shake de abacate com coco

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Tenho a impressão que neste momento vivemos uma renascença do abacate, quando finalmente começam a aparecer receitas com essa fruta que não são uma das 87532 mil variações do guacamole. Nós, nativos da America do Sul, já estamos carecas de saber o quanto é bom uma vitamina de abacate. Mas aqui no norte isso ainda pode causar surpresa. Falo por mim, por experiência própria, não investiguei, não li papers científicos, não montei uma tabela com estatísticas. Mas como não ser arrebatado por uma delícia dessas? Essa receita é uma ótima variação da nossa velha conhecida vitamina, com a adição do sorvete de coco e do sal. Fiz e adorei!

faz duas porções
1 e 1/2 abacate pequeno [tipo hass] ou um grande
1 colher de sopa de suco de limão tahiti
1 xícara de sorvete de coco
3/4 a 1 xícaras de leite [ou um leite vegetal]
1/4 de colher de chá de flor de sal
Xarope de agave a gosto [*eu omiti]

Corte o abacate ao meio e retire o caroço. Coloque a polpa em um liquidificador. Adicione o suco de limão, o sorvete, o leite e 1/4 colher de chá de sal. Bata bem até ficar homogêneo. Prove, adicione mais sal ou adoçante e bata por alguns instantes. Divida em dois copos, polvilhe com uma pitada de sal, coloque um canudo em cada copo e sirva.

shake de ruibarbo

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Essa foi uma das bebidas mas deliciosas que já experimentei nos últimos tempos. Servi como sobremesa. Estamos na estação do ruibarbo [que é bem curta] e estou encontrando talos muito bonitos e baratos no meu supermercado local. Estou aproveitando. Mas se ruibarbo for difícil de achar, substitua por outra fruta. Acho que deve ficar muito bom com morango ou pêssego. A receita saiu no novo NYT Cooking.

500gr de ruibarbo cortado em fatias finas
5 colheres de sopa de mel
1/2 xícara de iogurte grego [ou o iogurte comum]
2 xícaras de cubos de gelo
Um pouquinho de água de rosas, para dar sabor
Um punhadinho de pistachios picados, para decorar

Misture o ruibarbo, o mel e 2 colheres de sopa de água em uma panela. Leve ao fogo, deixe ferver, abaixe o fogo e cozinhe, mexendo sempre, até o ruibarbo derreter, uns 8 minutos. Remova do fogo e deixe esfriar. No liquidificador adicione a compota de ruibarbo, o iogurte, os cubos de gelo e um pouquinho de água de rosas [não exagere]. Bata bem até ficar homogêneo. Se quiser pode adicionar mais mel e água de rosas. Despeje em dois copos, decore com os pistachios e sirva.

shrub de cereja negra

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Logo no final do inverno me deu um faniquito, porque não tinha mais shrubs na geladeira e eu precisava repor o estoque. Então passei algumas semanas marinando frutas no vinagre. Fiz alguns com frutas frescas [abacaxi e pera] e outros com frutas congeladas [blackberries, framboesas e esse de cerejas negra]. A receita é sempre a mesma. O experimento com as frutas congeladas deu muito certo, nem precisa descongelar, apenas mistura o pacote das frutas com o vinagre e prossegue normalmente. O favorito dessa leva foi o de cereja negra. Em breve teremos uma abundância de frutas frescas e farei mais shrubs, bebida imprescindível para nos refrescar durante o verão.

oito limões — açúcar & suco

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Admito que peguei muitos limões Meyer quango a colega trouxe uma sacola deles para desovar no trabalho. A desculpa é que eu *A M O* esse limão [e quem não ama?] e não podia deixar passar essa oportunidade, pois agora acho que só verei meyer lemons no final do ano. E para não correr o risco de perder uma gota dessa preciosidade e usar quase tudo o que fosse possível, resolvi raspar a casca de oito deles e espremer o suco. Com as raspas eu fiz um açúcar de limão, que ficou super forte e aromático. Eu já tinha feito outros açúcares assim, mas esse ficou diferente pois usei muito mais raspas e não deixei secar, então ficou um açúcar úmido. Foram raspas de 8 limões bem grandes e 4 xícaras de açúcar super fino, daqueles próprios para bebidas que dissolvem mais fácil. E o suco eu guardei na geladeira e fui usando. Uma boa oportunidade para usar o açúcar e o suco é fazer uma limonada. Num copo alto coloque um dedo de suco, complete com água gasosa, adoçe com o açúcar, misture bem e beba.

The Tennessee Shirley Temple

Tennessee Shirley Temple

Fui até o supermercado com a única intenção de comprar aquele vidro lindo de booze com fruta que eu tinha visto no livreto que é distribuído mensalmente para os clientes. Era o Moonshine—o famoso e ilegal whiskey de milho do Tennessee, que agora podemos comprar normalmente nos supermercados sem precisar se sentir um fora da lei. E esse ainda vem com cerejas imersas. Tive que esperar quatro dias para poder provar as frutinhas, porque a tampa do vidro estava tão atarracada que não consegui abrir e precisei da ajuda do Uriel. Olha, vou dizer sinceramente, as cerejas não são doces. Elas realmente são o PURO ARCO! Mas achei uma receita para usar o Moonshine e estou desde então bebericando esse delicioso cocktail.

1 colher de sopa de suco de limão [tahini]
2 colheres de sopa de Moonshine
1 xícara de ginger ale
2 cerejas

Num copo pequeno e largo coloque o suco de limão, encha com pedras de gelo, complete com o ginger ale, o Moonshine e com as duas cerejas.

