frango assado [com buttermilk]

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Fiz essa receita de frango assado da Nigella Lawson e servi um escarola refogada e uma mistura de legumes [cenoura, batata doce e rutabaga, o nabo sueco] assados. Ficou uma refeição completa servida numa única travessa. Adorei a ideia de marinar o frango no buttermilk. A receita usa o frango inteiro, mas eu usei apenas os peitos, com ossos. Os legumes eu reguei com azeite e temperei com sal e assei numa forma separada, junto com o frango, a 400ºF/205ºC.

2 quilos de frango
2 xícaras de buttermilk
1/4 xícara mais 2 colheres de sopa de óleo vegetal
2 dentes de alho esmagados
1 colher de sopa de pimenta do reino
1 colher de sopa de sal Maldon ou outro sal marinho
2 colheres de sopa de folhas frescas de alecrim picadas grosseiramente
1 colher de sopa de mel

Coloque o frango em um grande saco de freezer. Adicione o buttermilk, 1/4 xícara de óleo vegetal, alho, pimenta, sal, alecrim e mel. Feche bem o saco plástico e leve à geladeira durante a noite ou por até dois dias. Aqueça o forno a 400ºF/ 205ºC. Remova o frango da marinada e deixe escorrer por uns minutos sobre uma grade. Forre uma assadeira com papel alumínio e coloque frango nela. Regue com o restante do óleo. Asse por 45 minutos e então abaixe a temperatura do forno parar 325ºF/ 162ºC e continue assando por mais 20 minutos. Coloque o frango assado numa travessa e deixe descansar por 10 minutos antes de cortar e servir.

as vinte mais-mais do Chucrute

Fazia um tempo que eu estava ensaiando para fazer uma lista das receitas mais-mais aqui no Chucrute com Salsicha. Mas não pensem que são as receitas mais acessadas ou mais comentadas. Elas podem até ser, mas essa lista é das receitas mais usadas por mim. Nem sei dizer o tanto que eu faço, refaço e adapto essas receitas. O bom de ter mais de 3 mil receitas publicadas em dez anos de blog é que os arquivos acabam virando praticamente uma biblioteca, que você checa sempre e usa como referência. São inúmeras as receitas que vivem sendo refeitas na minha cozinha, mas essas são as mais populares.

grey-arrow.jpg cogumelos com creme [à moda de Mary Francis]
grey-arrow.jpg frango assado simples [do chefe Thomas Keller]
grey-arrow.jpg torta de abobrinha com ricota & tomilho
grey-arrow.jpg sopa fria de pepino com buttermilk
grey-arrow.jpg tâmaras recheadas com amêndoas
grey-arrow.jpg salada de grão de bico ao curry
grey-arrow.jpg azeitonas marinadas no gin
grey-arrow.jpg tâmaras assadas com açafrão
grey-arrow.jpg pappardelle com pesto & milho
grey-arrow.jpg macarrão com tomate assado
grey-arrow.jpg molho de tomate super simples
grey-arrow.jpg torta de tomate e ricota
grey-arrow.jpg panna cotta de matcha
grey-arrow.jpg panna cotta de limão meyer
grey-arrow.jpg figo grelhado com prosciutto
grey-arrow.jpg clafoutis de cranberry
grey-arrow.jpg um tipo de pissaladière
grey-arrow.jpg frango com laranja
grey-arrow.jpg berinjela au poivre
grey-arrow.jpg salmorejo

risoto de abóbora
[feito no forno]

risoto de fornorisoto de forno

Escolhi esse risoto de forno do David Tanis para ser o prato principal, acompanhando dois peitos de frango assado, para o nosso jantar singelo de Thanksgiving. Achei interessante o modo de fazer, com o arroz pré-cozido. Mas arroz com abóbora não é exatamente um prato sofisticado. Confiei no talento do chefe Tanis e na escolha do NTY, que listou a receita no seu especial de Thanksgiving. O risoto se revelou uma deliciosa surpresa. Como fez uma quantidade enorme, comemos a sobras por muitos e muitos dias. Nem tirei uma foto decente, porque eu estava faminta quando servi o jantar. Mas achei que a receita deveria ser, de qualquer maneira, publicada aqui.

200 gr de abóbora de pescoço [butternut squash]
450 gr de arroz Carnaroli ou Arborio
4 colheres de sopa de manteiga
1 cebola média cortada em cubos [mais ou menos 1 xícara]
1 alho-poró médio, parte branca e parte verde macia, picado [mais ou menos 1 xícara]
Pitada de açafrão
Sal e pimenta do reino moída na hora
3 xícaras de caldo de abóbora ou de galinha quente
2 xícaras de queijo Gruyère ou Fontina ralado
1 xícara de ricota fresca
3/4 xícara de queijo parmesão ralado
2 colheres de chá raspas de limão
1 xícara de farinha de pão
3 colheres de sopa de salsa picada

Descasque a abóbora e corte em cubinhos bem pequenos. Com a casca e sementes, faça um caldo—junte 1/2 cebola pequena cortada, 2 dentes de alho em fatias, meia folha de louro e um raminho de tomilho. Cubra com 6 xícaras de água, deixe ferver por 20 minutos e coe. Leve uma panela grande com bastante água salgada ao fogo para ferver. Adicione o arroz e deixe ferver por 8 minutos, apenas para pré-cozer, os grãos devem permanecer duro no centro. Escorra o arroz em uma peneira, lave com água fria e espalhou sobre uma assadeira para esfriar. Pré-queça o forno a 375ºF/200ºC.

Numa panela de ferro ou bem robusta derreta 4 colheres de sopa de manteiga em fogo médio. Adicione a cebola e cozinhe, mexendo, até ficar macia, por cerca de 5 minutos. Adicione o alho-porro e o açafrão e mexa bem. Quando o alho-porro estiver macio, depois de uns 2 minutos, adicione os cubinhos de abóbora, mexa bem e desligue o fogo. Tempere com sal e pimenta do reino a gosto. Adicione o arroz pré-cozido, o caldo de abóbora quente, o queijo fontina ou gruyère, a ricota, o parmesão e raspas de limão, misturando delicadamente com uma colher de pau. Despeje a mistura de arroz em uma assadeira bem untada com manteiga. Polvilhe com farinha de pão, leve ao forno pré-aquecido e asse por 20 a 25 minutos. Cubra com papel alumínio, se necessário. Decore com salsinha picada antes de servir.

risoto de fornorisoto de forno

bolinho de lentilha & quinoa
[com molho de feno-grego]

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Essa é uma daquelas receitas que depois que você prepara, fica se perguntando por que não aparecem mais ideias como essa na sua frente. Dá uma alegria imensa comer algo incrivelmente gostoso, criativo, feito sem nenhum ingrediente animal. Eu me sinto feliz a beça quando isso acontece. Não sou oficialmente vegetariana, nem vegana, mas consumir carne me deixa um pouco de baixo-astral. Nós adoramos esses bolinhos, só que eu achei que deu mais bolinhos do que deveria [minha mão rebelde provavelmente adicionou medidas maiores dos grãos e do tofu] e faltou um pouco de molho. Mas da próxima vez que eu fizer essa receita [essa vou refazer muito!] vou cuidar para que haja abundância de molho.

para os bolinhos:
1 xícara de lentilhas [tipo beluga/caviar] crua
1/2 colher de chá de sementes de erva-doce
1 xícara quinoa crua
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de alho picado
1/3 xícara de coentro picado
200 gr de tofu firme
1 a 2 colheres de sopa de azeite de oliva
para o molho:
6 dentes de alho picados
1 colher de sopa de gengibre fresco picado
1 colher de chá de cúrcuma em pó
1 e 1/2 colheres de sopa de azeite de oliva
1 tomate grande cortado em cubos
1 colher de sopa de folhas secas de feno-grego
1 lata de leite de coco
1 colher de sopa de suco de limão tahiti
1 colher de chá de açúcar mascavo
1/2 colher de chá de sal
1/4 colher de chá de pimenta caiena
1/4 colher de chá de pimenta do reino

Numa panela coloque as lentilhas, as sementes de erva-doce e 3 xícaras de água e leve para ferver em fogo alto. Assim que ferver, abaixe o fogo, tampe a panela e cozinhe por 25 minutos. Escorra bem as lentilhas e reserve. Numa outra panela colocar a quinoa bem lavada e 1 xícara de água e levar para ferver em fogo alto. Assim que ferver, abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar por 15 minutos ou até toda água ser absorvida. Desligue o fogo e reserve.

Para fazer o molho refogue o alho e gengibre no azeite em uma panela até ficar dourado, mexendo sempre para evitar que queimem. Adicione a cúrcuma e refogue mais um minuto. Adicione o tomate picado e refogue até que os sucos tenha evaporado, cerca de 5 a 8 minutos. Adicione o leite de coco, as folhas de feno-grego, o suco de limão, o açúcar mascavo, sal, a pimenta caiena e do reino. Deixe ferver e desligue o fogo. Reserve.

