salada de ramas de ervilha
com cogumelos

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Não consegui achar um equivalente em português para pea shoots, que são as ramas, com folhas e florezinhas, do pé de ervilha. Quando você vê um pé de ervilha na horta, são essas ramas que se enroscam nas grades e suportes. Li que os pea shoots são muito usados na culinária asiática e foi na banquinha da família asiática no Farmers Market de Davis que comprei esse maço lindo, super verde com as florzinhas branquinhas. Procurando uma receita para usar os pea shoots, achei a desta salada com cogumelos cozidos e foi o que fiz. Fico muito gostosa, adoramos a textura das folhas frescas e cogumelos refogados. Se quiser fazer essa receita sem as ramas de ervilha, use outro tipo de folha verde, como o espinafre.

1/2 xícara de azeite extra-virgem
1 chalota [shallot] ou cebola pequena picada
400gr de cogumelos—usei o shiitake, cortado em fatias finas
1 colher de chá de folhas de tomilho fresco picado
Sal e pimenta do reino moída na hora a gosto
2 colheres de sopa de vinho xerez seco
1 colher de sopa de mostarda Dijon
1 e 1/2 colheres de sopa de vinagre de xerez
1 colher de sopa de salsinha picada
1/2 maço de ramas de ervilha
Queijo Parmigiano- Reggiano cortado em fatias bem finas

Em uma frigideira grande aqueça 1/4 xícara de azeite de oliva. Adicione a chalota picada e cozinhe em fogo alto, mexendo sempre, por aproximadamente 30 segundos. Adicione os cogumelos e o tomilho, tempere com sal e pimenta e cozinhe, mexendo de vez em quando, até dourar, de 8 a 10 minutos. Adicione o vinho xerez e cozinhe até que evapore. Retire do fogo.

Em uma tigela grande coloque a mostarda e o vinagre xerez. Aos poucos misture 1/4 de xícara de azeite de oliva e tempere com sal e pimenta. Misture os cogumelos nesse molho e leve à geladeira por uns 15 minutos. Numa travessa coloque as ramas de ervilha, cubra com os cogumelos e as fatias de Parmigiano Reggiano, misture e sirva.

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salada de cogumelos
[com erva-doce & parmesão]

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Sou daquelas que nunca passa indiferente diante de uma cestinha de cogumelos frescos. Pra mim, eles sãoo irresistíveis. Compro sempre e muitos, se forem selvagem ou orgânico melhor ainda. Não desprezo, não ignoro, não evito. Mas só compro os não venenosos—que isso fique bem claro [*pisc!]. Desta vez acumulei um pacotão dos pequenos creminis e dos saborosos shiitakes, que foi o que usei para fazer uma adaptação dessa receita. Troquei o salsão e a salsinha da receita original pela erva-doce e ciboulette. Ficou muito bom, mas ainda vou refazer usando os ingredientes indicados. Duas notas super importantes sobre cogumelos frescos: guarde sempre os cogumelos em sacos ou embalagens de papel, nunca em nada de plástico. Embalados em papel eles duram por tempo indeterminado na geladeira—vão secar, mas continuam bons e podem ser reidratados e usados. Em embalagens de plástico eles murcham e mofam. E cogumelos frescos não devem ser lavados, no máximo escovados delicadamente ou limpos com um paninho ou folha de papel, apenas para remover qualquer eventual resíduo de terra.

7 colheres de sopa de azeite de oliva extra-virgem
1/2 quilo de cogumelos frescos [cremini & shiitake]
2 colheres de sopade suco de limão
2 bulbos de erva-doce fatiados bem fininho
[use um mandoline, se tiver um]
1 xícara de queijo parmigiano reggiano em fatias finíssimas
Sal marinho e pimenta do reino moída na hora
1/4 xícara de ciboulette picadinha

Refogue os cogumelos e, 3 colheres de sopa de azeite sobre fogo médio por 5 minutos ou até eles ficarem dourados. Tempere com sal e pimenta e deixe esfriar.

Numa saladeira coloque as 4 colheres de sopa restantes de azeite e o suco de limão. Tempere com sal e pimenta. Misture bem e adicione a erva-doce fatiada, os cogumelos refogados e frios, o queijo e as cibouletes. Misture bem e sirva.

