caixas de morangos e desta vez quis fazer uma sobremesa com eles. Um bom lugar pra procurar receitas bacanas é o Food 52 e foi lá que encontrei essa torta de morangos com chocolate. Achei que ela fica bem parecida com as lemon bars, só que feitas de morango [claro!]. Dá pra cortar em quadradinhos e servir tanto como sobremesa quanto como lanchinho. Fica muito gostosa.

para a massa:
1 e 1/2 xícaras de bolachas doces [tipo maizena ou graham cracker]
1/3 xícara de açúcar
6 colheres de sopa de manteiga sem sal derretida
1 xícara de chocolate meio amargo derretido

para o recheio:
1 quilo de morangos
1/3 xícara de água
1/2 xícara de açúcar
3 colheres de sopa de amido de milho [maizena]
Suco de meio limão

No processador coloque as bolachas, o açúcar e a manteiga derretida e pulse bem. Pressione essa mistura na base de uma forma com fundo removível e asse em forno a 375ºF/ 200ºC por 10 minutos. Remova do forno e deixe esfriar. Derreta o chocolate—eu fiz no microondas, colocando por 1 minuto, mexendo e colocando por mais 1 minuto. Espalhe o chocolate derretido sobre a massa e leve ao congelador por 20 minutos.

Lave e pique os morangos. Separe uma parte e amasse ou pulse no processador até obter 1 xícara de polpa. Coloque numa panela, junte a água, o açúcar, o amido e o suco de limão. Cizinhe em fogo médio ate a mistura engrossar bem. Remova do fogo e deixe esfriar. Pique o restante dos morangos e reserve 10 deles para decorar a torta. Misture os morangos bem picados no molho engrossado. Recheie a torta com essa mistura. Alise bem a parte de cima com uma espátula e decore com o restante dos morangos cortados em fatias finas. Cubra a torta com papel alumínio e leve à geladeira de um dia para o outro. Na hora de servir remova da geladeira, deixe descansar uns minutos, corte em fatias e sirva. Pode servir com creme de leite fresco batido em chantilly se quiser, mas eu não quis.

cheesecake de abóbora
& chocolate

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A pilha de revistas estava num canto da sala desde as férias de final de ano, quando eu tive tempo de folhear publicações. Desde então a rotina corrida quase não tem me permitido fazer isso. No dia em que consegui dar uma olhada no que tinha ali e separar o lido do não lido e o que iria para a reciclagem, achei essa receita incrível na edição de novembro de 2011 da revista Sunset [totalmente não lida]. Mesmo não sendo mais tempo de abóboras, resolvi fazer esse cheesecake, que na revista é chamado de no-cook pumpkin chocolate icebox cake. Fiz porque não pode existir receita mais simples. E o resultado é simplesmente espetacular. Usei a abóbora em lata como a receita pede, mas se estivéssemos no outono teria assado ou cozido uma da variedade sugar pumpkin. Além do cheesecake na forma quadrada, coloquei também porções nos copinhos, que ficou bem prático para servir e comer.

3 pacotes (8 oz/ 230 gr cada) de cream cheese
[em temperatura ambiente]
1/2 xícara de açúcar mascavo escuro
1/2 xícara de açúcar comum
1 lata (15 oz/ 425 gr) de abóbora cozida
2 colheres de sopa de half-and-half
[ou creme de leite fresco]
1/8 colher de chá de sal
3/4 colher de chá de pumpkin pie spice
1 colher de chá de extrato puro de baunilha
28 bolachas finas de chocolate [chocolate graham cracker]
Cacau em pó para decorar

Bata o cream cheese com os açúcares na batedeira em velocidade média até obter um creme bem liso. Junte a abóbora, o half-and-half, a pumpkin pie spice e a baunilha e bata até ficar bem cremoso.

Numa forma quadrada cubra o fundo com uma camada das bolachas de chocolate, coloque uma camada da mistura de abóbora e outra de bolacha. Vá intercalando até acabar todas as bolachas e termine com uma camada de creme de abóbora. Cubra com plástico filme e guarde na geladeira de um dia para o outro. Antes de servir polvilhe com o cacau em pó.

barras de limão & ricota

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As barrinhas de limão são um doce bem popular por aqui—e muito gostoso. Mas elas podem também ser um pouquinho pesadas. Geralmente recheadas com lemon curd ou uma variação dele, elas podem ficar muito limãozudas ou muito doces e não agradar a todo o público pagante. Eu mesma fico contente com apenas uma mordida dessas lemon bars. Mas do que isso já me dá um certo enjôo. Por isso me animei a preparar essa receita de barrinhas feitas com ricota, pois achei que a adição do queijo iria dar um toque de leveza para esse doce. E eu não estava errada—elas ficaram bem delicadas, com sabor de limão mas sem aquela dominância por vezes um pouco cansativa. Usei os super aromáticos limão meyer, que acumulavam em abundância na minha cozinha.

para a massa:
1 e 3/4 xícara de farinha de trigo
[*usei 1 e 1/4 farinha branca e 1/2 de farinha integral]
2/3 xícara de açúcar de confeiteiro
1/4 xícara de amido de milho [maizena]
1 colher de sopa de raspas de limão [*usei o meyer]
3/4 colher de chá de sal
12 colheres de sopa de manteiga sem sal amolecida

para o recheio:
1 xícara de ricota fresca [drenar se for necessário]
4 ovos grandes ligeiramente batidos
1 e 1/3 xícaras de açúcar
3 colheres de sopa de farinha de trigo [*usei a integral]
2 colheres de sopa de raspas de limão [*usei o meyer]
2/3 xícara de suco de limão [*usei o meyer]
1/4 colher de chá de sal

Unte uma assadeira ou forma rasa e retangular de 33X22cm [13X9-inch] com manteiga e forre com uma folha de papel vegetal [parchment paper]. Unte o papel e forre com outra folha no sentido contrário—esse detalhe vai ajudar a desenformar o doce bem facilmente sem quebrá-lo.

No processador pulse a farinha de trigo, o açúcar de confeiteiro, o amido de milho, as raspas de limão e o sal. Adicione a manteiga cortada em cubinhos e processe até formar uma farofa bem grossa. Espalhe essa farofa na forma untada e forrada e pressione bem com os dedos, na base e dos lados. Leve a massa à geladeira por 30 minutos. Enquanto isso ajuste a grade do forno na posição central e pré-aqueça o forno em 350ºF/ 176ºC. Leve a massa ao forno e asse por 20 minutos ou até ela ficar ligeiramente dourada.

Prepare o recheio misturando bem a ricota, os ovos, o açúcar, a farinha com um batedor de arame. Juntar as raspas, o suco de limão e o sal e bater bem.

Reduza a temperatura do forno para 325ºF/ 162ºC. Remova a forma com a massa do forno e coloque sobre ela a mistura de ricota. Retorne a forma ao forno e asse por mais 30 minutos ou até o recheio ficar bem firme no centro. Remova do forno, deixe esfriar completamente e remova a torta da forma puxando pelo papel vegetal. Transfira para uma tábua ou superfície lisa, corte em retangulos. Polvilhe com açúcar de confeiteiro se quiser.

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torta de abóbora & chocolate

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A torta que mais agradou os comensais no jantar de Thanksgiving não ganhou foto apropriada, porque praticamente saiu do forno para o carro e quando chegamos na festa nem pensei em fotografar nada, animada que fiquei bebendo vinho e batendo papo com os meus amigos. No final do jantar, colocamos as tortas na mesa e daí saiu uma clicada pro instagram, mas já era noite e tals, portanto a foto não fez nenhuma justiça à delicadeza e deliciosidade dessa receita saída da revista Everyday Food de outubro de 2008.

20 cookies de chocolate
2 colheres de sopa de açúcar comum
3 colheres de sopa de manteiga sem sal derretida
115 gr [4 ounces] de chocolate meio amargo picado e derretido
1 e 1/2 xícara de purê de abóbora
1 ovo grande
1/2 xícara de creme de leite fresco
1/4 xícara de açúcar mascavo claro
1/4 xícara de maple syrup puro
1/2 colher de chá de pumpkin-pie spice
1/4 colher de chá de sal

Pré-aqueça o forno em 350ºF/ 176ºC. Num processador pulse os cookies e o açúcar comum até ficar bem moído. Junte a manteiga e pulse até a mistura ficar bem úmida. Coloque essa farofa na base de uma forma de fundo removível de 22 cm. Use a base de uma xícara medidora para pressionar bem. Forre só a base, não o lados. Coloque a forma sobre ums assadeira e leve ao forno por 12 minutos.

Remova a forma do forno e espalhe o chocolate derretido sobre a massa assada. Use uma espátula para espalhar bem. Leve a forma ao congelador por 5 minutos até o chocolate endurecer. Unte os lados da forma com um pouquinho de manteiga.

Enquanto isso, coloque o purê de abóbora, o ovo, o creme de leite, o açúcar mascavo, o maple syrup, a pumpkin-pie spice e o sal numa vasilha. Misture tudo muito bem com o batedor de arame. Coloque a mistura de abóbora sobre a massa com a camada de chocolate e leve ao forno novamente, por 50 minutos. Remova do forno, deixe esfriar e leve à geladeira por pelo menos 1 hora. Desenforme e sirva.

o que comeu-se

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salada de pera & queijo cabra

pizza-abobora
pizza de abóbora & sálvia

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salada de rabanete & coentro

marmelada
marmelada pedaçuda

Durante o final de semana eu cozinho bastante, mas não faço nada excepcional e não tenho mais a menor vontade de fotografar tudo o que faço. Uso o instagram no iphone pra registrar uma coisa ou outra e se o resultado ficar legal, publico aqui. Esses foram os rangos brejeiros que ganharam destaque.

Salada de pera asiática fatiada bem fininha, temperada com balsâmico de fruta e acompanhada de queijo de cabra envelhecido.

Pizza de abóbora e sálvia. A butternut squash foi fatiada no mandoline, temperada com sal, pimenta e azeite e assada por 15 minutos. Cobre-se a massa de pizza pré-assada com um queijo cremoso [ricota, cream cheese ou queijo de cabra] espalha as fatias de abóbora, salpica com queijo parmesão ralado e leva ao forno por uns minutos. Na hora de servir espalha por cima folhinhas de sálvia que foram previamente fritas em óleo bem quente.

Salada de rabanetes e coentros, que neste momento abundam na cesta orgânica. Fatia-se os rabanetes usando o mandoline, tempera com sal, pimenta do reino moída na hora, azeite, suco de limão e balsâmico de pêssego. Salpica com as folhas de coentro fresco e serve. Fica muito bom, bem refrescante.

E finalmente a marmelada, que é só marmelo descascado e cortado em pedaços, suco de limão, um pouco de água e açúcar mascavo. E cozinha, cozinha, cozinha, cozinha, cozinha, cozinha, mexendo vez ou outra, com a panela semi-tampada e sempre em fogo baixo. Fiz sem medida. Quem descasca os marmelos é sempre o Uriel. Salva de palmas pra ele, pois descascar e limpar marmelo não é fácil!

clafoutis de cranberry

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Dois ingredientes fresquíssimos de outono são as cranberries e as nozes. As primeiras aparecem nesta época e permanecem para as festividades de Thankgiving, Natal e Ano Novo e depois desaparecem completamente. As congeladas e as secas estão disponíveis year-round, mas não são a mesma coisa. Cranberries frescas são deliciosamente ácidas e não são consumidas cruas. Precisam ser cozidas para virar molhos, geléias, recheios e detalhes especiais em bolos, tortas, eteceterá. Quando vejo as cranberries frescas nas prateleiras do supermercado, simplesmente não consigo resistir e tenho que comprar um pacote.

E as nozes recém colhidas são outra delicia da temporada. Comprei um bocado delas na banquinha de um senhorzinho no Farmers Market de Davis. As nozes estão muito presentes na minha rotina, pois todos os dias passo por um pomar no meu caminho de ida e volta do trabalho. Durante esse vai e volta, notei no inicio de outubro que o chão do pomar estava salpicado de frutas, depois vi que elas tinham sido arrumadas em fileiras e no final sumiram, certamente colhidas por uma máquina. A colheita das nozes, como a das amêndoas é bem bacana, pois as árvores são chacoalhadas por máquinas cada vez mais eficientes, as frutas ficam no chão por uns dias secando e depois são removidas por outra máquina que peneira o máximo da sujeira.

Com esses dois ingredientes tão especiais em mãos fui procurar por uma receita. Queria algo bem diferente e achei—um clafoutis de cranberry e nozes clafoutis-cranberrydo Mark Bittman. Certamente todo mundo já teve a experiência de fazer uma receita e ficar deslumbrada com o resultado. Pois foi exatamente o caso desse clafoutis. Tão fácil de fazer que pode-se repetir a dose inúmeras vezes, usando apenas uma vasilha e um batedor de arame. E é garantia de provocar grande animação entre os comensais que gostam de sobremesas com frutas, com um toque cremoso e outro crocante e sem exageros de açúcar. Simplesmente deliciosa e perfeita!

1 colher de sopa de manteiga [para untar a forma]
1 xícara de açúcar
2 ovos caipiras
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de leite integral
1 pitada de sal
2 xícaras de cranberries orgânicas frescas
1 xícara de nozes

Pré-aqueça o forno em 425ºF/ 220ºC. Unte um refratário de 22 cm com manteiga e polvilhe com uma colher de sopa do açúcar. Numa vasilha grande bata bem os ovos com um batedor de arame. Junte o açúcar e continue batendo bem. Junte a farinha, ainda batendo. Por último junte o leite e a pitada de sal e bata até ficar um creme bem liso. No processador pulse as cranberries e as nozes rapidamente. Coloque a mistura de nozes e cranberries sobre a forma untada e polvilhada com açúcar, derrame a massa sobre a mistura e leve ao forno por 30 minutos. Quando a massa estiver cozida e as bordas douradas, remova do forno e deixe esfriar. Pode polvilhar com açúcar de confeiteiro se quiser, eu não quis. Sirva o clafoutis levemente morno ou em temperatura ambiente.

doce de figo [com creme]

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Podem me acusar de encher linguiça, que não vou refutar nem discutir. Mas preciso registrar como ficou bom esse doce [ou geléia se quiserem chamar assim], que fiz com um bocadinho daqueles figos de casca verde da variedade calimyrna. Fiz de olhão, mas combinei mais ou menos 3 partes de figos frescos cortados ao meio com 1 parte de maple syrup orgânico. Cozinhei em fogo baixo até os figos ficarem caramelizados, imersos num xarope bem denso. Devoramos esse doce numa piscada. Servido em taças e regado com creme de leite fresco. Experimente!

torta rústica de pera

Ainda estou relendo revistas velhas, pra poder reciclar tudo com a segurança de que não estou perdendo nada. Tenho rasgado as páginas que me interessam, com receitas e idéias. A dessa tortinha saiu de uma revista Sunset de setembro 2008. Decidi por ela torta-pera_1S.jpgporque queria gastar uma massa folhada que estava no congelador e usar umas peras bem lindas que tinha comprado no Farmers Market. A massa da marca Dufour é a melhor que existe por aqui pra se comprar congelada. Ela é feita apenas com farinha de trigo e manteiga. Não tem conservante, corante, gordura hidrogenada e outros quetais. Qualquer receita feita com essa massa já tem 50% de sucesso garantido. Usei também um crème fraîche local que é simplesmente o fino da bossa. Dá pra fazer essa torta com outras frutas. Eu repeti com pêssegos e nectarinas.

1 folha de massa folhada de 25X30cm
3 peras maduras e firmes
1/3 xícara de geléia de laranja [*usei de damasco]
1 gema de ovo batida [adicionei um pouquinho de água]
2 colheres de sopa de açúcar turbinado
6 colheres de sopa de crème fraîche
1 e 1/2 colheres de chá de açúcar

Pré-aqueça o forno em 375°F/ 190ºC. Unte com manteiga ou forre com papel vegetal duas assadeiras grandes. Abra a massa numa superfície untada com farinha e corte em 6 retangulos. Coloque a massa nas formas untadas ou forradas.

Corte as peras em fatias bem finas. Arrume as fatias sobre as massas, deixando 4cm de borda. Aqueça a geléia numa panelinha e pincele sobre as fatias de pera. Dobre as bordas sobre as peras, pincele com o ovo batido e salpique com o açúcar turbinado [pode usar o cristal]. Leve ao forno e asse por uns 30 minutos. Remova do forno e deixe esfriar.

Bata o crème fraîche com o açúcar [eu omiti o açúcar] e sirva sobre as tortinhas, mornas ou frias.

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puff de morango

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Os aniversariantes de julho acabam sempre tendo uma gostosura comemorativa recheada com morangos. Porque é bem difícil ignorar as frutinhas, que são nessa época do ano o number one hit nas paradas de sucesso. Essa torta fez as vezes de bolo para o aniversário do meu marido, porque o bolinho que comprei na padaria do supermercado pela manhã foi só pra ele soprar a velinha na festa surpresa virtual que o Gabriel organizou com a família no Brasil. No lanche da tarde atacamos essa delícia, que é praticamente um profiterole de grande corpulência, feito com a clássica choux pastry.

para a massa:
5 colheres de sopa de manteiga cortada em pedaços
1 colher de sopa de açúcar
2/3 xícara de farinha de trigo
3 ovos grandes

Numa panela coloque 2/3 xícara de água, a manteiga e o açúcar. Leve ao fogo alto até ferver. Adicione a farinha de trigo toda, de uma vez e misture com uma colher d pau até a massa desgrudar e ficar uniforme. É bem rápido. Remova do fogo e deixe esfriar por 5 minutos, mexendo vez ou outra.

Adicione os ovos, um de cada vez, à mistura de farinha e manteiga e bata bem com uma colher de pau ou batedor de arame, até a massa ficar bem lisa e acetinada. Pode fazer isso na batedeira, se quiser, mas cuidado para não bater demais.

Coloque a massa numa forma de fundo removível de 22 cm untada com manteiga. Espalhe a massa com uma espátula, cobrindo o fundo e 3 cm dos lados. Asse em forno pré-aquecido em 400°F/ 205ºC por 30 minutos. Perfure toda a superfície da massa com a ponta de um garfo ou metal de espetar bolo e deixe assar por mais 5 minutos. Remova do forno, deixe esfriar e desenforme numa travessa.

para o recheio:
115 gr [4 oz] de cream cheese em temperatura ambiente
1 colher de chá de raspas da casca de laranja
1/2 colher de chá de extrato puro de baunilha
1 xícara de creme de leite fresco
2/3 xícara de açúcar de confeiteiro
2 xícaras de morangos frescos fatiados

Na batedeira em velocidade alta, bata o cream cheese, as raspas de laranja e o extrato de baunilha até ficar um creme liso. Junte o creme de leite fresco e o açúcar de confeiteiro e bata até obter picos firmes. Recheie a massa já assada e fria com o creme. Coloque as fatias de morango por cima do creme. Se quiser polvilhe com açúcar de confeiteiro—eu não quis. Corte em fatias e sirva com o molho de morangos por cima.

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molho de morango
1 e 1/2 xícaras de morangos frescos
2 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de licor de laranja [*usei Grand Marnier]

Lave e pique os morangos. Coloque no liquidificador com o açúcar e o licor. Bata até obter um purê. Coloque numa jarrinha e sirva sobre o puff de morangos.

*Receita publicada na revista Sunset, em março de 2005.

pudim de limão & framboesa

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O nosso verão é um verdadeiro festival de frutas. As de caroço, como pêssegos, damascos, nectarinas e cerejas; as refrescantes, como melancias e melões; e as berries, que nem consigo enumerar. São tantas variedades e tonalidades de vermelho, rosa, roxo e azul, que fico até aflita, achando que nunca vou conseguir experimentar todas. É uma esbórnia! E as berries são muito delicadas, temos que nos apressar para consumí-las o mais rápido possível. As framboesas são uma das minhas favoritas, ultra uber suaves. Essa receita estava numa folha rasgada da revista Sunset, que guardei provavelmente para poder usar os limões que colhi da árvore da casa em Davis e que ainda tenho guardados na geladeira do basement. Tinha pensado em fazer com cerejas e acho que deve ficar bom usando qualquer outra berry. Os pudins ficam com uma consistência meio de bolo no topo e bem cremosa no fundo, mais ou menos como esta receita de pudim de limão.

2 ovos grandes, clara e gemas separadas
1/2 xícara de açúcar
3 colheres de sopa de farinha de trigo
2 colheres de sopa de manteiga derretida
Raspas da casca de 1 limão
3 colheres de sopa de suco de limão
1 xícara de leite
1/8 colher de chá de cream of tartar [cremor de tártaro]
350 gr de framboesas frescas, de preferência orgânicas
Açúcar de confeiteiro para decorar

Pre-aqueça o forno à 350°F/ 176ºC. Coloque 6 ramequins numa forma de assar.
Bata as claras com o cream of tartar até formar picos. Reserve. Numa outra vasilha bata bem as gemas com o açúcar até obter um creme grosso. Adicione a farinha, a manteiga, as raspas e suco de limão e o leite, batendo bem até todos os ingredientes ficarem bem incorporados. Junte metade das claras em neve na massa, misture delicadamente com uma espátula, daí junte a outra metade e misture novamente. Coloque metade das framboesas na massa. Coloque colheradas da massa nos ramequins. Despeje água quente na forma até atingir uns 3cm dos ramequins. Coloque a forma com os ramequins no forno e asse por 35 minutos. Remova a forma do forno [com MUITO cuidado pra não derramar a água quente] , remova os ramequins e deixe esfriar bem. Na hora de servir polvilhe com açúcar de confeiteiro e decore com algumas framboesas frescas. Pode guardar na geladeira coberto com filme plástico. O sabor do limão se intensifica de um dia para o outro.

ruibarbo com zabaione

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Essa sobremesa aparentemente super modesta, acabou dando um certo trabalho. Na edição de abril da revista Martha Stewart Living a receita me saltou aos olhos exatamente pela simplicidade e pelo diferencial nos ingredientes. Ruibarbo, ovos e licor. Fui atrás do detalhe evidenciado como o segredo da receita—o licor de elderflowers. O imbróglio é que parece que só existe uma marca desse licor, o St-Germain. Fui investigar com o moço da seção das bebidas no supermercado, argumentando que eu precisava somente de três colheres de sopa e ele me falou se desculpando que infelizmente não existia nenhum outro licor similar, nem numa embalagem menor, nem num preço mais barato.

A sobremesa seria o encerramento do almoço de Páscoa, então quis adiantar tudo no sábado à tarde, preparando o ruibarbo com antecedência. Descasquei, piquei, fiz a calda e [CHICOTADAS] resolvi que não faria o banho de gelo por pura preguiça. Entrei pelo cano quando vi o ruibarbo se desfazendo dentro da panela [MAIS CHICOTADAS]. Como não sou mulher de desistir tão fácil, voltei no supermercado depois do jantar e comprei mais ruibarbo.

No dia seguinte pela manhã comecei tudo do zero e desta vez OBEDECI às ordens da Martha. E deu tudo certo. O licor é realmente importante. O sabor suave e floral das eldeflowers dá um toque especial ao zabaione e combina incrívelmente bem com os ruibarbos cozidos. O zabaione não pode esperar muito pra ser servido. O ideal seria preparar na hora e servir imediatamente. Os ruibarbos devem ficar inteiros e não muito moles. O resultado agradou à todos. Essa sobremesa fica bem delicada e primaveril.

serve 4 porções
3 xícaras de água
2 xícaras mais 2 colheres de sopa de açúcar
1/2 fava de baunilha
[cortada ao meio, sementes removidas com a ponta da faca]
Um tira de casca de limão [sem a parte branca]
800 gr de ruibarbo, descascado e cortado em pedaços
4 gemas de ovos grandes
3 colheres de sopa de licor de elderflower—St-Germain
[ou outro licor floral se não achar o de elderflower]

Prepare um banho de gelo—uma vasilha encaixada sobre uma outra vasilha maior com metade gelo/metade água.

Numa panela, coloque a água, as 2 xícaras de açúcar, a fava e sementes de baunilha e a casca de limão. Leve ao fogo e cozinhe em fogo médio por 10 minutos. Adicione o ruibarbo e cozinhe por 3 minutos. Transfira o ruibarbo para a vasilha em cima da água com gelo. Deixe esfriar completamente.

