sopa de pepino com milho
[e torrada com abacate]

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E cá estamos nós surfando mais uma onda de calor, daquelas que não se pode nem pensar em usar o fogão. Essa receita do NYT foi feita no mês passado, quando fomos afligidos por outro bafão e sopa fria era só o que se queria comer. Fiz uma pequena mudança adicionando rúcula na sopa e vou contar que não sobrou nenhuma gota da sopa e nenhum farelo das torradas.

2 pepinos cortado em rodelas
2 xícaras de buttermilk
2 filés de aliche
2 punhados de rúcula
1/2 pimenta jalapeño, sem sementes, picadas
1/2 xícara de ervas frescas diversas—hortelã, salsinha, o endro, manjericão, coentro
1/2 colher de chá de vinagre jerez [sherry]
3/4 de colher de chá de sal kosher
4 fatias de baguette ou outro pão, torrada
1 abacate sem caroço, descascado e cortada em fatias finas
1/2 limão tahiti
2 colheres de sopa de queijo feta esfarelado
Azeite de oliva extra-virgem, para servir
Pimenta do reino moída
Uma espiga de milho, os grãos removidos

No liquidificador ou processador de alimentos misture o pepino, a rúcula, o buttermilk, o aliche, o jalapeño, as ervas frescas, o vinagre jerez e sal a gosto. Bata bem até ficar totalmente liquido.

Esmague fatias de abacate no pão torrado. Polvilhe com o queijo feta esfarelado, esprema o suco do meio limão por cima e tempere cada uma com um fio de azeite e um pouco de pimenta moída na hora. Transfira para um prato e reserve.

Distribuir a sopa entre 4 tigelas, decore com grãos de milho crus e um fio de azeite. Sirva com as torradas de abacate.

sopa fria de ervilha com favas
[e azeite de hortelã & amêndoas]

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O Farmers Market de Woodland só reinicia na próxima semana, então minha fonte de ingredientes sazonais tem sido basicamente a minha cesta orgânica e o mercadinho da road 16, onde vou todos os sábados comprar ovos caipiras e frutas da estação. Mas como resistir a um pacote de ervilhas tortas fresquinhas por duas míseras patacas? Por isso tenho comido muita salada com elas, cozidas levemente no vapor. Nesta semana fiquei com um monte acumuladas e juntando com um outro tanto das maravilhosas favas que têm vindo na cesta orgânica, resolvi fazer uma sopa fria inspirada por esta receita que saiu na edição de maio da revista Sunset. Como eu já tinha os legumes cozidos, foi só preparar o azeite e tostar as amêndoas rapidamente na frigideira. Eu cozinho as ervilhas e as favas por alguns minutos em água fervendo, escorro, guardo ou uso a seguir.

2 xícaras de ervilhas tortas cozidas no vapor
1 xícara de favas cozidas e descascadas
3/4 xícara de folhas de hortelã fresco
1/4 xícara de azeite de oliva extra-virgem
1/2 xícara de fatias de amêndoas tostadas
Sal e pimenta do reino a gosto

Coloque as ervilhas e favas cozidas no copo do liquidificador e coloque uma xícara de água. Bata bem até obter um purê. Passe o purê pela peneira e coloque numa jarra, tempere com sal e pimenta do reino moída na hora e leve à geladeira. Prepare o óleo de hortelã colocando as folhas de hortelã lavadas e secas com um pano no mini processador de alimentos. Junte um pouco de sal e o azeite e pulse até as folhinhas ficarem totalmente maceradas. Toste as amêndoas, no forno ou na frigideira [eu prefiro a segunda opção, mais rápida e prática]. Na hora de servir coloque a sopa nos pratos, regue com o azeite de hortelã e salpique com um pouquinho das fatias de amêndoa.

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sopa fria de pepino & quinoa

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Naqueles dias absurdamente quentes usar fogão é algo proíbido. Essa receita da Deborah Madison é uma sopa fria substanciosa e pode ser preparada com bastante antecedência. Fica refrescante e nutritiva, justamente o que o corpo precisa depois de um dia de bafão exaustivo.

para a sopa:
2 pepinos grandes descascados e picados
3 xícaras de iogurte integral natural
Bastante ervas frescas—usei manjericão, hortelã e orégano
3 colheres de sopa de azeite
Sal a gosto
Raspas da casca e suco de 1 limão

para a quinoa:
1 xícara de quinoa lavada
2 xícaras de água
1 pitada de sal

No liquidificador bata o pepino com o iogurte e as ervas até formar um purê bem liso. Junte o azeite, suco e raspas de limão e tempere com sal a gosto. Coloque num jarra e leve à geladeira. Pode ficar de um dia para o outro.

Coloque a quinoa com água e sal numa panela. Leve ao fogo e deixe ferver. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar até evaporar toda a água. Tempere com azeite e raspas da casca de um limão. Reserve.

Na hora de servir divida a sopa em pratos e coloque uma porção de quinoa no centro de cada um. Se quiser decore com um fio de azeite.

gazpacho [verde/amarelo]

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Gazpacho pra mim é a cara do verão. E não precisa nem seguir receita, porque eu sei que o tradicional leva pimentão e pepino, mas eu não sou obrigada a fazer tal e qual. Tomates orgânicos e super maduros é o que mais importa. E nem precisa ser tomate vermelho. Nessa variação exclusiva eu usei os que tinha na minha cozinha. Como não guardo tomate na geladeira, quando o calor se intensifica às vezes preciso correr pra não deixar nenhum deles estragar. Tomate pra mim é um ingrediente super precioso. Pra fazer esse gazpacho usei um tanto dos sungold cherry, que são uns tomatinhos cor de laranja e outro tanto dos tomates zebras, que como o nome já sugere são listrados.

No liquidificador coloque pedaços de pão amanhecido, um monte de tomates cortados ao meio ou em quatro, junte um pouco de água, sal e pimenta do reino moída a gosto, um tanto de azeite, um splash de vinagre jerez [sherry] e bata bem até obter um creme liso. Eu juntei também umas folhas de manjericão fresco, porque eu sou fancy, mas não precisa. Leve o gazpacho à geladeira para gelar bem e depois sirva decorado com fatias de tomate, se quiser. Eu quis.

sopa de milho & camarão
[com salsa verde]

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Fiz essa sopa primeiramente usando a combinação de milho e cogumelos, depois quis refazer substituindo o milho por camarões. As duas versões ficaram ótimas e podem ser servidas quente, morna ou fria. Com os cogumelos a sopa ficou um pouco mais cremosa e com um sabor mais delicado. Com os camarões o sabor ficou bem intenso. Nós gostamos bastante das duas variantes. O modo de fazer é o mesmo, mas não tive o guia de nenhuma receita nem medidas exatas. Usei o milho fresco, mas o congelado é perfeitamente adequado. O camarão que eu uso é sempre o pescado selvagem nos EUA ou Canadá e nunca aqueles importados da Asia, criados em piscinas.

2 ou 3 espigas de milho grande [os grãos removidos com uma faca]
1 xícara de camarões pequenos, já limpos e descascados
[ou 2 xícaras de cogumelos frescos—usei os criminis]
1/2 cebola picadinha
Sal e pimenta do reino moída a gosto
Azeite para refogar
1 litro de caldo de legumes [ou de cogumelos]
1/4 xícara de creme de leite ou half and half

Numa panela grande e robusta refogue a cebola picada no azeite. Quando ela ficar bem macia junte o milho, refogue por uns minutos e junte o camarão [ou os cogumelos]. Refogue por mais uns minutos e junte o caldo de legumes [ou de cogumelos]. Deixe cozinhar em fogo médio por uns 20 minutos. Tempere com sal e pimenta, desligue o fogo e deixe esfriar um pouco. Bata a sopa no liquidificador em partes [e com muito cuidado!] e vá passando a sopa batida por uma peneira. Pode usar o food mill/ passador de legumes se quiser. Volte toda a sopa para a panela, junte o creme ou half and half e requente. Sirva quente ou morna ou leve para gelar e sirva fria, acompanhada da salsa verde.

