um espetáculo de verão

Summer Expectacle Summer Expectacle
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i can't give you anything but love

junho é quentejunho é quentejunho é quente
junho é quentejunho é quentejunho é quente
junho é quentejunho é quentejunho é quente
junho é quentejunho é quentejunho é quente
junho é quentejunho é quentejunho é quente
junho é quentejunho é quentejunho é quente
junho é quentejunho é quentejunho é quente
junho é quentejunho é quentejunho é quente

♯ os tomates ♯

tomates
chegaram!

the antique fair/ Ten22

em marçoem marçoem março
em marçoem marçoem março
em marçoem marçoem março
em marçoem marçoem março
em marçoem marçoem março
em marçoem marçoem março
em marçoem marçoem março

Finalmente descobrimos uma feira de antiguidades que acontece mensalmente bem perto de nós. É a antique fair de Sacramento, montada num espaço enorme bem debaixo da freeway onde mais de trezentos vendedores expõem suas relíquias. Levamos bem umas três horas para ver quase tudo. Fomos na do mês de março [quando tirei essas fotos] e já voltamos na de abril. Vende-se muito cacareco, mas também tem bastante coisa divertida e interessante. Eu sempre consigo achar umas coisinhas legais. No domingo em março saimos da feira verdes de fome, depois de horas de camelança, e acabamos indo almoçar num restaurante instalado num ponto bem turístico da cidade—Old Sacramento. Lembro do fuzuê em torno desse Ten22 quando lá era apenas um nightclub, num investimento feito por um dos jogadores do time de basquete da cidade. Hoje ele virou um restaurante da linha farm-to-fork, usando ingredientes locais e sazonais. Eu gostei do ambiente e da comida, que muito caprichada e super gostosa. Ou seria o apenas efeito do horário e da fome? Pisc! Não, estava muito bom mesmo!

choveu em fevereiro [ e...]

em fevereiroem fevereiroem fevereiro
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um janeiro bem incomum

um novo janeiroum novo janeiroum novo janeiro
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um novo janeiroum novo janeiroum novo janeiro
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O assunto onipresente em todas as rodas por aqui neste momento é o clima—como tudo está diferente, incomum, espantosamente quente no pico do inverno, sem chuva alguma, batendo o recorde de todos os tempos. O governador já declarou que a California está em estado de seca, estamos todos confusos vestindo apenas um suéter no mês de janeiro, as árvores brotando, os passarinhos voltando e fazendo ninhos, os gatos com perebas por causa da secura do ar. Só se comenta disso e o que será feito da agricultura aqui no nosso estado, incluindo as hortas e jardins, já que provavelmente não teremos água suficiente para irrigar todas as plantas. E o que calor de 20ºC no meio do inverno vai causar nas lavouras, na preparação para as culturas de primavera e verão. Está tudo muito estranho e é claro que falamos muito em aquecimento global, porque agora não há como negar que algo está errado, as coisas estão mudando, mas segundo o meu marido cientista—vamos fazer ajustamentos. Vou confiar nisso, porque quero continuar esperando por suculentos e saborosos tomates quando o verão chegar.

citrus frenzy

meyer-rangpur
meyer lemon & rangpur lime

e mais um outro outubro

outro outubrooutro outubrooutro outubro
outro outubrooutro outubrooutro outubro
outro outubrooutro outubrooutro outubro
outro outubrooutro outubrooutro outubro
outro outubrooutro outubrooutro outubro
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outro outubrooutro outubrooutro outubro
outro outubrooutro outubrooutro outubro
outro outubrooutro outubrooutro outubro
outro outubrooutro outubrooutro outubro
outro outubrooutro outubrooutro outubro

Sempre tive uma simpatia particular pelo mês de outubro, não só porque ele é inaugurado com o evento auspicioso e festivo do meu aniversário, mas também porque no hemisfério norte já podemos notar os primeiros sinais do outono. E esse outubro começou especialmente bem com uma visita surpresa e inesperada do meu filho, o que fez o meu dia de ficar mais velha um dia muito mais feliz.

Outubro será o meu último mês circulando pelo campus da Universidade da Califórnia em Davis, porque no inicio de novembro todo o meu grupo mudará para um novo prédio na periferia da cidade. Estou muito animada com essa novidade, embora saiba que vou deixar pra trás um apanhado de coisinhas que a gente só vê e vive num ambiente acadêmico. Mas vou ganhar uma vida social mais intensa, que vai incluir uma área de refeição por onde circularão centenas de pessoas diariamente. Histórias interessantes certamente abundarão.

Nas previsões de outubro—o halloween, as mudanças no trabalho e o aniversário deste blog, que vai completar quantos anos mesmo? Não vou mentir que estou mesmo é pensando nas celebrações de novembro!

alto verão

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Essa é a época do ano em que eu fico super animada com a avalanche de tomates, melões, pêssegos, figos, com os dias longos, quando dá pra fazer tantas coisas até ser finalmente derrotada pelo cansaço e pela luz rosada do cair da noite. Mas por outro lado já vou ficando um pouco exausta com os dias calorentos, desejando uma brisa mais refrescante, uma mudança de direção. Vou aproveitando o que o verão tem de bom e olhando para o horizonte, na expectativa do que vamos ter pela frente.

Ando trabalhando muito, muito mesmo e quase não tenho mais tempo pra nada. Pra adicionar mais trabalho em cima do trabalho, temos hospedes na casa. Além do gato Roux, que passou uns meses andarilho pelas ruas de Woodland e retornou ileso para a nossa imensa alegria, agora temos os gatos Tim e Sequel, que ficarão aqui em casa até fevereiro. Eles são os gatos do Gabriel, o meu filho que está passando alguns meses experienciando a vida brasileira. A adaptação foi mediana—ninguém ficou amigo, mas também ninguém ficou inimigo, o que já é um grande alivio. Roux mudou, de gato espevitado virou um gato zen, quase reservado, alheio ao bafáfa. Tim é o gato velcro, que cola nas pessoas de uma maneira até engraçada. É o pomponzão que agora senta no meu colo quando estou tomando meu café da manhã. Sequel é o gatinho bully, o menorzinho de todos e o mais audacioso. Tem uma micro vozinha e fala comigo pedindo sei lá o que mas não gosta de muita aproximação. Tim e Sequel cresceram juntos e são super amigos, então a situação é de dois contra um—um pouco injusto, eu sei. Como não bastava a casa estar cheia de gatos se estranhando, aportou também por aqui uma cachorra, que vai ficar hospedada em casa por três semanas. Ela é velhinha, gigante e dominadora, tem ciúmes dos gatos e fica colada em mim o tempo todo. E são duas caminhadas por dia, que até que consegui encaixar bem no meu esquema apertado.