Num double boiler—uma panela com água quente [em fogo baixo sem deixar ferver] com uma vasilha em cima, coloque as gemas, as 2 colheres de sopa de açúcar e o licor. Vai batendo com a batedeira manual em velocidade baixa até formar um creme denso, mais ou menos uns 6 ou 8 minutos. O creme vai triplicar em volume. Sirva o zabaione mais rápido possível, sobre os ruibarbos.

»com a primeira leva de ruibarbo cozido que se defez, apurei no dia seguinte e transformei o fracasso numa geléia.

mousse de damasco

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Esse mousse acompanhado de queijo brie dá pra ser servido como entrada ou como sobremesa, fica ao gosto do freguês. No almoço de Páscoa coloquei os pratinhos na mesa, um pra cada convidado e alguns comeram no inicio e outros no final, junto com a sobremesa.

Cozinhe uma xícara de damascos secos com um pouco de água e açúcar. Deixe esfriar e bata no processador ou liquidificador, até obter uma pasta. Numa panela, coloque 1 xícara de suco de laranja e salpique um envelope [1 colher chá] de agar-agar. Leve a fogo e deixe ferver. Remova a panela do fogo e junte 1 xícara de purê de damasco. Coloque a mistura em forminhas individuais molhadas e leve à geladeira. Quando a mousse estiver firme, desenforme num pratinho e sirva acompanhada de fatias de queijo brie.

Usei damascos secos californianos, que custavam um pouco mais caros que os damascos turcos à venda na mesma loja. Escolhi esses porque procuro sempre dar uma forcinha pros produtos locais e evito o quanto posso consumir produtos que tiveram que voar de um continente para o outro, gastando combustivel, poluindo a atmosfera, eteceterá.

torta de coco—impossible pie

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Foi a maior coincidência eu estar planejando um jantar rápido no meio da semana para uns amigos que eu não via há tempos e dar de cara com um monte de receitas perfeitas na revista Food & Wine. Dela saiu uma deliciosa sopa de couve flor que servi naquela noite gélida e esta sobremesa facílima de fazer e que pode ser preparada com antecedência [e foi o que fiz]. A receita faz duas tortas de 22 cm, mas eu fiz apenas uma, usando um refratário retangular bem grande. É um tipo de bolo de coco, batizada de impossible pie porque depois de assada ela forma uma camada mais firme por baixo, como se fosse uma massa, e a fofurice de coco fica por cima. Super deliciosa, super prática e as sobras simplesmente desapareceram da minha cozinha. Quem foi que comeu, ninguém sabe, ninguém viu!

1 tablete [113gr] de manteiga sem sal derretida
1 e 3/4 xícara de açúcar
4 ovos grandes
1/2 xícara de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento em pó
2 xícaras de coco ralado
2 xícaras de leite integral

Pré-aqueça o forno em 350°F/ 176ºC, Unte dois refratários redondos de 22cm [usei apenas um retangular bem grande] com manteiga.

Numa vasilha grande bata vigorosamente com um batedor de arame a manteiga derretida e o açúcar. Adicione os ovos e continue batendo. Junte a farinha, o fermento, o coco ralado e o leite. Misture bem e coloque a massa nas formas [ou na forma grande, se for fazer apenas uma] e leve ao forno por mais ou menos 1 hora. Quando a torta estiver firme e dourada, remova a forma do forno e transfira para uma grade e deixe esfriar completamente. Se for fazer com antecedência, mantenha torta na geladeira, remova e deixe voltar à temperatura ambiente antes de servir.

pudim de buttermilk

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Mais uma sobremesinha cremosa, desta vez saída da edição de janeiro/11 da revista do Jamie Oliver. Substituí a gelatina por agar-agar. Ele recomenda servir com fruta, mas eu quis usar uma geléia de pétala de rosas da Armênia, que comprei por impulso no mercadinho internacional. Ficou uma combinação muito delicada e interessante.

Suco e raspas da casca de 1 laranja
1 fava de baunilha, sementes raspadas [*usei o extrato puro]
1 envelope de gelatina em pó sem sabor [*usei o agar-agar]
150 ml de leite integral
150 gr de açúcar
475 ml de buttermilk
50 ml de creme de leite fresco

Coloque o suco de laranja numa vasilha e salpique a gelatina por cima. Numa panela coloque o leite, o açúcar, a fava e sementes da baunilha [substituí por 1 colher de sopa de extrato puro] e as raspas da casca da laranja e leve ao fogo. Quando ferver, remova do fogo, adicione a mistura de gelatina*. Junte o buttermilk , mexa bem. Deixe esfriar e junte o creme de leite. Coloque tudo em ramequins e leve à geladeira até firmar. Desenforme e sirva com frutas frescas ou com geléia de fruta ou de pétalas de rosas, como eu fiz. *Como eu substituí a gelatina pelo agar-agar, mudei um pouco o modo de fazer, porque o agar-agar precisa ser fervido. Coloquei na mistura de leite que foi ao fogo. Juntei o suco de laranja depois.

panna cotta de coco
[com ameixa em calda]

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Essa é uma panna cotta, feita com uma receita de panna cotta, nem tenha dúvida. Mas confesso que a minha real intenção foi fazer um manjar branco, só que com ingredientes melhores, sem ter que engrossar o creme com maizena—que é como eu me lembro que os manjares brancos eram feitos. Tirando esse detalhe, o resto é bem semelhante à nossa sobremesa clássica brasileira. Servida com a calda de ameixas, que sempre foi a melhor parte pra mim. Uma sobremesa que é a combinação perfeita do creme com a fruta.

Usei a receita de panna cotta da Alice Waters que sempre uso porque é fácil de fazer fica sempre perfeito. Só fiz a adaptação para incluir o leite de coco. Usei um leite de coco orgânico que tive que praticamente cortar com a faca para remover da lata. E o creme de leite fresco de sempre, também orgânico e que também preciso cutucar pra ele sair do vidro. Eu acho que esses detalhes de qualidade fazem a diferença no final. Para a calda, usei umas ameixas naturebas sem sorbato de potássio. Essa panna cotta ficou absurdamente sedosa e cremosa. Um verdadeiro manjar!

para o creme:
2 xícaras de creme de leite fresco
2 xícaras de leite de coco
1/4 xícara de açúcar
1 envelope de 7 gr de gelatina em pó sem sabor
3 colheres de sopa de água

Dissolva 7 gr de gelatina em pó sem sabor em 3 colheres de sopa de água. Reserve. Numa panela, coloque as xícaras de creme de leite e de leite de coco e o açúcar. Leve ao fogo médio e esquente bem a mistura, mas não deixe ferver. Remova do fogo e adicione a mistura de gelatina e mexa bem. Se precisar bata com um batedor de arame. Coloque em uma forma grande molhada ou em forminhas individuais. Leve à geladeira por pelo menos 6 horas.

para as ameixas:
2 xícaras de ameixas secas
3/4 xícara de açúcar
1-1/2 xícara de água
Suco e raspas da casca de 1 limão [*usei o Meyer]

Misture todos os ingredientes numa panela, deixe ferver, abaixe o fogo e cozinhe até formar uma calda grossa. Desligue o fogo, deixe esfriar bem e sirva as ameixas com a panna cotta.

tortinhas de abóbora

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Vou admitir publicamente um fato evidente e incontestávell—minha família SOFRE! Os coitados não só estão condenados a comer minhas gororobas de praxe, como também são obrigados vez ou outra a arriscar a vida provando as minhas invencionices desmedidas. Pois no Thanksgiving eu coloquei mais uma vez as minhas manguinhas de fora e fiz minha família comer uma torta de abóbora que certamente eles nunca tinham provado em lugar nenhum. Tudo porque eu quis porque quis fazer uma tradicional torta de abóbora, mas não queria que fosse aquelas mesmices de sempre. Me precipitei na invenção de moda e daí fiquei extremamente preocupada, até tremi de medo do que iria colocar na mesa do nosso jantar. Mas no final, o resultado foi positivo. A torta ficou levinha, bem comível e bem gostosa. E o melhor de tudo, ficou diferente!

para a massa
2 xícaras de pretzels moídos
6 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de mel

para o recheio
2 xícaras de polpa de abóbora cozida ou assada
1 colher de chá de mistura de especiarias
[*eu compro a mistura pronta, mas é apenas uma mistura de canela, gengibre, pimenta da Jamaica [allspice], cravo e noz moscada, tupo em pó]
2 colheres de sopa de mel [ou mais, se quiser mais doce]

No processador de alimentos pulse os pretzels, a manteiga e o mel até conseguir uma massa grossa. Pressione a massa com os dedos nas forminhas individuais. Misture a polpa da abóbora com as especiarias e o mel e bata bem com um batedor de arame. Coloque o recheio de abóbora e leve ao forno pré-aquecido em 350ºF / 176ºC até a massa ficar dourada e o recheio mais firme. Retire do forno, deixe esfriar e decore com chantily feito com creme de leite fresco batido e adoçado com um pouco de mel.

torta de figo
[com creme inglês]

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Começou a segunda rodada dos figos, pra matar todas as minhas vontades, porque a primeira durou uma semana e não deu pra nada. Exagerei na compra das frutas, nem preciso dizer. Me empanturrei de figos frescos e comecei a procurar algo diferente pra fazer com os outros, porque um figo estragado é uma punhalada no meu coração. Eu ando completamente sem idéias, meio paradona [alguém percebeu algo?], fazendo sempre as mesmas receitas repetecos e pra chegar nessa torta de figos folheei muitos livros. Resolvi montar a torta com uma massa diferente que tirei do livro da Rose Bakery— Breakfast Lunch Tea. Ela é bem fácil de fazer e de abrir e segundo a autora, é uma massa doce diferente, pois gosta de ser sovada! No mesmo livro tirei o creme inglês, que achei que faria uma deliciosa caminha para os figos. E fez mesmo! E os figos eram orgânicos, só isso.

tortafigo-creme_4S.jpgmassa doce para torta
faz duas tortas de 28 cm
500 gr [3 1/2 xícaras] de farinha de trigo
120 gr [2/3 xícara] de açúcar
320 gr [1 1/2 xícaras] de manteiga sem sal 10 minutos fora da geladeira
1 pitada de sal
1 ovo inteiro
2 gemas de ovos
1 colher de chá de extrato de baunilha

Pode usar um processador ou fazer na mão. Eu fiz na mão. Coloque a farinha, o açúcar, o sal e a manteiga e misture bem usando os dedos para incorporar a manteiga a farinha. No processador apenas pulse todos os ingredientes até formar uma farofa grossa e coloque a massa numa vasillha. Se fizer a mão apenas faça um buraco no meio da massa e coloque o ovo, as gemas e o extrato de baunilha no meio. Misture com um garfo e depois trabalhe com as mãos até a massa formar uma bola. Numa superfície enfarinhada trabalhe a massa, sovando por uns minutos.

Corte a massa ao meio, se estiver calor coloque na geladeira por uns minutos, senão abra cada parte numa superfície enfarinhada com o rolo. Coloque a massa na forma. Abra a segunda massa, que poderá ser congelada na forma. Deixe a massa gelar por 30 minutos antes de levar ao forno pré-aquecido em 350ºF/ 180ºC por uns 20 minutos, até ela ficar levemente dourada. Remova do forno, deixe esfriar e coloque o recheio.

crème anglaise—creme inglês
250 gr [1 xícara] de creme de leite fresco
1/2 fava de baunilha cortada no comprimento e as sementes raspadas
4 gemas de ovos
50 gr [1/4 xícara] de acúcar

Coloque o creme e a baunilha—fava e raspas, numa panela e leve ao fogo até quase ferver. Remova do fogo. Numa vasilha bata as gemas com o açúcar. Junte um pouco do creme quente na mistura de ovo e bata bem. Jogue a mistura de ovo no resto do creme e volte ao fogo baixo mexendo sempre com uma colher de pau ou batedor de arame até o creme engrossar levemente. Mais ou menos uns 5 minutos. Remova do fogo, deixe esfriar e recheie a torta.

Cubra o creme com fatias de figo fresco, leve ao forno pré-aquecido em 365ºF/ 185ºC até a massa ficar bem dourada, o creme firme e a fruta cozida.

pêssego com frangipane

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Frangipane é aquela massinha de amêndoa boa para forrar tortas de frutas, como eu fiz nesta de morangos & blueberries. Mas ela também fica boa como recheio de frutas, para serem assadas. Fiz com pêssegos, que foram descaroçados e receberam uma colher de sopa de frangipane em cada metade. Foram ao forno pré-aquecido em 365ºF/ 185ºC até ficarem cozidos e a massa levemento dourada. Sirva morno ou frio, acompanhado de sorvete se quiser.

frangipane
1/2 xícara de amêndoa moída ou farinha de amêndoa
1/4 xícara de açúcar
1 ovo
3 colheres de sopa de manteiga amolecida
3/4 colher de chá de extrato de baunilha
1 colher de sopa de farinha de trigo
Coloque todos os ingredientes num processador [ou mini-processador] e misture tudo até formar uma pasta cremosa. Use em seguida ou guarde na geladeira em recipiente de vidro com tampa. Antes de usar remova da geladeira e deixe ficar em temperatura ambiente.

parfait de pêssego com creme de mascarpone

Outra sobremesa preparada com fruta fresca da estação, super prática pra se fazer numa pessego-italiano_1S.jpgpiscada e finalizar o jantar, mesmo num dia se semana corrido. E ela ainda tem o adendo de levar uma dose de booze, detalhe que na minha opinião deixa tudo muito mais interessante. Achei a receita no website do Foster's Market. Ficou super refrescante e realmente sofisticado. Um dos meninos hospedado aqui em casa experimentou, no inicio meio desconfiado, e simplesmente pirou o cabeção. Conseguir impressionar adolescente com um doce assim tão simples, é um feito para ser adicionado no currículo de vida, né?

faz duas porções
2 pêssegos orgânicos bem maduros
2 colheres de sopa de vin santo ou outro vinho doce de sobremesa
1/2 xícara de creme de leite fresco
1/2 xícara de queijo mascarpone
1/4 xícara de açúcar

Numa vasillha coloque os pêssegos descaroçados e sem pele, cortados em cubinhos e regue com o vin santo ou outro vinho doce da sua preferência. Deixe marinar. Enquanto isso, bata o creme de leite na batedeira até formar picos. Junte o queijo mascarpone e o açúcar e bata até misturar bem. Monte o parfait colocando uma camada de pêssegos, outra de creme, outra de pêssego, outra de creme. A última camada deve ser de creme. Salpique com biscoito de amareto ou de gengibre moído. Eu usei um biscoitinho japonês de chocolate. Se não servir imediatamente, coloque na geladeira.

torta de morango & blueberry

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Para o Fourth of July comprei morangos e blueberries que usei para fazer uns picolés patrióticos—vermelho e azul, misturados com creme de leite e iogurte [infelizmente sem fotos]. Com as sobras das frutas fiz uma torta, que servi no almoço do dia seguinte. Tirei a receita da massa do livro Seasonal Fruit Desserts da Deborah Madison. Já tinha preparado essa mesma massa para fazer uma torta de cerejas que também levou uma camada de frangipane na base. A combinação de frutas e o creme de amêndoas é realmente fenomenal. Essa versão com morangos e blueberries ganhou nota dez.

massa [tart dough]
faz uma torta de 22cm/ 9inch
1 xícara de farinha de trigo
[ou 3/4 xícara de farinha branca e 1/4 xícara de farinha integral]
1 colher de sopa de açúcar mascavo orgânico [escuro ou claro—usei o escuro]
1/4 colher de chá de sal
1 colher de sopa de casca ralada de limão, laranja ou tangerina
1 tablete/ 113 gr de manteiga sem sal gelada cortada em cubos
1 colher de sopa de água gelada misturada com 1/2 colher de chá de extrato de baunilha [ou 1/4 colher de chá de extrato de amêndoa]

Coloque a farinha, açúcar, sal e raspas da casca da fruta escolhida [*usei limão] no processador. Pulse. Adicione a manteiga em cubinhos e vá pulsando até obter uma farofa grossa. Adicione a água misturada com a baunilha [ou amêndoa] e pulse até obter uma massa.

Remova a massa do processador e embrulhe numa folha de filme plástico formando um disco e leve à geladeira por 30 minutos.

Essa massa pode ser colocada na forma pressionando pedaços dela com dos dedos. Ou pode-se abrir com o rolo, tendo o cuidado de enfarinhar bem a superfície e o topo da massa. Como decidi fazer uma torta tipo galette, abri a massa sobre uma folha de papel vegetal e coloquei sobre a assadeira.

Sobre a massa aberta espalhe uma receita de frangipane e depois cubra com as frutas. Salpique as frutas com açúcar [*usei o demerara]. Dobre as bordas sobre o recheio, pincele as bordas com creme de leite e salpique com mais açúcar. Leve ao forno pré-aquecido em 375ºF/ 190ºC e asse até as bordas da torta ficarem bem douradas e o recheio borbulhar dos lados. Remova a torta do forno e deixe esfriar. Sirva morna ou fria, com sorvete, chantily ou apenas creme de leite fresco, que foi como nós fizemos.

frangipane
1/2 xícara de amêndoa moída ou farinha de amêndoa
1/4 xícara de açúcar
1 ovo
3 colheres de sopa de manteiga amolecida
3/4 colher de chá de extrato de baunilha
1 colher de sopa de farinha de trigo
Coloque todos os ingredientes num processador [ou mini-processador] e misture tudo até formar uma pasta cremosa. Use em seguida ou guarde na geladeira em recipiente de vidro com tampa. Antes de usar remova da geladeira e deixe ficar em temperatura ambiente. Essa receita é o suficiente para forrar a base de uma torta grande.

figo assado com pastis e mel

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A visão dos primeiros figos da estação no Farmers Market me fez perder o prumo. Não tenho pudores com relação à essa fruta e compro sempre mais do que consigo carregar ou comer. É vergonhoso! Comprei um montão de figos super roxos e super maduros, fiquei ocupada e distraída com um almoço para umas visitantes e no dia seguinte eles estavam no limite—ou cozinhava ou perdia. Procurei receitas de torta de figo, bolo de figo, sorvete de figo, entrei em parafuso, Descartei qualquer coisa que precisasse de muito tempo no forno por causa do bafão. Quando abri o The Perfect Scoop do David Lebovitz e procurei no index por figo, ficou tudo resolvido e decidido. A palavra Pernod, somada à palavra figo formou a frase perfeita. Fiz os figos assados numa piscada. Usei Pastis no lugar do Pernod. Fiz no forno, mas poderia ter feito na churrasqueira embrulhando as frutas em papel alumínio.

Figos maduros lavados e cortados ao meio
Pernod, Pastis ou qualquer outra bebida à base de anis
Mel

Coloque os figos num refratário, regue com a bebida e com um fio de mel. Cubra com papel alumínio e leve ao forno pré-aquecido em 375ºF/ 190ºC por 20 minutos. Remova e sirva, morno acompanhado de sorvete ou bolo. Guarde numa vasilha de vidro com tampa e coloque na geladeira. Sirva frio com um pingo de creme de leite fresco, que foi o que nós fizemos.

pudim de creme & pêssegos

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Chegou a hora do pêssego. Como sempre exagerei na aquisição da frutinha. Comprei uma tonelada dos amarelos, que eu gosto muito mais do que dos brancos. Daí desembestei a fazer receitas, porque muitos deles já estavam bem maduros. Um conselho meu quando for fazer qualquer coisa com frutas—sempre separe uma parte extra para ir comendo enquanto prepara a receita!

Com parte dos pêssegos resolvi replicar aquele sensacional pudim de morangos e substituir a água de rosas pela água de flor de laranjeira. Esse aroma casa muito bem com os pêssegos—como já foi previamente testado nesta receita maravilhosa. O resultado da empreitada virou um blockbuster, sucesso absoluto de público e crítica.

*lembrete importante: pêssegos [como morangos] precisam ser orgânicos, pois esta fruta lidera a lista das mais contaminadas por agrotóxicos.

1 xícara de pêssegos orgânicos picadinhos
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de sopa de água de flor de laranjeira
[orange blossom water]
Retire a pele e pique os pêssegos, misture com o açúcar e a água de flor de laranjeira e distribua pelos potinhos. Reserve.

1 xícara de creme de leite fresco
1 xícara de leite integral
3 colheres de sopa de açúcar
1 pacotinho de 4gr [1 colher sopa] de agar-agar
2 colheres de sopa de água de flor de laranjeira

Numa panela, coloque o creme de leite e o açúcar e mexa bem com um batedor de arame até o açúcar dissolver bem. Adicione o agar-agar e leve ao fogo médio, até o creme ferver. Remova do fogo. Adicione o leite e a água de flor de laranjeira, mexa bem para incorporar e distribua o creme pelos potes com os pêssegos picados no fundo. Leve à geladeira até firmar.

outro clafoutis de cereja

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Receitas de clafoutis de cereja abundam. E todas são bem fáceis de fazer. Por aqui mesmo uma delas já foi protagonista. Então fazer outra receita de clafoutis de cereja é meio como chover no molhado. Mas como resistir à uma novidade, como essa variação feita com uma camada de massa e apresentado charmosamente numa das páginas com fotos de sobremesas mais lindas que eu já vi. A revista Martha Stewart Living de junho de 2010 traz um desfile de lindas receitas com frutas todas fotografadas sobre pratos bordados em pano pela artista Miyuki Sakai. Marquei muitas delas para fazer, incluindo esta, que já fiz. Achamos que a massa adiciona uma doçura desnecessária às tortinhas, mas de qualquer maneira ficaram bem gostosas. E feitas com cerejas frescas, orgânicas, locais, no ritmo da temporada, não tem nada melhor.

clafoutis de cereja
Faz 6 tortinhas individuais
para a massa:
1 tablete [113gr] de manteiga sem sal e na temperatura ambiente
2/3 xícara de açúcar de confeiteiro
1 ovo grande
1 xícara de farinha de trigo
1/2 colher de chá de sal grosso

Na batedeira, bata a manteiga com o açúcar em velocidade média até ficar bem liso. Junte o ovo e continue batendo. Adicione a farinha de trigo e o sal até ficar bem misturado. Forme um disco com a massa, embrulhe em plástico e refrigere por pelo menos 1 hora [pode fazer a massa com até 3 dias de antecedência].

Numa superfície enfarinhada abra a massa e forre 6 forminhas de tortas individuais com o fundo removível. Forre o fundo e os lados apertando com os dedos para não deixar nenhum furo ou espaço. Leve à geladeira por uma hora [ou apresse o processo colocando por 15 minutos no congelador].

Pré-aqueça o forno em 325ºF/ 162ºC. Coloque as forminhas para assar até a massa ficar levemente dourada, por uns 20 minutos. Remova do forno e deixe esfriar um pouco. Enquanto isso prepare o recheio.

para o recheio:
2 ovos grandes
2/3 de creme fraiche ou sour cream [*usei creme fraiche]
1/4 de xícara de açúcar comum
1 colher de chá de extrato puro de baunilha
1 pitada de sal comum
170 gr [mais ou menos 1 1/4 de xícara] de cerejas sem sementes e cortadas ao meio

Misture todos os ingredientes com um batedor de arame. Suba a temperatura do forno para 375ºF/ 200ºC. Distribua o recheio entre as forminhas e coloque as cerejas mergulhadas no recheio. Leve de volta ao forno e asse por mais uns 20 minutos ou até o recheio ficar firme. Deixe esfriar e sirva.

bolo crepe de limão

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Depois de fazer esta receita, fiquei com a sensação insistente e pulsante de que a Martha Stewart é uma grande enganadora. Ela faz absolutamente tudo parecer super fácil de fazer nas páginas da revista dela. Mas a realidade é outra. Felizmente não sou crafter, então não me meto a fazer aqueles artesanatos perfeitos que ela ensina. Iria ser uma frustração imensa, pra quem mal consegue cortar uma folha de papel em linha reta. As receitas de culinária também não estão isentas. Tá lá a fotona linda daquele bolo de três camadas absolutamente perfeito. Que pessoa comum, que não seja profissional dos bolos, nem tenha feito um supercurso, ou tenha aquele dom natural que nem todo mundo tem, consegue reproduzir aquelas belezas. Eu é que não sou!

Na edicão de abril da MSL, aquela que veio com três capas lindas e receitas para a comemoração da páscoa, estava lá o tal bolo de crepes. A foto maravilhosa, dando a impressão firme de que fazer aquilo seria a coisa mais fácil do mundo, pra fazer lendo um livro, varrendo a casa, assobiando e chupando cana. Um monte de crepes um em cima do outro entre camadas de lemon curd. Alguém viu alguma dificuldade ai? Eu não vi.