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cogumelos com creme
[à moda de Mary Francis]

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Guardei a reportagem do jornal The Guardian que comentava o livro With Bold Knife And Fork da musa eterna M. F. K. Fisher porque lá no final tinha uma receita. E não apenas uma receita, mas uma receita de uma cozinheira absolutamente descomplicada, como era Mary Francis. Ela recomenda usar qualquer tipo de cogumelo, desde que sejam frescos—usei os hedgehogs. Fiz esse prato só pra mim numa noite de semana, quando a fome estava evidente, mas o cansaço estava persistente. Esse rango tem um jeitão sofisticado, mas é jogo rapído de fazer e fica muito bom!

4 xícaras de cogumelos frescos
4 colheres de sopa de manteiga sem sal
1 e 1/2 xícaras de creme de leite fresco [*usei half and half]
Sal e pimenta moída na hora a gosto
1/4 xícara de suco de limão [ou 1/2 xícara de vinho branco seco]
1 colher de sopa de molho inglês—worcestershire sauce, se quiser
Fatias de pão francês tostados com manteiga

Limpe os cogumelos com um pano ou escova [eu não lavo cogumelos]. Corte em pedaços grandes. Numa panela aqueça a manteiga e refogue os cogumelos mexendo rapidamente com uma colher de pau. Quando os cogumelos estiverem cozidos, junte o creme, sal e pimenta e deixe borbulhar. Adicione o suco de limão [ou vinho, se preferir] e o molho inglês. Coloque sobre a fatia de pão torrado e sirva imediatamente.

pasta com molho de cogumelo

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Você se considera um cozinheiro intuitivo? Eu nunca tinha pensado sobre isso, antes de ler o artigo do escritor Daniel Duane publicado na edição de dezembro da revista Food & WineBecome an Intuitive Cook: Thomas Keller's Cooking Lessons. Duane conta como começou suas incursões na cozinha, no principio fortemente amparado pela precisão das receitas escritas, com quantidades exatas, modo de fazer, todos aqueles detalhes tão preciosos para cozinheiros inseguros, como ele [e eu? e você?]. Ele conta como fez, uma por uma, todas 290 as receitas do livro Chez Panisse Vegetables, muito antes daquela moça ter o seu momento *plin* com as receitas da Julia Child. E assim ele foi passando de livro em livro, não coincidentemente todos os do Chez Panisse e ele explica no inicio do texto o por que dessa ligação com a Alice Waters.

Quando Duane ganhou da irmã o livro The French Laundry Cookbook do chefe Thomas Keller, suas experiências na cozinha foram ficando mais e mais sofisticadas. Ele começou destrinchando Bouchon, o livro com receitas clássicas francesas do chefe. E depois foi a vez do Ad Hoc at Home. Todos os livros repletos de dissertações, micro-detalhes e preciosismos. Até que Duane recebeu um telefonema de Keller, que tinha aceitado participar de uma reportagem que ele iria conduzir para uma revista, criando cinco pratos imprescíndiveis e que deveriam ser dominados por qualquer um.

No encontro entre Duane e Keller, o chefe tão detalhista e preciso nos seus livros, deu uma lição de intuitividade ao escritor, mostrando com um exemplo bem bizarro, como um livro antigo e com receitas super vagas pode ajudar um cozinheiro a criar suas próprias receitas.

Quando terminei de ler o artigo, concluí que sou muito mais intuitiva do que imaginava. Um exemplo disso é a minha mania teimosa e ousada de sempre mudar algo na receita ou substituir, rearranjar, encurtar o modo de fazer e todas as decisões precipitadas que nem sempre resultam em sucesso. Mas instintivamente é um treino. Claro que eu odeio pegar uma receita sem quantidades, sem temperatura de forno e tempo de cozimento. Porque considero tudo isso um porto seguro, que me garante uma certa tranquilidade. Mas sair numa aventura também é tentador. E muitas vezes necessário. Nem posso me gabar muito, porque sou a rainha da gororoba e tenho certeza que quando uma receita não fica cem por cento boa, é porque eu mudei alguma coisa. Mas como resistir a esses impulsos?

Pra quem já é naturalmente intuitivo na cozinha, o jeito é se pinchar e aproveitar essa habilidade. E pra quem acha que não é ou que nunca vai conseguir ser, no final do artigo Thomas Keller dá a receita de como se tornar um cozinheiro intuitivo em cinco passos .

