[ eating hot dogs ]

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pãezinhos de maçã e passas

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Mais de 40 anos se passaram desde a última vez que devorei um desses pãezinhos. Era uma alegria quando minha mãe pedia pra cozinheira fazê-los. Eu adorava a maçã assada com as passas e sempre removia a casquinha de açúcar, porque essas doçuras nunca foram minha predileção. Lógico que na minha casa havia livros publicados pelo Açúcar União. Que casa que não tinha? Era desse volume que os deliciosos pãezinhos se materializavam pelas mãos da cozinheira Cida. Mas esse livro que eu tenho não é herança de família. Pelo menos não da minha família. Há alguns anos várias caixas de papelão com doação de livros chegaram na minha garagem e esse estava entre eles. Foi o único que eu peguei pra mim, só por causa dessa receita. Deixei o livro por anos aberto na página dela e finalmente decidi fazê-la pela primeira vez. A minha versão ganhou o toque especial do açúcar de grapefruit na massa, mas ficaram igualzinhos aos que eu comia na minha infância. Devorei muitos, removendo a casquinha de açúcar, e matei aquelas lombrigas que estavam me atormentando há mais de 40 anos!

para a massa
2 tabletes de fermento biológico fresco [*usei dois envelopes]
4 colheres de sopa de manteiga
1 xícara de água morna
2 ovos caipiras
1 xícara de açúcar [*usei um açúcar de grapefruit feito exatamente como este de limão]
7 xícaras de farinha de trigo
1 colher chá de sal
3 colheres de sopa de manteiga derretida
1 xícara de uvas passas
2 e 1/2 xícaras de maçãs descascadas e fatiadas finas

para o glacê
2 xícaras de açúcar de confeiteiro
4 colheres de sopa de leite

Numa vasilha grande dissolva o fermento na água, junte o açúcar, o sal, a manteiga, os ovos e aos poucos a farinha. Sove bem, cubra com um pano e deixe crescer em lugar escuro por uma hora ou até a massa dobrar de volume. Abra a massa com um rolo , pincele com a manteiga derretida, cubra com as maçãs e salpique as passas. Corte a massa em quadrados e enrole cada um de ponta a ponta. Coloque os pãezinhos numa assadeira forrada com papel vegetal, leve ao forno desligado e deixe crescer novamente por mais uma hora.

Pré-aqueça o forno em 365ºF/ 185ºC. Coloque as assadeiras com os pãezinhos e asse até ficarem levemente dourados. Remova do forno, deixe esfriar uns minutos e cubra com o glacê, que é apenas o açúcar misturado com o leite.

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the antique fair/ Ten22

em marçoem marçoem março
em marçoem marçoem março
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em marçoem marçoem março

Finalmente descobrimos uma feira de antiguidades que acontece mensalmente bem perto de nós. É a antique fair de Sacramento, montada num espaço enorme bem debaixo da freeway onde mais de trezentos vendedores expõem suas relíquias. Levamos bem umas três horas para ver quase tudo. Fomos na do mês de março [quando tirei essas fotos] e já voltamos na de abril. Vende-se muito cacareco, mas também tem bastante coisa divertida e interessante. Eu sempre consigo achar umas coisinhas legais. No domingo em março saimos da feira verdes de fome, depois de horas de camelança, e acabamos indo almoçar num restaurante instalado num ponto bem turístico da cidade—Old Sacramento. Lembro do fuzuê em torno desse Ten22 quando lá era apenas um nightclub, num investimento feito por um dos jogadores do time de basquete da cidade. Hoje ele virou um restaurante da linha farm-to-fork, usando ingredientes locais e sazonais. Eu gostei do ambiente e da comida, que muito caprichada e super gostosa. Ou seria o apenas efeito do horário e da fome? Pisc! Não, estava muito bom mesmo!

