almoço pro meu filho

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Fiz um almoço pro meu filho e a namorada no domingo, porque ainda não tínhamos feito um encontro para conversar depois que eles voltaram do Brasil, no inicio do mês. Também foi uma boa oportunidade para ver as fotos que ela tirou lá. Preparei quase tudo com antecedência, para não ficar toda esbaforida na cozinha no dia do almoço. Fiz uma comida bem simples, como meu marido gosta de dizer—tudo muuuuiiitoooo simples! só que ela ficou cinco horas na cozinha! É assim mesmo, pois faço tudo do zero e faço tudo sozinha. Quis fazer outro cuscuz paulista, mas desta vez usei palmito no lugar do camarão. Ficou delicioso, nem vou mentir. Sempre faço carne ou frango quando meu filho vem comer em casa. Desta vez eu tinha uma peça bem grande de chuck steak [grass-fed] e fiz essa receita de carne assada ao molho de vinho. Pra acompanhar e ajudar a sorver o molho, fiz os facílimos yorkshire pudding, que minha nora [uma californiana filha de ingleses] chamou de "yorkies". Pra acompanhar, duas saladas refrescantes—uma salada de laranja vermelha e erva-doce que fiz desta vez sem as nozes e uma variação da sempre presente salada de batata com iogurte, que fiz somente com sour cream, limão meyer e salsinha fresca. O vinho que acompanhou essa refeição foi um Cabernet Sauvignon da vínicola Beringer. A sobremesa foi algo bem especial e a receita vem a seguir.

yorkshire pudding
[e uma história antiga]

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saidos do forno
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no forno
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e o galetinho

Numa das nossas férias voltando a pé das nossas nadações em um dos rios da cidade, meu primo paulistano que passava todas as férias de verão e de inverno com a gente lá no interior viu uns pintinhos ciscando soltos pela beira da estrada. Nunca admitimos o fato de que os pintinhos deveriam ter donos e de que fizemos uma afanação ilegal, mas a verdade é que simplesmente decidimos levar os bichos pra casa. Na minha casa tinha um galinheiro, normalmente vazio, onde ficavam provisóriamente as galinhas compradas vivas para serem abatidas e virarem frango assado no domingo. Os pintinhos ficaram por ali e as férias nem tinham terminado e eles já tinham virado uns franguetes. Num belo domingo ensolarado fomos ao clube e voltamos animados e cheios de fome para um almoço de churrasco que tinha sido anunciado desde o sábado. Para o nosso mais completo horror, o prato principal do churrasco era galeto—feito com os nossos franguinhos. Lembro que as crianças sairam chocadas da mesa e não sei se os outros voltaram e comeram, mas eu não arredei o pé e passei um domingo esfomeada e magoada. Por essa e por outras que nunca tinha ousado comprar o cornish hen—o franguinho jovem. Outro dia fazendo compras no Co-op resolvi levar um, dos caipiras. No minuto em que peguei o bichinho já me deu um certo remorço. O Uriel recomendou que eu devolvesse o frango pra geladeira, mas eu insisti e levei Vá lá, vou tentar. Quando desempacotei o bicho o arrependimento bateu forte, porque ele é uma coisinha e veio com o pescoçinho, bem fininho e comprido. Quase chorei. Pra não estender a minha tortura, decidi fazer o galeto à maneira do Thomas Keller como fiz com o frango grande nesta receita incrível. Desta vez coloquei fatias de pão amanhecido por baixo do franguinho, sequei bem, temperei com sal e pimenta e fiz como da outra vez, só que desta sem fumacê. Na hora de servir deixei descansar, reguei com azeite e salpiquei com folhas frescas de tomilho. Ficou gostoso e serviu bem duas pessoas numa refeição. E agora que já fiz o galeto, sossegarei o facho e não vou precisar fazer novamente por muitos e muitos anos. Para acompanhar o galeto, fiz uma salada de folhas de alface e um purê de batata doce [das cor de laranja]. Cozinhei as rodelas descascadas em água até elas quase desmancharem, amassei com um garfo, adicionei sal, manteiga e um pouco de leite e voalá. E também fiz os yorkshire puddings, que são sempre um ótimo acompanhamento. Escolhi esta receita super fácil e os bolinhos ficaram lindíssimos e super leves. Acrescentei folhinhas de alecrim fresco na massa e adoramos o resultado, que ficou bem aromático.