Essa receita de molho de cogumelos que eu fiz num meio de semana, quando não existe nenhuma possibilidade física ou mental de abrir livro, seguir receita, e pode ser um exemplo de como podemos ser intuitivos na cozinha, Fiz tudo sem medidas, tudo na base do olhão, mas no final deu tudo certo e ficou uma delícia.

Um monte de cogumelos [*usei chanterelle fresco]
Um pedaço de cebola picadinha
Um naco de manteiga
Um tanto de vinho branco
Um pouco de creme de leite
Um punhado de salsinha fresca
Sal e pimenta do reino moída

Cozinhe o macarrão da sua preferência numa panela com bastante água salgada borbulhante. Enquanto o macarrão cozinha, numa outra panela derreta a manteiga, frite a cebola picadinha nela, quando a cebola estiver bem murcha, junte os cogumelos cortados [não lave, só escove ou passe um paninho!] e refogue por mais uns minutos. Junte um tanto de vinho e deixe cozinhar até secar. Acrescente o creme de leite, deixe cozinhar mais um pouquinho. Desligue o fogo, tempere o molho com sal e pimenta do reino moída na hora e salpique o molho com bastante salsinha picadinha. Coe o macarrão cozido al dente e jogue no molho. Misture e sirva. Se quiser, com parmesão ralado na hora por cima.

farro com frango & porcini

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Adorei essa receita que saiu na revista Olive por causa do cogumelo e do grão. Ela é feita originalmente com o spelt [espelta], mas eu fiz com o farro pearlized [farro perlato], se bem que acho que dá pra fazer com qualquer grão, como a cevada ou o trigo, desde que ele seja pre-cozido. Também dá pra usar o peito do frango ao invés das sobrecoxas. Fica ao gosto do freguês. A qualidade do cogumelo faz toda a diferença nesse prato. Quando coloquei o porcini seco de molho na água fervendo, um aroma delicioso se espalhou pela minha cozinha. E é o cogumelo o responsável pelo sabor intenso desse cozido. Mas a melhor parte é que esse rango fino da bossa fica pronto em pouco mais de meia hora!

serve duas porções
2 sobrecoxas de frango [sem osso e sem pele] cortadas em fatias
1 cebola cortada pela metade e em fatias
1 dente de alho picadinho
15 gr de cogumelo porcini seco reidratado num pouco de água fervendo
100 gr de farro [ou spelt, ou cevada, ou trigo]
350 ml caldo de frango [*usei de cogumelos]
Um macinho de salsinha picadinha
Azeite
Sal a gosto

Numa panela frite o frango no azeite até ficar dourado, junte a cebola e o alho e cozinhe por uns minutos. Junte o cogumelo porcini, a água da imersão, o farro e o caldo. Cozinhe em fogo baixo por 25 minutos ou até o farro ficar molinho, mas não se desmanchando. Salgue a gosto. Misture a salsinha picada e sirva.

farro com shitake

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Comprei um pacotinho de farro importado da Itália. Aqui temos o spelt, mas o farro eu nunca vi. Tem que ser o italiano mesmo. As instruções no pacote mandava deixar os grãos de molho durante a noite. Eu segui a risca e acabei com um farro super molinho, quase comestível. Cozinhei com sal e uma folha de louro por apenas alguns minutos, pois fiquei com medo que eles se desmanchassem. Coei, deixei esfriar. Refoguei os shitakes frescos rapidamente no azeite com uma pitada de sal. Juntei os cogumelos refogados ao farro cozido, acrescentei bastante ciboulettes picadas e servi. Ficou um rango bem interessante, rústico porém sofisticado.

os deliciosos chanterelle

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Os cogumelos selvagens de cor amarela, tão bonitos e saborosos, que preparei exatamente como desta outra vez e comi tudo sozinha, acompanhada apenas por uma taça de vinho branco.