The Little Whirlwind [1941]


tudo por uma fatia de bolo

food & hollywood XVI

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Clark Gable & Carole Lombard
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Bette Davis & hubby
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Natalie Wood
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James Stewart
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Clark Gable & Judy Garland
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Bonita Granville, Helen Parish
& Judy Garland

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Clara Bow

Save the Bones for Henry Jones


[Nat King Cole & Johnny Mercer]

♪ ♫ we’re gonna have a supper we’ll eat some food that’s rare and at the head of the table we’ll place brother henry’s chair invite all the local big dogs we’ll laugh and talk and eat but we’ll save the bones for henry jones ‘cause henry don’t eat no meat
today i’ll go to market buy up a lotta fish well, that will thrill brother henry ‘cause fish is his special dish get a large can of molasses have something really sweet but we’ll save the bones for henry jones ‘cause henry don’t eat no meat ♪ ♫
henry is not a drinker he rarely takes a nip he don’t need a napkin ‘cause the things he eats don’t drip – blip! one day we had a banquet it really was a bake they started off with short ribs then finished off with steak but when the feast was over brother henry just kept his seat and we served the bones to henry jones ‘cause henry don’t eat no meat ♪ ♫
♪ ♫ our banquet was most proper right down to demitasse from soup to lox and bagels and pheasant under glass – class! we thought the chops were mellow he said his chops were beat – reet! we served the bones to henry jones ‘cause henry don’t eat no meat he’s an egg man henry don’t eat no meat he loves a pullet henry don’t eat no meat a vegetarian henry? coming mother! soup’s on

velharias—love

velharias lovevelharias love
velharias lovevelharias love
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velharias lovevelharias love
velharias lovevelharias love
velharias lovevelharias love
velharias lovevelharias love
velharias lovevelharias love
velharias lovevelharias love

Não sei exatamente quando comecei esse meu hábito de encaroçar lojas de antiguidade, mas hoje virou um divertimento comum—meu e do Uriel. Se passamos por uma, precisamos parar para olhar. E encontramos de tudo, desde as lojas super incríveis e bem decoradas, lotadas de preciosidades com preços exagerados, até os muquifos desorganizado que mais parecem um junkyard. Sempre achamos algo legal e que dá pra comprar. Essas lojas, além de divertidas, também são ultra fotogênicas. Faço uns cliques aqui e ali sempre que possível e quando não tem alguém avisando que não pode fotografar [bem raro]. Essas fotos são uma compilação de algumas lojas que visitamos em San Francisco e no Sonoma wine country no ano passado.

[ tasting ]

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Mary Pickford

Pittock Mansion — Portland

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No segundo dia em Portland fomos visitar uma mansão histórica que fica numa linda área de mata em cima de um morro. A Pittock Mansion foi contruída em 1914 pelo pioneiro e enpreendedor Henry Pittock. Nascido na Inglaterra, Pittock imigrou para a Pennsylvania e em 1853 com 19 aos pegou uma daquelas carruagens que levava famílias e aventureiros para desbravar o oeste. Pittock chegou ao Oregon, onde começou a trabalhar num jornal do qual acabou dono depois de alguns anos. A casa super moderna, apresentando uma mistura dos estilos inglês, francês e turco, dá uma visão panorâmica maravilhosa da cidade de Portland, com vista para todas as montanhas ao redor. Não posso negar que uma das coisas que eu mais gosto de fazer e que mais me entretem é visitar casas antigas. Essa me fez voltar na sala de jantar e cozinha ums mil vezes. Não é uma casa ostensiva, mas é bem ampla e confortável, com um engenhoso sistema de aquecimento e de intercom. Eles não mantinham muitos empregados e contratavam diaristas. Dá pra ver a lavanderia, a area de geladeira que era separada da cozinha, a despensa, a área do mordomo com ármários com as louças. Nem tudo na casa é original da família, pois quando a casa foi vendida na década de 60 muita coisa se perdeu. Mas quando um objeto ou móvel é original tem um pequeno cartãozinho com o logo da mansão alertando. No andar de cima fiquei muito impressionada com o quarto montado numa espécie de varanda, arejado o suficiente para ajudar os enfermos com a tuberculose, uma doença bem comum na época. E com os banheiros, absolutamente modernésimos, com chuveiros super high-tech. Não fotografei a casa por fora, porque ela estava em obras. Visitamos também a casinha do caseiros [últimas duas fileiras de fotos] que achei uma gracinha, com a cozinha mais fofa do mundo. A casinha tem dois andares e está também cuidadosamente preservada. Seguindo o guia você aprende não somentes fatos sobre a família que viveu lá, mas também sobre a cidade. Os jardins da mansão são maravilhosos e dá pra passar muitas horas lá, dentro e fora, também num pequeno museu montado no subsolo da casa, onde se faziam as festas e hoje mantém um acervo de rádios, vitrolas, gramofones, fonógrafos, televisões e outras fontes de entretenimento audio-visuais.