Para fazer os bolinhos pré-aqueça o forno a 400°F/205°F. Em um processador de alimentos pulse a quinoa e metade das lentilhas até obter uma textura de areia grossa. Despeje tudo em uma tigela grande e adicione as lentilhas restantes, o coentro fresco picado, sal e alho picado e misture bem. No mesmo processador de alimentos coloque o tofu e 1 a 2 colheres de sopa de óleo. Pulse o tofu e o óleo até obter uma massa homogênea, raspando as laterais com uma espátula se for necessário. Adicione o tofu na mistura de lentilha e misture bem. Prepare uma assadeira forrada com papel vegetal. Amasse a mistura de lentilha com as mãos e forme os bolinhos Coloque os bolinhos na assadeira e leve no forno por 20 a 25 minutos. Aqueça o molho e coloque os bolinhos assados nele. Polvilhe com o coentro fresco picado e sirva imediatamente.

pimentão recheado
com quinoa & grão de bico

pimentão recheado

Meu esquema na cozinha é normalmente partir dos ingredientes que recebo na cesta orgânica e daí saio a procura de receitas para usá-los. Mas no caso desses pimentões recheados eu fiz o inverso. Fui comprar os pimentões especialmente para poder testar essa ideia. Usei o último maço de manjericão que recebi na cesta para fazer o molho. Aliás, o molhinho é a cereja no topo dessa receita. Nós adoramos a combinação. E como esses pimentões assados sobrevivem bem à geladeira, podem ir pra categoria #Marmita #Team.

para os pimentões:
1 xícara de quinoa crua
1 xícara de caldo de legumes
2 colheres de chá de cominho em pó
1 xícara de grão de bico cozido
1/2 xícara de currants
1 xícara de folhas de espinafre picadas
1/2 xícara de queijo feta
1/4 xícara de azeite
Sal e pimenta do reino moída na hora a gosto
4 pimentões verdes grandes
para o molho:
1 xícara de folhas de manjericão picado
1/2 xícara de iogurte grego
3 colheres de sopa de azeite de oliva
1 colher de sopa de água
1 dente de alho picado
Sal e pimenta do reino moída na hora a gosto

Pré-aqueça o forno a 400°F/205°C. Numa panela colocar a quinoa, o caldo de carne e o cominho e levar ao fogo para ferver. Cubra a panela e abaixe o fogo, deixe cozinhar por 15 minutos ou até que o líquido esteja completamente absorvido. Retire do fogo e deixe descansar por uns minutos. Numa tigela grande despeje a quinoa cozida, adicione o grão de bico, as currants, o espinafre picado, o queijo feta, azeite, sal e pimenta do reino a gosto. Corte uma tampa nos pimentões e retire as sementes com cuidado. Recheie os pimentões com a mistura de quinoa, feche com a tampa e regue com um pouco de azeite, Coloque os pimentões em pé num refratário e despeje uns 2 cm de água na base. Asse por cerca de 1 hora [se as tampas começarem a ficar escuras muito rápido, cubra com papel alumínio e continue a assar]. Enquanto os pimentões estão assando, coloque todos os ingredientes do molho em um processador de alimentos ou liquidificador e bata até ficar homogêneo. Remova os pimentões do forno e sirva, acompanhado do molho.

pimentão recheadopimentão recheadopimentão recheado

curry de abóbora e grão de bico

pumpkin_garbanzo_curry

Imaginem uma receita da Nigella Lawson que não seja a de uma sobremesa altamente voluptuosa ou de um prato gorduroso com 642179 mil calorias. A receita seria então esta aqui, reproduzida pelo Cooking New York Times. Estou sendo injusta com a Nigella, porque eu sei que ela prepara todo tipo de comida. Essa versão de curry de abóbora cai na categoria de receitas eficazes e como sobrevive muito bem até o dia seguinte [e o dia seguinte do dia seguinte] é uma boa adição para aquela nossa estimada categoria do #Marmita #Team. Fiz apenas a metade da receita, mas vou colocar as medidas inteiras aqui e quem quiser ajusta de acordo.

3 colheres de sopa de óleo vegetal
1 e 1/2 xícaras de cebola picadinha
1/4 colher de chá de sal
2 colheres de chá de pasta de curry vermelho Thai[disponíveis nos mercados asiáticos]
1 colher de chá de cominho em pó
1 colher de chá de coentro em pó
1 quilo de abóbora descascada, sem sementes e cortada em pedaços
2 latas de leite de coco
1 xícara de caldo de legumes ou de frango
3 colheres de sopa de molho de soja
4 latas de grão de bico escorrido
1 xícara de folhas de coentro fresco picadas

Coloque uma panela grande em fogo médio e adicione óleo. Quando o óleo estiver quente adicione a cebola e o sal e refogue até a cebola ficar macia, mas sem dourar. Adicione a pasta de curry e refogue por 1 minuto. Adicione o cominho e coentro em pó. Aumente o fogo para médio-alto e adicione a abóbora. Mexa durante cerca de 1 minuto. Junte o leite de coco, o caldo de legumes/frango e o molho de soja. Cubra parcialmente com uma tampa e reduza para fogo baixo. Deixe cozinhar lentamente até que a abóbora fique macia, cerca de 20 minutos. Adicione o grão de bico, cubra parcialmente e cozinhe por mais 10 minutos. Mexa delicadamente e ajuste o sal se precisar. Adicione mais pasta de curry se quiser um sabor mais apimentado. Coloque em pratos individuais, decore com folhas de coentro fresco e sirva.

soba de chá verde com tofu
berinjela & cogumelos

matcha-soba

Ainda estou recebendo berinjelas na cesta orgânica. São os resquícios do verão. Então ando correndo atrás de receitas diferentes para usá-las. Fiz esse soba já faz tempo. Sei que as receitas já não pipocam aqui com a frequência de antes, mas é que a minha vida ficou um pouco mais agitada do outro lado da tela. Prometi para a minha amiga Daniela que publicaria a receita, então aqui está! Não segui as instruções a risca, fiz uma adaptação, assando o tofu e a berinjela ao invés de fritar. Mas faça como quiser, porque a parte mais importante e imprescindível desta receita é o molho. Ele fica uma delícia e tenho certeza que deve combinar com outras misturas de legumes, com ou sem macarrão. Eu usei um soba de trigo sarraceno e chá verde [matcha], mas qualquer outro vale.

300 gr de tofu extra firme cortado em cubos
1 berinjelas cortada em tiras
1 1 1/2 xícara de cogumelos cortados
1/2 xícara de cebolinha picada
2 porções de macarrão japonês soba
Sementes de gergelim
Folhas de manjericão fresco
óleo de gergelim
para o molho
2 colheres de sopa de missô
2 colheres de sopa de mel
2 colheres de sopa de mirin [ou vinagre de arroz]
1 colher de chá de gengibre fresco ralado
2/3 de xícara de caldo de legumes

Cozinhe o macarrão al dente. Escorra e reserve. Misture todos os ingredientes do molho e reserve. Tempere o tofu e as tiras de berinjela com azeite e sal. Coloque em assadeiras cobertas com papel vegetal e leve ao forno pré-aquecido em 400ºF/ 240ºC até ficarem bem cozidos, meio crocantes por fora. Numa frigideira refogue os cogumelos num pouco de azeite. Junte a cebolinha. Numa travessa coloque o macarrão cozido, junte o tofu, a berinjela e o cogumelo. Tempere com o molho, salpique sementes de gergelim e as folhas de manjericão e sirva.

salada de ovo com curry

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Fiquei algum tempo com um surplus de ovos caipiras, então procurei por uma receita de salada para fazer com eles e achei essa muito interessante. O fato de que ela usa todas as claras, mas não usa todas as gemas me agradou muito, porque não gosto de gema de ovo. Achei que a mistura ficou bem leve, um pouquinho picante, simplesmente perfeita para dias quentes, acompanhada de legumes branqueados ou frios. Fiz essa salada duas vezes, vou fazer mais vezes.

4 ovos cozidos e descascados
1 colher de chá de iogurte grego integral
1/4 colher de chá de azeite de oliva extra virgem
Suco de limão a gosto
1/2 colher de chá de raspas de limão
1/2 colher de chá de pimenta sriracha ou a gosto
1/4 colher de chá de vinagre de xerez ou a gosto
1/3 colher de chá de curry em pó ou a gosto
Sal kosher a gosto

Em uma tigela misture um dos ovos inteiros com os a clara dos três ovos restantes. Reserve as gemas para um outro uso, molho de maionese, por exemplo. Pique os ovos grosseiramente com uma faca. Adicione o iogurte, o azeite de oliva, o suco de limão, as raspas de limão, o molho sriracha, o vinagre e o curry. Tempere com uma pitada de sal kosher. Sirva sobre fatias de pão ou acompanhado de legumes, como eu fiz. Na primeira foto—bacon, abobrinha crua em tiras, tomates, vagens branqueadas. Na segunda, abobrinhas cruas, vagens e cenouras branqueadas, bacon, tomates, manjericão.

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berinjela au poivre

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Essa é AQUELA época do ano quando começam as desovas de legumes e frutas. Muita gente tem horta em casa e não consegue dar conta de consumir tudo o que produz. O verão é uma época de abundância e eu estou sempre disponível para receber o surplus alheio. Em uma semana tivemos desova de ameixas, tomates, abobrinhas e berinjelas no meu trabalho. Meu chefe me deu três berinjelas, ganhei outra enorme de uma colega e outra gigantesca veio na cesta orgânica. Pra dar conta de tanta fartura, recorri às receitas guardadas nos meus alfarrábios eletrônicos. A escolhida foi retirada da revista Bon Appetit e estava guardada por dois anos. Usei duas berinjelas bem grandes e o resultado fica parecendo um bife, só que bem melhor, porque não é carne. Uma delícia!

2 berinjelas grandes cortadas no sentido do comprimento
3 colheres de chá de pimenta do reino moída na hora
5 colheres de sopa de azeite
2 limões cortados pela metade
1 chalota pequena picada
1 dente de alho médio picado
1/4 xícara de conhaque
6 colheres de sopa de caldo de legumes
3 colheres de sopa de manteiga sem sal gelada
2 xícaras de folhas de espinafre fresco
2 colheres de sopa de alcaparras escorridas
Sal Kosher a gosto

Pré-aqueça o forno a 400ºF/ 205ºC. Tempere os lados cortados da berinjela com 1 e 1/2 colher de chá de pimenta do reino moída. Numa frigideira grande aqueça 1 e 1/2 colher de sopa de azeite em fogo médio-alto. Se as berinjelas não couberem todas juntas na frigideira, frite em dois turnos. Coloque as berinjelas na frigideira com o lado do corte para baixo e frite até dourar, aproximadamente 2 minutos de cada lado. Transfira as berinjelas para uma assadeira, com o lado do corte para baixo e leve ao forno pré-aquecido. Asse até as berinjelas ficarem macias quando perfuradas com uma faca, por uns 10-20 minutos dependendo do tamanho.

