shake de abacate com coco

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Tenho a impressão que neste momento vivemos uma renascença do abacate, quando finalmente começam a aparecer receitas com essa fruta que não são uma das 87532 mil variações do guacamole. Nós, nativos da America do Sul, já estamos carecas de saber o quanto é bom uma vitamina de abacate. Mas aqui no norte isso ainda pode causar surpresa. Falo por mim, por experiência própria, não investiguei, não li papers científicos, não montei uma tabela com estatísticas. Mas como não ser arrebatado por uma delícia dessas? Essa receita é uma ótima variação da nossa velha conhecida vitamina, com a adição do sorvete de coco e do sal. Fiz e adorei!

faz duas porções
1 e 1/2 abacate pequeno [tipo hass] ou um grande
1 colher de sopa de suco de limão tahiti
1 xícara de sorvete de coco
3/4 a 1 xícaras de leite [ou um leite vegetal]
1/4 de colher de chá de flor de sal
Xarope de agave a gosto [*eu omiti]

Corte o abacate ao meio e retire o caroço. Coloque a polpa em um liquidificador. Adicione o suco de limão, o sorvete, o leite e 1/4 colher de chá de sal. Bata bem até ficar homogêneo. Prove, adicione mais sal ou adoçante e bata por alguns instantes. Divida em dois copos, polvilhe com uma pitada de sal, coloque um canudo em cada copo e sirva.

pêssegos no Lillet
[com manjericão]

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Essa receita é perfeita para essa época de fartura dos pêssegos. Descasque uns três deles, bem maduros e corte em fatias. Coloque tudo num vidro esterilizado, junte folhas de manjericão cortadas bem fininho. Despeje o vinho Lillet branco no vidro com as frutas até cobrir tudo. Feche bem com uma tampa e leve à geladeira. Consuma depois de algumas horas.

picolé de pera assada com mel

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Ganhei várias dúzias de peras de três diferentes variedades de uma colega de trabalho. Quando elas amadureceram foi uma correria, porque eu não podia deixar nenhuma estragar. Com uma quantidade delas resolvi refazer essa receita de pera assada com mel e verjuice, só omiti o açafrão. Quando as peras ficaram prontas, resolvi que elas iriam virar picolés. Bati as peras assadas no liquidificador [removi o alecrim antes] num relacão de três partes de pera e uma parte de creme de leite fresco. Coloquei nas forminhas, depois no congelador e algumas horas depois voilá! Esse picolé ficou algo de outro mundo. Levei alguns pro meu trabalho e foi muito engraçado observar a reação de êxtase das pessoas que provaram o picolé! Sucesso de público e crítica.

picolé de morango, balsâmico
[& pimenta do reino]

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Não tenha medo da pimenta do reino nessa receita pois ela só vai dar um realce, não vai arder a língua de ninguém. Esse picolé fica um arraso em todos os sentidos—a cor é linda, a textura é gostosa e o sabor é uh-lah-lah!!

faz de 6 a 8 picolés
2 xícaras de morangos orgânicos cortados em fatias
1/4 de xícara de açúcar
2 e 1/2 colheres de sopa de vinagre balsâmico de boa qualidade
Um tantinho de pimenta do reino moída na hora

Coloque os morangos e o açúcar no processador de alimentos e pulse apenas até que os morangos fiquem em pedacinhos, mas não deixe virar um purê. Transfira para uma tigela e misture o vinagre balsâmico e um pouco de pimenta do reino moída na hora. Coloque a mistura em moldes de picolé e leve ao congelador. Muitas horas depois desenforme e se lambuze [só a boca, não na roupa, por favor!!]

torta de mirtilos
[blueberry & rye slab pie]

blueberry slab pie

Assim que vi essa receita fui invadida por um sentimento de determinação e já sabia que essa torta iria ser colocada no topo da lista das minhas prioridades. Fui até comprar blueberries especialmente para essa ocasião, que coincidiu com o feriado de 4 de julho. Por sorte nessa época abundam blueberries e morangos em todos os mercados locais. Para fazer sobremesas patrióticas ou apenas gostosas. Essa torta ficou muito boa, mas eu fiz apenas meia receita, porque achei que ela ficaria muito grande para três pessoas. Eu estava certa. Mesmo assim rendeu uma torta grande, então se você não quiser fazer a torta que serve de 12 a 16 pessoas, divida as medidas pela metade e vai ter uma torta como a minha, com umas 6 ou 8 fatias.

quantidade para 12 a 16 pessoas
massa:
255 gramas de farinha de trigo
255 gramas de farinha de centeio
340 gramas de manteiga sem sal, gelada e cortada em cubos
1 colher de chá de sal
12 a 16 colheres de sopa de água gelada
1 colher de sopa de vinagre de maçã
Para fazer a massa, combinar as farinhas e o sal no processador. Pulse e acrescente metade da manteiga na farinha até formar grânulos do tamanho de ervilhas, em seguida, adicione a outra metade da manteiga. Adicione o vinagre de maçã e aos poucos vá adicionando a água gelada até formar uma massa bem granulada, com pedacinhos de manteiga visíveis. Remova a massa do processador e pressione formando dois discos, embrulhe em filme plástico e leve à geladeira por pelo menos uma hora antes de usar.

recheio:
5 xícaras de blueberries [mirtilos]
1 xícara de açúcar
1/4 de xícara de farinha de trigo
1 pitada de sal
Raspas da casca de um limão
1 colher de chá de gengibre fresco ralado
1 fava de baunilha, sementes raspadas
1 ovo batido para pincelar
3 colheres de sopa de açúcar cristal ou demerara para polvilhar

Pré-aqueça o forno a 400ºF / 205ºC e forre uma assadeira com papel vegetal ou manteiga. Numa tigela misture delicadamente os blueberries, o açúcar, a farinha, o sal, as raspas de limão, o gengibre ralado e as sementes da fava de baunilha. Em uma superfície enfarinhada abra um disco da massa em formato de retângulo. Mover a massa para a assadeira preparada e colocar tudo na geladeira. Abra o outro pedaço de massa aproximadamente do mesmo tamanho. Retire a massa da geladeira e despeje a mistura de mirtilo em cima, deixando uma borda em torno. Corte o restante da massa em tiras grossas e a partir do canto superior esquerdo da torta, coloque uma tira de massa na horizontal e uma tira vertical, vá trançando as tiras. Eu não tenho muito jeito pra essas coisas então ficou tudo bem "mais-ou-menos" estéticamente, mas eu não me importo. Aperte as bordas com o dedo ou um garfo e pressione firmemente para selar. Coloque a assadeira no refrigerador ou no congelador até que a crosta fique firme. Remova e pincele o topo da massa com um ovo batido e polvilhegenerosamente com açúcar demerara. Asse até que a crosta fique marrom dourada e os sucos da fruta estejam borbulhando, de 35 a 45 minutos. Deixe esfriar um pouco antes de cortar em quadrados e servir com o sorvete da sua preferência. Nos escolhemos baunilha.

blueberry slab pie

bolo de ameixa — plum buckle

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Meu chefe chegou um dia com uma ameixa. Alguns dias depois ele trouxe uma bacia cheia de ameixas. No dia seguinte ele trouxe outra bacia. E no mesmo dia, quando entramos na cozinha do meu trabalho, caímos pra trás quando vimos SETE caixas enormes cheias de ameixas, pra quem quisesse pegar e levar. SACOLEIRA ATIVAR! Eu não tenho a menor vergonha de pegar ou aceitar qualquer ingrediente oferecido de tão bom grado. É muita fartura, muita generosidade e eu aproveito sem o menor constrangimento. Pra usar a meia tonelada de ameixas que acabaram na bancada da minha cozinha fiz uma adaptação desse clafoutis usando ameixas, que levei no trabalho e dividir com meus colegas e fiz uma versão só com ameixa [e sem o crumble topping] desse bolo. O resto das ameixas devoramos al natural, com iogurte, com sorvete.

6 colheres de sopa de manteiga sem sal, derretida
1 e 1/2 xícaras de farinha de trigo
1 xícara mais 2 colheres de sopa de açúcar
1 e 1/2 colheres de chá de fermento em pó
1/8 colher de chá de pimenta da Jamaica [Allspice]
1 ovo caipira grande
2/3 xícara de leite integral
1 colher de chá de extrato de baunilha
4 xícaras de ameixas frescas fatiadas
1 colher de sopa de suco de limão fresco
1 pitada de sal

Preaqueça o forno a 350ºF/ 176ºC. Unte uma forma de bolo quadrada com as 2 colheres de sopa de manteiga; reserve. Misture a farinha, 3/4 de xícara de açúcar, o fermento em pó, a pimenta da Jamaica, e 3/4 de colher de chá de sal em uma tigela média; reserve.

Misture o ovo, o leite, a baunilha e o restante 4 colheres de sopa da manteiga em outra tigela. Adicione a mistura de ovos à mistura de farinha; misture bem. Espalhe a massa uniformemente na forma untada.

Misture as ameixas, o suco de limão, o restante de açúcar e uma pitada de sal em uma tigela grande. Espalhe a mistura de frutas uniformemente sobre a massa. Asse por cerca de 1 hora e 15 minutos. Deixe esfriar dentro da forma sobre uma grade por 1 hora antes de servir.

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um espetáculo de verão

Summer Expectacle Summer Expectacle
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picolé de cereja & kefir

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Hoje a máxima é de 108ºF/ 42ºC aqui na roça. Mas não foi por isso que fiz picolés. Esses, aliás, fiz faz tempo, quando ainda tinha cereja no Farmers Market. Esse não foi um bom ano pra safra de cerejas e quando o meu chefe disse que não iria comer cerejas nessa temporada porque elas não estavam boas tive um momento sad trombone. Essas foram as últimas que comprei, as lindas cerejas rainier.

Para fazer os picolés, bater no liquidificador um bocado de cerejas frescas descaroçadas, um tanto de kefir, adicione umas gotas de água de flor de laranjeira, adoce com o adoçante da sua preferência—eu usei o açúcar de limão. Coloque nas forminhas, leve para congelar, desenforme e plá.

clafoutis de damasco

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Exagerei na compra do damasco fresco no último sábado, porque a temporada é bem curta e piscou, acabou. Daí que fica difícil de consumir uma quantidade de frutas absurda antes delas amadurecerem demais ou estragarem. A solução é sempre fazer alguma receita com elas. Adorei essa versão do clafoutis com respingos de brandy e uma massa que parece um pudim. E não fica muito doce, exatamente como nós gostamos!

2 colheres de sopa de manteiga sem sal
500 gr de damascos frescos sem caroço e cortados ao meio
2 colheres de chá de brandy ou conhaque
2 ovos caipiras
3/4 xícara mais 2 colheres de sopa de leite integral
6 colheres de sopa de açúcar
1 colher de chá de raspas da casca de limão
1 colher de chá de extrato de baunilha
Uma pitada de sal kosher
1/3 xícara de farinha de trigo
Açúcar de confeiteiro para decorar, se quiser

Pré-aqueça o forno a 375°F / 190°C. Numa forma de 23 cm derreta a manteiga. Disponha os damascos cortados ao meio em uma camada uniforme no fundo da forma e regue com o conhaque.

No liquidificador, processar os ovos, o leite, o açúcar, as raspas de limão, a baunilha, o sal e a farinha até ficar homogêneo. Despeje a massa sobre os damascos.

Leve ao forno e asse até que o clafoutis é ficar dourado, aproximadamente 45 minutos. Deixe esfriar um pouco sobre uma grade. Polvilhe com açúcar de confeiteiro e sirva imediatamente.

cheesecake de morango

cheesecake morango

Essa receita do NYT me atraiu por algumas razões—o vinho, os morangos e o queijo de cabra. Também gostei do fato dela fazer uma massa que simula aquela feita com bolacha. Se não fosse por esses detalhes eu talvez tivesse passado batido, porque não sou a maior fanzoca de cheesecake do planeta. Mas esse fica muito interessante, nós gostamos muito. Como não tinha certeza que iria ficar bom, decidi fazer somente meia receita, por isso saiu uma tortinha pequena. Mas vou publicar a receita inteira. Também errei deixando a massa muito alta pra forma pequena, então não deu o efeito intencionado de ficar uma parte do recheio aparecendo. Mas nós não nos importamos com esse detalhe e comemos o cheesecake inteiro, não sobrou migalha.

para a massa:
115 gramas de manteiga sem sal em temperatura ambiente
2 colheres de sopa de açúcar mascavo escuro
2 colheres de sopa de mel
1 xícara de farinha de trigo
1/4 xícara de farinha de trigo integral
1 colher de sopa cacau em pó sem açúcar
3/4 colher de chá de sal kosher
1/4 colher de chá de canela em pó

para o recheio:
1/2 xícara de vinho tinto seco
1 envelope de 7 gramas [2 e 1/4 colheres de chá] de gelatina em pó sem sabor
455 gramas de cream cheese em temperature ambient
2/3 xícara de açúcar
225 gramas de queijo de cabra fresco em temperatura ambiente
455 gramas de morangos frescos picados grosseiramente

Prepare a massa: Na batedeira ou no processador de alimentos, bata a manteiga e o açúcar mascavo juntos até ficar um creme homogêneo, cerca de 1 minuto. Acrescente o mel. Em uma tigela misture com um batedor de arame as farinhas, o cacau, o sal e a canela. Com a batedeira em velocidade baixa ou usando o botão de pulso no processador de alimentos, adicione os ingredientes secos à mistura de manteiga em dois lotes. Despeje a massa sobre uma folha de plástico. Achate em um disco e leve à geladeira por pelo menos 2 horas ou durante a noite.

Coloque a massa entre duas folhas de papel vegetal ou manteiga. Trabalhando rapidamente abra a massa bem fina. Se a massa ficar muito mole, recoloque na geladeira até ficar firme outra vez. Transfira a massa para uma forma de fundo removível de 22 cm. Pressione a massa no fundo da forma e até dois terços da altura nos lados. Fure o fundo da massa com um garfo. Leve à geladeira 20 minutos.

Aqueça o forno a 325ºF/ 162ºC. Coloque a forma sobre uma assadeira e leve ao forno. Asse até que a massa fique levemente dourada e seca ao toque, por cerca de 25 minutos. Deixe esfriar completamente sobre uma grade.

Enquanto isso, prepare o recheio: Coloque o vinho tinto em uma panela pequena e polvilhe a gelatina por cima. Deixe descansar por 5 minutos, até que ela seja absorvida pelo liquido. Coloque panela em fogo baixo e mexa até dissolver a gelatina. Não deixe ferver, pois isso afeta o seu poder de gelificação. Deixe esfriar.

Em um processador de alimentos ou batedeira, misture o cream cheese, o açúcar e o queijo de cabra; bata bem até ficar homogêneo. Pare de uma ou duas vezes para raspar as laterais da tigela com uma espátula e misture novamente. Adicione os morangos picados e a mistura de gelatina e bata até incorporar. Coloque a mistura na massa; cubra frouxamente com filme plástico e leve à geladeira por pelo menos 6 horas ou durante a noite. Decore com morangos cortados em pedaços ou inteiros antes de servir.

»»» a receita com vídeo.

cheesecake morango

bolo de ruibarbo

bolo de ruibarbo

Ainda estou no frenesi do ruibarbo, por isso sai procurando por receitas e a desse bolo caiu na minha rede. Ficou gostoso, comemos tudo, mas vou avisar que ninguém terá uma epifania por causa dele. E se não tiver ruibarbo, certamente pode-se usar outra fruta que tenha uma consistência firme.

1 xícara de iogurte integral
1 xícara de açúcar
1 pitada de sal marinho
1/2 colher de chá de extrato de amêndoa
1/2 xícara de óleo vegetal
2 ovos caipiras grandes
1 e1/2 xícaras de farinha de trigo
1 e 1/2 colheres de chá de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 xícara de ruibarbo, cortado em pedaços pequenos

Pré-aqueça o forno a 350ºF/ 176ºC . Unte uma forma redonda com óleo e forre o fundo com papel vegetal ou manteiga. Numa tigela grande misture bem com uma batedor de arame o iogurte, o açúcar, o sal e o extrato de amêndoa. Junte o óleo na massa lentamente, mexendo sempre. Adicione os ovos e continue batendo até a massa ficar homogênea. Numa outra tigela peneire a farinha, o fermento e o bicarbonato de sódio e misture na outra massa com uma espátula. Despeje tudo na forma untada e espalhe o ruibarbo picado por cima. Asse o bolo por cerca de 45 minutos, ou até que o centro esteja totalmente cozido. Deixe o bolo esfriar por 10 minutos e desenforme.

torta de iogurte [& ruibarbo]

torta de ruibarbo

Para o almoço do feriado de Memorial Day eu encasquetei de fazer uma receita leve, fresca, sem precisar usar o forno e onde eu pudesse usar alguns talos de ruibarbo. Achei essa aqui deveras interessante e adaptei, troquei os morangos frescos pelo ruibarbo cozido levemente numa calda de mel. Olha, talvez eu deva refazer usando os morangos. Eu gostei do resultado, mas nem todo mundo dividiu o meu entusiasmo. O crítico foi um deles, que experimentou só uma lasquinha e deu o veredito—não gostei! E não comeu mais. Não estou aqui para desanimar ninguém, mas talvez essa torta não seja mesmo pro gosto de todo mundo, ou seria melhor fazer mesmo com os morangos.

para a crosta:
2 xícaras de nozes tostadas
1 e 1/2 xícaras de tâmaras sem o caroço
1/4 colher de chá de sal marinho
1/2 colher de chá de canela em pó

para o recheio:
2 colheres de chá de gelatina em pó [1 envelope]
1/2 xícara mais 2 colheres de sopa de leite integral
1 e 1/2 xícaras de iogurte grego integral
1/4 xícara de açúcar mascavo [*usei o meu açúcar de limão]
1/4 colher de chá de extrato de baunilha
1 pitada de sal marinho

No processador de alimentos coloque todos os ingredientes da crosta e pulse até obter uma massa grossa e com aderência e que possa ser moldada na forma. Pressione a mistura em uma camada uniforme no fundo e nos lados de uma forma de 22 cm com fundo removível. Reserve.

Nma tigela pequena polvilhe a gelatina sobre 2 colheres de sopa de leite frio e deixe repousar por 5 minutos. Em uma panela pequena em fogo médio esquente o leite. Quando começar a formar pequenas bolhas nas bordas, retire do fogo e adicione à mistura de gelatina. Mexa bem até dissolver completamente. Em uma tigela média, misture o iogurte, o açúcar mascavo, a baunilha e uma pitada de sal. Misture com o iogurte com agelatina dissolvida. Despeje essa mistura sobre a massa da torta. Leve à geladeira até endurecer, por mais ou menos 2 horas. Remover a torta da forma e servir com o ruibabo que foi cozido numa calda de mel e limão.

A calda de mel eu fiz à olho: meia xícara de mel, uma colher de sopa de água e uma colher de sopa de suco de limão. Cozinha em fogo baixo até engrossar e joga os ruibarbos cortados em palitos. Cozinha só por um minutinho e desliga o fogo. Não deixe o ruibarbo desmanchar. Se decidir usar morangos, apenas decore os fatias da fruta fresca.

torta de ruibarbo

shake de ruibarbo

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Essa foi uma das bebidas mas deliciosas que já experimentei nos últimos tempos. Servi como sobremesa. Estamos na estação do ruibarbo [que é bem curta] e estou encontrando talos muito bonitos e baratos no meu supermercado local. Estou aproveitando. Mas se ruibarbo for difícil de achar, substitua por outra fruta. Acho que deve ficar muito bom com morango ou pêssego. A receita saiu no novo NYT Cooking.

500gr de ruibarbo cortado em fatias finas
5 colheres de sopa de mel
1/2 xícara de iogurte grego [ou o iogurte comum]
2 xícaras de cubos de gelo
Um pouquinho de água de rosas, para dar sabor
Um punhadinho de pistachios picados, para decorar

Misture o ruibarbo, o mel e 2 colheres de sopa de água em uma panela. Leve ao fogo, deixe ferver, abaixe o fogo e cozinhe, mexendo sempre, até o ruibarbo derreter, uns 8 minutos. Remova do fogo e deixe esfriar. No liquidificador adicione a compota de ruibarbo, o iogurte, os cubos de gelo e um pouquinho de água de rosas [não exagere]. Bata bem até ficar homogêneo. Se quiser pode adicionar mais mel e água de rosas. Despeje em dois copos, decore com os pistachios e sirva.

shrub de cereja negra

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Logo no final do inverno me deu um faniquito, porque não tinha mais shrubs na geladeira e eu precisava repor o estoque. Então passei algumas semanas marinando frutas no vinagre. Fiz alguns com frutas frescas [abacaxi e pera] e outros com frutas congeladas [blackberries, framboesas e esse de cerejas negra]. A receita é sempre a mesma. O experimento com as frutas congeladas deu muito certo, nem precisa descongelar, apenas mistura o pacote das frutas com o vinagre e prossegue normalmente. O favorito dessa leva foi o de cereja negra. Em breve teremos uma abundância de frutas frescas e farei mais shrubs, bebida imprescindível para nos refrescar durante o verão.

bolo de earl grey & laranja

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Achei a ideia desse bolo feito com o chá preto misturado com a laranja, absolutamente genial. Coincidentemente eu tinha acabado de comprar uma dúzia das laranjas cara cara, que é uma variedade com polpa avermelhada. Até que gostei do resultado, mas achei que ficou um pouco doce demais pro meu gosto. A culpa foi do glacê. Se eu for refazer essa receita certamente usarei apenas um terço da quantidade do açúcar do glacê ou talvez nenhum açúcar, só regando o bolo com o suco e o chá. Mas se você é fã de coisas mais adocicadas, essa é uma receita ideal. Não curti muito, mas não preveni outros de curtirem—levei o bolo pro meu trabalho, deixei ele na cozinha e em trinta minutos não tinha nem um farelo no prato. Sucesso!