Este verão está um pouco diferente, então não vou ficar escrevendo sobre os tomates, os campos de tomate, a colheita do tomate, o festival do tomate, eteceterá. Neste verão eu estou botando mesmo os bofes pra fora com cachorra e com gatos, mas compenso bebendo cocktails, devorando saladas e toneladas de frutas, e me fartando daquele vinagre que tenho oferecido pra todas as minhas visitas. É muito engraçado ver a reação quando eu digo—quer beber um vinagre? E depois ver a cara de surpresa e prazer que todos fazem ao sorver o liquido borbulhante e refrescante. Saúde!

summer breeze makes me feel fine

june is bringing us summerjune is bringing us summerjune is bringing us summer
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beauty is in the eye of the beholder

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Já faz um tempo que estou querendo tocar neste assunto, já que está mais do que claro para os frequentadores desde blog que eu abandonei o uso das firolices fotograficas por aqui. A câmera está num canto, as lentes estão no mesmo canto e tudo o que eu fazia antes com relação à produção de imagens para publicar neste espaço eu não faço mais. O que eu faço agora é o que considero o mais viável para esta fase da minha vida em que o tempo anda escasso. Carrego aquela gadget multi-tasking super-poderosa faz-tudo comigo pra onde vou, o tempo todo. E é com ela que tiro fotos. Neste momento isso incluí absolutamente todas as fotos que aparecem por aqui. Se não fosse essa maravilhosa gadget combinada com o mais funcional aplicativo de manipulação de fotos, este blog já teria morrido à mingua. As fotinhas com filtro do tão criticado instagram foi o que me restou, porque eu simplesmente não tenho mais tempo para fazer mil cliques com câmera, trocar lentes, editar dezenas de imagens, escolher as melhores, eteceterá. Com a dupla iphone-instragram eu posso ser rápida, não perco tempo, a comida não esfria, não pago mico em público, não preciso carregar equipamento, não preciso me antecipar pra nada, porque na hora que a oportunidade aparecer eu estarei pronta para ela. Isso não quer dizer que não preciso ter um minimo de cuidado. Muito pelo contrário, preciso ter um certo timing, ter um olho apurado pra captar a essência da imagem e da mensagem que quero passar e preciso ser bem rápida no gatilho, ter a mão firme e ser decidida, porque muitas vezes só me dou aquela única chance, não fico escolhendo pose, apenas enquadro e clico. Já me senti um pouco culpada por ter adotado esse esquema mais fácil, porque percebo que há uma tendência geral pelas imagens mais profissionalizadas. Mas cada momento é único pra cada caso e pessoa. E o meu momento é esse—me falta tempo e paciência, mas não me falta vontade de criar. Assim então, para satisfação ou desgosto do freguês, continuarei até quando resolver mudar.

how can you have the blues?

maio é floridomaio é floridomaio é florido
maio é floridomaio é floridomaio é florido
maio é floridomaio é floridomaio é florido
maio é floridomaio é floridomaio é florido
maio é floridomaio é floridomaio é florido
maio é floridomaio é floridomaio é florido
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kitchen—1949

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Gosto de tudo nessa foto. Além da geladeira e da cozinha minúscula tipo corredor, gosto também da sandália, da saia estampada, do cabelo. ♥

Zito’s Bakery

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[New York, 1937, photo by Berenice Abbott]

Merry! Merry!

XMas12XMas12
XMas12XMas12
XMas12XMas12
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XMas12XMas12
XMas12XMas12
XMas12XMas12
XMas12XMas12

Feliz Natal para todos nós!

just one of those things

novembernovembernovember
novembernovembernovember
novembernovembernovember
novembernovembernovember
novembernovembernovember
novembernovembernovember
novembernovembernovember
novembernovembernovember

❧ as mudanças do outono ❧

it's fall againit's fall againit's fall again
it's fall againit's fall againit's fall again
it's fall againit's fall againit's fall again
it's fall againit's fall againit's fall again
it's fall againit's fall againit's fall again

Já posso dizer que estamos realmente no outono quando as folhas das magníficas sycamore começam a cair. Elas são as primeiras árvores que se desfolham, mas não são as que fazem da maneira mais bonita. As folhas imensas dessas árvores não ficam amarelas nem vermelhas, nem degradê, elas simplesmente secam e caem. E fazem uma sujeira e tanto. Mas não deixa de ser uma ocorrência bem-vinda depois do cansaço do final do verão. Minha casa é rodeada por umas cinco sycamore bem antigas e imponentes. Todo final de semana é um limpa limpa e as folhas gigantes continuam caindo, e vão cair desordenadamente até não sobrar mais nenhuma.

O Farmers Market de Woodland encerrou suas atividades sazonais. E encerrou com grande estilo, alongando a temporada por três semanas por causa da demanda. Fiz um estoque enorme da maçã mais deliciosa do mundo e me despedi dos meus fazendeiros favoritos com o melhor sorriso desejando revê-los todos em breve. Ganhei alguns produtos extras, colocados na minha cesta como um sinal de agradecimento. E recebi o elogio mais gentil—você foi uma super cliente! Certifiquei que estarei de volta para o próximo ano.