Mas na hora de colocar a coisa na prática, bufei e pragueijei como uma desgramenta. Dona Martha enganadora de pessoas ingênuas! A receita pedia ovos e leite em temperatura ambiente. Breca tudo! Deixa os ovos e o leite por hooooras esperando. Depois a massa exigia descanso de pelo menos duas horas na geladeira, de preferência durante a noite. Breca tudo! Põe a massa de repouso. E quando finalmente consegui fazer os crepes, achei que eles ficaram exageradamente finos. Folhas de papel de seda, difíceis de virar na frigideira. A foto da revista dava a impressão de uma massa um pouco mais grossa. E depois de todo esse rififi, o bolo pronto, podemos comer? Não senhores! Depois de pronto o bolo ainda precisa ficar descansando na geladeira para firmar. Aaaaah!

Concluindo, do inicio ao fim, esse bendito bolo de crepes levou praticamente três dias pra chegar em fatias aos nossos pratos e em garfadas às nossas bocas. Tá certo que eu não sou a rainha da organização, mas achei todo o desenvolver da receita uma coisa absolutamente irritante. Sem falar que na minha opinião, o bolo não ficou assim o fino da bossa. Deu apenas um mero sambinha. Segue a receita, para os corajosos que quiserem arriscar.

Primeiramente fiz o lemon curd, usando limões meyer e esta receita da Alice Waters que é super simples e deliciosa.

meyer lemon crêpe cake
serve 12 porções
3/4 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de açúcar
1/4 colher de chá de sal
1 1/4 de xícara de leite integral em temperatura ambiente
3 ovos grandes em temperatura ambiente
1/2 colher de sopa de extrato puro de baunilha
6 colheres de sopa de manteiga sem sal derretida

Meyer lemon curd
1/4 de creme de leite fresco batido em chantily

Misture a farinha, açúcar e o sal numa vasilha com o batedor de arame. Numa outra vasilha bata o leite, os ovos e a baunilha. Gradualmente jogue a mistura de leite na mistura de farinha. Bata bem com o batedor de arame até ficar uma massa bem lisa. Junte a manteiga e continue batendo. Passe a massa por uma peneira para remover qualquer pelota. Coloque num recipiente com tampa e leve a geladeira por no mínimo duas horas ou durante a noite.

Unte uma frigideira de 16 cm com manteiga. Deixe esquentar em fogo médio. Adicione duas colheres de sopa de massa para fazer cada crepe. Frite dos dois lados e remova cada crepe para uma travessa. Em cima de cada uma coloque uma camada fina de lemon curd. Vá fazendo os crepes, empilhando e recheando. Dá uns 15 crepes. Termine com um crepe. Cubra e leve a geladeira até o bolo de crepes ficar bem firme. Sirva com uma bolota de chantily e decore com fatias finas de limão ou com limão cristalizado.

limão cristalizado
faz 2 xícaras
1 xícara de açúcar
1 xícara de água
2 limões meyer orgânicos, lavados e cortados em fatias finas com a casca
Numa panela misture a água e o açúcar e leve ao fogo até o açúcar dissolver. Adicione as fatias de limão e tampe a panela. Deixe cozinhar em fogo médio-baixo por uns 30 minutos. Deixe o limão esfriar junto com o xarope que vai formar. Usando uma escumadeira, remova os limões e espalhe numa grade sobre uma assadeira. Deixe descansar e escorrer o resto do xarope. Esses limões podem ser refrigerados no xarope, cobertos, por até 3 semanas.

fatias de maçã com frogurt de leite de cabra

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Assim que comecei a sentir os primeiros ventos friorentos do outono e percebi a discreta, porém determinante, aparição das maças nas prateleiras das feiras e mercados, me enchi das vontade de fazer uma torta de maçãs. Cheguei a ficar um tanto obsessiva, procurando pela receita perfeita e satisfatória por semanas a fio. Procurei muito, pois já fiz algumas tortas de maçãs ótimas, mas eu queria algo diferente. Queria uma torta que surpreendesse, que fosse interessante e que tivesse uma massa sem gordura vegetal, com algum toque diferencial. Não foi fácil. Busquei em livros, em revistas, em sites e blogs online. As maçãs aguardavam impacientes e eu fui ficando irritada e frustrada, até que caí nesta receita de apple slices with frozen sheep's milk yogurt da Clotilde do blog Chocolate & Zucchini. Aaa-lee-luu-iaa!

E a receita ainda trazia de bônus um sorvete de iogurte de leite de ovelha, que eu logo adaptei para leite de cabra. Eu tinha comprado iogurte de leite de cabra por causa das sopas da Anna Thomas. Ela usa bastante esse ingrediente e eu realmente me entusiasmei. Já tinha secado um potão, que fiz um queijo cremoso temperado com flor de sal e azeite [*coloque o iogurte numa peneira forrada com pano de queijo sobre uma vasilha e deixe escorrendo na geladeira por uma noite ou alguns dias, até obter a consistência desejada. use o liquido que acumular na vasilha pra usar no lugar do buttermilk ou leite em bolos, pães, biscoitos, etc]. No final encasquetei de fazer um sorvete. E a receita da Clotilde veio com o sorvete de brinde.

Essa tortinha de maçãs foi muito mais fácil de fazer do que eu imaginava. A massa fica deliciosa, graças à adição das amêndoas. E ela combina incrivelmente bem com o sorvete de iogurte de leite de cabra, que é bem forte e proporciona um delicioso contraste com a doçura discreta da maçã. Fiz essa torta para servir de sobremesa no almoço que fiz para o meu filho e a namorada dele no domingo pós-thanksgiving. Servi morninha, com uma bola do sorvete e ficou simplesmente o fino da bossa!

para a massa:
1 1/4 xícaras [150 gr] de farinha de trigo
1/3 xícara [35 gr] de amêndoas moídas ou farinha de amêndoa
[*usei amendoas que moí na hora no processador]
1/4 colher de chá de fermento em pó
1 pitada de sal
6 colheres de sopa [80 gr] de açúcar de cana não refinado
6 coheres de soap [80 gr] de manteiga amolecida
1 gema de ovo

para as maçãs:
1/4 xícara [35 gr] de uvas passas
3 coheres de sopa de licor de baunilha ou rum escuro [*usei rum]
600 gr de maças de assar [* usei as black arkansas]
1/2 colher de chá de canela moída
1 pitada de noz moscada ralada na hora
1 pitada de pimenta do reino moída na hora
4 colheres de sopa de lascas de amêndoas
Açúcar de confeiteiro para polvilhar

Serve de 10 a 12 porções
Coloque as passas de molho no licor ou rum e deixe por um tempo, se puder deixe durante uma noite.

Pré-aqueça o forno em 320ºF/ 160ºC e unte uma forma retangular [20 x 30 cm ou 9 por 13 inches] com manteiga.

Numa vasilha misture a farinha de trigo, as amêndoas moídas ou farinha de amêndoa, o fermento e o sal. Na batedeira, processador ou usando uma espátula de arames, misture o açúcar, a gema e a manteiga até formar um creme. Adicione os ingredientes secos e misture com uma espátula, sem misturar exageradamente. A massa deve ficar com a consistência de farofa. Espalhe essa massa pela forma untada e pressione levemente com as costas de uma colher. Não aperte, senão a massa ficará muito dura.

Descasque e remova as sementes das maçãs e corte em fatis grossas. Coloque numa vasilha e polvilhe com a canela, a noz moscada e a pimenta do reino. Misture bem com as mãos. Coe as passas que estavam imersas no rum. Separe o rum que sobrar pra usar na receita do frogurt. Misture as passas com as maçãs, revolva bem com as mãos e espalhe por cima da massa na forma. Espalhe as lascas de amêndoas por cima das maçãs.

Cubra com papel alumínio sem fechar dos lados. Deixe o papel meio solto. Asse por 50 minutos, removendo a folha de papel alumínio nos 15 últimos minutos. As maçãs devem ficar bem cozidas e as amêndoas tostadas. Polvilhe a torta com açúcar de confeiteiro e sirva morna ou em temperatura ambiente acompanhada do frogurt de leite de cabra.

frogurt de leite de cabra
2 xícaras [500 gr] de iogurte de leite de cabra ou o grego
1 colher de sopa de licor de baunilha ou rum
[*use o que sobrou do molho das passas]
1/4 xícara [80 gr] de nectar de agave, mel ou maple syrup
[*usei mel de blackberries]

Misture todos os ingredientes e coloque na sorveteira. Para quem não tem sorveteira, coloque o recipiente com o iogurte no freezer, remova de uma em uma hora e misture vigorosamente com um garfo, retornando ao freezer e assim sucessivamente até o sorvete ficar pronto.

crostata de ameixa e vinho Porto

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Sinceridade? Não gostei nada de fazer essa torta. Muitos passos, muito detalhe chato. Também não amei o resultado, como pensei que iria. E o resto da família me acompanhou. Comprei as ameixinhas italianas na banca daquela senhorazinha super assertiva que também vende os melhores pêssegos do mundo. Tudo parecia perfeito, incluindo o fato que a receita é da Martha Stewart. Mas fiquei um tanto decepcionada, nem as fotos me entusiasmaram. Mas como eu tive o trabalhão de fazer, fotografar e comer, ela merecia estar aqui. Também porque apesar de não ter me conquistado, pode conquistar outras pessoas. O defeito principal dessa torta pra mim foi ela ter ficado muito doce—isso depois de eu ter eliminado parte do açúcar. Mas veja lá você que gosta de doçuras extremas, porque essa pode ser a torta dos seus sonhos!

1 e 1/4 de farinha de trigo
1 1/2 colher de chá de sal marinho grosso
1/2 colher de chá de açúcar
1 tablete [113 gr] de mantreiga sem sal gelada e cortada em pedacinhos
2 colheres de sopa de água gelada
1 1/2 xícara de vinho do Porto Ruby
1 1/4 de açúcar mascavo
1/2 pimenta tailandesa sem sementes e picadinha [*opcional — não usei]
1 quilo de ameixas italianas descaroçadas e cortadas ao meio
1/4 xícara de maizena
1/4 colher de chá de canela moída
1 colher de chá de creme de leite fresco para pincelar
Açucar demerara ou cristal paras polvilhar

No processador pulse a farinha, 1/2 colher de chá de sal e o açúcar. Adicione a manteiga e pulse até formar uma farofa grossa. Vá adicionando a água aos poucos até formar uma massa. Coloque numa folha de plástico, achate em forma de disco e leve à geladeira por 30 minutos.

Numa superfície enfarinhada abra a massa e coloque numa forma de 20 cm, deixando uma aba de uns 3 cm nas bordas. Congele por 30 minutos.

Pré-aqueça o forno em 400ºF/ 205ºC. Numa panela junte o vinho do Porto e 1/2 xícara do açúcar mascavo e deixe ferver até o liquido reduzir para mais ou menos 1/2 xícara. Retire do fogo, adicione a pimenta se quiser, eu não quis, e deixe esfriar por uns 10 minutos.

Misture os 3/4 restantes do açúcar mascavo [eliminei essa parte, porque achei um exagero de açúcar e as ameixas já eram bem doces, mas se quiser vá em frente] com uma colher de chá de sal, as ameixas, a mizena, a canela e o xarope de Porto. Transfira essa mistura de ameixa para a forma com a massa. Dobre as bordas para dentro da forma [*achei essa parte meio absurda, pois a massa estava congelada e impossível de dobrar—melhor retirar do congelador uns minutos antes, mas esse detalhe não estava nas instruções da Martha, grr!]. Pincele a borda com o creme de leite, salpique com o açúcar demerara ou cristal e asse por 30 minutos. Reduza a temperatura do forno para 375ºF/ 190ºC e asse por mais 1 1/2 hora. Deixe esfriar e sirva.

*perceberam? gelar, congelar, assar por DUAS HORAS—lordhavemercy, quem tem todo esse tempo para esperar uma crostata [super doce] de ameixa ficar pronta?

torta de ricota & chocolate

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Outra receita saída do livro Falling Cloudberries da Tessa Kiros. Segundo ela, essa é uma torta típica do sul da Itália, que combina a ricota com a obsessão dos italianos: o chocolate. Como não sou ligada em chocolate, o detalhe que me atraíu nessa torta foi a laranja, of course.

massa:
100gr de manteiga ligeiramente amolecida
85 gr de açucar
150 gr de farinha de trigo
30 gr de cacau em pó puro [sem açúcar]
1 ovo batido

Coloque a manteiga e o açúcar no processador e pulse até obter uma massa cremosa. Junte a farinha, o cacau e no final junte o ovo batido. Pulse até obter uma massa macia. Coloque numa folha de plástico, amasse num disco e leve à geladeira por 1 hora.

recheio:
3 ovos batidos
140 gr de açúcar
1 colher de sopa de raspinhas da casca de laranja
750 gr de ricota
1 colher de sopa de suco de limão
2 colheres de sopa de suco de laranja

Bata o açúcar e os ovos até ficar bem cremoso, Junte a casca de laranja e a ricota e bata até incoporrar bem, junte o suco do limao e da laranja.

Pré-aqueça o forno em 350ºF/ 180ºC. Abra a massa numa superfície enfarinhada e forre uma forma funda de fundo removível com ela. Leve a massa ao forno por 20 minutos. Remova a massa do forno e coloque o recheio de ricota. Volte ao forno por mais 45 minutos ou até o recheio ficar firme no centro. Remova do forno, deixe esfriar e desenforme a torta. Sirva morna ou fria.

um curau natureba

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Todo mundo fez uma careta de espanto quando eu servi esse curau de cor estranha. Mas eu garanti que um sorriso iria aflorar logo na primeira colherada. E assim foi. O curau ficou com essa cor de caramelo porque usei açúcar de rapadura pra adoçar. Fiz com duas xícaras de grãos do milho raspados da espiga com uma faca, 1 xícara de leite integral, 1/2 xícara de açúcar de rapadura e raspinhas de canela, que fiz na hora com o microplane. Bater tudo no liquidificador e passar por uma peneira. Dai é só cozinhar, cozinhar, cozinhar em fogo baixo. Eu adoro milho e qualquer comida preparada com ele. Curau pra mim é o verdadeiro manjar.

frutas com calda de mel

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A revista Food & Wine do mês de agosto de 2009 trouxe uma matéria muito linda com o chef belga Alain Coumont que me encantou—desde as fotos de um jantar com os amigos na sua casa perto de Montpellier, no sul da França, como as receitas dos pratos servidos, todas vegetarianas com legumes, verduras e frutas locais, orgânicos e sazonais. Não foi por menos que eu marquei absolutamente todas as receitas publicadas pela revista para tentar reproduzir na minha cozinha, pois além de tudo elas apelam pela simplicidade. Quando temos os melhores ingredientes à nossa disposição, podemos nos dar ao luxo de não complicar.

A primeira receita que fiz foi essa sobremesa com frutas da estação com uma calda feita com mel, limão e lavanda. Coumont dá a opção de trocar a lavanda por tomilho e de usar outras frutas, como morango, ameixas, pêssegos ou framboesas. Eu preparei duas levas, uma regada com o molho de mel, limão e lavanda e a outra com o molho de mel, limão e tomilho. As duas versões ficaram deliciosas. Agora preciso testar com outras frutas.

Numa panela coloque 1/2 xícara de mel, 2 1/2 colheres de sopa de suco de limão e 1/4 de colher de chá de flores de lavanda secas [ou tomilho]. Deixe ferver e cozinhe por um minuto. Desligue o fogo e deixe o molho esfriar. Enquanto isso coloque figos e damascos [ou outra fruta que escolher] cortados ao meio com a parte da polpa para baixo sobre uma frigideira. Deixe cozinhar em fogo alto por uns 2 minutos. Vire as frutas com cuidado e deixe cozinhar por mais 1 minuto. É jogo rapidíssimo, não descuide, porque as frutas cozinham realmente em poucos minutos. Remova as frutas e coloque em pratos individuais ou numa travessa e regue com o molho de mel. Pode também acompanhar com sorvete de baunilha ou crème fraîche.

crisp de damasco & cereja

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Essa receita é facilima de fazer e fica deliciosa. Veio publicada no jornalzinho do Co-op, que eu recebo mensalmente pelo correio.

Recheio: 3 xícaras de damascos descaroçados e cortados ao meio, 2 xícaras de cerejas descaroçadas e cortadas ao meio, 1/2 xícara de açúcar e o suco de 1 limão.

Cobertura: 1/3 xícara de aveia grossa, 2/3 xícara de farinha de trigo integral, 2/3 xícara de açúcar mascavo, 6 colheres de sopa de manteiga gelada cortada em cubinhos.

Pré-aqueça o forno em 375ºF/ 190ºC e unte um refratário largo e raso com manteiga. Numa vasilha grande misture os damascos e as cerejas e polvilhe com o açúcar e com o suco do limão. Misture bem e coloque tudo no refratário untado. No processador misture a aveia, a farinha, o açúcar e a manteiga até formar uma massa granulada. Cuidado para não passar do ponto e a massa ficar muito compacta. Espalhe essa massa por cima da fruta e asse por mais ou menos 50 minutos, até a cobertura ficar dourada e a fruta borbulhante. Retire do forno e deixe esfriar numa grade. Sirva frio ou morno, com sorvete de baunilha, chantily ou mesmo desacompanhado, como eu fiz.

salada de melão & cereja

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Tenho comprado uns melões da fazenda Capay que só de ficarem na cesta de frutas, perfumam a cozinha toda com um cheiro maravilhoso. Adoro fazer salada com eles e espremer um limão por cima dos cubinhos. Não sei por que melão combina tanto com limão. Se você não experimentou essa mistura ainda, faça o favor de tentar logo. Nessa variação coloquei cerejas frescas descaroçadas e, como sempre, umas lascas de amêndoas torradas. A crocância da amêndoa também ajuda a transformar essa simples salada de frutas, numa sobremesa excepcional.

Prunes in Pedro Ximenez syrup

Adorei essa receita de ameixa seca com vinho publicada pela Ximena Maier desde a primeira vez que vi. Guardei pra fazer quando desse. Tinha que primeiro arrumar uma garrafa do vinho Pedro Ximenez, que fiz pronto na minha viagem à Espanha. prunes_px_1S.jpgAcredito que ele possa ser substituído pelo Sherry ou vinho do Porto. A Ximena diz que quanto mais tempo as ameixas ficarem imersas no xarope, melhor. Tive a santa paciência de esperar alguns dias para poder provar. O pote com as ameixas já está na geladeira há quase duas semanas. Realmente, o tempo é extremamente favorável neste caso. Eu tenho comido as ameixas com iogurte natural, mas elas também acompanham bem sorvetes ou pudins.

Para 250 gr de ameixas secas, faça 500 ml de chá Earl Grey [ou outro chá preto de sua preferência]. Coloque o chá numa panela com tirinhas de casca de laranja, um anis estrelado, um pau de canela e alguns cravos. Adicione 80 gr de açúcar mascavo e 100ml de vinho Pedro Ximenez [ou Sherry, ou Porto]. Deixe levantar fervura, coloque as ameixas e cozinhe por 20 minutos. Deixe esfriar, coloque num vidro ou vasilha e deixe descansar por no mínimo 24 horas. Sirva como acompanhamento.

Será que há algo errado com essa torta de maçã?

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Não. Pode acreditar que não há nada errado com essa torta de maçã!

A não ser que levemos em conta que esta torta não leva ovos, nem farinha, nem leite, nem manteiga. Essa é uma torta de maçã intitulada livre de culpas, o que já pode ser uma forte indicação de que a receita tem algo errado. Mas ela realmente não tem nada de errado.

Limpando a papelada acumulada no meu escritório, achei soterrada na base de uma pilha de outras mil coisas, uma dessas revistas naturebas que se pega de grátis em portas de supermercados também naturebas. Dei uma folheada final, antes de levar pra reciclagem e nessa folheada parei total nessa receita de guilt-free shredded apple pie. Gostei, não porque é uma receita natureba que nos livra das culpas de comer doces—porque sinceramente eu não sinto culpa nenhuma por comer doces, já que como doces com moderação. Gostei, por causa da mistura de ingredientes, da novidade de usar purê e suco de maçã, a aveia e a tapioca.

Fiz a torta, que é simples e fica com uma aparência interessante, apesar de ser livre de culpa. As opiniões do publico & crítica foram bem diversas. O Uriel detestou, depois de provar apenas uma lasca. O Gabriel adorou e levou metade pra casa dele. Eu comi, mas não achei a melhor torta de maçã do universo e não faria novamente. Mas se fizesse eu mudaria uma coisa: eliminaria o suco de maçã e a tapioca, pois achei que essa mistura de mingau deixou o recheio com uma textura muito gelatinosa. Só as maçãs raladas já seriam suficientes, talvez com a adição de mais duas ou três.

Para quem quiser tentar, segue a receita. Mas fica um lembrete: essa é uma torta que nos livra de todas as culpas, portanto não espere que ela lhe traga o mesmo prazer que a experiência de um doce cheio de pecado traz.

Massa:
2 xícaras de aveia grossa
1 xícara de purê de maçã sem açúcar
1/4 colher de chá de sal.

Pré-aqueça o forno em 350ºF/ 176ºC. Unte uma forma de fundo removível de 9-inch/ 22 cm com óleo em spray [*eu usei manteiga]. Misture a aveia com o purê e o sal até ficar uma massa. Com os dedos, pressione a massa no fundo e lados da forma. Leve ao forno e asse por 30 minutos, ou até a massa ficar levemente dourada.

Recheio:
2 xícaras de suco de maçã sem açúcar - do tipo cidra, de cor opaca - o transparente é feito de concentrado, não é suco puro
1/2 xícara de nectar de agave [ou mel]
4 colheres de sopa de tapioca granulada [quick-cooking]
4 maças Granny-Smith grandes descascadas e raladas
1/2 colher de chá de canela em pó
1/4 de colher de chá de noz moscada [rale na hora]

Numa panela, junte o suco de maçã, o agave e a tapioca e deixe descansar por 5 minutos. Leve ao fogo e mexendo sem parar, deixe ferver. Abaixe o fogo e continue mexendo até formar um creme transparente. Desligue o fogo, adicione as maçãs raladas misturadas com a canela e a noz moscada. Misture bem e coloque o recheio sobre a massa assada. Deixe na geladeira por 2 horas e então sirva.

pudim de limão

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Estou gastando os limões colhidos como posso. O Gabriel ajudou, levando um tanto. Queria muito fazer um doce, mas queria algo diferente—e fácil! Essa receita de meyer lemon budino publicada pela revista Bon Appétit de setembro de 2006 se encaixou nos meus critérios. Substituí o meyer pelo siciliano. Ficou um pudim bem limãozudo, com uma camada fofa e esponjosa por cima e um creme sedoso por baixo.

faz 6 porçoes

1/2 xícara mais 2 colheres de sopa de açúcar
3 ovos grandes, gemas e claras separadas
1/4 xícara de farinha de trigo
1/4 xícara mais 2 colheres de sopa de suco de limão
2 colheres de sopa da casca do limão ralada
3/4 xícara mais 2 colheres de sopa de leite integra
1/4 colher de chá de sal

Pré-aqueça o forno em 350ºF/ 176ºC. Unte seis potinhos com manteiga. Misture 1/2 xícara de açúcar, as gemas, a farinha, o suco e raspas do limão numa vasilha grande e bata bem. Junte o leite e bata novamente. Na batedeira, coloque as claras e o sal e bata bem, junte 2 colheres de sopa de açúcar e termine de bater até formar picos. Adicione delicadamente as claras batidas na mistura de limão em duas partes. Divida a mistura entre os 6 potinhos e coloque sobre uma forma com água até a metade dos potinhos. Leve ao forno por 30 minutos, ou até que os pudins fiquem levemente dourados. Remova da forma com água e deixe esfriar um pouco. Sirva morno ou frio.

brownie de frigideira

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Receita prática tirada da última edição da revistinha Everyday Food. É bem fácil de fazer e fica bem chocolatuda. Um deleite para os amantes do chocolate.

