pãezinhos de maçã e passas

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Mais de 40 anos se passaram desde a última vez que devorei um desses pãezinhos. Era uma alegria quando minha mãe pedia pra cozinheira fazê-los. Eu adorava a maçã assada com as passas e sempre removia a casquinha de açúcar, porque essas doçuras nunca foram minha predileção. Lógico que na minha casa havia livros publicados pelo Açúcar União. Que casa que não tinha? Era desse volume que os deliciosos pãezinhos se materializavam pelas mãos da cozinheira Cida. Mas esse livro que eu tenho não é herança de família. Pelo menos não da minha família. Há alguns anos várias caixas de papelão com doação de livros chegaram na minha garagem e esse estava entre eles. Foi o único que eu peguei pra mim, só por causa dessa receita. Deixei o livro por anos aberto na página dela e finalmente decidi fazê-la pela primeira vez. A minha versão ganhou o toque especial do açúcar de grapefruit na massa, mas ficaram igualzinhos aos que eu comia na minha infância. Devorei muitos, removendo a casquinha de açúcar, e matei aquelas lombrigas que estavam me atormentando há mais de 40 anos!

para a massa
2 tabletes de fermento biológico fresco [*usei dois envelopes]
4 colheres de sopa de manteiga
1 xícara de água morna
2 ovos caipiras
1 xícara de açúcar [*usei um açúcar de grapefruit feito exatamente como este de limão]
7 xícaras de farinha de trigo
1 colher chá de sal
3 colheres de sopa de manteiga derretida
1 xícara de uvas passas
2 e 1/2 xícaras de maçãs descascadas e fatiadas finas

para o glacê
2 xícaras de açúcar de confeiteiro
4 colheres de sopa de leite

Numa vasilha grande dissolva o fermento na água, junte o açúcar, o sal, a manteiga, os ovos e aos poucos a farinha. Sove bem, cubra com um pano e deixe crescer em lugar escuro por uma hora ou até a massa dobrar de volume. Abra a massa com um rolo , pincele com a manteiga derretida, cubra com as maçãs e salpique as passas. Corte a massa em quadrados e enrole cada um de ponta a ponta. Coloque os pãezinhos numa assadeira forrada com papel vegetal, leve ao forno desligado e deixe crescer novamente por mais uma hora.

Pré-aqueça o forno em 365ºF/ 185ºC. Coloque as assadeiras com os pãezinhos e asse até ficarem levemente dourados. Remova do forno, deixe esfriar uns minutos e cubra com o glacê, que é apenas o açúcar misturado com o leite.

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pão rápido de laranja

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Esse é um daqueles famosos pão de minuto—que não é exatamente um pão, mas passa muito bem por um deles. E para algo feito tão rapidamente, o resultado fica muito bom. Não é um pão doce, portanto é perfeito para ser devorado com geléia. Eu comprei uma geléia de pink grapefruit no Farmers Market, que estou comendo tudo sozinha, de tão boa. Combinou perfeitamente com esse pão rápido de laranja.

3 xícaras de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
1colher de chá de sal
4 colheres de sopa de manteiga
1/3 xícara de geléia de laranja [orange marmalade]
1 xícara de leite
1 colher de chá de suco de limão

Pré-aqueça o forno em 350°F/ 176ºC e unte uma forma de pão com manteiga.

Numa vasilha média misture a farinha, o fermento e p sal. Numa panela pequena coloque o leite e a manteiga e leve ao fogo médio somente até a manteiga começar a derreter. Remova do fogo, adicione a geléia e bata com um batedor de arame, até a geléia dissolver. Deixe esfriar e adicione o suco de limão.

Adicione a mistura de leite à mistura de farinha e misture bem, até ficar uma massa. Coloque na forma e leve ao forno por uns 40 minutos, até o pão ficar bem dourado. Remova do forno e da forma. Deixe esfriar numa grade antes de cortar.

rosquinhas de erva-doce

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Daí que eu cheguei em casa depois do trabalho e ao invés de ir fazer o jantar fui fazer rosquinhas. Tudo porque a Gabriella Galvão, que é jornalista na revista Cláudia, tinha enviado o link com a receita das ditas cujas e me desconcentrou de todo o resto. Rosquinhas são figuras mitológicas da nossa infância, não são? Pra mim elas sempre foram a epítome da gostosura. E essas se materializaram rapidamente e não decepcionaram. A massa é fácil de fazer e de trabalhar. A falta de formosura pode ser creditada à minha inabilidade com coisas manuais. Acho que não brinquei com massinha o suficiente na pré-escola, fiquei só comendo rosquinhas.

rosquinhas com erva-doce
faz 20 unidades
1/2 xícara [ou 8 colheres de sopa] de manteiga
1/3 xícara de açúcar
1 colher de chá de fermento em pó
2 ovos
1/2 colher de chá de sementes de erva-doce
1/4 de xícara de leite
2 1/2 xícaras de farinha de trigo

para banhar
1/3 xícara de leite
1/3 xícara de açúcar cristal

No processador, coloque todos os ingredientes e pulse até formar uma massa homogênea. Transfira para uma superfície enfarinhada e amasse até obter uma bola. Divida em 20 porções e, com cada uma delas, faça um rolinho fino de 30 cm de comprimento. Dobre ao meio, trance as duas metades e junte as extremidades, formando uma rosquinha. Passe no leite e, depois, no açúcar cristal. Repita a operação com o restante da massa e coloque em uma assadeira forrada com papel alumínio. Leve ao forno pré-aquecido em 400ºF/ 200ºC por 25 minutos ou até dourar ligeiramente a parte de baixo da rosquinha—verifique levantando uma delas com um garfo. Retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade. Sirva acompanhada de café, chá ou licor.