1 xícara de farinha de trigo
1/2 colher de chá de sal
2 ovos caipiras
3/4 xícara de água
1/2 xícara de leite
Folhinhas de alecrim fresco

Numa vasilha misture todos ingredientes com um batedor de arame até formar uma massa bem lisa, não muito grossa. Se tiver tempo deixe descansar na geladeira por 1 hora, senão prossiga. Unte 12 forminhas de muffins ou de popover [*usei de mini popover] com azeite, coloque 3 colheres de sopa da massa em cada forma e leve ao forno pré-aquecido em 425ºF/ 220ºC por 20 minutos. A massa vai crescer e sair pra fora das formas. Remova do forno e sirva imediatamente.

menu du jour

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Salada de batatas de casca vermelha, cozidas e descascadas, temperadas com um molho de creme fraiche, suco de limão, mostarda dijon, flor de sal e óleo de nozes torradas e salpicadas com ciblulettes/chives.

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Salmão selvagem assado na churrasqueira sobre uma cama de cebolas, salpicado com sal defumado e pimenta do reino.

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Purê de ervilhas e edamame com menta e iogurte.

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Carpaccio de abobrinha verde e amarela, temperada com uma mistura de suco de limão, óleo de abacate, flor de sal e salpicada com folhas frescas de estragão e fatias finíssimas de queijo manchego

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Pão de centeio integral. Manteiga orgânica sem sal.
Água fresca e vinho verde.

o menu completo

Peito de peru assado e recheado com arroz selvagem e ameixa - o recheio servido separado, o peru acompanhado de apple butter;

Quinoa vermelha refogada com salsinha e cebouletes;

Salada de batata [new potato - tão tenras e com a casca tão fina que nem precisa descascar] temperada com a maionese aioli da Alice Waters;

Salada de rúcula com cogumelos e beterraba;

Salada de alface com queijo de cabra, também da Alice Waters.

De sobremesa a pecan pie e a salada de frutas de inverno, onde acrescentei pêra e kiwi.

Para beber água com gás, refrigerante de laranja vermelha, cidra quente e o Cabernet Sauvignon Faust que comprei na vinícola Quintessa.

um prato colorido

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Salmão selvagem, feito mais ou menos como nessa receita com a cama de batata e a manteiga com alcaparras e cebolinha. Fiz no papel alumínio, na churrasqueira. Carpaccio de abobrinha, que é coringa do meu menu de verão—e às vezes no de inverno também, conforme a demanda.

A receita básica pode ser manipulada a vontade. Desta vez eu usei abobrinha amarela e folhas de um tipo de manjericão escuro, muito perfumado e um vinagre de vinho e kiwi que comprei no Farmers Market e que valeu cada pataca investida nele!

Catalan chickpeas with tomatoes and almonds, receita deste blog lindo que eu adoro. Segui tudo à risca e ficou ótimo, perfumado e crocante.

Menu do Natal

Quiche de carangueijo - sem receita, massa pronta, 1 xícara de leite integral, 1 xícara de creme de leite fresco [heavy cream], 3 ovos, sal, nos moscada, misturar meio quilo de carne de carangueijo, decorar com tomatinhos, colocar na massa pré-assada, assar até o recheio ficar dourado.

Quiche de aspargos - sem receita, massa pronta, 1 xícara de leite integral, 1 xícara de creme de leite fresco [heavy cream], 3 ovos, sal, nos moscada, colocar os pedaços do aspargos frescos [usei uns bem gordinhos] na forma com a massa pre-assada e colocar o creme, assar até o recheio ficar dourado.

Salada de batata - feita pela Marianne - norwegian style.
Salada de rúcula com tomates secos.
Carpaccio de abobrinha - usei abobrinhas verdes e amarela, salpiquei com um pouquinho de coentro fresco, ralei queijo asiago fresco por cima.