1 1/4 xícara de açúcar
3 ovos grandes
1 xícara de farinha de trigo
1/4 xícara de cacau em pó
1/2 colher de chá de sal
4 colheres de sopa / 1/2 tablete/ 60gr de manteiga sem sal
1/4 xícara de creme de leite fresco
8 ounces / 230 gr de chocolate meio-amargo em pedacinhos

Pré-aqueça o forno em 350ºF/ 176ºC. Numa vasilha bata bem os ovos com o açúcar. Noutra vasillha misture com um batedor de arame a farinha, o cacau e o sal. Numa frigideira de tamanho médio, derreta a manteiga e junte o creme de leite. Quando estiver quase fervendo, acrescente os pedacinhos de chocolate e vá mexendo em fogo baixo, até todo o chocolate derreter e formar um creme. Retire do fogo, deixe esfriar uns 5 minutos e coloque essa mistura de chocolate na mistura de ovos. Misture bem e então junte a mistura de farinha. Coloque a massa de volta na frigideira e leve ao forno por mais ou menos 40 minutos. Sirva morno ou em temperatura ambiente acompanhado de uma bola de sorvete de baunilha.

* use uma frigideira que possa ir ao forno.
** use uma frigideira de tamanho médio, pois eu usei uma grande e o brownie saiu fininho.

arroz doce com limão

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Adaptei uma receita de arroz doce que saiu na edição de março de 2009 da revista Bon Appétit. Era um arroz doce com baunilha, mas eu fiz com limão, por razões evidentes.

1 1/2 xícara de água
3/4 de arroz basmati
1/4 colher de chá de sal
3 xícaras de leite integral
1 xícara de creme de leite fresco
1/2 xícara de açúcar *usei mel, então coloquei mais
Casca ralada de 3 limões amarelos

Numa panela, leve o arroz, a água e o sal para cozinhar em fogo alto. Quando começar a ferver, abaixe o fogo e tampe. Cozinhe tampado até a água secar. Acrescente o leite, o creme, o açúcar [usei mel] e as raspinhas de limão e cozinhe em fogo médio, mexendo de vez em quando, até o arroz ficar com uma consistência bem cremosa. Sirva morno ou frio.

panna cotta de manga

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Isso já está virando carne de vaca, mas uma das sobremesas que fiz para o jantar da passagem do ano foi a panna cotta de baunilha, que servi com o indefectível molho de manga. Comprei tudo no exagero e sobrou ingredientes à beça. Toca eu então fazer mais panna cotta. Só pra variar um pouco, resolvi adaptar a receita da Alice Waters que uso sempre e colocar a manga junto com o creme. Felizmente aqui ninguém recusa um potinho desse creminho super delicioso e mandamos ver!

Dissolva um pacotinho de 0.25 ounces / 7 gr de gelatina em pó sem sabor em 3 colheres de sopa de creme de manga*. Reserve. Numa panela, coloque 3 xícaras de creme de leite fresco, 1 xícara de creme de manga* e 1/2 colher de sopa de pasta de baunilha. Leve ao fogo médio e esquente a mistura, mas não deixe ferver. Remova do fogo, adicione 1 xícara desse creme à mistura de gelatina e creme de manga, mexa bem, retorne o creme mais a gelatina para a panela, com o resto do creme. Mexa bem, deixe esfriar um pouco e coloque nos ramequins. Cubra e ponha na geladeira por pelo menos 6 horas.

*o creme de manga eu compro pronto na lojinha indiana e já vem doce. uma maneira de substituir é bater a manga no liquidificador ou no processador até conseguir um creme bem expesso e acrescentar mel a gosto.

iogurte com maçã caramelizada

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Fiz essa sobremesa num improviso, porque queria usar umas maçãs antes que elas começassem a enrugar. Descasquei e cortei quatro maçãs em fatias. Numa frigideira [uso sempre a minha pesadona de ferro] derreti 3 colheres de sopa de manteiga e ajeitei as fatiazinhas de maçãs ali. Deixei cozinhar, virando cada fatia no meio do processo. As maçãs ficam caramelizadas e deliciosamente amanteigadas. No final ralei um pouquinho de canela por cima das maçãs cozidas. Dai foi só colocar um pouco de iogurte com sabor de maple num potinho e deitar as fatias de maçã por cima. Essa combinação de sabores ficou excelente! Pra quem não tiver acesso ao iogurte com sabor de maple, sugiro adoçar um iogurte natural com um fio de maple syrup ou então usar um iogurte sabor de baunilha. O iogurte com sabor de maple que eu uso é o orgânico da Strauss Creamery.

torta de nectarina

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A nectarina saiu do congelador onde estava desde o meio do verão, quando a minha árvore quase desabou de tantos frutos. Quando abri o saco, senti o aroma inebriante dessa fruta deliciosa. Quero usar logo, porque tudo que fica no congelador por muito tempo acaba ficando sem gosto. Para fazer o recheio eu apenas cozinhei as metades de nectarina com um pouco de açúcar mascavo e outro pouco de baunilha em pasta. Deixei reduzir e usei o doce para rechear a massa.

A massa saiu do livro da Annie SomervilleEveryday Greens. É muito fácil de fazer e é boa para recheios de frutas, assim úmidos.

Faz duas tortas grandes.
2 xícaras de farinha de trigo
1/3 xícara de cornmeal
3 colheres de sopa de açúcar
1/2 colher de chá de sal
2 tabletes de 113 gr de manteiga gelada e cortada em cubos
250 gr de cream cheese

Peneire os ingredientes secos na vasilha da batedeira. Use a pá e vá acrescentando os cubinhos de manteiga até eles ficarem do tamanho de uma ervilha. Pode fazer isso à mão, usando o arame de massas. Adicione o cream cheese e misture até ficar bem incorporado, mas não exagere. A massa vai ficar com pedacinhos brancos do queijo cremoso. Faça uma bola e embrulhe em plástico. Coloque na geladeira por pelo menos 30 minutos. Depois abra com o rolo, forre uma forma de fundo removível, recheie e leve ao forno pré-aquecido em 370ºF/ 190ºC até a massa ficar dourada, uns 20 minutos.

Servi acompanhada de creme de leite fresco.
Essa massa pode ficar na geladeira por alguns dias e congelada por um mês. Descongele antes de usar.

clafoutis de pêra

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Clafoutis é o tipo de receita que me agrada, pois é fácílima de fazer e leva sempre um tipo de fruta ou legume. Por isso vira e mexe tem um deles figurando por aqui. Essa receita eu peguei numa daquelas revistinhas naturebas que são distribuidas em portas de supermercados e lojinhas naturais. Eu sempre pego e passo os olhos, pois muitas vezes elas oferecem receitas interessantes. Gostei particularmente dessa por ela ser feita com as pêras, que é uma fruta que eu acho que cozinha muito bem—e como a maçã, eu prefiro cozida do que crua. Também achei legal a receita levar leite de soja, embora eu não tenha usado e substitui pela mesma medida de leite integral, e pedir todos os ingredientes orgânicos. Só mesmo numa revita natureba!

clafoutis de pêra
3/4 xícara de leite de soja orgânico sabor baunilha*
3/4 xícara de leite orgânico integral
4 ovos caipiras
1/4 xícara de nectar de agave orgânico
1/2 colher de chá de extrato de baunilha
1/2 colher de chá de extrato de amêndoa
1/2 xícara de farinha de trigo orgânica
3 pêras orgânicas Anjou**

*usei leite comum
** usei a pêra Bartlett

Pré-aqueça o forno em 400ºF/ 205ºC e unte um refratário de 22cm com manteiga. No liquidificador coloque o leite, ovos, agave nectar, os extratos de baunilha e amêndoa e bata bem. Adicione a farinha de trigo e pulse para misturar ao liquido. Reserve. Corte as pêras ao meio, retire sementes e cabos e então corte novamente na horizintal em fatias. Coloque as pêras cortadas no refratário, ajeite para que elas fiquem inteiras. Jogue a massa por cima das pêras no refratário e asse por 55 minutos, até a massa crescer e ficar dourada. Remova do forno e deixe esfriar. Sirva o clafoutis morno ou frio.

gelatina de goiaba

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O inverno chega gelado e nevoento e me dá uma vontadezona de comer gelatina. Tem coisa que não tem explicação. E a gelatina que eu queria comer tinha que ser de fruta e cortada assim em cubinhos. Fui cuidar de aplacar a tal vontade. Fazer gelatina parece uma coisa fácil, mas tem lá os seus truques. O líquido quente é fundamental. Por isso desperdicei suco de laranja batido com pedaços de manga, porque não coloquei uma quantidade suficiente de liquido borbulhante e a gelatina não firmou. Tentei uma segunda vez, usando então um suco de goiaba de ótima qualidade, sem açúcar, sem corantes, nem preservantes.

4 envelopes de 7 gr cada [28gr total] de gelatina em pó sem sabor
1 xícara de suco de fruta frio
3 xícaras de suco de fruta aquecido até o ponto de fervura
Mel ou agave nectar a gosto para adoçar

Numa vasilha grande e rasa, polvilhe a gelatina na xícara de suco frio e deixe dissolver bem, por 1 minuto. Numa panela esquente as 3 xícaras restantes de suco ao ponto de fervura e despeje sobre a mistura de gelatina. Mexa com um batedor de arame para dissolver bem. Junte mel ou agave nectar a gosto, misture bem, cubra com plástico e leve à geladeira por no mínimo 3 horas. Remova da geladeira e corte em cubinhos com uma faca molhada.

pudim de ricota com purê de tâmara

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Outra tentativa de desafogar a geladeira. Desta vez para usar um pote de ricota fresca e um punhado de tâmaras Medjool produzidas aqui na Califórnia, que não podiam ser desperdiçadas de jeito nenhum! Fui preguiçosa e refiz uma receita de pudim de ricota que já tinha feito sucesso por estas paradas. A inovação foi que salpiquei a forma untada com amêndoa moída, ao invés da farinha de pão, e fiz um purê de tâmaras, que substituiu as uvas assadas da receita original.

Para fazer o purê de tâmaras, descaroce e pique as frutinhas e coloque numa panela com água, açúcar mascavo baunilhado e um pouco de manteiga. Cozinhe no fogo médio até o caldo engrossar e as tâmaras começarem a se desfazer. Desligue o fogo e passe tudo pelo food mill. Volte ao fogo para uma engrossadinha extra, apenas por alguns minutos. Servir sobre o pudim de ricota.

torta de ameixa

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Estou agora, que é outono, finalmente lendo o capítulo do outono do livro da Edna Lewis—A Taste of Country Cooking. Ela fala da colheita das ameixas e dá uma receita muito simples, para ser feita com as ameixas roxas. Cheguei um pouco tarde, pois as ameixas já estão se despedindo por este ano e só consegui comprar essa variedade roxa por fora e laranja por dentro, que com certeza não eram as ameixas certas para essa receita. Mas mesmo assim fiz e ficou deliciosa. As ameixas soltaram pouco liquido, mas eu superei essa deficiência preparando uma redução de vinho Marsala, que ficou interessante.

Purple Plum Tart

Recheio:
800 gr de ameixas roxas
2/3 xícara de açúcar
Corte as ameixas ao meio e descaroçe. Coloque num refratário com a casca para baixo, cubra com o açúcar e asse em forno pré-aquecido em 450ºF/ 230ºC por 15 minutos. Remova e reserve.

Massa:
1 xícara de farinha de trigo
1/4 xícara de açúcar
1/4 colher de chá de sal
1 tablete [113g / 1/2 xícara] de manteiga
Raspas da casca de 1/2 limão médio
Numa vasilha coloque todos os ingredientes e amasse bem com as mãos, até formar uma massa. Daí sove essa massa por uns minutos, até ela ficar bem sedosa. Use duas colheres de sopa de farinha de trigo durante a sova. A massa deve ficar bem macia. Espalhe a massa com as mãos e cubra a base de uma forma de aro removível de 22 cm/ 9 inches. Coloque as ameixas assadas por cima da massa e leve ao forno em 350ºF/ 176ºC por 30 minutos, até a massa ficar dourada. Se as ameixas soltarem bastante suco na hora de assar, coloque esse liquido numa panela e reduza até ficar um xarope. Como as minhas ameixas não soltaram quase liquido, eu fiz uma redução com vinho Marsala e açucar e espalhei por cima da torta depois de assada. Deixe esfriar antes de desenformar.

pear and blue cheese crostata

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Acho que tenho umas trinta páginas do The Kitchn guardadas, com receitas para fazer, artigos para ler, até aquelas maravilhosas tours de cozinhas fantásticas que às vezes aparecem por lá. Eu adoro esse website. Gosto mais dele do que do seu irmão mais velho, o Apartment Therapy. Essa receita de Pear and Blue Cheese Crostata publicada lá, estava marcada com prioridade. Então desde sábado que estou no making-of dessa torta. Djezuis Craist, nunca conheci ninguém mais atrapalhada do que eu vivendo neste planeta. Primeiro fiz a massa e quando fui fazer o recheio constatei a ausência de três pêras, ingrediente imprescíndivel. Comprei as pêras na terça-feira e fiz a torta. Preparei outra massa, porque achei que aquela que estava na geladeira não ia dar. Fiz uma receita enorme, com muitas pêras cortadas em pedaços muito grandes, que consequentemente não cozinharam direito. Comi uma fatia—que não estava ruim, e até tirei algumas fotos, que me ajudaram a comparar com a torta original e concluir que estava tudo errado. Fiquei desolada, irritada, inconformada. Comecei tudo de novo na quarta-feira. Acabei usando a massa que tinha feito no sábado, comprei uma variedade de pêra um pouco mais macia, que cortei em cubinhos bem pequenos. Dessa vez vingou. Ha-Le-Lu-i-Ha! Ficou uma delícia!

Massa:
1/2 xícara de farinha de trigo
1 colher de sopa de açúcar
1/8 de sal kosher [grosso]
1/2 tablete - 56 gr de manteiga sem sal bem gelada
1 colher de sopa de água gelada
No processador, pulse a farinha, o açúcar e o sal. crescente a manteiga cortada em cubinhos e pulse mais umas 15 vezes até ficar uma farofa. Adicione a água e pulse outra vez, até a massa ficar mais consistente. Amasse com os dedos formando uma bola, amasse num disco, embrulhe em plástico e coloque na geladeira por uma hora.

Recheio:
4 pêras pequenas e maduras
3 colheres de sopa de blue cheese esmigalhado
1/4 xícara de farinha de trigo
1/4 xícara de açúcar mascavo
1/4 xícara de avelãs picadas [ou nozes]
3 colheres de sopa de manteiga gelada
Corte as pêras em cubinhos. Estenda a massa numa folha de papel vegetal ou alumínio e coloque sobre uma assadeira. Coloque as pêras em cubinhos no centro da massa. Deixe uns 4 cms da massa em volta, para poder dobrar. Salpique o queijo esmigalhado sobre as pêras, aperte para eles entrarem entre as frutas. Dobre as bordas da massa, cubrindo parte das pêras. Numa vasilha misture a farinha, o açúcar mascavo e as avelãs picadas. Junte a manteiga e amasse com os dedos até formar uma farofa, que será espalhada sobre a crostata. Asse em forno pré-aquecido em 450ºF / 232ºC por 20 ou 30 minutos, ou até que a massa esteja bem dourada. Deixe esfriar, corte em fatias e sirva.

variações da panna cotta

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Sempre com a mesma receita. Nesta inovação, servi o creme com fatias finíssimas e frescas da perfumada feijoa.

Panna cotta com romã

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Cheguei do trabalho na sexta-feira e—surprise, surprise—fui recepcionada por um sacão com mais umas vinte romãs gigantes em cima da pia da cozinha. Abri três delas e coloquei as sementes em containers na geladeira. Quis porque quis experimentar fazer uma panna cotta com elas. Usei a mesma receita clássica da Alice Waters que sempre uso. No fundo dos potinhos coloquei um pouquinho de pasta concentrada de romãs, depois um tanto das sementinhas frescas e cobri com o creme. Levei à geladeira por muitas horas. Adorei o resultado!

dutch baby [com pêras]

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A dutch baby é uma panquecazona alemã que é um coringa nas minhas noites de domingo. Ela é fácil e rápida de fazer, e fica deliciosa. Eu faço sempre que não tenho nenhuma gostosura para o nosso lanchinho de encerramento do final de semana e não estou nos ânimos de fazer nada mais demorado. A dutch baby fica pronta num piscar de olhos. Desta vez eu inovei fazendo com fruta no meio da massa e ficou muito bom. Essa receita serve muito bem duas pessoas com fome.

3 ovos caipiras
3/4 xícara de leite integral
3/4 xícara de farinha de trigo
1 colher de chá de extrato de baunilha
2 colheres de sopa de manteiga
2 pêras
1 colher de sopa de açúcar baunilhado
Açúcar de confeiteiro para decorar

Pré-aqueça o forno em 425ºF / 220ºC. Numa frigideira de preferência de ferro e que possa ir ao forno, derreta duas colheres de manteiga. Coloque as pêras cortadas em cubinhos e refogue na manteiga. Acrescente uma colher de açúcar baunilhado. Enquanto isso bata no liquidificador os três ovos em velocidade máxima, Acrescente o leite, sempre batendo. Desligue, acrescente a farinha e ligue novamente em velocidade máxima. Por último coloque o extrato de baunilha. Quando as pêras estiverem douradas, desligue o fogo, jogue a massa batida por cima e leve ao forno. Asse por uns 20 minutos, ou até a massa crescer e ficar dourada. Retire do forno e polvilhe com açúcar de confeiteiro. Sirva em seguida.

tea candies

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Paramos no Peet's Coffee para o Uriel beber um café [na xícara] e eu fui comprar o chá branco Snow Leopard que a Sally tinha recomendado. Enquanto ele esperava pelo café, fiquei encaroçando nas outras coisinhas e tchanran, foi quando achei essas balas de goma de chá.

Eu não sou muito chegada em coisas açúcaradas, doces, chocolates, balas, etc. Mas duas coisas que me fazem salivar na hora são balas azedas e balas de goma. Deve ser algum resquício emocional da minha infância. E essas balas de goma vendidas no Peet's estavam perfeitas—não muito doces, macias, super saborosas e mastigáveis, com sabores de jasmine green tea, hibiscus tea e black currant tea.

doces, café & chá

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Masse's pastries—Berkeley, Califórnia

figos com vinho do Porto

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Quando a Constance Escobar sugeriu uma redução de vinho do Porto para acompanhar os figos frescos, fiquei entusiasmadíssima e já fui logo perguntando como fazer. Ela ensinou—para cada 500ml de vinho, 100gr de açúcar e um pau de canela, deixar reduzir até virar um xarope.

Eu fiz e servi com os figos frescos. Fica uma sobremesa deliciosa e bonita de ver. Nossa, que chique, foi o comentário do crítico. Comemos todos, um por um!

torta de figo com mascarpone

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Essa torta era prioridade na minha lista de receitas para fazer. Aproveitei o final de semana, que é quando tenho mais tempo para me atrever em performances mais elaboradas e mandei bala. Fui até a árvore de ninguém buscar os figos, pois queria fazer exatamente como a querida Pipoka fez, com os figos verdes.

Para a massa:
1 ½ xícara de de farinha de trigo
½ xícara de cornmeal
1 colher de sopa de açúcar
¼ colher de chá de sal
½ xícara - 113g de manteiga sem sal, cortada em cubos
1 ½ colher de sopa de alecrim fresco [*usei o seco]
4 a 5 colheres de sopa de água gelada

Para o recheio:
Figos frescos a vontade cortados em rodelas
½ xícara de sour cream
1 xícara - 225 gr de queijo mascarpone
¼ xícara de açúcar
1 ½ colher de chá de raspas de limão

No processador pulsar a farinha, o cornmeal, o açúcar, o alecrim e o sal. Juntar a manteiga e pulsar até a mistura ficar granulada. Colocar 4 colheres de sopa de água gelada e continuar pulsando até formar uma massa consistente. Se precisar, colocar mais um pouquinho de água, até a massa dar liga.

Colocar a massa numa forma de torta com fundo removível pressionando com os dedos . Gelar por 30 minutos. Assar em forno pré-aquecido a 400ºF / 200ºC por 20 ou 30 minutos. Remover do forno e deixar esfriar completamente.

Para o recheio misture bem todos os ingredientes numa tigela. Colocar o recheio na forma quando a massa estiver totalmente fria e arranjar os figos por cima.

Nota: esta torta fica bem melhor quando feita com antecedência. Um dia antes faça a massa e o recheio e guarde tudo na geladeira. Monte 1 ou 2 horas antes de servir. Mantenha a torta na geladeira.

quince tarte tatin

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Os quinces—marmelos também são sinal do outono acenando ali na esquina. Eu adoro essa fruta, seu sabor e textura. Já tinha preparado o quince em calda e adorei a idéia de fazer uma tarte tatin com ele. A inspiração veio deste blog, recomendado pela Elise. Para a massa eu usei uma receita de pâte sucrée do livro Chez Panisse Fruit da Alice Waters.

pâte sucrée

1 tablete - 113g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
1/3 xícara de açúcar
1/4 colher de chá de sal
1/4 colher de chá de extrato de baunilha
1 gema de ovo caipira
1 1/4 de farinha de trigo

Numa batedeira misture a manteiga e o açúcar e bata bem com a pá até ficar uma mistura bem cremosa. Acrescente o sal, a baunilha e a gema de ovo e continue batendo, até ficar completamente incorporado. Junte a farinha e trigo e bata até formar uma massa uniforme. Faça um bola, enrole em plástico e achate formando um disco. Gele por algumas horas ou de um dia para o outro, até ficar bem firme. Na hora de usar, retire da geladeira e abra com o rolo numa superfície enfarinhada.

Para fazer a cobertura de fruta, descasque e corte 4 quinces—marmelos em fatias grossas [pingue umas gotas de limão]. Numa frigideira que possa ir ao forno coloque 1/4 xícara - 2 colheres de sopa de manteiga e 1/2 xícara de néctar de agave [ou açúcar]. Leve a frigideira ao fogo médio e deixe a manteiga derreter e formar um caramelo com o agave. Coloque as fatias de quince na frigideir e deixe cozinhar bem até o caramelo incorporar na fruta. Retire do fogo, cubra com a massa de pâte sucrée, aberta no tamanho da frigideira. Feche bem as laterais da massa, apertando com os dedos. Leve ao forno pré-aquecido em 375ºF / 190ºC e asse até a massa ficar bem firme e dourada. Deixe esfriar bem e inverta a torta num prato. Sirva morna ou fria.

panna cotta de morango

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Essa receita tirada do site da Epicurious não me deixou completamente satisfeita. Eu queria fazer uma sobremesa com morangos frescos, que fosse gelada, cremosa e refrescante. Essa panna cotta é, de fato, tudo isso. Mas por algum motivo não me conquistou daquela maneira passional que geralmente as sobremesas com frutas fazem. Para quem quiser tentar, segue a receita.

3 xícaras de morangos orgânicos cortados em fatias
1 3/4 xícaras de buttermilk
6 colheres de sopa de açúcar
2 1/2 colheres de chá de gelatina em pó sem sabor
1/4 xícara de leite integral
1/4 xícara de creme de leite fresco

Bata no liquidificador os morangos com o buttermilk e o açúcar. Espalhe a gelatina sobre o leite e deixe amolecer, por cerca de 1 minuto. Coloque o creme de morango numa panela—se quiser pode coar antes, mas eu não fiz—e leve ao fogo até ferver. Desligue o fogo, junte a gelatina dissolvida no leite, mexendo bem até ficar bem dissolvido. Misture o creme de leite e bata bem, com um batedor de arame. Coloque em ramequins e leve à geladeira. Gele por pelo menos 8 horas. Na hora de servir, pode desenformar. Eu não fiz.

Far breton com figos frescos

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Eu coleciono as receitas da Elvira, que vou fazendo aos pouquinhos. Não somente eu, mas também a minha irmã, que é cozinheira estreante e adora a praticidade e simplicidade das receitas que a Elvira testa. Este far breton de figos frescos simplesmente me deu uma rasteira. Vim pra casa decidida a fazê-lo e como o universo sempre conspira em favor das coisas boas, a cesta orgânica da semana me trouxe um saquinho de figos—dos verdinhos, como os que a Elvira usou. Mãos à obra. Fiz apenas um terço da receita, pois estou sozinha. Vou confessar sussurando que já devorei metade.