Enquanto isso, aqueça 1 colher de sopa de azeite na mesma frigideira que fritou as berinjelas. Frite os limões com o corte para baixo, até caramelizar, cerca de 4 minutos. Transferir os limões para um prato. Aqueça outra 1 colher de sopa de óleo na mesma frigideira em fogo médio-baixo. Adicione 1 e 1/2 colher de chá pimenta, metade da chalota e alho e refogue até ficar macio, cerca de 1 minuto. Retire a panela do fogo e cuidadosamente adicione o conhaque [cuidado pois pode pegar fogo!]. Retorne a panela no fogo e cozinhe até conhaque ficar reduzido pela metade, cerca de 1 minuto. Adicione o caldo de legumes e deixe cozinhar até reduzir um pouco. Adicionar a manteiga e mexer bem. Tempere com sal e misture as alcaparras. Num prato ou travessa arrume uma pequena pilha de espinafre ao lado de berinjela. Esprema os limões caramelizados por cima e tempere com sal. Cubra com o molho e sirva.

torta de ricota
[com massa de nozes]

Ricotta tart

Para fazer essa receita maravilhosa da chef Deborah Madison eu não consegui simplesmente comprar um pote daquelas ricotas ordinárias vendidas nos supermercados daqui. Tive que fazer a receita de ricota caseira, o que se constatou mais tarde ter sido uma decisão auspiciosa. Essa torta fica muito delicada e festiva, com o recheio cremoso e acetinado contrastando com a rusticidade da massa crocante de nozes. Sirva com aquelas frutas secas cozidas no vinho e garanto que não se arrependerá!

para a crosta:
1/2 de xícara de nozes
1/4 de xícara de farinha de trigo integral
1/2 xícara de farinha de trigo
1 colher de sopa de amido de milho [maizena]
1/4 colher de chá de sal
3 colheres de sopa de açúcar mascavo claro
4 colheres de sopa de manteiga gelada cortada em pedaços pequenos
1 colher de sopa de óleo de noz [ou manteiga se não tiver o óleo]
1/2 colher de chá de extrato puro de baunilha misturado com 3 colheres de sopa de água gelada

para o recheio:
1 xícara de ricota caseira [ou cream cheese ]
1/2 xícara de queijo de cabra
1/4 xícara de mel
1 pitada de sal
1/2 xícara de creme de leite fresco [ou crème fraîche]
2 ovos caipiras

Coloque as nozes, farinhas, sal e açúcar no processador de alimentos e pulse várias vezes para quebrar as nozes. Adicione a manteiga e óleo e pulse até ficar uma massa quebradiça. Adicione a água de baunilha e pulse até que fique uma massa úmida. Remova a massa do processador e pressione no fundo de uma forma de torta ou de fundo removível de 22 cm. Leve a forma à geladeira até a massa ficar firme.

Pré-aqueça o forno a 375ºF/ 190ºC. Coloque forma com a massa sobre uma assadeira e forre a massa com papel alumínio e cubra com pesos de assar torta [pode ser feijões]. Asse por 20 minutos. Retire o papel alumínio e os pesos. Reduza a temperatura do forno para 350ºF/ 176ºC e deixe dourar levemente por mais 10 minutos mais ou menos.

Enquanto a massa da torta assa, misture os ingredientes do recheio e bata bem até ficar um creme homogêneo. Despeje o recheio na massa pré- assada e retorne ao forno por mais 30 minutos. O recheio pode inflar um pouco enquanto assa, mas ela murchará quando esfriar em temperatura ambiente. Remova a torta do forno, deixe esfriar completamente, desenforme se usar a forma de fundo removível, coloque numa travessa. Sirva cada fatia com uma colher das frutas secas cozidas no vinho.

brandade de bacalhau
[brandade de morue au gratin]

brandade

Essa receita também é da revista Food & Wine e foi escolhida por ser fácil de fazer, mas ter um quê de sofisticação. É a versão provençal do chef Jacques Pépin do gratinado de bacalhau. Fica um prato bem leve, e por isso foi perfeito para o nosso primeiro dia de ano quando estávamos nos sentindo chumbados por um jet lag de seis horas.

500 gr de filé de bacalhau sem pele
500 gr de batatas
1 e 1/2 xícara de leite integral
8 dentes de alho grandes descascados
1 colher de chá de raspas da casca de um limão
2 colheres de sopa de suco de um limão
1/8 colher de chá de pimenta caiena
3/4 de xícara de azeite extra-virgem
Pimenta do reino moída na hora
2 colheres de sopa de queijo fresco Parmigiano -Reggiano ralado
2 baguettes cortadas em rodelas e torradas, para acompanhar

Um dia antes, coloque o bacalhau em uma tigela e cubra com água fria. Leve à geladeira por 24 horas, trocando a água 4 vezes.

Coloque as batatas em uma panela grande, cubra com água e deixe ferver em fogo médio por cerca de 30 minutos. Escorra e deixe as batatas esfriarem um pouco.

Enquanto isso escorra o bacalhau e transfira para uma panela. Adicione 2 litros de água e dê uma fervura. Escorra o bacalhau e volte para a panela, adicione o leite e os dentes de alho e deixe ferver. Tampe e cozinhe por 10 minutos.

Descasque as batatas e transfira para um processador de alimentos. Adicione o bacalhau, com o leite e os dentes de alho, as raspas e o suco do limão e a pimenta caiena e processe até ficar homogêneo. Com a máquina funcionando despeje lentamente o 3/4 de xícara de azeite. Tempere com pimenta do reino.

Pré-aqueça o forno a 400F°/ 205ºC . Unte levemente uma assadeira com azeite e coloquer a brandade. Polvilhe o queijo ralado por cima. Leve ao forno e asse por uns 20 minutos até dourar. Sirva com as torradas.

lombo de porco assado
com relish de tâmaras & coentro

porco-tamaras-coentro

Essa receita da revista Bon Appetit é muito simples e rápida de fazer e fica diferente e deliciosa. E as sobras podem ser comidas frias ou como recheio de sanduíche.

3 colheres de sopa de azeite de oliva
1 lombo de porco com cerca de 700gr
Sal kosher sal e pimenta do reino moída na hora
2/3 xícara de tâmaras Medjool cortadas em pedaços pequenos
2 colheres de sopa de suco de laranja fresco
3 colheres de sopa de coentro fresco

Preaqueça o forno a 425°F/ 220ºC . Aqueça 1 colher de sopa de azeite em uma panela grande e robusta em fogo médio- alto. Tempere o lombo de porco com sal e pimenta e coloque na panela, frite virando até dourar de todos os lados por uns 6-8 minutos. Transfira a panela para o forno e deixe assar por uns 15-20 minutos. Transfira o lombo para uma tábua e deixe descansar pelo menos 5 minutos antes de fatiar.

Numa vasilha misture as tâmaras, o suco de laranja, o liquido que sobrou da carne na panela e as 3 colheres de sopa de coentro picado. Junte as 2 colheres de sopa de azeite restantes e tempere com sal e pimenta do reino. Coloque essa mistura sobre a carne de porco fatiada e sirva.

macarronada de quinze minutos

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A super duper gênia da raça Martha Helena publicou essa receita na última edição da sua revista com direito a vídeo e tal, mas eu só acreditei que daria mesmo certo depois que fiz eu mesma e vi que realmente não só dá certo, como fica ótimo. Coloca tudo cru na panela, cozinha, cozinha e em 15 minutos o macarrão tá na mesa. Adorei toda essa praticidade.

350gr de linguine ou espaguete
350gr de tomates cereja cortados ao meio
1 cebola em fatias finas [cerca de 2 xícaras]
4 dentes de alho cortado em fatias finas
1/2 colher de chá de de pimenta vermelha em flocos
2 raminhos de manjericão
2 colheres de sopa de azeite extra-virgem de oliva
Sal grosso e pimenta moída na hora
4 e 1/2 xícaras de água
Queijo parmesão ralado na hora, para servir

Numa panela grande coloque tudo cru—o macarrão, o tomate, a cebola, o alho, a pimenta em flocos, o manjericão, o azeite, 2 colheres de chá de sal, 1/4 colher de chá de pimenta do reino moída na hora e a água. Leve para ferver em fogo alto. Quando ferver, vá mexendo e virando a pasta frequentemente, até que a massa fique cozida al dente e água tenha quase evaporado, mais ou menos uns 10 minutos. Remova do fogo e sirva com queijo parmesão ralado na hora.

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frango com chipotle

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Peguei o hábito de ver os vídeos disponibilizados no website da finada revista Everyday Food, que agora ficou mais ilustrado com a as receitas práticas da editora Sarah Carey. Ela às vezes exagera um pouco nos maneirismos, mas eu finjo que não vejo essas chaticezinhas e me concentro nas ideias. E neste video ela mostra uma ideia bem simples, apenas o frango cozido num molho tomatudo e apimentado. Eu nunca tinha usado essas pimentas chipotles no molho adobo que por aqui se compra pronto em qualquer supermercado. A pimenta chipotle é a jalapeño defumada e tem um sabor bem intenso. O molho adobo é uma marinada com páprica e outros temperos. Servi esse frango com um arroz basmati integral californiano.