[ nhoc nhoc nhoc ]

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Gary Cooper
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Clara Bow

the lunch counter

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The lunch counter @ J. J. Newberry — Tampa, Florida [1941]

kitchen—1949

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Gosto de tudo nessa foto. Além da geladeira e da cozinha minúscula tipo corredor, gosto também da sandália, da saia estampada, do cabelo. ♥

cups & saucers

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Uma das coisas que mais gostamos de fazer é encaroçar em lojinhas de antiguidades. Vamos regularmente nas de Woodland, que são muito boas e têm preços acessíveis. E quando estamos viajando tamnbém paramos nas lojinhas que encontramos pelo caminho. No sábado demos um pulinho na lojona da Main Street e fiquei olhando xícaras. Cliquei as que mais gostei para assim poder olhar, olhar, pensar, pensar. Acho que voltarei lá para comprar uma delas. Qual será?

Zito’s Bakery

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[New York, 1937, photo by Berenice Abbott]

the spice rack

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A minha casa tem inúmeros detalhes incomuns. Algumas coisas te deixam pensando pra que será que serve [serviu] isso? Certamente o detalhe mais intrigante é o cômodo com porta de ferro construído num dos cantos do basement. Muita gente já palpitou—é um bomb shelter, é compartimento para guardar munição, é câmera fria para guardar mantimentos, eteceterá eteceterá. Mas ainda não esclarecemos o mistério.

Outra coisa que me intrigou foi esse armarinho numa das paredes da minha cozinha vintage. Pela cara da coisa acabei concluindo que fosse para se guardar temperos. Não consegui imaginar outra possibilidade de uso para esse espaço estreito e longo. E foi lá que ajeitei todos os meus vidrinhos de pozinhos, ervinhas e especiarias.

A questão foi clarificada quando uma amiga veio me visitar. Ela olhou para o armário e disse—Fer, isso aí é uma tábua de passar roupa embutida! Quer dizer, era. Ali tinha uma tábua, daquelas que abria e fechava. Como era muito comum nas casas dos tempos antigos. Passava-se roupa na cozinha, mas a tábua e o ferro ficavam escondidos nesse armarinho engenhoso. Fez todo o sentido, tem até uma tomada elétrica numa altura pouco comum e uma placa de metal para apoiar o ferro. Com o passar dos anos a tábua foi removida e acrescentaram umas madeiras extras para fazer as prateleiras. Bingo!

Orphan's Picnic [1936]

a cozinha moderna — 1942

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clique nas fotos para ver o original

The Gibson house

the gibson housethe gibson house
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the gibson housethe gibson house
the gibson housethe gibson house
the gibson housethe gibson house
the gibson housethe gibson house

Um dos melhores passeios pra mim é visitar casas antigas transformadas em museus. Na semana passada conhecemos a Gibson mansion que pertenceu a um fazendeiro que chegou em Woodland na metade do século 19. Ele chegou com uma mão na frente e outra atrás e foi progredindo. A casa, que inicialmente tinha apenas um cômodo, foi progredindo também até virar uma construção imponente de dois andares. Hoje ela fica praticamente no meio da cidade, mas no inicio aquela localização era considerada longe de tudo, no meio do campo. Na imensa propriedade o Sr Gibson criava gado, cavalos, cabras, ovelhas e veados [sim, veados, mas esse empreendimento não deu certo]. Hoje a casa foi transformada num museu daqueles que eu mais amo, porque você pode entrar em todos os comôdos, ver e tocar [com cuidado] todos os objetos, abrir gavetas, portas, tirar fotos. Como essa área teve uma grande imigração asiática durante o período da corrida do ouro, o museu recebeu muitas doações das famílias chinesas e tem muita coisa intertessante, desde porcelana até trajes típicos da época feitos de seda e bordados. Adorei visitar a casa da família Gibson e no dia em que fomos estava tendo uma festa da cidade e muitos voluntários estavam disponíveis e animados para contar histórias e responder perguntas. Essa casa em Woodland é bem parecida com essa pensão que visitamos no Colorado uns anos atrás. É realmente sensacional a maneira como o passado é cuidadosamente preservado, mesmo nos detalhes rotineiros e que parecem não ter muita importância histórica.