MoonshineMoonshine

Shed — Healdsburg

Coincidentemente eu já tinha planejado uma visita à vinícola Quivira nos arredores de Healdsburg naquele final de semana, quando vi uma menção ao Shed na revista Sunset. Foi super providencial, pois decidi que ali seria o nosso lugar de almoçar para não irmos bebericar vinhos de estomago vazio. O que me chamou a atenção no pequeno paragrafo publicado na revista foi o fato do lugar ter um shrub bar. Me entusiasmei ainda mais quando olhei o website deles. Mas só consegui entender o conceito do Shed quando cheguei lá e entrei no prédio, que parece uma mistura de hangar de avião com um celeiro. O lugar é bem pequeno mas é praticamente um parque de diversões pra foodies. Tem tanta coisa pra se olhar, num ambiente absolutamente impecável e altamente fotogênico, que tenho certeza que daria para passar um dia inteiro lá dentro, só comendo e bebendo coisas gostosas, olhando coisas bonitas, fazendo comprinhas e até participando num evento no andar de cima.

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Como chegamos famintos, entramos e fomos direto pedir comida e bebida, eu de olho nas bebidas de vinagre—os shrubs, é claro. Eu pedi um prato de mezze e shrub de pera, o Uriel pediu macarrão com berinjela e o Gabriel e a Sarah pediram uma pizza cada um. Bebemos vinho rosé produzido no local, os vinagres e o kombucha. Eles também oferecem cerveja artesanal feita lá, mas não provamos. Adoramos o sorvete deles e o sabor mais comentado e apreciado foi o de mel com manjericão. Me arrependi de não ter comprado mais coisas de comer e beber, principalmente a bebida fermentada de chocolate que parecia muito boa.

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Bom, se eu descrever o que tem no Shed, muita gente não vai acreditar que o lugar é bem pequeno. O andar de cima [onde não entramos] é reservado para eventos e estava anunciado um jantar japonês com produtos locais. No andar de baixo tem a parte de bebidas, vinhos, cervejas e café, uma mercearia com produtos locais frescos, legumes, verduras, ovos, produtos em conserva, feijões secos, farinhas moídas no local, charcuterie, queijos, eleteceterá. Uma balcão com comida para levar pra casa e outro balcão de pedidos para a cozinha. Uma geladeira com bebidas, manteigas, queijos, leite, frios e coisinhas boas para picnics, um balcão de chá e café, sorvete e o bar de fermentados, onde sentamos e batemos papo com o chef das bebidas. Achei os shrubs deles especialmente delicados. Tudo uma delícia.

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Na entrada tem uma lojinha com livros e utensílios de cozinha arranjados de maneira tão linda e delicada que me causou uma paralisia de encantamento. Eu adorei as marmitas de enamel, que pesavam [e custavam] mais do que deveriam mas mesmo assim conquistaram a simpatia da minha vênus em virgem. E atrás do shrub bar você pode comprar ferramentas pra sua pequena produção, desde sementes pra plantar, como material pra apiário, pra fermentação de vinagres e pickles, enxadas, foices, alcinhos. Nem consegui ver tudo, porque queríamos ainda visitar a vinícola e tinhamos que voltar para Davis antes do final da tarde. Mas não tem problema porque o Shed será um lugar em que voltarei sempre que for à Healdsburg na região de Sonoma.

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affogato com earl grey

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A ideia é genial e não é minha, mas sim da rainha de todas as boas ideias—Martha Stewart. É só substituir a dose forte de café por uma dose forte de chá earl grey [eu fiz uma xícara com dois saquinhos]. Adquirir um sorvete de baunilha da melhor qualidade e afogar algumas bolas com o chá quente. Não pode ficar enrolando, o sorvete tem que se manter um pouco inteiro enquanto é devorado.

chá preto gelado

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Eu já tinha feito chá de frutas dessa maneira, mas nunca o chá preto. Como sempre há uma primeira vez pra tudo, fiz o primeiro chá infuso na água fria depois de ler uma micro matéria da revista Bon Appetit sobre os chás gelados do Sul dos EUA. Faz todo o sentido fazer o chá sem ferver a água, já que nos dias quentes de verão não dá muito ânimo de botar uma chaleirona de água no fogo, esperar ferver, esperar esfriar [suadeira!]. E fazer chá assim além de pratico fica muito bom. Numa jarra coloque 10 saquinhos de chá preto, junte 8 xicaras de água gelada, cubra e leve a geladeira por no mínimo 4 horas. Servir sobre gelo e fatias de limão. Adoce levemente se quiser. Eu quis.

»as marcas de chá preto de saquinho recomendadas pela revista para fazer esse chá gelado são—PG Tips, Luzianne, Tetley ou Twinnings. Eu usei o Irish Breakfast da Twinnings.

bebidas de vinagre [shrubs]

Voltei de Portland com apenas um objetivo na minha lista de afazeres—replicar a bebida de vinagre que provei no restaurante Pok Pok. Eu já sabia que os asiáticos eram fãns dessas misturas de vinagre ou apenas do vinagre puro acrescentado na água e que é visto como um elixir revigorante. Mas basta você googlar drinking vinegar para encontrar zilhões de referências aos shrubs que é exatamente a mesma bebida e muito consumida na América colonial e durante o final do século 19 e início do 20. Esses também eram considerado elixires e usados como remédios para recuperação das forças e das energias. São inúmeras receitas, com as frutas cozidas ou cruas, misturadas ao açúcar antes ou adicionadas ao xarope, usando todo tipo de fruta, com ou sem ervas, simplesmente uma cornucópia de possíbilidades. Marquei muitas receitas e comecei com duas, uma de framboesa macerada no vinagre sem cozinhar e outra de gengibre que vai ao fogo. Já tenho outra de nectarina macerando e me animei para usar umas amoras com ainda mais uma outra receita. Esse xarope pode ser usado como bebida refrescante misturado com água gasosa ou como parte da mistura de um cocktail alcoólico. Pode também ser consumido sobre frutas frescas ou sorvetes. Uma sorveteria que visitamos em Portland oferecia um milkshake feito com o Pom, a versão do vinagre do Pok Pok vendida lá e que eu comprei um de romãs para trazer pra casa.