As abóboras abundam e acrescentam cores na peculiaridade da paisagem de outono. Já tivemos dias frios, com chuva e vento. Outros dias de sol virão, intercalados com os de chuva. Este ano está prometendo um inverno bem mais molhado. Quando dirijo para casa voltando do trabalho à tarde já não vejo mais nenhum campo de tomate ou de milho. Só vejo uma imensidão de terra sendo preparada para descansar ou receber alguma cultura alternativa de inverno. Os dias estão mais curtos e eu estou muito ocupada com toneladas de trabalho me soterrando e me consumindo. O lazer nos finais de semana é minha prioridade, com os dias de folga encabeçando a lista de desejos e cobiças. Quando eles chegam eu me comporto de maneira completamente esganada querendo aproveitar cada segundo. Porque são tantas coisas para fazer, ler, ouvir, fotografar, conversar. Além de todas aquelas folhas para varrer.

o outono chegou, então?

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cores de final de verão

the farm schoolthe farm school
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os zebras

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dog days of summer

São os melhores e os piores dias. Os melhores por causa da abundância de frutas e legumes, os dias longos, o cheiro de feno seco pelas estradas, o entusiasmo pela colheita do tomate, as braçadas refrescantes na piscina [quando ela abre] sob um céu impecavelmente azul, a brisa da noite, os picnics, os almoços e jantares no quintal. Os piores porque estamos tendo um verão bem tórrido e nos dias em que o bafão se instala não acho possível cozinhar. A fome é quase que a mesma, mas o entusiasmo por fazer comida no fogão anda bem pequeno. Por isso cozinhando pouco estou.

dog daysdog days
dog daysdog days

Mas estou feliz com o inicio de agosto, pois julho foi um mês meio amargado de chatices, começando pelo gato que caiu doente logo nos primeiros dias. Fui surpreendida pela informação de que gatos e cachorros são mestres em fingir que está tudo bem e não mostrar que estão doentes. Os cachorros, porque não querem chatear, incomodar e entristecer os donos e os gatos porque são assim mesmo, orgulhosos. Pois foi então que o meu gato desmoronou de repente. Num dia estava normal—dentro do que se pode esperar de um animal com 17 anos, e no outro não conseguia se sustentar nas próprias pernas. Desde então estamos cuidando dele com o máximo de carinho e atenção. São remédios duas vezes por dia, soro um dia sim outro não, comida especial e um limpa limpa que não acaba mais, porque ele tem muitos acidentes de banheiro. Não tenho a ilusão de que ele vai voltar a ser o que era, mas pelo menos não está sofrendo. Descobrimos nesse interim que ele adora abóbora, depois que fomos aconselhados a misturar o purê do legume na comida normal para ajudá-lo com uma desagradável prisão de ventre. Quando chego em casa ele é o primeiro a aparecer, correndo todo capengueta atrás de mim, porque sabe que vou dar comida. O velho Misty Gray de sempre, o nosso gato Highlander.

Tive que parar de frequentar as classes de zumba que eu estava fazendo no YMCA da cidade por causa de uma incompatibilidade de horários e por recomendação de uma moça chamada Dolores fui experimentar uma aula com um outro grupo, que se encontra toda terça e quinta no ginásio de uma escola primária na minha vizinhança. Fiquei absolutamente chocada com a vigorosidade da coisa. Eu suo de pingar água da sobrancelha e empapar a toda a camiseta. A versão do YMCA devia ser para idosos. Já completei o meu segundo mês nessa zumba pra cabra macho e apesar de me esbaforir completamente e ainda ficar totalmente perdida nos movimentos rápidos, estou achando essa experiência super legal. Calculo que mais da metade das mulheres do grupo são hispânicas e então o ti-ti-ti é intenso. Invejo muito as moças que fazem os passos das danças com aquela graciosidade latina, sem ficar parecendo uma barata tonta no meio do salão.

dog daysdog daysdog days
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Tentando estabelecer um esquema para a nossa rotina durante os dias de semana, com o Uriel em Sunnyvale, eu almoçando diáriamente no trabalho, as aulas extenuantes de zumba, a doença do gato, as restrições de um procedimento periodontal, as minhas tentativas de ver mais filmes e ler mais livros, a manutenção da casa, e os passeios e a vida social dos finais de semana—ajustei minhas investidas na cozinha para um modo mais quantitativo. Isto é, as comidas preparadas precisam gerar muitas sobras, para encherem marmitas ou virarem jantares rápidos e improvisados. Com um quilo de tomates ultra maduros fiz um molho que usei na preparação de uma lasanha gigante com camadas de abobrinha. Grelhei vários tipos de legumes e deixei na geladeira prontos para virarem uma salada ou recheio de sanduiche. Nos dias mais frescos cozinhei duas xícaras de quinoa, duas xícaras de arroz integral, uma de feijão, outra de lentilha. Minha desenvoltura fazendo comida crua ou usando a churrasqueira também está ficando notável. Os repetecos de receitas de sopa fria abundam. Bolos não tem acontecido, muito menos tortas ou pizza. E tem dias que a vontade realmente é de só de consumir um copão de sorvete, devidamente afogado em suco de laranja ou refrigerante de limão.

[ from my hipstamatic ]

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[ Summer ]

✳✴ super bacana ✴✳

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《 click click click 》

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Preciso deixar registrado aqui meu imenso agradecimento aos criadores do iphone e do instagram que de certa maneira salvaram esse blog da indolência. Porque infelizmente eu não tenho mais tempo nem paciência para tirar fotos com câmera. Um dia começei a achar muito chato carregar um monte de equipamento pra lá e prá cá. E parei de fazer. Com o iphone é tudo muito mais prático e rápido, posso tirar muito mais fotos, nem sempre super perfeitas, mas o registro fica feito. O que anda acontecendo é que às vezes eu tiro fotos das mesmas coisas usando primeiro a dupla iphone/instagram e depois a câmera e acabo gostando mais do resultado dos cliques do celular. É um fenômeno ainda sem explicação e que pode não ser completamente compreeendido por todos, mas conquistou a minha simpatia. A verdade é que essas fotinhas mixurucas de celular deixaram o Chucrute com Salsicha mais colorido. E o mais incrível é que estou muito satisfeita com isso!

fotos [escolhidas] da semana

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neste final de semana

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Em alguns finais de semana eu cozinho mais do que em outros. Neste último até que eu fiz algumas coisas diferentes, o que me deixou bastante feliz, pois no anterior não teve muita novidade. Pode ser por pura preguiça, mas sempre escolho preparar comidas que não tenham muitos passos, nem muitos ingredientes, nos contentamos com uma mesa simples com produtos frescos e da estação—feijões, legumes cozidos ou em saladas, verduras, pão, pasta, sopa, ovos, queijo, sorvete, fruta. Aliás, pra nós fruta é sobremesa.