in the old [old] houses

Quando tomamos a decisão de mudar para Woodland, eu fiquei um pouco receosa de vir morar numa cidade mais tradicional, contrastando com a atmosfera liberal que sempre vivenciei em Davis. Eu sabia que aqui iria ser diferente—sem as hordas de estudantes jovens e moderninhos, sem a população internacional itinerante, sem o farmers market bacanão e ultra famoso, sem as festas da universidade, eteceterá, eteceterá. Na época duas pessoas me falaram coisas que na hora não fizeram tanto sentido, mas que agora estão fazendo. Primeiro foi o mocinho que fez a inspeção da venda da nossa casa em Davis que me disse—vá para Woodland com a cabeça aberta, que tenho certeza que lá você vai encontrar a sua tranquilidade. E depois foi o meu marido que me disse—você vai fazer com Woodland o que fez com Davis, vai descobrir mil coisas legais e escrever sobre elas no blog, vai até deixar gente com vontade de vir conhecer a cidade. Não sei se Woodland entraria no badalado circuito turistico internacional, mas eu com certeza encontrei aqui muita coisa que nem estava procurando.

Essas fotos logo abaixo são de um passeio que fizemos em setembro de 2011 pela nossa vizinhança. É um evento já bem estabelecido e que acontece todos os anos, chamado de Stroll Through History. Durante um dia as pessoas fazem excursões pelo centro e vizinhanças históricas da cidade. Os visitantes andam pelas ruas acompanhados de arquitetos e historiadores, que vão contando histórias sobre a cidade e sobre as casas e as diferenças de estilo e de época. Temos muitas casas vitorianas aqui em Woodland e muitas são extremamente bem preservadas. E outras tantas casas de muitos outros estilos. Uma delas é a minha, construída em 1948 em estilo inglês colonial. Mas o mais legal desse evento é que muitas casas abrem para o público pagante e podemos entrar nelas e xeretar por dentro. Elas são super bem decoradas, algumas com mistura de coisas antigas e novas, outras bem tradicionais, com a proprietária velhinha te recebendo na sala e contando histórias de família. Em muitas das casas somos recepcionados pelos donos e voluntários do evento vestidos de acordo com a moda da época. No quintal tem bandas tocando música, você pode até dançar. Visitamos todas as casas do circuito, mais as que estavam abertas para venda e duas extras, que o guia arquiteto descolou para o nosso grupo conhecer. As pessoas realmente vivem nelas, e podemos ver a cozinha com os utensílios diários, a mesa de jantar arrumada, a sala com piano onde a família se reune. Todas as casas são realmente magnificas. Passamos o dia nesse trancetê e no final da empreitada olhamos um para o outro sorrindo e tivemos a mais absoluta certeza de que nos mudamos para o lugar certo.

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»tirei umas 98765 mil fotos com o meu iphone durantre o evento, que foi das 8 am às 5 pm e tive que escolher apenas alguns pares delas. mas consegui fazer um pequeno patchwork com as que mais gostei—casas vitorianas com coleção de xícaras clássicas, outra com a cozinha toda decorada com uma coleção infindável de alcachofras, a parede coberta de utensílios culinários antigos, uma varanda com rede, a salinha de estar da casinha da década de 20 que tinha uma adega com bar no basement, o fogão vintage recondicionado, o quarto minimalista da casinha moderna de 1912, e algumas fachadas das lindas casas dessa vizinhança super arborizada.

Dione Lucas

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Pouca gente sabe, mas antes de Julia Child, a grande musa foi Dione Lucas—a primeira mulher a se graduar pela escola Le Cordon Bleu e a primeira chef a ter um programa de televisão nos EUA. Dione Lucas não era americana, mas sim inglesa. Trabalhou como chef na Europa, abriu o primeiro restaurante e escola Cordon Bleu em New York e foi estrela do primeiro cooking show norte-americano, televisionado entre 1948 e 49 pela rede CBS. Ela também escreveu vários livros sobre culinária francesa e, obviamente, foi uma grande influência e inspiração para a sua mais famosa procedente, Julia Child.

Woodland Cafe [1937]


〔swell〕

Margarete's Kitchen [1914]