1/4 de xícara de açúcar branco
1/4 de xícara de açúcar demerara
1 xícara de açúcar de confeiteiro
2 ovos caipiras
7 colheres de sopa de manteiga sem sal, derretida e fria
1 xícara de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento em pó
1/4 colher de chá de sal
4 saquinhos de chá earl grey [da melhor qualidade possível]
6 colheres de sopa de suco de laranja cara cara
[*pode substituir laranja navel ou suco de tangerina]
1 colher de chá de água de flor de laranjeira

Pré-aqueça o forno em 350ºF/ 176ºC. Unte uma forma redonda de 20 cm com manteiga e forre com uma rodela de papel vegetal ou manteiga. Misture açúcar e os ovos em uma tigela e bata bem até ficar cremoso e leve. Adicione a manteiga derretida e misture bem. Peneire a farinha, o sal e o fermento juntos e adicione à massa. Abra os saquinhos de chá e despeje as folhas em uma tigela pequena. Despeje o chá na massa e mexa bem. Misture o suco de laranja e água de flor de laranjeira. Despeje a massa na forma preparada, leve ao forno e asse por 20-25 minutos até que o bolo esteja cozido no centro. Remova do forno, deixe esfriar completamente e inverta o bolo em um prato antes de colocar o glacê.

glacê de laranja e earl grey
1/2 xícara de açúcar de confeiteiro peneirado
1 e 1/2 colher de sopa de chá earl grey preparado bem forte
1 colher de sopa de suco de laranja
Misture o açúcar de confeiteiro com chá e suco de laranja até ficar um creme grosso. Despeje sobre o bolo e deixe descansar por pelo menos 30 minutos antes de servir .

peras assadas com verjuice
açafrão & alecrim

peras assadas

Em todos os livros do Yotam Ottolenghi eu via receitas que mencionavam um ingrediente chamado verjuice, mas nunca tive a curiosidade de procurar e comprar. Até outro dia quando aportei no mercadinho de produtos internacionais onde vou de vez em quando. Vou lá porque gosto de olhar as mercadorias indianas e do oriente médio, mas vou também por que eles vendem uns ingredientes brasileiros e eu às vezes peço pra proprietária indiana encomendar coisas com o fornecedor brazuca dela. Neste dia eu fui lá pedir pra ela trazer bananinha do tachão de ubatuba [podem rir, mas quem tem boca vai à Roma, né?]. Ela não é boba e está trazendo cada vez mais produtos brasileiros, como carne seca, queijo catupiry e goiabada cascão. Bom, nesse dia eu finalmente vi as garrafas de verjuice e a luz verde piscou dizendo—compra, compra, compra! e eu comprei. Essa foi a primeira receita que fiz com esse suco de uvas verdes que é muito usado para substituir sucos cítricos ou vinagre em inúmeras receitas salgadas e doces. As peras usadas aqui precisam estar bem firmes, porque elas vão assar por um período longo e precisam ficar inteiras, não podem desmanchar. O verjuice e o mel formam uma calda muito deliciosa. Essa receita faz uma sobremesa bem delicada, intrigante e sofisticada, muito boa para uma ocasião festiva.

250ml de mel
400ml de verjuice
2 pitadas de açafrão
2 ramos de alecrim fresco
8 peras Bosc, firmes

Pré-aqueça o forno a 356ºF/180ºC. Numa panela média coloque todos os ingredientes, menos as peras, e deixe ferver. Remova do fogo e reserve.

Descasque as peras, corte ao meio longitudinalmente e retire o núcleo mas deixe a haste intacta. Coloque as peras em um prato refratário ou dde cerâmica e despeje o líquido por cima. Cubra o prato com papel alumínio. Asse por 40 minutos, vire as peras algumas vezes na calda quente e deixe cozinhar por mais 30 minutos ou até ficar cozido, removendo o papel alumínio nos últimos 10 minutos. Retire do forno deixe esfriar um pouco e sirva com sorvete ou um creme inglês, se quiser. Eu não quis.

pink grapefruit

pinkgrapefruit_1.jpg

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Pink grapefruit—ao natural ou em fatias, regado com suco e casca ralada de limão meyer, polvilhado com açúcar de maple e coco ralado. Fancy that!

bolo de maçã, rum & nozes

bolo de maçã, rum e nozes

bolo de maçã, rum e nozes

Com algumas maçãs pra usar, procurei por ideias para fazer um bolo. Essa receita da revista Bon Appetit me serviu porque era fácil e juntou booze com frutas. E muitas frutas. Juro que fiquei um tanto preocupada quando misturei um quilo de maçãs picadas à massa. Achei que aquela argamassa não iria virar um bolo, mas virou um bolo bem gostoso!

1/2 xícara de rum escuro
 2 e 1/2 xícaras de farinha de trigo
2 colheres de chá de fermento em pó
2 colher de sopa de canela em pó
1 colher de chá de sal
1/2 colher de chá de pimenta da Jamaica moída
2 xícaras de açúcar
3 ovos caipiras grandes
3/4 xícara de óleo vegetal
2 colheres de chá de extrato de baunilha
4 maçãs grandes [1 quilo] descascadas e cortadas em cubinhos
1 xícara de nozes picadas
1 xícara de passas [*usei as currants]

Preaqueça o forno a 350°F/ 176ºC. Unte com manteiga e polvilhe com farinha uma forma grande e retangular. Coloque o rum numa panela pequena e cozinhe até reduzir a 1/ 4 de xícara. Reserve.

Peneire os próximos 5 ingredientes em uma tigela média. Usando batedeira, bata o rum, o açúcar, os ovos, o óleo e a baunilha por cerca de 5 minutos até formar um creme grosso. Adicione a mistura de farinha e bata só até misturar. Acrescentar as maçãs, nozes e passas e misturar com uma espátula. Coloque a massa na forma preparada. Leve ao forno e asse por cerca de 40 minutos ou até o bolo ficar totalmente cozido no centro. Remova do forno e deixe esfriar. Corte em quadrados e sirva.

bolo de maçã, rum e nozesbolo de maçã, rum e nozes

redução de romã

cinco romãs

redução romãs

Fui para o Brasil em dezembro e deixei uma travessa com uma dúzia de romãs gigantescas numa travessa em cima de um móvel na sala de jantar. Quando voltei elas ainda estava lá, muito lindas, decorando o ambiente. Mas eu voltei pra um absoluto ziriguidum e não tive tempo de abrir nenhuma delas. Foi apenas no final do mês de janeiro que arrumei a coragem que precisava para abrir todas aquelas frutas, que naquela altura já estavam bem ressecadas. Milagrosamente consegui salvar seis delas. Uma usei em saladas e com as outras cinco fiz essa redução. Bati todas as sementes no liquidificador, passei por uma peneira adicionando um pouquinho de água e coloquei tudo numa panela de ferro. Deixei cozinhar por muitas, muitas, muitas horas em fogo baixíssimo e o resultado foi um uma xícara de uma calda fortíssima e saborosíssima—o puro purê da fruta! Não vai um pingo de açúcar, portanto não fica um doce, mas um molho. Usamos para colocar no sorvete, no iogurte, eteceterá.

frutas secas cozidas no vinho

frutas secas cozidas no vinho

Esse molho de frutas secas é usado como acompanhamento para a torta de ricota da Deborah Madison. É uma ótima ideia e as sobras podem ser usadas no iogurte, no sorvete, eteceterá. O vinho Pedro Ximenez pode ser substituído por Porto ou Zinfandel tinto. As medidas não precisam ser exatas e as frutas também podem variar. Mantido na geladeira num recipiente com tampa, essas frutas se conservam por dois meses.

2 xícaras de água
2 xícaras de vinho Pedro Ximenez, Porto ou Zinfandel
1 e 1/2 xícaras de açúcar
1/2 fava de baunilha cortada na metade pelo comprimento
1/2 colher de chá de grãos de pimenta preta torradas levemente em uma frigideira
1 pau de canela
1 pedaço grande de casca de laranja [sem a parte branca]
1 pedaço grande de raspas de limão [sem a parte branca]
1/2 xícara de damascos secos cortados em pedaços pequenos
1/2 xícara de peras secas cortadas em pedaços
6 figos secos cortados ao meio
1 xícara de ameixas secas sem caroço cortadas em quatro
1/3 xícara de passas douradas
1/3 xícara de passas
1/4 xícara de cerejas secas

Levar a água, o vinho e o açúcar para ferver em uma panela com as especiarias e raspas de cítricos. Quando o açúcar tiver dissolvido adicione as frutas. Reduza o fogo e cozinhe com a panela parcialmente coberta até que as frutas estejam macias e o molho mais engrossado, por cerca de 30 minutos. Transfira para um frasco limpo com tampa. Guarde na geladeira.

gelatina de maçã

gelatina de maçã

gelatina de maçã

Sou notória por ter lombrigas de comer gelatina todo santo inverno. Deve ser uma maneira do organismo equilibrar a ingestão desenfreada de comidas e bebidas quentes. Sei lá. Só sei que é nessa época do ano que começo a inventar moda. Desta vez encasquetei com a ideia de fazer uma gelatina com uma garrafa de suco de maçã gaseificado, que aqui é comumente conhecido como Martinelli's. Não é aquela cidra densa feita com purê de maçãs mas é bem gostosa. O resultado ficou bem refrescante e foi a minha sobremesa da semana no meu almoço no trabalho.

1 garrafa de cidra gasosa [*usei a Martinelli's]
3 envelopes de gelatina em pó sem sabor
1/3 xícara de açúcar
1 maça verde Granny Smith
Suco de limão

Coloque 1 xícara da cidra numa panela, acrescente o açúcar e leve ao fogo até quase ferver. Enquanto isso coloque o restante da cidra [mais ou menos 3 xícaras] num recipiente de vidro e salpique a gelatina por cima. Descasque e pique a maça em cubinhos e regue com suco de limão. Coloque os cubinhos de maçã numa vasilha ou em copinhos. Junte a cidra quente na mistura de gelatina e mexa bem para a gelatina dissolver completamente. A cidra vai espumar um pouco. Despeje a gelatina na vasilha com os cubos de maçã e leve à geladeira até firmar. Para desenformar é só colocar a forma sobre um prato com água quente por uns segundos, passar uma faca com cuidado pelas bordas e virar numa travessa.

gelatina de cranberry

gelatina de cranberry

A receita do cocktail que eu separei para preparar no jantar de Thanksgiving pedia suco de cranberry e como todos devem saber [ou pelo menos imaginar] a quantidade de opções desse ingrediente nos supermercados daqui é pra deixar qualquer um tonto. As variações em sabores acrescentados e na qualidade dos sucos são incontáveis. Sei que muito suco de cranberry tem sabor artificial, ou só um por cento de suco, ou é misturado com outros sucos. Para descobrir é só ler os rótulos. Mas eu nem perco tempo e vou direto para seção dos sucos PUROS. Eles custam cinco vezes mais, são na maioria orgânicos e o rótulo revela—100% suco da fruta. Então comprei o vidro do melhor suco de cranberry que achei no meu supermercado e preparei o cocktail que ficou quase imbebível, porque a intenção da receita era usar mesmo um suco adoçado. Você já mordeu uma cranberry fresca? Ela é dura na queda, pois é uma fruta ácida e sem nenhuma doçura natural. Um suco puro de cranberry é simplesmente o puro purê da acidez. O suco [CARO] encalhou, porque também não pensei [OI?] em adicionar açúcar. Naquele dia bebemos taças de manzanilla, coloquei o suco na geladeira e quando finalmente lembrei dele decidi transformá-lo em gelatina.

3 xícaras de suco puro de cranberry
1 xícara de açúcar
3 pacotinhos de gelatina em pó sem sabor
100 gr de cranberries secas

Coloque uma xícara de suco numa panela, acrescente o açúcar e as cranberries secas e leve ao fogo médio até quase ferver. Enquanto isso coloque as duas xícaras restantes do suco numa vasilha e salpique a gelatina em pó por cima. Deixe descansar por 5 minutos. Quando o liquido estiver quase fervendo e o açúcar tiver dissolvido bem, misture o suco quente ao frio, com a gelatina e misture bem até que a gelatina esteja completamente dissolvida, Despeje em forminhas e leve à geladeira até firmar. Na hora de desenformar coloque as forminhas rapidamente numa vasilha com água quente e inverta.

caqui & limão

caqui com limao

Vi essa ideia no livro The Art of Simple Food II da Alice Waters. É realmente a coisa mais simples do mundo. Mas não pense que é algo simplório, pois é uma ideia realmente transformadora. Vou admitir que caqui é uma das minhas frutas menos favoritas e que pro Uriel ela é uma carta completamente fora do baralho. Eu estava comendo sozinha todas as minhas poucas invencionices e aventuras com o caqui. Numa noite de domingo cortei alguns caquis duros em fatias, coloquei num prato e espremi um limão por cima—pode ser limão tahiti, limão siciliano, limão meyer, limão rosa. Quando coloquei o prato na mesa achei que só eu iria comer, meu marido experimentou uma fatia, depois outra, depois mais outra e matamos juntos o prato inteiro em alguns minutos. Tenho comido muito caqui neste principio de inverno, graças à essa ideia simples e genial.

citrus frenzy

meyer-rangpur
meyer lemon & rangpur lime

torta de iogurte grego
[com molho de uva & pimenta]

torta de iogurte

Essa foi a sobremesa que mais gostei do menu do Thanksgiving. Quando vi a receita na revista Bon Appétit, achei a compota de uvas negras com pimenta do reino simplesmente o fino da inovação. Eu tinha que tentar fazer. E também porque adoro sobremesas com iogurte, com frutas frescas, fáceis de fazer, eteceterá. A pimenta do reino não deixa o molho exageradamente apimentado, como eu achei que iria. Mas acrescenta um toque picante e deixa o molho de uvas com um sabor mais concentrado.

para a massa de bolacha:
300 gr [10 oz] de biscoitos gingersnaps [ou outro tipo maria, maizena]
2 colheres de sopa de farinha de trigo
2 colheres de sopa de açúcar mascavo
1/2 colher de chá de sal kosher
6 colheres sopa de manteiga sem sal derretida e ligeiramente resfriado

para o recheio e molho:
2 colheres de chá [1 envelope] de gelatina sem sabor em pó
1/2 xícara, mais 2 colheres de sopa de leite integral
2 e 3/4 xícaras de iogurte grego
1/2 xícara de açúcar mascavo claro
1 colher de chá de raspas da casca de limão [*usei o tahiti]
3 xícaras de uvas pretas sem sementes
1/3 xícara de açúcar comum
1/4 xícara de suco de limão fresco [*usei o tahiti]
2 colheres de chá de pimenta do reino moída na hora
[*usei pimenta do reino defumada]
Uma pitada de sal kosher

faça a massa:
Coloque a grade no centro do forno e pré-aqueça a 325°F/ 162ºC. Coloque as bolachas num processador de alimentos e pulse até formar uma farofa. Adicione a farinha, o açúcar e o sal e pulse para combinar. Adicione a manteiga e pulse novamente até que a mistura fique com a consistência de areia molhada.

Transfira para uma forma de torta de 22cm e usando um copo de medida pressione com firmeza para baixo e nos lados da forma. Coloque a forma de torta sobre uma assadeira e asse por 20-25 minutos. Remova do forno e deixe esfriar. Nota: cuidado para não deixar a massa assar muito, pois ela fica muito dura pra cortar. a minha ficou um pouco dificil de cortar no dia, melhorou no dia seguinte.

faça o recheio e molho:
Numa tigela pequena coloque 2 colheres de sopa de leite e salpique a gelatina por cima. Deixe descansar por 5-10 minutos. Coloque a 1/2 xícara restante de leite em uma panela pequena em fogo médio até borbulhar levemente, cerca de 3 minutos. Retire a panela do fogo, adicione a mistura de gelatina e bata até ficar homogêneo. Misture bem o iogurte, o açúcar mascavo e as raspas de limão e despeje na massa de torta, alisando bem por cima com uma espátula. Leve à geladeira por pelo menos 2 horas .

Enquanto isso numa panela média colocar as uvas, o açúcar, o suco de limão, o sal e a pimenta do reino moída na hora e deixar ferver, mexendo para dissolver o açúcar . Reduza o fogo e cozinhe, mexendo ocasionalmente, até as uvas ficarem macias e a calda engrossar, por uns 10 minutos. Remova a panela do fogo e deixe esfriar. Pode guardar o molho na geladeira num recipiente coberto até a hora de servir. Cortar as fatias e servir com o molho de uvas por cima.

bolo de figos & amêndoas

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Mais figos, minha gentê! Comprei muitos de duas variedades diferente e para usar os que não devoramos au natural, usei essa receita do NYT que me foi recomendada pela querida Sally Newton. A massa ficou bem densa e tive que espalhar pela forma com uma espátula. Mas ela cresce e envolve os figos, fica perfeita. O sabor é bem delicado, o doce mais acentuado é o dos figos assados.

4 colheres de sopa de manteiga derretida
1 xícara de amêndoas cruas [inteiras e com pele]
1/4 de xícara de açúcar mascavo
1/4 xícara de farinha de trigo
1/2 colher de chá de fermento em pó
1/8 colher de chá de canela em pó
1/8 colher de chá de sal
3 ovos caipiras batidos
2 colheres de sopa de mel
1/2 colher de chá de extrato de amêndoa
12 figos maduros

Pré-aqueça o forno em 375ºF/ 190ºC. Unte uma forma de fundo removível de 22 cm com manteiga e reserve. Coloque as amêndoas e o 1/4 de xícara de açúcar em um processador de alimentos e pulse até obter uma farofa. Adicione a farinha de trigo, o fermento, a canela e o sal e pulse para combinar.

Em uma tigela, misture os ovos, a manteiga derretida, o mel e o extrato de amêndoa. Adicione a mistura de ovos à mistura de amêndoa e mexa bem por um minuto para incorporar todos os ingredientes. Despeje a massa na forma untada.

Remova o cabinho e corte cada figo ao meio. Coloque os figos sobre a massa na forma. Se quiser polvilhe um pouquinho de açúcar demerara sobre os figos e leve ao forno por 30 minutos, até a massa ficar bem dourada e firme. Remover do forno e deixar esfriar bem antes de servir.

figos-galore13.jpgfigos-galore13.jpg

bolo de chocolate & figo

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(( Comprei muitos figos ))

Comemos quase todos au naturel, de bocadas. Os mais firmes de casca roxa quis usar para fazer um bolo. Essa foi a primeira receita que achei e fiquei bem entusiasmada com ela. Figos frescos, chocolate e azeite. Bingo! Achei as medidas meio esdrúxulas, mas segui as instruções a risca. Também me irritei um pouco com o modo de fazer, misturando duas coisas aqui, duas ali, duas acolá e sujando um monte de potinhos. Mas o resultado valeu a pena! Na receita original a autora corta a base e depois cada figo ao meio. Eu coloquei os figos inteiros e deu certinho.

1 e 1/2 xícara de farinha de trigo para bolo
3/4 colher de chá de bicarbonato
3/4 colher de chá de sal
3/4 colher de chá canela
1/4 colher de chá pimenta da Jamaica [Allspice]
1 pitada de noz-moscada ralada na hora
1/2 xícara + 1 colher de chá de cacau em pó
1/2 xícara + 1 colher de sopa de água quente
1/4 xícara + 2 colher de sopa de azeite
1/2 xícara açúcar mascavo
1/2 xícara açúcar comum
2 ovos caipiras
1/4 xícara + 2 colher de sopa de buttermilk
1 e 1/2 colher de chá baunilha
8 figos frescos inteiros

Pré-aqueça o forno a 350ºF/ 176ºC graus. Prepare uma forma de bolo untando com azeite e cobrindo com papel vegetal ou manteiga, deixando uma saliência do papel em dois lados para facilitar a remoção do bolo. Unte por cima do papel também com azeite.

Numa vasilha peneire a farinha de trigo, o bicarbonato, o sal e especiarias. Reserve. Numa outra vasilha misture bem o cacau com a água quente. Reserve. Numa outra vasilha combine o buttermilk e a baunilha. Reserve. Numa outra vasilha misture o óleo e os açúcares. Adicione os ovos à mistura de ovos e bata bem. Acrescente então a mistura de cacau. Dai adicione os ingredientes secos em três vezes, alternando com o buttermilk—começando e terminando com os ingredientes secos. Misture bem. Despeje na forma preparada e bata suavemente o fundo da panela sobre a uma superfície firme para remover as bolhas de ar. Submergir os 8 figos inteiros [lavados e secos] pelo bolo.

Leve ao forno pré-aquecido e asse por 35/ 40 minutos, até que o centro do bolo esteja completamente cozido. Remova do forno e deixe descansar por uns minutos. Remova o bolo da forma puxando pelo papel, inverta numa travessa, deixe esfriar completamente, corte em fatias e sirva.

torta de figo
[com queijo de cabra]

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Todo ano nesta época é o mesmo déjà vu quando eu desembesto comprando e comendo figos, porque será minha última chance até o próximo verão. Na semana passada foi uma esbórnia e pra não correr o risco de nenhum figo estragar, decidi fazer uma torta. Procurei por receitas bacanas, como não encontrei nenhuma que me agradasse resolvi improvisar e adaptar essa receita de torta de abobrinha [não riam!] e fazer uma versão doce. Deu certinho e ficou do jeito que eu queria. Essa torta de figos frescos com queijo de cabra foi um sucesso de público e crítica.

para a massa:
1 e 1/2 xícara de farinha de trigo integral
1/4 colheres de chá de sal
2 colheres de chá de açúcar
Sementes de erva-doce
8 colheres de sopa de manteiga sem sal, gelada e cortada em cubinhos
3 colheres de sopa de água gelada

para o recheio:
150 gramas de queijo de cabra
Mel a gosto
10 figos frescos cortados em fatias
Sementes de erva-doce
Vinagre balsâmico com fruta e azeite extra-virgem

Pré-aqueça o forno a 425º F/ 220ºC. Para fazer a massa adicione a farinha, um punhadinho de sementes de erva-doce o sal e o açúcar numa vasilha grande e misture com um batedor de arame para combinar. Espalhe a manteiga sobre os ingredientes secos e esmigalhe tudo junto rapidamente com a ponta dos dedos até formar uma textura de farofa. Polvilhe a água fria sobre a mistura e mexa com um garfo até formar uma massa densa. Pode fazer isso num processador de alimentos, que foi como eu fiz. Pressione essa massa em uma forma de 25 cm com fundo removível.