Eu e minha amiga Roberta conversamos sobre os Fitzgeralds, os Hemingways e os Murphys e de como muitos livros sobre eles foram escritos a partir das centenas de cartas que eles deixaram, correspondência frequente entre amigos, e que serviram como peças de um quebra-cabeças possibilitando que se contasse muitas histórias incríveis. Nós ainda tivemos esse hábito de escrever com caneta no papel, depois através do e-mail, contar nosso dia a dia, os acontecidos da nossa vida para pai, mãe, irmãos, tios, primos, amigos. Hoje parece que estamos substituindo tudo isso por cliques de "like" nas postagens das contas de Facebook ou troca de pequenos diálogos no twitter. Todo aquele registro escrito sobre nossas vidas e cotidiano que fazíamos até pouco tempo está caindo em desuso e eu me pergunto como seria possível recontar a história de alguém sem isso? Teremos muitas fotos tiradas com câmeras digitais e celulares, muitos links e bobagens compatilhados nas redes sociais, mas poucas palavras escritas.

Quando minha irmã veio me visitar em dezembro, enchi geladeira de ingredientes para possíveis receitas. Mas quando se quer aproveitar a companhia das visitas o que menos se faz é cozinhar. Por isso acabei com várias caixas de massa folhada guardadas no congelador. Daquela massa feita somente com farinha e manteiga, que por ser tão boa não pude permitir que houvesse desperdicio. Descongelei uma das caixas e fiz duas tortas. Também fiz bolinhos com um risoto de ervilha torta que sobrou da semana. E comemos mais alcachofras grelhadas, mais saladas de rabanetes, pizza de queijo e aliche, macarrãozinho com alho verde e brócolis, laranjas e damascos frescos, uma torta de morango, chá feito com hortelã dos vasos e o refrescante tinto de verano feito com o que restou do vinho do sábado a noite.

Não fomos à lugar nenhum e não fizemos nada especial neste final de semana. Ficamos no melhor lugar do mundo, que é a nossa casa em Woodland. Fomos às compras, eu cozinhei, fui nadar, li livros e revistas. O Uriel cortou a grama e papeou com a vizinhança. No domingo conversamos com meus pais pelo skype, eu tirei algumas fotos, ouvimos música e descansamos.

baby artichokes

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in season

what a day, what a week

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Meus dias de semana estão corridos e muito ocupados, tudo feito com hora marcada, às vezes não dá ânimo nem de cozinhar quando chego em casa à noite, e ainda preciso fazer ginástica, quero ler um livro, meus gatos precisam de atenção. Mas nos finais de semana eu realmente uso e gasto a minha cozinha, faço muitos rangos cujas sobras viram marmitinhas pra mim e pro Uriel durante a semana. Ainda estou colhendo muitas camélias no jardim, que vou colocando em vasos e jarrinhas. Vou ao Farmers Market em Davis um sábado sim, outro não [ou dois não]. Num deles comprei um radichio que parecia uma flor gigante e negra. Com ele fiz um risoto, daqueles super simples, usei caldo de frango feito em casa e vinho tinto. E o lindo broccoli rabe eu fiz refogado com alho no macarrão. Encontrei umas árvores de laranjinhas kinkãs pertinho do meu prédio na universidade e colhi um montão. Fiz uma marmalade que ficou [inesperadamente] ótima. E a surpresa do último final de semana foi a alcachofra 'beijada pela geada", que a deixou com uma cara de atropelada, com manchas amarronzadas nas folhas externas. Mas depois de cozidas as manchas somem e ficamos apenas com uma alcachofra deliciosa. Servi acompanhada de um vinagrete de limão meyer e tomate seco ao sol, que eu pulverizo no mini-processador e junto nos molhos de salada. E os azeites são californianos.

Os finais de semana em casa são tão bons que nem quero sair pra lugar nenhum. Pela manhã o Uriel gasta horas lendo o jornal de cabo a rabo, depois vai me contando as histórias que ele acha que vão me interessar ou separa os artigos pra eu mesma ler. Neste final de semana ele me contou que agora tem um salão para os viajantes praticarem ioga no aeroporto de San Francisco e que o Facebook comprou um campus em Menlo Park e que lá os funcionários podem fazer ginástica enquanto trabalham em cubículos de vidro. Separou uma matéria sobre o edible schoolyard da Alice Waters vindo para Sacramento. Bebemos chá de gengibre com limão e sentamos pra conversar na sala que adoramos e que é chamada muito apropriadamente de "sunroom". Quando saímos pela manhã vamos às compras e passamos pelos campos sendo preparados para os tomates e girassóis ou pelos nogueirais nus. Quando saímos à noite vamos à algumas das [poucas] pizzarias que gostamos na região. Daí eu bebo uma taça de vinho, ouvimos jazz na rádio dos anos 40 no carro e na volta quando entramos na nossa vizinhança já chegando em casa, o meu coração se enche do mais puro amor.

days of wine & roses

dois diasdois dias
dois diasdois dias
dois diasdois dias
dois diasdois dias
dois diasdois dias
dois diasdois dias
dois diasdois dias
dois diasdois dias