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clique para ver maior

eu ♥ velharias

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Outra rotina que mudou pra mim na nova cidade foi minhas visitas à thrift stores. Na da SPCA de Davis, onde eu ia basicamente uma vez por semana, só apareci umas duas vezes nesses últimos quatro meses. E nas de Woodland, que são umas quatro espalhadas pela Main Street, não fui nenhuma vez ainda. A razão é que estou completamente obcecada por uma loja de antiguidades, onde tenho batido ponto semanalmente. É uma loja bem grande e já existe há muitos anos, quando teve diferentes donos e os mais variados dealers. O que eu gosto nela é justamente os dealers, pois a loja é toda dividida em áreas, cada uma lotada de coisaradas de dealers diferentes, o que acrescenta uma variedade enorme de itens, estilos e até de preços. E o lugar é tão abarrotado que você tem que se organizar num sistema mental, pra conseguir olhar tudo sem sentir tontura. E eu olho absolutamente tudo, do chã ao teto, começo sempre pelo lado esquerdo da loja, vou entrando e saindo dos stands com o maior cuidado pra não derrubar nada, vou até o fundo e volto pela direita. Normalmente no meio do caminho eu já estou carregando mais coisas do que minhas mãos conseguem segurar e tenho que levar tudo até o front desk. A loja é velhusquissima, com chão de madeira desnivelado, coisas penduradas em todos os cantos, o pé direito altissimo que possibilita mais espaço para disponibilizar cacarecos. Foi lá que comprei, em 2003, o buffet branco que tenho na sala de jantar. E foi lá que comprei mil e outras coisinhas, entre pequenos móveis, utilitários, pratos, copos, quadros, bijouterias, caixinhas de música italianas e até uma vitrola antiga de manivela e discos de 78rpm pra tocar nela. Outro dia achei lá num cantinho do chão essa bandeja de marchetaria, que agarrei no mesmo segundo que vi já pensando em usá-la para colocar algumas das taças de cristal que tenho garimpado aqui e ali nos últimos anos. A bandeja com os copos ganhou lugar de destaque em cima do meu móvel favorito, que também foi comprado numa loja de antiguidades, uma especializada em anos 50 e 60 em Sacramento.

〉♥〈

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tacinhas de cristal
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jarra como a da bisavó Masullo

fogões dos anos 40

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Estamos procurando um fogão novo, porque finalmente vamos fazer a conexão pro gás na cozinha e trocar aquele horrorever fogão elétrico. Mas procurar por fogões vintage não fazia parte do nosso plano de ação. Acabamos nesse lugar por puro acaso, procurando por lojas de antiguidades em Berkeley. O aplicativo do Yelp sugeriu a Reliance Appliance & Antiques e quando entramos lá tivemos uma baita surpresa. Fogões e mais fogões, todos dos anos 40, um mais lindo que o outro e todos funcionando tão perfeitamente quanto um fogão novinho. A dona da loja nos contou que fogões antigos são sua paixão e por isso ela garimpa essas preciosidades de mais de sessenta anos. Os fogões são totalmente restaurados por dentro e por fora. As peças internas são trocadas por similares novos e modernos. A loja era pequena e com muitas janelas, portanto foi um pouco difícil fotografar. Vimos fogões de todos os tamanhos, uns com até quatro fornos, outros com apenas quatro bocas, a maioria brancos, alguns azuis ou verdes bem clarinho. Um dos meus favoritos tinha um telescópio no painel superior, por onde você podia ver perfeitamente dentro do forno sem precisar abrir a porta. Uma inventividade genial que deve ter sido o máximo da bossa na época.

outras coisas lindas

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que encontro por ai

Mickey's Surprise Party [1939]

Até tu, Minnie? Que mané fazer cookies em casa, o que! Compra pronto, da marca Nabisco, como até a mãe do Mickey fazia. hahaha! This American Life!

coleção de copos

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A foto saiu da edição de agosto pra iPad da revista Martha Stewart Living. Esses são a versão americana dos copos de requeijão brasileiros. São chamados de sour cream glasses e vinham de brinde entre os anos 50 e 70. Eles foram evoluindo no design e hoje podem ser encontrados em abundância—em vários tamanhos, estampas e cores, em lojas como a eBay.

The Grocery Boy [1932]


Mickey & Minnie in the kitchen

dream kitchens [of 1939]

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[all images from Lileks]

[ 3 ]

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[são porta-guardanapo]

[ vintage ]

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antique row — Sacramento

[quase famosos]

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—como é trabalhar com o Sr. José Firelli?
—desculpa, mas é Zefirelli.
—ah, para a senhora, que é íntima!

[narrado nas crônicas de Paulo Francis] hahaha!

A vida é realmente um sitcom. Meu chefe uma vez me contou uma história surreal que aconteceu com ele e que ele chamou de The Water Nazi—relativo ao The Soup Nazi do Seinfeld. O cara chegou na máquina de refil de água do supermercado com 17 galões vazios e ocupou as 4 torneiras. Meu chefe pediu pra usar apenas uma, pra encher apenas um galão e o cara respondeu mal humorado que NÃO. E acabou com a água da máquina.