o mundialmente famoso

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Depois de quatro longos anos, a receita já espalhada pelo mundo afora, adaptada por um restaurante, testada e repassada até dizer chega, finalmente encarei o desafio de prepará-la também. Levei todo esse tempo para criar coragem, porque sempre achei que fazer pão de queijo do modo tradicional era muito trabalhoso, coisa para experts. Por a mão na massa é uma tarefa que me intimida, todos já sabem. E a dona da receita, minha cunhada Patricia, é uma cozinheira de mão cheia e essa receita é da mãe dela, que provavelmente aprendeu com outras gerações da família. Nunca esqueci da delicia que foi comer aquele pão de queijo quentinho na casa do meu irmão, mas será que iria ficar tão bom se eu mesma fizesse? Na dúvida, optei por não ariscar.

Minha vida toda só fiz apenas um tipo de pão de queijo, aqueles de liquidificador. E com esta receita absolutamente perfeita e infalível da Neide Rigo nas mãos, passei esses anos todos fingindo muito bem fingido que a receita da Patricia não era para o meu bico. Quando a Elise me disse que iria publicar a receita do famoso pão de quejo brasileiro e me pediu algumas dicas, passei a receita de liquidificador da Neide e também a tradicional da Patricia, explicando que a segunda eu nunca tinha preparado, porque tinha receio de me dar mal e me alonguei naquele interminável tralalá esfarrapado de gente enroladora. Com o meu atestado de covardia passado e assinado, fiquei muitos dias pensando naquilo—por que nunca fiz essa receita? por quê? por quê?

Nada como uma boa argumentação daquele grilo falante pra te colocar frente a frente com suas fraquezas e te dar um bom empurraozinho em direção à ação. Num pisque comprei todos os ingredientes e numa tarde de domingo respirei fundo, fiz o mise en place e me pinchei de corpo, alma e coragem na receita do tradicional pão de queijo mineiro—o mundialmente famoso pão de queijo da Pat.

Fui juntando os ingredientes com o maior cuidado e quando coloquei os ovos achei que aquilo iria tudo pro lixo. Mas que surpresa, a massa liga perfeitinha, não precisei adicionar nada, ficou super moldavel, fiz dezenas de pãezinhos. O único porém é justamente esse: a receita dá muito pãozinho, A dica seria diminuir a receita pela metade [ou até um quarto] ou congelar parte dos paezinhos. Eu congelei uma parte e dei para o Gabriel assar quando ele quiser. Mesmo assim fiquei com muitas sobras. Como não queria jogar fora nem um cisco da minha obra prima mineira, preparada com ingredientes orgânicos da melhor qualidade, no dia seguinte cortei os pãezinhos ao meio e tostei na frigideira de ferro, Ficaram ótimos para comer com queijo cremoso e acompanhar saladas.

1 quilo de polvilho azedo [*usei a tapioca starch]
1 quilo de batata cozida e espremida
1 xícara de leite em temperatura ambiente
1 xícara de óleo vegetal
1 colher de sopa de sal
1/2 queijo de Minas curado ralado [*usei 500 gr de queso fresco mexicano]
6 ovos caipiras grandes
1 colher de sopa de erva-doce [*opcional]

Coloque o polvilho numa vasilha, esprema a batata cozida ainda quente em cima do polvilho. Coloque o sal. Misture bem com as mãos. Coloque o leite e continue misturando com as mãos. Coloque o óleo e misture, sempre com as mãos. Coloque o queijo ralado e por último os ovos. Mexer bem com as mãos até formar uma massa bem moldável. Para dar um toque especial, pode acrescentar uma colher de sopa de sementes de erva-doce.

A massa deve ficar macia como uma massa de modelar. Se estiver quebradiça, precisa acrescentar mais um ovo. Modelar os paezinhos e assar no forno pré-aquecido em 400ºF/ 205ºC por 20 a 30 minutos. Essa massa pode ser congelada.

pão de farinha de arroz

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Fui dar uma geral na minha prateleira de farinhas e dei de cara com dois pacotes de farinha de arroz. Por mais eclética que eu seja na cozinha, tenho certeza que receita nenhuma que eu tenha feito ou pretendesse fazer necessitaria de dois pacotes de farinha de arroz. Mas vá lá, os pacotes estavam com a data de expiração se aproximando e precisavam ser usados asap.

Me falta tempo, destreza e paciência pra fazer receitas elaboradas. Por isso escolho sempre as coisas fáceis. E rápidas. Rodei a web atrás de algo vapt-vupt pra usar a farinha de arroz e caí nesta receita de pão feito com amêndoas e farinha de arroz.

Vou dizer, essa farinha tem uma textura diferente. Quando misturei os ingredientes, pensei que aquilo não iria vingar. Mas parece que vingou. Não ficou realmente um pão comum—ele não cresceu e ficou bem denso. Mas ficou ótimo até depois de muitos dias. Tostei o último pedaço em fatias na frigideira de ferro. Não ficaram mal. Troquei as amêndoas pela macadâmia, porque era o que eu tinha disponível no dia.