portobello hamburguer

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Vi o finzinho de um programa da Ina Garten, onde ela preparava um picnic na praia para os amigos. Eu teria que nascer de novo para conseguir fazer o que essa mulher faz para alimentar um grupo, sem derrubar as panquecas no chão, sem deixar cair cabelo na salada de batata e sem ficar toda esbaforida como eu sempre fico preparando um mero almocinho para dois. Nesse programa ela serve, sorrindo e graciosamente, uns hamburgures de carne com cebolas caramelizadas por cima em fatias de English muffins. Amei a idéia da cebola e dos muffins, mas não estava muito animada a fazer carne. Então substituí os hamburgueres por cogumelos portobellos que tinha comprado no Farmers Market. Temperei os cogumelos com sal, pimenta do reino e azeite e grelhei rapidamente na churrasqueira. Como fiz essa comida num final de semana extremamente quente, acabei fazendo a cebola também na churrasqueira—temperada com sal, azeite e ervas provençais e embrulhada numa folha grossa de papel alumínio. Tostei os muffins na churrasqueira também. Ficou um sanduíche bem interessante. Usei muffins integrais. Servi com uma salada de repolho, tomate e figo seco e outra salada somente de tomate heirloom.

trigo com cogumelos

trigo_cogumelo_1S.jpgQuem disse que eu consigo passar pela banca dos cogumelos no Farmers Market sem comprar um pacotinho? Desta vez ataquei de shiitake e chanterelle. Na hora que compro não sei de nada. Depois penso o que fazer com eles. Cogumelos frescos são deliciosos! E com esses eu quis preparar um prato bem substancioso e decidi misturá-los com algum tipo de grão. Uma olhada geral na despensa revelou um restinho de trigo em grão [wheat berries] que mediu exatamente 1 xícara. Cozinhei essa xícara de trigo com 3 xícaras de água e uma pitada de sal em fogo baixo, até a água secar e o trigo ficar molinho. Numa frigideira refoguei cebola picadinha na manteiga e acrescentei os dois tipos de cogumelos, refoguei por uns minutos e salguei. Depois foi só misturar o trigo cozido com os cogumelos refogados, juntar bastante ciboulette picadinha e pronto. Eu servi morno, quase frio.

risoto de morel & parmesão

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Não se encontra cogumelos morel frescos pra vender a toda hora. Esta é justamente a época em que eles aparecem e se perder muito tempo piscando e pensando, eles desapareceram numa estalada de dedos. Portanto não pisquei nem pensei quando vi os morel fresquinhos à venda no Farmers Market no sábado. Trouxe um saquinho cheio deles pra casa. Coloquei na geladeira e esqueci. Somente na terça-feira é que lembrei deles e foi justamente num dia em que eu necessitava muito comer um rango reconfortante e substancioso. Como estava sozinha, fazer um risoto com os cogumelos foi uma decisão indubitável. Usei mais ou menos 1 xicara de morel picados grosseiramente, 1 xícara de arroz arbório, 1 xícara de vinho branco e quatro xícaras de caldo de cogumelo [orgânico, que eu compro pronto]. Sal a gosto e 1/2 xícara de queijo parmesão ralado no ralo grosso. É a receita básica: em fogo médio refogar os cogumelos em 2 colheres de sopa de manteiga, acrescentar o arroz e refogar mais uns minutos, juntar o vinho, deixar secar. Daí vai acrescentando o caldo de cogumelos que deve estar quente, de xícara em xícara, mexendo vez e outra, até o arroz cozinhar e absorver todo o caldo. Leva uns 20 minutos para o risoto ficar pronto. Ele fica bem cremoso. No final, tempere com sal, pimenta do reino moída se quiser e jogue o queijo ralado. Desligue o fogo, tampe a panela, espere uns minutos e então sirva o risoto bem quente, com mais parmesão ralado na hora por cima. O morel tem um sabor muito peculiar para mim, que sinto sempre um leve toque de anis por trás daquele sabor discreto e severo que é próprio dos cogumelos.

portobellos com alho-poró & queijo de cabra

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Eu tenho um problema grave de comportamento—toda vez que vou ao Farmers Market, não resisto parar na banquinha dos cogumelos e comprar um saquinho com alguma das variedades oferecidas. Eles são tão bonitos, tão fresquinhos! Outro dia esqueci o saquinho de papel com muitos shitakes no fundo da geladeira e eles secaram! Não mofaram, não apodreceram, apenas secaram. Ficaram igualzinho os cogumelos secos que se compra por ai. Perguntei pro moço da banquinha do Farmers Market se dava pra usar os shitakes esquecidos. Ele disse que sim, era só reidratar. E foi isso que eu fiz.