Para fazer a salsa verde, grelhe um punhado de pimenta doce numa grelha na boca do fogão ou na churrasqueira—eu usei essa banana pepper que não tem nenhuma ardidura. Pode assar a pimenta no forno também. Depois é só colocar as pimentas grelhadas sem os cabinhos no mini processador, juntar sal, suco de limão e azeite e moer bem. Pode passar por uma peneira se quiser, mas não precisa. Guarde a salsa na geladeira e na hora de servir coloque uma colher de sopa para cada prato sobre a sopa.

sopa fria de abacate
[com rabanete]

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Depois daquele veludo púrpura de beterraba, essa foi a segunda receita que fiz da compilação de sopas frias publicada na Martha Stewart Living do mês de julho. Nós gostamos muito, mas eu acrescentei suco de limão e da próxima vez que fizer acho que vou colocar também um fio de azeite. Foi uma opção ultra refrescante no almoço de um dia em que enfrentamos os tórridos 40ºC.

2 abacates pequenos
3 rabanetes cortados em quatro para a sopa
1 1/2 xícara de folhas de manjericão fresco
3 xícaras de água gelada
Sal a gosto
Suco de 1 limão
3 rabanetes ralados para servir
Folhas de manjericão para decorar

Colocar tudo no liquidificador e bater bem. Colocar numa jarra e levar à geladeira. Na hora de servir coloque a sopa nos pratos e no meio de cada um punhado de rabanete ralado. Tempere com pimenta do reino moída na hora, decore com folhinhas de manjericão e sirva.

sopa fria de beterraba

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As sensuais sopas frias ingressaram definitivamente no meu menu de comidas de verão, principalmente para levar de almoço no trabalho. Elas são refrescantes, nutritivas e super práticas. Eu coloco em potes de vidro com tampa e muitas vezes nem uso a colher, bebo como se fosse um suco. Tenho feito muitas variações com pepino ou abobrinha [das verdes e amarelas], junto uma folha verde como sorrel e ervas frescas como hortelã, manjericão ou tomilho, junto buttermilk ou kefir, tempero com sal, pimenta do reino moída na hora, azeite e vrrrumm! Deixar gelar antes de servir ou acrescentar uma pedra de gelo junto com os ingredientes antes de bater.

Para a minha alegria e inspiração a revista Martha Stewart Living de julho trouxe algumas receitas de sopa fria e fui correndo fazer a primeira delas, com beterraba crua. Fiquei imensamente surpresa com a deliciosidade dessa sopa, que já preparei duas vezes. É super simples de fazer, só é preciso os poucos ingredientes e um liquidificador. Coloque as baterrabas cruas no copo do liquidificador. Eu não descasquei as minhas, só lavei bem e cortei em pedacinhos. Junte um punhado de cebolinha verde [eu usei a ciboulette], sal, pimenta do reino moída na hora, azeite e buttermilk. Bata bem e coloque numa jarra. Deixe gelar e então sirva com um fio de buttermilk por cima e ciboulettes picadinhas. Eu levei para o meu almoço na universidade usando os meus famosos copos de geléia e coloquei um fio extra de azeite por cima. Deixe na geladeira até a hora de comer/beber. A cor dessa sopa é tão divinamaravilhosa que você vai ter vontade de fazer o que eu fiz e sair com o copo na mão mostrando a lindeza cor púrpura pra todos os seus colegas de trabalho. Confiem em mim, mes amis—essa sopa vale até pagar esse mico, que por ser um mico gourmand ninguém julga, nem critica, nem repara!

sopa fria de ervilha & pepino

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Na minha casa não existe verão sem sopas frias. Adoro a praticidade delas, que ficam prontas num minuto. E além de serem refrescantes, nutritivas e deliciosas, também são resistentes, pois aguentam ser guardadas na geladeira. Por isso as sopas frias são onipresentes na minha cesta de picnic diário [a.k.a. almoço]. Achei essa receita numa revista Cooking Light e ela já foi repetida várias vezes. Uma delas para um almoço com alguns convidados que eu não tinha certeza se iriam gostar de tomar uma sopa fria [na verdade ela é gelada!]. Avisei de antemão do que se tratava e que eles não se obrigassem a comer se não curtissem. Mas eles não só provaram, como repetiram e elogiaram. A receita original pedia ervilhas frescas, mas eu usei as congeladas orgânicas.

2 xícaras de ervilhas congeladas
2 xícaras de água gelada
1 pepino grande descascado
1 xícara de cubos de pão amanhecido
2 colheres de sopa de azeite extra-virgem
1 1/2 colheres de sopa de vinagre sherry [jerez]
2 dentes de alho
Sal e pimenta do reino moída na hora a gosto
Raminhos de broto de ervilha [pea shoots*]
*pode substituir por agrião ou omitir
Folhinhas de hortelã fresco
Mais azeite para servir

Cozinha as ervilhas rapidamente num pouco de água. Coe e deixe esfriar bem. Coloque todos os ingredientes [menos os brotos de ervilha e as folhas de hortelã] no copo do liquidificador e bata bem até obter um liquido bem cremoso. Coloque numa sopeira ou jarra e leve à geladeira. Na hora de servir, coloque a sopa nos pratos e decore com as folhas de hortela, os brotos de ervilha e pingue gotinhas de azeite.

[mais um ] gazpacho

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Posso até dizer que este está sendo o verão da sopa fria, não pela variedade de receitas testadas, mas pela quantidade de receitas repetidas. Tenho preparado incessantemente esta sopa usando pepinos [de todas as variedades e tonalidades] mais manjericão ou hortelã, ou usando abobrinhas [de todas as variedades e tonalidades] mais manjericão ou hortelã. E também tenho feito muitas sopas frias de tomate, que eu chamo de gazpacho, porque as minhas quase sempre levam tomate fresco e pão não tão fresco. Mas posso colocar pepino e/ou pimentão verde e vermelho, e manjericão. A base é quase sempre a mesma—tomates orgânicos super maduros [e uso tomates de todas as cores], pão amanhecido, azeite de oliva extra-virgem, sal, pimenta do reino e vinagre jerez. Bato tudo no liquidificador e não passo pela peneira, porque não precisa. Posso acrescentar também pimentões verdes ou vermelhos e pepinos e bater tudo junto. Ou picar os pimentões e pepinos em cubinhos e acrescentar depois na sopa, como está na foto acima. Quando preparo a sopa para comer em casa, adiciono um dente pequeno de alho. Mas quando faço para levar de lanche no trabalho, omito o alho, porque acho deveras deselegante ostentar um bafão de alho depois do almoço.

sopa fria de pepino
[com buttermilk]