O resto da farinha usei pra refazer esses muffins que ficam tão estranhos quanto o pão, mas são bem saborosos. Não refiz esta receita bem interessante de creme de arroz persa, mas se alguém quiser tentar, fica a dica!

almond and rice flour bread with poppy seeds
1/2 xícara de amêndoas sem a pele [*usei macadâmias]
1 1/2 xícara de farinha de arroz
4 colheres de chá de fermento em pó
1/4 colher de chá de sal
3 colheres de sopa de sementes de papoula
1/2 xícara de iogurte
1/2 xícara de água
1 ovo grande
1 clara extra de um ovo grande
2 colheres de sopa de óleo vegetal

Pré-aqueça o forno em 350ºF/ 176ºC. Unte uma forma de pão com manteiga. Coloque as amêndoas com 1/2 xícara da farinha de arroz no processador e moa bem até obter uma farinha. Adicione o restante da farinha, o fermento, sal e 2 colheres de chá de sementes de papoula e misture rapidamente.

Numa vasilha separada misture o iogurte, a água, o ovo e a clara extra.

Com o processador ligado, vá adicionando a mistura liquida pelo tubo, até formar uma massa compacta. Coloque na forma untada, polvilhe com o resto das sementes de papoula e asse por 55 minutos. Remova do forno e deixe o pão esfriar numa grade. O pão corta melhor depois de algumas horas descansando ou no dia seguinte.

pão com limão e macadâmia

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3 colheres de sopa de manteiga
5 xícaras de farinha de trigo
3/4 de colher de chá de sal
1 1/2 colher de chá de fermento de pão seco
1/4 xícara de açúcar
1/2 xícara de leite morno
1 ovo
3/4 xícara de iogurte de limão [ou iogurte natural ou kefir]
1/4 xícara de macadâmias grosseiramente picadas
1 colher de sopa de raspas de limão

Numa vasilha peneire a farinha e o sal e faça um buraco no meio. Numa outra vasilha misture o leite morno, 1 colher de chá do açúcar e o fermento de pão. Despeje essa mistura no buraco feito no meio da farinha e junte só um pouquinho da farinha dos lados no liquido, até formar uma massa mole, polvilhe delicadamente um pouquinho mais de farinha por cima da massa de fermento no meio da farinha, cubra com um pano e coloque num lugar escuro e morno por 30 minutos—assim vai formar a "esponja" no centro, que deve estar com bolhas visíveis.

Junte o ovo, a manteiga, o iogurte e o restante do açúcar e misture com a farinha e a esponja até formar uma massa. Amasse por 10 minutos, até a massa ficar macia e elástica [*eu usei o acessório de bater massa da minha batedeira]. Coloque a massa numa vasilha, cubra com um pano e coloque num local escuro e morno por 1 1/2 hora ou até a massa dobrar de tamanho.

Soque a massa numa superfície enfarinhada até sair todo o ar, junte as macadâmias e as raspas de limão e incorpore delicadamente. Coloque a massa numa forma de pão forrada com papel vegetal e untada com manteiga. Cubra com um pano, coloque novamente num local escuro e morno e deixe crescer por mais 30 ou 60 minutos.

Pré-aqueça o forno em 375ºF/ 190ºC. Pincele o pão com manteiga derretida [*eu não fiz] e asse por 50 minutos. Remova da forma e deixe esfriar numa grade.

biscuits de manjericão roxo e queijo parmesão

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Os biscuits são pãezinhos muito fáceis e rápidos de fazer, bom pra um lanche de domingo à noite. Esses, publicados na edição de julho de 2009 da revista Cooking Light, me chamaram a atenção por causa do manjericão roxo. Por coincidência naquela semana eu tinha um mação dessa variedade super aromática. Como eu não tenho muita experiência fazendo esse tipo de receita, pequei somente por abrir a massa muito fina. A receita pede para deixar a massa com uma altura de três centímetros e eu deixei com muito menos, então os meus biscuits ficaram mais fininhos, mas com certeza não menos gostosos. Se você não tiver acesso ao manjericão roxo, faça com o verde mesmo.

faz 12 biscuits
2 xícara de farinha de trigo
2 colheres de sopa de açúcar
4 colheres de chá de fermento em pó
1 colher de chá de sal
1/4 xícara de manteiga gelada cortada em cubinhos
2/3 de xícara de manjericão roxo picadinho
1/2 xícara de queijo parmigiano-reggiano ralado fininho
2/3 xícara de leite
1 ovo grande

Pré-aqueça o forno em 425ºF/ 220ºC. Meça a farinha, nivelando com uma faca. Misture a farinha com o açúcar, fermento e sal numa vasilha média, misturando bem com um batedor de arame. Adicione a manteiga e vá misturando com um cortador de massa ou com duas facas [*que foi o que eu fiz] até ficar uma farofa grossa. Junte o manjericão e o queijo ralado. Numa vasilha pequena misture o ovo e o leite, batendo bem com o batedor de arame. Adicione a mistura de leite e ovo à de farinha e misture até ficar úmida. Jogue a massa numa superfície enfarinhada e abra com o rolo numa expessura de 3 cm. Corte com cortador de biscoitos de 5 cm de diâmetro ou com a boca de uma xícara ou tijelinha bem pequena. Coloque os biscuits numa forma untada com óleo ou azeite ou forrada com papel alumínio [*ou forrada e untada, que foi o que eu fiz]. Asse por 15 minutos. Remova do forno e deixe esfriar.

