[funky] coleslaw

funky_coleslaw_1S.jpg

Repolhos continuam chegando toda semana. Agora um pouco menores. Eu e a Marianne continuamos empurrando o dito cujo uma para a outra. Mesmo assim acabei com um repolho e meio, que usei pra fazer basicamente saladas, com ele raladinho e acrescentado de um tomate em cubinhos e temperado com vinagrete de limão. E também tem a coleslaw, receita coringa pra transformar repolho em delícia. Nessa usei uma mistura de ingredientes que ficou bem interessante:

Repolho ralado fininho
Rabanetes ralados fininhos
Azeitonas verdes picadinhas
Sementes de girassol tostadas
Sementes de endro /dill

Molho:
Suco e raspas da casca de um limão
Iogurte grego
Azeite
Flor de sal
Pimenta do reino moída

gelado de cacau & cereja

cacau_cereja1S.jpg

Tive a idéia para esse sorvete, quando minha cunhada me contou que tinha feito um sorvete de chocolate, com cacau. Eu nunca iria pensar em fazer algo de chocolate se não viesse combinado com alguma fruta. E cerejas era o que eu tinha. Usei o cacau da marca californiana Ghirardelli.

1 xícara de creme de leite fresco
1 xícara de leite integral
2 colheres de sopa de cacau natural
Cerejas descaroçadas
Mel a gosto
1 pequena dose de Sherry
Bater tudo no liquididicador e colocar na sorveteira.

crisp de damasco & cereja

crispdamasco1S.jpg

Essa receita é facilima de fazer e fica deliciosa. Veio publicada no jornalzinho do Co-op, que eu recebo mensalmente pelo correio.

Recheio: 3 xícaras de damascos descaroçados e cortados ao meio, 2 xícaras de cerejas descaroçadas e cortadas ao meio, 1/2 xícara de açúcar e o suco de 1 limão.

Cobertura: 1/3 xícara de aveia grossa, 2/3 xícara de farinha de trigo integral, 2/3 xícara de açúcar mascavo, 6 colheres de sopa de manteiga gelada cortada em cubinhos.

Pré-aqueça o forno em 375ºF/ 190ºC e unte um refratário largo e raso com manteiga. Numa vasilha grande misture os damascos e as cerejas e polvilhe com o açúcar e com o suco do limão. Misture bem e coloque tudo no refratário untado. No processador misture a aveia, a farinha, o açúcar e a manteiga até formar uma massa granulada. Cuidado para não passar do ponto e a massa ficar muito compacta. Espalhe essa massa por cima da fruta e asse por mais ou menos 50 minutos, até a cobertura ficar dourada e a fruta borbulhante. Retire do forno e deixe esfriar numa grade. Sirva frio ou morno, com sorvete de baunilha, chantily ou mesmo desacompanhado, como eu fiz.

os talheres de bambu

bambu_1S.jpg
são o swing da bossa!

salada cítrica de quinoa

saladaquinoalimao_1S.jpg

Receita do chef Jeremy Fox, o comandante do elegante restaurante Ubuntu no Napa e que achei publicada na edição de abril da revista Food & Wine. É muito simples de fazer, mas requer uma preparação extra, cozinhando a quinoa com antecedência [para poder ser servida fria] e mergulhando os legumes em água gelada. Olhando, parece uma saladinha sem muito atrativos, mas a quinoa vermelha, com o seu aroma de nozes, mistura-se perfeitamente com os sabores cítricos e a crocância dos legumes gelados. Experimente!

1 xícara de quinoa, de preferência a vermelha, lavada e escorrida
2 1/2 xícaras de água
Misture a quinoa e a água numa panela e deixe ferver em fogo alto. Abaixe o fogo, tampe a panela e cozinhe a quinoa até ela secar, uns 20 minutos. Deixe esfriar.