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bebida de vinagre de framboesa
2 xícaras de framboesas frescas
2 xícaras de vinagre de maçã [*usei um orgânico sem filtrar]
1 e 1/2 xícaras de açúcar

Num vidro grande com tampa misture as frutas [lavadas] e o vinagre. Tampe e agite vigorosamente por 10 segundos. Deixe em infusão por uma semana em temperatura ambiente, agitando diariamente. Depois de uma semana coe o liquido usando uma peneira coberta por pano de queijo [gase]. Com a ajuda de um funil despeje o vinagre em um frasco de vidro limpo. Adicione o açúcar e agite para misturar. Leve à geladeira por uma semana antes de usar, agitando diariamente até que o açúcar esteja completamente dissolvido. Para servir coloque uma parte do vinagre em um copo com gelo e adicione quatro partes de água com gas.

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bebida de vinagre de gengibre
1/2 xícara de gengibre descascado e picado bem fininho [eu ralei no microplane]
1 xícara de vinagre de maçã [*usei um orgânico e não filtrado]
1/2 xícara de açúcar.

Numa panela pequena [não use de alumínio] coloque o gengibre ralado e uma xícara de vinagre. Leve ao fogo alto até ferver. Desligue o fogo e transfira imediatamente a mistura para um recipiente de vidro. Deixe esfriar, cubra e deixe descansar em temperatura ambiente por 24 horas.

Coe a mistura em uma peneira fina sobre uma tigela e deixe o gengibre escorrer por cerca de 5 minutos, sem pressionar. O liquido coado deve medir pelo menos 3/4 de xícara, se não, adicione mais um pouco de vinagre. Descarte gengibre e transferir líquido para uma panela pequena. Misture o açúcar e coloque em fogo alto até ferver, mexendo ocasionalmente. Assim que ferver reduza imediatamente para fogo baixo e deixe cozinhar por 2 a 3 minutos, mexendo uma ou duas vezes ou até que o açúcar se dissolva completamente. Deixe esfriar, coloque num vidro limpo, cubra e leve à geladeira até a hora de usar. Para servir coloque uma parte do xarope de vinagre num copo com gelo e adicione quatro partes de água com gas.

bolo de Kentucky bourbon

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Passei umas boas horas da tarde do sábado, véspera de Páscoa, procurando uma receita interessante pra fazer pro almoço de domingo e que não levasse chocolate. Abri e fechei praticamente metade dos livros que tenho numa estante. Nada me interessou. Fui pra a infalível dábliu dábliu web, onde acabei aportando nesta receita tradicional num website da Oprah Winfrey. A boozy cake! Nada mais atrativo pra mim do que receitas que levam bebida alcóolica. O Kentuky bourbon é um aromático whiskey americano feito de milho.

para o bolo:
3 xícaras de farinha de trigo para bolo peneirada
1 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de sal
1 xícara de manteiga sem sal em temperatura ambiente
1 e 1/2 xícaras de açúcar [*diminuí para 1 xícara]
1/2 xícara de açúcar mascavo
4 ovos caipiras em temperatura ambiente
1/4 xícara de Kentucky bourbon
1 xícara de buttermilk em temperatura ambiente

para o glacê:
6 colheres de sopa de manteiga sem sal [*diminuí para 4 colheres]
3/4 xícara de açúcar [*diminuí para 1/2 xícara]
1/4 xícara de Kentucky bourbon

Manteiga, ovos e buttermilk precisam estar em temperatura ambiente, então retire da geladeira com bastante antecedência. Unte uma forma com um furo no meio [Bundt] com manteiga, coloque a grade no centro do forno e pré-aqueça em 350°F /176ºC.

Peneire a farinha de trigo, o fermento, o bicarbonato e o sal em uma tigela, misturando bem com um batedor de arame.

Na batedeira com a pá instalada, bata a manteiga e os açúcares juntos em velocidade média-alta até ficar bem cremoso, por cerca de 5 minutos. Nesse tempo pare a batedeira e raspe bem os lados da tigela com uma espátula. Misture então os ovos, um de cada vez. Combine o bourbon e o buttermilk em uma tigela pequena. Com a batedeira em velocidade baixa, adicione a mistura de farinha em três partes, alternando com a mistura de buttermilk e bourbon em duas partes, começando e terminando com a farinha. No final desligue a batedeira e misture a massa com uma espátula antes de despejar tudo na forma untada. Leve ao forno e asse até que o bolo esteja dourado e bem firme, por cerca de 40 a 45 minutos.

Faça o glacê combinando a manteiga, o açúcar e o bourbon em uma panela pequena em fogo baixo apenas até a manteiga derreter e dissolver o açúcar, mexendo para misturar bem. Retire o bolo do forno e faça furos em todo o topo do bolo com um espeto de madeira. Despeje três quartos do glacê lentamente sobre o bolo. Deixe o bolo esfriar totalmente e em seguida vire sobre uma travessa ou prato. Pincele o topo do bolo com o glacê restante. Se o glacê endurecer, reaqueça rapidamente numa panelinha.

limonada cabocla

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Essa foi a transformação completa que fiz naquela conhecida e popular limonada suiça. Troquei o limão tahiti pelo limão rosa e o leite condensado pelo dulce de leche. Espremi o suco de uns cinco limões rosa e bati no liquidificador com bastante doce de leite cremoso, até ficar adoçado no nosso gosto, que é mais para o acido do que pro açúcarado. O único problema com essa limonada é conseguir para de bebê-la. Que delícia!

bolo de chocolate com cerveja
[the snake bite]

Parei na receita desse bolo por causa da cerveja e da cidra de pera. Sou dessas, influenciada fortemente por um copo de bebida. O único problema é que fiquei tão animada com o booze factor que não atentei para o detalhe ostensivo dessa belezura usar um tablete de snakebite-cake_3S.jpgmanteiga na massa, outro na cobertura, além da abundância de açúcar. O resultado foi um bolo DOCE, MUITO DOCE e com uma cobertura pesada. Não é o tipo de coisa que nos agrada. Mas se você curte algo mais substancioso, vai se animar com essa receita. Eu sinceramente achei que o bolo inteiro fosse encalhar. Guardei ele na geladeira coberto por uma folha de filme plástico e no dia seguinte decidi experimentar novamente, raspando parte da cobertura. Foi então que achei uma delicia! A massa do bolo gelada ficou muito mais gostosa e a remoção parcial de toda aquela cremosidade densa da cobertura deu um baita alivio. Deixo registrada aqui a receita para quem quiser testar, com o prestimoso lembrete que deve-se fazer o mise-en-place com bastante antecedência, pois vários ingredientes precisam estar em temperatura ambiente.