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Fiz tanto essa receita nas últimas semanas, que praticamente já tomei posse dela. É a minha sopa fria de pepino favorita! Tenho feito muito para trazer pro meu almoço-picnic no trabalho, alternando com uma versão simplificada da deliciosa salmorejo, sem ovo ou presunto. Levo assim mesmo, acondicionadas em potes de vidro com tampa de rosca. Na hora de comer uso a colher ou apenas bebo usando o pote como se fosse um copo. Acompanho com crakers e uma salada, às vezes umas fatias de queijo. É um almoço leve, delicioso e cheio de sustança. Segura você animada o resto do dia, sem pesar nem causar aquela sonolência vespertina. Uso um buttermilk da melhor qualidade. Aliás, todos os ingredientes devem ser da melhor qualidade. Adiciono por minha conta um punhado de ervinhas—ciboulettes ou manjericão fresco, dependendo de qual eu tiver mais abundante no dia. Uma sopa fria perfeita para os dias tórridos, e para os não tão tórridos também.

da revista Everyday Food
cucumber-buttermilk soup
faz 4 porções
2 pepinos médios descascados e cortados em pedaços
[se tiver muita semente, remova]
2 xícaras de buttermilk
Sal marinho e pimenta do reino moída na hora
Azeite de oliva extra-virgem
Um punhado de ciboulettes ou folhas de manjericão fresco

Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata até obter um liquido uniforme. Coloque numa jarra e leve à geladeira. Na hora de servir acrescente mais pimenta do reino moída e um fio de azeite. Pode decorar com fatias bem finas de pepino. Essa sopa se conserva por um dia ou dois, bem tampada e dentro da geladeira.

gazpacho cremoso com alho

Depois de um par de dias altamente agradáveis, estamos novamente surfando uma ondaça de calor—wwoooooooaaaahh, pés firmes na prancha garota! Nesses dias tórridos, só a comida fria salva. Por isso meu jantar foi apenas este gazpacho laçado do jornal NYTimes. creamy-tomato_2S.jpgPara fazer os crocantes de queijo nem precisa ligar o forno. Faz numa frigideira anti-aderente num instantinho sem necessidade de esquentar a cozinha. O jantar ficou pronto numa piscada e ohmaigudiness que delícia! Troquei o leite de cabra ou iogurte integral por kefir de leite de cabra. E troquei o queijo pecorino por parmesão, ralado na hora, bem fininho. Você acha que dois pratos desse gazpacho daria pra te satisfazer? Pra mim não deu. Comi três pratões e nem tenho vergonha de admitir.

garlicky tomato gazpacho with crunchy pecorino
faz quatro porções
6 colheres de sopa de queijo pecorino Romano
[*usei o parmigiano Reggiano]
Meio quilo de tomates orgânicos bem maduros sem sementes
[2 tomates grandes ou 4 médios]
1 1/2 xícara de leite de cabra ou iogurte integral
[*usei kefir de leite de cabra]
1/4 xícara de azeite [mais para servir, se quiser]
12 folhas de manjericão fresco
2 dentes de alho picados
2 cubos de gelo
1 3/4 de sal kosher ou marinho
1 1/2 colher de chá de vinagre de vinho
1 pitada de pimenta cayenne

Numa frigideira sobre fogo médio, espalhe 2 colheres de sopa do queijo ralado, formando uma camada fina. Deixe derreter e quando as bordas começarem a ficar douradas, vire o queijo derretido e deixe cozinhar do outro lado. Transfira para um prato coberto com papel toalha. Faça os outros crocantes de queijo da mesma maneira. Reserve.

Coloque todos os outros ingredientes no liquidificador ou processador. Bata bem até obter um purê. Acerte o sal, se necessario. Coloque nos pratos de sopa, decore com folhas de manjericão, um fio de azeite se quiser e sirva acompanhado dos crocantes de queijo.

chowder de milho & abobrinha

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Me inspirei numa receita que vi na revista Cooking Light e dalí zarpei para fazer do meu jeito. Milho e abobrinhas também são protagonistas do nosso verão. Milho é um legume que eu sempre adorei, mas nunca pensei que um dia eu fosse ficar feliz por ter uma abundância de abobrinhas na gaveta da minha geladeira. Pois acreditem, eu fico! Não sei se já tinha, alguma vez, misturado esses dois ingredientes. Uma chowder de legumes foi muito bem-vinda. Servi morninha, mas você pode servir fumegante ou mesmo gelada.

2 espigas de milho amarelo
2 abobrinhas — usei uma amarela e outra verde
1/2 cebola
5 fatias de bacon [*uso sempre o do Niman Ranch]
1 1/2 xícara de leite
1/2 xícara de água
Queijo cheddar ralado [*usei o cheddar branco]
Sal a gosto
Uma pitada de pimenta cayenne
Ciboulettes picadinhas para servir

Frite o bacon numa panela robusta. Quando eles ficarem bem crocantes, remova da panela e coloque sobre folhas de papel toalha [*pode fazer no microondas também, daí adiciona um pouco de óleo na panela para refogar os legumes].

Bata 2/3 do milho no liquidificador com o leite. Na mesma panela que fritou o bacon, refogue a cebola na gordura, adicione as abobrinhas raladas e o 1/3 do milho. Refogue até os legumes ficarem bem macios. Junte o creme de milho com leite e a água. Refogue por uns 10 minutos, mexendo de vez em quando. Tempere com o sal e a pimenta cayenne. Desligue o fogo. Sirva a seguir ou deixe esfriar. Coloque a sopa nos pratos e salpique com um punhado de queijo cheddar ralado, um punhado do bacon frito e um pouquinho de ciboulette picada.

a zilhonésima sopa de tomate

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Foi uma segunda-feira extremamente desgastante. Daquelas que parecem não ter fim. Sem mencionar o fato de que tivemos um dia tórrido, com quarenta graus. Daí chega em casa, pega a cesta orgânica, divide a cesta orgânica, reclama da quantidade de verduras [ainda!] que chegaram, reclama que não veio nenhum tomate, lava, lava, lava. Na hora de preparar o jantar, o desânimo me abateu. Não só pelo cansaço, mas pelo calor que faz mesmo a gente perder um bocado de energia e de apetite. O jantar que ficou decidido na minha cabeça—sopa fria, alright! Usei tomates em lata, os orgânicos e fire roasted da Muir Glen, que eu uso, adoro e recomendo. Usei uma lata de 800gr de tomates inteiros, sem pele.

1 lata de 800gr de tomates fire roasted
[faça os tomates assados ou grelhados para substituir]
1 xícara de água gelada
Um punhado de folhas de manjericão fresco
Suco e raspas da casca de meio limão grande
Sal a gosto
Tabasco para temperar

Bata os tomates, a água e o manjericão no liquidificador. Passe tudo pela peneira e coloque numa sopeira. Tempere com o suco e raspas do limão, sal a gosto e gotas de tabasco [*usei o tabasco verde de jalapeño]. Leve à geladeira para gelaer. Sirva. Essa receita proporciona 4 porções bem generosas. *servi com essas tortillas chips da marca Food Should Taste Good.

sopa fria de favas verdes

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Tudo tem seu tempo na parada sazonal dos ingredientes—a natureza é quem manda. As favas verdes, tão frescas e tenras durante o inicio e pico da estação, vão mudando quando a temporada se encerra. Comprei algumas já no finzinho e quando cozinhei percebi que elas estavam muito mais farinhentas do que as que preparei semanas antes. Li que isso é normal, pois elas vão ficando maduras. Por isso os meus planos de salada se transformaram numa sopa. Das frias. E que ficou uma das melhores que já fiz.