Da última vez trouxe pra casa três lindos portobellos, que preparei no forno. Retirei o caule e piquei em cubinhos. Numa panela refoguei o caule em cubinhos em azeite, juntei um alho-poró picadinho e um macinho de espinafre selvagem, também chamado de lamb’s quarters, que recebi na cesta orgânica. Um salzinho, uma pimentinha. Essa mistura virou um recheio para os portobellos, que ainda levou uma camada de queijo de cabra temperado com ciboulettes—chives e azeite. Forno médio por uns 20 minutos e está feito um jantarzinho muito simpático.

chanterelles refogados

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No filme La Cérémonie do francês Claude Chabrol tem uma cena onde as personagens desajustadas da Isabelle Huppert e Sandrine Bonnaire passam o dia juntas. Quando elas se encontram, Huppert está saindo do meio do mato segurando muitos cogumelos na blusa. Eram chanterelles, que ela refoga rapidamente numa frigideira e serve, acompanhados de pão fresco e um copo de vinho, no almoço em que revelam seus crimes e pecados. Elas devoram os cogumelos refogados com grande intensidade e excitação. Há muitas cenas marcantes neste filme deveras perturbante, mas a dos cogumelos refogados se destacou pra mim, por razões óbvias.

Almoçei sozinha no sábado, sem ninguém para dividir meus crimes e pecados, mas preparei uma porção grande de chaterelles frescos, que refoguei rapidamente no azeite e salpiquei com flor de sal na hora de servir. Devorei o prato todo acompanhado de uma taça de vinho.

frango com cogumelo morel

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Essa foi a primeira vez que comprei e preparei os cogumelos morel. Eles são bem caros, mas eu achei que valeram cada centavo. O cogumelo morel é da mesma família da trufa. Comprei frescos na banquinha do japonês gentil, que vende cogumelos orgânicos e selvagens no Farmers Market. Lavei rapidamente os morel em água corrente para limpá-los da terra que às vezes se acomoda nas ranhuras e fiz uma receita bem simples. Fritei filezinhos de frango caipira previamente temperados com sal e sumo de limão na manteiga, dourei bem e acrescentei os cogumelos, que foram refogados ligeiramente na mesma manteiga. Usei uma manteiga de boa qualidade e sem sal. Salguei a gosto com sal marinho grosso. O sabor desse cogumelo é excepcional e intrigante. Fiquei tentando decifrar que gostinho levemente adocicado e picante era aquele, e cheguei a conclusão de que era um sabor de anis!

Portobello com alcachofra

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Uma invencionice bem sucedida. Quatro cogumelos, retirado a haste e refogados levemente no azeite, frente e verso, por uns minutos. No final, jogue uns pingos de vinagre balsâmico na base da frigideira, para dar uma caramelizada. Recheie com uma mistura de queijo de cabra [ou outro similar] e corações de alcachofra picadinhos. Tempere essa mistura com sal, pimenta branca, azeite e ervas provençais. Recheie os cogumelos, cubra cada um com uma fatia de queijo derretível [usei mussarela] e coloque no forno médio até o queijo gratinar. Sirva com uma salada simples de folhas. Eu fiz tudo numa frigideira só, que foi ao fogo e ao forno, só não foi à mesa.

black trumpet chanterelle

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Eles são freaking looking, mas têm um sabor ultra-delicado e aroma adocicado.

risotto com chaterelle

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O risotto foi feito com aquela receita básica—uma xícara de arroz arborio, uma de vinho–usei champagne, três de caldo–usei de galinha feito em casa e queijo–usei um de cabra com uma crosta de alecrim. No final acrescentei os cogumelos chanterelle, que piquei grosseiramente e refoguei num pouquinho de manteiga. Ficou um risotto bem substancioso e aromático.

Sopa de milho com queijo de cabra e shiitake

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Procurando desesperadamente por receitinhas bacanas para um jantar que eu iria fazer no sábado, achei nos meus bookmarks um link para a Vejinha São Paulo com receitas especiais de vários chefs de restaurantes brasileiros. Gostei muito desta receita da chef Tatiana Szeles. O resultado ficou bem interessante. Servi morninha, quase fria.

1 cebola média picada
4 colheres (sopa) de azeite virgem
400 g de milho pré-cozido congelado
1,5 l de leite integral
200 g de shiitake cortado em lâminas
Sal a gosto
100 g de queijo de cabra tipo boursin

Sopa: refogue a cebola no azeite. Acrescente o milho e refogue por 10 minutos. Junte o leite, tempere com sal e deixe cozinhar por mais 20 minutos. Espere amornar, bata no liquidificador e coe.