Scones de damasco seco com sálvia - take II

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Há muito tempo que eu queria refazer esta receita publicada nos primórdios deste blog. Não sei por que razão ela não foi fotografada, porque lembro do resultado ter ficado delicioso. Pois fiz de novo. Esses scones não ficam esfarelentos como é caracteristica deles ficarem. Talvez pelo uso do creme de leite, não sei. Mas ficam interessantíssimos, com essa mistura de fruta e erva, que também já virou um saboroso sorvete feito com iogurte.

pão–pão–pão!

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adoro–adoro–adoro!

garlic rosemary popovers

Essa receita veio impressa em alguma embalagem, que eu recortei e deixei na altura dos meus olhos, encaixada na fresta da porta de um dos armários, para poder lembrar de fazer em breve. Os popover são pãezinhos bem leves, que até lembram um pouco aquele pão de queijo de liquidificador, só que eles ficam mais sequinhos e com uma consistência mais firme. Mas crescem e abrem em formato de flor e ficam ocos por dentro, portanto ótimos para comer com algum tipo de recheio. Eles foram o acompanhamento para uma sopa de lentilha verde temperada com alho e ervas e uma salada simples de tomate, servidos numa noite de ventania descabelante e barulhenta.


1 1/2 xícara de leite integral
Três dentes de alho
1 colher de sopa de alecrim fresco picadinho [*usei o seco]
3 ovos da galinha feliz
1 1/2 xícara de farinha de trigo
1 colher de manteiga derretida
1/4 colher de chá de sal
3 colheres de sopa de queijo parmesão ralado

Aqueça o leite numa panela até ele ficar bem quente. Desligue o fogo e coloque os dentes de alho cortados ao meio e o alecrim de molho no leite quente por pelo menos vinte minutos.

Pré-aqueça o forno em 450ºF / 232ºC. Unte seis formas grandes ou doze pequenas para popover com manteiga. Se não tiver as formas próprias para popover, use as para muffins.

No liquidificador coloque todos os ingredientes, mais o leite coado [descarte o alho e o alecrim]. Bata bem até obter uma massa lisa e coloque nas formas até 2/3 de altura, porque eles crescem e abrem.

Salpique cada popover com um pouquinho de queijo parmesão e leve para assar em forno alto pré-aquecido por 15 minutos. Baixe a temperatura do forno para 325ºF / 162ºC e asse por mais 15 minutos. Não abra a porta do forno durante o processo. Desenforme e sirva, quentinho.

letter from the farm

Welcome back from the weekend, as the temperature has cooled and the skies have cleared. It is mid-summer, a grand time for epicures like yourselves. As you can see from your baskets, the amount of tomatoes is steadily increasing each week, painting themselves a brighter red each time. The ambrose cantaloupe are slipping off the vines like butter. Cantaloupe, with origins in Africa and India, was introduced to North America by Christopher Columbus on his second voyage to the New World in 1494. Continue Columbus' voyage with our Recipe of the Week. This week the baskets abound with garlic, onions, collards, kale, chard, cantaloupe, cucumber, summer squash, eggplant, peppers, potatoes, tomatoes, basil, zucchini, plums, and peaches. The figs and nectarines were picked from the bountiful Ecological Garden; please note they are not certified organic.

Today's baskets were picked and packed with love by Matt, Ethan, Laurie, Judy, Hai, Toby, Rachel, Raoul, Laura, and Aubrey. Enjoy the week!

Recipe of the Week
Cantaloupe Bread - Pão de Melão

1 3/4 xícara de farinha de trigo
1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio
2 colheres de chá de fermento em pó
1/4 colher de chá de sal
2/3 xícara de açúcar
2 ovos
1/2 xícara de pecans picadas
1/5 xícara de manteiga derretida
1 xícara de polpa amassada de um melão cantaloupe

Misture todos ios ingredientes secos, adicione os ovos, a manteiga e a polpa do melão. Incorpore as pecans picadas. Coloque a massa numa forma de pão bem untada. Asse em 350ºF/ 176ºC por mais ou menos 50 minutos.

Parmesan Popovers

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Queria servir um pãozinho com a sopa, mas tinha que ser coisa simples e rápida, porque não sei o que acontece comigo, mas sempre no final do dia estou exausta, fisica e mentalmente. Tive essa idéia de fazer popovers, que são bolinhos macios que crescem e geralmente explodem pra fora da forminha. Usei a conveniente caixinha do Food Blog Search e cai nesta receita deste blog, que achei perfeita. Meus popovers não cresceram muito, nem ficaram com a aparência típica dos popovers, mas tudo bem, beleza não é tudo nesta vida, né?

Parmesan Popovers

Pré-aqueça o forno em 400ºF/205ºC. Unte uma forma com 12 muffins com azeite. No liquidificador, coloque:
3 ovos
3/4 xícara de farinha de trigo
1/4 colher de chá de sal
1/2 colher de chá de pimenta do reino moída na hora
1/2 colher de chá de ervas de Provence
4 colheres de sopa de salsinha fresca picadinha * eu usei orégano fresco
1 xícara de leite integral
3/4 xícara de queijo parmesão ralado

Bata bem. Encha as forminhas com 3/4 da mistura e asse por 25 minutos, até que eles cresçam e fiquem dourados. Remova da forma e deixe esfriar numa grade. Esses bolinhos são ótimos para serem levados, fechados num container, para picnics.