para o bolo
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de açúcar
1/2 xícara de cacau em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de sal kosher
1 ovo grande em temperatura ambiente
1/2 xícara de sour cream em temperatura ambiente
1 tablete de 113 gr de manteiga derretida e fria
3/4 xícaras de cerveja preta [Guinness] em temperatura ambiente

para a cobertura
1 tablete de 113 gr de manteiga sem sal em temperatura ambiente
225 gr de cream cheese em temperatura ambiente
1 e 1/2 xícara de açúcar de confeiteiro peneirado
1/4 xícara de cidra fermentada de pera [usei da marca Ace]

Pré-aqueça o forno a 350ºF/ 176ºC. Unte uma forma redonda de bolo com manteiga e polvilhe com farinha de trigo. Reserve.

Misture a farinha de trigo, o açúcar, o cacau em pó, o bicarbonato e o sal em uma tigela pequena. Na batedeira bata bem os ovos e o sour cream. Em seguida junte a manteiga derretida e a cerveja preta. Adicione a mistura de farinha à mistura de ovos e incorpore bem com uma espátula. Despeje na forma preparada e leve ao forno por 35 minutos ou até que o bolo esteja completamente cozido no centro. Deixe esfriar por 5 minutos, vire numa grade e espere esfriar completamente.

Enquanto o bolo assa prepare a cobertura. Coloque a manteiga e o cream cheese na tigela da batedeira equipada com a pá e bata bem em velocidade média até obter um creme, cerca de 2 minutos. Reduza a velocidade da batedeira e adicione o açúcar de confeiteiro aos poucos. Lentamente despeje a cidra de pera e misture bem. Deixe a cobertura firmar um pouco na geladeira antes de colocar sobre o bolo.

Quando o bolo estiver frio, transfira para uma travessa ou prato. Espalhe a cobertura no topo do bolo, tendo o cuidado de espalhar completamente até as bordas. Decore com uma fatia de pera seca se quiser e sirva acompanhado de um copo da cidra de pera, porque vai sobrar muito.

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float de gengibre

Vi essa ideia numa revista só não me lembro em qual. Prestei atenção justamente porque ainda tinha aquele xarope de gengibre que fiz para o ginger ale. Prestei ginger-float_1S.jpgatenção também porque esses floats—que na minha infância a gente chamava de vaca preta, vaca branca, vaca laranja, dependendo do sabor do refrigerante usado, sempre foram pra mim a epítome da delicia refrescante. Essas vacas foram protagonistas em muitas aventuras de verão que passei com meus irmãos e meus primos. E essa de gengibre fica absolutamente o fino da bossa. Use o xarope de gengibre, que será colocado no fundo de um copo alto. Por cima coloque uma ou duas bolas do melhor sorvete de baunilha que você puder comprar. Eu usei o da Straus Creamery. Depois é só colocar água com gás a vontade por cima, misturar com uma colher e aproveitar.

bebida de gengibre [ginger ale]

ginger aleginger ale
ginger aleginger ale

Uma receita similar já apareceu por aqui nos primórdios pré-históricos deste blog. Não tem muito segredo. Fiz novamente com dois gengibres orgânicos monstros que eu tinha na bancada da cozinha—tenho sempre em quantidade pois uso muito para fazer infusão com limão, mas nesses dias baforentos chá simplesmente não dá.

2 xícaras de gengibre fresco moído no processador
2 xícaras de açúcar
4 xícaras de água

Coloque todos os ingredientes numa panela grande e robusta e cozinhe em fogo baixo até o caldo engrossar, ficar como um xarope bem leve. Desligue o fogo, deixe o xarope descansar por umas horas e depois passe tudo por uma peneira bem fina. Guarde o xarope num vidro fechado na geladeira. Para preparar o ginger ale junte água com gás, gelo e suco de limão, se quiser.

spritzer de maçã & erva-doce

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Não é sempre que uma receita de bebida aparece por aqui, mas essa me arrebatou completamente. Um cocktail refrescante e sem alcool.

para o xarope de erva-doce
1 e 1/2 colheres de chá de sementes de erva-doce
1 xícara de açúcar
1 xícara de água
Coloque as sementes num mini-processador, moedor ou pilão. Moa grosseiramente. Numa panela coloque as sementes moídas, a água e o açúcar. Misture bem e leve ao fogo médio, deixe ferver e cozinhe mexendo de vez em quando até começar a engrossar, uns 5 minutos. Remova do fogo, deixe esfriar e coe o liquido usando uma peneira fina. Coloque o xarope num pote tampado e guarde na geladeira até a hora de usar. Esse xarope pode ficar guardado na geladeira por até um mês.

para o spritzer
[faz um copo]
1/4 de xícara de suco de maçã [não-filtrado]
1 colher de sopa de suco de limão
1 e 1/4 de xícara de seltzerou água com gás
Fatias de maçã e galhinhos de erva-doce fresca para decorar
Num copo alto coloque 2 colheres de sopa do xarope de erva-doce previamente preparado, junte o suco de maçã, o de limão e complete com a água com gás. Decore e sirva. Eu preparei várias porções numa jarra e na hora de servir adicionei a água com gás.

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bolo de laranja & cachaça

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Tudo começou quando fui ler o blog do Luiz Américo e vi ele mencionar um bolo de laranja com cachaça servido no restaurante Ruaa em São Paulo. Corri pro oráculo na esperança de achar a receita, pois vai que tem! E não é que tinha? Achei ela aqui e foi o que fiz de sobremesa pro almoço que preparei pro meu filho e minha nora. Achei a calda um bocado doce demais pro meu gosto, mas o sabor da cachaça fica ultra acentuado e disso eu gostei muito. O bolo fica mais como um pudim e como usei uma forma um pouco maior do que a indicada, ele ficou mais baixo. Mas a combinação da laranja com a bebida, o bolo fofo e a calda quente, resulta numa sobremesa bem especial—diferente e sofisticada.