Sauté de shiitake: aqueça o azeite numa frigideira, junte o shiitake, tempere com sal e refogue por 5 minutos ou até que fique macio.

Montagem: reaqueça a sopa, coloque num prato fundo e sirva com o queijo de cabra e o sauté de shiitake.

Baked Polenta with Mushrooms and Gorgonzola

Estava procurando freneticamente uma receita vegetariana diferente para ser o prato principal dos que não fossem comer o peru e encontrei essa de polenta na edição de novembro de 2006 da revista Real Simple. Ficou ótima e todo mundo comeu e elogiou.

Refogue 1/2 quilo de cogumelos crimini no azeite com 2 echalotas [shallots] picadas. Acrescente sal, pimenta do reino e tomilho e reserve. Faça a polenta na quantidade desejada, acrescentando um pouco mais de água na receita básica [eu usei a da embalagem da polenta], pois ela deve ficar molinha. Aqueça o forno em 350ºF/176ºC. Quando a polenta ficar pronta, acrescente, 1/2 xícara de cream cheese e 1 xícara de queijo gorgonzola em pedaços. Teste o sal e acrescente mais, se achar que precisa. Acrescente os cogumelos refogados e leve ao forno por uns 15 minutos, até o gorgonzola derreter. Eu fiz tudo numa panela só, de ferro, do fogão ao forno e também à mesa, que essa panela tem cacife pra subir ao palco!

sopa cremosa de cogumelos

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Fazia tempo que eu queria tentar fazer em casa a sopa de cogumelos que comemos num restaurante no Napa Valley. Comecei a buscar por uma receita que tivesse o profile que eu precisava. Procurei, procurei e tudo que eu achava ia creme de leite, sherry. No final achei uma receita no French Country Cooking da Elizabeth David, que eu usei como base. Ela pedia bacon, que eu eliminei. E não pedia cebola, que eu adicionei, pois precisava gastar uma metade que estava na geladeira.

300 gr. de cogumelos crimini
2 xícaras de água
2 1/2 xícara de leite
3 colheres de sopa de farinha de trigo
2 colheres de sopa de manteiga sem sal
sal e pimenta do reino a gosto
1/4 de uma cebola branca.

Coloque os cogumelos limpos numa panela com a água e deixe ferver. Enquanto isso refogue a cebola bem picadinha [pode moer, se quiser, pra não ficar pedaços na sopa] na manteiga. Dissolva a farinha no leite e acrescente à cebola refogada. Vai mexendo com o batedor até engrossar ligeiramente. Bata os cogumelos cozidos no liquidificador até eles virarem uma pasta bem leve. Acrescente a pasta de cogumelo e a água do cogumelo ao molho branco. Mexa bem para incorporar e cozinhe por um minuto. Adicione sal e pimenta do reino a gosto. Desligue o fogo, acrescente chives picadas e um fio de azeite de trufas brancas. Sirva quente ou morno.

Mas posso acreditar que essa sopa ficou parecidíssima com a do restaurante, muito deliciosa, com um sabor bem pungente dos cogumelos crimini. Missão cumprida!

cogumelos galore!

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Cogumelos são interessantes e saborosos, mas eu tenho pouquíssima experiência com eles. O máximo que faço é refogar criminis, shitakes ou os cogumelos brancos comuns com azeite e alho. Ou colocar enokis na sopa. Mas já ousei com os portobellos, que fiz assados.

A receita é da revista Everyday Food nº 14 - julho/agosto de 2004:

Portobellos com alho-poró e espinafre
4 cogumelos limpos
3 colheres de sopa de azeite
3 coilheres de sopa de vinagre balsâmico
sal grosso e pimenta do reino à gosto
2 alhos porós - somente a parte branca - cortados em fatias bem finas
2 xícaras de espinafre fresco picado
1 xícara de queijo de cabra em pedaços

Aqueça o forno no alto [450F]. Coloque os cogumelos num refratário de cabeça para baixo, a parte das fibras pra cima. Molhe com azeite e vinagre e tempere com sal e pimenta. Asse por mais ou menos 10 minutos. Coloque as fatias de alho poró, o espinafre e o queijo no topo de cada cogumelo. Tempere com mais sal e pimenta e asse por mais dez minutos, até o espinafre murchar e o queijo começar a derreter.




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