Eu não carrego comigo mais nenhuma câmera fotográfica, nem das grandes, nem das compactas. Carrego apenas o meu iPhone, que [lordhavemercy!] virou praticamente uma extensão do meus dedos. Faço tudo com ele, não vou a lugar nenhum, nem mesmo ao banheiro, sem ele. Meio desconcertante, né? Mas vou explicar que nele tenho relógio, despertador, biblioteca de livros [pra ler no carro, na fila, no dábliucê], discoteca de música, rádio, lista de compras, termômetro, conversor, tradutor, mapas, eteceterá, eteceterá, além de telefone e câmera de fotografar e filmar. Por causa da minha surpreendente dependência desta super útil gadget, não é de se estranhar que eu acabe fotografando tudo ao meu redor com muito mais assiduidade do que faria com uma câmera. Sem falar que não preciso fazer download de nada, pois as fotos vão automaticamente pro Instagram, Twitter e Facebook. Não vou mentir, nem vou negar que tenho curtido muito essa fotografação e quero aproveitar todos os cliques. Por isso tenho feito essas compilações aqui, como numa galeria, geralmente registrando meu cotidiano e meus finais de semana, onde estive, o que fiz, o que comi ou cozinhei, o que vi e tals. Mais uma das minhas manias, que pode ter vida longa ou curta. Isso não posso prever, mas enquanto durar, aproveitem!

os dias estão dourados

dias douradosdias dourados
dias douradosdias dourados
dias douradosdias dourados
dias douradosdias dourados
dias douradosdias dourados
dias douradosdias dourados
dias douradosdias dourados
dias douradosdias dourados
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Tivemos dias de neblina pesada, dias de chuva, dias de ventania e com isso muitas das árvores já perderam quase todas as folhas. É tão lindo de ver, mas também tão efêmero, como tudo na vida. Os dias voam e eu não consigo fazer tudo o que quero. No primeiro dia de dezembro ganhei um limoeiro, que será plantado num lugarzinho que já escolhi lá no quintal. No segundo dia de dezembro minha casa participou do display das luminárias que acontece todo ano nesta área antiga da cidade. Tenho feito tudo com muito entusiasmo, pois agora sou uma das orgulhosas donas de uma daquelas casinhas vintage que todo mundo gosta de olhar. Minha vizinhança e vizinhos são muito bacanas. Fomos beber vinho e bater papo convidados pelos proprietários da linda casa construída em 1912. Tem dias que eu acho que meus gatos estão muito mais felizes aqui. E de uma certa maneira nós também estamos. Este outono está sendo um pouco diferente e eu não tenho do que reclamar.

we're ready for our close-ups!

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As romãs são frutas lindas, mesmo assim escangalhadas, prontas para serem trucidadas e descascadas. Vi uma foto mais ou menos assim numa das revistas do Jaiminho Oliver e fique fascinada. Tenho descascado várias romãs por vez, assim posso passar muitos dias comendo sementes de colherada como sobremesa. Desta vez debulhei as pequenas, que têm chegado semanalmente na minha cesta orgânica. E depois do trabalhão que dá pra fazer isso, mostrei para quem quisesse ver a prova do crime.

✴le week-end✴

le week-endle week-end
le week-endle week-end
le week-endle week-end
le week-endle week-end
le week-endle week-end
le week-endle week-end
le week-endle week-end
le week-endle week-end
le week-endle week-end
le week-endle week-end
le week-endle week-end

Imagens valem por mil palavras, mas essas merecem uma legenda. Neste final de semana choveu e fizemos muitas coisas, comemos BBQ no Ludy's, eu fui ao Farmers Market de Davis e fiz compras no Co-op, recebemos visitas e garimpamos por coisas legais em várias lojas de antiguidades, bebemos vinho orgânico, não comemos pizza pois jantamos num mexicano e eu finalmente voltei a cozinhar com fogo, no meu novo fogão a gás. Hooray!

ya-li

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[uma pera asiática]

pom [wonderful!]

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Essas são as romãs mais deliciosas que eu já tive o prazer de provar. Todo ano eu ganho um saco cheio delas, vindas do maior produtor da Califórnia. Eles são os responsáveis pelo delicioso suco Pom Wonderful. Mas essas romãs que chegam pra mim são as produzidas para exportação, para o mercado japonês. Elas têm em média uns 15 cm de diâmetro e as sementes são vermelhíssimas e dulcíssimas, verdadeiras pedras preciosas. Este ano ganhei dez delas, escolhidas a dedo quando o Uriel voltou dos testes que ele faz nessa fazenda durante a colheita dos pistachos. Essa fazenda também produz toneladas de pistachos e de amêndoas, que irão virar histórias por aqui em breve.

green & chocolate
[cherry tomatoes]

green-chocolate_1S.jpg
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del rio

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um pepino heirlooom
Como se já não bastasse a pepinada que tem chegado na cesta orgânica semanalmente, eu ainda vou no Farmers Market e compro mais pepinos. Mas como resistir às diferentes variedades, formatos, cores e possibilidades de sabores? E quando a moça fala que o pepino é HEIRLOOM? Daí não tenho como me controlar! Comprei, comprei mesmo e compraria mil vezes de novo. Esse pepino é de uma delicadeza ímpar, virou salada sem nem precisar descascar.

damascos frescos

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do Farmers Market de Woodland

[mini] couve-flores

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orgânicas & locais

abate fetel pear

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e a versão feita no instagram para iphone.

french butter & red bartlett

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sweet peppers

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Eu gosto de pimentão—dos verdes, vermelhos, roxos, amarelos e multicoloridos. Mas eu não saio do meu caminho para comprar, preparar ou comer esse legume. Porém, todavia, contanto, num belo dia parei na banquinha de uma família de fazendeiros no Farmers Market exatamente por causa deles. Essa família faz parte dos meus favoritos no mercado, onde paro toda semana pra ver o que eles tem de novidade ou diferente. É uma banca pequena, com produtos que tem cara de que vieram de uma pequena fazenda ou sítio. Gosto muito disso. Comprei os pimentões, e confesso sem acanhamento, porque achei lindos! E não ficou só nisso, vejam só o que aconteceu uns dias depois—eles ficaram assim mais bonitos ainda!

berinjela tailandesa

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thai eggplant

Essa berinjelinha quase me enganou e também quase enganou o Gabriel, que já foi levando uma delas à boca, pensando que fosse tomate. Breca, breca, é berinjela! A moça da banquinha no Farmers Market que me vendeu essas berinjelas me disse que elas são ótimas em refogados com curry. Depois li que na Tailândia elas são mesmo a base de muitos cozidos—com curry verde ou vermelho. Mas eu não estive em bons dias, então usei os legumezinhos na pressa, só cortei, temperei com sal, ervinhas e azeite e grelhei na churrasqueira pra depois servir frio, como salada. Elas são levemente amargas e têm bastante sementes. São as irmãs gêmeas do jiló.