Também tenho uma história similar—The Salad Bowl Nazi. Estava na thrift store num sábado, como é muito meu costume, garimpando coisinhas de cozinha. Achei uns potinhos, uma bandeja e numa pilha de coisas em cima do balcão, descobri uma saladeira bem bonita por $3. Peguei e segui em frente. Regra de thrift store é achou, gostou, segurou firme! Porque tá solto é de qualquer um. Bom, estava na fila pra pagar quando uma mulher se aproximou e arrancou a saladeira da minha mão com a maior violência. Fiquei atônita, como ficaram também todos os outros que estavam na fila comigo. A mulher, numa voz alterada, bradou—isso É MEU, eu já paguei! Pagou e largou em cima do balcão. Merecia perder os três mangos, pra aprender uma lição. Mulher grossa e ralé. Nem todo mundo que frequenta lojas de segunda mão é assim, pelo menos não na que eu frequento.

Uriel comentando uma edição da revista Martha Stewart Living, com ela na capa disse—usaram uma foto dela de 30 anos atrás, né? Incrível, mas a mulher, além de rica, linda e poderosa, ainda parece imortal. Preservada no formol. Muito ódio dessa específica edição de setembro da revista—com ela super xóvem na capa, mostrando a organização da cozinha dela. Isso não se faz! Mostrar aquilo pra nós, pobres e mortais, gente que envelhece e que não tem uma super cozinha organizada por uma equipe. Sem falar que a malandra se apossa de todo e qualquer objeto antigo e vintage disponível no planeta. Não sobra talheres de baquelite nem vasilhas de argila vitrificada pra mais ninguém.

Dish

Dish
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Dish
DishDish
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Dish
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Dish

Li uma pequena nota no blog Sacatomato sobre uma garage sale que iria acontecer na região de Land Park, em Sacramento. A venda era organizada pela loja Dish, especializada em vintage kitchenware—utilitários de cozinha dos anos 20, 30 até 60. Corri lá no sábado pela manhã e quase caí pra trás quando vi a quantidade de coisas bacanudas que a Dish vendia! A garage sale não estava tão atrativa, mas a loja me encantou. Comecei a fazer mil perguntas e a clicar fotos, pedindo permissão para uma senhorazinha que atendia ao público. Tive que explicar o motivo das fotos, que com certeza ficou um tanto obscuro [food blog in Portuguese, blábláblá], mas ninguém se importou com a minha fotografação obcessiva. Fiz também umas comprinhas, pois não sou de ferro! São tantas coisas lindas—jogos de pratos, de talheres, toalhas de mesa, cafeteiras, torradeiras incríveis [tudo funcionando perfeitamente], jarras, coqueteleiras, copos para todo e qualquer tipo de drink, bandejas, sopeiras, móveis, cerâmicas coloridas da era da Depressão, livros, e até aparelhos de rádio antigos, para você ouvir um swing enquanto cozinha. Me senti no paraíso durante o tempo que passei na lojinha. Bati papo, esmiucei cada cantinho, fotografei e me prometi voltar sempre.

[lc vintage]

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Saiu do fundo do armário, para ser usada mais vezes.

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Winfield Pottery—Santa Mônica, Califórnia — década de 40

fancy a cup of tea?

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Pelo menos uma vez por semana, lá vou eu para minhas garimpagens. Nem sempre encontro coisas legais e às vezes saio da lojinha de mãos vazias, o que não me deixa feliz pois eu quero muito ajudar os animais. Todo o lucro dessa lojinha de segunda mão vai para o abrigo dos animais que o SPCA mantém em Woodland. Eu estive naquele abrigo uma vez, quando deu um forrobodó com o senhor Misty. Fiquei arrasada e quis ajudar de alguma maneira. Minha contribuição é comprando coisas e doando o troco. Eu gasto bastante lá e muitas vezes saio com preciosidades como estas—bules para chá ingleses da década de cinquenta da Swan Brand, uma empresa que não existe mais. Os bules não devem ter muito valor monetário, mas são uma graça, feitos de aluminio cromado e decorados com desenhos em relevo.

os espaçosos

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Finlandeses Arabia vintage—nunca vi pratos tão pesados e tão grandes. Muito espaço para a comida. Nada de pratinho todo abarrotado, aquele amontoado de rango se misturando. Mara-valhosos!

No menu super simples—perna de carneiro cozida, purê de batata com alho, brócolis no vapor, salada de tomate e um cozido de legumes com uma farofinha de pão.




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