24 figos pequenos
160 g de farinha de trigo
100 g de açúcar
1 colher (sopa) de açúcar baunilhado
3 ovos grandes
250 ml de leite integral
250 ml de creme de leite fresco
50 ml de rum
20 g de manteiga
açúcar de confeiteiro

Pré-aquecer o forno a 400ºF / 200ºC. Untar muito bem uma forma ou uma assadeira - de barro, de preferência - com a manteiga. Reservar.

Bater o açúcar com o açúcar baunilhado e os ovos. Juntar o leite, o creme de leite, o rum e a farinha de uma só vez. Misturar muito bem.

Eliminar os cabinhos dos figos. Fazer um corte em forma de cruz em cada um, sem chegar até à base. Distribuir os figos pela forma.

Colocar a massa sobre os figos e levar ao forno por 25-30 minutos. Retirar do forno e polvilhar com o açúcar de confeiteiro. Deixar repousar. Servir morno ou à temperatura ambiente, na própria forma.

pêssego na calda de água de flor de laranjeira

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Dei uma cambalhota tripla quando vi esta sobremesa perpetrada pela fabulosa Faby do Rainhas do Lar. Mas eu nem prestei atenção no sorvete, nem no suspiro, muito menos nas amêndoas. Só conseguia ver aqueles pêssegos boiando na deliciosa calda aromatizada com água de flor de laranjeira. Fiz a receita duas vezes, pois na primeira tive dificuldade para remover a casca dos pêssegos cozidos. Então tentei uma segunda vez descascando os pêssegos antes de cozinhá-los. Usei pêssegos orgânicos, pois vocês sabem que essa fruta é a numero uno na lista das mais contaminadas por agrotóxicos.

6 pêssegos orgânicos bem firmes
2 xícaras de água
1/2 xícara de açúcar
2 colheres de sopa de água de flor de laranjeira
A Faby usa também um pau de canela, mas eu eliminei esse item, pois queria só o sabor da flor de laranjeira

Descasque os pêssegos, corte cada um em quatro e reserve as cascas. Numa panela coloque a água, o açúcar, a água de flor de laranjeira e misture bem, até o açúcar dissolver. Leve ao fogo, coloque os pêssegos cortados em quatro, as cascas e deixe ferver. Quando começar a ferver, conte 5 minutos e remova os pêssegos. Baixe o fogo e deixe a calda reduzir pela metade. Coe para remover as cascas. Deixe esfriar, junte a calda e os pêssegos e coloque na geladeira. Nós comemos os pêssegos na sua calda rosada com um pouco de creme de leite fresco, como sempre fazemos com fruta em calda. Essa receita será repetida muitas vezes. Outstanding!

pudim de ricota com molho de uva

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Essa receita fabulosa saiu da edição de julho de 2008 da revista Gourmet. Eu gostei de tudo nela—da simplicidade, dos ingredientes e do toque especial da uva assada. Fica bem fininha, portanto uma torta de 22 cm não dura muito.

Pré-aqueça o forno em 375ºF/ 190ºC. Unte uma forma redonda refratária de 9"/ 22cm com manteiga. Espalhe sobre a forma untada uma colher de sopa de farinha de pão moída bem fininha—eu faço a minha na hora, usando bolachas integrais.

Bata bem no liquidificador:
1 2/3 xícara [ou 15 oz ou 425gr] de ricota feita com leite integral
2 ovos grandes
3 colheres de sopa de açúcar
1/4 colher de chá de canela
1/8 colher de chá de sal
Coloque essa massa de ricota na forma untada com a manteiga e farinha de pão. Leve ao forno e asse por 25 minutos, ou até a massa ficar firme e levemente dourada. Remova do forno e deixe esfriar.

Faça a calda de uvas assadas, colocando numa assadeira rasa 2 xícaras de uvas vermelhas sem sementes e cortadas ao meio, 2 colheres de sopa de açúcar, 2 colheres de sopa de manteiga e 1 colher de sopa de um bom vinagre balsâmico. Misture bem e coloque no forno a 425ºF / 220ªC na grade mais baixa. Asse por 10 minutos, chacoalhando a forma uma ou duas vezes. Deixe amornar e sirva com o pudim de ricota.

Creme com gerânio perfumado

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Fiz a minha versão do creme al gerânio profumato seguindo direitinho a receita da Neide—até pinguei o limão, que no caso dela foi acidental. Só mudei o tipo de queijo e diminuí o açúcar. Ficou um manjar. Eu e o Uriel colocamos os melindres de lado e devoramos as quatro porçoes sozinhos, com bastante framboesa fresca.

150 gr de creme de leite fresco
150 g de queijo fresco – usei o mascarpone
2 colheres de sopa de açúcar
4 folhas de gerânio perfumado - usei o com aroma de limão
Umas gotas de limão
Framboesas frescas
Folhinhas de gerânio para decorar

Aqueça o creme de leite com as folhas de gerânio e o açúcar em banho-maria. Cozinhe por cerca de 10 minutos. Guarde na geladeira até o outro dia ou pelo menos por 8 horas. Coe a mistura, pressionando bem as folhas. Descarte-as. Junte ao creme de leite o queijo fresco e bata bem com o mixer ou batedor de arame. Acrescenteumas gotinhas de limão se quiser. Deixe na geladeira para gelar bem e sirva com as frutas frescas.

Crisp de nectarina

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Essa receita saiu do livro Chez Panisse Café Cookbook da Alice Waters e fez parte do Menu Califórnia que foi montado a pedido do Eduardo, para ser degustado pela sua simpática confraria. Ele era originalmente um crisp de pêras, mas como no final da receita a Alice sugere que essa sobremesa pode ser feita com outras frutas, resolvi testar com o resto das nectarinas do meu quintal que sobreviveram às doações e congelamentos. Ficou excelente.

Crisp de nectarina
[serve de 4 a 6 pessoas]

Cobertura
1/2 xícara de nozes ou amêndoas *usei amêndoas
1 xícara de farinha de trigo
3 colheres de sopa de açúcar mascavo
2 colheres de sopa de açúcar branco
1/8 colher de chá de canela em pó
Uma pitada de sal
6 colheres de sopa de manteiga sem sal

Recheio
6 nectarinas maduras [mais ou menos 1 quilo], descaroçadas e cortadas em fatias
1/4 xícara de açúcar
2 colheres de sopa de farinha de trigo

Pré-aqueça o forno em 375ºF/200ºC.
Toste as nozes ou amêndoas levemente e depois pique. Numa vasilha misture a farinha, o açúcar mascavo e branco, a canela e o sal. Corte a manteiga em pedacinhos e jogue na mistura de farinha, mexendo com os dedos até obter uma farofa. Junte as nozes picadas e misture bem—essa cobertura deve ficar numa consistência firme, quando pressionada com a mão. Pode ser preparada até uma semana antes e ficar guardada na geladeira.

Coloque as fatias de nectarina numa vasilha. Adicione o açúcar. Polvilhe com a farinha e misture gentilmente com as mãos. Coloque a mistura num refratário de vidro ou cerâmica—eu usei ramequins. Com uma colher, coloque a cobertura sobre as frutas, pressionando levemente. Coloque o refratário sobre uma assadeira e leve ao forno, na grade central, e asse por 40 ou 50 minutos, até que a cobertura esteja dourada e o suco das peras tenha engrossado. Sirva morno com sorvete de baunilha ou chantilly aromatizado com Armagnac. Eu servi frio e acompanhado de um copo de leite integral orgânico, quase um creme.

torta de nectarina e queijo mascarpone

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Uma das grandes frustrações da minha carreira na cozinha é não ser boa fazendo sobremesas. Mas sou persistente, não desisto nunca e estou sempre tentando melhorar. Só que muitas vezes sinto um desânimo enorme. Quando a empreitada termina em êxito, é motivo para comemoração. Mas raramente eu celebro a boniteza do resultado. Minhas sobremesas, apesar de ficarem comíveis, nunca ficam bonitas como eu desejaria. Então fui fazer essa sobremesa linda da Deb do Smitten Kitchen e quando olhei a minha e olhei a dela, fiquei irritada com a minha total falta de jeito. Mas tudo bem, me conformei porque todo mundo que comeu a torta gostou. É uma sobremesa bem refrescante, pois é servida gelada e com a fruta fresca, só a massa que é ligeiramente assada. Ótima também porque economiza forno nos dias quentes. E deve ficar muito boa com outros tipos de frutas.

Torta de nectarina com queijo mascarpone [minha versão]

Para a massa:
37 gingersnap cookies ou outro tipo de bolachinha interessante. Eu usei umas suecas com sabor de capuccino que estavam encalhadas. São mais ou menos 9 ounces ou 250 gr ou 3 2/4 de xícaras de bolacha.
6 colheres de sopa de manteiga sem sal derretida.

Para o recheio
1 porção de 8 ounces ou 230gr de queijo mascarpone
6 ounces ou 170 gr de cream cheese em temperatura ambiente
1/4 xícara de sour cream
1/4 xícara de açúcar
1 colher de chá de raspas de casca de limão [amarelo]
1/4 colher de chá de extrato de baunilha

Para a cobertura
4 ou 5 nectarinas descaroçadas e cortadas em fatias
1/4 xícara de geléia de pêssego * eu não usei

Faça a massa: Pré-aqueça o forno em 350°F / 176ºC. No processador coloque as bolachas e moa bem. Vá acrescentando a manteiga derretida até formar uma massa bem úmida. Forre uma forma de fundo removível com essa farofa. Asse por uns 8 minutos, ou até a massa ficar mais escura e mais firme. Remova do forno e deixe esfriar completamente.

Faça o recheio: Bata todos os ingredientes vigorosamente até obter um creme bem liso. Espalhe sobre a massa já assada na forma. Leve para gelar por pelo menos 2 horas.

Faça a cobertura: Espalhe as fatias de nectarina sobre o recheio, pincele com a geléia aquecida. Sirva ou refrigere por até 6 horas.

sorvete de estragão

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A idéia veio daqui, via the kitchn. Eu só mantive mesmo a presença do estragão no sorvete, o resto fiz do meu jeito.

Deixei um punhado de estragão de molho em 1 xícara de creme de leite fresco de um dia para o outro, na geladeira. No dia seguinte bati tudo no liquidificador com mais 1/2 xícara de leite integral e nectar de agave [ou mel] a gosto. Coei bem e coloquei na sorveteira. O estragão é uma erva muito delicada e aromática, tem um sabor que lembra muito o do anis. Mas esse sorvete é claramente um acompanhamento para frutas, porque sozinho ele fica um pouco enjoativo. A combinação da fruta assada ou grelhada com um sorvete de ervas é prá lá de interessante. Eu usei nectarinas colhidas no meu quintal, fresquíssimas, que cortei ao meio e coloquei na grelha da churrasqueira por uns minutos, somente até elas ficarem um pouquinho moles, mas sem exagero. Servi as metades das nectarinas grelhadas com o sorvete de estragão. Décadence, avec élégance!

Blanc Mange

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Essa foi a primeira receita que marquei no The Taste of Country Cooking da Edna Lewis. É uma receita de primavera, quando a abundância de grama fresca significava um lote extra de leite, creme de leite e manteiga. Nessa estação do ano fazia-se muitas receitas com esses ingredientes, uma delas o Blanc Mange.

1 xícara de amêndoas sem pele
1 1/3 xícara de água gelada
1/2 xícara de leite
1/2 xícara de creme de leite fresco [heavy cream]
2/3 xícara de açúcar
1 colher de chá de gelatina em pó sem sabor
1/4 xícara de água gelada
1 colher de chá de extrato de amêndoas
1 colher de chá de extrato de baunilha
2 colheres de chá de rum

Coloque as amêndoas no processador ou liquidificador e pulse até elas ficarem moídas. Acrescente 1 1/3 xícara de água gelada e continue moendo, até virar um purê bem liso. Misture o leite, o creme de leite e o açúcar e bata tudo mais uma vez. Aqui Edna recomenda coar a mistura por uma peneira, mas eu não fiz. Coloque a mistura numa panela. Dissolva a gelatina em 1/4 xícara de água e adicione ao creme na panela. Coloque em fogo médio e, mexendo sempre, deixe escaldar mas não deixe ferver. Desligue o fogo, adicione os extratos e o rum. Coloque numa forma e deixe esfriar. Leve à geladeira até ficar firme. Remova da forma e sirva com frutas frescas ou em molho. Eu servi com um molho de framboesa e laranja. Também servi com figos assados na churrasqueira. De todas as maneiras esse doce foi um sucesso.

gelatina de frutas vermelhas

gelatina_frutas_v_1S.jpgGelatina de fruta é uma sobremesa tão fácil de fazer e fica sempre tão gostosa, refrescante para os dias quentes, com mil variações e possibilidades. Não sei por que eu não faço gelatina mais frequentemente. Essa receita saiu da revista Everyday Food e levava apenas framboesas, mas eu fiz com uma mistura de framboesas, morangos e mirtilos. Achei o resultado um pouco doce pro meu gosto. Se refizer, vou omitir o açúcar e colocar um pouco mais de mel.


2 envelopes de 8 gr—1/4 ounces de gelatina em pó sem sabor
1 1/2 xícara de frutas frescas
ou 1 pacote de 350 g—12 ounces de frutas congelada
1/2 xícara de açúcar
1 pitada de sal
1/4 xícara de mel

Salpique a gelatina em 1/4 xícara de água gelada e deixe dissolver, por mais ou menos 10 minutos. Enquanto isso cozinhe as frutas numa panela com o açúcar [se gostar de coisas doces], 2 xícaras de água e uma pitada de sal. Cozinhe por mais ou menos 5 minutos, até as frutas amaciarem e dissolverem, Retire do fogo, acrescente a gelatina dissolvida e o mel e misture bem. Passe a mistura por uma peneira fina ou food mill. Meça 4 copos de liquido, se precisar acrescente mais água. Divida em seis potinhos, deixe esfriar, cubra com plástico e leve a geladeira até ficar firme.

peach mint frogurt

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Esse frogurt foi feito no improviso, porque o cabeção descascou e picou um bocado de pêssegos maduríssimos, colocou tudo no congelador para ficar somente por alguns minutos e só foi lembrar de tirar muitos dias depois. Pensei imediatamente no incrível sorbet de morango da Charlene e achei que daria pra fazer um igual, de pêssego. Coloquei no liquidificados os pêssegos congelados, mel a gosto, um punhado de folhinhas de menta fresca e uma dose de licor Cointreau. Logo vi que minha intenção de sorbet não iria ficar igual ao sorbet da minha amiga e tasquei na mistura uma xícara de iogurte natural integral e a partir dali tudo correu tranquilo. Sorveteira e nhac-nhoc-nhac. Esse frogurt foi devorado em tempo recorde.

frogurt de amoras

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Um monte de amoras, uma xícara de iogurte integral orgânico, 1/2 xícara de leite integral orgânico, mel a gosto. Bater tudo no liquidificador. Colocar na sorveteira. Eu gosto de manter as sementes no creme, mas quem não gosta pode bater as amoras no leite e passar por uma peneira ou food mill. Achei que a câmera não conseguiu captar cem por cento a magnifica cor natural desse sorvete.

Torta brulée de damasco

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Quero aproveitar ao máximo a curta temporada dos damascos e fazer pelo menos uma tortazinha legal com eles. Achei essa receita usando o mecanismo de busca dos blogs de culinária, que é realmente uma mão na roda. Achei tudo ótimo, gostei da massa com amêndoas e do creme caramelizado. Planejei fazer essa torta por mais de uma semana e finalmente concretizei meus planos no sábado à tarde. Gostamos muitíssimo do resultado. Eu decidi fazer em forminhas individuais, para ficar mais fácil o consumo. Deu seis tortinhas.

Apricot Tart Brulee

Faça a massa:
1-1/4 xícaras de farinha de trigo
1/2 xícara de amêndoas sem pele e torradas, moídas bem fininho
3 colheres de sopa de açúcar
1/2 tcolher chá de sal
1/2 xícara ou 1 tablete de 113gr de mantega sem sal gelada
1 gema de ovo
1 colher de chá de baunilha
3 colheres de sopa de creme de leite fresco
Misture a farinha, as amêndoas moídas, o açúcar e o sal numa vasilha. Acrescente a manteiga gelada cortada em cubinhos e misture tudo com os dedos, até formar uma farofa. Não amasse! Num outro recipiente bata a gema do ovo e acrescente a baunilha e o creme de leite. Faça um buraco na mistura de farinha, jogue lá a mistura de ovo e creme e misture bem com um garfo, depois amasse bem com as mãos até formar uma bola. Enrole em plástico e coloque na geladeira por 30 minutos.

Pré-aqueça o forno em 375ºF/200ºC. Abra a massa com um rolo e forre uma forma grande ou forminhas pequenas, como quiser. Coloque as formas na geladeira por mais 30 minutos, ou faça um shortcut no congelador, como eu fiz. Apenas 10 minutos. Coloque a massa para assar por uns 15 minutos, ou até ela ficar um pouco firme e levemente dourada. Retire do forno. Reduza a temperatura do forno para 350ºF/176ºC.

Faça o creme:
1 xícara de creme de leite fresco
1 colher de chá de baunilha
2 ovos ligeiramente batidos
1/4 xícara de açúcar
Misture todos os ingredientes muito bem, batendo com um batedor de arame.

Corte uns 8 damascos em fatias e arrange sobre as forminhas. Jogue o creme por cima dos damascos, salpique com pedacinhos de manteiga e açúcar. Coloque no forno e asse por uns 30 minutos, ou até o creme ficar firme. Coloque no broiler por 5 minutos somente para caramelizar o açúcar. Remova do forno e deixe esfriar bem antes de servir.

Clafoutis de cereja

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As cerejas frescas estão abundantes, presentes em diferentes cores e variedades. Estão dulcíssimas e irresistíveis. Algumas teriam que virar um doce. Procurei e achei algumas receitas legais, mas como não estive no meu cem por cento neste final de semana, decidi por uma bem fácil. E não tem nada mais fácil que um clafoutis. Esse, de cereja, é um clássico. E essa receita é da avó da francesinha Fanny, que escreve um blog delicioso chamado Foodbeam.

Clafoutis de Cereja
[le clafoutis de ma grand-mère]

200g de farinha de trigo
120g de açúcar
Uma pitada de sal
3 ovos
80g de manteiga derretida
250ml de leite integral
500g de cerejas descaroçadas

Pré-aqueça o forno em 200°C /400ºF e unte uma forma de torta de 30 cm com bastante manteiga.

Na batedeira coloque a farinha, o açúcar e o sal e incorpore bem. Junte os ovos, um de cada vez, batendo em velocidade média. Quando a massa estiver macia, coloque a manteiga. Continue batendo, em velocidade baixa e vá colocando o leite. A massa deve ficar bem lisa.

Espalhe as cerejas pela forma untada. Coloque a massa por cima e leve ao formo por 30 minutos ou até o clafoutis ficar firme e dourado. Deixe esfriar e sirva. Nós gostamos mais no dia seguinte.

A massa desse clafoutis ficou com um amarelo intenso devido aos avos que use, todos da Felizberta!

Maple rice pudding

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O Projeto Gutenberg oferece acesso gratuíto à muitos livros de culinária antigos, alguns verdadeiras pérolas, como esse—Foods that will win the war and how to cook them. Eu tenho uma fascinação por este tema, especialmente em como se faziam adaptações ao racionamento de produtos durante a guerra. Esse livro foi publicado em 1918, portanto encara as mazelas da Primeira Grande Guerra e ensina muitas coisas bacanas que poderiam ser adaptadas ao nosso tempo sem problemas. Os autores se concentram na falta de farinha de trigo, açúcar, carnes e gorduras. Logo no inicio, duas ilustrações dão uma aula de economia doméstica que poderia muito bem fazer parte da nossa rotina de hoje.

COMIDA
1.Compre com consciência
2.Cozinhe com cuidado
3.Sirva apenas o suficiente
4.Guarde o que não vai estragar
5.Coma o que vai estragar
6.Colhido da sua horta é o melhor
NÃO DESPERDICE!

Adorei as receitas, com substituições e dicas. Escolhi para testar, a receita de um tipo de arroz doce, sem açúcar, usando o xarope de maple e as uvas passas como adoçante. Fiz uma pequena burrada inicial, pois a receita pede cozimento no vapor, usando um double boiler, onde uma panela com água fica embaixo e outra em cima com o arroz. Usei uma vasilha de vidro, que achei que era refratária, mas nos primeiros minutos ouvi um sonoro CRACK e a vasilha tinha rachado de cabo a rabo. Tristemente e contrariando todo o propósito desse livro, tive que jogar tudo fora e começar de novo. Da segunda vez fiz algo mais seguro e usei duas panelas. O pudim demorou muito mais que 35 minutos pra ficar cozido e ficou muito doce pro meu gosto. Talvez, naqueles tempos duros de guerra, os desejos de comida doce eram mais acentuados, porque comia-se muito menos açúcar.

maple rice pudding—arroz doce dos tempos de guerra
1/2 xícara de arroz
1 1/2 xícara de leite
1/4 colher de chá de canela
1/8 colher de chá de sal
1/3 de xarope de maple—maple syrup
1/2 xícara de passas
1 ovo

Bata bem o ovo com um batedor de arame, acrescente o leite, o sal, canela, bata bem para não ficar pedacinhos de gema [eca!] e para a canela se incoprporar. Acrescente o arroz e as passas e coloque para cozinhar num double boiler por 35 minutos.

o pudim & o Oscar

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Eu assisto à cerimônia do Oscar há muitos anos. Lembro de estar deitada num sofá antigão que tinha na primeira casa que meus pais moraram em Campinas e assistindo ao Oscar, sozinha no escuro. Lembro dos prêmios que Um Estranho no Ninho recebeu. E do Keith Carradine cantando I'm Easy sozinho com um violão no palco. A música concorria por Nashville e ganhou o Oscar de melhor canção do ano. Eu era uma adolescente tímida e magricela e o Oscar era uma coisa super especial pra mim. Era gostoso aquele ritual de ficar acordada até de madrugada. Achava super estranho eu estar de pijama às 11:30pm e os artistas estarem entrando na festa sob a luz do sol. Na minha infantilidade eu imaginava que eles ficavam um tempão pra entrar e outro tempão esperando lá dentro. Agora que estou no mesmo fuso horário da festa, ela começa às 5:30pm pra mim.

Hoje o que eu mais curto durante o Oscar é ficar batendo papo pelo computador com o Moa. Eu aqui empacotada bebendo chá, ele lá de shorts, suando e devorando um pote de sorvete de açaí. Eu aqui pensando no jantar, ele lá pensando na cama, porque no Rio de Janeiro já é madrugada. Nos fofocamos sobre tudo, fazemos comentários durante os discursos chatos e nas propagandas, damos risadas reais e virtuais, nos emocionamos, concordamos e discordamos, torcemos pelos nossos favoritos, tudo ao mesmo tempo, ao vivo na tevê e no nosso chat particular.

Eu não faço comida especial pra noite do Oscar. Meu dia acaba cedo, pois eu sento pra ver o red carpet e só saio da frente da tevê quand o host da festa diz boa noite. Quanto muito rola um snack improvisado. Na maratona deste domingo eu sobrevivi com uma porção do pudim de pão da infância da Judith Jones, que refiz, desta vez usando cerejas secas no lugar das passas douradas. Também bebi chá de genbibre com limão e lá pelas 8pm o Uriel me trouxe uma banana. Eu não quero saber de comer durante o Oscar. Só quero prestar atenção nas roupetas, nas piadas, nos comentários, nas caras e bocas, criticar e elogiar, dar risada e chorar, e teclar com o Moa. Comer é uma atividade que nunca fez parte do show pra mim e que sempre ficou pra depois.

Fereni

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Vi essa receita de origem persa no caderno Comida da Folha de São Paulo que é aberta à plebe—não assinantes, como eu. Achei super interessante e, principalmente, fácil. Não entendi bem o que é o creme de arroz, se é um preparado tipo para mingau, então substituí pela farinha de arroz. Para ficar chiquezinho e coloridinho como o da foto do jornal, usei Grenadine, um xarope de romã usado em cocktails. Não achamos o fino da bossa, mas é bem gostosinho.