Use os legumes da sua preferência., A receita pede três tipos de rabanetes [o comum, o watermelon e o espanhol], cenouras e bulbo de erva-doce. Eu usei somente os rabanetes comuns e as cenouras. Corte os legumes em fatias finíssimas, usando o mandoline se quiser. Coloque as fatias imersas em água gelada e deixe descansando na geladeira por mais ou menos uma hora. As fatias ficarão bem crocantes.

Na hora de servir, tempere a quinoa com raspas da casca e o suco de limão, adicione azeite, sal e pimenta do reino moída a gosto. Escorra as fatias dos legumes e sirva por cima da quinoa.

pasta de edamame

pasta_edamame_1S.jpgQuando me dá aquele faniquito clássico de usar todas os restinhos de outros dias e ingredientes pela metade ou quase no fim que entopem a minha geladeira, é um deus nos acuda e um saiam da minha frente!

Tive um desses peripaques e consegui fazer uso de muitas sobras já-te-vi, que transformei em novidades, entre eles essa pastinha de edamame. O potinho cheio de soja verde, já cozida e temperada com sal, estava me torturando com uma culpa horrivel toda vez que eu abria a geladeira e dava de cara com ele. Verti as edamames no processador, adicionei um punhado de folhas de manjericão fresco, uma quantidade razoável de iogurte grego que raspei até o fundo da embalagem, mais azeite e limão. Comemos a pastinha pura e com bolachinhas. Rango reciclado, transformado e melhorado—touché! E aquela culpa chata foi enviada via fedex, com um gole de vinho branco, diretamente pras cucuias.

frogurt de amora

frogurt_amora_1S.jpg

Porque me solto alopradamente fazendo esses sorvetes e quase nunca sigo receita, acabo descobrindo na prática algumas regras básicas. Depois de duas experiências em que nem a vodka ajudou a deixar o sorvete cremoso no dia seguinte, concluí que não se deve diminuir a quantidade de iogurte, leite ou creme. Nesse frogurt eu me entusiasmei com as frutas e coloquei menos iogurte. No dia em que fiz, ele ficou ótimo, cremoso e tal. Mas no dia seguinte empedrou. Tirei minhas conclusões e vou testá-las na próxima leva.

Nesta invencionice usei medidas aleatórias de iogurte grego, amoras [blackberries] e mel. A cor ficou fantástica, o sabor idem.

tomate grelhado com queijo gorgonzola

tomate_blue_1S.jpg

Logo às nove da manhã o desconforto estava grande. Fechamos todas as janelas e persianas da casa ligamos o ar condicionado central. Passamos o dia enfurnados, porque em dias assim muito quentes só dá pra ficar dentro de casa. E como foi quente. Chegamos a 110ºF/ 43ºC, seco como o deserto, não é brincadeira, meus camaradas.

Então na hora do almoço não tivemos coragem de sair no quintal para usar a churrasqueira. Eu tinha temperado frango, para fazer grelhado, mas nos acovardamos. Resolvi fazer uma receita de tomate que tirei do livro How to Cook Everything Vegetarian do Matt Bittman. É pra ser feito no broiler—as chamas que acendem na parte de cima do forno. Leva três minutos pra ficar pronto e não esquenta a cozinha.

Untar uma forma com azeite. Cortar os tomates ao meio e colocar na forma. Temperar cada um com sal marinho e pimenta do reino moída. Por cima de cada tomate colocar uma fatia grossa de queijo gorgonzola. Pré-aquecer o broiler no alto, colocar a grade a uns dez centimetros da chama e colocar os tomates ali. São mais ou menos 3 minutos, ou até o queijo derreter e ficar borbulhante. Desligar o broiler, deixar os tomates esfriarem. Servir morno ou frio, sobre folhas de alface temperadas com um vinagrete. Eu não tinha alface, servi sem. Ficou muito bom—simples e sofisticado, segundo o crítico de plantão. Você pode também fazer com outros queijos.