Corte 1 alho-poró grande [ou dois pequenos] ao meio, embrulhe em papel alumínio grosso, salpique com sal e um fio de azeite e asse até ele ficar bem tenro. Eu fiz isso na churrasqueira. Enquanto isso debulhe as vagens, cozinhe as favas em água e escorra. Despele as favas e reserve. No liquidificador coloque as favas cozidas [mais ou menos 1 xícara e 1/2] e despeladas, o alho-poró e água fria o suficiente para bater um creme. Comece com pouco e vá adicionando maios até obter a consistência desejada. Não deixe muito grosso, nem muito ralo. Acerte o sal e adicione adicione pimenta do reino moída na hora e um fio extra de azeite. Coloque numa sopeira ou jarra e leve à geladeira até a hora de servir.

sopa de abobrinha grelhada

s-abob-grelhadas_2S.jpgO tempo continua estranho por aqui. Parou de chover, mas as temperaturas sobem e descem, abre o sol, depois nubla, venta, uma situação bem incomum. Mas já tivemos uns dias razoavelmente quentes e daí já me dá os cinco minutos das sopas frias. Elas não foram apenas uma febre do verão passado. Como os sorvetes e as variações de gelatinas, as sopas geladas já foram incorporadas no meu cardápio sazonal. Essa, totalmente invencionice, ficou interessante. Não provocou epifanias gastronômicas, mas inaugurou a temporada das sopas frias. As abobrinhas já estão chegando com frequência na cesta orgânica, como também o manjericão—a cada semana um maço maiorzinho. Também usei novamente os pinoles, pois tenho um saco que quero gastar. E o buttermilk, que pode muito bem ser substituído por iogurte.

2 abobrinhas de casca verde
1 1/2 xícara de buttermilk
1/2 xícara de água
1 xícara de folhas de manjericão fresco
1/3 xícara de pinoles
2 colheres de sopa de suco de limão
Sal e azeite

Corte as abobrinhas em pedaços, tempere com sal e azeite e grelhe ou asse até elas ficarem bem douradas dos dois lados. Remova da grelha ou forno [fiz na churrasqueira] e deixe esfriar um pouco. Coloque as abobrinhas grelhadas e os outros ingredientes no liquidificador e bata bem até formar um purê. Acerte o sal se precisa. Coloque numa sopeira ou jarra e leve à geladeira. Sirva a sopa bem fria.

sopa fria de pepino e coentro

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A primeira receita de sopa que fiz do livro de sopas da Anna Thomas. Essa de pepino, coentro e hortelã ficou muito refrescante. E é tão leve que você vai tomando e quando percebe já mandou ver metade da sopeira sozinha!

700 gr de pepino
3/4 colher de chá de sal marinho
3 xícaras [750 gr] de iogurte de leite de cabra [ou o grego]
1/2 xicara [30 gr] de coentro fresco
1/2 xícara [20 gr] de hortelã fresco
2 colheres chá de sementes de cominho torrada e moída
1 colher de chá de pimenta jalapeño picadinha
2 colheres de sopa de suco de limão, e mais para servir
1/2 xícara de água gelada

Descasque o remova as sementes do pepino, se tiver. Pique em cubinhos e coloque numa vasilha. Você vai ter umas 4 xícaras de pepino picado. Junte o sal, mexa bem com as mãos e deixe descansando por 15 minutos.

No liquidificador junte o iogurte, o pepino e o liquido que formou, o coentro e hortelã e o cominho tostado e moído [toste na frigideira e moa no mini-processador ou pilão]. Bata em partes. Deixe mais liquido ou mais pedaçudo conforme a sua preferência. Adiciona a jalapeño. Adicione o suco de limão, junte água até quanto achar necessário—não deixe muito liquida. Teste o sal. Na hora de servir, acrescente mais suco de limão se quiser e sirva com pistachios picados por cima.

sopa essência do tomate

essencia-tomate_3S.jpgOutro dia a querida Ana me enviou uma coleção de links de receitas de sopas frias—minha obsessão deste último verão. Adorei todas e vou fazer uma por uma. A primeira que preparei foi esta de tomate, com uma receita muito peculiar, ressaltando o doce natural dos tomates. Eu coloquei uma pitada de sal marinho por minha própria conta. Gostei imensamente do resultado. Os tomates consumidos na época, orgânicos e super maduros, são deliciosos. Estou aproveitando enquanto posso, pois em breve eles sumirão. Gastei dois minutos para fazer essa sopa e devorei lambendo o prato—ninguém viu, pois eu estava sozinha.

serve 4 pessoas
4 xícaras de tomates variados super maduros
1/4 de xícara de azeite extra-virgem
1 colher de sopa de nectar de agave [*pode substituir por mel]
1/2 xícara de folhas de manjericão fresco cortado em tirinhas
Sal [* adição minha]

Bata no liquidificador 3 xícaras de tomates, o azeite, agave e 2 xícaras de água gelada, até formar um creme [* e eu passei tudo pela peneira e coloquei um pouco de sal marinho]. Sirva a sopa e decore cada prato com o resto dos tomates e o manjericão em tirinhas.

sopa fria de pepino e castanha

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Eu tenho um monte de aplicativos de receitas no meu IPhone e obviamente que nunca uso nenhum. Mas num dia em que tive um tempo livre para pensar durante minhas horas de trabalho, fui pensar logo em comida—e especialmente no que iria fazer para o jantar. No app do Epicurious.com dei de cara com esta receita e parei ali mesmo. Estava decidido o jantar.

Vou dizer: ficou uma sopa simplesmente deliciosa. Raspamos os pratos e foi só a educação que nos preveniu de também lambê-los. Usei um pepino japonês quase sem semente e que não solta muita água. A pimenta italiana foi substituída por uma jalapeño vermelha que estava bem doce e nem um pouco picante.

3 pepinos grandes, descascados, sem sementes e picados
1 pimenta Cubanelle corta ao meio sem sementes
[*usei uma jalapeño vermelha]
1/3 xícara de azeite de oliva extra-virgem
1/2 xícara de castanha de caju torrada
2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto
1 dente de alho picado

No liquidificador junte todos os ingredientes e bata bem, adicionando água gelada a vontade, até atingir a consistência desejada. Adicione sal e pimenta a gosto. Coloque tudo numa sopeira e leve à geladeira. Sirva decorado com ciboulettes e tomates picados se quiser. Eu não quis.

gazpacho de berinjela

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Da edição de julho de 2009 da revista Bon Appétit saiu esse gazpacho diferente, feito com berinjela. Usei duas unidades pequenas dessas simpáticas rajadas grelhadas na churrasqueira, que é onde eu faço a maioria nos legumes durante os meses calorentos do verão. Ficou uma sopa muitíssimo saborosa e interessante, nós aprovamos.

Serve 8 pessoas
2 berinjelas grandes cortadas ao meio
5 colheres de sopa de azeite de oliva
4 tomates grandes e maduros cortados em quatro
2 cebolas médias picadinhas
2 dentes de alho picadinhos
3/4 de colher de chá de cominho em pó
1/8 de colher de chá de pimenta cayenne
3/4 xícara de iogurte integral
1/2 xícara de suco de limão
1/4 xícara de tahini [pasta de gergelim]
2 xícaras de água
Azeite extra na hora de servir

Pré-aqueça o forno em 325ºF/ 162ºC. Pincele as berinjelas com azeite e salpique com sal e pimenta. Coloque as berinjelas com a parte cortada para baixo numa forma forrada com papel alumínio. *Eu pulei esse processo, fazendo na churrasqueira. Asse até que a beinjela fique macia. Deixe esfriar, remova a casca e as artes com mais sementes. Coloque a polpa cozida numa vasilha e reserve.

Bata os tomates no liquidificador ou no processador. Coe para remover as semente e reserve.