America in color

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Este link de um blog de fotos do jornal Denver Post está sendo repassado alucinadamente pelo twitter desde a semana passada. Quando cliquei nele pela primeira vez, fiquei de boca aberta com o que vi—uma seleção de fotos coloridas tiradas por fotografos contratados pelo governo norte-americano para registrar as áreas rurais e pequenas cidades do país durante a depressão, entre 1939 e 1943. Num país da dimensão dos EUA e numa época em que a comunicação não era tão fácil, a população em muitas áreas de pobreza lutava e definhava sem o menor conhecimento do governo. O trabalho desses fotógrafos foi mostrar um pouco desse imenso interior isolado do país. As fotos são maravilhosas, expondo com uma clareza e honestidade cruel a pobreza e o cotidiano de uma grande parcela dos norte-americanos. O blog do jornal fez uma compilação muito bonita com um punhado dessas fotos, que hoje fazem parte do acervo da Biblioteca do Congresso.

mini abobrinhas [e flores]

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Eles são um casalzinho provavelmente nos seus setenta anos. Às vezes percebo que eles são meio espaçados—dão troco de mais ou de menos, esquecem de te dar o produto ou te dão em dobro. Mas o que me atraí na banca deles no Farmers Market é que tudo parece ter vindo de um quintalzinho ou talvez um pequeno sítio. Os produtos não são bonitos, muito menos abundantes. É um pouquinho disso, outro pouquinho daquilo, gosto sempre de parar lá e comprar coisinhas. No ano passado virei freguesa das mini abobrinhas que eles tinham sempre numa cestinha. Neste ano elas já chegaram e como resistir à essas pequenuchas com flores? Comprei todas, infelizmente não eram muitas.

Passei cinco dias sozinha, então para o almoço de um deles fiz as abobrinhas na churrasqueira, só pra mim. Cortei todas ao meio, temperei com um pouquinho de sal de limão e alecrim caseiro [na mesma receita deste de laranja] e azeite. Grelhei dentro de um envelope de papel alumínio grosso e servi com umas bolinhas de queijo de cabra misturado com folhas de salsinha fresca e pingos de suco de limão.

Como não consegui comer todas as abobrinhas sozinhas, porque para aquele almoço solitário também grelhei um maço de brócolis fininhos, comprados na banquinha do casalzinho, e fiz uma quinoa com cogumelos. Mas guardei as sobras, que viraram uma deliciosa sopa fria no dia seguinte. Apenas bati as abobrinhas no liquidificador com um pouco de água, um pouco de kefir, um fio de azeite e um pouquinho de salsinha fresca. Ficou super saboroso e refrescante.

fotografando com Penny De Los Santos

Passar um dia na companhia da fotógrafa Penny De Los Santos em San Francisco, fotografando e aprendendo, foi uma oportunidade de ouro que eu agarrei rapidinho, dando um salto triplo de ninja. Nunca fui tão rápida tomando uma decisão e me registrando para um evento. Dez minutos depois da Elise Bauer anunciar que a Penny estaria dando um workshop em SF , eu já estava com o meu espaço garantido. E minha rapidez e destreza valeram a pena! Eu já conhecia a Penny, dos seus trabalhos pra revista Saveur, de outros workshops que eu invejei e já era leitora do seu blog Appetite. No dia do evento, sai de Davis super adiantada, porque não queria pagar mico de chegar atrasada e acabei chegando na cidade uma hora e vinte antes do inicio do workshop. Andei pela Castro Street, comi outro breakfast, enrolei ouvindo gospel no rádio do carro , quando vi a Penny chegando com a Tara do blog Tea & Cookies, que a ajudou a organizar o evento. Fui a primeirona a entrar no restaurante Contigo, onde parte do workshop iria acontecer.

Penny é uma simpatia e uma simplicidade. Veio me receber, o que já me fez inaugurar o primeiro mico do dia. Pra quem ainda não sabe, sou a maior produtora de gafes do oeste norte-americano. Aos pouquinhos os outros participantes foram chegando e infelizmente eu não conhecia ninguém, com exceção da Elise. Na primeira fase do evento, Penny contou um pouco da trajetória dela, mostrou muitas fotos, cada uma com uma história bacana, numa aula de fotografia e de vida. Depois tivemos a oportunidade de fotografar a comida preparada pelo time fabuloso do restaurante Contigo. Também ganhamos permissão para comer todos os "modelos". Durante o workshop Penny circulou pelo restaurante, conversando e dando dicas, dando até pra esquecer por micro segundos que ela era aquela fotografa super fantástica que ilustrava com imagens magnificas as páginas das revistas Saveur e National Geographic.