150 gr de manteiga sem sal em temperatura ambiente
3 xícaras de açúcar
5 laranjas lima ou Bahia [usei a Navel]
1 xícara de leite
2 xícaras de farinha de trigo
1 ovo
1 colher de sopa rasa de fermento em pó
1 xícara de cachaça

Numa panela, colocar o suco de três laranjas, a cachaça e duas xícaras de açúcar e levar ao fogo médio-baixo até dissolver o açúcar e obter uma calda leve [uns 20 minutos mexendo sempre]. Se quiser, adicione pequenos pedacinhos da casca da laranja [remova a parte branca]. Reservar.

Pré-aqueça o forno em 356ºF/ 180º C.. Untar uma forma de bolo média com manteiga. Bater no liquidificador 50 gr da manteiga, o leite e duas laranjas cortadas em pequenos pedaços, somente a polpa, sem os caroços, a casca e a parte branca.

Na batedeira bater o restante do açúcar e da manteiga até formar um creme. Acrescentar o ovo, a farinha e o fermento e bater mais, até incorporar. Com uma colher de pau ou espátula, acrescentar aos poucos a mistura de laranja na massa. Assar por mais ou menos 20 minutos ou até o bolo ficar firme no centro. Remova do forno, deixe esfriar, corte em fatias e sirva com a calda quente por cima.

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[hot cider tea]

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Ideia super genial que vi na edição de outubro da Martha Stewart Living. Ao invés de usar água para fazer o chá, usa uma cidra de maçã ou um suco de maçã puro [do fosco, não do translúcido]. Daí é só imergir o saquinho ou folhas de chá da sua preferência no suco fervendo. A revista recomenda o Earl Grey, mas eu usei o Lady Grey e ficou uma delícia. E como o suco já é naturalmente doce, nem é necessário adicionar açúcar. Pra mim, que prefiro chá completamente sem açúcar, ficou um pouco mais doce do que eu esperava. Mas não foi motivo forte o suficiente para me impedir de sorver essa bebida incrementada com grande satisfação!

chá de lima seca do deserto

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very interesting

leite de hemp

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Comprei porque estava curiosa e queria experimentar o leite de hemp, que se alinha com outros tantos leites vegan [non-dairy] nas prateleiras do meu Co-op. Comprei o original [tinha o adoçado, o de baunilha e chocolate] e achei o sabor bem sem graça. Desses leites alternativos há alguns muito gostosos, como o de avelã ou amêndoa e outros assim borocoxôs, como o de soja, o de arroz e este de hemp. Mas batido no liquidificador com um punhado de tâmaras ou adoçado com maple syrup ficou bem mais gostoso.

sodas [galore!]

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Me deu uma vontade de beber um líquido borbulhante com sabor ácido. Entramos num supermercado e eu parei em frente às prateleiras de refrigerantes. Coca, Pepsi, Fanta, Sprite ou Guaraná? Quem dera fosse fácil assim. A oferta de refrigerantes chega ao limite do absurdo. Além de todas as marcas conhecidas e relativamente obscuras, nacionais ou importadas, em variaçãoes de sabores naturais, artificiais e graus de insalubridade, tem também as sodas americanas artesanais, as vintage, as alternativas, as históricas, as que brilham no escuro, as moderninhas, as inovadoras. Pra mim—nome do meio, indecisa, a tarefa de escolher apenas UMA é a mais difícil e penosa. Olhei, olhei, olhei e no meio tempo aproveitei para fotografar alguns exemplares, enquanto um moço me pediu licença rispidamente, tipo sai da frente sua iPhone picture taking junkie! No final decidi por uma soda moderna e que brilha no escuro, sabor maçã verde da marca Jones. E afoguei a lombriga.

soda russa [chernobyl]

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O Richmond district em San Francisco é uma região que concentra uma grande população russa, então quando o Uriel foi comprar algo para poder trocar moedas para colocar no parquimetro, as chances dele entrar num estabelecimento comercial dos camaradas eram bem grandes. E ele entrou. Pra trocar o dinheiro comprou isso—uma garrafona com um líquido verde fluorescente dentro. Ele achou que era água, perguntou e a mulher da loja disse que sim. Depois que fomos ver que era um refrigerante com sabor de estragão. Cheio de corantes e tals. Uma coisa simplesmente horrorosa. Refrigerante de fim de mundo, pós acidente nuclear, pós bomba atômica. Rimos muito, pois nem o Gabriel conseguiu beber, o treco é pior que xarope de tosse. Pois então, quando entrarem numa loja russa fiquem bem atentos e façam o favor de ignorar a garrafa verde.

smoothie de iogurte & pistacho

De vez em quando vamos comer num pequeno restaurante libanês aqui em Davis e lá o Uriel gosta de beber um iogurte salgado que vem iogurte-pistacho_1S.jpgnuma garrafinha. Na primeira vez que provamos aquilo tivemos choque, porque não é muito comum se encontrar bebidas salgadas sendo servidas nos restaurantes por aqui. Esse smoothie, que tirei da edição de fevereiro da revista Martha Stewart Living [a primeira edição com versão para o iPad] é algo na mesma linha daquela bebidinha libanesa—é salgado. Resista fortemente à tentação de colocar qualquer tipo de adoçante por sua própria conta, porque a bebida, exatamente assim salgada, é simplesmente perfeita. Experimente e extermine qualquer dúvida que ainda possa estar lhe atormentando.