4 peitos de frango caipira desossados cortados ao meio [*usei sobrecoxas]
Sal e pimenta do reino moída na hora a gosto
2 colheres de sopa de óleo vegetal
1 cebola média cortada em fatias finas
4 dentes de alho picados
1 e 1/2 colheres de chá de cominho em pó
1 pimenta chipotle em molho de adobo picada
1 lata grande de tomates inteiros picados com a tesoura

Tempere o frango com sal e pimenta. Em um panela robusta aqueça o óleo em fogo médio-alto. Frite o frango, em partes se necessário, até dourar por cerca de 7 minutos. Transfira para um prato e reserve. Reduza o fogo para médio. Adicione a cebola e refogue até que fique macia e translúcida, por cerca de 5 minutos. Adicione 2 colheres de sopa de água. Adicione então o alho, cominho e pimenta chipotle e cozinhe até que o alho esteja macio e perfumado, por cerca de 2 minutos. Adicione os tomates, tempere com sal e deixe cozinhar por 5 minutos. Retorne os pedaços de frango para a panela; deixe ferver, tampe e cozinhe até que o frango esteja totalmente cozido, por mais uns 15 minutos. Sirva acompanhado por arroz.

chipotle_01.jpgchipotle_01.jpg
pimenta chipotle no molho adobo

bolinho de camarão
[com purê de milho]

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Estou tentando colocar alguns dos meus 75543216 mil livros em prática, porque senão fica meio sem sentido ter uma estante cheia de ideias maravilhosas condenadas à escuridão das páginas fechadas. A inspiração da última semana foi o belíssimo livro My favorite ingredients da chef inglesa Skye Gyngell. Ela faz um apanhado dos produtos sazonais e todas as receitas são maravilhosas. Essa chef já apareceu por aqui algumas vezes, com este delicado sorbet de clementine ou neste cremoso mousse de chocolate com calda de mel e amora e nesta linda laranja vermelha com calda de mel e alecrim. Esses bolinhos são originalmente feitos de carne de caranguejo mas eu substituí pelo camarão. Comprei num impulso um pacotão de uns camarões minúsculos pescados aqui na costa do Pacífico e precisei de algumas receitas para gastá-los. Sei que bato sempre nessa tecla, mas preciso sempre registrar que só consumo camarões pescados de maneira sustentável aqui nos EUA. Tenho absoluto nojo e repulsa por qualquer tipo de camarão vindo de criadouros insalubres em países asiáticos. Para fazer o purê usei o milho remanescente da safra do último verão na cesta orgânica que eu tinha guardado congelado.

para os bolinhos:
250gr de camarões pequenos
1 pimenta vermelha, sem sementes e finamente picado
[*usei pimenta vermelha seca em flocos]
1 colher de sopa de coentro picado
100ml de maionese da melhor qualidade
Suco de limão
50g de farinha de rosca [*usei panko integral]
150g de manteiga sem sal para fritar [*fiz no forno]

para o purê de milho:
3 espigas de milho verde
[*ou use mais ou menos 3 xícaras do congelado]
120ml de água
40g de manteiga sem sal
50 ml creme de leite
1tsp Tabasco

Para fazer os bolinhos pulse os camaões no processador, coloque numa tigela, adicione a pimenta e o coentro e misture com um garfo. Misture a maionese. Adicione um pouco de suco de limão e tempere com sal. Molde os bolinhos e passe pela farinha de rosca [usei panko]. coloque numa assadeira forrada com papel alumínio ou vegetal, cubra e leve à geladeira para gelar por uns minutos.

Para fazer o purê de milho, corte os grãos do sabugo. Coloque os grãos em uma panela, adicione a água, a manteiga e tempere generosamente com sal e pimenta. Cubra e cozinhe em fogo brando até que o milho esteja macio, cerca de 20-25 minutos. Escorra, mas guarde um pouco da água do cozimento. Pulse o milho cozido num processador de alimentos até ficar um creme homogêneo. Passe por uma peneira fina pode adicionar um pouco da água de cozimento reservada. Tempere com o tabasco e reserve.

Frite os bolinhos de camarão numa frigideira com a manteiga derretida em fogo médio, virando para deixar dourado dos dois lados. Ou asse, em forno pré-aquecido em 400ºF/ 205ºC como eu fiz. Vire os bolinhos na assadeira no meio tempo, para os dois lados ficarem bem dourados. Sirva os bolinhos com o purê de milho bem quente.

frango com uvas brancas
& molho de amêndoas

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Essa receita é do livro Moro East e ajudou a transformar um humilde franguinho num almoço bem especial de domingo. Para completar a refeição você só precise de uma linda salada de folhas verdes para acompanhar—e vinho, claro!

100gr de amêndoas cruas moídas
4 colher de chá de vinagre de jerez [sherry]
4 colheres de sopa de azeite
8 dentes de alho com a casca
1 frango caipira cortado em pedaços
[*usei apenas sobrecoxas desossadas]
2 folhas de louro frescas
40 uvas brancas sem sementes
100 ml de vinho branco seco

Coloque as amêndoas no processador de alimentos e processe sem parar por uns 10 minutos, raspando as amêndoas das laterais com uma espátula se elas ficarem muito coladas no copo do aparelho. Com o motor ligado junte devagar o vinagre Jerez e 250 ml de água, processando por mais uns minutos até formar um creme bem espesso e sedoso. Reserve.

Coloque uma frigideira grande em fogo médio e adicione o azeite de oliva. Quando estiver bem quente adicione os dentes de alho com casca e frite por 3 minutos de cada lado até que fiquem dourados. Retire o alho e reserve. Tempere os pedaços de frango com sal e coloque na frigideira, com o lado da pele para baixo. Frite por cerca de 5 a10 minutos. Vire os pedaços de frango e cozinhe por mais 5 a10 minutos, até dourar do outro lado. Retorne o alho para a panela com as folhas de louro e as uvas e refogue por meio minuto, logo em seguida junte o vinho sacudindo a frigideira para emulsionar o molho. Reduza o fogo, junte os pedaços de frango e então misture o purê de amêndoas. Se precisar vá adicionando 150 ml de água aos poucos, caso o molho fique muito espesso—a consistência final não deve ficar mais grossa que a do creme de leite. Desligue o fogo, deixe descansar por uns minutos, acerte o sal e sirva com uma salada simples de folhas verdes.

farro cremoso
com cogumelo & espinafre

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Esse foi um dos pratos que servi no jantar do Thanksgiving no final de novembro e não publiquei a receita porque viajei logo em seguida pro Brasil e não tive tempo de pensar em nada. Mas ficou tão gostoso que achei que ela precisava ser colocada aqui. A foto que tirei naquele dia na bancada de uma cozinha caótica, um segundo antes do prato ser levado à mesa, ficou uma porcaria, fora de foco e horrorilda. Então fiquei com a ideia de refazer a receita me apoquentando insistentemente por meses, na esperança de ter a oportunidade de fazer uma foto um pouco melhor. Nesta reprise usei somente os cogumelos crimini—os baby portabella. A foto nem saiu grandíssima coisa, mas ficou muito melhor do que a outra.

3 colheres de sopa de azeite
1 cebola picada
1 xícara de grãos de farro
1/4 xícara de vinho branco seco
3 xícaras de caldo de galinha
sal grosso
350 gr de uma mistura de cogumelos frescos
[*usei shitake, crimini, enoki]
Pimenta vermelha em flocos
1 maço de espinafre orgânico
1/4 xícara de queijo parmesão ralado

Numa panela média aqueça 1 colher de sopa de azeite em fogo médio. Adicione a cebola e cozinhe mexendo sempre até elas ficarem macias, cerca de 5 minutos. Adicione o farro mexendo até ele ficar tostado, por 1 minuto. Adicione o vinho e deixe reduzir pela metade. Adicione o caldo, deixe ferver e abaixe o fogo. Cozinhe mexendo ocasionalmente até os grãos ficarem macios e cremoso, de 35 a 40 minutos. Tempere com sal e mantenha tampado.

Enquanto isso aqueça o forno a 450ºF/ 232ºC. Tempere os cogumelos com as 2 colheres restantes de azeite, o sal e a pimenta-vermelha em flocos. Espalhe numa assadeira e leve o forno mexendo de vez até eles ficarem levemente dourados, por uns 20 minutos.

Mantenha o farro quente em fogo médio e adicione o espinafre, mexendo até as folhas murcharem completamente, cerca de 1 minuto. Acrescentar os cogumelos assados e o queijo parmesão. Sirva imediatamente.

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arroz com frango
[do Ottollenghi]

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E cá estou eu publicando outra foto muito da ordinária para ilustrar um prato de comida deliciosamente surpreendentes. Confesso que pulei essa receita nas minhas marcações no livro Jerusalem dos chefs Ottolenghi e Tamimi. Mas a Ana Cardia me deu um toque por e-mail, dizendo que ela tinha preparado a receita e que ela era incrível. Decidi fazer esse prato ao invés da indefectível pizza no sábado a noite. Foi uma excelente manobra e nós, que nem somos muito fãns de carne de frango, gostamos imensamente da combinação aromática e leve desse prato tradicional do oriente médio.

para o frango e arroz:
3 colheres de sopa de açúcar
3 colheres de sopa de água
2 e 1/2 colheres de sopa de berberis [pode usar passas/currants]
4 colheres de sopa de azeite de oliva
2 cebolas cortadas em fatias finas
1 frango inteiro e esquartejado ou 2 quilos de coxas de frango
[*eu usei a sobre-coxa]
10 vagens de cardamomo verde [*usei em pó]
1/4 colher de chá de cravos [*usei em pó]
4 paus de canela [ou 2 longos quebrados pela metade]
1 e 2/3 xícara de arroz basmati
2 e 1/4 xícaras de água fervente
1 e 1/2 colheres de sopa de salsinha picada
1/2 xícara de endro finamente picado [*usei o seco]
1/4 xícara de coentro picadinho
sal kosher e pimenta do reino moída na hora

para o molho de iogurte:
1/2 xícara de iogurte grego
2 colheres de sopa de azeite de oliva

Misture o açúcar e a água em uma panela pequena e aqueça em fogo médio até que o açúcar se dissolva. Retire a panela do fogo e adicione as berberis. Deixe de molho enquanto prepara o resto da receita. Se for usar passas ou currants não precisa fazer isso.

Aqueça 2 colheres de sopa de azeite em uma frigideira. Adicione a cebola e cozinhe por 10-15 minutos, mexendo ocasionalmente até que esteja dourada e caramelizada. Transfira tudo para uma tigela.

Tempere o frango com sal, pimenta, 2 colheres de sopa de azeite de oliva, o cardamomo, os cravos e canela. Misture tudo com as mãos.

Numa panela robusta, coloque o restante do azeite e aqueça em fogo médio. Adicione o frango temperado com as especiarias e cozinhe por 5 minutos de cada lado. Remova o frango da panela e reserve.