Aqueça o azeite numa panela robusta e refogue a cebola e o alho ate ficarem dourados. Acrescente o cominho em pó e a pimenta cayenne. Junte o iogurte, o suco de limão e o tahini. Misture bem, desligue o fogo. Junte a berinjela assada. Bata em partes o refogado de berinjela com o suco de tomate no liquidificador. Junte água até conseguir a expessura desejada—eu deixei mais grossa. Acrescente sal a gostom, coloque tudo numa sopeira e leve à geladeira. Pode fazer no dia anterior. Mantenha refrigerado. Na hora de servir acrescente mais azeite individualmente, ao gosto do freguês.

mais uma sopa de tomate

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Quando o Uriel viaja, minha vontade é sempre de não fazer absolutamente nada. Ou fazer coisas que nunca faço, como fritar bolinhos, devorar tudo com a boca aberta, beber litros de vinho e ficar dançando como um fantasma da Isadora Duncan pela casa. Mas normalmente eu me comporto. Janto pão com tomate ou faço alguma coisa simples, mas que me satisfaça. Neste dia foi uma outra versão de uma sopa de tomate. A idéia saiu de uma sopa um pouco mais elaborada, publicada naquela edição de Julho da Martha Stewart Living que teve uma reportagem especial só com sopas frias.

1 quilo de tomates maduros
1/2 colher de chá de coriander em pó [coentro]
1/4 colher chá cominho em pó
1/4 colher chá de sementes de caraway [alcaravia]
1/4 colher chá pimenta vermelha em flocos
azeite e sal

Coloquei os tomates cortados ao meio no broiler até eles começarem a amolecer e ficar coradinhos, por uns 10 minutos, sempre vigiando, porque no broiler o jogo é rápido. Depois joguei os tomates assados e o caldo que formou no liquidificador e bati bem, sem água. Usei tomates vermelhos e amarelos, todos heirlooms. Deveria ter passado tudo pela peneira, mas por preguiça não passei e me arrependi. Da próxima vez passarei, pois alguns dos tomates tinham uma casca mais grossinha que ficaram perceptíveis na sopa. Coloquei o suco de tomate numa sopeira e coloquei azeite numa frigideira de ferro e ali refoguei os temperos—cominho e coriander em pó, sementes de caraway e flocos de pimenta. Refoguei uns minutinhos e joguei esse azeite aromatizado na sopeira. Salguei a gosto e servi com torradas integrais e uma fatia de queijo gorgonzola. Ficou uma refeição leve, mas que me alimentou muitíssimo bem.

Tá difícil a coisa, mas eu ando num esquecimento absurdo. Esqueço se já lavei o cabelo com o shampoo, esqueço se tomei ou não o remédio e esqueci que tinha ASSADO os tomates pra fazer essa sopa. Me desculpem, já corrigi. Garçon, sai uma dose tripla de Ginko Biloba, s'il vous plaît!

sopa fria de ervilha

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Outra sopa fria, ainda do especial da Martha Stewart [junho/2009] e outra vez o pepino foi substituído, desta vez pela ervilha. Os pepinos não estão abundantes este ano, mas tudo bem, pois as ervilhas fizeram bonito nessa sopa super refrescante. Usei um pacotinho pequeno de ervilhas orgânicas congeladas. Em lata não serve.

Faz quatro porções.
Coloque no liquidificador 1 1/2 xícara de ervilhas congeladas, 1 xícara de sour cream, 1/2 xícara de folhas de manjericão freco, 1/2 xícara de folhas de hortelã fresco e 1 xícara de água gelada. Bata bem, se quiser pode passar pela peneira, mas eu não fiz. Coloque tudo numa sopeira, adicione suco de 1 limão, sal e pimenta Tabasco a gosto. Sirva imediatamente ou deixe gelando mais tempo na geladeira até a hora de servir.

sopa fria de milho & coco

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Outra caracteristica da minha personalidade é fazer tudo de maneira obcecada. Se eu gosto de um ator ou atriz tenho que ver TODOS os filmes com eles, se gosto de um autor, compro e leio TODOS os seus livros, se uma roupa fica legal e confortável, eu adquiro o mesmo modelo em outras cores e assim vou indo. Neste momento encasquetei com as sopas frias, então não sossegarei enquanto não preparar todas as receitas que encontrar pela frente, em livros, websites e revistas. Essa saiu na edição de junho de 2009 da revista Martha Stewart Living, num especial sobre sopas frias. Já fiz a sopa de cenoura dessa matéria e ainda vou fazer outras.

Para essa sopa usei o milho de espigas que eu tinha grelhado na churrasqueira, então fiz uma modificação nos procedimentos, porque o meu milho já estava cozido. Com isso a minha sopa ficou pronta em 5 minutos! Para aqueles dias em que o cansaço bate forte. Adorei o resultado dessa sopa, porque o sabor adocicado do milho combinou muito bem com o leite de coco. Vou colocar a receita como está na revista e depois a minha versão.

serve 4 pessoas
Numa panela coloque 3 xícaras de grãos de milho frescos, 1 pimenta jalapeño sem sementes e cortadas em pedacinhos, 1 lata de leite de coco e 2 1/2 xícaras de água. Leve ao fogo médio e deixe ferver. Diminua o fogo e cozinhe por uns 20 minutos. Remova do fogo, deixe esfriar um pouco e então bata tudo no liquidificador [com muito cuidado!] e depois passe o líquido por uma peneira. Tempere com sal e pimenta branca moída a gosto. Leve a sopa para gelar. Na hora de servir misture 1 colher de sopa de suco de limão verde. Decore com grãos de milho e pimenta branca moída, se quiser.

A minha versão de cinco minutos: como o milho já estava cozido, bati tudo no liquidificador, passei pela peneira, misturei suco de limão amarelo [meus limões estão despencando da árvore de tão suculentos] e servi. Comi dois pratões sozinha. O resto devorei no almoço do dia seguinte.

sopa fria de abobrinha & pistachios

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Contínuo na minha maratona de sopas frias, estou realmente entusiasmada com as inúmeras possíbilidades. Fico pensando quantos verões desperdicei, focalizando somente em saladas. Neste dia decidi fazer uma sopa de pepino, baseada numa receita do How To Cook Everything Vegetarian do Mark Bittman. Estou carregando esse livrão pra cima e pra baixo já há algumas semanas. Logo escreverei sobre ele. Bom, quando peguei o pepino que estava na geladeira, gruni de raiva, pois o tal estava inusável. Tinha amolecido, nem todo legume tem vida longa, nem quando refrigerado. Como já tinha colhido o hortelã e o limão, resolvi ir em frente e fiz a sopa usando uma abobrinha, ao invés do pepino. Mudei um pouco os procedimentos e usei kefir no lugar do iogurte.

1/4 xicara de pistachios torrados sem casca
[*pode usar semente de abóbora torrada]
2 xícaras de iogurte [*usei kefir]
1/4 de xícara de leite [*omiti]
1 xícara de folhas frescas de hortelã
1 pepino grande [*usei abobrinha]
2 colheres de sopa de suco de limão
1 pitada de pimenta cayenne
Sal a gosto

Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata bem. Adicione os pistachios e apenas pulse, para que eles fiquem em pedaços, não totalmente moídos. Coloque para gelar ou sirva imediatamente, decorado com folhas de hortelã—eu usei raspinhas da casca do limão.

sopa marroquina de tomate

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A receita de moroccan tomato soup foi publicada num artigo de 1991 na coluna da Barbara Kafka no NY Times. Para quem nunca ouviu falar dessa autora, ela era a guru do microondas e publicou uma biblia no assunto, que eu recebi de presente [de grego] na última primavera. Mas essa receita não envolve o uso do microondas, muito pelo contrario. Kafka usa o food mill para moer os tomates. Eu achei a receita interessantissima e quis testar. O NYT publicou a versão antiga da Kafka e uma versão renovada pela Tessa Kiros, que também testarei em breve. Vou adiantar que ADOREI essa sopa, que me surpreendeu mais do que eu imaginava que faria. Não é uma sopa purê, pois ela usa o moedor grosso do food mill, então entram as sementes e a textura fica bem legal. Eu usei uma mistura de tomates orgânicos super maduros vermelhos e amarelos. Os tomates amarelos são um pouco menos ácidos que os vermelhos.