Penny in SFPenny in SF
Penny in SF
Penny in SF
Penny in SF
Penny in SFPenny in SF
Penny in SF
Penny in SFPenny in SF
Penny in SFPenny in SF
Penny in SF
Penny in SF

Na segunda parte do workshop saimos para as ruas da cidade, primeiro para almoçar, o que eu acabei não fazendo. Encontramos com a Penny na esquina da Mission Street, onde faríamos a segunda parte da nossa tarefa fotografica. Ali mesmo comi o um saquinho de manga fresca, vendida por um mocinho num carrinho que também oferecia abacaxi e papaya. Dali partimos em dois grupos para fotografar perspectivas, pessoas e comida. A parte mais difícil para mim é fotografar pessoas. Pedi, muito sem graça, para fotografar o cachorrinho de uma moça e ela avisou—só o cachorro, pois eu não estou vestida apropriadamente. Tive que obedecer. O Mission District é um gueto latino em San Francisco, cheio de cores e figuras interessantes. Era domingo, então as famílias estavam passeando e almoçando nos inúmeros restaurantes da região. Eu e a Elise entramos num que vendia pupusas e eu pedi licença para fotografar, o dono consentiu, mas a senhora que moldava as pupusas não gostou. Fez cara feia, virou as costas pra mim e ainda reclamou. Tivemos que pedir desculpas e cascar fora.

Depois das duas horas pra cima e pra baixo na Mission, nos encontramos no 18 Reasons, um espaço para eventos relacionados à gastronomia, onde conectamos nossos laptops, escolhemos 12 fotos e fizemos um slide show com fotos de todos os participantes. Me senti invariavelmente frustrada, pois sempre acho que não dei o melhor de mim, que minha timidez é uma pedra no sapato, me atrapalhando muito, eteceterá. Mas minhas fotos não foram vaiadas! Terminando o dia na companhia de uma fotografa tão talentosa e outros vinte e quatro blogueiros, escritores e fotógrafos, me senti flutuando no ar. Como se milhares de portas tivessem sido abertas na minha consciência. A identificação que senti com o trabalho lindo e orgânico da fotografa Penny De Los Santos me deu certeza de que estou no caminho certo. Só falta um pouquinho mais de tempo para fotografar e uma boa dose de coragem e firmeza.

Penny in SFPenny in SF
Penny in SF
Penny in SF
Penny in SFPenny in SF
Penny in SF
Penny in SF
Penny in SF
Penny in SFPenny in SF
Penny in SF

[**fotos dos outros participantes do evento no album do Flickr — Penny in SF]

felicidade é...

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comer sementes de romã

pão–pão–pão!

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adoro–adoro–adoro!

tantas variedades

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Parei na frente da banca do fazendeiro e fui caminhando para o lado, olhando as cestinhas com cinco, seis, sete, oito variedades diferentes de abobrinha. Fui perguntando, qual é essa, que gosto tem, como prepara? Perguntas tolas, eu sei, porque algumas delas eu teria que comprar, não pelo sabor, nem pela possibilidade de receitas, nada. Compraria só por causa do formato, das cores. E comprei esses dois tipos: a lebanese squash e a patty pat squash versão verde escuríssimo [tem uma verde bem clarinha e a velha conhecida amarela]. Essas são bem pequenas, parecem pequenas jóias. Fiz salada com elas e o veredito é: essas abobrinhas têm gosto de abobrinha.

na mesa com Picasso

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No Gastronautas amadores da Lu Terceiro vi o link para o blog Jantarte e lá vi o link para o website do fotógrafo David Douglas Ducan, que fez muitas fotos do gênio Picasso. Eu já conhecia quase todas essas fotos, que foram publicadas inúmeras vezes, algumas delas na biografia do pintor escrita pela Arianna Huffington—Picasso, Creator & Destroyer, que eu li anos atrás. Do conjunto de fotos, essas com Pablo e Jacqueline à mesa são as mais encantadoras.

uma herança de família

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Fotografia pra mim não é hobby, é simplesmente vida. Influenciada pelo meu pai, sempre tive fascinação por essa mídia. E ele foi meu guru, que me mostrou o caminho, quase sempre pelo exemplo. A vida toda vi meu pai fotografando. Também fui objeto da mira das suas câmeras. Meu pai passou toda a vida clicando muitas fotos, da minha mãe—sua musa e modelo favorita, dos filhos, das pessoas, das paisagens, das coisas. Meu pai sempre teve um laboratório fotográfico no fundo da casa. Hoje ele está desmontado, mas durante a minha infância, eu via ele entrar naquele quartinho para ficar horas lá dentro e emergir cheirando aos produtos químicos que usava para fazer seus experimentos com revelação. Entrar naquele quartinho, para ficar olhando todas as fotos e também desenhos e pinturas que ele fazia lá dentro, era o ponto máximo da felicidade pra mim. Eu entrava quando ele permitia, o que não era muito frequente. E entrava sorrateiramente, roubando a chave, quando ele não estava. Quando eu entrava lá sozinha e podia mexer em TUDO—tomando o devido cuidado de não deixar rastros da minha presença, me dava até cólicas de borboletas, pois estar lá era uma delicia, olhar as fotos que estavam secando no varal, os negativos pendurados, as fotos empilhadas, fotos que eu não tinha nem visto ele tirar, coisas diferentes, bacanas, artisticas. Entrar no laboratório do meu pai foi meu prazer proibido por muitos anos.

Um dia, já adolescente, ele me sentou no sofá, talvez percebendo o meu interesse anormal pela fotografia e disse—se você quer tirar fotos, tem que aprender o básico. E me ensinou a teoria sobre abertura, luz, velocidade, lentes, eteceterá. Eu esqueci tudo, obviamente, mas nunca esqueci da alegria que senti tendo meu pai ali, dividindo um pouco da paixão dele comigo.