2 xícaras de iogurte natural [*uso sempre o orgânico]
1/2 xícara de água
1 1/2 colher de chá de gengibre ralado bem fino [*uso o microplane]
1/2 xícara de pistacho salgado
1/4 colher de chá de pimenta do reino moída
4 cubos de gelo
Bata tudo muito bem no liquidificador, divida em copos, decore com pistacho moído e sirva imediatamente. Serve de 4 a 6 copos.

drinkwell softers

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Quando vi os refrigerantes probióticos da fazenda Eatwell pela primeira vez, não pude deixar de pensar no famoso Yakult, a bebidinha lactofermentada da minha infância. Na verdade, não sei exatamente como o Yakult adentrou a minha rotina, pois lembro muito bem de ouvir minha mãe—apesar de ser uma pessoa de alma natureba, sempre atenta aos valores nutricionais e às novidades saudáveis—declarar em alto e bom tom seu NOJO ABSOLUTO por esse produto japonês que continha BICHINHOS [lactobacilos] VIVOS! Mas contra tudo e contra todos, uma vez por semana a moça do Yakult passava com seu carrinho pela nossa casa, nos deixava um estoque e eu simplesmente amava o sabor daquilo. Fui comentar com a Gabriel sobre a parecência entre as bebidas e me surpreendi em descobrir que ele também é fã do Yakult e compra de vez em quando no supermercado que ele frequenta aqui em Davis.

Mas os Drinkwell Softers não são a mesma coisa que o Yakult. Eles são algo mais. São produzidos na cidade vizinha de Dixon com iogurte da também local Strauss Family Creamery e com óleos essenciais de lavanda, gerânio rosa, verbena limão e alecrim. E são gasosos! É realmente um refrigerante probiótico. Adorei todos os sabores, em especial o de gerânio rosa e o de lavanda. Não consigo beber uma garrafa inteira, vou de pequenas doses. São super refrescantes, gostosos e devem fazer algum bem pro nosso estômago, não?

»quero deixar esclarecido que todos os ingredientes e produtos que mostro ou recomendo aqui no Chucrute com Salsicha são do meu gosto pessoal. não recebo nada para ser avaliado ou revisado. eu mesma vejo, compro, uso e se aprovo, escrevo a respeito. quando linko ingredientes aqui, é porque eles são meus favoritos pela qualidade e recomendo porque quero recomendar. não ganho nada de ninguém por isso.

chocolate quente parisiense

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Este chocolate quente é para ser bebido com alegria e prazer e sem nenhuma crise de consciência. David Lebovitz conta no seu livro The Sweet Life in Paris, que essa é a bebida que os turistas buscam quando visitam a cidade e nem sempre encontram a autêntica. Segundo ele, muitos lugares apenas misturam um pozinho no leite quente. Mas ele recomenda um bom lugar para se beber o melhor chocolate quente parisiense, denso e aromático—La Pâtisserie Viennoise. Ou então fazer em casa, usando essa receita super fácil.

faz duas porções americanas ou quatro parisienses
2 xícaras - 500 ml de leite integral
140 gr de chocolate meio amargo da melhor qualidade que puder encontrar e comprar—eu usei o semi-sweet da Scharffen Berger.
1 pitada de sal

Coloque o leite, o chocolate em pedaços e a pitada de sal numa panela e leve ao fogo, mexendo com um batedor de arame, até o leite ferver. Nisso, abaixe o fogo no mínimo e cozinhe, mexendo sempre, por três minutos. Sirva imediatamente. Pode decorar com chantily ou colocar açúcar, mas eu achei desnecessário. Esse chocolate pode ser preparado com até cinco dias de antecedência, guardado na geladeira e reaquecido na hora de servir.

chá de hortelã

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aquecedor natural

refrigerante de vinho

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O Uriel de vez em quando pede vinho sem álcool em restaurantes, porque ele parou de beber já faz alguns anos. Eu acho os tais vinhos desalcoolizados gostosinhos, mas esse refrigerante de vinho da Vignette é muito melhor. Eles são feitos com as uvas Chardonnay e Pinot Noir. Eu provei os dois e gostei um pouco mais do de uva vermelha. Mas os dois refrigerantes são muito bons, com uma lista de ingredientes mínima, sem preservantes e porcarias mil. Uma opcão para quem gosta de bebidas borbulhantes, mas não quer consumir os refigerantes comuns.

com aqueles limões

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fiz uma limonada

Voltando de uma caminhada, passei pelos limoeiros de ninguém já carregados com os limões que ninguém quer. Apanhei alguns e corri fazer uma limonada. O sabor dessa limonada de limão cravo [rosa, vinagre, china, bravo, rangpur] é extremamente nostálgico pra mim, pois lembro das minhas visitas ao sítio da minha tia Anah, onde tinha um limoeiro desses, cujos limões sempre viravam uma deliciosa limonada.

in vino veritas

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Não deixe passar despercebidos os pequenos detalhes na composição de uma bela garrafa.

café do Brasil

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Quando estivemos no Oxbow Public Market em Napa no mês passado, o Uriel bebeu o café da fazenda São João vendido no Ritual Coffee Roasters e não gostou. Veredito—onde já se viu um café brasileiro vir num canecão desses?

A Ginja

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Em Óbidos bebemos a Ginja, que é um licor feito com uma fruta da família da cereja. Fizemos nos copinhos de chocolate. Bebemos a Ginja e depois comemos o copo!

mint sun tea

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Bebi o sun tea feito pela Elise com hortelã e verbena e achei uma delícia. Não fica com o sabor tão acentuado como no do chá comum, feito com água fervendo. Eu fiz só com hortelã—uma variedade chamada "chocolate" que se domina a minha horta há anos. Numa jarra ou garrafa transparente com tampa, coloque as ervas—use a mistura que quiser, adicione lascas de gengibre, casca de limão ou laranja, vale tudo! Encha de água filtrada, tampe bem. Como eu usei uma jarra, lacrei com filme plástico bem apertado. Deixe no sol por no mínimo duas horas. Ponha na geladeira e quando estiver bem fresquinho, beba. Esse chá feito no sol tem que ser consumido rapidamente, pois como não chegou a ser fervido, pode estragar fácil. *Não precisa tirar as ervas da garrafa ou jarra para servir. Elas fazem uma decoração linda dentro do vidro.

comida pé de cana

Eu vivo dizendo e repetindo brazilian vezes que amo, adoro, venero usar bebida alcoolica em receitas, sejam doces ou salgadas. Acho que o álcool confere um sabor especial à comida, ajuda a ressaltar os sabores. Sempre guardo sobras de vinho para esse uso. E apesar de quase não beber, tenho um bar invejável. Já tive meus momentos criativos, adicionando cerveja à tradicional sopa de carne e cevada.