Para fazer o recheio misture o queijo de cabra com o mel em uma tigela pequena. Espalhe essa mistura de queijo em uma camada sobre a massa já na forma. Disponha as fatias de figo por cima do queijo Regue com um fio de azeite e um fio de balsâmico de fruta e salpique com um pouquinho de sementes de erva-doce. Leve ao forno por 20 minutos, até que as bordas estejam douradas. Remova do forno, deixe esfriar um pouco, desenforme e sirva.

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bolo de morango
[com azeite & balsâmico]

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Minha obsessão do momento é o vinagre. Não é novidade que eu coleciono esse ingrediente, mas acho que nunca usei tanto e de tantas maneiras inéditas e diferentes. O que mais me atraiu nesta receita foi o vinagre entrar também na massa. A realização deste bolo teve duas grandes revelações—a harmonia perfeita da massa com os morangos glaceados e o vinagre de anjou pear que decidi usar porque não achei um balsâmico branco simples pra comprar no meu supermercado. Esse bolo vai pra categoria dos finos da bossa e altamente recomendados.

para os morangos:
1/2 quilo de morangos frescos
1/2 xícara de açúcar mascavo
1/2 xícara de vinagre balsâmico branco
2 colheres de sopa de azeite de oliva
1 colher de sopa de mel

para o bolo:
1 xícara de açúcar
1/4 xícara de vinagre balsâmico branco
1/2 xícara de manteiga
3 ovos caipiras
1 e 3/4 bolo de xícara de farinha
1 e 1/2 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de sal
2/3 xícara de azeite

Pré-aqueça o forno a 350ºF/176ºC. Unte uma forma redonda de bolo com azeite de oliva. Forre o fundo da forma com um círculo de papel vegetal ou manteiga—este é um passo importante que vai ajudar o bolo desenformar sem destruir a camada de morangos. Untar novamente com o azeite de oliva por cima do papel. Reservar.

Fatie os morangos, já lavados e sem os cabinhos. Coloque-os no fundo da forma untada, sobre o papel, formando um espiral, a partir da camada exterior e ligeiramente sobrepostos. Numa panela pequena coloque o açúcar mascavo, o vinagre balsâmico branco, o azeite e o mel. Leve para ferver e mexa constantemente até engrossar e ficar como um xarope. Retire do fogo e despeje cuidadosamente sobre os morangos arranjados na forma de bolo.

Para fazer a massa do bolo, comece batendo juntos em uma tigela o açúcar, a manteiga, o vinagre e ovos. Em outra tigela misture os ingredientes secos, a farinha, o fermento e o sal. Adicione os ingredientes molhados aos ingredientes secos em três etapas, mexendo bem para incorporar. Adicione o azeite em três etapas, mexendo bem para incorporar. Devagar e com cuidado despeje a massa sobre os morangos já dispostos na forma e cobertos com o xarope. Leve ao forno por aproximadamente uma hora até o bolo ficar dourado e cozido no centro. Remova do forno e deixe esfriar por 10 minutos. Passe uma faca ao redor do bolo e vire rapidamente sobre um prato. Inverta novamente para uma outra bandeja ou prato, remova o papel de cima dos morangos, deixe esfriar completamente e sirva.

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bolo de azeite & nectarina

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Vou mudar um pouco o assunto das saladas, para contar desse outro bolo com azeite que fiz de último minuto e que arrasou Péris em Chammas. Quando um bolo desaparece numa piscada é porque fez sucesso, né? A receita é da Martha Helena. Eu adicionei a nectarina por minha própria conta, numa manobra bem auspiciosa que deixou o bolo mais bonito e mais gostoso.

1/2 xícara de azeite extra-virgem
2 ovos caipiras grandes
1 xícara de açúcar
1/2 xícara de vinho branco seco
1 e 1/4 xícaras de farinha de trigo
1/2 xícara de farinha de cornmeal
2 colheres de chá de fermento em pó
2 nectarinas grandes cortadas em fatias diagonais

Pré-aqueça o forno a 375ºF/ 200ºC. Unte com azeite uma forma redonda e forre o fundo com papel vegetal ou papel manteiga, pincele o papel com azeite. Reserve

Em uma tigela grande, misture o óleo, os ovos, 1 xícara de açúcar e o vinho até ficar uma massa homogênea. Adicione a farinha, o cornmeal, o fermento em pó, e o sal e misture delicadamente para combinar.

Despeje a massa na assadeira e coloque as fatias de nectarina por cima afundando levemente com o dedo. Asse até que o bolo fique levemente dourado e cozido no meio, de 35 a 40 minutos.

Deixe esfriar na forma por uns 20 minutos. Passe uma faca ao redor da borda do bolo, inverta com cuidado sobre um prato e retire o papel manteiga. Reinverta bolo sobre uma grade para esfriar completamente. Coloque novamente num prato ou travessa e sirva.

salada de tomate & pêssego

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Reorganizei minha estante e tirei de lá um livro que eu não abria há muitos anos. Quando abri achei dentro dele umas páginas, impressas da coluna do Mark Bittman no New York Times—The Minimalist. Era apenas uma lista maravilhosa com 101 saladas para o verão publicada no jornal em 2009. Eu tenho certeza que fiz algumas das saladas dessa lista, mas não fiz o suficiente. Comecei a olhar as receitas, que são explicadas com pouquíssimas palavras, e me deu um siricotico. Passei alguns dias fazendo uma salada atrás da outra e vou publicar as que mais gostei, começando por essa que ficou absolutamente divina-matravilhosa. Use os melhores tomates, os mais maduros possíveis, naquele momento crucial de madurice quase explodindo, mas ainda firme. Os pêssegos também devem estar bem maduros, mas não muito moles.

Numa travessa ou saladeira coloque alguns tomates bem maduros e cortados em fatias diagonais, adicione uns pêssegos cortados da mesma maneira, fatias finérrimas de cebola roxa, umas folhinhas de coentro fresco, salpique com pimenta vermelha em flocos, uma pitada de sal marinho [uso sempre o Maldon], um fio de azeite extra virgem, e suco de limão [usei o tahiti]. Sirva e repita.

o doce é o figo

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Esses lindos figos já aparecerem algumas vezes por aqui. Não sei que variedade é essa, mas posso afirmar que é a mais doce, suculenta e deliciosa. Eu compro de um pequeno produtor que tem uma banquinha bem pequena no Farmers Market de Woodland. No ano passado era a filha que vinha vender os produtos aos sábados [e guardava figos pra mim]. Este ano é o pai, que mal fala inglês, mas está sempre sorridente. Eles são uma familia mexicana da cidade de Esparto, a uma meia hora daqui. Quando eu vejo esses figos, que normalmente aparecem na segunda rodada da estação, em agosto, eu compro todos! E devoro assim puro, porque eles não precisam de nada. O doce já é o próprio figo.

bolinhos de damasco fresco

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Acho que neste momento não tenho mais nenhuma assinatura de revista impressa. Todas as que assino hoje [e são muitas!] estão no formato eletrônico para iPad. Mas isso não quer dizer que eu estou conseguindo ser mais eficiente na leitura. Muito pelo contrário. Continuo a mesma lesma-lerda lendo revistas com meses de atraso. Numa Bon Appetit de não sei quando, fiquei encantada com uma reportagem sobre um picnic e marquei absolutamente todas as receitas. Uma delas era a desses bolinhos. Sorte a minha que ainda achei damascos frescos para comprar no Farmers Market. Mas se não tivesse achado teria feito com pêssegos ou nectarinas.

1 xícara de farinha de trigo
1 e 1/2 colheres de chá de fermento em pó
1/4 colher de chá de sal kosher
6 colheres de sopa de manteiga sem sal em temperatura ambiente
1/3 xícara de açúcar
1 ovo grande
1 colher de chá de raspas de casca de limão [*usei o verde, tahiti]
1 colher de chá de extrato de baunilha
1/3 xícara de leite integral
4 damascos cortados em fatias
2 colheres de sopa de açúcar demerara

Pré-aqueça o forno a 350°F/ 176ºC. Unte doze forminhas de muffins com manteiga. Reserve. Misture a farinha, o fermento eo sal em uma tigela média. Na batedeira bata a manteiga e o açúcar até formar um creme, por cerca de 2 minutos. Adicione o ovo, as raspas de limão e a baunilha e bata para misturar bem. Com a batedeira em velocidade baixa acrescente os ingredientes secos em três adições, alternadamente com o leite, começando e terminando com os ingredientes secos. Divida a massa entre as forminhas [encha apenas 1/3]. Coloque duas fatias de damasco sobre a massa e polvilhe com o açúcar demerara. Leve ao forno e asse até que os bolinhos estejam dourados, cerca de 20-25 minutos. Remover do forno, deixar esfriar e desenformar.

panna cotta de chocolate branco
[com pickles de nectarina]

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Dei apenas uma bocadinha na sobremesa que o Uriel pediu no restaurante Lincoln em Portland e fiquei obstinada em tentar fazer a receita em casa. Assim que cheguei de viagem fui pra cozinha e fiz. Para a panna cotta eu apenas preparei uma receita básica e acrescentei o chocolate branco. Para o pickles de nectarina achei uma receita bem fácil na web e mandei bala. Só omiti a saba porque não deu tempo de correr atrás. Apesar disso a minha sobremesa-cópia ficou idêntica à original. Absolutamente deliciosa!

para a panna cotta:
1 xícara de creme de leite fresco
1 xícara de leite integral
1 fava de baunilha
1 envelope [7g] de gelatina em pó sem sabor
1 barra de 120 gr de chocolate branco
1 colher de sopa de açúcar

Numa panelinha coloque o creme de leite, a fava de baunilha e as sementes [corte a fava ao meio, raspe as sementes com uma faca], 1 colher de sopa de açúcar e o chocolate branco picado. Leve ao fogo médio e mexa até o chocolate derreter completamente. Enquanto isso coloque o leite numa outra vasilha e salpique a gelatina por cima. Despeje o creme de leite quente por cma do leite com a gelatina. Bata com um batedor de arame até a gelatina dissolver completamente. Coloque numa forma molhada ou em ramequins e leve à geladeira até firmar.

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para o pickles:
1/2 xícara de vinagre de vinho branco
3/4 xícara de açúcar
1 pau de canela
1/4 colher de chá de sementes de cominho
1/4 colher de chá de sal
4 nectarinas cortadas em fatias

Coloque todos os ingredientes, exceto as nectarinas, para ferver em uma panela média. Coloque as nectarinas num recipiente resistente ao calor e despeje sobre elas a mistura quente de vinagre. Deixe esfriar, cubra e leve à geladeira até a hora de servir.

ricota com vino santo
[& pêssegos frescos]

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Outra sobremesa de verão inspirada pelo livro Seasonal Fruit Desserts da Deborah Madison. Fiz novamente a receita de ricota, desta vez drenei num pano mais grosso e por menos tempo e ela ficou mais liquida. Temperei essa ricota com raspas de casca de laranja, açúcar de confeiteiro a gosto e uma dose de Vin Santo. Bati bem com um batedor de arame e deixei gelar por algumas horas. Quando for servir é só colocar a ricota temperada nos potinhos e servir com fatias de pêssego fresco cortadas na hora.

eton mess

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No almoço de despedida para meu filho e a namorada, que seguiram em viagem longa para o Brasil, fiz essa sobremesa tradicional britanica para agradar a minha norinha ultra-fofa que é neta de ingleses. Não é exatamente uma receita, porque eu fiz tudo de olhomêtro. Comprei os morangos mais maduros e doces, uns suspiros prontos de baunilha e um vidro do melhor creme de leite fresco que encontro por aqui. Bati o creme de leite em picos firmes e adicionei um pouquinho de açúcar de confeiteiro e um splash de essência de baunilha. Lavei e cortei os morangos ao meio, quebrei os suspiros com as mãos e misturei tudo com o creme baitido. Daí é só colocar porções em tacinhas e servir.

massa para galette

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galette de uva branca & alecrim

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galette de damasco & lavanda

As frutas de verão são ótimas para fazer essa tortinha rápida e prática chamada galette. Dá pra misturar frutas com ervas e até usar ingredientes mais inusitados como o azeite. Nos meus arquivos eu tinha essa receita bem diferente de massa de galette publicada pelo NYTimes. Gostei da ideia dessa massa mais pãozuda, porque as massas de galette são geralmente daquelas quebradiças feitas à base de manteiga. Gostei do resultado, com uma massa muito fácil de abrir e cheirosa [como tudo que vai fermento de pão]. Como a receita faz dois discos de massa, fiz duas galettes. A de damasco servi como sobremesa no almoço e a de uva foi protagonista do nosso lanche do final do domingo.

faz 2 galettes
1 e 1/2 colheres de chá de fermento biológico seco [para pão]
1/2 xícara de água morna
2 colheres de sopa mais 1/4 de colher de chá de açúcar
1 ovo caipira grande em temperatura ambiente, batido
1 xícara de farinha de trigo integral
1 e 1/4 xícaras de farinha de trigo branca
1/4 de xícara de farinha de amêndoas [ou amêndoas moídas]
1/2 colher de chá de sal
4 colheres de sopa de manteiga sem sal em temperatura ambiente

Dissolver o fermento de pão na água morna. Adicionar 1/4 de colher de chá de açúcar e deixar descansar por 5 minutos até que a mistura fique meio cremosa. Adicione o ovo batido e reserve.

Na batedeira equipada com a pá peneire as farinhas, as 2 colheres de sopa de açúcar e o sa. Adicione a manteiga e bata em velocidade baixa até que a mistura fique quebradiça. Adicione a mistura liquida de fermento e continue batendo em velocidade baixa até formar uma massa. Coloque essa massa sobre uma superfície levemente enfarinhada e amasse delicadamente até ela ficar bem lisa, por cerca de um minuto. Formar uma bola com a massa e colocar em uma tigela levemente untada com manteiga, cobrir com filme plástico e deixar a massa crescer em um local sem correntes de ar até que tenha dobrado de tamanho, por cerca de 1 hora.

Coloque a massa numa superfície levemente enfarinhada e divida em duas partes iguais. Moldar cada pedaço em uma bola sem amassar, cobrir com filme plástico e deixar descansar por 5 minutos.

Abra a massa com cerca de 20 centímetros de diâmetro. Coloque sobre uma assadeira coberta com papel vegetal. Pode cobrir a massa aberta com plástico e levar ao congelador, se quiser guardar uma delas pra usar numa outra ocasião. Para descongelar é só deixar por alguns minutos em temperatura ambiente. Para fazer as galettes coloque o recheio no centro da massa e leve ao forno pré-aquecido em 365ºF/ 185ºC até a massa ficar bem dourada e o recheio cozido, certa de 20-30 minutos.

»para fazer o recheio de damascos com lavanda—lave e corte meio quilo de damascos ao meio, remova os caroços. tempere os damascos com suco de meio limão, 1 pitada de sal, 1 colher de sopa de amido de milho, 1/2 xícara de açúcar de lavanda , misturar bem e rechear a massa. pode molhar as bordas da massa com água e salpicar açúcar, nessa eu usei o açúcar perolado.

»para fazer o recheio de uvas brancas & alecrim—lave e corte ao meio três cachos grandes de uva branca sem semente, misture com três galhinhos de alecrim fresco, tempere com azeite de laranja [ou outro bem frutado] e um pouco de açúcar demerara. recheie a massa. pode molhar as bordas da massa com água e salpicar açúcar demerara.

picolé de cereja fresca & amêndoa

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Essa mistura da cereja fresca com o extrato de amêndoa resulta num dos sabores mais auspiciosos que já provei nos últimos tempos. Fiz algo parecido pra acompanhar aquela ricota fresca e dali foi um pulo para tranferir a ideia para um picolé. Outstanding!

1 xícara de cerejas frescas sem caroço
1/2 xícara de half and half [ou creme de leite fresco]
1/2 colher de chá de extrato puro de amêndoa
Mel a gosto para adoçar

Bater tudo no liquidificador, colocar nas forminhas, levar ao congelador e quando firmar, remover os picolés e se esbaldar.

figo com anis, ricota e avelã

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Na semana retrasada perdi por questão de segundos a última caixinha de figos que um dos produtores do Farmers Market de Woodland estava vendendo. Fiquei emocionalmente arrasada. Neste último sábado cheguei mais cedo e consegui comprar duas caixinhas. Essa é a primeira leva dos figos, que fazem um pequeno hiato e regressam no final de agosto para encerrar o verão num apoteótico gran finale. Comemos alguns dos figos al natural, acompanhados de mel e queijo brie. O restante eu assei, inspirada numa receita da Deborah Madison, que faz a versão sem assar e que também deve ficar muito bom. É regar os figos com um licor de anis [usei o Pernod] salpicar com um pouco de açúcar demerara e coloca-los para assar rapidamente no forno. Depois é só servir com ricota fresca e avelãs [ou amêndoas] tostadas.

gelatina de vinho rosé & berries

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Está fazendo aqueles famosos 40ºC secos por aqui hoje e eu já bebi uns dez litros de água. Por isso resolvi publicar essa receita refrescante que estava no vai-não-vai porque foi invencionice e não tem nada muito de especial. Separe duas xícaras de vinho rose. Coloque 1 xícara numa panela pequena e adoce com mel a gosto [eu usei um fortíssimo de jaborandi, que veio do Brasil] e leve ao fogo médio. Coloque a outra xícara de vinho numa vasilha, adicione uma colherzinha de água de rosas e salpique por cima 1 envelope [7g] de gelatina em pó sem sabor. Quando o vinho estiver bem quente na panela [não deixe ferver] remova do fogo e junte ao vinho frio salpicado com a gelatina. Mexa bem com um batedor de arame até que a gelatina dissolva completamente. Coloque as berries da sua preferência no fundo de taças transparentes e coloque por cima o liquido da gelatina. Leve à geladeira até firmar bem e sirva.

picolé de blackberry & rosa

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As polpudas e delicadas blackberries vieram do Farmers Market de Woodland, inspiração para usá-las veio do livro do People's Pops e esses picolés ficaram o puro purê da fruta, absolutamente scrumptious! Fiz só com as berries, sem adicionar nenhum liquido. Também não passei na peneira, porque as frutinhas estavam bem maduras e as sementinhas ultra-macias. Mas se quiser, dilua e peneire as sementes.

Bati no liquidificador duas caixinhas de blackberries lavadas, adicionei mel a gosto [usei um bem forte, de jaborandi, que veio do Brasil] e uma colher de chá de água de rosas. Coloquei nas forminhas e levei ao congelador.

mousse de queijo cremoso
com frutas silvestres

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Tirei da estante o volume Seasonal Fruit Desserts da Deborah Madison para procurar uma ideia de soibremesa para fazer no almoço de Memorial Day. Esse livro tem receitas super diferentes e criativas usando frutas da estação. E agora é a hora dos damascos, cerejas e berries em geral. Achei várias ideias e coloquei essa em pratica. Um mousse com apenas alguns ingredientes da melhor qualidade e tchan dan—a cara do meu filho devorando a porção dele e fazendo comentários elogiosos sumariza tudo. Simplicidade, elegância e deliciosidade, exatamente como eu gosto.

1 pacote de 225 gr [8 ounces] de cream cheese
1 xícara de iogurte natural
3 colheres de sopa de açúcar demerara
1 fava de baunilha [ou 1 colher chá de extrato]
1/2 xícara de creme de leite fresco

Coloque o cream cheese e o iogurte no processador, adicione o açúcar e pulse bem até ficar um creme. Corte a fava de baunilha ao meio e raspe as sementes. Coloque as sementes na mistura de queijo [e guarde a fava na lata de açúcar] Processe mais um pouco e adicione o creme de leite. Teste se o açúcar está a seu gosto. Coloque a mistura numa peneira forrada com um paninho [pode ser o de fazer queijo], coloque a peneira sobre uma vasilha grande, cubra a mistura com as bordas do pano e leve à geladeira por algumas horas ou de um dia para o outro. Antes de servir remova o creme da peneira e coloque em taças ou numa vasilha grande, como quiser. Sirva com frutas frescas. Eu escolhi servir com as blackberries.

picolé de limão cravo
[com alecrim]

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Seria um constrangimento admitir que eu sou uma fominha com limões e laranjas, especialmente com o limão cravo que me remete à minha infância. Seria um constrangimento, se eu não realmente aproveitasse bem essas frutinhas que pego nas árvores de ninguém da minha antiga vizinhança em Davis. Não me constranjo mesmo, porque uso TODOS os limões que pego, até a ÚLTIMA GOTA. Desde o inverno que a gaveta da minha geladeira na garagem estava lotada de limões cravos, que fui usando, usando, usando, até que pra fazer estes picolés acabei com os últimos. Valeu cada espremida, cada pingo—adoro esse limão.

Para fazer esses picolés encasquetei que queria algo cremoso. No último minuto resolvi acrescentar o alecrim e imagino que teria ficado melhor se eu tivesse batido as folhinhas no liquidificador com o creme. Mas essa ideia ficará para a próxima vez. Desta vez foi assim mesmo, que ficou vistoso de olhar só que na hora de chupar o sorvete os raminhos incomodam um pouquinho. Mas não é nada que impeça qualquer um de devorar esses picolés limãozudos e sofisticados, com o leve toque aromático da erva.

1 xícara de suco de limão cravo
2 xícaras de half and half [metade leite integral/metade creme leite]
Acúcar [ou mel ou nectar de agave] a gosto
Raminhos de alecrim fresco

Coloque o suco de limão cravo numa jarrinha e adoce mais pro doce ou mais pro não doce, conforme o seu gosto pessoal. Junte o half and half e bata com um batedor de arame. Coloque os raminhos de alecrim dentro das forminhas de picolé e despeje o liquido nelas. Leve ao congelador até firmar, remova e bom proveito.

torta de cerejas frescas

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Nem sei como cheguei nesta receita no website da Martha Helena. Mas cheguei e parei. Porque adoro tortas de frutas frescas neste estilo e porque as cerejas locais já chegaram e estão abundantes. Eu como cerejas só nesta época do ano, por isso não deixo escapar nenhuma oportunidade de comprar todas as variedades disponíveis dessa frutinha. Para fazer a torta usei umas cerejas escuras que estavam bem doces com um toque ácido—simplesmente perfeitas. Troquei o açúcar do creme por mel de lavanda e acho que tomei a decisão certa. Essa torta ficou "o fino da bossa'.

para a massa:
9 biscoitos doces [tipo graham crackers ou maizena]
2 colheres de sopa de açúcar [*omiti]
6 colheres de sopa de manteiga sem sal e derretida

para o creme:
170 gr de cream cheese em temperatura ambiente
1/2 colher de chá de extrato de baunilha
3/4 xícara de creme de leite
1/4 de xícara de açúcar [*troquei por mel de lavanda]

450gr de cerejas frescas sem caroço e cortadas ao meio

Pré-aqueça o forno a 350º/ 176ºC. Em um processador de alimentos pulse os biscoitos e 2 colheres de açúcar até ficar moído bem fino [*eu omiti o açúcar]. Adicione a manteiga e processe outra vez. Transfira a mistura para uma forma sw torta de 22cm com fundo removível. Utilizando a base de um copo de medida, pressione com firmeza a mistura no fundo e nos lados da forma. Asse até dourar por 10 a 12 minutos. Retire do forno e deixe esfriar completamente sobre uma grade.