Serve quatro pessoas
2 dentes de alhos picadinhos [*ela usa 5 mas eu diminui, se quiser aumente]
2 1/2 colheres de chá de páprica doce
1 1/2 colheres de chá de cominho em pó
1 pitada generosa de pimenta cayenne
4 colheres de chá de azeite de oliva
1 quilo de tomates orgânicos e maduros cortados em pedaços
1/4 xícara de coentro fresco picado, e extra para decorar se quiser
1 colher de sopa de vinagre de vinho branco
2 1/2 colheres de sopa de suco de limão
Sal Kosher [mais grossinho]

Numa panela pequena coloque o azeite, o alho, páprica, cominho e pimenta cayenne e refogue em fogo médio, mexendo constantemente, por 5 minutos. Remova do fogo e reserve.

Passe os tomates pelo food mill [ou pulse no liquidificador ou processador] com o ralo mais grosso. Coloque o tomate numa sopeira e junte o azeite com os condimentos, o coentro fresco picado, o vinagre, o suco de limão e sal a gosto. Junte água gelada se for necessário. Eu fiz isso no food mill.

Deixe a sopa na geladeira por uns 30 minutos e sirva com mais coentro fresco, se quiser. Eu não quis.

gazpacho andaluz

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Este gazpacho foi o nosso almoço do domingo e brilhou em apresentação solo. Tirei a receita do livrinho Cocina Tradicional Andaluz da Ana Maria Calera, que comprei numa livraria em Córdoba. Lá tem pelo menos dez receitas de gaspacho, além do salmorejo. Essa foi a primeira que escolhi para fazer. Como não entendi se o pão era só pra acompanhar ou era também ingrediente da sopa, decidi colocar umas fatias no liquidificador, junto com os outros ingredientes. Da próxima vez vou testar fazer sem. Também servi um pão de azeitonas de acompanhamento.

1 quilo de tomates
1 pepino
1 dente de alho
1 pimentão verde
250 ml de azeite de oliva
1 "chorrito " de vinagre * usei o balsâmico de Pedro Ximenez
Pão
Sal

Colocar todos os ingredientes, menos o pepino, no liquidificador. Triturar tudo muito bem e adicionar água gelada necessária para a textura que mais lhe agrade. Servir frio, com pepino picadinho, tomate e pão. Se quiser adicionar ovo picadinho por cima.

sopa fria de abobrinha

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Outra receita do chef belga Alain Coumont que saiu na revista Food & Wine. Numa grande coincidência, na semana que marquei de fazer essa sopa, achei um macinho de purslane no Farmers Market. Eu já tinha recebido essas folhinhas na cesta orgânica. Ela é considerada um mato, pois cresce rasteiro no chão, vai espalhando e ninguém gosta dela. Mas ela é comestível e muito saborosa, como outros matinhos interessantes, entre eles o espinafre selvagem e o dandelion. A sopa ficou bem interessante e como precisa cozinhar antes de gelar, pode ser servida também quente. Ao gosto do freguês.

2 colheres de sopa de azeite e extra para por sobre a sopa pronta
1 cebola pequena picadinha
1 colher de chá de folhas de tomilho fresco
1 folha de louro
1 quilo de abobrinhas pequenas cortadas em cubos
1 abobrinha extra para ser fatiada e decorar a sopa
Sal kosher a gosto
3 xícaras de água
2 colheres de sopa de manjericão fresco picado
Pimenta do reino moída na hora
2 xícaras de purslane ou rúcula

Numa panela grande coloque o azeite e refogue a cebola em fogo médio até ela ficar transparente. Acrescente o tomilho e o louro e cozinhe por 1 minuto. Junte as abobrinhas e o sal. Cozinhe mexendo de vez em quando por uns 10 minutos. Junte a água e deixe ferver. Remova o louro e junte o manjericão. Bata a sopa em partes no liquidificador com cuidado ou passe pelo food mil, que é mais seguro e é como eu faço. Transfira tudo para uma sopeira e leve à geladeira por pelo menos 3 horas. Na hora de servir acerte o sal, tempere com pimenta, decore cada prato com um punhado de purslane e fatias de abobrinha raladas finas. Coloque um fio de azeite por cima e delicie-se. Essa sopa pode ser preparada com antecedência.

sopa fria de cenoura

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Outra sopa fria que entrou na roda e já tenho outras na fila, esperando para serem testadas e provadas. Essa saiu da revista Martha Stewart Living junho de 2009, onde tem uma matéria inteira somente com sopa frias. Muitas outras ainda ainda vão aparecer por aqui, aguardem. Essa foi a primeira sopa fria que eu fiz cozinhando antes de gelar. Eu preferiria a facilidade de um gazpacho ou salmorejo, onde tudo vai no liquidificador, pápum, tá servido. Mas a vantagem dessa sopa é que como ela é cozida, dá também para servir quente, conforme a estação. E a farofinha que acompanha é a cereja no topo do bolo. De-lí-cia!

Numa panela derreta 2 colheres de sopa de manteiga e adicione 1/4 de cebola picadinha. Cozinhe até a cebola ficar macia. Acrescente 1 quilo de cenouras cortadas em fatias e cozinhe por uns minutos, mexendo de vez em quando. Adicione 5 1/2 xícaras de água e deixe ferver. Abaixe o fogo e deixe cozinhar por uns 20 minutos. Espere esfriar um pouco e bata no liquidificador [com MUITO cuidado] ou passe pelo food mill, que foi o que eu fiz. Tempere a sopa com 1 colher de sopa de mel, sal e pimenta do reino moída a gosto. Coloque numa sopeira e leve à geladeira por pelo menos 3 horas ou de um dia para o outro. Antes de servir, prepare uma farofinha, colocando numa frigideira 2 colheres de sopa de azeite de oliva sobre fogo médio. Junte 1/2 xícara de farinha de rosca [farinha de pão—de preferência feita em casa, com pão velho ou bolachas integrais] e vá mexendo com uma espátula até a farinha ficar bem tostada, por mais ou menos 2 minutos. Transfira para uma vasilha pequena e deixe esfriar. Daí junte 2 colheres de sopa de salsinha fresca picadinha, tempere com sal e pimenta do reino a gosto e sirva por cima da sopa gelada.

sopa fria de grão-de-bico

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Estou encantada com as sopas frias e ando querendo testar muitas receitas. Esta saiu do livrão Vegetarian Cooking for Everyone da Deborah Madison. Eu fiz algumas adaptações, porque na receita original ela usa os ingredientes inteiros, sem bater no liquidificador. E usa pepino, mas eu não tinha, então substituí por uma abobrinha e achei que ficou ótimo. O molho de azeite e ervas ela também só mistura, mas eu usei o processador. Usei ciboulettes, tomilho e manjericão, pois não tinha salsinha nem manjerona. O resultado ficou o fino da bossa. Recomendo essa sopa imensamente!