pão é o meu chocolate

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A atual secretária do nosso programa é uma gracinha de pessoa. Antes dela nós tivemos uma secretária que fugiu com o namorado bandido e nunca mais deu as caras, depois um secretário que fumava, usava as calças caídas e ostentava uma cara de quem não parecia muito contente com o emprego. Mas essa nova foi um achado. Ela é simpática, conversadeira, educadíssima. Uma coisa fofa que ela faz é decorar o front desk. Eu raramente passo por lá, só vou quando preciso de alguma coisa e outro dia fui pedir umas pilhas recarregáveis e notei a decoração de valentine's day, cheia de coraçõeszinhos, cupidos, eteceterá. Ela mantém também um vidro com treats, que variam conforme a celebração. Desta vez são chocolates em formato de coração, que a nossa técnica estava atacando e no entusiasmo me ofereceu um:

[E]— esses são os melhores chocolates que eu já comi, prova um...
[F]— ahn, eu não sou muito chegada em chocolate.
[E]— você não come chocolate? que tipo de pessoa é você?
[F]— sou normal. mas não morro por um chocolate.
[E]— mas você gosta do que então?
[F]— gosto de outras coisas...

Sim, gosto de outras coisas. O que por exemplo? Gosto de PÃO. Adoro PÃO. Troco qualquer chocolate por uma fatia de pão, como esse da foto com cranberries e nozes da Acme Bread Company de Berkeley. Eu posso ser considerada normal, apesar de não ser a maior fanzoca de chocolate. Porque eu tenho uma paixão, que é o PÃO. PÃO é o meu chocolate.

pão

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Posso viver de pão. Uma das minhas comidas favoritas. Gosto de qualquer tipo, feito com qualquer farinha, branca ou integral, com grãos, com passas, com sementes. Gosto de comer uma fatia com manteiga, ou mel, ou queijo. Às vezes como o pão puro, rasgo pedacinhos pequenos e deixo derreter na língua. Passo muito bem sem muita coisa, mas não consigo ficar sem pão.

pão de queijo da Neide

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Neide, você transformou o nosso jantar num momento feliz, com sua prática receita de pão de queijo. Muito melhor do que a que eu tinha e usava em tempos longínguos. Segui a receita à risca, usei até o alecrim e a Flor de Sal, não mudei nada, nadinha. Essa vai pro meu caderninho!

pãozinho de polvilho com queijo

½ xícara de leite (120 ml)
¼ de xícara de azeite (60 ml)
1 ovo caipira pequeno
1 xícara de polvilho doce (tapioca starch, fécula de mandioca, goma seca)
2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
1 pitada de sal ou a gosto
Flor de sal e alecrim para espalhar sobre a massa

Coloque no copo do liquidificador o leite, o azeite, o ovo, o polvilho, o queijo e o sal. Bata bem e distribua em forminhas de empada não untadas. Espalhe um pouco de flor de sal e folhinhas de alecrim por cima e leve ao forno bem quente. Deixe assar por cerca de 20 minutos. Rende: 24 pãezinhos.

Panetone caseiro

Minha mãe encontrou a receita de panetone que eu fazia em meados do século passado, quando praticava minhas experiências culinárias na ensolarada cozinha da minha casa em Piracicaba. Quem me deu essa receita foi uma vizinha e lembro que fiz pela primeira vez com ela e depois segui meu rumo sozinha. Eu fazia uma fornada de panetone recheado com frutas e outra com pedacinhos de chocolate para experimentar. Naquela época os panetones de chocolate não eram comuns, então os meus faziam sucesso como novidade. Para quem quiser testar, segue a receita.

1ª MASSA:
5 tabletes de fermento para pão
1 copo de leite morno
1 xícara de água morna
1 xícara de açúcar
3 ovos
4 xicaras de farinha de trigo
Bata no liquidificador os 5 primeiros ingredientes—tudos, menos a farinha. Passe a mistura para uma tigela grande e junte as 4 xícaras de farinha de trigo, misture com as mãos. Deixe em lugar quente e coberto para crescer.

2ª MASSA:
1 xícara de manteiga
1 lata de leite condensado
raspas de limão
raspas de laranja
3 ovos
1 colher de café de noz moscada fresca ralada
1 colher de chá de sal
Farinha de trigo o suficiente mais ou menos 2 quilos, contando com as 4 xícaras já empregadas antes. Convém colocar menos de 2 quilos e se precisar vai colocando mais
250 grs. de frutas cristalizadas enfarinhadas
100 gramas de uvas passas enfarinhadas
Bata a manteiga em creme, junte aos poucos o leite condensado e continue a bater até obter consistencia cremosa. Junte este creme á massa já crescida e acrescente as raspas, os ovos batidos, a noz moscada, sal e farinha de trigo para obter uma massa fofa que não grude na mão. Sove bem e divida em 3 partes. Junte em cada parte um pouco de frutas cristalizadas enfarinhadas e torne a amassar. Coloque em formas próprias de papel ou em formas untadas. Deixe crescer até quase encher a forma. A seguir faça um corte em forma de cruz e coloque um pedacinho de manteiga. Pincele com gema de ovo e leve a assar por 1 hora.

Quantidade: 3 panetones médios.
Notas: Não esquecer de passar as frutas na farinha de trigo. Se for forma própria de papel, não precisa untar a forma. Colocar só metade da massa na forma, porque ela cresce até em cima.