Também ousei numa receita de ovos mexidos que fiz, lá pro final dos anos 80. Eu não suporto ovo, o cheiro, a textura, o sabor. Como as claras, mas as gemas só se for numa omelete ou mexidos muito bem temperados, pra esconder o sabor da eca amarela. Pois então num belo dia, estava eu na minha cozinha piracicabana preparando uns ovos mexidos pra matar a fome da família, porque provávelmente tinha sido um dia corrido e não tinha dado tempo de de pensar ou preparar nada mais complicado. A receita é simples: numa frigideira derrete-se manteiga, refoga um pouquinho de cebola picadinha, jogua uma lata de ervilhas [pode usar a congelada, mas ferva e escorra primeiro], jogue então os ovos e vá mexendo, como se faz ovos mexidos. Salgue. Um minuto antes de desligar o fogo, acrescente uma dose de pinga. Refogue rapidinho pra pinga evaporar, tempere com pimenta do reino moída e sirva com torradas e salada. Olha, parece brincadeira, mas pra mim a pinga tira o cheiro de ovo e ainda acrescenta um sabor especial ao mexido. Já fiz essa receita experimentando com outros destilados, mas a versão com a pinga continua sendo a melhor.

Também tenho o costume afogar penosas em álcool, seja o tipo que for. Outro dia li a receita do Frango na Cerveja Preta no Ratatouille da Lara e fiquei inspirada. O Gabriel me deu no ano passado uma caixa de cervejas de verão, que está lá no cantinho da cozinha desde então. Elas são cervejas leves e resolvi usar uma delas pra afogar o frango. E afoguei - literalmente. Usei uma garrafinha para três pedaços de penosa. Temperei com tomilho, sal, pimenta e a cerveja. Deixei vários dias marinando na geladeira. O frango ficou imerso. Retirei os pedaços da marinada, coloquei numa forma com tampa e assei por mais ou menos uma hora e meia. A carne desprendeu dos ossos, ficou macia e o sabor bem interessante.

bananas flambadas ao rum

Minha inquilina passou o final de ano no Caribe e me trouxe de presente uma garrafa de rum e uma caixa de charutos feitos a mão na República Dominicana. Eu agradeci e pensei —o que vou fazer com isso? Os charutos eu ainda não sei, mas com o rum eu decidi fazer algumas comidinhas. A primeira delas veio rapidinho enquanto eu pesquisava receitas com a bebida.

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Bananas Flambadas ao rum
4 bananas maduras e firmes cortadas ao meio no sentido do comprimento
2 colheres de sopa de manteiga sem sal
1/4 xícara de açúcar mascavo
1/2 xícara de rum escuro
Crème fraîche ou sour cream para acompanhar

Numa frigideira larga derreta a manteiga e o açúcar, mexendo bem. Adicione as bananas e frite dos dois lados. Vire com cuidado para elas não quebrarem.
Adicione a xícara de rum e flambe - muito cuidado nessa hora - até todo o álcool evaporar. Sirva imediatamente com uma colher de creme no topo.

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Leite Queimado

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Há dias de inverno em que até os ossos tremem. Sei lá por que, dá aquela friaca, um telecoteco físico, que só esquenta se você mergulhar o corpão num banho fevendo, ficar com os pés em cima do aquecedor ou tomar alguma coisa quente bem substanciosa. Meu reino por um sopão! Mas na hora do almoço não tinha sopão. Beber o que, então? Chá? Nãã... Chocolate? Nããã...

Lembrei do leite que minha mãe costumava fazer e que bebíamos nas noites geladas de inverno, quando anunciavam que ia ter geada e éramos obrigados a vestir o joguinho de camisola e calça de flanela, que minha mãe mandava fazer especialmente para essas noites - caso nos descobríssemos dos acolchoados de lã de carneiro ou de penas de ganso. Com a calça por baixo da camisola não corríamos o risco de pegar friagem nas pernas. Com as crianças, o seguro morria de velho!

Então nessas noites frias, minha mãe preparava o Leite Queimado, que nós bebíamos como se fosse um néctar. Ele servia também para abaixar febre, acalmar dores de garganta, tratava do frio e de qualquer eventual achaque piriritico de criança inventadora de moda. E como aquilo esquentava, mãe do céu! Eu, que sempre fui uma pessoa avessa aos apertamentos e confinamentos de qualquer espécie, já ficava toda incomodada com tanta roupa, puxava a calça de flanela com os pés e a deslizava para fora do acolchoado. Minha mãe enlouquecia com isso!

Hoje, me esquentei na hora do almoço com uma xícarazona do Leite Queimado, que sempre que acho que preciso, faço. E é a coisa mais simples e fácil.

Derreta duas [ou três, ou quatro - dependendo do tamanho da sua gana pelas cousas dolces] colheres de açúcar numa panela em fogo médio. Eu usei açúcar demerara, mas pode usar qualquer outro, branco, mascavo. Quando o açúcar estiver derretido, jogue uma xícara de leite e mexa bem, até todo o caramelo derreter novamente e se misturar no leite. Apague o fogo, transfira o Leite Queimado para uma xícara e beba imediatamente, sentindo o vapor do leite no rosto e queimando um pouco os beiços [faz parte!]. Depois me diga se não esquentou...

hot chocolate

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Quando li a Anna contando numa das passagen da sua viagem a Argentina, de como os argentinos colocam barras de chocolate no leite quente, fiquei passada! Como nunca pensei em fazer isso antes? Que idéia genial! Então arregacei as mangas e mandei bala. Sob os olhares desconfiados do Uriel, mergulhei no leite uns quadradinhos super finos de chocolate amargo da Lindt que tenho sempre guardados num vidro. Eles são pra aquele eventual "craving", que raramente acontece. Gosto desses porque são fininhos e têm 70% de cacau. Pois coloquei três deles para cada xícara grande de leite bem quente. Não precisa colocar mais nada. Pro nosso gosto de açúcar ficou perfeito, já que não gostamos de nada doce demais. Mas pra quem é formiguinha, uma colher de mel faz o truque. Bom pra dias frios, ou não tão frios—qualquer dia!

amorous duo

Dando uma geral na minha cozinha outro dia, achei umas revistas Cooking Light, que eu não folheava há anos. Numa delas, de novembro de 1999, achei uma receitinha para uma sobemesa refrescante que fez a minha cabeça. É um sorvete, mas a receita é light. Pode ser adaptada para não ser, se esse for o gosto do freguês. É só trocar o low-fat frozen yogurt por um regular, ou um simples sorvete de baunilha.