Na batedeira em velocidade média, bata o cream cheese, a baunilha e 1/4 de xícara de açúcar [*usei mel de lavanda] até formar um creme. Aos poucos, adicione o creme de leite e bata até formar picos moles. Despeje esse creme sobre a massa já totalmente fria. Espalhe as metades das cerejas sobre o creme. Leve à geladeira para gelar por pelo menos 30 minutos antes de servir.

bolo de azeite & laranja

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Não é porque estava sozinha no final de semana que eu deixaria de fazer um bolinho. Neste caso, mais uma receita de bolo feito com azeite [aguentem firme ai, que logo mudarei de assunto]. Essa eu achei na revista Food & Wine e escolhi fazer porque era simples e rápida. E fiz apenas metade da receita, mas publicarei aqui a receita inteira. A minha versão diminuida fez 6 bolinhos.

3 xícaras de farinha de trigo
1 e 3/4 xícaras de açúcar
1 e 1/2 colheres de chá de sal kosher
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de fermento em pó
1 xícara de azeite extra-virgem
1 xícara de leite integral
3 ovos grandes
2 colheres de sopa de raspas de casca de laranja ralada
1/4 de xícara de licor de laranja, tipo Grand Marnier

Pré-aqueça o forno a 350ºF/ 176ºC. Unte uma forma retangular de 25 cm com azeite [*eu usei forminhas de mini-bundt—dá 12 bolinhos]. Em uma tigela, misture a farinha de trigo, o açúcar, o sal, o bicarbonato e o fermento em pó. Em outra tigela, misture o azeite, o leite, os ovos, as raspas de laranja e Grand Marnier. Adicione os ingredientes secos e bata até combinar.

Despeje a massa na forma [ou forminhas] preparada e leve ao forno por mais ou menos 1 hora ou até que o centro do bolo fique cozido [*para as forminhas foi menos tempo de forno]. Transfira o bolo para uma grade e deixe esfriar por 30 minutos. Desenforme e deixe esfriar completamente. Polvilhe com açúcar de confeiteiro e sirva com uma compota de frutas, se quiser. Eu quis e usei damascos frescos assados.

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bolo [italiano] de azeite e uva

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Esperei uma semana para fazer esse bolo, pois só consigo colocar essas receitas em prática no final de semana e precisava comprar alguns dos ingredientes. Este bolo italiano feito para celebrar a chegada da primavera, não poderia ter aparecido no momento mais apropriado, quando já estamos engatando segunda marcha nesta estação de abundância. Nós adoramos a delicadeza desse bolo, que tem uma textura muito fofa e não é muito doce, dando destaque para a delicadeza das uvas assadas.

1/2 xícara de azeite extra-virgem de oliva
1 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de amêndoas torradas e moídas finamente [*usei farinha de amêndoa]
1/4 xícara de polenta de cozimento rápido ou cornmeal
1 e 1/2 colheres de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de sal
2 ovos caipiras grandes
2/3 xícara de açúcar
2 colheres de chá de raspas da casca de limão
1/3 xícara de leite integral [*usei buttermilk]
2 xícaras de uvas vermelhas sem sementes

Pré-aqueça o forno a 350ºF/ 176ºC. Unte uma forma quadrada com azeite e polvilhe com com farinha de trigo. Numa vasilha misture a farinha de trigo, as amêndoas moídas, a polenta, o fermento e 1/2 colher de chá de sal. Na batedeira bata os ovos, o açúcar, e as raspas de limão em velocidade alta até ficar um creme bem claro e fofo. Reduza a velocidade e lentamente adicione o azeite. Incorpore a mistura de farinha em três adições, alternando com o leite, começando e terminando com a farinha.

Colocar a massa na forma untada e colocar 1 xícara das uvas por cima afundando um pouco com o dedo. Asse por 15 minutos. Coloque a 1 xícara restante das uvas sobre o bolo. Asse até que o bolo esteja dourado, por mais 25 a 30 minutos. Deixe esfriar na forma sobre uma grade por 15 minutos. Desenforme e sirva.

salada de laranja com tâmara

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Outra receita do livro Casa Moro que transforma uma simples salada de fruta numa obra de arte. Sem dizer que a combinação dos ingredientes é absolutamente auspiciosa.

4 laranjas grandes e bem suculentas
8 tâmaras, de preferência Medjool, sem caroço e cortadas em quatro
3 colheres de sopa de água de rosas
Um punhado de pequenas folhas de hortelã fresco
Açúcar de confeiteiro para polvilhar
1/2 colher de chá de canela em pó para polvilhar

Com uma faca afiada remova a casca das laranjas, removendo o máximo que conseguir da parte branca. Corte cada laranja em rodelas, remova as sementes e arrume-as em um prato ou travessa. Espalhe as tâmaras sobre as fatias de laranja e regue com a água de rosas. Espalhe as folhinhas de hortelã por cima, depois polvilhe com açúcar de confeiteiro e a canela. Sirva em seguida.

gelatina de grapefruit

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Estou com aquele faniquito de final de estação, querendo aproveitar ao máximo as frutas que logo vão desaparecer. No caso os cítricos e especialmente os grapefruits e pomelos, pelos quais caí de amores neste inverno quase findo. Tenho comprado essas frutas no mercadinho da road 16, onde este ano eu achei os cítricos mais doces. Só de laranjas locais acho que eu e o Uriel já consumimos uns dez sacos. Sem falar nos vários tipos de tangerinas e mexericas, grandes, médias, pequenas, casca fina, casca grossa, eteceterá-eteceterá. Essa gelatina ficou exatamente do jeito que gostamos [bitter-sweet] e nem vou contar quantos potinhos eu comi. Prepare essa receita usando suco de grapefruit—um natural, não daqueles de caixinha com sabor artificial.

2 xícaras de suco fresco de grapefruit
2 pacotinhos [de 7gr cada] de gelatina em pó sem sabor
1 pomelo grande descascado e a película removida dos gomos
Um fio de néctar de agave ou mel, se quiser

Divida o suco de grapefruit em duas partes. Uma parte coloque numa panelinha e leve ao fogo até quase ferver. A outra parte coloque numa tigelinha e salpique os dois pacotinhos de gelatina por cima. Adoce com o agave ou mel, se quiser. Corte os gomos do pomelo em pedaços e distribua em 4 ou 6 forminhas [dependendo do tamanho vai dar mais ou menos]. Junte o suco aquecido ao suco com a gelatina dissolvida e misture bem. Despeje o liquido nas forminhas com os gomos partidos de pomelo e leve tudo à geladeira por no mínimo 4 horas ou até a gelatina firmar completamente. Se quiser desenformar coloque a base das forminhas rapidamente em água quente. #pode fazer com laranjas e mexericas, se não achar grapefruit e pomelo.

[outro] bolo de laranja

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Fiz esse bolo numa piscada para o lanche de uma noite de domingo, que acabou acontecendo bem tarde pelo motivo do novo horário [daylight saving time] que nos faz pensar que é muito mais cedo do que realmente é. Fiz com laranjas locais da cidade vizinha de Winters. Por causa do inverno perfeito, o norte da Califórnia produz cítricos ultra doces e ótimos para qualquer tipo de receita—como essa que saiu publicada na edição de março da revista Sunset.

1 xícara de manteiga sem sal amolecida
1 e 1/4 xícaras de açúcar
3 ovos caipiras grandes
2 laranjas com casca, mas sem sementes e cortadas em cubos
2 e 1/2 xícaras de farinha de trigo
1/4 colher de chá de sal
1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de fermento em pó

Pré-aqueça o forno a 325°F/ 162ºC. Unte uma forma grande com furo no meio [tipo Bundt] com óleo vegetal. Na batedeira em velocidade média, bata a manteiga amolecida e o açúcar granulado até ficar uma mistura cremosa. Acrescente os ovos e continue batendo. Coloque os pedaços de laranja em um processador de alimentos e pulse algumas vezes, mas não deixe formar um purê. Adicione a laranja moída na batedeira e misture bem. Adicione a farinha, o sal, o bicarbonato de sódio e o fermento em pó e bata até ficar uma massa homogênea. Despeje tudo na forma preparada e leve ao forno. Asse até que o centro do bolo esteja totalmente cozido, por cerca de 55 minutos. Remova do forno e deixe esfriar sobre uma grade por uns 10 minutos, inverta numa travessa, deixe esfriar completamente e sirva.

»se quiser fazer um glacê para despejar sobre o bolo, misture 1 e 1/2 xícaras de açúcar de confeiteiro com 2 e 1/2 colheres de sopa de suco de laranja em uma tigela pequena. Coloque sobre o bolo frio.

laranja vermelha

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Chamadas de blood oranges por aqui, elas são pra mim a realeza das laranjas—não tem pra mais ninguém nos quesitos requinte e lindeza.

foraged citrus

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Não sei se há uma palavra apropriada no português para o ato de fazer forage—que é basicamente buscar por alimentos pelos arredores onde vivemos. Isso é uma coisa que existe desde os primórdios da humanidade, como sempre tinha alguém para pegar frutos daquela árvore na beira da estrada ou colher cogumelos e frutas silvestres na floresta. Felizmente essa prática vem se espandindo e se popularizando, tanto que começou a ser adotada também para as áreas urbanas. Em muitas cidades já existem redes de pessoas que praticam o foraging e que se conectam para trocar produtos, listar os melhores lugares, as áreas com plantas comestíveis e árvores frutíferas. Eu tive o privilégio de conheçer dois famosos urban foragers—a brasileira Neide Rigo que pega plantas e frutas pelas ruas de São Paulo; e o americano Hank Shaw que colhe todo o tipo de ingrediente comestível na nossa prolífica região do norte da Califórnia. Eles são pra mim o melhor exemplo de como podemos tirar proveito da abundância de produtos que proliferam espontaneamente ao nosso redor. Eu infelizmente ainda não pratico o foraging com muito afinco, apesar de viver num ambiente mais do que propício. Mas quando algo simplesmente aparece na minha frente, eu não perco a oportunidade e depois guardo a informação para repetir a dose. Como por exemplo, os limoeiros de ninguém que ficam na minha ex-vizinhança e onde todo inverno desde sei lá quando eu colho os deliciosos limões rosa. E no campus da universidade já marquei as árvores de kinkãs que neste momento estão carregadas de frutinhas. No ano passado fiz geléia com elas. Neste ano ainda nem sei o que vou fazer com elas, mas já fui colher uma sacola cheia.

um pomelo, dois pomelos

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Os pomelos nem estavam muito atrativos, mas resolvi levar um. Era gigante e para servi-lo parti no meio—uma metade pra cada um. Foi só enfiar a colherinha cerrada na polpa que recebi uma esguichada de doçura no rosto. Devoramos nossas metades e na outra semana eu voltei pra comprar mais, desta vez um inteiro pra cada um. São pomelos praticamente do quintal da família que tem a banquinha de frutas na road 16, na saída da cidade. O mocinho que me atendeu se disse surpreso, até ele, com a doçura destes cítricos neste ano. Deve ter sido a abundância de chuva e o frio constante na medida certa. Não saberei exatamente a razão, mas aproveitarei para devorar esses pomelos enquanto eles durarem.

bolo de amêndoa & uva

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Resolvi passar essa receita na frente das outras [ah, como se houvessem muitas!] porque precisava registrar o quando nós gostamos desse bolo. Gostamos porque tem fruta fresca, porque fica muito leve e não é muito doce. Quando olhei a combinação de ingredientes, pensei com meus botões—mas que mistura perfeita! E era mesmo. E pra melhorar mais ainda, esse bolo é feito numa única vasilha usando apenas um simples batedor de arame para misturar os ingredientes.

1 xícara de iogurte grego
1/2 xícara de azeite de oliva
3 ovos caipiras
1 limão [raspas da casca e suco—usei o limão meyer]
1/2 xícara de açúcar
1 e 1/4 xícara de farinha de trigo
3/4 xícara de amêndoas moídas (ou farinha de amêndoa)
2 colheres de chá de fermento em pó
1/4 colher de chá sal
2 xícaras de uvas sem sementes cortadas ao meio
azeite para untar a forma

Pré-aqueça o forno a 350ºF/ 176ºC. Unte uma forma de torta com fundo removivel com azeite. Reserve. Numa tigela grande coloque o iogurte, o azeite, os ovos, as raspas de limão e suco de limão e misture bem com um batedor de arame. Adicione o açúcar, a farinha, a farinha de amêndoas, o fermento e o sal. Misture bem com o batedor e despeje a massa na forma untada. Pressione as uvas sobre a massa. Leve ao forno e asse por uns 50 minutos ou até o centro do bolo ficar bem cozido. Remova do forno, deixe esfriar, desenforme e sirva.

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semifreddo de pera & framboesa

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A outra sobremesa refrescante da ceia de Natal foi esse semifreddo tirado da edição de dezembro da revista Everyday Food. É ridiculamente fácil de fazer. A receita original era sabor limão e levava lemon curd, que eu não tinha, não quis comprar e nem fazer. Resolvi ser prática e substituí o lemon curd por uma geléia de pera muito especial que eu tinha na geladeira e voilá, deu certo e ficou delicioso. A geléia tinha pedacinhos de pera então o semifreddo ficou todo salpicadinho. As bolachas deveriam ter ficado numa só camada, fazendo uma linha no centro, mas eu sou a pessoa com a mão mais tenebrosa para trabalhos delicados e minhas bolachas ficaram tortas. Mas isso só afetou o visual, não modificou nem um pouco o sabor dessa sobremesa perfeita.

3/4 de xícara de framboesas descongeladas
2 colheres de açúcar
2 xícaras de creme de leite
1 xícara de geléia de pera [ou curd de limão]
10 bolachas champagne [ladyfingers]

Forre uma forma de assar pão com duas folhas de filme plástico, deixando uma parte do plástico sobrando dos lados. No liquidificador bata as framboesas e o açúcar. Passe por uma peneira e descarte as sementes.

Em uma tigela grande bata o creme de leite em ponto de formar picos moles. Com uma espátula adicione a geléia de pera [ou o curd de limão]. Coloque 2 xícaras da mistura de creme na assadeira e alise bem com a espátula. Molhe as bolachas no puré de framboesa e coloque por cima do creme na forma, ajeitando de duas em duas em fileiras paralelas. Despeje restante purê de framboesa sobre as bolachas. Cubra com o restante da mistura de creme e alise com a espátula.

Cubra a forma com o plástico que ficou sobrando nas bordas e leve ao congelador por no mínimo 8 horas. Na hora de servir, abra o plástico de cima, e remova da forma invertendo num prato. Corte fatias com uma faca molhada e sirva.

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it's citrus time!

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tangerina, laranja vermelha, limão rosa

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limão rosa

o doce que vem no figo

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Parti figo ao meio e a polpa era o doce mais doce dos doces. Neste verão posso dizer que me esbaldei de comer figos. Comi de todas as variedades que achei pra comprar. Só não tive ânimo de me enfiar debaixo daquela árvore de ninguém onde todo ano me aventuro colhendo uns figos diferentes, verde claro por fora e um marrom pálido por dentro. Esses super doces comprei da mocinha que vem de Esparto vender os produtos mais bonitos no Farmers Market de Woodland. Ela já me conhece de outros carnavais e este ano teve até a audácia de guardar figos pra mim, na certeza de que eu compraria. E eu comprei. Voltei lá depois de comer os figos com doce dentro e mostrei essa foto para ela. Disse—seus figos vêm com doce de figo dentro. Ela riu com uma cara de bocó, porque muitos dos produtores do nosso pequeno Farmers Market parecem ser pegos de surpresa pelas coisas que eu falo pra eles. Sem mencionar a complexidade inovadora do discurso que vem sempre acompanhado de material ilustrativo. Saco o telefone da bolsa, mostro as fotos e falo coisas elogiosas, como se eu estivesse falando dos filhos deles, dizendo como são bonitos, inteligentes e talentosos. Eles sorriem agradecidos ou ficam com cara de abobalhados, com certeza pensando de onde saiu essa mulher que vem toda semana aqui com esse papo. Outro dia fui mostrar umas fotos dos figos pra um casal de quem eu sempre compro frutas e com quem sempre converso um bocado. Eles se entreolharam estupefatos. Num outro dia mostrei a foto das peras e das maçãs. E ainda no outro a das berinjelas rajadas. Nesse dia o moço não se aguentou e me disse entusiasmadamente—você deveria estar aqui deste lado junto com a gente, ajudando a vender nossos produtos. Ele falou isso num impulso, mas não parecia estar brincando.

torta de frutas frescas
[com creme italiano]

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Essa torta aconteceu por mero acaso, porque minha intenção era mesmo fazer um tipo de trifle com camadas de bolacha, frutas e creme. Mas durante o processo a receita tomou outro rumo e virou torta. Quando é assim, penso que era como deveria mesmo ser. Não imponho nenhuma resistência nem me arrependo. Sem falar que essa torta ficou uma delicia. Eu quis gastar muitas frutas que estavam acumuladas—melão, pêssego, mirtilo e uva. A massa foi aquela feita com bolacha e manteiga, acrescentei também um pouquinho de noz pecan. Fiz no olhão, mas essa mistura não tem muito erro. É bolacha da sua preferência e manteiga. Usei umas bolachinhas de amêndoa. É só pulsar tudo no processador até obter uma farofa bem grossa. Pressionar essa farofa no fundo de uma forma de aro e fundo removível e assar por uns 15 minutos em forno pré-aquecido a 375ºF/ 200ºC. Depois foi só picar e misturar as frutas e fazer o creme. Procurei muito por que não levasse zilhões de gemas de ovos e creme de leite e achei essa receita super fácil e praticamente perfeita. Fiz metade da quantidade, que foi suficiente para cobrir a base da torta. Remova a massa do forno, deixe esfriar, transfira para um prato ou travessa, cubra com o creme italiano, depois com a mistura de frutas e leve à geladeira até a hora de servir.

creme italiano:
1/2 xícara de açúcar
1/4 xícara de farinha de trigo
1/8 colher de chá de sal
1 e 1/2 xícara de leite integral
2 gemas de ovos caipira
1 e 1/2 colheres de sopa de manteiga sem sal
1 colher de chá de estrato puro de baunilha
1/2 colher de sopa de rum

Numa panela sobre fogo médio coloque o açúcar, farinha de trigo, sal e leite aos pouquinhos misturando bem com um batedor de arame até formar um creme. Diminua o fogo e mexa por mais 2 minutos. Adicione as gemas batidas ao creme bem devagar, batendo sempre com o batedor. Adicione a manteiga, a baunilha e o rum e mexa por mais 2 minutos. Desligue o fogo e deixe o creme esfriar totalmente antes de rechear a torta.

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crostata de pêssego

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Os pêssegos do Farmers Market estão simplesmente maravilhosos. Com o entusiasmo desembestado comprei tantos que não conseguimos comer todos al natural ou com iogurte e mel como sempre fazemos. Felizmente me lembrei desta receita super simples que eu tinha guardado para quando os pêssegos chegassem. Ficou um lanchinho super especial para a noite de domingo.

3 colheres de sopa de iogurte natural
1/3 xícara de água gelada
I xícara de farinha de trigo
1/4 xícara de cornmeal
1 colher de chá de açúcar
1/2 colher de chá de sal
7 colheres de sopa de manteiga gelada cortada em cubos

1 colher de sopa de sementes de erva-doce
2 colheres de sopa de açúcar
6—7 pêssegos grandes cortados em fatias ou cubos

Para fazer a massa misture o iogurte com a água numa tigelinha e reserve. No processador de alimentos misture a farinha, a cornmeal, o açúcar e o sal. Pulse e vá adicionando a manteiga em cubos até obter uma farofa. Aos poucos vá adicionando colheradas da mistura de iogurte [pra mim 3 colheres foram suficientes] até a massa ficar firme, mas não muito úmida. Coloque a massa sobre uma folha de filme plástico, achate bem, embrulhe e leve à geladeira por duas horas ou de um dia para o outro—essa massa pode ser congelada e descongelada por 20 minutos antes de abrí-la.

No mini processador ou no pilão pulse/soque o açúcar com as sementes de erva-doce. Reserve. Pré-aqueça o forno em 400ºF/ 205ºC. Numa superfície enfarinhada abra a massa num círculo de uns 30 cm e coloque sobre uma forma forrada com papel vegetal. Coloque os pêssegos picados bem no centro, dobre as margens da massa sobre as frutas e salpique com o açúcar moído com as sementes de erva-doce. Leve ao forno e asse por uns 40 minutos ou até a massa ficar bem dourada e os pêssegos meio caramelizados no centro. Remova do forno, deixe esfriar e sirva.

gelado de figo & balsâmico

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A estação dos figos por aqui tem duas etapas—a primeira no inicio de julho e a segunda no final de agosto. Não sei por que isso acontece, mas acho que é uma coisa boa, já que podemos aproveitar essa fruta deliciosa em dose dupla. A primeira fase já se encerrou e os últimos figos que comprei estavam ultra maduros. Tive que guardá-los na geladeira e achar um uso rápido pra eles, além de comê-los puro, com queijo, com mel ou iogurte, como normalmente fazemos. Não ando muito animada com tortas e bolos, porque meu fogão a gás é super potente e nesses dias quentes não quero transformar a cozinha numa sauna. A opção escolhida neste caso foi fazer um sorvete de figos.