250 g de açúcar
40 ml de água de rosas
250 g de creme de arroz * usei farinha de arroz
1 litro de leite integral
Pistache picado
Pétalas de rosa para decorar *não usei

Misture o leite com a farinha de arroz e leve ao fogo médio, mexendo sempre com um batedor de arame ou uma colher de pau. Acrescente o açúcar e continue mexendo. Quando começar a engrossar, acrescente a água de rosas e cozinhe por mais uns minutos. Retire do fogo. Coloque um pouco de Grenadine no fundo de copinhos de vidro, acrescente o creme, decore com pistaches picados e leve à geladeira. Sirva frio.

bread pudding

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Receita da infância da Judith Jones. Um dos doces que ela adorava e que chegava sempre à mesa numa vasilha envolta num pano de linho branco e era servida ainda quente. Judith conta que dava a primeira colherada no pudim e as passas quentes estouravam, e faziam com que ela chorasse. Quem já não comeu um doce quente de uma maneira tão esganada que trazia lágrimas aos olhos? Eu já, incontáveis vezes! Esse pudim é uma receita antiga e tradicional.

2 1/2 xícaras de leite
2 colheres de sopa de manteiga
3 fatias de pão tipo caseiro, sem a casca e picado [mais ou menos 1 1/2 xícara]
1/2 xícara de passas
Raspas de meio limão
3 ovos grandes
3 colheres de sopa de açücar
1/8 colher de chá de noz moscada ralada na hora
Para polvilhar, 2 colheres de açúcar ou cubinhos de açúcar esmigalhados
Para servir, creme de leite fresco [heavy cream]

Numa panela aqueça o leite com a manteiga, mexendo até derreter. Remova a panela do fogo e acrescente o pão em pedacinhos, as passas, as raspas de limão e deixe amornar. Separe as claras das gemas dos ovos. Bata as claras em neve. Coloque as gemas batidas com um garfo na mistura de leite e pão. Misture bem. Acrescente o açúcar. Junte as clras em neve, mexa delicadamente, e coloque a nos moscada. Salpique com o açúcar. Despeje a mistura numa forma rasa untada com manteiga e coloque num banho maria em forno pré-aquecido em 325ºF/162ºC por uma hora. Sirva morno com o creme fresco.

*modificações: não polvilhei com açúcar, coloquei pra assar sem o banho maria e servi com chantily adoçado com açúcar de baunilha.

laranja brûlée

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Na sala de espera do dentista, tive tempo de folhear rapidamente uma revista Sunset, onde vi essa receita. Me esforcei pra memorizá-la, o que não foi difícil, pois essa deve ser uma das sobremesas mais simples que eu já fiz.

Descasque duas laranjas por pessoa—usei uma Navel e uma Valencia. Tire toda a parte branca e corte em gomos. Disponha num refratário pequeno. Salpique com açúcar mascavo. Coloque no broiler por 10 minutos para gratinar. Sirva com com chantily. Eu bati o creme de leite fresco e adicionei um pouco de açúcar de baunilha. A laranja cozinha e solta um pouco de liquido. Fica uma sobremesa reconfortante, com a mistura da fruta cítrica quente com o creme.

doce de abóbora com coco

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Parte da abóbora [orgânica] que enfeitou a porta da minha casa no Halloween virou um doce. Foi 500 gr da abóbora em pedaços, 150 gr de açúcar e alguns cravos da india. Cozinhei por algumas horas. Acrescentei o coco em flocos no final, mas achei que coloquei muito. Se fizer novamente vou omitir. Só a abóbora com o aroma do cravo já estava perfeito.

A outra parte da abóbora foi assada e está aguardando a definição do seu destino. Uma sopa para a noite. Talvez.

panna cotta com purê de damasco

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Quando você abrir a porta do armário da despensa e um pacote de damascos secos cair na sua cabeça, encare essa fatalidade como um sinal dos deuses e prossiga, colocando os damascos numa panela com bastante água e um pouquinho de nada de açúcar. Deixe cozinhar até virar um purê, que você não vai se arrepender.

Avance, abrindo a geladeira e se certificando mais uma vez de que você exagerou e comprou muito creme de leite fresco pras festividades do final do ano. Odiando qualquer tipo de desperdício, decida aqui e agora que não vai mais fazer dessas, embora você tenha certeza absoluta que vai continuar fazendo.

Com o suplus de creme de leite fresco, prepare mais uma vez a receita de panna cotta da Alice, que foi um sucesso de público e crítica e portanto precisa ser repetida. Use bastante raspinhas de laranja. Mais que da outra vez.

Coloque o purê de damascos no fundo dos potinhos, como você gosta de fazer porque tem preguiça de desenformar. Coloque o creme por cima e leve à geladeira. Garanto que quando estiver comendo essa panna cotta às colheradas e murmurando hmmms e oohhs, você vai se lembrar do acidente com o pacote de frutas secas como um acontecimento muito auspicioso.

crumble de pêra e calvados

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Me inspirei em duas receitas diferentes—uma para a farofa outra para o recheio, e fiz esse crumble, que ficou bem suave.

Para o recheio:
5 pêras Bosc
2 maças verdes - Granny Smith
Raspas de uma laranja e de um limão
Sumo de um limão
2 colheres de sopa de Calvados
Descasque e pique as frutas, misture com as raspas, suco e bebida.

Para a farofa:
1/3 de xícara de farinha de trigo
2 xícaras de aveia
1/2 xícara de açúcar
1 xícara de nozes
5 colheres de sopa de manteiga gelada
1/8 colher chá de sal
No processador, coloque a farinha, 1 xícara da aveia, o açúcar, as nozes e o sal. Pulse até ficar bem misturado. Acrescente a manteiga cortada em cubinhos e pulse ate obter uma farofa. Acrescente a outra xícara de aveia e pulse até ficar bem integrado.

Monte o crumble num refratário, colocando a mistura de frutas e por cima a farofa. Coloque em forno pré-aquecido em 350ºF/ 176ºC por mais ou menos 40 minutos, ou até que a farofa fique dourada. Sirva morno.

ricota com cranberry

ricota_cranberry.jpgUma sobremesa improvisada que não fez sucesso absoluto com os meus convidados, que favorecem sobremesas mais robustas, com chocolate, caramelo e nozes. Mas ficou gostosinha pra quem curte coisas com frutas. Vi a receita numa revista, não me lembro qual, e fiz parecida. A ricota é temperada com raspas de limão e açúcar—usei o baunilhado. Faça uma compota com cranberries frescas, como se fosse fazer o tradicional cranberry sauce de Natal. Para onde não há cranberry fresca disponível, qualquer outra fruta pode ser usada. Uma camada de ricota temperada, uma camada da fruta cozida, outra de ricota, geladeira por algumas horas e voilá!

pecan pie

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Desta vez encostei o corpo e usei uma massa de torta pronta, dessas congeladas que só precisa assar. Mas o recheio foi feito do zero:

1 xícara de açúcar
4 colheres de sopa de manteiga sem sal derretida
4 ovos grandes
1 xícara, mais 2 colheres de sopa de dark corn syrup *usei o golden syrup
1/2 xícara de maple syrup puro
2 colheres de sopa de bourbon ou rum escuro *usei o rum
1 colher de chá de extrato puro de baunilha
1 1/2 xícaras de pecans

Misture todos os ingredientes e despeje na massa semi-assada. Asse por 15 minutos em 375ºF/200ºC, então baixe para 350ºF/176ºC e asse por mais uma hora. Sirva fria.

buckwheat crêpes

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Outra receita da Alice Waters pela qual eu me apaixonei assim que li pela primeira vez, ainda no livro do McNamee, sem quantidades, onde ela faz somente a descrição desses crêpes de trigo sarraceno. No seu primeiro livro, Chez Panisse Menu Cookbook, Alice publicou a receita completa, com medidas e instruções. Essa é uma receita que ela faz em casa.

crêpes de trigo sarraceno
2 xícaras de leite
1/2 xícara de manteiga - 1 barra de 113 gr
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de açúcar
3/4 de buckwheat - farinha de trigo sarraceno
1 1/2 xícara de farinha de trigo
1 colher de sopa de óleo vegetal
4 ovos
1 xícara de cerveja - deixe sair todo o gás

Numa panela pequena misture 1 xícara do leite, a manteiga, o sal e o açúcar e leve ao fogo médio, até que a manteiga derreta. Retire do fogo e deixe esfriar. Numa vasilha grande e funda peneire a farinha de trigo e a farinha de trigo sarraceno. Faça um buraco no meio da mistura de farinha e jogue lá os 4 ovos e o óleo vegetal. Bata com um batedor de arame, acrescente gradualmente a mistura de leite e manteiga, batendo sempre, e finalmente a cerveja. Bata bem, cubra a vasilha e leve à geladeira por 2 horas. Retire da geladeira, acrescente a outra xícara de leite e bata bem com o batedor de arame. Vai ficar uma massa bem grossa.

Numa frigideira larga e rasa, faça os crêpes. Eu untei levemente a frigideira com manteiga apenas uma vez. Coloque três colheres da massa e espalhe na frigideira até ela ficar bem fininha. Quando começar a formar bolhinhas, vire com os dedos ou com uma espátula e cozinhe mais uns minutinhos do outro lado. Vá empilhando os crêpes, tentando mantê-los quentes. A massa pode ser guardada até dois dias na geladeira. Essa receita dá muitos crepes, você pode diminuir a receita ou fazer para vários dias.

Para servir, prepare uma manteiga temperada com raspas de laranja e açúcar. Eu coloquei uma barra de manteiga orgânica no micoondas por dez segundos, até ela ficar mole, mas não liquida. Juntei as raspas de uma laranja grande e açúcar de baunilha. Bati bem e coloquei na geladeira até a hora de servir. Essa manteiga fica um creme laranja, com um aroma e um sabor que é no mínimo o máximo—não deixe de fazer. Para usar a laranja, piquei em pedacinhos, temperei com Grand Marnier e açúcar. Para servir com os crêpes, tivemos também a opção de mel e creme fraiche.

buttermilk pudding

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Receita da revista Real Simple de setembro de 2007. Super simples de fazer e com excelente resultado. Não havia recomendação para servir com purê ou caldo de fruta, mas eu achei que ficaria bom. Servi com uma apple butter caseira que ganhei da Elise e que deu um complemento interessante ao sabor levemente ácido do buttermilk.

1 e 1/4 de envelope de gelatina em pó sem sabor
1 xícara de creme de leite fresco - heavy cream
2/3 xícara de açúcar
2 xícaras de buttermilk
1 colher de chá de extrato de baunilha
óleo para untar os ramequins

Misture a gelatina com 1/4 xícara de água numa vasilha pequena e deixe descansar por 3 minutos. Enquanto isso, misture 1/2 xícara do creme de leite e o açúcar numa panela pequena e ponha em fogo médio, mexendo vigorosamente com um batedor de arame, até o açúcar dissolver completamente. Retire do fogo, acrescente a mistura de gelatina com água, que deve estar uma pasta bem mole da consistência de um purê. Bata bem, acrescente o resto do creme de leite, a baunilha e o buttermilk. Misture bem e coloque nos ramequins previamente untados [levemente] com óleo. Cubra com plástico e leve à geladeira por no mínimo três horas.

lemon curd tart

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Lemon curd pra mim é uma coisa deliciosa, doce e ácido, perfeito para rechear tortas ou bolos, ou mesmo para comer com waffles. O duro era encontrar um lemon curd que não tivesse gosto artificial e consistência de coisa engrossada com maizena. Quando eu achava um de ótima qualidade, eu estocava. Mas agora, com essa receita da musa Alice Waters, nunca mais comprarei um vidro de lemon curd na vida. Fiz o lemon curd e forrei as forminhas de torta com fundo removivel com uma massa básica de torta, esticada bem fininha. Assei a massa, em forno pré-aquecido em 350ºF/176ºC até a massa ficar dourada. Recheei as forminhas e assei novamente por uns 15 minutos ou até o lemon curd ficar firme. Simples, fácil e simplesmente o fino da bossa!

Lemon Curd
do livro The Art of Simple Food

Lave e seque 4 limões —eu usei dois limões amarelos [siciliano] e três meyer pequenos. Raspe os limões e depois esprema o suco. Meça 1/2 xícara de suco. Misture bem numa panela 2 ovos, 3 gemas, 2 colheres de sopa de leite [integral], 1/3 de xícara de açúcar [pode pôr um pouco mais se gostar mais doce, mas pra mim essa quantidade de açúcar ficou perfeita, pois eu gosto bem azedinho], 1/4 colher de chá de sal—omita se usar manteiga salgada, 6 colheres de sopa de manteiga cortada em pedacinhos. Adicione as raspas e o suco dos limões e cozinhe em fogo médio mexendo constantemente com uma colher de pau, espátula ou batedor de arame. Quando engrossar coloque numa vasilha e deixe esfriar.Pode colocar em vidros de geléia e guardar na geladeira.

lemon and almond tart

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Fazer essa torta de limão com amêndoa, que acabou na nossa mesa de Thanksgiving, foi uma saga. Queria muito usar esse livro chamado The Citrus Cookbook que comprei no ano passado. Um livro bonito, desses cheios de fotos glamourosas e explicações passo-a-passo. Canseira de entrar nos micro-detalhes vergonhosos, mas o caso é que eu fiz a torta e achei que iria ter que jogar tudo no lixo, pois nada parecia estar certo, até o final apoteótico quando queimei a palma da mão e toda a borda da massa, que ficou preta-pretinha. Escolhi outra receita pra fazer, desta vez uma à prova de idiotices, da mestra Martha Stewart e fui até o supermercado comprar mais ovos. Quando voltei resolvi experimentar a torta fracasso e para a minha surpresa, tirando a parte esturricada, ela estava ótima. Então fiz a receita novamente, dessa vez tomando cuidado pra não errar onde errei na primeira vez.

torta de limão e amêndoa
Massa:
2 xícaras de farinha de trigo
3/4 xícaras de açúcar de confeiteiro
9 colheres de sopa de manteiga cortada em cubinhos
1 ovo batido
1 pitada de sal

Numa vasilha peneire a farinha e o açúcar juntos. Misture a manteiga em pedacinhos e misture com os dedos até formar uma farofa fina. Misture a gema de ovo e o sal e sove até formar uma massa uniforme. Modele como uma panqueca grossa, enrole numa folha plástica e coloque na geladeira por 15 minutos.

Abra a massa o mais fino que puder e forre uma forma de fundo removível. Coloque a forma no congelador por 15 minutos. Asse em forno pré-aquecido em 350ºF/176ºC por 10 minutos. Remova, coloque o recheio e asse por mais 25 minutos, até o recheio ficar firme. Retire do forno e ligue o broiler no máximo. Salpique a torta com açúcar de confeiteiro e coloque no broiler até o açúcar caramelizar—cuidado aqui, eu cobri as bordas de massa com papel alumínio e vigiei constante. Se você tiver o maçarico, o problema estará resolvido.

Recheio:
2 ovos
1/4 xícara de açucar super fino
Suco e raspas de 4 limões amarelos
1/2 colher de chá de extrato de baunilha
1/2 xícara de amêndoas moídas
1/2 xícara de creme de leite fresco

Na batedeira, misture os ovos e o açúcar e bata até ficar bem grosso e cremoso. Acrescente delicadamente as raspas e o suco dos limões, a baunilha, a amêndoa moída e o creme de leite. Misture bem e recheie a massa previamente assada.

figo seco com sementes de damasco

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nhcroc—nhcroc

cranberry, caramel and almond tart

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Só de ler as explicações micro-detalhadas da Deb do lindo blog Smitten Kitchen sobre a torta de cranberry, caramelo e amendoa, já percebi que se eu me metesse a fazer essa torta iria ser a maior fria. Eu, que tenho problemas com massas. Eu, que sempre faço uma coisa errada. Se a experiente cozinheira teve problemas, imagina eu! Mas teimosia às vezes é qualidade de caráter, então coloquei os pés de pato, ajustei os goggles, coloquei um prendedor de roupa fechando o nariz e me joguei....

Não vou dizer que foi fácil, nem que ficou perfeito. Fiz uma torta grande e três pequenas, porque sobrou massa—e sim, a massa ENCOLHE depois de assada. Fiz duas receitas do recheio. Na primeira deixei queimar o caramelo. E foi justo a torta com o caramelo queimado que levei para um jantar na casa de amigos. Foi um vexame! Meu marido simplesmente declarou—está horrível, nãoo dá pra comer. Os anfitriões do jantar, amigos gentilíssimos, comeram uma fatia, tentando elogiar. Mas realmente não ficou bom. O recheio de caramelo ficou amargo e um pouco mole demais. No dia seguinte a situação estava muito mais encarável. Então, se alguém quiser arriscar fazer essa torta, tome muito cuidado na hora de fazer o caramelo e faça um dia antes.

Eu estava realmente chateada por ter protagonizado mais um fiasco, dessa vez com testemulhas. Mas tinha esquecido das tortinhas, que fiz com a mesma massa e com uma segunda receita de recheio. Nesse recheio o caramelo ficou perfeito e—suprise, surprise, as tortinhas ficaram uma delicia, com o caramelo bem consistente. Talvez o segredo seja mesmo servir no dia seguinte. Mas aviso, essa tortinha é robusta, isto é, um pouco enjoativa, mesmo com a presença das refrescantes cranberries.

Pra fazer a receita como está no blog da Deb, eu precisaria ter começado de manhã cedo. Tem tanto tempo de espera, tempo de geladeira, mas realmente time is not on my side, então otimizei as 3 horas de geladeira.

Massa:
13 colheres de sopa (1 tablete de 4oz mais 5 colheres de sopa) de manteiga sem sal cortada em cubinhos - deixe fora da geladeira uns 15 minutos ou ponha no microondas por 10 segundos
1/3 xícara de açúcar de confeiteiro
1 gema de ovo
1½ xícaras de farinha de trigo
1 colher de sopa de creme de leite fresco

Na batedeira com o gancho de massa - paddle, coloque a manteiga e o açúcar e bata até o acúcar desaparecer e se incorporar à manteiga. Acrescente a gema, depois a farinha de trigo dividida ao meio. Por último o creme de leite. Forme uma panqueca com a massa, cubra com plástico e leve a geladeira—a receita pede 2 horas, mas eu deixei somente 30 minutos.

Abra a massa com o rolo e forre a forma grande ou as forminhas. Coloque a forma no freezer por 1 hora, mas eu diminui esse tempo também pra 30 minutos. Asse a massa em forno pré-aquecido em 350ºF/176ºC por 25 minutos. Remova do forno e deixe esfriar.

Recheio:
1¼ xícara de creme de leite fresco
½ xícara (1 tablete de 4 oz) de manteiga sem sal cortada em pedaços
1 xícara de açúcar
1¾ xícara de cranberries congeladas
2 xícaras de amêndoas em lascas

Cooloque o creme de leite e a manteiga numa panela e aqueça, até que a manteiga derreta totalmente. Numa outra panela, larga e funda, coloque o açúcar e derreta em fogo médio, até formar o caramelo—cuidado aqui pra não deixar passar do ponto e ficar muito escuro, pois fica com um gosto amargo de queimado! Quando o caramelo estiver pronto, coloque COM MUITO CUIDADO a mistura de creme de leite e manteiga. Use luvas, pois vai espirrar. Eu fiz esse procedimento dentro da pia. Continue mexendo e volte a mistura ao fogo, mexendo sempre até dar uma engrossada. Deixe esfriar, acrescente as amendoas e as cranberries, misture bem e recheie a torta. Asse por mais 20 minutos em forno a 350ºF/176ºC. Remova, deixe esfriar.

torta de figo fresco com creme de flor de laranjeira

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Eu sou desorganizada, atrapalhada e distraída. Mas não sou uma pessoa que desiste fácil. Isso pode ser uma coisa boa, pois nem pensem que eu joguei a toalha com relação à aquela torta de figos esturricada. Vi novamente figos frescos pra vender no Farmers Market e pensei—desta vez vai ou racha! Decidi tentar de novo. E por que não?

Na minha opinião de palpiteira, a receita original tem algo errado nas medidas. A massa quase que não dá pra cobrir a forma de 9 inch/22 cm. E o recheio simplesmente não cobre a forma desse tamanho. Então eu dobrei o recheio. E cuidado com a massa, não faça antecipadamente e deixe na geladeira como uma típica paté brisée. Se deixar na geladeira muito tempo antes de abrir, ela vira uma pedra. Faça e use imediatamente.

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Fresh Fig Tart with Orange Flower Custard

Massa:
1-1/4 xícara de farinha de trigo
1/4 colher de chá de sal
1 colher de chá de açúcar
4 oz/ 1 xícara/ 8 colheres de sopa de manteiga gelada em cubinhos
1 colher de chá de água gelada -- ou o quanto baste para dar formato na massa

Misture todos os ingredientes com dos dedos ou no processador até ficar uma farofa. Acrescente a água para formar uma massa uniforme. Forme uma bola, cubra com plástico e deixe na geladeira por 15 minutos ou use imediatamente. Abra e forre uma forma de 9 inch/22cm com ela. Ponha a forma no congelador por 20 minutos. Asse em forno pré-aquecido em 400ºF/205ºC até a massa ficar levemente dourada.

Recheio:
2 gemas de ovos
1 xícara de creme fraiche ou sour cream - usei o creme fraiche
3 colheres de sopa de açúcar mascavo
4 colheres de chá de água de flor de laranjeira

Misture todos os ingredientes com um batedor de arame. Coloque os figos frescos cortados ao meio na forma com a massa assada. Despeje o creme entre os figos. Salpique com lâminas de amendôa torradas [minha idéia, não estava na receita] e asse por uns 20 minutos no forno em 400ºF/205ºC, até o creme ficar dourado e meio firme. Retire do forno, deixe esfriar e desenforme, se usou uma forma de fundo removível. Sirva morna ou fria. Não fica uma torta muito doce.

baked spiced butternut squash with apples and maple syrup

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A Marianne não é uma cozinheira trivial. Ela gosta de assar bolos, de fazer fudges no Natal e é a responsável pelo peru do Thanksgiving, que ela prepara metodicamente e sempre fica muito bom. Mas ela nunca foi de trocar receitas comigo, pois na verdade quem faz os ranguinhos diários é o Gabriel. Naquele dia porém ela me contou que tinha feito uma butternut squash que tinha ficado divina. Pela descrição que ela fez do prato, eu exigi—quero a receita. Ela me enviou o link para a baked spiced butternut squash with apples and maple syrup. Esperei pela chegada de mais uma abóbora na cesta e fui até o Farmers Market comprar o melhor suco de maçã. Fiz a receita e comi como sobremesa, mas tenho certeza que seria um bom acompanhamento para o peru que a Marianne vai fazer no Thanksgiving.

1/2 xícara (1 tablete) de manteiga
3/4 xícara de maple syrup puro
1/4 xícara de suco de maçã - usei o estilo cidra, bem grosso
1 colher de chá de canela em pó
1/2 colher de chá de allspice
1/2 colher chá de sal
3 butternut squashes pequenas e 4 maçãs Granny Smith, descascadas, sem sementes e cortadas em fatias

Pré-aqueça o forno em 400°F/ 205ºC. Unte um refratário com manteiga. Numa panela, misture a manteiga, o maple syrup e o suco de maçã. Leve ao fogo médio e aqueça, até a manteiga derreter. Aumente o fogo e deixe ferver até o liquido reduzir um pouco. Remova do fogo e acrescente a canela, o allspice e o sal. Bata bem com um batedor de arame.

No refratário arrume uma camada de fatias de abóbora, outra de maçãs e assim sucessivamente até acabar a abóbora e a macà. Regue com a mistura de suco, xarope e manteiga. Cubra com papel aluminio e asse por uns 50, 60 minutos. Pode ser feito um dia antes e guardado na geladeir. Na hora de servir reaqueça no forno ou microondas. Acompanha bem carnes, ou pode servir de sobremesa.

figos com creme & mel

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Eu quase não tenho receitas com figos frescos, porque aqui figo não dura o tempo necessário para se pensar em algo e colocar em prática. Normalmente eu abocanho as frutas puras mesmo, ou faço a mistura de creme com lavanda e mel, ou somente mel e creme fraiche.

torta de pêssego, polenta e tomilho

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Adorei a idéia dessa torta, que me conquistou por causa dessa mistura bem interessante de ingredientes—polenta, tomilho, limão e pessêgo. Resolvi fazer para um almoço que tivemos em casa no domingo. Ficou bem diferente e não decepcionou. Foi a primeira vez que usei tomilho numa receita doce e agora fiquei realmente entusiasmada.