Sayra's cornbread

Como um simples cornbread pode se transformar numa peregrinação de dois dias? Eu explico: queria fazer um cornbread, porque já estou com uma abundância de espigas de milho na geladeira. Mas fazer um cornbread não é tarefa tão simples, quando você tem uma dezena de livros de receitas norte-americanas, metade deles com receitas de famílias sulinas. São inúmeras variações dessa maravilhosa iguaria, que pode ser feita de diversas maneiras, salgada ou doce. Passei dois dias folheando livros, procurando a receita exata, que preenchesse os requisitos do que eu queria fazer.

*parênteses: preciso parar de comprar livros.

No final da extensa busca, encontrei o que eu queria no livro Sundays at Moosewood Restaurant. Invés do cornmeal comum, usei o stone ground blue cornmeal, que é feito com o milho azul e vira uma farinha de cor azulada, puxando pro indigo. O resultado fica bem interessante, pois o bolo fica mais escuro, com pontinhas azuladas. Para usar o milharal, resolvi rechear o cornbread com os grãos. Ficou bem gostosinho.

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2 ovos
1 xícara de leite ou buttermilk
1/2 xícara de óleo
3/4 colher chá de sal
1/4 xícara de açúcar mascavo - opcional, não usei
4 colheres de chá de fermento em pó
1 xícara de cornmeal amarela ou branca * usei azul
1 xícara de farinha de trigo [pode usar 1/2 comum, 1/2 integral]

Pré-aqueça o forno em 400ºF/205C. Numa vasilha grande bata com o batedor de arame os ovos, leite, óleo, sal e açúcar, se for usar. Bata bem. Acrescente o fermento e bata até formar uma espuminha. Coloque a farinha e o cornmeal. Bata bem até ficar bem lisa. Coloque numa forma untada e asse por uns 20 minutos. Eu recheei com milho cozido - uma espiga, que fervi e raspei com a faca, bastante salsinha picada e cubinhos de queijo monterey jack.

Pão de cebolinha verde

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Me encantei com essa receita, porque adoro pão com coisinhas dentro. Há muitos anos, quando ainda me aventurava a fazer pão em casa, eu tinha uma receita básica onde eu colocava restos de arroz integral cozido ou cevada cozida. Eu chamava de pão crocante, porque ficava mesmo pedaçudo. Infelizmente essa minha fase Thoreau passou e até a minha panificadora portátil, que me serviu para fazer pães mais modernos, estava aposentada. Mas o pão da Ana me fez levantar e sacodir a poeira! Tirei a máquina de pão do fundo do armário, espanei geral e fiz essa receita deliciosa. Não usei o bacon, porque não tinha. Mas usei bastante chives—ciboulette, que eu precisava detonar com urgência. Essa idéia do cream cheese na massa é supimpa! Deixa o pão com uma maciez cremosa. Quando vi a massa sendo sovada inicialmente pela máquina, até pensei que aquilo não iria pra frente. Mas não tem erro. Pão nota dez! E agora que desempoeirei a panificadora, muitos outros pães virão, especialmente com essa fantástica possibilidade de não precisar ligar o fOOOrno!

Pão de cebolinha verde
3/4 xícara de água morna
2 colheres de chá de fermento de pão seco
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de chá de sal
1/2 xícara de queijo cremoso - cream cheese
3 colheres de sopa de cebolinha verde picada * usei ciboulette
Bacon torrado e picadinho opcional * não usei
3 1/4 xícaras de farinha especial para pão * usei comum

Coloquei todos os ingredientes na máquina e usei o ciclo básico. Voltei três horas depois e tirei o pão para deixá-lo esfriando na grade.

a culpa foi do Misty

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o desastre

A ironia disso tudo é que eu tenho publicada uma excelente receita de pão de queijo, uma das receitas mais requisitadas aqui neste blog. É verdade que eu nunca fiz o pão de queijo Pat, nem pão de queijo algum. Sou uma brasileira que nunca fez pão de queijo! Bem, eu fiz daqueles horrorríveis de liquidificador que foi moda total nos anos oitenta, mas esses nem contam como pão de queijo. Outro dia me deparei com uma receita de um pão de queijo colombiano numa edição antiga da revista Gourmet. Me meti a fazer, porque eu tenho mesmo esse espírito de porco que incarna vez ou outra.

A receita é super simples, como quase toda receita de pão de queijo. Mas eu resolvi fazer com metade das medidas, pois não tinha polvilho suficiente pra receita inteira. Quando a gente vai mudar alguma coisa numa receita—principalmente medida, tem que se colocar num modo de concentração extremo. Essa parte já não é o meu forte, especialmente porque eu tenho inúmeras distrações na cozinha. E a pior delas é o meu gato Misty. Só quem tem animal de estimação em casa vai entender o que é fazer tudo com uma criatura peluda aos seus pés. No caso do meu gato Misty, ele está constantemente ao meu lado. Se eu não fechar a porta do banheiro na cara dele, ele me acompanha e fica na minha frente, me encarando, enquanto eu estou sentada na privada. Na cozinha ele é uma presença constante. E fica nos lugares estratégicos—em frente da pia e do fogão, ou no meio entre a pia e o fogão, que é o território por onde me movimento quando estou cozinhando. Pois enquanto eu fazia a receita do pão de queijo da revista, o gato gordo se postou insistentemente aos meus pés, com o rabão esticado, me deixando nervosa, me atrapalhando e me distraindo. O resultado é que eu errei as medidas de açúcar, sal e fermento. Os pãezinhos cresceram na largura e achataram. Ficaram massudos, adocicados e borrachudos. Tenho uma penca deles agora e não acredito que eu possa fazer um reaproveitamento, como torrar ou grelhar. Com certeza vão todos pro lixo, que tristreza. Meus primeiros pão de queijo, um fracasso total!