6 a 8 figos bem maduros
1/3 xícara de creme de leite fresco
1 splash generoso de vinagre balsâmico
[* usei esse com frutas—tangerina e figo]
Açúcar de maple a gosto [ou outro adoçante da sua preferência]

Bata tudo no liquidificador, coloque na sorveteira, rode até o creme ficar bem firme, coloque numa vasilha de vidro com tampa e guarde no congelador até a hora de servir.

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picolé pedaçudo de frutas

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Outra leva de picolés, desta vez com fruta dentro. Já tinha tentado fazer algo parecido no ano passado, mas por alguma razão que não me lembro o empreendimento não deu certo. Era uma receita com camadas e não fiz direito, os picolés quebraram. Dessa vez simplifiquei e fiz do meu jeito. Ficou tão gostoso que me animou a me aventurar em outros desafios usando diversos ingredientes. As novidades chegarão em breve neste mesmo canal.

Blueberries e morangos frescos
Creme de leite fresco [ou half and half]
Suco de romã puro
Mel [ou outro adoçante natural]

Bater no liquidificador um punhado de morangos com o mel, suco de romã e o creme de leite. Picar uma porção de morango e encher as forminhas de picolé com esses morangos picados e as blueberries inteiras [vá alternando]. Despeje o creme de leite batido sobre as frutas nas forminhas. Bata bem as formas em cima de um pano de prato para o liquido penetrar completamente em todos os espaços, para não deixar nenhum buraco ou bolhas nos picolés. Leve ao congelador até firmar, desenforme molhando as pontas em água quente. Sirva e refresque-se.

bolo rústico de ruibarbo

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Comprei dois maços de ruibarbo verde na banca de frutas da road 16 mesmo sem ter a menor ideia do que fazer com eles. Surpreendentemente na mesma semana, num blog que que raramente publica receitas, apareceu esta de bolo rústico de ruibarbo. Com ela eu dei cabo de um dos maços. O outro eu apenas cozinhei com um pouco de açúcar demerara e fiz uma geléia. O ruibarbo cozinha bem rápido e se desfaz completamente, por isso é uma ótima opção para geléia ou compota. Preparei esse bolo para servir para uma amiga e não tive paciência suficiente para esperar esfriar completamente. Quando virei na travessa ele se espatifou um pouco, mas o comprometimento estético não interferiu na nossa voracidade em devorá-lo ainda morno, servido com um pouco de creme de leite fresco por cima. Minha amiga deu uma excelente ideia para a substituição do ruibarbo, que não é um ingrediente tão fácil de se encontrar no hemisfério sul—trocar por abacaxi, que é de uma certa maneira similar na acidez e textura fibrosa. Se alguém decidir fazer esse bolo usando o abacaxi, depois me conta qual foi o resultado.

2 xícaras de ruibarbo cortado em pedaços
1 xícara de creme de leite fresco
1 xícara de açúcar demerara [*usei raw, orgânico]
1 ovo caipira grande
1 e 1/2 xícara de farinha de trigo integral [ *a receita original usa whole wheat pastry flour—eu coloquei 1 colher de sopa de maizena/amido de milho na xícara medidora e completei com a farinha de trigo integral—1/2 colher de sopa de amido para a outra 1/2 xícara de farinha]
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/4 colher de chá de sal

Pré-aqueça o forno em 350ºF/ 176ºC. Unte uma forma redonda ou quadrada de 25 cm [10-inch] com manteiga. Reserve. Numa vasilha grande coloque o creme de leite, o açúcar e o ovo. Misture bem com um batedor de arame. Junte a farinha, o bicarbonatp de sódio e o sal e incorpore bem. Junte o ruibarbo em pedaços. Misture e despeje na forma untada. Polvilhe um pouco de açúcar mascavo ou demerara por cima. Leve ao forno até o centro do bolo estar cozido, uns 30-40 minutos. Remova do forno, deixe esfriar completamente e vire numa travessa.

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frogurt de damasco

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No dia mais longo do ano—e que será naturalmente quente para iniciar o verão de acordo com o protocolo—uma receita de sorvete é no mínimo um acontecimento auspicioso. Ainda mais um gelado de iogurte refrescante como este, feito com os damascos mais doces que eu mesma colhi da árvore. Usei um iogurte orgânico estilo europeu da Straus Family, que é o default aqui em casa e deixa qualquer receita muito melhor. Além do néctar de agave escuro que estou gastando e um pequeno splash de água de flor de laranjeira pra perfumar sem enjoar. Uma delicia simplesmente perfeita para inaugurar com vivacidade a nova estação. Happy summer!

6 damascos frescos [sem caroço]
1 xícara de iogurte integral natural
1 splash de água de flor de laranjeira
Nectar de agave [ou mel] a gosto

Bater tudo no liquidificador, colocar na sorveteira e girar por 20 minutos até o creme ficar denso. Trasferir para um recipiente de vidro com tampa e guardar no congelador até a hora de servir.

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picolé de blackberry

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E porque hoje vamos ter um dia baforento de 42ºC, precisamos ter um estoque de picolés de frutas no congelador. Usei as blackberries que colhi na fazendinha orgânica da road 99 e que estavam se desfazendo de tão maduras. E aquele sour cream orgânico. Até o final do dia tenho certeza que não vai sobrar nenhum.

2 xícaras de blackberries
1/4 xícara de suco de romã puro
1/2 xícara de sour cream
nectar de agave a gosto

Bater tudo no liquidificador e despejar nas forminhas de picolé da sua preferência. Levar ao congelador, depois é só desenformar e schlep!

bolo de cereja & chocolate

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Por causa dessa minha mania adquirida que gente do hemisfério norte tem de ficar checando a previsão do tempo neuróticamente, no domingo eu já sabia que uma onda de calorão estava chegando. Isso me deixou meio obcecada pela ideia de fazer um bolo, porque quando o bafão se instala no way josé que eu vou ligar o forno. Procurei por uma receita de bolo de chocolate, mas parei quando achei essa que me agradou muito. O único porém é que eu não tinha a pera [um dos ingredientes principais, cof, cof, cof, desculpa!]. Pensei então que seria incrivelmente auspicioso trocar a pera pela cereja, que é uma fruta que também combina muito bem com chocolate e ainda está abundante por aqui. Foi o que eu fiz. Faça esse bolo com a pera ou com a cereja, mas faça, pois ele fica muito bom e ainda melhor no dia seguinte.

1 1/2 xícara de farinha de trigo
2 colheres de chá de fermento em pó
1/4 de colher de chá de sal
1 xícara de iogurte integral natural
1 xícara de açúcar
3 ovos caipiras grandes
1/2 colher de chá de extrato puro de baunilha
1/2 xícara de óleo vegetal
1 1/2 xícara de cerejas frescas picadinhas [sem caroço]
1/2 xícara de chocolate meio amargo picado

Pré-aqueça o forno em 350ºF/ 176ºC e unte com manteiga uma forma retangular de pão. Reserve. Numa vasilha pequena misture a farinha, o fermento e o sal. Reserve. Na batedeira bata o açúcar, os ovos e o extrato de baunilha até ficar bem cremoso. Junte o iogurte, batendo em velocidade média. Vá colocando a mistura de farinha aos pouquinhos. No final, desligue a batedeira e com uma espátula vá incorporando o óleo bem devagar e mexendo bem até a massa ficar bem lisa e consistente. Despeje metade da massa na forma untada. Sobre a massa coloque 2/3 das cerejas e do chocolate. Despeje o resto da massa sobre o recheio e coloque o restante das cerejas e chocolate por cima. Pressione levemente com a espátula para as frutas e chocolate afundarem um pouquinho na massa. Leve ao forno pré-aquecido por 55 ou 60 minutos, ou até o centro do bolo estar firme e cozido. Remova do forno e deixe esfriar por 5 minutos. Remova da forma e deixe esfriar sobre uma grade. Coloque numa travessa, corte em fatias e sirva.

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pudim de damasco fresco

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Tive um surto de excitação quando vi de longe as árvores carregadíssimas de frutas no ponto extremo do pequeno pomar de damascos. Foi como uma daquelas visões oníricas inesquecíveis que imprimem a imagem pra sempre na nossa memória—a copiosa folhagem verde salpicada pelo intenso amarelo-laranja dos damascos. Fomos até lá e constatamos que as frutas estavam realmente abundantes, embora elas fossem um pouco menores que as das outras árvores na frente do pomar. O Uriel disse que com certeza elas não tinham recebido o cuidado necessário, como as podas na época certa. Mesmo assim colhemos um balde delas. Com esse trancetê de ir colher frutas semanalmente na fazendinha orgânica, tenho acumulado mais frutas do que estamos conseguindo consumir. Já congelei uma parte, mas ainda tenho damascos a beça esperando para virar uma sobremesa interessante. Com alguns deles fiz este pudim refrescante e singelo. Usei um sour cream orgânico daqueles tão deliciosos que daria até pra comer puro, de colher, misturado com um fio de mel. Também usei o agar agar, que é na minha opinião um dos ingredientes mais práticos e incríveis que já usei na minha cozinha. Ele solidifica tão rapidamente que, em casos extremos, nem precisaria de geladeira. E não vamos esquecer dos damascos lindos, maduros, orgânicos, docinhos e fresquinhos que colhi com minhas próprias mãos.

6 damascos frescos pequenos
1 xícara de sour cream
1 xícara de leite de amêndoa [pode substituir por qualquer outro]
1 pacotinho [4g] de agar agar
Nectar de agave a gosto [pode substituir por mel]
1 punhadinho de folhas de manjericão fresco

No liquidificador bata os damascos [sem caroço], o sour cream, as folhas de manjericão e o nectar de agave até obter um purê. Reserve. Numa panela pequena coloque o leite de amêndoas e misture o agar agar nele. Leve ao fogo até ferver. Retire do fogo e misture a gelatina quente ao purê de fruta. Mexa bem para incoporar e divida em taças, forminhas ou copos. Leve à geladeira até gelar e sirva.

picolé de framboesa negra

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No verão do ano passado eu praticamente dei folga pra minha sorveteira e forminhas de picolés, mas este ano estou animada para colocar tudo em uso e testar novos sabores. Separei imediatamente esta receita saida do livro da People's Pops e publicada na edição de junho da revista Country Living. A receita original leva blackberries, mas eu usei as black raspberries que tinha comprado pela manhã no Farmers Market de Woodland. Esses picolés ficam o puro purê da fruta com um toque delicado de rosas.

9 colheres de sopa de açúcar orgânico
9 colheres de sopa de água
600 gr de berries lavadas
1 colher de sopa de suco de limão
1 colher de sopa de água de rosas

Numa panela pequena coloque o açúcar e a agua e cozinhe em fogo médio até o açúcar dissolver completamente. Remova do fogo e deixe esfriar. Enquanto isso bata as frutas no processador de alimentos até formar um purê. Transfira para uma vasilha, junte o suco de limão, a água de rosas e a calda de açúcar. Passe tudo por uma peneira fina para remover todas as sementes. Use uma espátula para pressionar bem. Coloque o liquido numa jarra para facilitar e distribua por forminhas de picolé. Faz 10 picolés. Se você não tiver forminhas, use copinhos fundos. Cubra cada um com um pedaço de filme plástico e espete um palito no meio. Leve ao congelador até solidificar. Para remover os picolés coloque um minutinho sobre um dedo de água quente ou sob água quente corrente. Desenforme e sirva.

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mousse de cereja

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Eu tinha lido em algum lugar que os produtores de cereja aqui na Califórnia tinham tido perda parcial da colheita por causa da primavera adiantada que tivemos este ano. Fiquei triste de marré, marré, marré... Mas as cerejas chegaram, marcando presença em todos os cantos que frequentamos. E como estão bonitas e faceiras, sem falar no tanto que estão deliciosas. Não tava nem tendo chance de fazer nenhuma receita com elas, porque estávamos comendo todas puras, al naturel. Daí ganhei um saco extra de cerejas orgânicas de uma amiga e decidi separá-las para fazer uma sobremesa. E escolhi fazer essa mousse super levinha, que foi a nossa sobremesa do final de semana. A receita original é feita com morangos, mas com as cerejas também fica muito bom!

2 xícaras de cerejas frescas [descaroçadas]
1/8 colher de chá de sal
1 envelope [7gr] de gelatina em pó sem sabor
1/2 xícara de suco de romã puro [ou outro de fruta vermelha]
200 gr de iogurte grego integral [2%]
1/4 xícara de açúcar

No processador de alimentos coloque as cerejas e o sal e pulse até formar um purê. Numa vasilha pequena coloque 1/4 de xícara do suco de romã e salpique a gelatina sobre o liquido. Deixe descansar por 5 minutos. Enquanto isso coloque o restante 1/4 de xícara do suco de romã numa panelinha, junte o açúcar e leve ao fogo médio até o açúcar dissolver completamente. Jogue a mistura de gelatina na panelinha e cozinhe sobre fogo baixo até que a gelatina dissolva bem, mais ou menos por 1 minuto. Adicione a mistura de gelatina ao purê de cereja e pulse no processador para misturar bem. Adicione o iogurte grego e pulse mais uma vez, rapidamente. Coloque a mistura em taças ou copos e leve à geladeira até firmar. Faz 4 porções.

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bolo de banana

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O dono dessa fabulosa receita é o meu amigo Lau, que não é somente um exímio cozinheiro, mas é também criativo e frugal. Pedi a receita assim que vi a foto do bolo dele—banana e farinha de rosca, que mistura auspiciosa! Numa interação agilíssima ele me mandou a receita e em duas piscadas o bolo estava pronto. Que delicia! Fiz duas adaptações minúsculas baseada nos ingredientes que eu tinha disponível e diminuí um pouco o açúcar. Troquei a banana prata pela banana da terra [a plantain] e usei bolachas integrais pra fazer na hora a farinha de rosca. A banana que usei para decorar foi a nanica.

4 bananas prata
[*usei 2 bananas da terra—plantain bem grandes]
1 xícara de óleo vegetal
3 ovos caipiras inteiros
2 xícaras de farinha de rosca
1 e 1/2 xícaras de açúcar
1 colher de sopa de fermento em pó

Pré-aqueça o forno em 356ºF/ 180ºC. Unte uma forma retangular com manteiga e salpique com um pouco de farinha de rosca. Reserve. No processador ou liquidificador coloque as bananas, o óleo e os ovos e bata muito bem até formar um purê. Acrescentar o açúcar e bater mais um pouco. Por último coloque o fermento em pó. Coloque a mistura numa vasilha grande e junte a farinha de rosca mexendo bem com uma espátula ou colher de pau para incorporar. Coloque a massa na forma untada e decore com rodelas ou tiras de banana—usei 2 bananas nanicas, que era o que eu tinha. Polvilhe canela e açúcar por cima das bananas. Eu usei açúcar de maple, porque sou fancy, mas qualquer açúcar serve. Leve ao forno e asse até o bolo ficar bem dourado e firme no centro. Deixe esfriar e sirva. Achei que o bolo ficou mais gostoso ainda no dia seguinte. Como o Lau, eu usei o processador pra fazer a massa, porque é mais fácil. Moí as bolachas salgadas nele e depois preparei a massa. Foi super rápido e assim que acabou de acontecer o eclipse do sol no domingo à tarde, já tínhamos um bolo fresquinho para o nosso lanchinho.

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gelatina [cremosa] de morango

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Depois do retumbante fracasso da torta de ruibarbo tentei me redimir fazendo uma sobremesa fácil—fácil não, super fácil. Gelatina. Também porque não tem nada melhor do que uma gostosura feita com fruta fresca. Não tem como comparar uma gelatina de morango de caixinha, daquelas com corante artificial e que de morango não tem nada, com essa feita em casa e usando morangos orgânicos. Eu levo essas gelatinas em potinhos de vidro de sobremesa na minha marmitinha de almoço no trabalho. É super refrescante!

3 xícaras de morango orgânico batido no liquidificador
[pode colocar um pingo de água se quiser]
1 xícara de leite de amêndoa [troque por outro, se quiser]
4 envelopes de gelatina em pó sem sabor de 7 gr cada [28gr total]
Mel a gosto para adoçar

Coloque o leite numa panelinha e leve ao fogo. Quando o leite estiver quente remova do fogo e salpique a gelatina em pó por cima. Deixe descansar por 5 minutos. Junte a mistura de leite e gelatina ao purê de morango. Adoce com mel. Mexa bem para os ingredientes ficarem bem incorporados e distribua por taças ou ramequins. Dá 6 à 8 porções. Leve a geladeira até ficar firme. Desenforme, se quiser, e sirva.

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torta de limão & ruibarbo
[a.k.a. que belo fiasco]

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No dia em que comprei uns talos de ruibarbo, recebi um e-mail da Martha Stewart com uma compilação de receitas com ele e me senti a maior pimpona do planeta, já com uma receita escolhida para fazer para o almoço de dia das mães. Tudo parecia tão simples, tão fácil, tão elegante, tão leve e tão saboroso. Pois bem, comecei a fazer a receita no sábado e já fiquei toda irritada quando percebi a quantidade de passos que teria que percorrer até a finalização da torta. Fazer massa, gelar, abrir, assar. Fazer recheio, preparar, gelar. Fazer cobertura de fruta, preparar, macerar, gelar, reduzir. [save-me-baby-jesuis!]. Receitas com muitas etapas não são exatamente o meu forte, porque me atrapalho muito. Mas mesmo assim respirei fundo e fui em frente com atenção e cuidado. Fiz a massa, o recheio e durante o preparo do ruibarbo o Uriel precisou dar um pulo correndo na farmácia pra comprar outra garrafa de brandy, que eu achei que tinha o suficiente, mas não tinha. A torta gelou de um dia pro outro, a fruta macerou de um dia pro outro e no domingo de manhã eu reduzi a calda de açúcar. Minutos antes de servir coloquei os ruibarbos com cuidado por cima do creme de iogurte e limão. A calda para acompanhar passou um pouco do ponto e virou quase uma bala, mas nisso admito que a culpa foi minha pois não deveria ter deixado no fogo por tanto tempo—foi devida a falta de experiência com essas coisas.

Quando começei a cortar e servir as fatias percebi que estava numa situação delicada. A massa estava um pouco dura de cortar e o recheio meio desmilinguindo. Na primeira garfada vi uma unanimidade de caras de nhoque ali na mesa, todos tentando mastigar o ruibarbo meio cru. Minha nora declarou—acho que vamos precisar da ajuda de facas! Isso sem falar na calda, que ficou parecendo uma bala puxa-puxa colando nos dentes e o creme de limão super insonso contrastanto com o ruibarbo duro e cru. Que fiasco!

Voltei lá na receita pra ler os comentários e ver se alguém mais tinha tido algum aborrecimento como esse e li um que descreveu exatamente o ocorrido com a minha torta.—"This recipe takes way too long to make and the 4 hr sitting time is not enough. Mine fell apart as soon as I released the springform pan. Also the rhubarb was not cooked enough. We threw it out."

Por um minuto fiquei realmente abismada com a revelação de que receitas da Martha Stewart podem não dar certo. Dona Benta feelings. Que maçada! Mas dei o caso por encerrado, afinal o almoço de dia das mães não tinha sido realmente grandes coisas, com um churrasco esturricado e arroz empapado preparados pelo meu marido e meu filho. A sobremesa apenas ornou com o resto da comida.

Decidi que não iria reproduzir aqui a receita que não ficou boa. Se alguém quiser tentar e arriscar, que faça direto do website da Martha Stewart [e depois me conte]. Ao invés dessa torta de ruibarbo meia-boca, deixo aqui essa versão de torta levíssima e muito mais fácil e rápida, que pode ser feita com os originais morangos ou mesmo com ruibarbos cozidos no brandy. Mas certifique-se que os ruibarbos cozinhem por pelo menos um minuto, antes de colocá-los macerando na calda na geladeira.

torta de morango & chocolate

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Voltei da banquinha de frutas da road 16 carregando três caixas de morangos e desta vez quis fazer uma sobremesa com eles. Um bom lugar pra procurar receitas bacanas é o Food 52 e foi lá que encontrei essa torta de morangos com chocolate. Achei que ela fica bem parecida com as lemon bars, só que feitas de morango [claro!]. Dá pra cortar em quadradinhos e servir tanto como sobremesa quanto como lanchinho. Fica muito gostosa.

para a massa:
1 e 1/2 xícaras de bolachas doces [tipo maizena ou graham cracker]
1/3 xícara de açúcar
6 colheres de sopa de manteiga sem sal derretida
1 xícara de chocolate meio amargo derretido

para o recheio:
1 quilo de morangos
1/3 xícara de água
1/2 xícara de açúcar
3 colheres de sopa de amido de milho [maizena]
Suco de meio limão

No processador coloque as bolachas, o açúcar e a manteiga derretida e pulse bem. Pressione essa mistura na base de uma forma com fundo removível e asse em forno a 375ºF/ 200ºC por 10 minutos. Remova do forno e deixe esfriar. Derreta o chocolate—eu fiz no microondas, colocando por 1 minuto, mexendo e colocando por mais 1 minuto. Espalhe o chocolate derretido sobre a massa e leve ao congelador por 20 minutos.