Stuffing - arroz selvagem cozido, tomates secos, salsinha picada, tâmaras picadas, uvas passas brancas, sal, pimenta - rechear o peru com essa mistura, servir separado depois que destrinchar o peru. Como eu tinha uma convidada vegetariana, fiz parte do stuffing fora do peru.

Peru - receita tradicional da minha família, temperado por dois dias no vinha d'alho e coberto com bacon, assado por 4 horas no forno médio.

Polenta com gorgonzola e cogumelos. Como uma das convidadas era vegetariana, eu fiz essa polenta, que vi por acaso numa revista. Fiz de última hora e agradou a todos, ficou um ótimo acompanhamento pro peru. Receita a seguir.

Sobremesas: gelatina de vinho branco com suco de romã e uvas - imitei da Karen - usei 3 xícaras de suco puro de romã fervendo, 1 xícara de vinho branco espumante onde eu dissolvi 4 pacotinhos de gelatina em pó sem sabor, joguei o suco fervendo, um pouco de mel, mexi bem com um batedor de arame, acrescentei uvas brancas cortadas ao meio. Também fiz um Raspberry trifle, receita a seguir.

Ufa....

Dia de rango brejeiro

Eu sou expert em preparar rangos brejeiros, que é como eu chamo aquela comida frugal, feita com ingredientes comuns, e de preparo simples. Pra mim o rango brejeiro funciona até como comfort food, para aqueles dias quando você precisa de uma comida nutritiva, saborosa e rápida, sem firulas, sem trélelês e, principalmente, sem receita. Como ontem cheguei do trabalho e tive que ir ao supermercado - ôô tarefa odiosa - para comprar comida para os gatos, mais pão e leite, encurtei meu tempo na cozinha. Eu tenho um time frame para as minhas cozinhanças durante a semana. Gosto de jantar cedo, porque é melhor para a digestão e também porque tenho fome cedo. Gasto no máximo uma hora e meia nas preparações - geralmente das 5:30 às 6:30 pm. Não dá pra inventar muito, mas há dias e há exceções. Mas nos dias em que o tempo está curto e a fome está grande, tento tirar da manga da camisa variações do tal rango brejeiro. É vapt-vupt. O de ontem foi:

Arroz branco:
Sempre que digo arroz por aqui, é o basmati. Faço o arroz de preguiçoso, que dá até vergonha de dar receita, mas valá, é sempre 1 xícara de arroz lavado, uma pitada generosa de sal, uma pitada generosa de alho seco em pó, uma colher de chá de óleo, 1 1/2 xícara de água. Fogo alto até ferver. Dai abaixo o fogo, tampo a panela e em cinco minutos o arroz está pronto. Deixo descansar uns minutos com a panela tampada. Usando o basmati, essa receita faz um arroz sequinho e soltinho. Impressionante!

Bife acebolado:
Tempero os bifes fininhos com sal grosso e pimenta do reino moída. Deixo descansar uns minutos. Aqueço um pouco de óleo numa frigideira larga com tampa. Ponho os bifes, deixo fritar de um lado, viro, tampo a panela - vai juntar água, mas logo seca. Fico de olho, quando os bifes ficam dourados e começa a formar aquele molho escuro, jogo uma cebola grande cortada em fatias grossas. Tampo, vou mexendo de vez em quando, até a cebola ficar cozida e com uma cor dourada. Super simples, super bom pra comer até com pão.

Espinafre refogado:
Como eu lavo todas as verduras quando pego a cesta na segunda-feira à noite, tenho o espinafre já lavado e drenado guardado em sacos fechados. Aqueço azeite numa panela [uso as de ferro], ralo uns dentes de alho em láminas finas, refogo no azeite, adiciono o espinafre, salgo, deixo murchar bem. Nesse espinafre acrescentei um pimentãozinho vermelho picadinho em cubinhos pra refogar junto com o alho.

Salada de tomate:
Corte tomates em rodelas finas, pique cebolinha francesa e jogue por cima. Tempere com sal marinho, azeite extra-virgem e vinagre de vinho.




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