* a receita, pra quem quiser tentar. retire antes os gatos e cachorros da cozinha!

Pan de Bono
receita dos chefs Jose Luis Flores e Douglas Rodriguez.
revista Gourmet novembro de 2004

3 xícaras de polvilho - tapioca flour
2 xícaras de farinha de trigo
2 colheres de sopa de açúcar
1 1/2 colher de chá de sal
1 colher de chá de fermento em pó
3/4 lb - 3 xícaras de mussarella fresca ralada grosseiramente
1 xícara de leite integral
2 ovos
1/2 tablete [1/4 xic] de manteiga derretida e esfriada
2 colheres de sopa de óleo

Aqueça o forno em 375ºF/200ºC. Forre duas formas com parchment paper. Misture os ingredientes secos numa vasilha e bata com o batedor de arame. Junte o queijo. Incorpore bem. Numa outra vasilha bata os ingredientes liquidos. Misture o liquido ao seco, misture bem com uma colher de pau, faça bolinhas, coloque na forma com espaço entra cada uma e asse por 30 minutos. Deixe esfriar numa grade.

[mini] cornbread puddings

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Mais um cornbread. Sim, mais um cornbread. Eles não são deliciosos? Vale a pena fazer de novo, de novo, de novo! Esse saiu da edição de março de 2007 da revista Everyday Food. Era pra ser do tamanho de mini-muffins, mas eu fiz em tamanho regular, pois não tenho forma para mini-muffins. E usei blue cornmeal, que é realmente azul [um indigo bem desbotado] e é um pouco mais pesada e tem mais proteína. Os pãezinhos ficaram bem macios, com uma textura incrivelmente cremosa. Segundo a receita, isso é devido ao sour cream.

Se fizer na forma de mini-muffins, rende 24 bolinhos, na forma normal rende 12.
1/2 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de cornmeal
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de sal
1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 ovo grande
1 1/2 xícara de sour cream
1 lata [400g] de milho

Unte a forma de muffins com manteiga.
Pré-aqueça o forno em 425ºF/220ºC.
Numa vasilha média misture a farinha, o cornmeal, o açúcar, o fermento em pó, o bicarbonato de sódio e o sal. Faça um buraco no centro e acrescente o ovo, o sour cream e o milho. Misture tudo junto até ficar incorporado, mas não exagere. Coloque a massa na forma e asse por 15 minutos. Deixe esfrirar. Pode guardar fora da geladeira num tupperware bem fechado por até 2 dias.

Pão de banana com coco

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Assim que eu vi essa receita, apressei o passo e sem delongas me pus a fazê-la. Imagina só que a Molly, dona do blog, está testando receitas para o seu livro de culinária - pressinto que na minha próxima encadernação chegarei lá também, escreverei um livro com minhas próprias receitas, testadas e aprovadas. Bom, essa é outra história. O negócio é que esse pão de banana é o que há! Fica pesado, mas com um sabor cremoso - não dá pra explicar - faça o seu, coma e me diga se o sabor não é mesmo cremoso.

banana-coconut bread
3 bananas bem maduras
2 xícaras de farinha de trigo
¾ colher de chá de fermento em pó
½ colher de chá de noz moscada ralada na hora
Uma pitada de sal
1 tablete de manteiga sem sal na temperatura ambiente
1 xícara de açúcar
1/8 colher de chá de vinagre
1 ½ colher de sopa de rum escuro
½ xícara de coco seco ralado
1 colher de sopa de açúcar demerara ou mascavo

Pré-aqueça o forno em 350ºF/180ºC.
Unte uma forma de pão com manteiga.
Amasse as três bananas com o garfo até formar um purê.
Numa vasilha separada misture a farinha, fermento, noz moscada e sal.
Na batedeira bata o açúcar com a manteiga até formar um creme. Adicione o rum e o vinagre. Adicione o purê de banana e a mistura de farinha alternadamente e batendo sempre. Ajude com uma espátula, pois a massa fica grossa. Misture o coco ralado e mexa bem com a espátula. Coloque a massa na forma e espalhe o açúcar demerara por cima. Asse por 50-60 minutos. O açucar vai dar uma casquinha crocante ao pão e a mistura de coco e banana é simplesmente perfeita. Tire do forno e deixe esfriar bem antes de cortar e servir.

Cake Aux Olives

Esta receita é SEN-SA-CI-O-NAL e eu acho que peguei aqui - não tenho certeza, porque ela estava na minha inbox e eu a encontrei absolutamente por acaso, procurando por uma outra receita. Eu tenho o hábito de enviar para mim mesma receitas que eu ache interessante. Fica mais fácil encontrar no meu inbox fazendo uma busca, do que correr atrás de links e webpages. Bom, essa receita estava guardada há tempos, tinha até me esquecido. Mas que surpresa maravilhosa! Eu adoro tudo o que vai bebida e azeitona. Esse bolo/pão é um "treat", além de ser facílimo de fazer, fica delicioso! Com certeza vou fazer outras vezes.