Lave e pique os morangos. Separe uma parte e amasse ou pulse no processador até obter 1 xícara de polpa. Coloque numa panela, junte a água, o açúcar, o amido e o suco de limão. Cizinhe em fogo médio ate a mistura engrossar bem. Remova do fogo e deixe esfriar. Pique o restante dos morangos e reserve 10 deles para decorar a torta. Misture os morangos bem picados no molho engrossado. Recheie a torta com essa mistura. Alise bem a parte de cima com uma espátula e decore com o restante dos morangos cortados em fatias finas. Cubra a torta com papel alumínio e leve à geladeira de um dia para o outro. Na hora de servir remova da geladeira, deixe descansar uns minutos, corte em fatias e sirva. Pode servir com creme de leite fresco batido em chantilly se quiser, mas eu não quis.

pudim de coco & limão
[com molho tropical]

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Fiz essa sobremesa refrescante algumas semanas atrás puramente para gastar ingredientes. Tinha uns saquinhos de frutas tropicais secas encalhados e eles foram o ponto de partida para esse pudim que ficou muito gostoso. Piquei as frutas secas—mamão, abacaxi e manga—em pedacinhos e cozinhei com um pouquinho de água e açúcar mascavo claro em fogo baixo até a calda engrossar e ficar quase como um xarope. Reservei. Para fazer o pudim usei:

1 xícara de leite de coco
1 xícara de leite integral
Suco e casca ralada de 1 limão
Mel a gosto
1 envelope [1 colher de sopa] de agar-agar

Coloque o leite de coco e as raspas de limão numa panela, salpique o agar-agar por cima e leve ao fogo. Quando começar a ferver desligue o fogo e junte o suco, o leite e o mel. Mexa até o mel dissolver completamente, despeje em forminhas e leve à geladeira. Quando os pudins estiverem bem firmes e gelados retire da geladeira e sirva com o molho de frutas tropicais. Pode desenformar se quiser, mas eu não quis.

sherbet de limão meyer
[com manjericão]

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Quantos sorvetes de limão eu já fiz? Foram tantos que até perdi a conta. Essa receita de sherbet apareceu bem na hora em que eu tinha separado os três ultimos limões meyer para fazer algo delicioso com eles. E foi justamente no dia em que comprei um pézinho de manjericão para plantar na minha nova hortinha de vasos, que estou montando num canto do meu quintal. Limão e manjericão fez uma combinação perfeita.

1 xícara de creme de leite fresco ou half-and-half
2/3 xícara açúcar
2 colheres de sopa de mel
1 1/2 colheres de sopa de raspas de limão
8 folhas de manjericão fresco
2 xícaras de leite integral
Suco de 3 limões [deixe gelar]
1 pitada de sal marinho

Numa panela misture o half-and-half [ou creme de leite fresco], o açúcar, o mel e as raspas de limão. Leve ao fogo e deixe cozinhar até o açúcar dissolver completamente. Remova do fogo e adicione 4 folhas de manjericão fresco. Com um pilão ou colher de pau amasse bem as folhas. Tampe a panela e deixe descansar por 15 minutos.

Remova as folhas de manjericão e misture o leite. Leve à geladeira até a mistura ficar bem gelada. Incorpore as 4 folhas restantes de manjericão fresco cortadas em fatias bem finas, suco dos limões e o sal marinho. Coloque a mistura na sorveteira, depois leve ao congelador por algumas horas antes de servir.

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bolo de laranja & tomilho

Ainda estou terminando de gastar aquelas laranjas que ganhei da minha vizinha. Elas são um pouco ácidas para serem consumidas al natural. Mas tenho colocado elas bolo-laranja-tomilho_1S.jpgem sucos e saladas e também usado como ingrediente principal, como neste bolo. Essa é a onipresente receita de bolo de liquidificador, que abunda pela internet com pouquíssimas variações. Para essa versão decidi colocar um punhado de tomilho fresco na massa e achei que combinou muito bem. Meus tomilhos estão vibrantes nos vasos que mantenho num cantinho do quintal. Essa primavera chuvosa está deixanto as ervinhas bem garbosas. Preparei esse bolo numa piscada para o nosso lanche de uma noite de domingo.

2 laranjas médias [*usei 4 pequenas]
3/4 xícara de óleo vegetal
3 ovos caipiras
1 e 1/2 xícaras de açúcar
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher sopa de fermento em pó
1 maço pequeno de tomilho fresco

Unte uma forma grande com manteiga e polvilhe com farinha de trigo. Pré-aqueça o forno em 365ºF/ 185ºC. Corte as laranjas em quatro e retire as sementes, se tiver alguma. Coloque as laranjas, o óleo, os ovos, o açúcar e o tomilho no liquidificador e transforme num purê. Despeje o liquido numa vasilha e acrescente a farinha de trigo mexendo bem com uma espátula. Por último coloque o fermento, misturando levemente. Despeje a massa na forma untada e leve ao forno. Asse até o bolo ficar dourado e bem firme no centro.

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laranja vermelha & erva-doce

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Sabe quando você gasta um tempão preparando o almoço ou jantar e no último segundo percebe que esqueceu de fazer uma salada e não tem nenhum tipo de folha verde na geladeira? Foi o que aconteceu nesse dia. E eu tenho essa mania de comer salada todo dia, faça sol ou chuva, calor ou frio. Sem salada parece que algo ficou faltando. Por isso improvisei essa salada de laranja, usando as duas derradeiras laranjas vermelhas que tinham sobrado das compras da semana anterior no Farmers Market e um bulbo de erva-doce bem pequeno, conteúdo da cesta orgânica. Descasca as laranjas com cuidado pra remover toda a parte branca, rala a erva-doce no mandoline, arranja num prato ou travessa linda e tempera com floquinhos de sal Maldon, pimenta do reino moída na hora, vinagre balsâmico de pêssego [tô viciadona nesse troço!] e azeite extra-virgem. Serve-se em seguida.

panna cotta de limão meyer

Fiz essa panna cotta para gastar uns limões meyers e tive que refazer, porque ela ficou boa demais. pannacotta-limao_1S.jpgDa primeira vez desenformei e decorei com cascas de laranja cristalizadas e da segunda servi direto nessas tacinhas antigas, porque desenformar panna cotta pode ser desastroso. Usei os aromáticos limões meyer, mas pode-se usar qualquer limão ou mesmo laranjas ou tangerinas. Essa receita com buttermilk deixa a panna cotta muito mais leve e delicada. A receita das casquinhas de laranja cristalizadas tirei de um livro sobre tortas da Martha Stewart dos anos 80, que abocanhei por 2 patacas na thrift store, e que é mais ou menos como esta aqui.

faz 8 porções
1/4 xícara de suco de limão [*usei o meyer]
2 colheres de chá [1 envelope] de gelatina em pó sem sabor
1 e 1/4 xícara de creme de leite fresco [heavy whipping cream]
1/2 xícara de açúcar
1 e 1/2 colher de chá de raspas da casca de limão
2 xícaras de buttermilk
1/2 colher de chá de extrato puro de baunilha

Numa panela coloque o creme de leite, o açúcar e as raspas de casca de limão. Leve ao fogo médio e mexa bem até o açúcar dissolver completamente. Numa vasilha coloque o suco do limão e polvilhe a gelatina por cima. Deixe descansar e absorver por 5 minutos. Coloque a mistura de creme de leite sobre a mistura de limão e gelatina. Misture bem com um batedor de arame. Junte o buttermilk e o extrato de baunilha. Misture bem novamente e coloque em forminhas ou copinhos. Leve à geladeira até firmar. Na hora de servir, deixe descansar uns minutos fora da geladeira [pode colocar as formas por uns segundos sobre um dedo de água quente] desenforme num prato ou sirva diretamente nos copinhos.

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da terra da laranja

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Temos conversado muito sobre as laranjas e os limões porque esses cítricos andam onipresentes nas minhas andanças pela minha vizinhança em Woodland. Pra todo canto que eu olho, vejo árvores carregadas desses frutos. Sentada no sofá da sala de estar vejo duas árvores do vizinho de cá, da cozinha vejo outras duas do vizinho de lá e o vizinho da frente tem mais duas, todo mundo parece ter pelo menos uma laranjeira e muitos tem limoeiros. Devo ter ficado com algum tipo de obsessão cítrica depois que mudei de casa e fiquei lemontreeless, sei lá. O caso é que as laranjeiras carregadas de frutas de cores florescente estão todo o tempo no meu campo de visão e a frase que eu mais repito é—como eu queria pegar um tanto delas pra mim! Mas se não posso apenas ir pegando as frutas que quiser nas árvores alheias [trespassing!], resigno-me a aguardar pacientemente que alguém decida ser um vizinho benemérito. E de fato isso realmente acontece: noutro dia ganhei um saco de limões de uma vizinha e no sábado ganhei uma sacola cheia de laranjas de outra. Ela e o marido passaram a manhã colhendo laranjas de duas árvores, distribuiram um tanto e deixaram o restante em caixas na calçada para quem quisesse pegar. Dividir frutas com os desprovidos é, ao meu ver, uma das maiores manifestações de desprendimento, generosidade e benevolência humana.

barras de limão & ricota

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As barrinhas de limão são um doce bem popular por aqui—e muito gostoso. Mas elas podem também ser um pouquinho pesadas. Geralmente recheadas com lemon curd ou uma variação dele, elas podem ficar muito limãozudas ou muito doces e não agradar a todo o público pagante. Eu mesma fico contente com apenas uma mordida dessas lemon bars. Mas do que isso já me dá um certo enjôo. Por isso me animei a preparar essa receita de barrinhas feitas com ricota, pois achei que a adição do queijo iria dar um toque de leveza para esse doce. E eu não estava errada—elas ficaram bem delicadas, com sabor de limão mas sem aquela dominância por vezes um pouco cansativa. Usei os super aromáticos limão meyer, que acumulavam em abundância na minha cozinha.

para a massa:
1 e 3/4 xícara de farinha de trigo
[*usei 1 e 1/4 farinha branca e 1/2 de farinha integral]
2/3 xícara de açúcar de confeiteiro
1/4 xícara de amido de milho [maizena]
1 colher de sopa de raspas de limão [*usei o meyer]
3/4 colher de chá de sal
12 colheres de sopa de manteiga sem sal amolecida

para o recheio:
1 xícara de ricota fresca [drenar se for necessário]
4 ovos grandes ligeiramente batidos
1 e 1/3 xícaras de açúcar
3 colheres de sopa de farinha de trigo [*usei a integral]
2 colheres de sopa de raspas de limão [*usei o meyer]
2/3 xícara de suco de limão [*usei o meyer]
1/4 colher de chá de sal

Unte uma assadeira ou forma rasa e retangular de 33X22cm [13X9-inch] com manteiga e forre com uma folha de papel vegetal [parchment paper]. Unte o papel e forre com outra folha no sentido contrário—esse detalhe vai ajudar a desenformar o doce bem facilmente sem quebrá-lo.

No processador pulse a farinha de trigo, o açúcar de confeiteiro, o amido de milho, as raspas de limão e o sal. Adicione a manteiga cortada em cubinhos e processe até formar uma farofa bem grossa. Espalhe essa farofa na forma untada e forrada e pressione bem com os dedos, na base e dos lados. Leve a massa à geladeira por 30 minutos. Enquanto isso ajuste a grade do forno na posição central e pré-aqueça o forno em 350ºF/ 176ºC. Leve a massa ao forno e asse por 20 minutos ou até ela ficar ligeiramente dourada.

Prepare o recheio misturando bem a ricota, os ovos, o açúcar, a farinha com um batedor de arame. Juntar as raspas, o suco de limão e o sal e bater bem.

Reduza a temperatura do forno para 325ºF/ 162ºC. Remova a forma com a massa do forno e coloque sobre ela a mistura de ricota. Retorne a forma ao forno e asse por mais 30 minutos ou até o recheio ficar bem firme no centro. Remova do forno, deixe esfriar completamente e remova a torta da forma puxando pelo papel vegetal. Transfira para uma tábua ou superfície lisa, corte em retangulos. Polvilhe com açúcar de confeiteiro se quiser.

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gelado de morango & lavanda

Aqui tomamos sorvete year-round, não importa se está frio ou quente, ventando, chovendo ou fazendo o maior solão escaldante. Mas é verdade que durante os meses frios acabo comprando sorvetes prontos, talvez por pura preguiça. Mas nos últimos dias gelado-morangolavanda_1S.jpgme deu uma vontade de sorvete feito em casa e de preferência com alguma fruta refrescante. Já tinha decidido usar fruta congelada, pois tenho alguns pacotes no freezer. No final, essa receita virou uma daquelas pra se gastar ingredientes na geladeira e despensa. Usei o que eu tinha e o que eu tinha era um pote de sour cream orgânico da melhor qualidade, um saco de morangos orgânicos locais que congelei no verão e um tanto de um açúcar de lavanda que tinha preparado um tempão atrás. Pra mim esses sorvetes assim simples, sem creme feito com gemas e outros tralálás, funcionam muito bem. São bons pra comer no mesmo dia em que são feitos, mas se sobrar eu não desprezo. Gostamos muito do resultado um pouco mais azedinho propiciado pelo sour cream. Já fiz um sorvete bem parecido seguindo uma receita e usando iogurte.

2 xícaras de sour cream
1 xícara de morangos orgânicos congelados
1/2 xícara de açúcar de lavanda
Um splash de vodka [*opcional]

Bater todos os ingredientes no liquidificador—deixei com alguns pedaços de morango. Colocar na sorveteira, depois num recipiente de vidro com tampa e deixar no congelador até a hora de servir.

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kumquat marmalade
— geléia de kinkã

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Achei duas árvores carregadas de kinkãs perto do meu prédio na universidade e cada dia que eu passava por elas durante minha caminhada estica-pernocas da tarde catava um punhado e levava pra comer no meu cubo. Adoro comer essa frutinha como se fosse pipoca! Mas depois fui lá com minha amiga, eu com uma caixa de papel e ela com uma sacolinha. Pegamos muitas kinkãs e eu quis fazer uma marmalade. Procurei várias receitas e escolhi a mais simples delas [e a com menos açúcar] no website da epicurious. Deleguei a tarefa de fatiar e descaroçar as mini-laranjas pro meu marido, que encarou o desafio com coragem e determinação. E depois de uma hora de trabalho minucioso, me entregou as kinkãs prontas para irem pra panela. A quantidade de fruta inteira que eu tinha rendeu 7 xícaras fatiadas. Ajustei as medidas da receita de acordo. Gostei dessa receita por ela ser fácil e rápida de fazer e por não ser muito doce. Gosto de sentir o sabor da fruta no doce. Gostei tanto dessa marmalade que tenho levado em pequenos vidrinhos para comer como snack da tarde no trabalho, acompanhada de pequenos biscottis italianos.

2 xícaras de laranjas kinkãs fatiadas e sem caroço
1/2 xícara de açúcar
1/2 xícara de água

Coloque as kinkãs fatiadas numa panela grande e robusta. Misture o açúcar e deixe macerar por 15 minutos. Junte a água e leve ao fogo alto até ferver. Abaixe o fogo e cozinhe por uns 20 minutos ou até que o liquido tenha reduzido e engrossado, como um xarope. Não deixe o caldo secar muito, pois ele vai engrossar mais depois de frio. Remova a geléia do fogo, deixe esfriar, coloque em potes com tampa e guarde na geladeira por até 2 semanas.

bolo de maçã
[apple sharlotka]

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Eu estava com essa receita pendurada há semanas. Comprei as maçãs verdes não sei quantas vezes e tive que recomprar outras tantas vezes, porque acabávamos comendo quase todas e eu precisava de exatamente seis unidades. Finalmente saiu a minha versão da apple sharlotka—um bolo com mais fruta do que massa e que agradou muitíssimo o nosso paladar. Usei maçãs granny smiths orgânicas.

Manteiga para untar a forma
6 maçãs bem acidas, como as granny smiths
3 ovos grandes
1 xícara de açúcar
1 colher de chá de extrato puro de baunilha
1 xícara de farinha de trigo
Canela em pó e açúcar de confeiteiro para decorar

Pré-aqueça o fornoo em 350ºF/ 176ºC. Forre uma forma de fundo removível de 22 cm [9-inch] com papel vegetal. Unte com manteiga por cima do papel e a lateral da forma. Reserve. Descasque e corte as maças em quadrados de tamanho médio. Coloque os cubos de maçãs na forma forrada e untada. Vai quase encher a forma inteira com a fruta. Reserve.

Na batedeira coloque os ovos e o açúcar e bata bem até formar um creme denso e liso. Adicione o extrato de baunilha, desligue a batedeira e acrescente a farinha incorporando com a ajuda de uma espátula. Fica uma massa grossa. Coloque a massa sobre as maçãs na forma, se precisar use a espátula pra ajudar a espalhar. Leve ao forno por mais ou menos 1 hora ou até o centro do bolo estar bem firme e cozido por dentro. Remova do forno, deixe esfriar numa grade por uns 10 minutos. Abra a forma e vire o bolo num prato. Remova o papel vegetal do fundo e desvire numa travessa. Polvilhe levemente com canela em pó e depois com açúcar de confeiteiro. Eu usei um açúcar baunilhado. Sirva morno ou frio. Eu achei que esse bolo ficou melhor ainda no dia seguinte.

bolo invertido de limão

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Os cítricos são o meu sol de inverno. Quando a paisagem fica cinza, eles aparecem pra colorir e animar nossos dias frios. E aqui na Califórnia eles não só abundam, como são deliciosos, porque o clima é perfeito para essas frutas. Muitas casas tem laranjeiras ou limoeiros nos quintais e nos jardins, o que me deixa cobiçosa de pegar todos pra mim. Embora eu esteja "lemonless" neste momento, depois que deixei meu limoeiro ultra prolífico na minha ex-casa em Davis, em dezembro nós finalmente plantamos uma árvorezinha de limão da variedade Eureka no quintal da nova casa em Woodland e já estou na expectativa de ter limões novamente daqui uns dois anos [paciência zen master, ativar!]

A receita desse bolo saiu da revista Whole Living de jan/fev 2011. Os limões usados aqui são os Meyers, um dos meus favoritos e especialmente diferentes de todas as outras variedades de limão. Eles têm uma casca molinha e a polpa é ultra aromática. Mas vejam bem que ninguém baixou um decreto proibindo de se usar outro tipo de limão para fazer esse bolo.

2 colheres de sopa de manteiga amolecida
1/4 de xícara de açúcar mascavo claro
2 limões Meyer
1 e 1/2 xícara de amêndoas tostadas
1/2 colher de sopa de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de sal kosher
4 ovos grandes—claras e gemas separadas
1/3 xícara de mel

Pré-aqueça o forno em 350ºF. Espalhe a manteiga no fundo e lados de uma forma redonda de 20 cm. Salpique o fundo da forma com o açúcar mascavo. Corte os limões em fatias finas, remova sementes se tiver, e arrange sobre o açúcar. Reserve.

Num processador moa bem as amêndoa. Junte o bicarbonato e o sal e pulse para misturar. Numa vasilha média bata as gemas dos ovos com o mel. Junte as amêndoa moídas e misture. Na batedeira, bata as claras apenas até dobrar de volume. não deixe formar picos. Junte as claras batidas à mistura de amêndoas e combine delicadamente com uma espátula. Coloque essa massa sobre a forma já preparada com os limões. Asse por uns 40 minutos, ou até que o bolo esteja num dourado escuro e bem cozido no centro. Remova do forno, deixe esfriar e vire numa travessa. Sirva morno ou em temperatura ambiente.

bearss lime

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a.k.a. persian — tahiti lime

A cidade já está com aquela cara triste de inverno, paisagem acinzentada, pilhas de folhas mortas nos meios fios das calçadas. Mas mesmo sabendo que agora serão muitas e muitas semanas de frio e chuva, me alegro imensamente com a chegada dos citrus. Minha cozinha já está iluminada com as laranjas, pomelos, tangerinas, tangelos, limões e limas. Depois de consumir toda a vitamina das frutas al natural, guardo as casas para jogar no fogo da lareira.

we're ready for our close-ups!

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As romãs são frutas lindas, mesmo assim escangalhadas, prontas para serem trucidadas e descascadas. Vi uma foto mais ou menos assim numa das revistas do Jaiminho Oliver e fique fascinada. Tenho descascado várias romãs por vez, assim posso passar muitos dias comendo sementes de colherada como sobremesa. Desta vez debulhei as pequenas, que têm chegado semanalmente na minha cesta orgânica. E depois do trabalhão que dá pra fazer isso, mostrei para quem quisesse ver a prova do crime.

salada de frutas [de outono]

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laranja—maçã—caqui—romã—nozes—maple syrup.

bolo de pera & baunilha

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Fizemos tantas coisas no final de semana. No domingo à noite ainda estávamos na labuta e eu quis preparar algo para o lanche da noite, mas tinha que ser uma coisa rápida e fácil [e bem gostosa!]. Procurei por um bolo nos meus alfarrábios e achei este aqui que provavelmente tinha guardado pra fazer durante o verão e não fiz. Berries frescas já não há, mas as peras abundam em inúmeras variedades. Fiz então o bolo com peras. A baunilha em pó foi uma adição feita por minha conta, que acabou sendo um toque de classe.

1 xícara de farinha de trigo
1/2 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/4 colher de chá de sal
1/2 tablete [4 colheres de sopa] de manteiga amolecida
2/3 xícara de açúcar
1/2 colher de chá de extrato puro de baunilha
1 ovo grande
1/2 xícara de buttermilk
1/4 colher de chá de baunilha em pó [*opcional]
2 peras descascadas e cortadas em cubinhos

Pré-aqueça o forno em 400°F/ 205ºC. Coloque a grade do forno na parte do meio. Unte uma forma com fundo removível de 22 cm com manteiga [pode usar uma forma comum de bolo também]. Misture os cubinhos de pera com a baunilha em pó. Reserve.

Numa vasilha misture a farinha, o fermento, o bicarbonato e o sal. Na batedeira bata a manteiga com o açúcar até formar um creme bem fofo, mais ou menos 2 minutos. Adicione a baunilha. Adicione o ovo e bata bem. Em velocidade baixa, adicione a farinha e o buttermilk em 3 partes, alternando—começando e terminando com a farinha. Misture bem.

Coloque a massa na forma untada, espalhe bem com uma espátula e espalhe os cubinhos de pera misturados com a baunilha em pó. Leve ao forno e asse por uns 30 minutos ou até o bolo ficar bem dourado e cozido por dentro. Remova do forno e deixe esfriar por 10 minutos. Remova o bolo da formo e deixe esfriar completamente em cima de uma grade. Coloque numa travessa e sirva.

clafoutis de cranberry

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Dois ingredientes fresquíssimos de outono são as cranberries e as nozes. As primeiras aparecem nesta época e permanecem para as festividades de Thankgiving, Natal e Ano Novo e depois desaparecem completamente. As congeladas e as secas estão disponíveis year-round, mas não são a mesma coisa. Cranberries frescas são deliciosamente ácidas e não são consumidas cruas. Precisam ser cozidas para virar molhos, geléias, recheios e detalhes especiais em bolos, tortas, eteceterá. Quando vejo as cranberries frescas nas prateleiras do supermercado, simplesmente não consigo resistir e tenho que comprar um pacote.