[don't forget to]

eatyourveggies1S.jpg
desenho de Irene Nicolas

summertime, and the livin' is easy
It's de-lightful
It's de-lightfulIt's de-lightfulIt's de-lightful
risoto de morel & parmesão

risoto_morel_2S.jpg

Não se encontra cogumelos morel frescos pra vender a toda hora. Esta é justamente a época em que eles aparecem e se perder muito tempo piscando e pensando, eles desapareceram numa estalada de dedos. Portanto não pisquei nem pensei quando vi os morel fresquinhos à venda no Farmers Market no sábado. Trouxe um saquinho cheio deles pra casa. Coloquei na geladeira e esqueci. Somente na terça-feira é que lembrei deles e foi justamente num dia em que eu necessitava muito comer um rango reconfortante e substancioso. Como estava sozinha, fazer um risoto com os cogumelos foi uma decisão indubitável. Usei mais ou menos 1 xicara de morel picados grosseiramente, 1 xícara de arroz arbório, 1 xícara de vinho branco e quatro xícaras de caldo de cogumelo [orgânico, que eu compro pronto]. Sal a gosto e 1/2 xícara de queijo parmesão ralado no ralo grosso. É a receita básica: em fogo médio refogar os cogumelos em 2 colheres de sopa de manteiga, acrescentar o arroz e refogar mais uns minutos, juntar o vinho, deixar secar. Daí vai acrescentando o caldo de cogumelos que deve estar quente, de xícara em xícara, mexendo vez e outra, até o arroz cozinhar e absorver todo o caldo. Leva uns 20 minutos para o risoto ficar pronto. Ele fica bem cremoso. No final, tempere com sal, pimenta do reino moída se quiser e jogue o queijo ralado. Desligue o fogo, tampe a panela, espere uns minutos e então sirva o risoto bem quente, com mais parmesão ralado na hora por cima. O morel tem um sabor muito peculiar para mim, que sinto sempre um leve toque de anis por trás daquele sabor discreto e severo que é próprio dos cogumelos.

salada de grão-de-bico
[com laranja e azeitona]

graobico-laranja_1S.jpg

Outro dia eu resolvi que iria cozinhar um saco de grão-de-bico que estava na despensa desde janeiro. Fiz em fogo baixo, na panela de terracota. Os grãos ficaram bem firmes, ótimos pra fazer salada. Procurava então uma idéia pra uma salada de grão-de-bico diferente, folheando o livrão How to Cook Everything Vegetarian do Mark Bittman, quando vi uma receita de sopa. Não fiz a sopa, mas usei os ingredientes que o Bittman indicava para fazer uma salada.

Grão-de-bico cozido e escorrido
Uma laranja — ralar a casca e cortar em cubinhos
Um punhado de azeitonas pretas
Ervas frescas da sua preferência — eu usei o orégano
Sal, pimenta, vinagre de vinho e azeite de oliva.

Misturar todos os ingredientes, deixar marinar por uma meia hora e servir. Eu acompanhei com torradas de pão rústico e uma fatia de queijo feta. Uma refeição completa, para um dia de verão.

uma pilha de pratos

pratos_finos1S.jpg

frogurt de figo & mel

frogurt_figo_2S.jpg

Os figos chegaram no Farmers Market e no Co-op e eu já exagerei, porque simplesmente adoro essa fruta. Aliás, estou tendo que devorar a passos ligeiros um monte de pêssegos, damascos, ameixas e cerejas, que comprei de quilo no sábado, esquecendo completamente que eu iria estar sozinha nesta semana.