1 dente de alho
Sal e pimenta do reino moída na hora a gosto
1 litro de buttermilk
1 pepino grande sem casca, sem sementes cortado em cubos
[* usei uma abobrinha bem firme, que só cortei em cubos]
1 lata de grão-de-bico cozido e escorrido [dá 1 1/2 xícara]
1/4 xícara de azeite extra-virgem
2 colheres de sopa de ciboulettes/chives
1/3 de salsinha picada [* usei tomilho fresco]
3 colheres de sopa de manjerona fresca [* usei manjericão fresco]
Suco e raspinhas da casca de 1 limão

Coloque o alho, o grão-de-bico, a abobrinha [ou pepino], o sal e pimenta e o buttermilk no liquidificador e bata rapidamente. Não deixe virar um purê, deixe uns pedacinhos inteiros. Ponha numa sopeira ou jarra e guarde na geladeira. Faça um molho com as ervas, as raspinhas e suco de limão e o azeite no processador [ou pilão]. Eu coloquei também uma pitada de flor de sal. Sirva a sopa gelada com uma colherada desse azeite de ervas por cima. Outstanding!

salmorejo

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Eu não via a hora que os tomates começassem a chegar no mercado, pra poder finalmente fazer em casa a receita da sopa fria que me encantou lá na Espanha—o salmorejo.

Comprei um tanto de tomates especialmente para isso. Fiz a receita que a querida Carlota tinha me enviado. Ela disse que faz muito essa sopa e por isso faz de cabeça, sem medidas. Eu acredito que dê mesmo pra ir se desligando da receita aos poucos, pois o salmorejo não tem segredo.

Gentilmente, a Carlota mandou uma receita com medidas e eu fiz exatamente. Usei tomates orgânicos e locais. Acho que tomate não dá pra não ser orgânico, né?

Como não tinha nenhum tipo de presunto, muito menos o ibérico, usei uns chips de bacon [bacon torrado]. E os ovos cozidos, é claro. Fiz um pouco mais rala do que as que tomei em Córdoba, mas ficou tão boa quanto. Vou te dizer, eu sinto uma onda de felicidade a cada colherada que como dessa sopa. Não tenho explicação racional pra isso, mas sei que o salmorejo vai retornar muitas vezes à minha mesa durante os próximos meses.

1 quilo de tomates orgânicos bem maduros
2 dentes de alho
2/3 xícara de azeite
1/4 de vinagre jerez [sherry]
Água gelada
250 gr de miolo de pão [eu usei de centeio]

Colocar o miolo de pão de molho na água por uns 30 minutos. Bater os tomates e o alho no liquidificador e passar por uma peneira, ou passar tudo no food mill. Colocar o pão embebido na água no liquidificador, jogar lá o tomate batido e coado, juntar o azeite, o vinagre, sal a gosto e mais água gelada até chegar na consistência desejada. Servir com ovos cozidos picadinhos ou em fatias e presunto ibérico ou outro tipo em cubinhos. Essa sopa pode ser guardada na geladeira e fica tão boa quanto no dia seguinte.

sopa fria de salsão & maçã

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Este ano estou muito inclinada à fazer sopas frias. Achei algumas receitas interessantes numa revista Gourmet de agosto de 2006 que estava soterrada numa pilha de revistas que fica no meu banheiro—este ano também estou mais do que inclinada, estou realmente decidida, à organizar as centenas de revistas espalhadas pela casa.

Gostei imensamente do resultado dessa sopa, que a revista chama de gazpacho. Como eu não tinha o pão branco [baguette] pedido pela receita, substituí por pão de centeio preto, que era o que eu tinha e achei que acrescentei um ponto no sabor com essa modificação. Faça como quiser, com pão branco, ou preto, mas faça, pois essa sopa é realmente um must!

celery apple gazpacho
serve 4 pessoas

3 xícaras [mais ou menos 8 talos] de salsão [aipo] picadop
1 maçã Granny Smith descascada e picada
1 1/2 xícara de água fria
1 colher de sopa de suco de limão
1 colher de chá de sal
1 baguette de 3-inch/ 8 cm sem a casca *usei pão de centeio preto
1/4 xícara de amêndoas despeladas e picadas
2 colheres de sopa de azeite de oliva extra-virgem
Tiras finas do salsão para decorar, se quiser

No liquidificador bata bem o salsão, maçã, água, limão e sal até formar um purê. Coe tudo para uma vasilha e acrescente os pedaços de pão no liquido. Enquanto isso lave o copo do liquidificador e bata as amêndoas nele, até moer bem fininho. Junte o liquido com o pão imerso, bata bem e vá acrescentando o azeite. Coloque numa sopeira e leve à geladeira até a hora de servir. Decore com fiozinhos de salsão, feitos com o descascador de legumes, se quiser.

sopa fria de curry vermelho

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Tirei essa receita de uma dessas revistas naturebas que se pega de graça na porta dos supermercados. Parei total nos ingredientes, embora tenha dado uma adaptada. A receita original usava frango, eu troquei por camarão. Serve quatro pessoas, ou duas com sobras para o dia seguinte.

1 xícara de leite de coco
1 xícara de leite de arroz
1 1/2 xícara de suco de cenoura
1 colher de sopa de pasta de curry vermelha
2 colheres de sopa de manteiga de amendoim
Uma bandeja de camarões grandes [ umas 300gr]
1 ninho de vermicelli de arroz
1 xícara de ervilhas
1 pimentão verde ralado fininho
1 xícara de coentro ou manjericão fresco *usei coentro
1 colher de chá de shoyo ou molho de peixe *usei shoyo

Refogue o camarão rapidamente na wok com um pouquinho de óleo de canola, sal, pimenta e o pimentão raladinho. Remova e reserve. Bata no liquidificador na velocidade mais baixa o leite de coco, leite de arroz, suco de cenoura, pasta de curry vermelha e a manteiga de amendoim. Remova para uma sopeira e leve à geladeira para gelar. Enquanto isso cozinhe o vermicelli conforme instruções no pacote. Junte as ervilhas, se forem congeladas. Coe tudo para uma vasilha e reserve. Na hora de servir junte o vermicelli com as ervilhas e os camarões refogados ligeiramente com o pimentão na sopeira. Tempere com shoyo e decore com o coentro. Sirva com colher e garfo.

uma receita sem foto

Meu cansaço era tão grande que não tive forças pra clicar foto nenhuma, mas a receita merece ser publicada, pois é uma das mais deliciosas e simples sopa de tomate que já fiz. Usei os tomates orgânicos que ficaram na bancada durante a semana em que fiquei de molho e estavam muito maduros e vermelhos pra virarem salada. Então viraram sopa.

A receita original está na edição de junho/08 da revista Bon Appétit.

sopa fria de tomate com estragão
4 tomates orgânicos grandes e bem maduros
1 colher de sopa de estragão fresco picadinho
1/2 cebola roxa pequena cortada em cubinhos
Azeite
Sal e pimenta a gosto
1 pitada de açúcar mascavo

Cozinhe os tomates em bastante água. Bata tudo no liquidificador e passe por uma peneira. Numa panela refogue a cebola em cubinhos no azeite, até ficar macia. Junte a polpa do tomate, o estragão, sal e pimenta e uma pitade de açúcar, pra quebrar a acidez—se você achar necessário. Deixe ferver até dar uma engrossada. Desligue o fogo e deixe esfriar.

Numa frigideira toste fatias de pão regadas com um fio de azeite. Sirva a sopa fria, acompanhada das torradas. Pode salpicar estragão fresco nas torradas, mas eu não fiz.