Na mesma panela coloque o arroz, a cebola caramelizada, sal e pimenta. Refogar por uns minutos. Escorra as berberis e adicione também na panela com o arroz. Mexa e coloque o frango frito por cima do arroz. Adicione a água fervente, tampe e deixe ferver, abaixe o fogo e cozinhe por 30 minutos. Desligue o fogo e deixe descansar por 10 minutos. Enquanto isso faça o molho misturando o azeite no iogurte e reserve. Misture as ervas e use um garfo para afofar o arroz. Tempere com mais sal e pimenta, se desejar. Transfira para uma travessa e sirva acompanhado do iogurte.

frango com laranja

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E cá estou eu novamente com uma receita do livro [tchan ran] Jerusalem dos chefs Ottolenghi e Tamimi [tchan ran]. Admito que fazia tempo que não ficava tão obcecada com um livro de receitas, mas esse merece toda essa atenção pois é um primor. E desta vez não segui nada a risca, apenas me inspirei e adaptei, porque não tinha todos os ingredientes.

Comemos pouquissima carne de frango por inúmeras razões que não vou cansar a beleza de ninguém enumerando mais uma vez aqui. Mas só para dar uma ideia, a periodicidade das minhas receitas com frango passaram de uma vez ao mês para uma vez a cada três meses ou mais. Então quando eu compro um franguinho caipira quero fazer algo especial. Usei sobrecoxas já desossadas, troquei o mandarin da receita original pela laranja e omiti a erva-doce.

100 ml de arak, ouzo ou pernod
[*ou qualquer outra bebida com base de anis]
4 colheres de sopa de azeite de oliva
3 colheres de sopa de suco de limão
3 colheres de sopa de suco de laranja
2 colheres de sopa de açúcar mascavo
2 bulbos médios de erva-doce, cortados em fatias [*omiti]
1 frango caipira cortado em pedaços [*usei somente as sobrecoxas]
1 laranja grande com casca, cortada horizontalmente em fatias
2 colher de chá de sementes de erva-doce
Sal e pimenta do reino moída na hora a gosto

Numa vasilha misturar os 5 primeiros ingredientes. Adicione o frango, a erva-doce [se usar] a laranja em fatias e deixe marinar por algumas horas. Eu deixei durante a noite, na vasilha coberta na geladeira.

Pré-aqueça o forno a 450ºF/ 230 C. Transfira o frango, erva-doce e a marinada com as laranjas para uma assadeira larga e funda e asse por 35-45 minutos ou até que o frango esteja bem cozido e sua pele é crocante e dourada. Sirva imediatamente com um arroz, couscous ou com quinoa, que foi o que eu fiz.

quirera de milho
com costelinha de porco

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Quando recebi aquela caixa cheia de pinhões enviada como presente por essa moça linda ganhei também barras de chocolate orgânico brasileiro da AMMA, mini-arroz do vale do Paraíba comercializado pelo Alex Atala e um pacote de quirera ou canjiquinha. Essa era ainda a única coisa que faltava para eu experimentar. E como nunca tinha preparado quirera na vida, ganhei também a receita enviada pela Ane. Fiz seguindo à risca. A minha quirera ficou mais seca. A Ane disse que a dela fica mais molhada. Neste caso é só colocar mais água na última fase. Preparei esse prato para um almoço de domingo e convidei meu filho e a namorada. Um vinho barbera do Shenandoah valley acompanhou essa comida robusta, que ficou incrivelmente deliciosa. A foto foi instagramada cinco segundos antes de sentarmos à mesa para a comilança. Segue a receita como foi enviada pela Ane.

Deixo 1,5 kg de costelinha de porco marinando com 1 cebola picada, 10 dentes de alho, suco de 2 ou 3 limões e 3 folhas de louro, por três horas [*eu deixei durante a noite, na geladeira].

Depois desse tempo, escorro as costelinhas da marinada (e reservo a marinada), salgo e douro em azeite. Deixo bem douradas. Pode fazer essa parte no forno baixo também, elas ficam mais macias.

Numa panela (pode ser na mesma), refogo a cebola e o alho da marinada e um pimentão vermelho assado (eu gosto do pimentão assim, tostado na chama para tirar a pele) bem picado e mais ou menos 80 gr de bacon picado.

Volto as costelinhas para a panela e quando elas estiverem aquecidas adiciono uma dose de cachaça. Deixo evaporar o álcool e adiciono a marinada. Pingo água e cozinho até que a carne esteja bem macia.

Adiciono então 500g de quirera lavada e deixada de molho em água por pelo menos 30 minutos [*eu deixei durante a noite]. Cozinho a quirera por 30 minutos, até que fique al dente. Corrijo o sal se precisar e acrescento salsa e cebolinha [*eu coloquei coentro fresco].

Gosto de servir esse prato com couve (rasgada ou cortada fininha e refogada só uns segundos no azeite e alho) e pingar limão. Fica gostoso também colocar linguiça junto com a costelinha ou fazer só com a linguiça.

berinjela com chermoula
tabule e iorgute grego

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Quando a minha amiga Valentina me enviou o link para o documentário Jerusalem on a Plate do chef Yotam Ottolenghi dizendo que eu iria gostar, eu imaginei que com certeza iria, mas não podia imaginar o quanto. Fiquei absolutamente emocionada. Nunca tinha pensado muito sobre Israel e a mistura de culturas que se entrelaçam no cotidiano daquele país. Nunca parei pra pensar quanta influência, de tantas e tantas cozinhas aquele pais reúne. Fiquei encantada e feliz em descobrir que as receitas dessa viagem do Ottolenghi já foram compiladas num livro. Reservei o meu exemplar de Jerusalem que será lançado aqui nos EUA somente no meio de outubro. Mas pra aplacar a minha ansiedade de ver e fazer as receitas, o jornal The Guardian publicou algumas delas e essa berinjela foi a primeira que eu fiz. O tabule realmente não é novidade, mas o molhinho chermoula foi e é ele que faz toda a diferença nesse delicioso prato. Usei essas lindas e fotogênicas berinjelas listradas que eu tinha comprado naquele mesmo dia no Farmers Market de Woodland

2 dentes de alho amassados
2 colheres de chá de cominho em pó
2 colheres de chá de coentro em pó
1 colher de chá de pimenta vermelha em flocos
1 colher de chá de páprica doce
2 colheres de sopa da casca de um limão em conserva
140ml de azeite de oliva
Sal a gosto
2 berinjelas médias
150g de trigo para kibe [bulgar]
50g de passas pequenas [currants/sultanas]
10g coentro fresco picado
10g hortelã fresco picado
50g de azeitonas verdes picadas
30g de lascas de amêndoas torradas
3 talos de cebolinha picados
1e 1/2 colher de sopa de suco de limão
120g de iogurte grego

Pré-aqueça o forno em 400ºF/ 200ºC. Faça a chermoula colocando numa vasilha o alho, cominho, coentro, pimenta, paprica e limão em conserva, sal e 2/3 do azeite de oliva. Misture bem e reserve.

Corte as berinjelas em fatias bem grossas e faça cortes com a faca em diaginal e depois cruzando, tomando cuidado para pão perfurar até o outro lado. Coloque as fatias sobre uma assadeira forrada com papel alumínio e com uma colher coloque a chermoula por cima de cada fatia. Leve ao forno e asse até as berinjelas ficarem macxias, por uns 40 minutos.

Enquanto isso coloque o trigo de molho em água fervendo e deixe amaciar bem. Coloque as passas de molho em água morna. Escorra o trigo e as passas e misture os dois numa vasilha. Junte o restante do azeite, as ervas picadas, azeitonas, amêndoas, o suco de limão e sal a gosto. Misture bem e reserve.

Na hora de servir, coloque o tabule sobre as berinjelas assadas, coloque iogurte grego por cima, polvilhe com coentro e amêndoas torradas se quiser, tempere com mais azeite de oliva e sirva.

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polenta taragna
com tomate assado

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Os tomates andam abundantes na minha cozinha, como acontece todo final de verão. Além dos que recebo semamalmente na cesta orgânica, ainda compro outros desembestadamente quando vou ao Farmers Market. Preciso aproveitar porque a estação vai acabar em breve e daí eu só comerei tomate fresco novamente no ano que vem.

No sábado o Uriel acendeu a churrasqueira e eu preparei um monte de coisas tudo de uma vez. Gosto de assar ou grelhar os legumes e depois ir usando conforme a conveniência. Neste dia assei num pacotinho de alumínio bem grosso até as uvas bem pequenas do quintal do Gabriel que ele me deu de presente. Eu acho que as uvas assam muito bem com um pingo de manteiga e vinagre balsâmico. Assei também um bocado de tomates, que embrulho em papel alumínio grosso temperado com sal e azeite, e se quiser também uns pingos de vinagre balsâmico. Não precisa assar muito, só deixar o tomate murchar e formar um molhinho.

Depois preparei uma polenta bem mole feita com a taragna, que é o milho misturado com o trigo mourisco [buckwheat]. Você pode fazer a polenta taragna em casa misturando 2 xícaras de farinha de polenta com 1 xícara de trigo mourisco. Mas a minha eu comprei pronta, importada da Itália. Usei um caldo de carne que eu tinha feito em casa. Como quis a polenta bem mole coloquei 4 xícaras de caldo numa panela robusta, temperei com um fio de azeite e sal a gosto e coloquei para ferver. Quando levanta fervura é só juntar 1 xícara da polenta e mexer, mexer, mexer, mexer até ficar na consistência desejada. Desligar o fogo e se quiser pode juntar um punhado de queijo parmesão ralado na massa. Na hora de servir, colocar a polenta bem quente no prato, uma porção dos tomates assados por cima e umas fatias de queijo gorgonzola, que vão derreter quando você começar a comer.

escondido de linguiça

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Escondido não é novidade pra ninguém, mas é pra mim, que só comi uma vez um de carne seca e nem gostei muito porque achei um pouco salgado. Nunca tinha preparado nenhum. E quando resolvi que deveria, me toquei que esse tal de escondidinho é o primo brasileiro da tradicional shepherd's pie, que também tem suas inúmeras versões. O propósito dessa minha receita nem foi fazer um escondidinho per se, mas usar uma super uber hiper rutabaga do tamanho de uma melancia que tinha chegado à minha cozinha via cesta orgânica. Descasquei, cortei em cubos e fiz um purê com ela, cozinhando primeiro em água, depois amassando e acrescentando sal e pimenta do reino a gosto, manteiga e half and half suficiente para dar uma consistência cremosa ao purê. A rutabaga, também conhecida como nabo sueco, parece um cruzamento entre a batata e o nabo. A consistência não é nem muito farinhosa como a batata, nem muito aguada como o nabo.