E as nozes recém colhidas são outra delicia da temporada. Comprei um bocado delas na banquinha de um senhorzinho no Farmers Market de Davis. As nozes estão muito presentes na minha rotina, pois todos os dias passo por um pomar no meu caminho de ida e volta do trabalho. Durante esse vai e volta, notei no inicio de outubro que o chão do pomar estava salpicado de frutas, depois vi que elas tinham sido arrumadas em fileiras e no final sumiram, certamente colhidas por uma máquina. A colheita das nozes, como a das amêndoas é bem bacana, pois as árvores são chacoalhadas por máquinas cada vez mais eficientes, as frutas ficam no chão por uns dias secando e depois são removidas por outra máquina que peneira o máximo da sujeira.

Com esses dois ingredientes tão especiais em mãos fui procurar por uma receita. Queria algo bem diferente e achei—um clafoutis de cranberry e nozes clafoutis-cranberrydo Mark Bittman. Certamente todo mundo já teve a experiência de fazer uma receita e ficar deslumbrada com o resultado. Pois foi exatamente o caso desse clafoutis. Tão fácil de fazer que pode-se repetir a dose inúmeras vezes, usando apenas uma vasilha e um batedor de arame. E é garantia de provocar grande animação entre os comensais que gostam de sobremesas com frutas, com um toque cremoso e outro crocante e sem exageros de açúcar. Simplesmente deliciosa e perfeita!

1 colher de sopa de manteiga [para untar a forma]
1 xícara de açúcar
2 ovos caipiras
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de leite integral
1 pitada de sal
2 xícaras de cranberries orgânicas frescas
1 xícara de nozes

Pré-aqueça o forno em 425ºF/ 220ºC. Unte um refratário de 22 cm com manteiga e polvilhe com uma colher de sopa do açúcar. Numa vasilha grande bata bem os ovos com um batedor de arame. Junte o açúcar e continue batendo bem. Junte a farinha, ainda batendo. Por último junte o leite e a pitada de sal e bata até ficar um creme bem liso. No processador pulse as cranberries e as nozes rapidamente. Coloque a mistura de nozes e cranberries sobre a forma untada e polvilhada com açúcar, derrame a massa sobre a mistura e leve ao forno por 30 minutos. Quando a massa estiver cozida e as bordas douradas, remova do forno e deixe esfriar. Pode polvilhar com açúcar de confeiteiro se quiser, eu não quis. Sirva o clafoutis levemente morno ou em temperatura ambiente.

ya-li

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[uma pera asiática]

pom [wonderful!]

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Essas são as romãs mais deliciosas que eu já tive o prazer de provar. Todo ano eu ganho um saco cheio delas, vindas do maior produtor da Califórnia. Eles são os responsáveis pelo delicioso suco Pom Wonderful. Mas essas romãs que chegam pra mim são as produzidas para exportação, para o mercado japonês. Elas têm em média uns 15 cm de diâmetro e as sementes são vermelhíssimas e dulcíssimas, verdadeiras pedras preciosas. Este ano ganhei dez delas, escolhidas a dedo quando o Uriel voltou dos testes que ele faz nessa fazenda durante a colheita dos pistachos. Essa fazenda também produz toneladas de pistachos e de amêndoas, que irão virar histórias por aqui em breve.

doce de figo [com creme]

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Podem me acusar de encher linguiça, que não vou refutar nem discutir. Mas preciso registrar como ficou bom esse doce [ou geléia se quiserem chamar assim], que fiz com um bocadinho daqueles figos de casca verde da variedade calimyrna. Fiz de olhão, mas combinei mais ou menos 3 partes de figos frescos cortados ao meio com 1 parte de maple syrup orgânico. Cozinhei em fogo baixo até os figos ficarem caramelizados, imersos num xarope bem denso. Devoramos esse doce numa piscada. Servido em taças e regado com creme de leite fresco. Experimente!

bolo turco de figos

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Fiz esse bolo publicado pela querida Ameixinha, não somente porque ainda não tinha feito nenhuma gostosura com os figos frescos que estavam abundantes; mas também porque fiquei absolutamente comovida quando li a história dos meus gatos contada tão poeticamente por ela, nos antecedentes da receita. [♥] Usei o dobro de figos que a receita original pedia. O meu bolo ficou mais com cara e textura de pudim, mas incrivelmente saboroso.

4 ovos, clara e gemas separadas
1/2 xícara de açúcar
3 colheres de sopa de farinha de trigo peneirada
1 e 1/2 xícara de iogurte grego natural
raspa da casca e suco de 1 limão
1 1/2 colher de chá de água de flor de laranjeira
8 figos frescos cortados ao meio

Pré-aqueça o forno em 355ºF/ 180ºC. Numa tigela bata as gemas com o açúcar até ficar cremoso e leve. Adicione a farinha e misture. Junte o iogurte, as raspas e o suco de limão mexendo até combinar. Adicione a água de flor de laranjeira. Bata as claras em neve e envolva gentilmente à massa, usando uma espátula. Unte uma forma de 20 cm de diâmetro com manteiga. Coloque a massa na forma e as fatias de figo por cima. Leve ao forno por 50 minutos ou até o topo ficar dourado. Deixe esfriar bem e sirva.

torta rústica de pera

Ainda estou relendo revistas velhas, pra poder reciclar tudo com a segurança de que não estou perdendo nada. Tenho rasgado as páginas que me interessam, com receitas e idéias. A dessa tortinha saiu de uma revista Sunset de setembro 2008. Decidi por ela torta-pera_1S.jpgporque queria gastar uma massa folhada que estava no congelador e usar umas peras bem lindas que tinha comprado no Farmers Market. A massa da marca Dufour é a melhor que existe por aqui pra se comprar congelada. Ela é feita apenas com farinha de trigo e manteiga. Não tem conservante, corante, gordura hidrogenada e outros quetais. Qualquer receita feita com essa massa já tem 50% de sucesso garantido. Usei também um crème fraîche local que é simplesmente o fino da bossa. Dá pra fazer essa torta com outras frutas. Eu repeti com pêssegos e nectarinas.

1 folha de massa folhada de 25X30cm
3 peras maduras e firmes
1/3 xícara de geléia de laranja [*usei de damasco]
1 gema de ovo batida [adicionei um pouquinho de água]
2 colheres de sopa de açúcar turbinado
6 colheres de sopa de crème fraîche
1 e 1/2 colheres de chá de açúcar

Pré-aqueça o forno em 375°F/ 190ºC. Unte com manteiga ou forre com papel vegetal duas assadeiras grandes. Abra a massa numa superfície untada com farinha e corte em 6 retangulos. Coloque a massa nas formas untadas ou forradas.

Corte as peras em fatias bem finas. Arrume as fatias sobre as massas, deixando 4cm de borda. Aqueça a geléia numa panelinha e pincele sobre as fatias de pera. Dobre as bordas sobre as peras, pincele com o ovo batido e salpique com o açúcar turbinado [pode usar o cristal]. Leve ao forno e asse por uns 30 minutos. Remova do forno e deixe esfriar.

Bata o crème fraîche com o açúcar [eu omiti o açúcar] e sirva sobre as tortinhas, mornas ou frias.

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torta de creme & pêssego

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Gostei dessa receita por três motivos—porque ela teve inspiração na Alice Waters e nos seus pêssegos, porque usa essa fruta que está abundante neste final de verão e porque é uma receita facílima. Sem mencionar o fato de que é muito legal poder fazer uma torta sem precisar cozinhar a fruta, podendo assim aprecia-la em todo seu frescor. A receita original leva amêndoas defumadas, mas eu fiz com amêndoas cruas. Se achar as defumadas, faça com elas. Também acho que dá pra diminuir um pouco o açúcar, já que os biscoitos são doces. Eu usei um açúcar demerara baunilhado que faço em casa. A receita recomenda os wafer cookies, tipo Nilla, mas use o tipo que preferir ou que tiver disponível.

2 xícaras [150 gr] de biscoitos
1/2 xícara de amêndoas cruas
1/4 de xícara de açúcar
4 colheres de sopa de manteiga derretida
1 ovo
1 caixinha de 8 oz [230gr] de cream cheese
1/4 de xícara de sour cream
2 pêssegos maduros, porém firmes, sem descaroçados, descascados e cortados em fatias

Pré-aqueça o forno em 350°F/ 176ºC. Num processador de alimentos coloque as bolachas, as amêndoas e 2 colheres de sopa de açúcar [pode por um pouco menos se quiser] e moa bem até obter uma farofa fina. Junte a manteiga derretida e pulse até a farofa ficar bem úmida. Pressione essa massa no fundo e lados de uma forma de fundo removível de 22 cm e asse por 10 minutos.

No mesmo processador coloque o cream cheese, o sour cream, o ovo e mais 2 colheres de açúcar. Processe até obter um creme. Despeje sobre a massa assada e retorne ao forno, por mais 15 minutos. Remova do forno, deixe esfriar um pouco e leve ao congelador por 15 minutos. Numa vasilha misture as fatias de pêssego com o resto do açúcar [eu pinguei um pouquinho de suco de limão também] e misture bem. Remova a torta do congelador e arrange as fatias de pêssego por cima do creme. Remova da forma, coloque numa travessa e sirva.

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figos assados
[com mel e alecrim]

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Neste ano ainda não consegui fazer absolutamente nenhuma receita especial com os figos frescos da estação, embora esteja comendo dezenas deles, apenas abocanhando um por um, com casca e tudo. Outro dia comprei os figos mais impressionantes de uma fazendeira no Farmers Market de Woodland. Ela é engraçada, veste macacão de jeans listrado, bandana amarrada no pescoço, tem um sotaque de mulher da roça, mas demostra um bom gosto de cosmopolita sofisticada nos produtos que vende. Já me empenhei em firmar uma amizade com ela, fazendo elogios e mil perguntas, anotando o nome das coisas diferentes e interessante que ela traz da fazenda. Tenho uma obsessão pelos heirloom, ela me disse outro dia, apontando um vidro cheio até a borda com grãos de bico negros e uma cesta cheia de favas rajadas. Foi dela que comprei dois grapefruits gigantes e rosados que pareciam adoçados com mel. E outro dia enchi um saquinho de peras minúsculas, sem falar nos figos deliciosos, que ela sempre tem dos roxos e verdes. Escolhendo os mais lindos pra levar pra casa, levantei um enorme, tão maduro que estava rachado parecendo uma flor, e comentei:

—meu deuso, que figo mais lindo!
—ninguém compra figo assim, pensando que está estragado.
—azar o deles, perdem de provar o melhor!
—se você não fosse comprar esse figo, eu comeria ele eu mesma!
—hahaha! desculpa, mas esse é meu!

Levei um saco cheio dos figos explodindo de maduros, que servi para os meus amigos Bia e LC, num jantar de despedida que fiz para eles. Para consumir um figo desses, less is more, e iria ser exagero emperequetar uma fruta que já estava simplesmente perfeita. Resolvi fazer um sorvete de mel de castanhas para servir com os figos al natural. Misturei 1 xícara de creme de leite fresco, 1 xícara de leite integral [ambos orgânicos da Straus Creamery] e 1/2 xícara de mel espanhol de castanha portuguesa, que é um mel de sabor bem forte. Juntei uma colher de sopa de vodka, coloquei tudo na sorveteira e depois no congelador até a hora de servir. Ficou um sorvete bem cremoso, com um sabor bem forte de mel e fez uma combinação incrível com os figos frescos.

Mas a história dos figos não termina aqui, porque é nessa época que eu sou tomada por uma onda de loucura—the fig season insanity. Passo a curta temporada dessa fruta comprando, pegando e comendo o máximo que puder. Passo por todas as bancas do Farmers Market vendendo figos e compro duas ou três cestinhas e ainda vou numa árvore de ninguém, dentro de um dos campos experimentais da UC Davis, e volto carregada. Os figos que eu mesma colhi, comi metade e fiz a outra metade assada, para acompanhar um clássico sorvete de baunilha. Esses figos verdes são da variedade calimyrna, bons pra fazer figo seco, mas também muito gostosos frescos. Juntei um punhado deles cortados ao meio e ajeitei num refratário. Reguei com um fiozinho de mel e salpiquei com folhinhas tenras de alecrim. Assei em 365ºF/ 185ºC por uns 30 minutos e servi com bolas de sorvete de baunilha.

bolo de pera

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Segui uma dica da minha amiga Cris Smith no Twitter, que recomendou fortemente este bolo da Martha S. para se fazer com qualquer fruta. E eu fiz com essas mini peras seckel, para outro chazinho no meio de uma tarde de domingo. As qualidades deste bolo conseguem extrapolar todos parâmetros dos sentidos, por causa da sua praticidade. Para fazê-lo, não é preciso ter batedeira. E para quem gosta de gostosuras mais rústicas, esse é um bolão, pois leva, além das frutas, óleo vegetal, açúcar mascavo e farinha integral.

1/3 xícara de óleo vegetal
1 xícara de açúcar mascavo claro
Fruta da sua preferência—usei 5 mini peras
1 xícara de farinha de trigo branca
1/2 xícara de farinha de trigo integral
1 e 1/2 colheres de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de sal
3/4 xícara de buttermilk
2 ovos grandes
1 colher de chá de extrato puro de baunilha

Pré-aqueça o forno em 350ºF/ 176ºC. Unte uma forma quadrada de 22 cm com óleo. Forre com uma folha de papel vegetal, deixando duas abas mais altas nos lados da forma. Unte por cima do papel também. Espalhe 1/4 xícara de açúcar na base com o papel untado e arrange as peras [ou outra fruta que for usar] cortadas em fatias grossas por cima.

Numa vasilha média misture com o batedor de arame as farinhas, o fermento, bicarbonato e sal. Reserve. Numa vasilha grande bata bem com o batedeor de arame o buttermilk, os ovos, a baunilha, o óleo e o restante 3/4 de xícara de açúcar. Junte a mistura liquida à de farinha, batendo com o batedor de arame até formar uma massa. Jogue essa massa sobre a forma com as frutas no fundo. Leve ao forno por uns 50 minutos ou até que o bolo fique firme e dourado. Remova o bolo do forno, deixe esfriar bem e vire numa travessa. Remova o papel e sirva.

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pudim de morango

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Eu fiz essa sobremesa num outro dia e até tuitei e bloguei, dizendo que era uma gelatina de morango, mais elderflower, mais iogurte, mais agar-agar. E alguns pediram fotos, outros pediram detalhes e muitos não deram a mínima. Mas eu voltei ao assunto, não por causa da popularidade do meu tuite ou blogue, mas porque não consigo parar de comprar morangos do japonês que injeta cada um deles com adoçante no seu laboratório secreto atrás da plantação [ainda não desencanei dessa desconfiança]. E daí que eu até olhei umas receitas e até me animei com uma que levava gelatina. Mas no meio do caminho decidi entrar num atalho, me perdi e acabei fazendo essa receita mesmo, que recebeu apenas uma pequena mudança no modo de fazer—na primeira bati os morangos no liquidificador com o iogurte e nessa mantive os morangos inteiros.

Então lave e corte muitos morangos e encha uma forma [com capacidade para umas 3 xícaras] com eles. Numa xícara prepare a bebida de elderflowers colocando um dedo de xarope [usei esse da Ikea] e completando com água. Coloque numa panelinha, adoce com mel e salpique por cima um envelope de agar-agar [2/3 colher de sopa]. Leve ao fogo e deixe ferver. Desligue o fogo e junte 1 xicara de iogurte natural integral e uma dose de licor de elderflowers [St-Germain]. Misture bem com um batedor de arame e despeje sobre os morangos. Leve à geladeira até esfriar bem e firmar. Desenforme numa travessa e sirva.

Se não tiver a dupla de xarope/licor de elderflower tente outras variações como suco de laranja/licor Grand Marnier ou Cointreau, ou suco de limão/Limoncello.

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raspadinha de cereja
[cherry snow cone]

cherry-snow_1S.jpgIsso é certamente uma raspadinha, mas não é uma raspadinha qualquer. Fica uma sobremesa ultra sofisticada, além de ser incrivelmente refrescante e deliciosa. Fiz essa receita com as últimas cerejas da estação, o que permitiu um encerramento da temporada com chave de ouro. Fico sempre meio triste quando vou comprar uma fruta e escuto que é a última leva da temporada. Mas faz parte da vida, né? Vão-se as cerejas, mas chegam os pêssegos e os melões e assim vamos indo, sempre em frente—ou melhor, em círculos.

serve uma porção
1/2 xícara de cerejas frescas descaroçadas
1 colher de sopa de açúcar turbinado [ou outro açúcar similar]
1 raminho de hortelã fresco
1 colher de chá de suco de limão [ou de laranja]
1 colher de sopa de Pernod [qualquer bebida de anis]
1 colher de sopa de creme de leite fresco
1 xicara de cubos de gelo

Num copo largo e fundo coloque as cerejas, o açúcar, as folhinhas de hortelã picadas com as mãos, os suco de limão e o Pernod. Esmague bem com um cabo de madeira [aqueles de fazer caipirinha são perfeitos] até formar um liquido.

Bata o gelo no liquidificador até ficar bem triturado. Coloque o gelo triturado num copo ou taça. Coloque a mistura de cereja—pedaços de fruta e liquido, sobre o gelo. Adicione o creme de leite e sirva imediatamente.

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puff de morango

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Os aniversariantes de julho acabam sempre tendo uma gostosura comemorativa recheada com morangos. Porque é bem difícil ignorar as frutinhas, que são nessa época do ano o number one hit nas paradas de sucesso. Essa torta fez as vezes de bolo para o aniversário do meu marido, porque o bolinho que comprei na padaria do supermercado pela manhã foi só pra ele soprar a velinha na festa surpresa virtual que o Gabriel organizou com a família no Brasil. No lanche da tarde atacamos essa delícia, que é praticamente um profiterole de grande corpulência, feito com a clássica choux pastry.

para a massa:
5 colheres de sopa de manteiga cortada em pedaços
1 colher de sopa de açúcar
2/3 xícara de farinha de trigo
3 ovos grandes

Numa panela coloque 2/3 xícara de água, a manteiga e o açúcar. Leve ao fogo alto até ferver. Adicione a farinha de trigo toda, de uma vez e misture com uma colher d pau até a massa desgrudar e ficar uniforme. É bem rápido. Remova do fogo e deixe esfriar por 5 minutos, mexendo vez ou outra.

Adicione os ovos, um de cada vez, à mistura de farinha e manteiga e bata bem com uma colher de pau ou batedor de arame, até a massa ficar bem lisa e acetinada. Pode fazer isso na batedeira, se quiser, mas cuidado para não bater demais.

Coloque a massa numa forma de fundo removível de 22 cm untada com manteiga. Espalhe a massa com uma espátula, cobrindo o fundo e 3 cm dos lados. Asse em forno pré-aquecido em 400°F/ 205ºC por 30 minutos. Perfure toda a superfície da massa com a ponta de um garfo ou metal de espetar bolo e deixe assar por mais 5 minutos. Remova do forno, deixe esfriar e desenforme numa travessa.

para o recheio:
115 gr [4 oz] de cream cheese em temperatura ambiente
1 colher de chá de raspas da casca de laranja
1/2 colher de chá de extrato puro de baunilha
1 xícara de creme de leite fresco
2/3 xícara de açúcar de confeiteiro
2 xícaras de morangos frescos fatiados

Na batedeira em velocidade alta, bata o cream cheese, as raspas de laranja e o extrato de baunilha até ficar um creme liso. Junte o creme de leite fresco e o açúcar de confeiteiro e bata até obter picos firmes. Recheie a massa já assada e fria com o creme. Coloque as fatias de morango por cima do creme. Se quiser polvilhe com açúcar de confeiteiro—eu não quis. Corte em fatias e sirva com o molho de morangos por cima.

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molho de morango
1 e 1/2 xícaras de morangos frescos
2 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de licor de laranja [*usei Grand Marnier]

Lave e pique os morangos. Coloque no liquidificador com o açúcar e o licor. Bata até obter um purê. Coloque numa jarrinha e sirva sobre o puff de morangos.

*Receita publicada na revista Sunset, em março de 2005.

pudim de limão & framboesa

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O nosso verão é um verdadeiro festival de frutas. As de caroço, como pêssegos, damascos, nectarinas e cerejas; as refrescantes, como melancias e melões; e as berries, que nem consigo enumerar. São tantas variedades e tonalidades de vermelho, rosa, roxo e azul, que fico até aflita, achando que nunca vou conseguir experimentar todas. É uma esbórnia! E as berries são muito delicadas, temos que nos apressar para consumí-las o mais rápido possível. As framboesas são uma das minhas favoritas, ultra uber suaves. Essa receita estava numa folha rasgada da revista Sunset, que guardei provavelmente para poder usar os limões que colhi da árvore da casa em Davis e que ainda tenho guardados na geladeira do basement. Tinha pensado em fazer com cerejas e acho que deve ficar bom usando qualquer outra berry. Os pudins ficam com uma consistência meio de bolo no topo e bem cremosa no fundo, mais ou menos como esta receita de pudim de limão.

2 ovos grandes, clara e gemas separadas
1/2 xícara de açúcar
3 colheres de sopa de farinha de trigo
2 colheres de sopa de manteiga derretida
Raspas da casca de 1 limão
3 colheres de sopa de suco de limão
1 xícara de leite
1/8 colher de chá de cream of tartar [cremor de tártaro]
350 gr de framboesas frescas, de preferência orgânicas
Açúcar de confeiteiro para decorar

Pre-aqueça o forno à 350°F/ 176ºC. Coloque 6 ramequins numa forma de assar.
Bata as claras com o cream of tartar até formar picos. Reserve. Numa outra vasilha bata bem as gemas com o açúcar até obter um creme grosso. Adicione a farinha, a manteiga, as raspas e suco de limão e o leite, batendo bem até todos os ingredientes ficarem bem incorporados. Junte metade das claras em neve na massa, misture delicadamente com uma espátula, daí junte a outra metade e misture novamente. Coloque metade das framboesas na massa. Coloque colheradas da massa nos ramequins. Despeje água quente na forma até atingir uns 3cm dos ramequins. Coloque a forma com os ramequins no forno e asse por 35 minutos. Remova a forma do forno [com MUITO cuidado pra não derramar a água quente] , remova os ramequins e deixe esfriar bem. Na hora de servir polvilhe com açúcar de confeiteiro e decore com algumas framboesas frescas. Pode guardar na geladeira coberto com filme plástico. O sabor do limão se intensifica de um dia para o outro.

bolo invertido de morango
[com cardamomo]

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Desconfio [embora não possa provar] que os japoneses da banca dos morangos no Farmers Market de Woodland injetam alguma substância dulcificante nas fruta, porque não é possível um negócio ser tão doce. Tenho voltado toda semana pra comprar os morangões que eles vendem. E no domingo quis fazer uma sobremesa usando os tais, para servir para nossos amigos que vieram nos visitar. Uns dias antes eu tinha visto a receita do strawberry upside-down cake with cardamom no blog da Joy [the baker] e foi esse mesmo que fiz. Muito simples, muito saboroso e perfeito para servir acompanhado de uma xícara de chá ou uma taça de vinho branco.