3 colheres de sopa de xarope de romã
2 colheres de sopa de amaretto
1 xícara de low-fat frozen yogurt sabor baunilha
1/2 xícara de gelo picado - eu achei que isso deixou o sorvete muito líquido. fiz sem o gelo e achei que ficou melhor, mais consistente

Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata até ficar bem misturado. Serve duas porções. Também achei que bater no liquidificador foi uma tarefa árdua. Na segunda tentativa eliminei o gelo e somente misturei bem os ingredientes com um batedor, e ficou perfeito.

lei seca

Eu gosto de bebericar. Já fui exagerilda tomando porres inesquecíveis, caindo na sarjeta, perdendo a festa, abraçando a privada, chorando com a cara ramelenta, todo o currículo que muitos já viveram. Hoje eu sou bem cuidadosa, pois a última coisa que quero fazer na minha idade é dar bafão de bêbada no high society. Meu período mais seco foi durante os meus anos canadenses, e foi também quando tomei o maior porre da minha vida, daqueles inesquecíveis em todos os sentidos, tentando acompanhar uma alcólatra. Foram anos que eu usei pouquissima bebida na comida - coisa que eu ADORO e que sempre fiz. Nas terras canucks não se vende bebida no supermercado, na farmácia, na mercearia da esquina, como em todo lugar civilizado. Lá a bebida alcóolica é toda controlada pelo governo, que sobretaxa tudo e determina as licenças das liquor stores. Então você tem que comprar seu mézinho nas lojas do governo, onde tudo é super caro e super controlado. Comprando uma garrafa de brandy numa liquor store canadense você se sente um bandido. Mas isso não impede que todo mundo beba, caia de bêbado, morra de bêbado. Só que isso já é outra história....

A história de hoje, ou melhor, de ontem, é que nos perímetros da Universidade da Califórnia é proíbido beber álcool. Nós que sempre levamos garrafas de vinho nos picnics no parque da cidade, tivemos que repensar o esquema. Nos parques teóricamente também não se pode beber, mas o povaréu leva vinho, taça de vidro, tudo chique e escancarado. Mas na UC Davis é diferente e eu coçei meu queixo. Mas como boa bebum meliante dei meu jeitinho. Invés de vinho levei uma garrafinha térmica com Pastis e gelo. Fomos nos servindo de Pastis e enchendo os copos com água, acho que ninguém percebeu a infração. Mas rolou aquela culpa, pois antes de começar eles agracederam a nossa colaboração com a política de não-álcool da universidade. Contraventoras quase sem escrúpulos, nos continuamos sorvendo nosso Pastis. Assim o Jazz desceu muito mais suave.

a fada verde

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Um Absinto veio na mala de Paris até San Francisco. Adorei tanto que outro idêntico [e maior] foi comprado numa lojinha de bebidas aqui em Davis. Dia de folga, todos nós merecemos relaxar e se inspirar com a fadinha verde!

Ponha 1 dose de absinto no copo
Coloque um cubinho de açúcar na colher especial - com furos
Jogue 3 doses de água gelada através da colher e do açúcar
Mexa bem
Coloque uns cubinhos de gelo [meu gosto] e aproveite!
Tchintchin! Cheers! À La Votre

e pra beber, não vai nada?

Thai Milk Tea

Uma bebida muito na moda aqui é o Thai Tea. Pode-se até comprar pronto, em caixinha ou pozinho. Eu percebi o sabor especial dessa bebida logo no primeira gole - é a base de Chá Mate. Pois então, o fabuloso chá de erva mate não é nossa exclusividade. Como eu tenho uma caixa de Mate Leão, que trouxe do Brasil séculos atrás, resolvi fazer a bebidinha famosa em casa.

A receita:

3/4 de chá mate gelado [de preferência feito com a erva queimada e não com o pozinho artificial]

1/4 de leite integral [não usar leite desnatado que não fica tão bom]

açúcar

Bater no liquidificador até ficar cremoso, Servir num copão com gelo e canudinho.

Aqui eles colocam nesse drink uma porção de tapioca. É uma tapioca grande e de cor escura. Não sei se colocar tapioca normal dá no mesmo, mas essa tapioca dá um charme extra ao drink , que a gente bebe com um canudão largo.
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Ginger Ale

Eu adoro ginger ale. Essa bebida se tornou a substituta do Guaraná para mim. Outro dia eu tomei um ginger ale feito em casa, numa garrafinha tão charmosa, comprado numa lojinha natureba em Mendocino, que me lembrei que eu tinha uma receita que saiu numa revista Real Simple. Comprei gengibre e fiz.

A receita:

1 1/2 xícara de gengibre fresco em fatias [não precisa descascar]

1 1/2 xícara de açúcar

1/2 xícara de suco de limão fresco

1 1/2 garrafa [1 litro] de club soda ou seltzer gelada

Misture o gengibre, o açúcar e 1 1/2 xícaras de água numa panela de tamanho médio e leve ao fogo para ferver, mexendo para dissolver o açúcar. Abaixe o fogo e cozinha por uns 15 minutos ou até que ela fique com a consistencia de um xarope para panquecas [syrup]. Coe esse liquido e deixe esfriar em temperatura ambiente. Misture o suco de limão. Coloque duas colheres de sopa desse xarope num copo grande e encha com club soda. Misture gentilmente. Adicione gelo, mais club soda ou xarope, se necessário. Cheers!




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