Depois preparei um refogado com linguiça italiana [usei da Niman Ranch] picada em cubinhos minimos e refogada no azeite com cebola. Juntei vinho e extrato de tomate orgânico. Deixei reduzir bastante e temperei com sal e pimenta vermelha em flocos. No final desliguei o fogo e joguei bastante ciboulettes [chives] e salsinha picadas.

Dai foi só colocar o refogado de linguiça no fundo de um refratário, cobrir com o purê de rutabaga e levar ao forno pre-aquecido em 400ºF/ 205ºC até o recheio começar a borbulhar e o purê ficar dourado. Depois disso remove do forno e serve acompanhado de uma salada bem fresca e leve.

cuscuz paulista

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Eu cozinhei pouquíssimo pras celebrações de final de ano. Fiz tudo bem simples desta vez, realmente! Para o primeiro dia do ano decidi fazer um cuscuz paulista, que pra mim é uma comida com gosto de festa. Lembro dos cuscuzes que minha mãe fazia para os aniversários e que ficavam uma delícia. Como a minha irmã tinha me presenteado com um saco de farinha de milho em flocos, aproveitei a oportunidade. Procurei e achei muitas receitas na web, mas acabei escolhendo uma em inglês, porque as medidas e os ingredientes estavam mais adaptados à minha cozinha. Também considerei essa receita adaptada um achado, pois a autora substitui a farinha de milho pela polenta—uma bóia salva-vidas para muitos expatriados que não tem acesso à farinha brasileira. Um dia testarei. Usei camarões da Flórida no lugar da sardinha em lata e aproveitei para gastar o milho orgânico que recebi no verão e tinha congelado.

1/3 xícara de azeite de oliva
1 xícara de cebola picada
4 ramos de cebolinha picados
4 dentes de alho picados
1 xícara de ervilhas congeladas [deixe descongelar]
1 xícara de milho congelado [deixe descongelar
2 xicaras de tomate picado em lata [usei orgânico fire roasted]
2 xícaras de farinha de milho em flocos
1/4 xícara de salsinha fresca picada
1/3 xícara de azeitonas verdes picadas
4 ovos cozidos—2 fatiados e 2 picados
1 xícara de camarões limpos e descascados
Sal e pimenta do reino moída na hora a gosto.

Unte uma forma grande com um buraco no meio com azeite. Decore o fundo da forma com os 2 ovos cortados em rodelas e fatias de cebolinha [usei chives/ciboulette]. Reserve. Numa panela grande e robusta refogue a cebola, a cebolinha e uma pitada de sal. Deixe apenas suar por uns 6-8 minutos. Adicione o alho e refogue por mais um minuto. Adicione as ervilhas e o milho e refogue por 2 minutos. Adicione o tomate e deixe cozinhar por uns 3 minutos. Coloque os camarões, as azeitonas, os 2 ovos picados e a salsinha picada e deixe cozinhar brevemente. Acerte o sal e junte pimenta do reino moída. Adicione a farinha de milho aos poucos, mexendo sempre com uma colher de pau até formar uma massa bem molhada, porém firme. Coloque essa massa na forma untada e decorada e aperte bem com uma espátula. Cubra e leve à geladeira até a hora de servir. Desenforme e sirva em temperatura ambiente.

costelinha de porco com angu

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É fato que os blogs são o palco iluminado onde exibimos nossas lindamente fotografadas e caprichadamente descritas experiências culinárias. E é fato que os twitters são os bastidores, onde se comenta o antes e durante, as idéias, a execução e os detalhes, nem sempre lindos e brilhantes, quase sempre ilustradas com fotos de celular, sem tanto glamour, mas com o fator do aqui e agora, tudo acontece naquele momento, sem edição, sem brilhantismo e [quase] sem censura. Adoro observar o desenvolvimento de um post para um blog através de um twitter. Geralmente isso também acontece comigo, se bem que muitos dos meus twits nunca acabam no blog. Mas a sensação é basicamente essa—palco versus bastidores.

Foi assim que vi o desenrolar da produção da receita da costelinha com polenta da Maria Rê, que se iniciou informalmente no twitter e terminou brilhantemente bem acabada no blog. Como não ficar com as bichas, participando de todo o processo de execução de uma receita tentadora? Impossível! Portanto, acabei tendo que fazer também a minha versão.

Comprei as costelinhas de porco [baby back ribs] no Farmers Market, de um criador que não maltrata, tortura ou entucha os animais de antibióticos e tranqueiras do gênero. Pedi quantidade para duas pessoas com sobras e ele me deu duas peças. Temperei com suco e raspas de dois limões, três dentes de alho cortados em lâminas finas, 1 pimentinha vermelha seca picada, 2 colheres de sopa de mel e sal defumado. Deixei marinando durante a noite. No dia seguinte, bem cedinho, coloquei as duas peças de costela com a parte do osso virada para cima, em cima de uma grade, em cima de uma assadeira forrada com papel aluminio e coloquei em forno baixo a 200ºF/ 94ºC por três horas. Depois de três horas, subi a temperatura do forno para 350ºF/ 176ºC e assei as costelas por mais duas horas.

Para servir, queria preparar uma polenta molinha, mas na hora H não achei a farinha de polenta nos meus armários, que eu tinha certeza que ainda tinha. Muita raiva de mim mesma, mas desistir jamais. Fiz então um angu—ou o que eu chamei de angu, pois não sei se já comi, fiz ou sei exatamente o que é um angu. Mas fui na definição da palavra: massa espessa, geralmente feita de farinha de milho. Usei cornmeal moído em granulação média. Numa panela coloquei 4 xícaras de caldo de legumes, temperei com sal e um fio de azeite. Levei ao fogo e quando o liquido ferveu, adicionei 1 1/2 xícara de cornmeal e mexi, mexi, mexi com um batedor de arame, até a mistura engrossar e cozinhar. Servi o angu com as costelinhas, que depois de 5 horas de forno estavam se desfazendo.

arroz vermelho com frango amarelo

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Aproveitei que a Neide está em Portugal, se deliciando com azeites, azeitonas e tudo mais que aquele lindo país tem a oferecer, para tomar posse de uma das suas receitas. Coincidentemente tinha comprado dois pacotes de arroz no inicio do mês—um de arroz proibido, que a Neide disse ser o arroz negro produzido no Brasil e outro de arroz vermelho butanês, que parece muito similar ao arroz vermelho do Pantanal, que a Neide usou nessa comidinha brejeira. Tinha preparado o arroz proibido, que servi com salmão selvagem, comemos e adoramos, eu fotografei tudo, só pra depois deletar as fotos da câmera num daqueles acidentes sem explicação plausível. Mas o arroz vermelho do Butão eu ainda não tinha preparado. A receita da Neide chegou no melhor momento. Aproveitei também para fazer o franguinho com açafrão da terra. Foi até engraçado, pois o Uriel se serviu, olhou pra comida, olhou pra mim e perguntou quase incrédulo—é frango? Porque realmente não temos consumido muita carne por aqui. Mas esse prato, preparado com peito de frango caipIRRa, ficou realmente delicioso. Um treat, que acompanhou muito bem o saboroso e substancioso arroz vermelho.

serve 3 pessoas
Arroz vermelho do Butão
1 xícara de arroz vermelho
2 colheres de chá de óleo de semente de uva
2 dentes de alho finamente picados
2 xícaras de água quente
1/2 colher (chá) de sal
Lave bem o arroz e reserve. Aqueça o óleo numa panela e doure aí o alho. Coloque o arroz e refogue, mexendo, até aquecer. Junte a água quente, o sal. Deixe ferver, abaixe o fogo e tampe a panela. Deixe cozinhar até secar toda a água e o arroz ficar macio.

Peito de frango com cúrcuma
250 g de cubos de peito de frango
1/2 colher (chá) de sal
Pimenta-do-reino a gosto
1 colher (sopa) de suco de limão
1 colher (chá) de cúrcuma em pó—açafrão-da-terra/tumeric
2 colheres (chá) de maisena
1 colher (sopa) de óleo de pequi [*usei o de nozes]
1 colher (sopa) de azeite
1 cebola fatiada
2 pimentas vermelhas sem sementes, em tiras (opcional)
2 colheres (sopa) de salsinha picada [*usei coentro]
Numa tigela, tempere os cubos de frango com sal, pimenta-do-reino e suco de limão. Misture bem. Junte a cúrcuma misturada com a maisena e misture com as mãos para que todos os pedaços fiquem impregnados. Em volta de cada pedaço deve formar uma camada úmida. Numa frigideira antiaderente aqueça o óleo de pequi com o azeite em fogo alto e junte o frango. Mexa até os pedaços ficarem dourados. Coloque na frigideira a cebola, as pimentas, se for usar, e refogue até que fiquem macios. Junte cerca de meia xícara de água quente, chacoalhe bem e assim que ferver, desligue o fogo. Prove o sal e corrija, se necessário. Junte a salsinha e sirva com o arroz vermelho.

espetinhos de bolinho de carne

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A idéia original para estes bolinhos estava na revista Food & Wine e eram mais como porpetas, tipo italiano, servidos com queijo parmesão ralado por cima. Eu decidi fazer de outra maneira, para poder servir com o molho tsatsiki. Temperei a carne com cebola picadinha, za'atar e um fio de azeite. Modelei as bolinhas e assei. Depois montei os espetinhos com dois bolinhos em cada, intercalados por meio tomatinho orgânico. Servi com o molho de iorgute & pepino.

aspargos com ovos, bacon e molho aïoli

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Com os aspargos que recebi na semana passada, adaptei esta receita para fazer deles uma refeição completa. Mudei a maneira de cozinhar o aspargos, que fiz no vapor. Fiz ovos cozidos, ao invés de fritos e usei a minha tática no microondas para obter o bacon torradinho. Essa deve ser a única verdadeira utilidade do meu microondas, pois eu acho que fritar bacon empesteia a casa com, hmhm, um cheiro de bacon. Assim não faz sujeirada e é super rápido.