Peach and Thyme Polenta Tart
massa:
1 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de polenta/cornmeal
1/4 xícara de açúcar
1/4 colher chá de sal
2/3 xícara de manteiga (11 colheres de sopa), gelada e cortada em cubinhos
1 ovo batido

recheio:
1 xícara de creme de leite fresco
10 raminhos de tomilho fresco [usei o tomilho limão]
1 limão amarelo
3 gemas de ovos
1/4 xícara de açúcar
Uma pitada de sal
5 pêssegos bem firmes cortados em fatias bem finas

farofa:
5 framos de tomilho fresco
2 colheres de sopa de polenta/cornmeal
1 colher de sopa de açúcar

Misture a farinha, polenta, sal e açúcar. Usandoi os dedos ou um processador, vá acrescentando a manteiga à mistura, até conseguir uma mistura grossa. Misture o ovo e forme uma bola. Embrulhe em plástico e deixe na geladeira por pelo menos 45 minutos.

Com um descascador de legumes, remova a casca amarela do limão, tomando cuidado para não descascar a parte branca. Coloque o creme de leite numa panela e leve ao fogo. Deixe chegar ao ponto de fervura e desligue o fogo. Acrescente as cascas do limão e os dez ramos de tomilho. Tampe e deixe em infusão por pelo menos 30 minutos.

Pré-aqueça o forno em 400ºF/205ºC. Quando a massa estiver bem gelada, abra e forre uma forma redonda de fundo removível com ela. Deixe descansar por uns minutos e então leve ao forno por uns 8 minutos, até que ela fique levemente dourada. Retire do forno e deixe esfriar. Abaixe a temperatura do forno para 325ºF/162ºC.

Passe o creme de leite por uma peneira para remover as cascas do limão e os ramos de tomilho. Numa vasilha bata bem as gemas, o açúcar e a pitada de sal. Acrescente o creme de leite e bata bem.

Prepare a farofa, misturando as folhinhas de tomilho [remova dos galhos delicadamente com os dedos], a polenta e o açúcar. Misture bem e acrescente pingos de água com cuidado, vá mexendo com os dedos ou um garfo, até formar uma farofa.

Arrange os pessêgos na forma sobre a massa, começando pelo centro e formando uma flor, as fatias se sobrepondo. Coloque o molho por cima dos pessêgos, salpique com a farofa e lewve ao forno por mais ou menos 40 minutos, até os pessêgos ficarewm macios e o creme ficar firme. Retire do forno, deixe esfriar e desenforme. Espere mais ou menos uma hora para servir. Eu servi no dia seguinte.

Mousse de chocolate

moussechocolate.jpg

Peguei essa receita de mousse de chocolate no jornal Folha de São Paulo. Gostei dessa versão, que eles chamam de "light", por não conter as gemas, mas sim as claras de ovos. Resolvi experimentar. É um doce que vai agradar muito aos chocólatras e que de light só tem o nome. Achei bem forte e não consegui comer nem um potinho inteiro. Tem que ser servido com frutas frescas, pra contrabalançar a robustês do chocolate. Usei uma barra de Lindt 85% cacau e não coloquei as raspas de laranja, pois elas estavam na lista de ingredientes, mas não apareceram no modo de fazer, portanto eu deixei passar. Mas acho que as raspas adicionariam um toque elegante extra. Como fiquei com medo de misturar o chocolate nas claras muito vigorosamente, o mousse ficou com brancos do suspiro visíveis. Mas não comprometeu em nada o sabor, só o visual que ficou funky.

Mousse de chocolate
Tempo de preparo: 20 minutos, mais 2 horas para resfriar
Rendimento: 4 porções

100 g de chocolate escuro [com, pelo menos, 70% de cacau] quebrado em pedaços
3 claras de ovos
1/2 colher de chá de vinagre de framboesa ou de maçã
100 g de açúcar de confeiteiro
raspa da casca de 1 laranja
morangos ou framboesas, para decorar

Ponha o chocolate em uma vasilha refratária, sobre uma panela de água fervente. Aqueça-o até que derreta, mexendo de vez em quando.* pode derreter no microondas também.

Misture as claras de ovos, o vinagre e o açúcar em uma vasilha refratária, colocada sobre uma panela com água começando a ferver. Bata a mistura com uma batedeira elétrica de mão, por 5-8 minutos, até que fique firme. * não deixe a água ferver, nem a vasilha encostar na água—esse processo vai cozinhar as claras, o que é muito importante [lembrem-se da odiosa salmonela!]

Tire as claras em neve do fogo, depois misture com cuidado o chocolate derretido, até que fique homogêneo. Coloque em 4 forminhas. Deixe esfriar, depois refrigere por, pelo menos, 2 horas. Decore com os morangos e sirva.

creme de lavanda
[para comer com frutas]

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No ano passado eu peguei uma dessas revistinhas que são oferecidas de grátis na porta de certos supermercados. Aqui é normalmente no Co-op. Nela tinha uma receitinha de figos com um creme de lavanda. Despiroquei com a idéia, mas infelizmente os figos já tinham desaparecido dos mercados e das árvores de ninguém, onde às vezes vou me esbaldar de colhê-los. Acho que nem guardei a revista, tal a facilidade da receita. Era basicamente um creme com mel e flores de lavanda. Pois sábado no Farmers Market avistei rapidamente os adorados figos e comprei duas cestinhas, que foram devoradas ferozmente, sem modos e sem culpa, por mim e pelo Uriel. Acompanhando, o creme de lavanda. Usei creme fraiche, mas pode-se usar creme de leite fresco, iogurte, ou algum queijo cremosinho. Misturei com mel a gosto—não muito pro nosso gosto, e um pouquinho de flores de lavanda. Como não sobrou nenhum figo, repetimos a dose usando pequenos damascos e framboesas frescos.

the good, the bad and the ugly

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A Torta de Morango com Ruibarbo, estrelando Ruibarbo Cooper & Morango Hepburn, no fabuloso épico cinematográfico que vai encantar e deleitar espectadores de todas as idades.

Creme de coco ligeirinho da Fer

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A sobremesa do sábado à noite foi o creme de coco ligeirinho, receita da Fer, a nossa querida Dadivosa! Eu não tinha água de laranjeira, então coloquei um pouco de leite de coco. Vou procurar a água pra comprar, pois com certeza vou repetir essa receita e quero fazer da maneira correta.

500 ml de iogurte natural
2 colheres de sopa de mel (ou mais, se quiser)
1 colher de sopa de água de flor de laranjeira [*usei 3 colheres de leite de coco]
100 g de flocos de coco
frutas frescas para acompanhar

Misture o iogurte com o mel e a água de flor de laranjeira. Se o mel estiver cristalizado ou mais durinho (isso pode acontecer no frio), aqueça uma panelinha com água, desligue o fogo e deixe o vidro de mel ali dentro até amolecer.
Incorpore o coco ralado e leve à geladeira enquanto prepara o almoço ou jantar.
Sirva com frutas frescas e, se quiser, com mais mel para adoçar.

Pudim de pão com banana

Um monte de banana ficando passada e um monte de resto de pão viraram um belo pudim, inspirado numa receita da Dona Marthinha Stewart. Minha irmã apontou a diferença desse tipo de pudim de pão, onde o pão fica em pedaços, e aqueles nossos tradicionais, onde o pão é moído e o pudim fica uma massa uniforme. Os dois tipos são gostosos, e esse é mis fácil de fazer.

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2 colheres de sopa de manteiga cortada em cubinhos
1 1/4 de creme de leite fresco ou half-and-half [creme de leite diluído no leite]
3 ovos
3/4 xícara, mais 2 colheres de sopa de açúcar mascavo
1/2 colher chá de sal
2 colheres de chá de extrato de baunilha
2 colheres de sopa de rum escuro - eu usei brandy
3 bananas cortadas de rodelinhas
Meia bengala de pão tipo rústico cortado em cubinhos

Pré-aqueça o forno em 350ºF/180ºC. Coloque uma forma de assar com uns dois cm de água fervendo no forno. Espalhe a manteiga no fundo de um refratário. Espalhe as 2 colheres do açúcar por cima da manteiga. Coloque as bananas por cima das camadas de manteiga e açúcar. Numa vasilha misture bem o creme de leite, ovos, sal, baunilha e rum [brandy]. Coloque os cubinhos de pão espalhados sobre a banana e cubra com a mistura de creme e ovos. Deixe incorporar por uns 5 minutos. Coloque o refratário na forma com água no forno e asse por uns 50 minutos. Sirva morno ou frio.

pudim de croissant com ameixa

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Para um brunch de domingo na casa de uma amiga, resolvi fazer uma receita que vi no Chow e que tinha imprimido e reservado. Mais uma das que eu gosto: fácil, diferente e saborosa. É um simples pudim de pão, só que feito com croissants, o que faz uma diferença e tanto. Fica um pudim de pão delicado, mas com sabor intenso.

Croissant and Prune Bread Pudding
1 xícara de ameixas secas de ótima qualidade
1/3 xícara de Armagnac ou Brandy
2 xícaras de half-and-half — um creme de leite diluído
1 xícara de leite integral
4 ovos grandes
2 gemas
3/4 xícara de açucar
1 colher de chá de extrato de baunilha
1/2 colher de chá de extrato de amêndoa
5 ou 6 croissants picados em pedacinhos

Corte as ameixas em pedacinhos e ponha de molho no Brandy por uns 10 minutos. Pré-aqueça o forno em 325°F/165ºC. Coe as ameixas e reserve o Brandy. Numa vasilha grande bata bem o Brandy, o half-and-half, o leite, os ovos, as gemas, o açúcar, os extratos de baunilha e amêndoa. Num refratário retangular grande, coloque os croissants picados, salpique com as ameixas amolecidas no Brandy, jogue a mistura de leite e ovos por cima e deixe absorver por uns 15 minutos. Salpique o pudim com açúcar demerara e leve ao forno sobre uma forma com dois centimetros de água fervendo. Asse nesse banho-maria por 1 hora. Retire do forno e sirva morno, em temperatura ambiente ou gelado, acompanhado de sorvete de baunilha ou de molho de caramelo. Eu servi o pudim puro e não sobrou nem uma lasca.

Dear Pavlova

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Finalmente tomei a coragem necessária para ousar fazer a sobremesa que aprendi na classe de clara de ovos que fiz com a pastry chef Shuna Lydon. Comprei uma caixa de ovos caipiras e deixei fora da geladeira durante a noite, para eles ficarem em temperatura ambiente. Esse é um detalhe muito importante para o sucesso de qualquer sobremesa feita com ovos. Na manhã do dia seguinte mandei bala com determinação, afinal de contas não vai ser qualquer clara de ovo que vai me botar pra correr. Embora eu tenha sempre aquele grilo falante pessimista, que matraca sem parar negatividades na minha orelha, consegui dar um chega prá lá no fulano inoportuno, superei os obstáculos e assei umas Pavlovas deliciosas, iguaizinhas as da Shuna, com o mesmo cheiro inebriante e sabor perfeito—não muito doce, levemente crocante por fora, textura de marshmallow por dentro— que servi com um molho de framboesa, morango e blueberry, e um chantily feito com creme de leite fresco, sem açúcar, só com um pinguinho de extrato de baunilha. Comi uma querida Pavlova às onze da manhã e depois ainda tive a coragem de ir à uma festa e comer feijoada! Eu vou muito mal, vou muito, muito mal.....

Pavlova —— como foi ensinada por Shuna Lydon
1 1/2 colher de chá de extrato de baunilha
1/2 colher de chá de cream of tartar ou 2 colheres de chá de vinagre de vinho branco [*usei o vinagre]
1 1/2 colheres de sopa de amido de milho - maizena
1 1/2 xícaras de açúcar
3/4 xícara - 6 ounces - 180gr - umas 5 ou 6 claras de ovo

Coloque a grade no meio do forno e aqueça em 275ºF/175ºC. Forre uma forma grande com parchment paper - ou qualquer outro material que não grude e não pegue fogo.

Misture a baunilha com o vinagre - se for usar vinagre. Se usar o cream of tartar, não misture o vinagre na baunilha.

Misture bem a maizena com o açúcar numa vasilha.

Numa batedeira, coloque as claras de ovo, o cream of tartar - se não for usar o vinagre, e uma pitada de sal. Bata em velocidade média por 2 ou 3 minutos, até as claras ficarem com uma consistência de espuma firme. Aumente a velocidade da batedeira e vá acrescentando a mistura de maizena com açúcar bem devagar, batendo por uns 5 minutos, até a consistência ficar bem firme e lustrosa. Adicione a baunilha com o vinagre—se tiver usado o cream of tartar, acrescente só a baunilha e bata até ficar bem incorporado. Faça barquinhos de merengue, todos mais ou menos do mesmo tamanho. Dá oito de tamanho médio - uns 15 cm. Asse por uns 50 minutos até os merengues ficarem secos e meio crocantes por fora, e com uma consistência mais cremosa, como marshmallow, por dentro. Não deixe dourar, os merengues devem ficar esbranquiçados.

Retire do forno, deixe esfrirar numa grade, sirva com um molho de frutas—pode ser berries congeladas—e creme de leite batido em ponto de chantily, sem açúcar, somente com uma gota de baunilha.

Os merengues duram até uma semana, se guardados em vasilha bem fechada ou embrulhados individualmente, em temperatura ambiente, em lugar não úmido.

cheesecake de pecans
[com caramelo & sal]

Eu ainda tenho muito feijão pra comer no quesito sobremesas, mas tenho tentado receitas novas e até ousado um pouco nas minhas tentativas de reproduzir doces mais sofisticados. Geralmente eu sou atraida por receitas que incluem frutas. Só que desta vez, para a Páscoa, eu quis fazer algo totalmente diferente e acabei gamando nessa receita de Pecan and Salt Caramel Cheesecake que vi no Chow.

Como não tenho prática com sobremesas, nem sou muito organizada, tenho que me concentrar num esforço maior para não me atrapalhar no percurso de preparar uma receita com muitos passos. Fui às compras e acabei esquecendo de comprar as graham cracker, e tive que improvisar com uns biscoitos champagne que tinha na despensa. Esses eram meio chocolate, meio branco e por incrivel que pareça, acabaram fazendo uma massinha super leve e delicada, muito mais discreta que as feitas com os tradicionais crackers.

Fiz uma receita e meia, que rendeu um cheesecake grande e um pequeno. O menor eu levei para um jantar no sábado à noite, quando pudemos testar a gostosura dessa sobremesa. O maior levei para o almoço de Páscoa na casa da sogra do Gabe e até eu me impressionei com o tanto que esse cheesecake ficou saboroso. Quando a sobremesa foi servida, uma onda de murmuros e exclamações de elogios rasgados invadiu a sala de jantar. Até a minha nora elogiou repetidamente e se serviu de duas belas fatias - ela é extremamente sincera, sem hipocrisias ou salamaleques pra agradar, falando sempre gostei/não gostei na buxa, sem medo de ofender ou magoar. Então receber um elogio dela vale muito, pois eu sei que é realmente verdadeiro.

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* comece com todos os ingredientes em temperatura ambiente - menos o creme de leite.

ingredientes:
para a massa:
1 1/4 xícaras de graham cracker [biscoito maizena/maria/ eu usei o champagne]
4 colheres de sopa (1/2 tablete) de manteiga sem sal derretida
3 colheres de sopa de açúcar

para o cheesecake:
1 quilo (4 pacotes de 250 gr) de cream cheese
1 xícara de açúcar
1 gema grande
3 ovos grandes inteiros
1 colher de chá de extrato de baunilha

para o caramelo:
1 xícara de açúcar
4 colheres de sopa (1/2 tablete) de manteiga sem sal
1/2 xícara de creme de leite fresco - heavy cream
1 xícara de nozes pecans em pedaços - eu tostei levemente
1 pitada generosa de sal marinho - eu usei a Flor de Sal

modo de fazer:
para a massa:
Pré-aqueça o forno em 350°F/180ºC. Numa vasilha de tamanho médio misture os biscoitos moídos com a manteiga derretida e o açúcar. Misture bem, até ficar uma farofa bem úmida. Pressione essa farofa no fundo de uma forma grande de torta - as de fundo removível.

para o cheesecake:
Na batedeira, bata o cream cheese com o açúcar até ficar bem leve e cremoso. Bata por bastante tempo. Vá adicionando os ovos um a um, sem parar de bater. Adicione a baunilha e bata mais um pouco. Quanto mais tempo bater, mais leve vai ficar o creme. Coloque essa mistura sobre a massa na forma e asse por uns 40 minutos, até a massa ficar bem fiirme - teste com um garfo, como se fosse um bolo. O garfo tem que sair limpo. Deixe esfriar completamente dentro da forma.

para o caramelo:
Numa panela misture o açúcar com 1 colher de sopa de água, mexa bem e leve ao fogo médio. Deixe o açúcar derreter e ferva até o liquido ficar com uma cor de ambar. Adicione a manteiga rapidamente, retire do fogo, mexa bem para incorporar e adicione o creme de leite. Mexa vigorosamente até formar um creme bem liso. Deixe esfriar em temperatura ambiente.

monte o cheesecake:
Retire o cheesecake da forma, coloque numa travessa, jogue o caramelo por cima e salpique com as pecans picadas e espalhe a pitada de sal sobre as pecans. Pode gelar e servir.

Irish Cream Bars

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Minhas incursões pelas terras das sobremesas nem sempre são bem sucedidas. Eu persisto, mas há muito o que aprender ainda. Sem falar que não somos muito chegados em coisas açúcaradas. Quando encontro uma receita que por um motivo ou outro me interesse, fico sempre animada para experimentar, especialmente se ela for fácil!

Essa é do site da Betty Crocker que por acaso eu tenho na minha personal page do Google. Eu não tenho muita afinidade com a BC, mas gostei dessa receita das barrinhas com o Irish cream. Fiz e vou ser sincera, ficam bem gostosas, mas um pouco doces demais pro meu gosto. E ficam com um sabor bem acentuado do licor, então meu maridô não vai gostar. Mais um doce encalhado, êta lasca, a não ser que eu conte com a ajuda do Super Gabe!

Irish Cream Bars
3/4 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara, 1 barra de manteiga sem sal em temperatura ambiente
1/4 xícara de açúcar de confeiteiro
2 colheres de sopa de cacau em pó, sem açúcar
3/4 xícara de sour cream
1/2 xícara de açúcar
1/3 xícara de licor Irish cream - Bailey's ou similar
1 colher de sopa de farinha de trigo
1 colher de chá de baunilha
1 ovo
1/2 xícara de chantily
Chocolate granulado, se quiser - eu não usei

Pré-aqueça o forno em 350ºF/180ºC.

Numa vasilha misture os 2/3 xícara de farinha, a manteiga, o açúcar de confeiteiro e o cacau. Amasse bem com os dedos até formar uma massa meio grudenta. Forre uma forma quadrada ou retangular com papel alumínio, coloque a massa espalhada e asse por 10 minutos.

Numa outra vasilha prepare o creme, misturando com um batedor de arame o restante dos ingredientes - sour cream, Irish cream, ovo, farinha, açúcar, baunilha. Coloque sobre a massa assada e asse por mais 20 minutos, até o creme assentar. Deixe esfriar, cubra com plástico e leve à geladeira. Deixe gelar por pelo menos 2 horas antes de cortar. Decore com chantily e chocolate granulado, se quiser e sirva.

Operação Resgate: as pêras

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Que atire a primeira pedra aquele que nunca deixou uma fruta estragar na cesta. Infelizmente eu faço muito disso, porque não guardo nenhuma fruta na geladeira, nem mesmo durante o verão. Então vira e mexe tenho que acionar a Operação Resgate para bananas, maças, morangos. Ontem foi a vez das pêras. As pobres coitadas estavam quase se desmilinguindo e achei que precisavam urgentemente virar uma torta.

Assim então, sem paciência de procurar receita de torta de pêra, resolvi fazer a minha própria, de cabeça - oh, não, DANGER WILL ROBINSON, DANGER!!

Peguei uma caixa de massa para torta pronta [usei Pillsbury, mas qualquer uma serve]. Forrei uma forma funda com uma das rodelas da massa. Descasquei e cortei todas as pêras quase desfalecidas em fatias. Preparei um molhinho com os seguintes ingredientes:

1 xícara de leite integral
1 ovo
1 colher de sopa de maizena
1/4 xícara de açúcar
1/4 xícara de vinho marsala seco

Engrosse num creme em fogo médio. Misture as pêras ao creme e coloque tudo na forma forrada com a massa. Cubra com outra rodela de massa, faça cortes com a faca e decore com açúcar demerara. Asse em forno pré-aquecido em 365ºF/180ºC por 45 minutos. Retire do forno e deixe esfriar. Essa torta fica melhor servida fria, de preferência no dia seguinte.

pudim de arroz
com chocolate & avelã

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Eu tenho um problema com sobremesas, mas tenho como objetivo melhorar nesse quesito, então eu insisto. Vi essa receita na mesma revista MSL da massa de pizza, que achei no meio de uma das pilhas que ficam nos banheiros e achei interessante. Gosto de tudo que leva álcool e eu tenho um frasco cheio de avelãs que não consigo gastar - então essa receita veio a calhar. Fiz, com apenas um errinho - esqueci de adicionar um ingrediente, que inicialmente achei que não iria fazer falta, mas talvez fizesse. Não sei. Achamos o pudim um pouco pesado e muito chocolatudo pro nosso gosto. Não conseguimos comer um potinho inteiro. Bom, servi a sobremesa depois da pizza, talvez tenha sido isso o problema. Achei que a textura fosse ficar mais cremosa. Portanto façam com todos os ingredientes e me digam o que acharam. Eu esqueci de misturar o iogurte. Essa receita é para ser light.

Chocolate-Hazelnut Rice Pudding
serve 6
2 colheres de sopa de cacau em pó sem açúcar
1/2 xícara, mais 2 colheres de sopa de açúcar
Uma pitada de sal
5 xícaras de leite desnatado [eu não tinha, useo o integral - bye-bye lightness!]
1 colher de sopa de manteiga sem sal
1 xícara de arroz Arborio ou outro tipo de arroz de grão curto
1/4 xícara de licor Frangelico
2 oz/ 60 gr de chocolate meio amargo cortado em pedaços
1/4 xícara, mais 2 colheres de sopa de iogurte natural desnatado, de preferência o grego
Avelãs torradas e moídas para decorar

Misture o leite, cacau, açúcar e sal numa panela e leve ao fogo médio, mexendo com o batedor de arame até levantar fervura. Numa outra panela derreta a manteiga em fogo médio, adicione o arroz mexendo constantemente até ele ficar translucido. Junte a mistura de leite e chocolate e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando, por uns 30 minutos ou até o arroz absorver todo o liquido. Retire do fogo, adicione o licor Frangelico e os pedaços de chocolate, mexendo sempre até o chocolate derreter completamente. Deixe esfriar e refrigere. Na hora de servir misture 1/4 xícara de iogurte, coloque o pudim nas cumbucas pequenas, decore com o restante do iogurte e as avelãs torradas.

bananas flambadas ao rum

Minha inquilina passou o final de ano no Caribe e me trouxe de presente uma garrafa de rum e uma caixa de charutos feitos a mão na República Dominicana. Eu agradeci e pensei —o que vou fazer com isso? Os charutos eu ainda não sei, mas com o rum eu decidi fazer algumas comidinhas. A primeira delas veio rapidinho enquanto eu pesquisava receitas com a bebida.

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Bananas Flambadas ao rum
4 bananas maduras e firmes cortadas ao meio no sentido do comprimento
2 colheres de sopa de manteiga sem sal
1/4 xícara de açúcar mascavo
1/2 xícara de rum escuro
Crème fraîche ou sour cream para acompanhar

Numa frigideira larga derreta a manteiga e o açúcar, mexendo bem. Adicione as bananas e frite dos dois lados. Vire com cuidado para elas não quebrarem.
Adicione a xícara de rum e flambe - muito cuidado nessa hora - até todo o álcool evaporar. Sirva imediatamente com uma colher de creme no topo.

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clafoutis de pera e cereja seca

Ainda estou muito desanimada, com sintomas dessa gripe que não se manca e não se pirulita. Passei o final de semana quietinha, enfurnada. Hoje resolvi dar uma organizada nas minhas revistas, especialmente as MSL, que são as que eu mais uso pra receitas. Fui marcando com post-its cor de abóbora as páginas com idéias interessantes. Numa delas a receita não só era interessante, como deliciosa, rápida e FÄCIL, e eu tinha todos os ingredientes. U-la-la! Saí do meu retiro de pessoa adoentada e fui pra cozinha fazer o clafoutis com pêras e cerejas secas.