Gazpacho

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Depois de fazer o Ajo Blanco, quis fazer também o Gazpacho. Dei uma olhadela no 1080 Recipes, onde me inspirei para fazer a minha versão.

Bati no liquidificador 4 tomates orgânicos maduríssimos, 1 pimentão vermelho pequeno, uma cebola bem pequena, 4 azeitonas pretas, um punhado de salsinha fresca picada e duas fatias de pão francês de ontem amolecidas em água gelada. Bati bem, acrescentei uma xícara de água gelada, pimenta do reino moída, flor de sal a gosto e bastante azeite de oliva. Coloquei tudo numa jarra e deixei gelar. Servi com croutons simples, feitos com fatias finas de pão francês cortadas em cubinhos e tostados na frigideira de ferro, e regados com um fio de azeite.

Ajo Blanco

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Uma deliciosa sopa fria típica da Andalucia, na Espanha. Usei esta receita, dando umas adaptadas aqui e ali. Achamos o resultado bem interessante, um prato ideal para dias super tórridos, quando não se pode ou quer usar o fogão.

1 xícara de amêndoas sem pele
4 fatias de pão branco sem a casca imersas em água gelada
3 dentes de alho em fatias
5 colheres de sopa de azeite de oliva
2 1/2 xícaras de água gelada
2 colheres de sopa de Jerez, vinagre de sherry
Sal a gosto
Uvas brancas sem sementes
Salsinha picadinha para decorar

Numa panela coloque as amêndoas e o alho, cubra com água e dê uma fervida. Coe e coloque no processador com o pão molhado. Bata bem, vá adicionando o azeite aos poucos. Adicione a água gelada e o vinagre. Processe até a mistura ficar bem cremosa. Adicione sal a gosto. Coloque a sopa numa vasilha e leve à geladeira para gelar. Sirva com as uvas, decorado com a salsinha picada e algumas fatias de amêndoas tostadas se quiser. A adição das uvas brancas realmente faz uma diferença e adiciona um plus nesta versão branquela do gaspacho.

shots de aspargos

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Claro que sobrou um monte de aspargos que a Madame Exagero fez pro brunch de domingo. Nem pensar em desperdiçar tais beleuzuras. Como os aspargos já estavam cozidos no vapor e temperados com sal e azeite, apenas piquei e bati no liquidificador com um pouco de água. Passei pela peneira, jogando mais um pouco de água, até obter um creme. Levei ao fogo até ferver, acertei o sal, desliguei o fogo e acrescentei um pouco de half-and-half [*para fazer em casa misture 3/4 xícara de leite integral com 1/4 de xícara de creme de leite fresco]. Servi morno em copinhos, como se fossem shots. Também pode servir frio.

sopa fria de milho & camarão

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Estou animadérrima com essa idéia de sopas frias! Essa veio na edição de junho da revista Everyday Food e me fisgou de imediato. E tão fácil de preparar que chega a ser quase ridículo. Vai certamente figurar muito no meu menu de verão—para aqueles dias tórridos, que logo logo estarão chegando.

Fiz metade da receita e alimentou muito bem duas pessoas. Vou colocar a receita inteira, que serve quatro pessoas. Tempo de preparo: vinte minutos!

1 quilo/40 ounces de milho cozido, fresco, congelado ou em lata
1 xícara de iogurte natural desnatado
1 xícara de leite
1/3 xícara de suco de limão verde
1 colher de chá de ground coriander
1 pitada* de pimenta cayenne
*pode pôr duas ou três, vai por mim!
1/2 quilo de camarão* cozido picado, reserve uns inteiros para decorar
*invenção minha: eu temperei os camarões com um fio de azeite
Sal marinho grosso e pimenta do reino moída a gosto
1 xícara de tomatinhos cortados em quatro
1 abacate picadinho

Bata no liquidificador o milho com o iogurte, leite, suco de limão, coriander, cayenne até virar um purê. Passe para uma sopeira através de um coador bem fino, para retirar todo o resíduo do milho. Misture o camarão, adicione sal e pimenta a gosto, misture os tomates e o abacate e sirva. Eu servi com torradas feitas na frigideira de ferro com um fio de azeite.

creme frio de tomate

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Esperei até às oito da noite para irmos comer em algum lugar—nosso ritual já meio padronizado das sextas-feiras. Não é novidade pra mim ser deixada esperando. Faz parte do pacote de ser casada com um acadêmico workaholic. Mas isso não me isenta do direito de bufar e chutar latas. E isso eu fiz. Fiz também um jantarzinho improvisado, com o que tinha na minha frente: quatro tomates. Fiz um creme frio, tostei um pãozinho na frigideira de ferro e comi sozinha. Aproveitei pra usar umas taças de margarita que não saiam do armário há anos! Fez um visual, pra compensar a frustração...

Creme frio de tomate
4 tomates Roma
Um punhado de salsinha—acho que manjericão ficaria melhor, mas eu não tinha mais
1 fatia de cebola roxa
1/3 xícara de half-and-half [um creme de leite diluído]
Um punhadinho de azeitona preta sem caroço
Sal marinho a gosto
Tabasco a gosto—usei o de Chipotle
Um fio de azeite

Bata tudo no liquidificador, até formar um creme bem liso. Coloque em taças de margarita e sirva com fatias de pão tostadas com um fio de azeite.

a looooooooot of tomatoes

plentyoftomatoes.JPG

Essa pequena refeição está bem redundante, eu sei. Mas tenho que usar a tomatada que abunda, vermelhinha, nos meus tomateiros.

Então vamos lá, uma salada básica com tomates, folhas de basilicão e mussarela fresca, temperada com um vinagre balsâmico branco, pelo qual estou apaixonada!

Uma fatia de pão tostado na frigideira de ferro, regado com um fio de azeite. Eu comeria isso todo santo dia!

Gaspacho. Nunca tinha feito essa sopa. E fiz às cegas, sem receita. Fiz assim: joguei no liquidificador um monte de tomate, um pepino branco pequeno descascado [coloquei com as sementes mesmo, pois essa variedade de pepino quase não tem semente], uma fatia de pão tostado cortado em cubos, um cubinho de gengibre fresco - para substituir o alho, já que todos sabem que eu não suporto comer nada com alho cru - água o quanto baste, sal, pimenta do reino, um fio de azeite. Bati tudo, gelei, comi às colheradas.

Sopa fria de pepino

sopapepinofria.JPG

Fizemos uma reuniãozinha na casa de uma das minhas amigas, a Scarlet, para definir os últimos detalhes das doações que vamos fazer à duas entidades assistenciais no Brasil, através da nossa associação Brazil in Davis. A Scarlet tinha preparado uma sopa fria de pepino e nos serviu. Eu achei uma delicia e facílima de fazer. Quando eu for fazer aqui em casa, vou omitir o alho, que acho que não fará falta. A sopa é refrescante e saborosa!

Sopa fria de pepino

* a quantidade de ingredientes é para um baldão. dá pra diminuir em um terço.

3 Pepinos bem grandes
3 xícaras de iogurte natural
1/4 de cebola
2 colheres de chá de cominho seco moído
1 dente de alho [* na minha sopa esse alho não entra...]
1 to 2 colheres de cha de sal
pimenta do reino fresca moída na hora
1 colher de sopa de azeite de oliva

Descascar e tirar as sementes dos pepinos. Colocar todos os ingredientes, menos o iogurte no food processor e moer bem. Acrescentar o iogurte. Servir gelado com um raminho de hortela.




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