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Cake Aux Olives

2 xícaras de farinha de trigo
4 ovos
2/3 xícara de azeite
1/3 xícara de vinho branco seco
1/3 xícara de dry vermouth
1/2 colher de sopa de fermento em pó
1 1/2 xícara de queijo gruyere ralado
Sal e pimenta do reino a gosto
7 ozs/ 200 gr de azeitona verde descaroçadas e picadas
7 ozs/ 200 gr de presunto picadinho

Pré-aqueça o forno em 355ºF/180ºC.
Coloque a farinha numa vasilha - eu usei a batedeira com o paddle - faça um buraco no meio e coloque lá os ovos, vinho, vermouth e azeite. Misture bem. Adicione o fermento e o queijo ralado. Tempere com sal e pimenta. Jogue as azeitonas e o presunto. Misture bem e jogue tudo numa forma de pão bem untada com azeite. Asse no forno pré-aquecido por mais ou menos uma hora, ou um pouco mais. Quando o pão ficar dourado e uma faca inserida no centro sair limpa, ele estará pronto. Remova do forno e deixe descansar uns minutos. Retire da forma e deixe esfriar bem antes de fatiar.

guess who's [not] coming to dinner?

Quando vi a receita dos pãezinhos assados da Cris, fiquei animadíssima, pois ela especificava um importante detalhe: a massa não precisava ser sovada, nem esperar crescer. Ah, tava pra mim! Cheguei em casa e fiquei uma meia hora zanzando pra lá e pra cá na cozinha—como eu SEMPRE faço—abrindo e fechando a geladeira, os armários e murmurando palavras sem nexo como, e agora, o que vou fazer, será o benedito? Felizmente me lembrei a tempo da receita da Cris e resolvi mandar bala. Parecia facílima, sem erro.

Separei os ingredientes e estava misturando tudo com cuidado para não esquecer nada quando ouvi um toctoctoc na porta de vidro do quintal. Era a minha inqulina, que às vezes aparece pra dizer oi. Abri a porta correndo e ela foi entrando, já tirando o casaco e ficando à vontade - percebi que iria ter uma auto-convidada para o jantar. Consegui ainda misturar outros ingredientes quando o telefone tocou—era o Uriel avisando que não viria jantar. Tive então certeza que teria uma convidada pro jantar...

Resolvi que os pãezinhos iriam ser recheados com salame e queijo. Pensei que a massa seria de enrolar, mas acho que fiz alguma coisa errada pois a massa ficou mole e acabei colocando na forma de muffins com uma colher. Apesar de feinhos, eles assaram bem e cresceram. Minha inquilina já estava quase roubando um, quando eu sugeri que comessemos decentemente na mesa.

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Arrumei a mesa e sentamos para comer os pãezinhos recheados, que não rechearam muito bem, acho que seria melhor misturar o recheio na massa. Mas eles ficaram com uma textura de bolinho bem fofinhos. Comemos acompanhados de uma salada simples, temperada com a maravilhosa Flor de Sal. Como acho que não acertei fazer esses pãezinhos desta vez, decidi que vou tentar de novo!

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Minha inquilina adorou tudo, disse que estava delicioso, maravilhoso, fora do comum - ela é assim exagerada! Comeu um pãozinho de queijo com marmelade e outro de salame, mesmo não gostando de salame. Outstanding.

Pão de Queijo da Pat

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Minha cunhada Patrícia é uma exímia cozinheira. Tudo o que ela faz é um primor e fica uma delícia. Ela nos convidou para um lanchinho e eu já sabia que iria ser uma festança. Um dos ítens foi esse pão de queijo especial. Preciso dizer que a Pat é mineira de Belo Horizonte, então o pão de queijo é mesmo imbátivel!

Pão de Queijo da Pat

1 quilo de polvilho azedo
1 quilo de batata cozida e espremida
1 copo americano de leite em temperatura ambiente
1 copo americano de óleo
1 colher de sopa de sal
1/2 queijo de Minas curado ralado
6 ovos caipiras grandes

Colocar o polvilho numa vasilha, espremer a batata cozida ainda quente em cima do polvilho. Coloque o sal. Misture bem com as mãos. Coloque o leite e misture com as mãos. Coloque o óleo e misture, sempre com as mãos. Coloque o queijo ralado e por último os ovos. Mexer bem com as mãos. Para dar um toque especial, pode acrescentar uma colher de sobremesa de sementes de erva-doce.

A massa deve ficar macia como uma massa de modelar. Se estiver quebradiça, precisa acrescentar mais um ovo. Modelar os paezinhos e assar no forno pré-aquecido na temperatura mais alta por 20 a 30 minutos. Essa massa pode ser congelada.

Pão de Banana

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Ingredientes:

1/2 xícara de chá de manteiga
1 xícara de chá de açúcar
2 ovos
1 xícara de chá de banana madura amassada
1/4 de xícara de chá de leite
1/2 colher de sopa de canela em pó
2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 colher de chá de essência de baunilha
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 xícara de chá de castanhas-do-pará picadas

Modo de fazer:

Bata na batedeira a manteiga com o açúcar, até formar um creme. Junte os ovos, sempre com a batedeira em movimento. Adicione a banana, o leite, a canela e a farinha de trigo e bata mais um pouco. Desligue a batedeira e acrescente a essência de baunilha, a castanha-do-pará picada e o bicarbonato de sódio e misture.

Coloque a massa numa forma para pão de forma e leve ao forno médio (170º C), pré-aquecido por 50 minutos, ou até que furando o pão com um palito ele saia limpo. Retire o pão do forno e desenforme. Corte o pão em fatias e sirva-o com café.

Irresistível, se você gostar de banana.

P.S.: A foto é ampliável.




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