Forre um prato largo com folhas de papel e coloque as fatias do bacon esticadas, uma ao lado da outra. Cubra com mais papel e coloque no forno por 5 ou 6 minutos. Remova, deixe esfriar, jogue fora o papel e use o bacon. Ele fica crocante, fácil de esmigalhar e usar em receitas como essa ou em qualquer outra.

10 aspargos — lave, remova a ponta dura do final e cozinhe brevemente no vapor
4 fatias de bacon, fritas ou microondeadas
1 colher de sopa de vinagre balsamico
2 ovos cozidos [ou fritos, se quiser]
Fatias de pão rústico tostadas na frigideira

molho aïoli
1 dente de alho
1 gema de ovo * eu uso cozida
2 colheres de chá de mostarda doce alemã ou outra a gosto
2 colheres de sopa de suco de limão
2 colheres de sopa de suco de laranja
½ tcolher de chá de sal
¼ xícara de Parmigiano Reggiano ralado na hora
½ xícara de azeite extra-virgem

Coloque todos os ingredientes num mini-processador, menos o azeite, e pulse até tudo ficar bem incorporado. Vá juntando o azeite aos poucos e pulsando. Se fizer com gema crua, pode cozinhar o molho num double-boiler por 5 minutos. Eu prefiro fazer com gema cozida. Sei lá, tenho nojinho da gema crua.

Para montar o prato, coloque os aspargos, regue com o vinagre balsamico, coloque os ovos, salpique tudo com o bacon esmigalhado e se quiser [eu quis] sapique com mais parmegiano ralado. Sirva o aïoli num potinho ou derrame sobre os aspargos, conforme o gosto do freguês. E não esqueça das fatias de pão rústico, para completar o prato.

Italian pot pies

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A nossa entrada no horário de daylight saving renovou meus ânimos no final da tarde, já que agora chego em casa do trabalho ainda com sol. Sei que é apenas uma ilusão, mas parece que cheguei em casa mais cedo e portanto sinto que tenho mais tempo. Somou-se a isso o fato da cesta orgânica desta segunda-feira já estar me esperando no chão da cozinha, gentileza incrível feita pelo meu marido, que até me animei para preparar um rango diferente.

Minhas revistas e livros têm post-it coloridos colados para marcar as receitas que gostei e que prentendo um dia fazer. Naquele final de tarde ensolarada, abri a primeira revista da pilha, puxando pelo primeiro post-it cor de rosa choque que vi e dei de cara com essa receita—prática, fácil e super interessante. Foi ela que eu fiz para o nosso jantar. Saiu da revistinha Everyday Food, edição de dezembro de 2008.

Faz 4 porções.

Para o refogado:
1 colher de sopa e azeite
1 cebola média picadinha
2 cenouras picadinhas
Sal grosso e pimenta moída a gosto
450 gr de carne moída
2 xícaras de molho de tomate

Pré-aqueça o forno em 450ºF / 232C e coloque a grade na posição mais baixa dentro do forno. Numa panela, faça um refogado com o azeite, a cebola e a cenoura. Adicione a carne e refogue bem. *Eu adicionei a parte verde de um scallion cortadinha e um punhado de azeitonas pretas secas. Quando a carne estiver bem cozida, acrescente o molho de tomate. Deixe refogar mais alguns minutos e desligue o fogo.

Para a massa:
1 xícara de farinha de trigo
1/4 xícara de queijo parmesão ralado
1 1/2 colher de chá de fermento em pó
1/4 colher de chá de alecrim seco
4 colheres de sopa de manteiga derretida
1/2 xícara de leite integral

Misture a farinha, o queijo, o fermento e o alecrim esmigalhado com as mãos, batendo com um batedor de arame. Faça um buraco no meio da mistura da farinha e coloque ali a manteiga derretida e o leite. Misture até formar uma massa. Numa forma forrada com papel alumínio, coloque quatro ramequins e distribua o refogado de carne. Cubra com a massa e leve ao forno por mais ou menos 10 minutos, até a massa ficar douradinha. Sirva imediatamente.

noodles com brócolis

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A frase pode até ser chavão, mas é verdadeira—cozinhar é uma arte. Muitas vezes percebo minha cozinha como uma oficina, onde vou criar um prato comestível, o produto final que poderia ser um quadro, uma escultura, uma peça de cerâmica, uma colagem ou uma montagem interativa. Eu não entendo muito de arte, nem do processo da sua produção ou análise. Mas tenho essa inclinação natural para apreciar e admirar a beleza extraordinária da materia prima que usamos para cozinhar. Nunca me canso de contemplar as lindas formas e cores das verduras, legumes, grãos e frutas, que metaforicamente são minhas tintas, quando me ponho a pintar o canvas em branco do jantar do dia.

Para o jantar desse dia a inspiração era, como sempre, zero! Não é muito comum eu chegar em casa já com uma idéia para o jantar. Normalmente fico o dia inteiro bloqueada, até entrar na cozinha no inicio da noite e começar a abrir armários e geladeira. Também não sou organizada o suficiente para planejar o menu da semana e comprar ingredientes de acordo. Meu guia é o conteúdo da cesta orgânica semanal. É a partir dali que escolho seguir um caminho ou outro. São os legumes e verduras que estão na bancada da cozinha ou na geladeira que definem o menu do dia.

Foi o brócolis que orientou a concepção desse prato de massa. Usei um maço de brócolis, que separei os floretes e folhinhas e ralei os talos no mandoline. Usei um restinho de frango assado, que piquei em cubinhos bem pequenos. Depois foi natural juntar um punhadinho de tomates secos, também picados. Pensei um pouco se deveria ou não acrescentar um outro punhadinho de azeitonas pretas. Decidi por acrescentar e não me arrependi. Numa panela grande e funda coloquei bastante água com sal para ferver e cozinhei ali uns noodles feitos com farinha de spelt. Enquanto os noodles cozinhavam, refoguei o brócolis em bastante azeite. Só o tempo suficiente para os floretes cozinharem, mas sem deixá-los perder a crocância. Acrescentei os outros ingredientes, mais sal grosso e floquinhos de pimenta vermelha a gosto. Depois foi só juntar o refogado de brócolis aos noodles cozidos e escorridos, ralar bastante queijo parmesão para salpicar por cima do prato, servir e comer.

Pena que essas obras de arte diárias que produzimos nas nossas oficinas-cozinhas não são preservadas e têm um tempo de existência bem curto. Como os minuciosos mandalas de areia tibetianos, nossos lindos pratos coloridos também desaparecem, mastigados e devorados avidamente pelos comensais famintos. Para rebater esse ritual ciclico de impermanência, temos a sorte de poder usar nossas câmeras fotograficas e assim registrar a beleza desse nosso trabalho, que é o resultado de toda a nossa dedicação, para a posteridade.

risoto de erva-doce & laranja

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Foi a Marianne que me deu a idéia desse risoto, quando ela contou que tinha feito um com a metade do bulbo da erva-doce que ela tinha levado na outra semana. Fiz seguindo a receita básica—quatro xícaras de liquido, para cada xícara de arroz. Refoguei a erva-doce na manteiga. Cortei o bulbo no mandoline e usei também os caules e os raminhos. Depois refoguei o arroz e acrescentei uma xícara de suco de laranja [substituindo o vinho]. Depois as três xícaras de caldo de legume quente, até o arroz ficar pronto. Juntei raspas da casca de duas laranjas pequemnas. Daí foi só acertar o sal, deixar descansar uns minutinhos e servir, com ou sem queijo parmesão ralado.

torta de alcachofra & milho

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A idéia para essa torta nasceu de uma receita de entrada de alcachofra e queijo de cabra da revista Bon Appetit e acabou se transformando num outro prato, resultado também da minha vontade de fazer uma limpa no congelador. Eu não gosto de deixar coisas congeladas por muito tempo, pois acho que o congelamento compromete a qualidade e o sabor. Tenho alguns sacos de milho congelados no meio do verão e queria começar a usá-los. Também tinha uma massa de torta feita com farinha de spelt orgânica. Juntou tudo e voilá—criou-se uma deliciosa torta!

Descongele o milho e os corações de alcachofra. 2 xícaras de milho e 1 xícara de corações de alcachofra. Numa panela derreta 2 colheres de manteiga e refogue ali um dente de alho picadinho. Junte o milho e a alcachofra e refogue por uns minutos. Tempere com sal, pimenta branca moída, cebolinha picada e gotas de limão. Junte 1/4 de xícara de creme de leite fresco e depois umas 4 fatias de queijo de cabra. Refogue rapidamente até o queijo derreter e formar um creme. Pré-aqueça o forno em 400ºF/ 205ºC. Coloque o creme de milho e alcachofras numa massa preparada—usei uma feita com farinha de spelt orgânica e coloque para assar, até o recheio começar a borbulhar e ficar levemente gratinado. Sirva essa torta quente ou fria.

navarin de carneiro

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Esse é um prato típico da primavera, mas eu não quis nem saber e fiz para recepcionar o inverno, que está se instalando confortavelmente por aqui. Adaptei uma receita do Mastering the Art of French Cooking da Julia Child. Usei menos legumes—apenas cenouras, batatas e rutabagas. Na receita original vai também cebolas pequenas e ervilhas frescas.

1 quilo e meio de carne de carneiro
4 colheres de sopa de óleo
1 panela grande e funda que possa ir ao forno—embora eu tenha feito a receita no fogo, a Julia Child recomenda o forno, então fica ao critério do cozinheiro.