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Pear and dried cherry clafoutis
da edição de outubro de 2005 da revista Martha Stewart Living

Clafoutis é uma clássica sobremesa francesa com uma textura semelhante a uma mistura de pudim assado com panqueca. Pode ser servida no dia seguinte, quente ou fria.

Pré-aqueca o forno em 400ºF/205ºC. Unte uma forma redonda de cerâmica com manteiga e depois com farinha de trigo. Coloque 1/2 xícara de cerejas secas de molho num dedo de água fervendo e deixe por uns 10 minutos. Enquanto isso corte 1 pêra grande Anjou {eu usei duas Bartlett médias] em fatias e ajeite na forma. Eu deixei a casca. No liquidificador bata:

2 ovos
1/4 xícara de açúcar
1 colher de chá de extrato de baunilha
3/4 xícaras de creme de leite fresco [heavy cream]
3/4 xícaras de leite integral
1/4 xícara de farinha de trigo.

Derrame essa massa sobre as pêras já arrumadas na forma, escorra as cerejas da água e salpique por cima da massa. Asse por 25 minutos. Retire do forno quando a massa estiver dourada e deixe repousar por 15 minutos antes de servir. O clafouti pode ser refrigerado em container bem fechado por no máximo 1 dia.

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as sobremesas do Ano Novo

Quando há uma festa ou eu tenho visitas, sempre fico animada para experimentar receitas novas e fazer coisas que normalmente não faço, como sobremesas. Para o Ano Novo decidi fazer uma pumpkin pie, porque o meu irmão e minha cunhada adoram essa torta. E quis experimentar uma torta de chocolate e pêra.

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Pumpkin Pie
da edição de novembro da revista Martha Stewart Liviing

Prepare a massa - graham crust
2/3 xícara de farinha de trigo
1/3 xícara de farinha de trigo integral
3 colheres de sopa de germe de trigo ou pepitas [sementes verdes de abóbora] tostadas
1/2 colher de chá de sal
1/4 colher de chá de canela em pó
1 tablete de manteiga sem sal, amolecida
1/3 xícara de açúcar mascavo

No food processor misture as farinhas, o germe ou pepitas, sal e canela. Adicione a manteiga e o açúcar, misturando até a massa ficar bem consstente. Forre a forma redonda, leve ao freezer por 15 minutos e então asse em forno pré-aquecido em 350ºF/176ºC até ela ficar dourada.

Prepare o recheio:
1 abóbora pequena assada - remover casca e sementes, usar só a polpa
3 ovos ligeiramente batidos
3/4 xícara de açúcar mascavo
1 colher de sopa de maizena [eu omiti]
1/2 colher de chá de sal
1/4 colher chá de allspice
1 pitada de pimenta cayenne em pó
1 pitada de cravo em pó
1 1/2 xícaras de leite evaporado [evaporated milk]

Bata todos os ingredientes no food processor. Deixe descansar por 20 minutos. Coloque essa mistura na massa já assada e coloque novamente no forno em 325ºF/162ºC por 40 minutos. Sirva em temperatura ambiente ou gelada. Eu servi com chantily feito com creme de leite fresco.

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Chocolate Pear Tart
da edição de dezembro da revista Everyday Food

1 tablete de manteiga sem sal na temperatura ambiente
1 xícara de amendoas sem pele
3/4 xícara de açúcar
3 ovos
1/3 xícara de cacau
1 colher de chá de extrato puro de baunilha
1/2 colher chá de sal
3 pêras [Bartlett] bem firmes

Pré-aqueça o forno em 350ºF/176ºC. Unte uma forma redonda com o fundo removível com manteiga. No food processor misture as amêndoas e o açúcar. Moa bem fininho. Adicione a manteiga, cacau, baunilha, sal, e misture bem. Coloque a massa na forma untada. Descasque as pêras e corte em fatias. Vá arranjando as fatias sobre a massa de maneira decorativa. Coloque a forma numa assadeira plana e asse por 40 minutos. Desenforme depois de fria e sirva. Parece um brownie bem fino, com as fatias da fruta - perfeito!!

pudim de pão com molho de whiskey

Essa foi a sobremesa que levei pro jantar na casa da minha amiga. Um pudim de pão de New Orleans. Ele não só fez sucesso porque ficou delicioso e se destacou das outras tortas compradas prontas, como todos adoraram falar o seu longo nome - creole bread pudding with whiskey sauce, pondo ênfase, claro, no whiskey sauce! Esqueci de tirar uma foto. Mas garanto que o pudim ficou bonito e com um sabor incrível. Tirei essa receita da edição de novembro de 2006 da revista Cottage Living.

Creole Bread Pudding with Whiskey Sauce
Manteiga derretida para untar a forma
4 xícaras de pão francês amanhecido [usei o puglisese] cortado em cubinhos bem pequenos
4 xícaras de leite integral - usei somente 3 e achei que 4 seria muito.
4 ovos grandes levemente batidos
2 xícaras de açúcar
2 colheres de sopa de extrato de baunilha
1/2 xícara de passas ou damascos secos cortados em cubos [usei cranberry seca, afinal era Thanksgiving!]
1 maçã pequena, cortada m cubinhos

Pré-aqueça o forno em 350ºF/176ºC. Unte uma forma funda com a manteiga. Eu usei uma retangular. Coloque os cubinhos de pão numa vasilha grande e cubra com o leite. Numa outra vasilha bata o açúcar, ovos e baunilha. Jogue na mistura de pão e leite. Acrescente as passas/damasco/cranberry seca a maçã em cubinhos. Misture bem e coloque na forma untada. Asse por 1 hora e meia.

Prepare o whiskey sauce:
Numa panela coloque:
1 ovo grande
1/2 xícara de açúcar
1 colher de chá de maizena
1 xícara de half-and-half [que eu acredito ser um creme de leite fresco diluído no leite] ou de leite evaporado
Leve ao fogo médio, batendo sem parar com o batedor de arame até o molho engrossar. Tire do fogo e adicione:
1 colher de sopa de whiskey
1 colher de chá de extrato de baunilha
Misture bem e sirva com o pudim de pão. O molho e o pudim devem ser servidos morninhos.

Meyer Lemon Pots de Crème

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Como decidi sabiamente não fazer o peru com all the trimmings, pude me dedicar às sobremesas. Fiz três—duas para o nosso almoço e uma para o jantar que fomos na casa de uma amiga. Essa de potinhos com creme de limão Meyer ficou incrívelmente deliciosa - very lemony, como eu imaginava que ficaria. Não sei de onde peguei essa receita, provávelmente de algum website, pois ela estava no meu mailbox. Simples e deliciosa!

Meyer Lemon Pots de Crème
2/3 xícara de açúcar
1 ovo inteiro
4 gemas
1 1/4 xícara de creme de leite fresco [heavy cream]
1 colher de chá de raspas da casca do limão Meyer
1/2 xícara de suco do limão Meyer

Pre-aqueça o forno à 325ºF/162ºC

Bata bem o suco do limão, o açucar, o ovo e gemas. Adicione o creme e bata bem. Passe a mistura por uma peneira [esqueci de fazer esse passo...]. Acrescente as raspas de limão.

Coloque o creme em seis* potinhos para sufflé ou custard numa forma larga e funda. Divida a mistura uniformemente entre os potinhos. Coloque água fervendo na forma até a metade dos potinhos. Cubra com papel alumínio e leve ao forno por 35 minutos. Deixe esfriar e coloque na geladeira por algumas horas antes de servir.

*deu para encher cinco potinhos. mas uns ficaram mais cheios que outros, então calculo que se caprichar pra encher igualmente dá pra seis.

torta de maçã com sour cream

Para o domingo também quis fazer uma sobremesa especial, para usar as maçãs fresquinhas e orgânicas que comprei no Farmers market. Fiquei encantada com essa variedade bem escura chamada de Arkansas Black e decidi que iria fazer uma torta simples de maçã. Procurei loucamente por uma receita, até achar uma que me satisfez, na edição de novembro de 1992 da revista Gourmet.

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A receita pedia pâte brisée, mas eu decidi usar uma de pâte sucrée, da revista Martha Stewart Living de novembro de 2006.

Pâte sucrée - versão citrus

1 1/4 xícara de farinha de trigo
4 1/2 colheres de chá de açúcar
1/2 colher de chá de sal
1 colher de sopa de raspas de limão verde
1/2 x'icara [1 tablete] de manteiga sem sal gelada e cortada em pedacinhos
1 ovo grande batido
2 colheres de sopa de água gelada, mais se precisar [eu usei 4 colheres]

No processador pulse a farinha, sal, as raspas de limão e açúcar até misturar. Adicione a manteiga e processe até ficar com uma aparência engrossada, uns 10 segundos. Adicione o ovo e pulse. Com a máquina em velocidade normal adicione a água até a massa ficar consistente. Retire do processador, forme um cilindro, embrulhe em plástico e ponha na geladeira por pelo menos 1 hora.


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Torta de maçã com sour cream

Faça a cobertura:
3 colheres de sopa de manteiga sem sal amolecida
1/4 xícara, mais 2 colheres de sopa de açúcar
! colher de chá de raspas de limão
2 colheres de sopa de farinha de trigo

Misture todos os ingredientes e ponha na geladeira. Fica uma massinha bem mole e açúcarada.

Faça o recheio:
1 1/3 xícaras de sour cream
2/3 xícara de açúcar
1/4 colher de chá de sal
2 colheres de chá de baunilha
2 ovos grandes
3 colheres de sopa
5 maçãs grandes [mais ou menos um quilo] descascadas e fatiadas fino

Misture todos os ingredientes, menos a maçã, e bata bem manualmente ou com a batedeira, até formar um creme bem uniforme. Junte as maçãs fatiadas, misture bem, até as maçãs ficarem bem incorporadas ao creme.

Monte a torta:
Cubra a forma com o pâte sucrée que estava na geladeira. Coloque o creme de maçãs na forma com a massa. Cubra com a massinha de cobertura. Eu abri os pedacinhos na palma da mão e fui colocando por cima da torta já montada - último passo. Achei que ficou muito doce e podia ser dispensada. Eu prefiro uma torta de fruta menos doce e essa ficaria perfeita sem esse topping. mas pra quem gosta de um docinho extra, manda bala! Fica ao gosto do freguês.

Asse a torta em forno pré-aquecido em 350°F/176ºC por uma hora, ou até a massa ficar bem dourada. Essa variedade de maçãs que eu usei - Arkansas Black, é bem ácida e compacta e fez uma torta bem firme e consistente, que manteve as fatias da fruta inteiras e crocantes.

um pavê de morangos

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No sábado comprei três caixas de morangos no Farmers Market. Já está no final da temporada e as frutinhas já não estão tão bonitonas. Comprei assim mesmo, pois pensei que poderia ser a minha última chance. Daí no domingo inventei de fazer um pavê. E fiz. Sem receita. A La Fezoca Mode.

Preparei um creme com duas xícaras de leite onde fervi uma fava de baunilha [tirei as sementes antes], acrescentei uma lata de leite condensado, uma de creme de leite, duas gemas de ovos e uma colher de sopa de maizena.

Emergi biscoitos champagne numa mistura de leite com limoncello. Fui fazendo as camadas - biscoitos embebidos, creme, morangos picadinhos. No final cobri com um ganache de chocolate - chocolate amargo derretido e misturado com creme de leite fresco. A cobertura de chocolate é dispensável, já que para o meu gosto ela ficou um tanto pesada.

Torta rústica de maçã com Calvados

Fizemos um almoço em família, porque o Uriel voltou da fazenda ontem à noite e já vai viajar de novo hoje à tarde. Tracei meu plano e defini meu menu - postas de salmão e espigas de milho assados na churrasqueira, salada de batata com molho de sour cream e chives [não tinha iogurte], a salada siria de trigo e nozes da Valentina e uma torta de maçãs que vi na edição de setembro da revista Gourmet. Eu tinha umas macãs gala que comprei no Farmers Market, colhidas no dia. E na receita ia Calvados, um destilado de maçãs, que ainda não tinha tido a chance de usar numa receita. Tudo pronto, vamos lá!

Não foi tarefa fácil pra mim preparar um menu com tantos pratos. Não é novidade eu fazer isso, mas é sempre uma jornada que me exaure... Me atrapalhei imensamente, fiquei toda esbaforida e estressada, mas pelo menos não quebrei nada, nem me machuquei. Apenas derrubei açúcar por cima do fogão, deixei o salmão passar um pouco do ponto e quase quemei o milho. Quando o Gabriel e a Marianne chegaram estava tudo quase que controlado, só faltava arrumar a mesa. O Uriel sempre me dá uma mãozinha com as coisas de churrasqueira e com a arrumação de mesa e lavação das louças. Mas hoje ele se enfiou numa empreitada de eliminar o matagal do jardim da guest house, que estava realmente descontrolado. Então fiquei sola nos preparativos do almoço.

Ninguém reclamou de nada, todo mundo comeu e até elogiou. Então está bom! Como faço sobremesas muito de vez em quando, preciso reportar. Foi uma simples torta de maçãs, mas ficou bem especial. A receita é para pequenas tortinhas, mas eu fiz uma torta inteira, que era mais prático.

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Rustic Apple Tart with Calvados Whipped Cream

Para a torta:
1/3 xícara mais 1/2 colher de sopa de açúcar
1/2 xícara de cidra ou suco de maçã
1 colher de sopa de vinagre de maçã
500 gr de pequenas maçàs gala, raladas em fatisd, com a casca
1 pacote de massa prota para torta [a receita pede massa folhada, mas eu usei uma massa comum mesmo, porque esqueci de comprar a outra..]
3 colheres de sopa de manteiga sem sal
1 colher de sopa de Calvados

Para o creme:
1/2 xícara de creme de leite fresco gelado [heavy cream]
1 colher de chá de açúcar
1 colher de chá de Calvados

Aqueça o forno em 425ºF/220ºC.
Coloque 1/3 de açúcar numa panela e faça um caramelo claro. Jogue a cidra e o vinagre e faça um molho. Desligue o fogo. Jogue as maçãs em fatias finas nesse molho e deixe macerar por uns 10 minutos. Coe as maçãs, separe o molho. Coloque as maçãs sobre a massa pronta numa forma - se for fazer tortinhas individuais, corte quadrados da massa e ponha separados na forma. Salpique a torta com pedacinhos de 1 colher de sopa de manteiga e o restante do açúcar. Leve para assar por uns 20 ou 30 minutos. Enquanto isso coloque o molho de volta na panela, acrescente as 2 colheres de manteiga e o Calvados. Deixe ferver, mexendo de vez em quando, até o molho engrossar e reduzir pra 1/3. Quando a torta estiver assada, jogue esse molho por cima. Sirva com o creme de leite com Calvados - bater os três ingredientes na batedeira até a consistência ficar firme.

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Torta rústica de pêra e blueberry

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A receita, tirada da edição de agosto 2006 da revista Real Simple, era de torta de pêssego. Mas eu adaptei para pêra e blueberry, que eu tinha em casa e ficou excelente. Assim que comprar pêssegos no Farmers Market, vou fazer a versão original. Mas a mistura de pêra com blueberry ficou interessante, ressaltada pelo sabor pungente do gengibre e da noz moscada.

Vou colocar aqui a receita original, e quem quiser faz com pêsssego, senão faz com pêra e blueberry, ou com outra mistura de fruta assim diferente.

Rustic Peach [Pear & Blueberry] Tart

1/3 xícara de farinha de trigo
1/2 colher de sobremesa de gengibre fresco ralado
1/4 colher de sobremesa de noz moscada ralada na hora
3/4 de xícara de açúcar
8 pêssegos em fatias [* três peras em cubinhos e 200 gr de blueberries]
1 massa para torta - pode ser das prontas, ou qualquer receita boa para torta como a de Pâte Brisée que eu publiquei aqui para a torta de maçã americana.

Pré-aqueça o forno a 425ºF/220ºC. Numa vasilha grande misture a farinha, o gengibre, a noz moscada e o açúcar. Adicione as frutas e misture bem com as mãos. Abra a massa num círculo de 30 cm e estenda num prato refratário ou forma. Coloque a mistura de frutas no centro, dobre as pontas em cima do recheio. Deixe o centro descoberto. Pincele a massa com água e polvilhe com açúcar granulado. Asse por 20 minutos, até ficar dourada. Abaixe o forno para 350ºF/180ºC e asse por mais 30 minutos, até a fruta começar a borbulhar no centro. Deixe esfriar por pelo menos 20 minutos antes de servir.

* eu usei um círculo de massa de 23 cm e fez diferença na hora de fechar a torta. Mais massa fica melhor.

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Torta de Maçã Americana

Minha receita de torta de maçã é um tanto ordinária, usando massa pronta de rolinho, inventando moda, e nem sempre dando super certo. Então pra ter certeza que não vai ter erro, recorri aos méritos da [Almost] Perfect American Housewife, Miss Martha Stewart. Receita dela não tem furo. Então aqui está a clássica torta de maçãs, daquelas que certamente ficavam esfriando no parapeito das janelas das casinhas com cortina de rendinha e chaminé com fumacinha.

Classic Apple Pie

*Faz uma torta de 9" [23cm]

1-1/2 receita de Pâte Brisée
3 colheres de sopa de farinha de trigo, mais um pouco para trabalhar a massa
1 gema de ovo grande
1 colher de sopa de heavy cream - creme de leite fresco
1 1/2 quilo de maçãs descascadas e cortadas em fatias
2 colheres de sopa de suco de limão
1/4 xícara de açúcar
1 colher de chá de canela
1/4 de colher de chá de noz moscada
1/8 de colher de chá de sal
1 colher de sopa de manteiga sem sal, cortada em cubinhos
Açúcar granulado, pra enfeitar

1. Numa superficie polvilhada com farinha, abra a massa pâte brisée formando um circulo que cubra a forma . Congele a forma com a massa por 30 minutos.

2. Abra o resto do pâte brisée num outro circulo, coloque em papel manteiga e congele, por 30 minutos, até a massa ficar bem firme.

3. Aqueça o forno em 400°F ou 200ºC. Numa vasilia pequena bata a gema de ovo com o creme de leite. Deixe separado. Numa vasilia grande misture as maçãs com o suco de limão, o açúcar, a farinha, a canela, a noz moscada e o sal. Retire a forma com a massa da geladeira e encha com o recheio. Salpique com os cubinhos de manteiga.

4. Cubra a torta com o outro círculo de massa, ou corte a massa em pequenos formatos de folhas e vá cobrindo a torta com elas, uma levemente em cima da outra, para não ficar com espaço.

5. Pincele a torta com a mistura da gema de ovo creme de leite e depois salpique com açúcar granulado. Congele ou refrigere por mais 30 minutos.

6. Coloque a torta em cima de uma assadeira e asse até a massa começar a ficar dourada, cerca de 20 minutos. Reduza a temperatura do forno para 350° F ou 175ºC e continue assando por 35 a 45 minutos. Retire do forno e deixe esfriar num estrado de ferro.

Deep Dish Pâte Brisée - massa para torta

*Suficiente para cobrir uma forma funda de 12" [30cm]

3 3/4 xícaras de farinha de trigo
1/2 colher de chá de sal
1 1/2 colher de chá de açúcar
3 tabletes de manteiga sem sal cortada em cubinhos
3/4 xícara de àgua gelada

1. Coloque a farinha, sal e açúcar num processador e misture bem. Adicione a manteiga e bata por uns 10 segundos, até ficar uma farofa bem grossa. Adicione de 1/2 a 3/4 de xícara de àgua gelada bem devagar através do tubo do processador, enquanto ele estiver em movimento, até a massa ficar relativamente firme. Não processe a massa mais que 30 segundos. Teste a massa, apertando um pedacinho com os dedos. Se estiver firme, está pronta. Se ainda estiver com consistência de farofa, adicione um pouquinho mais de àgua.

2. Ponha a massa em cima de um plástico, pressione para formar um círculo e embrulhe. Ponha na geladeira por pelo menos 1 hora, antes de usar.

cheese cake

No dia que eu cheguei na geleira canadense, ainda tonta, cansada, com um jet lag danado e um certo espanto, fui levada à uma especie de café, onde estava sendo comemorado o aniversário de quarenta anos de alguém. Eu não comi nada, bebi apenas uma daquelas águas borbulhantes canadenses com sabor de kiwi, que era novidade pra mim. Eu estava muito fora do eixo para comer qualquer coisa, ainda mais açúcar. Mas foi nesse dia, em agosto de mil novecentos e noventa e dois, que conheci uma das sobremesas mais típicas da América do Norte, o Cheese cake.

O pequeno café na Broadway Avenue, chamado Calories era especializado nessa sobremesa, onde se podia comer cheese cakes de todos os sabores, com todos os toppings. Eu fui muitas vezes lá, durante os anos em que morei em Alaskatoon.

Claro que rapidinho alguém me passou a receita do cheese cake. Essa é a versão canadense da torta cremosa.

Cheese Cake Simples

Forre uma forma de 23 cm [9"] com 1 xícara de Graham Wafer Crumb Crust [uma farofa de bolacha moída] misturada com 1 colher de sopa de açúcar e 2 colheres de manteiga.

1 pacote de cream cheese [250g]
1 lata de leite condensado
1/2 xícara de suco de limão
1 colher de sopa de baunilha
1 pote de geléia de qualquer sabor [ou a receita de geléia*]

Numa vasilia grande bata o cream cheese até ficar cremoso. Gradualmente adicione o leite condensado batendo até ficar liso. Colocar o limão e a baunilha. Colocar essa mistura sobre a massa previamente preparada. Gele por 3 horas até ficar firme. Cobrir com geléia antes de servir.

* Geléia de Fruta:
Para 2 xícaras de fruta fresca misture separadamente:

1 xícara de água
1 xícara de açúcar
3 colheres de sopa de maizena
3 colheres de sopa de corn syrup

Cozinhar até a mistura ficar clara. Esfrirar por 1 minuto e acrescentar 3 colheres de sopa de gelatina em pó sem sabor ou no sabor da fruta usada. Adicione as frutas, misture bem e gele. Sirva por cima do cheese cake.

Eu tenho uma receita de calda de fruta muito mais fácil e rápida:
Descongele um saco pequeno de qualquer fruta: framboesa, morango, blueberry. Quando estiver descongelado, acrescente açúcar mascavo ou mel e deixe macerar por uma hora. Sirva por cima do cheeese cake.

Chocolate Ganache Tart

Essa foi a sobremesa que decidi fazer para o Thanksgiving. Peguei a receita da edição nº 27 [novembro] da revista Everyday Food da Martha Stewart. É uma torta bem pesada, bem rica. Pra quem gosta de chocolate é um manjar! Precisa ser servida com uma fruta, tipo uva, pra quebrar um pouco o sabor pesadíssimo do chocolate. Mas fica muito boa!

Pré-aqueça o forno em médio [350ºF ou 176ºC].

Faça a massa: no food processor moa 3 colheres de sopa de amendôas sem casca. Acrescente 6 colheres de sopa de açücar, 1 1/4 xícara de farinha de trigo e 2 colheres de chá de casca de limão ou laranja ralada [opcional]. Misture bem na opção 'pulsar'. Acrescente 6 colheres de sopa de manteiga gelada cortada em pedacinhos. Vai acrescentando a manteiga aos poucos e pulsando até a massa ficar uma farofa. Coloque a massa numa forma de 22 cm [9 inch] com o fundo removível. Aperte bem dos lados e no fundo, tentando deixá-la o mais fininha possível. A massa fica uma farofa, não fica grudenta. Asse no centro do forno por mais ou menos 20 minutos, até ficar firme e dourada. Transfira para uma grade e deixe esfriar completamente por mais ou menos uma hora.

Faça o ganache: coloque 340 gramas [12 ounces] de chocolate amargo quebrado em pedaços numa vasilia. Numa panela pequena coloque 1 1/4 de heavy cream pra ferver. Coloque o creme fervendo em cima do chocolate - passe o creme por uma peneira. Bata bem até o chocolate ficar todo derretido e a consistência cremosa. Adicione 1 colher de chá de baunilha.

Monte a torta: desenforme a massa e ponha numa travessa. Coloque a mistura de chocolate no centro. Deixe descansar por duas horas. Pode gelar por uma hora antes de servir. Mas como estamos no inverno, a visita à geladeira não foi necessária. Serve dez pessoas.




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