Com os figos eu fiz um frogurt, que poderia ter sido o prato principal do jantar, mas me comportei e comi de sobremesa. Foi só bater uns 6 figos com uma xícara e meia de iogurte natural, mel a gosto e uma pequena doce da vodka invisível. Bater, sorveteira, servir-se e sair cantando e dançando heaven... I'm in heaven, and my heart beats so that I can hardly speak. and I seem to find the happiness I seek, when we're out eating some frogurt made of figs....

croquetes de lentilha

Essa receita foi uma daquelas cujo resultado estético ficou muito aquém das suas outras qualidades. Os croquetes ficaram muito saborosos, mas com uma cara de comida de halloween. Fazer o que? Comemos mesmo assim, não sobrou nenhum, mas na hora de colocar uma foto aqui, fiquei naquele eterno e descabelante dilema. bolinholentilha3S.jpgEssa receita é blogavel ou não? O sabor ganhou nota dez, já a foto acabou publicada, mas não sem ouvir muitos protestos do meu grilo falante.

1 xícara de lentilha escolhida e lavada
2 xícaras de farinha de pão
1 ovo
2 colheres de sopa de azeite de oliva
2 xícaras de cebola em rodelas finas ou picadinha
Sal, pimenta e temperinhos a gosto—eu usei estragão fresco

Cozinhe a lentilha com água até ela ficar molinha. Eu usei a lentilha verde puy, que fica inteira, não desmancha. Separadamente, refogue a cebola no azeite com a panela tampada, mexendo de vez em quando, por uns 20 minutos, até a cebola ficar caramelizada. Quando a lentilha estiver cozida, coe bem para remover qualquer liquido e coloque no processador. Moa na textura que quiser. Eu não deixei moer muito, só dei umas pulsadas. Misture a lentilha moída com a cebola caramelizada e metade da farinha de pão. Adicione sal e pimenta do reino moída a gosto, as ervinhas da sua preferência e misture o ovo. Faça bolinhos lomgos ou achatados e passe pelo restante da farinha de pão que deve estar num prato. A partir daqui você pode seguir dois caminhos: fritar ou assar os bolinhos. Se escolher fritar, vai pelo caminho mais delicioso. Mas se escolher assar, como eu fiz, vai também comer bolinhos gostosos. Eu assei, em forno 375ºF/ 190C, até os bolinhos ficarem dourados, virando no meio tempo. Apesar da aparência estranha, adoramos a textura e o sabor desses croquetes. Se eu tivesse tido a coragem de fritar, talvez eles tivessem ficado melhor ainda, porque todo mundo sabe que tudo que é frito é muito mais gostoso!

meu encontro com a Deborah
Deborah Madison
Deborah MadisonDeborah Madison
Deborah Madison
Deborah MadisonDeborah Madison
Deborah Madison
Deborah Madison

Eu entrei na livraria e dei de cara com ela. Como é natural reagir quando se é pego de surpresa frente a frente com uma celebriadade, cumprimentei-a efusivamente, como se tivesse acabado de reencontrar uma velha amiga. Ela respondeu, como deve estar acostumada a fazer. Quantos dos seus fãs e leitores não a devem cumprimentar da mesma maneira? Uma dúvida me tomou de imediato: não, não pode de jeito nenhum ser ela, assim vagando pela pequena livraria, olhando os livros em promoção e conversando com umas pessoas na maior naturalidade do mundo. É ela sim! É ela, sim, só pode ser ela! Impossível não reconhecer a Deborah Madison das fotos que estampam as capas dos seus livros. A singeleza, o sorriso, a simplicidade.

Fui logo pegando uma cadeira bem na frente do lugar de onde ela iria falar com o público. E tinha bastante gente se acomodando, duas poltronas reservadas, uma delas para a mãe da autora, uma senhorazinha tão fofa quanto a filha. Já fui aproveitando para tirar fotos, enquanto me reidratava com um copo dágua. Eu sou um bocado tímida e fico com meus suores nervosos quando dou uma de tonta alegre falando com alguém que não me conhece como se fossemos intimas. E também fico toda inibida de ficar tirando fotos das pessoas.