Corte o carneiro em cubinhos, seque bem com papel e frite bem no óleo até eles ficarem dourados. Salpique a carne com 1 colher de sopa de açúcar e mexa bem, sobre o fogo, até eles ficarem caramelizados. Tempere com 1 colher de chá de sal, 1/4 de colher de chá de pimenta do reino moída e três colheres de sopa de farinha de trigo. Refogue por uns minutos e então junte:

3 xícaras de caldo de carne * usei de legumes
350gr de molho de tomate puro ou 3 colheres de sopa de extrato de tomate
2 dentes de alho esmagados
1/4 colher de chá de tomilho ou alecrim
1 folha de louro

Se for colocar no forno, deixe ele pré-aquecido em 350ºF/ 176ºC. Eu fiz no fogo mesmo, deu certinho. Tampe a panela e deixe cozinhar em fogo de médio pra baixo por mais ou menos 1 hora. Depois disso acrescente os legumes:

De 6 a 12 batatas em pedaços
6 cenouras descascadas em pedaços
6 rutabagas descascados e cortados em pedaços
12 pequenas cebolas descascadas *omiti

Misture os legumes com o molho e a carne e continue cozinhando, no fogo ou forno, até os legumes ficarem cozidos e molinhos. Corrija o sal se necessário. Se for acrescentar as ervilhas frescas, faça no último minuto, dando uma fervida nelas antes. Eu não fiz. Sirva em seguida. Eu servi acompanhado de couscous, mas um pão rústico também seria uma ótima opção.

risoto de limão [cravo]

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Aproveitei que estou sozinha para fazer uma receita que estava me tentando e cutucando há um tempo—risoto com limão cravo. O Uriel já demonstrou de maneiras impliícitas e explícitas que não é nem um pouco fã desse prato, que eu faço pouquissimo porque pra falar a verdade, também não considero um dos meus favoritos. Mas um arroz quentinho e cremoso com gostinho de limão numa noite outonal de sexta-feira é mais do que um bom motivo para dar mais uma chance para o risoto e botar a mão na massa.

Fiz uma quantidade suficiente para uma pessoa esfomeada:
1/2 xícara de arroz arboreo
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de cebola bem picadinha
1/4 xícara de vinho branco
2 xícaras de caldo de legumes aquecido
Sal a gosto
2 colheres de sopa de queijo asiago ralado
1 limão cravo pequeno—casca ralada e suco espremido.

Numa panela robusta refogar a cebola rapidamente na manteiga, acrescentar o arroz [sem lavar!] e refogar por alguns minutos. Jogar o vinho no arroz e ir mexendo bem, em fogo médio, até o liquido evaporar. Daí vai acrescentando o caldo de legumes quente aos poucos—de meia em meia xícara, e mexendo sempre, até o liquido evaporar. Depois que acrescentar a última parte do caldo, adicione o queijo, mexa bem para encorporar, salgue a gosto, desligue o fogo e adicone o suco e raspas do limão. Mexa para incorporar, tampe a panela por alguns minutos, enquanto põe a mesa, e sirva o arroz fumegante imediatamente.

tarte tatin de tomates

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Acho que esta será a última receita com tomates que eu vou publicar aqui este ano. Eles ainda continuam chegando, mas eu já quero começar a dar vazão às receitas outonais. Até o próximo ano, tomates! Ponto final. E essa tarte tatin de tomates teve uma história. Primeiro eu fiz exatamente como estava explicado numa receita que vi no The New York Times e achei o resultado detestável. Os tomates estão extremamente maduros e doces, e o processo de caramelização deixou a torta açucarada demais pro meu gosto. Eu comi, mas não achei que iria vingar algo blogável. Passaram-se muitos dias e dezenas de tomatinhos já estavam acumulados novamente, empilhados na bancada da minha cozinha. Resolvi dar mais uma chance para esta receita, mas desta vez resolvi mudar os detalhes que não gostei e fazer do meu jeito, eliminando a caramelização com açúcar. Usei apenas o azeite e o vinagre e ficou muito melhor. Também não usei cebola. Se alguém quiser testar a receita original, ela está AQUI.

1 circulo de massa folhada [* usei a Puff Pastry]
Muitos tomatinhos maduros
Um punhado de azeitonas pretas
Folhas de tomilho fresco
Sal grosso e pimenta do reino branca moída a gosto
Azeite e vinagre Jerez [Sherry vinegar]

Pré-aqueça o forno em 425 ºF/ 220ºC. Numa frigideira que possa ir a forno coloque um pouco de azeite, ajeite os tomatinhos cortados ao meio e frite em fogo médio, até eles começarem a caramelar. Tempere com sal e pimenta a gosto. Quando os tomates estiverem borbulhantes e soltando um liquido caramelizado, coloque as azeitonas, espalhe as folhas de tomilho e regue tudo com algumas gotas de vinagre Jerez. Não exagere, senão fica muito ácido. Deixe refogar mais uns minutos, remova a massa folhada da geladeira e cubra os tomates com ela, cuidando para que a borda fique bem fechada. Coloque no forno pré-aquecido e asse por mais ou menos 20 minutos ou até a massa ficar crocante e dourada. Retire do forno, deixe esfriar um pouco, passé uma faca pela borda e vire a torta num prato. Sirva morna ou fria.

frango com queijo brie

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Receita da sempre prática revista Everyday Food. É ótima para jantares corridos de dias de semana, quando não dá nem pra pensar em fazer coisas com muitos ingredientes e muitos passos. Pra fazer esses filés enrolados para duas pessoas, você vai precisar de:

2 filés de frango —eu uso o do frango caipira
2 fatias grossas de queijo brie
4 colheres de sopa de espinafre cozido [pode usar o congelado]
Eu não tinha espinafre, então usei pedacos de coração de alcachofra, mas quero refazer usando a verdura da receita original
Sal e pimenta a gosto
Mostarda amarela preparada

Abra os filés, cortando ao meio com uma faca. Tempere com sal, pimenta e uma camada fina de mostarda. Espalhe o espinafre—no meu caso, ajeitei a alcachofra—coloque a fatia de queijo e enrole. Coloque numa forma refratária ou forrada com papel alumínio. Asse no broiler, em fogo baixo, por uns 15 minutos.

Gostei da idéia de usar o broiler, porque assim esquenta menos a cozinha. Mas pra quem não tem o broiler, a parte do forno que acende em cima, pode assar no forno normal.

Eu servi com arroz basmati integral cozido no caldo de cogumelos.

A foto está um horrore, tirada dois segundos antes do ataque, mas serve ao menos para dar uma idéia da cara apetitosa—embora não fotogênica, desse rango brejeiro.

Este post estava engatilhado, esperando sua vez de ser publicado. Ainda não vesti o avental da cozinheira, mas estou voltando devagar.

chili con naranja

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A Alison me deu a dica de uma receita do livo Joy of Cooking—Caribbean chili. Fiquei tri-animada com a idéia de um feijão temperado com citrus, mas comecei meio com o pé esquerdo, pois já sabia que não tinha alguns ingredientes, como a laranja ou o coentro. Mas mal sabia eu que a situação iria evoluiur para a ausência total de receita. Com meus poderosos óculos, curvada na bancada da pia, com a luz mais forte iluminando o livro, i-swear-to-god, procurei naquele índice micro-minúsculo por chili, por feijão, por feijão preto, por tudo que pudesse me indicar o caminho da verdade, mas não achei necas de pitibiriba.

Então resolvi fazer o chili com uma receita da minha cachola mesmo. Refoguei cebola picadinha no azeite, joguei o feijão flor de mayo já cozido com o caldo, mais um pouco de caldo de legumes. Piquei um tanto de gomos de tangerina [teria que ser laranja, mas], raspei cascas de uma laranja vermelha e um limão, mais o suco do limão, chili pepper em pó, cominho em pó e um pouco de noz moscada ralada na hora. Cozinhou até dizer chega. Acertei o sal, jogue salsinha picada [era melhor coentro]. Servi quentíssimo com um triangulo de corn bread. Comi demais—coisa que eu detesto fazer à noite.

O corn bread tirei do Joy of Cooking, já que estava com eles abertos [chequei a edição velha e a nova, atrás do tal chili]. Também não tinha uns ingredientes pra essa receita, mas nessa altura do campeonato nada mais importava, pois eu já estava irada e pronta pra rodar uma baiana e desafiar o Mario Batali no Iron Chef America.

skillet corn bread

Pré-aqueça o forno em 400ºF/205ºC. Unte uma frigideira grossa de ferro [skillet] com manteiga. Numa vasilha misture:

1 1/4 xícaras de cornmeal amarela * eu não tinha, usei a azul
3/4 xícara de farinha de trigo *o rato furou o saco, usei uma integral
2 1/2 colheres de chá de fermento em pó
2 colheres de sopa de açúcar *pode pôr até 4 se gostar mais doce
3/4 colher de chá de sal

Adicione então:
2 ovos batidos
2 ou 3 colheres de sopa de manteiga derretida, gordura de bacon ou óleo vegetal * usei 2 colheres de óleo vegetal
1 xícara de leite

Misture bem, eu joguei um pouco de queijo ralado, coloque na frigideira e ponha no forno. Asse por uns 20 minutos, até que a massa esteja firme como um bolo.

cassoulet de grão de bico

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Meu irmão é um apreciador da boa mesa e já comeu de tudo, em muitos lugares do mundo. Ele contando de um cassoulet de feijão branco com pato que comeu na França me deu uma idéia para o jantar. Nesse frio, queremos comer coisas quentes e substanciosas, para aquecer o corpo, dar sustância. O cassoulet é uma comida perfeita pro inverno. Fiz com grão de bico, que cozinhei "from scratch", a partir do grão seco, porque os de lata se fesfazem durante o cozimento. Usei bacon, uma dessas linguiças com recheio de tomate seco e sei lá mais o que, e uma peça de smoked pork shank, que dá um sabor especial ao guisado. Alho refogado, louro e salsnha fresca no final. Sal e pimenta do reino a gosto. Voilá!




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