Eu não lembro exatamente quando comecei a fotografar, mas foi com aquelas câmeras vagabas da Kodak. Depois ganhei uma câmera boa, e depois outra. Todas foram presentes do meu pai. Agora com as digitais, o céu é o limite para a nossa habilidade e criatividade. Meu pai já não fotografa mais, mas ele me elogia e me critica. Outro dia me deu uma bronca pelo telefone—você tira umas fotos muito próximas do objeto, a gente não consegue nem identificar o que é que você está querendo mostrar! Critica anotada, estou sempre querendo melhorar, afinal essa é a meta para tudo na vida, não é mesmo?

aprium

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hibrido de
damasco & ameixa

the best is yet to come

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damascos

golden red flame raisins

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Simplesmente deliciosas—da fazenda da família Schletewitz, em Sanger, Califórnia.

meu limão meu limoeiro

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Assim está a minha árvore de limão no quintal. Quando preciso, pego um. Ou dois.

the little ones

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Quando as kumquats aparecem no Farmers Market, eu compro rapidinho, pois normalmente elas não fazem encore. Se marcar bobeira e não comprar, pode ser que tenha que esperar sentada até o próximo ano. Essas laranjinhas são deliciosas. Eu como pura, com casca e tudo. Coloco na boca e mastigo. Adoro sentir o leve amarguinho da casca misturado com o doce da polpa. Mas há muitas receitas para se fazer com elas.

black trumpet chanterelle

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Eles são freaking looking, mas têm um sabor ultra-delicado e aroma adocicado.

romanesco time

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Eu temo essa época, quando os brócolis intergalácticos começam a chegar na cesta, porque não sei o que fazer com eles, e pra falar a verdade, nem gosto muito do sabor misturado de brócolis com couve-flor que eles têm. Os romanescos não agradam o meu paladar, mas são bem interessante de olhar e de cutucar.

kiwis

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* um californiano, os outros neozelandeses. [pisc!]

yes she got'em for sale

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Apple pies

indian corn [take II]

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Quis fazer outra foto com os mini-milhos, pois a lindeza deles merece muitos takes, retakes e remakes! Pois não?

mini indian corn

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Quando esses adoráveis mini-sabugos de milho coloridos aparecem nos mercados, é sinal que a minha estação favorita chegou. Verão, inverno e primavera—move over! Não tem nenhuma época que ganhe em beleza do outono.

pêra asiática

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as crocantes

os olhos de Berenice Abbott

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Fotos da maravilhosa fotógrafa norte-americana Berenice Abbott, que eu peguei num blog sobre cinema da era pré-código [antes de 1934] que eu adoro. Os detalhes dessas fotos é o que mais me fascina. Me encanta olhar o cotidiano do passado através da comida, dos hábitos alimentares, dos preços, dos ingredientes, pormenores que fazem uma grande diferença, pois muitos deles não existem mais, nem são mais praticados. Eu assisto muito filme antigo—mind you, estou ali na fronteira da obsessão, quase em território freak, e tenho o costume de observar as minúcias das roupas, cabelos, sapatos, mobília, ruas, lojas, restaurantes e o que as pessoas estão comendo em cenas de comida. Fico tão compenetrada nessa esmiuçação que muitas vezes deixo de prestar atenção nos diálogos. Num filme de 1933 chamado Double Harness, que eu já revi 567889 vezes, os protagonistas William Powell e Ann Harding estão num restaurante num dos piers do Porto de San Francisco e estão tomando um clam chowder, que é uma sopa de mariscos muito típica e que até hoje se pode tomar na cidade. Fiquei tentando reconhecer o lugar, mas convenhamos que setenta anos passados é muito, muito tempo...

somente no verão

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tomatoes, tomatos!

prontos para a churrasqueira

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the good, the bad and the ugly

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A Torta de Morango com Ruibarbo, estrelando Ruibarbo Cooper & Morango Hepburn, no fabuloso épico cinematográfico que vai encantar e deleitar espectadores de todas as idades.

rainier cherry

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outra variedade de cereja
também orgânica, também deliciosa
que eu também adoro!

déjà vu

Um post játevi, requentando textos e fotos do passado chucrutal. Mas são textos e fotos tão fino da bossa que merecem uma reprise!

»De perto ninguém é normal—leia e tire a sua própria conclusão.

»Mesa de café da manhã—uma das fotos mais requisitadas através dos search engines, o que as pessoas fazem com ela eu já não sei.

»Toda segunda é dia das verduras—cestinha + melões + os gatos.

»Esse rango saí ou não saí?—um dos shots favoritos do Roux, porque foi tudo tão natural...

»quando nós fomos lá longe... —um autêntico passeio de índio!

»chá da tarde—a lovely afternoon, com minha cunhada Iri em Windsor.

»Flores do mercado—adorei a idéia dessa foto.

pêssegos & damascos

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fresquinhos, locais, orgânicos
adoro! adoro!

Kumquat

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Adoro essas mini-laranjas, que eu como inteiras—ploc! Gosto de mastigar e explodí-las na boca, experienciando o contraste do amarguinho da casca com o docinho da polpa. Essas são orgânicas do Farmers Market, melhor ainda!

o brócolis intergaláctico

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Romanesco broccoli - This ancient variety was grown around Rome (hence its name), and then improved and further developed by Dutch agricultural researchers, only appearing in international markets as recently as the early 1990’s. It is also called “Romanesco cauliflower” and can be prepared in any way you’d cook broccoli or cauliflower. It has a delicious nutty flavor, but be careful not to overcook it, as this can result in an unpleasant texture.

apples, broccoli, and lemon

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Maçãs Fuji orgânicas do Co-op. Brocoli e limão da horta da Alison, que fez os sketches e me enviou. Decidi chucrutá-los, of course, pois estão lindos!

The American Diner

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» a exposição do mês de setembro no Copia - Counter Culture - The American Diner.

a pêra crocante

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O produtor de quem eu compro pêras no Farmers Market me disse que ele cultiva dez tipos diferentes dessa fruta. Eu gosto dessa variedade asiática, por causa da textura. Acho também que elas são menos doces que as outras mais moles. Sempre que compro essas pêras lembro da minha querida amiga Alessandra. Eu comprava a pêra asiática no mercadão de Piracicaba, quando morei lá nos no final dos anos oitenta, e quando eu falava pra Alessandra que essas frutas eram crocantes, ela se acabava de rir e dizia—só na casa da Fer que se come pêras crocantes!!!

quanta abobrinha!

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Eu estou me surpreendendo este ano. Estou usando todas as variedades de abobrinhas que estão vindo aos montes na cesta orgânica. Essa amarela eu coloquei num stir fry.

os verdes

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Aspargos, cebolinha, brócolis, alcachofra, abobrinha, fava beans, kohlrabi, repolho.



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