Ao meu lado sentou-se um casal e logo o senhorzinho virou-se na minha direção, me cutucou e disse—você sabia que muitos anos atrás a Debby foi babá dos nossos filhos? Uau, que bacana, eu respondi. Trocamos algumas idéias sobre os livros dela e ele me contou que apesar de cozinhar para dois, só usava uma receita: a de minestrone. Com um pouco de queijo parmesão, um belo pedaço de pão, temos comida para vários dias, ele reinterou. E que comida boa, eu retruquei. Um minestrone tem tudo, não precisa de mais nada!

Enquanto os convidados se ajeitavam nas cadeiras, pessoas se reencontravam e papinhos informais brotavam aqui e ali, a Deborah conversava com muitos conhecidos e já dava alguns autógrafos. O sinal gritante da minha infamiliaridade com a autora mostrava-se no fato de eu chamá-la de Deborah. Todos a chamavam de Debby, porque muita gente ali a conhecia de muitos anos, não só como autora de livros bacanas e pela sua história com o famoso restaurante Greens em San Francisco. Deborah Madison, ou melhor Debby, cresceu em Davis, quando teve a oportunidade de ser babá dos filhos do simpático casal e estudar na UC Davis. Estar em Davis é, como a própria Debby afirmou, estar em casa.

Eu, além de não ter conhecido a Debby de Davis, mas apenas a autora Deborah Madison, ainda estava intrusivamente sorrindo e tirando uma foto atrás da outra. Debby me olhava de vez em quando com o rabo do olho, com aquela cara de dúvida, talvez pensando que eu era uma conhecida de quem ela tinha esquecido o rosto, o nome e a história.

Bem diferente do meu encontro com a Alice Waters anos atrás em Berkeley, quando havia uma organização toda em função da tarde de autógrafo da famosa autora, com a Debby foi tudo muito casual. Sem muitos salamaleques, ela já foi começando a falar, com uma introdução breve feita pela dona da livraria. Todo mundo conhece a Debby, não precisa de enrolação. E ela então relatou toda a história do seu novo livro—What We Eat When We Eat Alone, uma colaboração entre ela e seu marido, o artista Patrick McFarlin.

Debby contou que ela e Patrick passaram uma época viajando por diversos países experimentando azeite de oliva, e nessas visitas eles encontravam muita gente famosa, chefs e culinaristas, artistas, escritores e poetas. Enquanto rolava as degustações, Patrick ficava meio entediado, então começou a entrevistar as pessoas, mas ao invés de sair distribuindo a famosa pergunta—o que você faz—resolveu perguntar outra coisa—o que você come quando come sozinho? O resultado das respostas acabou virando esse livro, com texto e receitas da Debby [e de muitos dos entrevistados] e ilustrações divertidíssimas do Patrick.

Debby leu vários trechos do livro, que incluí algumas poesias e é completamente fofo! Ainda vou falar mais sobre ele por aqui, quando acabar de ler. Comprei dois exemplares, um pra mim e outro para a minha amiga Leila, que como eu, come sozinha eventualmente. A Debby ainda respondeu perguntas do público e depois sentou-se casualmente na cadeirinha e sem organização nenhuma de assistente nenhum, começou a dar autógrafos. Eu me posicionei rapidamente na fila que se formou e um casal atrás de mim perguntou se eu era do jornal e se as fotos iriam sair em algum lugar que eles pudessem ver. Não, são só pra uso pessoal, respondi envergonhada e fui logo puxando o assunto pros livros da autora.

Tremi como vara-verde por uns segundos quando chegou a minha vez de falar com ela. Pensei em me ajoelhar no chão, mas no final resolvi ficar curvada e disse, assim que ela me olhou e sorriu mais uma vez—estou tão contente por tê-la conhecido, eu uso muito os seus livros! Enquanto ela autografava o meu livro e o da Leila, batemos um ligeiro papinho, ela dizendo que meu nome era lindo e que esse livro novo era bem diferente dos outros e eu respondendo e tentando não falar nenhuma bobeira. No final comentei que tinha adorado o colar que ela estava usando, feito com sementes de açaí. Ela respondeu que tinha comprado o colar numa loja sem saber do que era feito. São sementes de uma fruta brasileira muito comum no Amazonas, fui explicando. Agradeci, disse outra vez o quanto estava feliz em conhecê-la e sai carregando os livros, a câmera, a bolsa, e meu corpo cambaleante com uma cabeça atrapalhada, que por uns segundos perdeu a noção de localização e zanzou pela livraria sem saber pra que lado estava a saída. Mas antes de me localizar e sair da livraria em direção à minha casa, ainda bati mais algumas fotos daquela moça tão simpática e tão querida, a nossa Debby de Davis.

just a bowl of

abowlcherry1S.jpg

it's de-lovely

moresatflowers_01S.jpg
moresatflowers_03S.jpg
moresatflowers_05S.jpg

a salada básica do verão

saladao_verao_2S.jpg

Essa salada é um coringa aqui em casa nos dias em que somos engolfados pelas ondas de bafão típicas do nosso verão seco e tórrido. A base é a famosa niçoise, que já fiz em inúmeras versões. É só cozinhar uns ovos caipiras, abrir uma lata do melhor atum conservado em azeite que você tiver na despensa e a partir daí improvisar com o que mais quiser e gostar. Desta vez usei edamames, feijão branco gigante, burrata cortada em fatias grossas, azeitonas castelvetrano temperadas com pesto de manjericão e sementes de girassol, e uns tomatinhos cerejas cortados ao meio. Eu tempero cada ingrediente separado, por exemplo, o feijão branco com óregano fresco e azeite, os tomatinhos com tomilho e balsâmico, as edamames com limão e flor de sal, o atum com ciboulettes e azeite. Fica uma refeição completa, pra ser servida acompanhada de um vinho branco gelado.

»uma niçoise.
»outra niçoise.

bolo de anis e azeite

olive-anis_cake2S.jpg
olive-anis_cake1S.jpg

Esse bolinho simpático estava numa Martha Stewart Living de dezembro de 2008. Eu ainda estou tentando organizar minhas revistas, mas cada vez que tento, aparecem mais idéias e receitas marcadas. É um trabalho sem fim. Bom, esse bolinho me interessou de frente por causa da mistura azeite—anis. Outra coisa legal é que faz apenas 4 bolinhos, então não fica aquele monte de sobra, o bolão ressecando e eu tendo que empurrar fatias para os visitantes e passantes. Assim, pequenos, eles desapareceram rapidamente, também porque ficaram uma delícia!

2 ovos grandes
1 gema de um ovo grande
1/2 xícara de açúcar
1 colher de chá de casca de laranja ralada [1 laranja pequena]
1 1/2 colher de chá de semente de semente de anis [erva doce]
1/2 xícara de azeite de oliva extra-virgem
2/3 xícara de farinha de trigo
1/2 colher de chá de sal marinho grosso
1/2 colher de chá de fermento em pó
Açucar de confeiteiro para decorar

Pré-aqueça o forno em 325ºF / 162ºC. Unte quatro forminhas de mini Bundt [onde caiba 1 xícara de massa crua] com azeite. Toste as sementes de anis/ erva doce ligeiramente numa frigideira. Na batedeira bata bem os ovos, a gema, o açúcar, as raspas de laranja e as sementes de anis/ erva doce até a mistura ficar espumosa e cremosa. Junte o azeite aos pouquinhos, batendo sempre. Numa vasilha pequena misture a farinha de trigo, o sal e o fermento com um batedor de arame e junte à mistura de ovos em três etapas, batendo até toda a farinha ficar incorporada. Divida a massa pelas forminhas e asse por uns 20 ou 30 minutos, até a massa ficar firme e dourada. Remova do forno, deixe esfriar um pouco, remova os bolinhos das formas e polvilhe com o açúcar de confeiteiro usando uma peneirinha ou coador. Sirva morno ou frio.