[faz um bolo de 20cm/ 8-inch]
para a cobertura de morango:
2 colheres de sopa de manteiga sem sal
1/4 xícara de açúcar mascavo
1 xícara de morangos cortados em fatias

para a massa:
1/2 xícara [8 colheres] de manteiga sem sal amolecida
2/3 xícara de açúcar mascavo
1 ovo grande
1 colher de chá de extrato puro de baunilha
1 e 1/3 xícaras de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento em pó
1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/4 colher de chá de sal
1/4 colher de chá de cardamomo moído
2/3 xícara de sour cream

Pré-aqueça o forno a 350ºF/ 176ºC. Coloque a manteiga na forma redonda de bolo e coloque no forno até derreter. Remova a forma do forno e espalhe a manteiga derretida por toda a forma, incluindo os lados. Reserve.

Numa vasilha média misture com um batedor de arame a farinha, o fermento, bicarbonato, sal e cardamomo moído. Reserve.

Na batedeira, com a pá instalada, bata a manteiga e o açúcar em velocidade média até formar um creme—mais ou menos uns 3 minutos. Desligue a pá, raspe bem os lados do creme com uma espátula e adicione o ovo e o extrato de baunilha. Bata por 1 minuto. Desligue a batedeira, adicione a mistura de ingredientes secos e volte a bater em velocidade baixa, adicionando o sour cream. A massa fica bem espessa. Desligue a batedeira e misture com uma espátula.

Salpique metade do açúcar mascavo sobre a forma untada com manteiga, coloque os morangos sobre o açúcar e salpique o restante por cima das fatias de fruta. Coloque a massa por cima, espalhando bem com uma espátula. Asse por 35 minutos.

Remova do forno e deixe esfriar por uns 10 minutos antes de virar o bolo sobre uma travessa ou prato. Sirva morno ou frio. Se quiser pode adoçar um pouco de sour cream com mel e servir acompanhando o bolo. Eu não fiz [esqueci!]

gelado de damasco fresco
[& manjericão]

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Entramos no verão com três dias de temperaturas acachapantes. Pra compensar a primavera fria, afinal os tomates precisam de calor, muito calor! Não vi ninguém reclamando. Eu também não reclamei. Fiz até o meu almoço-picnic no banco do páteo atrás do prédio do meu trabalho, como de costume. Só os esquilos que não deram as caras, afinal, estava muito quente. Aproveitando a ondaça tórrida, preparei essa receita deliciosa de picolés, que infelizmente não sairam fotografáveis, Por um mal entendido da minha parte, fiz algo errado na hora de montar os moldes e quando fui desenformar todos os dez picolés quebraram no meio. Removi tudo das formas e comemos em potinhos de colherada. Sem estresse. E depois preparei esse sorvete de massa, onde usei os ingredientes frescos que abundavam na minha cozinha. Os damascos estão no pico da estação, super doces. Fiz tudo meio no olhometro. Adoro misturar frutas com booze e frutas com ervas!

1 e 1/2 xícara de creme de leite fresco
6 damascos frescos descaroçados
1 punhadinho de folhas de manjericão fresco
Mel a gosto
[*um splash de vodka se quiser]
Bata todos os ingredientes no liquidificador, coloque na sorveteira e depois guarde num pote de vidro com tampa na congelador.

mousse de melão

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Estou ficando amiga da dona daquela fazenda orgânica que fica no inicio da county road 99, na saída de Woodland. É muito mais um esforço da minha parte. Mas sendo ela de uma imensa simpatia, me sinto super a vontade para me aproxegar e puxar papo quando vejo ela vendendo seus produtos no Farmers Market da cidade. No sábado comprei dela um melão da variedade galia, que perfumou toda a minha cozinha com seu aroma de fruta madura. Me apressei para abri-lo e me deliciei com a doçura imensa da fruta. Um melão orgânico colhido pela manhã e consumido à tarde. Não dá pra ser melhor que isso.

No meu convercê com a fazendeira no sábado, fiz mil perguntas, queria saber se ela conhecia alguém que vendesse carne grass-fed por aqui, pra eu não precisar dirigir até Davis só pra isso. Gotcha! Ela me disse que o Farmers Market da terça-feira tinha vendedor de carne e outro de frango caipira. Já achei uma outra banca que vende os ovos da felizberta. Tô me virando bem na cidade nova e já não me sinto mais tão estrangeira.

Quando fui comprar a carne, vi a moça novamente vendendo melões e berries. Fui papear com ela e comprei uma cestinha de marionberries e outro melão—desta vez um da variedade ambrosia. Cheguei em casa, cortei o melão que ainda estava morninho de sol, e decidi fazer uma mousse. Queria usar iogurte, mas quando vi que o que tinha não iria dar, substitui por sour cream. Foi uma boa decisão. Como usei o agar-agar, uma hora depois já pude comer a sobremesa, que fechou deliciosamente o nosso primeiro dia de verão, que foi particularmente tórrido.

1 melão pequeno [usei da variedade ambrosia]
1/2 xícara de sour cream
1 xícara de limonada feita em casa
Mel a gosto
1 envelope de agar-agar [2/3 colher sopa]

Coloque o melão descascado e sem sementes cortado em cubos no liquidificador. Junte o sour cream e bata bem até obter um purê. Adoce com mel a gosto. Eu usei um mel de blackberries porque sou fancy, mas qualquer mel de boa qualidade serve. Deve dar umas 2 xícaras de purê. Coloque numa vasilha e reserve. Numa panelinha, coloque a limonada [ou suco de outra fruta ou mesmo somente água], salpique o agar-agar por cima e leve ao fogo. Quando ferver, desligue o fogo e remova a panela. Misture o suco com agar-agar no purê de melão e mexa bem até ficar tudo incoporado. Coloque numa forma molhada e leve à geladeira até firmar e gelar. Desenforme e sirva decorado com fatias finas de melão se quiser. Fica ultra cremoso!

damascos frescos

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do Farmers Market de Woodland

[ we picked ]

u-pick
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Chegou o dia em que fui finalmente vencida pelo cansaço. Passei o domingo super devagar, me sentindo sem energia. Tomamos um chazinho acompanhado de éclairs às 4 pm e eu já me entristecia com o encerramento do final de semana quando o Uriel sugeriu um passeio. Quero te mostrar a fazenda orgânica com u-pick de morangos que vi no final da highway 99—disse ele. O céu despencou num baita temporal. Assim que a chuva parou, nos agasalhamos, entramos no carro e fomos ver o tal lugar.

Se eu tivesse a minha bicicleta em Woodland, daria pra ir até a fazenda Pacific Star Gardens pedalando. De carro se chega lá numa piscada. Ela fica no inicio de uma estradinha que liga Woodland à Davis. Não é a estrada principal, nem a melhor estrada, por isso eu nem conhecia.

A região tem muitas fazendinhas com campos de tomates, girassóis e trigo. Numa parte do caminho tem muitas oliveiras enfileiradas. Paramos na fazenda e não tinha absolutamente ninguém por lá. Achamos que o u-pick estava fechado. Fomos investigar. Num pequeno barracão estavam os baldes e cestinhas, uma balança, uma caixinha pra gente colocar o dinheiro e uma placa com as explicações: o preço do pound das blackberries e de cada cestinha de morangos, pegue o balde, vá colher as frutas, pese e pague, obrigado! Ainda tem muita gente que usa esse tipo de honor system, onde a confiança é a alma do negócio.

Pegamos um baldinho e rumamos para o campo, que estava uma lama só por causa das tempestades que cairam durante todo o final de semana. Plaquinhas indicavam os arbustos de blackberries, marionberries e olallieberries. E o campo de strawberries. Fomos pegando as frutas, ainda molhadas da chuva, até encher o balde. No caminho vimos um campo enorme cheio de galinhas felizes. Fiquei animada em poder comprar ovos. Também vimos um pomar de damascos, campos com verduras e tomates. Fiquei num estado de alegria e excitamento sem fim.

Quando já estávamos indo pro campo de morangos, vi uma moça lá junto das galinhas e corri falar com ela. Queria saber dos ovos! Acenei lá de longe, ela acenou de volta, fui apressada encontrá-la. Ela era a dona da fazenda e me contou que os ovos já estão todos vendidos, mas que eles planejam aumentar a produção. Disse que logo terá u-pick de tomates e berinjelas e que se eu quiser eles vendem a galinha viva com recomendação de quem pode fazer o trabalho sujo pra mim. Dispensei. Mas fiquei interessadíssima nos tomates e afirmei que vou voltar para mais berries e tomates até o final da estação, vou virar freguesa. Ela disse que a fazenda tem 40 acres e que tem também um pomar de nozes e eles estão começando a criar patos e perus. Uma ótima opção para o Thanksgiving!

Conversei um tempão com a moça, que me contou da família dela e do Farmers Market de Woodland, que como eu pensava é o Real McCoy, com apenas fazendeiros locais vendendo por lá. Embora nem todos certificados orgânicos, como eu também já sabia.

Fomos pra casa com as botas sujas de lama, um balde cheio de frutas e um sorrisão estampado na cara. O passeio me revigorou e me reanimou. Fizemos nosso lanchinho, com as frutinhas deliciosamente frescas e doces [especialmente os morangos!] mais iogurte grego com mel, pão doce e nutella. Sentados à mesa, devorando as delicias, o Uriel comentou—estou me sentindo como um urso, pois colhi o meu próprio jantar de berries. [ hahahaha! ]

as cerejas chegaram!

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orgânicas & locais

ruibarbo com zabaione

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Essa sobremesa aparentemente super modesta, acabou dando um certo trabalho. Na edição de abril da revista Martha Stewart Living a receita me saltou aos olhos exatamente pela simplicidade e pelo diferencial nos ingredientes. Ruibarbo, ovos e licor. Fui atrás do detalhe evidenciado como o segredo da receita—o licor de elderflowers. O imbróglio é que parece que só existe uma marca desse licor, o St-Germain. Fui investigar com o moço da seção das bebidas no supermercado, argumentando que eu precisava somente de três colheres de sopa e ele me falou se desculpando que infelizmente não existia nenhum outro licor similar, nem numa embalagem menor, nem num preço mais barato.

A sobremesa seria o encerramento do almoço de Páscoa, então quis adiantar tudo no sábado à tarde, preparando o ruibarbo com antecedência. Descasquei, piquei, fiz a calda e [CHICOTADAS] resolvi que não faria o banho de gelo por pura preguiça. Entrei pelo cano quando vi o ruibarbo se desfazendo dentro da panela [MAIS CHICOTADAS]. Como não sou mulher de desistir tão fácil, voltei no supermercado depois do jantar e comprei mais ruibarbo.

No dia seguinte pela manhã comecei tudo do zero e desta vez OBEDECI às ordens da Martha. E deu tudo certo. O licor é realmente importante. O sabor suave e floral das eldeflowers dá um toque especial ao zabaione e combina incrívelmente bem com os ruibarbos cozidos. O zabaione não pode esperar muito pra ser servido. O ideal seria preparar na hora e servir imediatamente. Os ruibarbos devem ficar inteiros e não muito moles. O resultado agradou à todos. Essa sobremesa fica bem delicada e primaveril.

serve 4 porções
3 xícaras de água
2 xícaras mais 2 colheres de sopa de açúcar
1/2 fava de baunilha
[cortada ao meio, sementes removidas com a ponta da faca]
Um tira de casca de limão [sem a parte branca]
800 gr de ruibarbo, descascado e cortado em pedaços
4 gemas de ovos grandes
3 colheres de sopa de licor de elderflower—St-Germain
[ou outro licor floral se não achar o de elderflower]

Prepare um banho de gelo—uma vasilha encaixada sobre uma outra vasilha maior com metade gelo/metade água.

Numa panela, coloque a água, as 2 xícaras de açúcar, a fava e sementes de baunilha e a casca de limão. Leve ao fogo e cozinhe em fogo médio por 10 minutos. Adicione o ruibarbo e cozinhe por 3 minutos. Transfira o ruibarbo para a vasilha em cima da água com gelo. Deixe esfriar completamente.

Num double boiler—uma panela com água quente [em fogo baixo sem deixar ferver] com uma vasilha em cima, coloque as gemas, as 2 colheres de sopa de açúcar e o licor. Vai batendo com a batedeira manual em velocidade baixa até formar um creme denso, mais ou menos uns 6 ou 8 minutos. O creme vai triplicar em volume. Sirva o zabaione mais rápido possível, sobre os ruibarbos.

»com a primeira leva de ruibarbo cozido que se defez, apurei no dia seguinte e transformei o fracasso numa geléia.

abate fetel pear

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e a versão feita no instagram para iphone.

gelatina de citrus

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Os citrus combinam com receitas refrescantes e como eles abundam nos meses de frio, acabamos consumindo muito mais sobremesas como esta, embora o tempo implore por uma xícrona de chocolate quente. Eu acho isso ótimo. Entendo que é a natureza fazendo o papel de mãe protetora e nos obrigando a ingerir as vitaminas que precisamos para enfrentar esse climazinho miseraver. Delirios ou não, adorei fazer e comer essa gelatina toda recheada de frutas citricas.

1 laranja
1 grapefruit
1 tangelo
1 xícara de vinho branco [*usei um sauvignon blanc]
1 xícara de suco de laranja
2 envelopes [7grs cada] de gelatina em pó sem sabor
Maple syrup ou outro adoçante da sua preferência

Descasque as frutas e remova o máximo da parte branca. Corte em pedacinhos e coloque no fundo de um refratário ou molde molhado. Numa panela coloque o suco de laranja e adoce a gosto [*usei o Maple Syrup]. Leve ao fogo até quase ferver. Enquanto isso coloque o vinho numa vasilha e salpique a gelatina por cima. Quando o suco estiver bem quente, misture com o vinho e gelatina. Mexa bem com um batedor de arame até a gelatina dissolver completamente. Despeje o liquido sobre as frutas no refratário ou molde. Cubra e leve à geladeira até firmar. Desenforme colocando o refratário sobre água quente por uns segundos. Corte em fatias, usando uma faca de serra molhada, com bastante delicadeza e cuidado.

the sweetest [grapefruit]

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Outro dia minha colega me trouxe uma sacola cheia de laranjas. As frutas vieram de uma árvore na casa dela e eram suculentas e dulcíssimas. O Uriel levou metade e eu comi a outra metade, descascada e cortada em cubinhos, como snack da manhã no trabalho. Uns dias depois a mesma colega apareceu com outra sacola cheia de citrus de outra árvore na casa dela—desta vez eram grapefruits. E vou dizer que não sou a maior fã dos grapefruits, apesar de adorar todos os citrus. Eles ficam meio assim no final da fila pra mim. Mas esses mudaram um pouco a minha opinião. Eles estavam simplesmente deliciosos, num equilibrio perfeito entre a doçura e o leve amarguinho caracteristico dessa fruta. Refrescante e revigorante, comi muitos, simplesmente cortando em cubos e usando um garfo ou carvocando a polpa com essas colheres próprias para comer essa fruta. O Uriel diz que os citrus aqui da Califórnia são especialmente doces e deliciosos por causa do nosso clima de inverno, com frio e chuva, mas sem exageros. Condições perfeitas para essas frutas.

bolo de cranberries frescas

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Esse bolinho encalhou nos rascunhos do blog por motivos que nem eu lembro mais. Foi feito com as últimas cranberries frescas que encontrei no Co-op logo após o encerramento de todas as festividades de final de ano. Ficou bem gostoso, porque as cranberries frescas são bem ácidas e formam uma camadinha azedinha por cima, que são bem do nosso gosto para coisas não muito doces. Pesquei a receita no The Kitchen.

1 e 1/2 tabletes [170gr] de manteiga sem sal em temperatura ambiente
1 e 1/2 xícaras mais 2 colheres de sopa de farinha de trigo
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/4 colher de chá de sal
1/2 xícara de açúcar mascavo claro
1/2 xícara de açúcar comum
3 ovos grandes
1 colher de chá de extrato puro de baunilha
2 colheres de chá de raspas da casca de limão
1/4 xícara de sour cream
2 xícaras de cranberries frescas
Açúcar de confeiteiro pra decorar

Pré-aqueça o forno em 375ºF/ 200ºC. Unte uma forma de bolo de 22 cm com manteiga. Numa vasilha grande misture com um batedor de arame 1 e 1/2 xícaras de farinha de trigo, o bicarbonato de sódio e o sal.

Numa batedeira bata a manteiga e os açúcares até formar um creme claro e fofo. Abaixe o velocidade e adicione um ovo de cada vez, depois a baunilha e as raspas de limão. Junte a parte da mistura de farinha e depois o sour cream. Adicione o restante da farinha e bata bem até ficar bem incorporado/

Coloque a massa na forma untada e alise o topo com uma faca. Numa vasilha misture as cranberries frescas com as 2 colheres de farinha de trigo e combine bem. Jogue as cranberries sobre a massa na forma.

Leve ao forno e asse por 30 minutos ou até que o bolo esteja dourado. Cubra levemente com uma folha de papel aluminio e continue assando por mais 30 minutos. Remova do forno, deixe esfriar completamente e vire numa travessa. Salpique com açúcar de confeiteiro.

bolo de figo e limão

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Nesta época do ano fico sempre soterrada por limões—porque é o pico da estação e porque tenho uma ganância sem limites e vou pegando todas as frutas que vejo pela frente. Tenho na minha cozinha cestas cheias com sicilianos [ou eureka] da árvore no meu quintal que está apinhada; também com os cravos da árvore de ninguém; e com os meyer desovados pelo homem do garfo no nosso escritório. Desses últimos, peguei tantos, tantos, mas tantos que me deu até vergonha. Pra compensar o vexame de carregar praticamente metade dos limões deixados para dividir entre oito pessoas, fiz essa torta e levei para adoçar o dia dos meus colegas. Pensei que tinha exagerado um pouquinho nas raspinhas de limão, que coloquei um tanto extra, mas o resultado ficou ultra saboroso. Essa é também mais uma maneira deliciosa de usar azeite numa receita doce e ela saiu da revista Everyday Food.

1/2 xícara de azeite de oliva
1/2 xícara de leite integral
1 ovo caipira grande
1 e 1/2 xícara de farinha de trigo
3/4 xícara de açúcar
1/2 colher de chá de fermento em pó
1/4 colher de chá de sal
300 gr [mais ou menos 1 e 1/2 xícara] de figo seco
[corte os figos em pedacinhos, remova os cabinhos]
1 e 1/2 colher de chá de raspas da casca de um limão

Pré-aqueça o forno em 350ºF/ 176ºC. Unte uma forma com fundo removível de 22 cm com azeite. Numa vasilha média misture batendo com um batedor de arame o azeite, leite e ovo. Reserve. Numa outra vasilha grande, misture a farinha, o açúcar, o fermento e o sal. Adicione a mistura liquida à mistura seca e mexa bem com uma espátula, até ficar uma massa lisa. Junte delicadamente as raspas de limão e os cubinhos de figo seco. Coloque a massa na forma untada, leve ao forno e asse por uns 35 ou 40 minutos, ou até a torta estar firme e dourada. Remova do forno, deixe esfriar uns minutos, desenforme e deixe esfriar numa grade. Os figos podem ser substituidos por passas, cerejas, cranberries ou ameixas secas.

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fatias de abacaxi com açúcar

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Pra um abacaxi havaiano que não estava lá um primor de doçura, este pequeno make-up transformou a fruta ácida numa sobremesa instigante. E a transformação se fez em questão de segundos. Eu simplesmente adoro idéias assim, rápidas e fáceis. O pó de pirlimpimpim foi o açúcar feito de seiva da palmeira de coco, mais uma opçao ecológica e sustentável nas prateleiras de açúcar no meu Co-op. Escolhi comprar para experimentar essa versão com um toque de flor de sal de Bali. O sabor desse açúcar é muito agradável e o toque do sal só adiciona pontos na gostosura. Mas apesar de toda a propaganda, o açúcar de seiva de palmeira de coco continua sendo um açúcar e convém controlar o entusiasmo exagerado e não abusar.

pera com prosciutto

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Achei essa receita, perdi essa receita, fiquei com a idéia na cabeça, comprei peras, comprei prosciutto, comemos as peras, comemos o prosciutto, achei a receita novamente quando reorganizava minha pilha de revistas, comprei peras novamente, comprei mais prosciutto, comemos metade das peras, no sábado finalmente coloquei a idéia em prática. Ela saiu de uma das minhas revistas favoritas—a SUNSET, que aborda a vida no oeste dos EUA.

O Uriel foi almoçar com um ex-aluno no sábado e preparei as peras enroladas no prosciutto só pra mim. Ficou tão bom que repeti a dose no domingo, fazendo uma porção maior pra nós dois. O que sobrou ele ainda levou na marmitinha pro trabalho.

Corte as peras ao meio, depois em quatro e depois em oito. Enrole cada pedaço de pera numa fatia bem fina de prosciutto. Ajeite tudo numa travessa, salpique com sal kosher [ou flor de sal ou maldon], regue com um pingo de vinagre jerez [sherry] e com um fio de azeite de oliva extra-virgem. Sirva.

colheita

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[limão cravo — rangpur — rosa — vinagre]

bolo de laranja & amêndoa

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Ainda na procissão sazonal dos citros e aproveitando as receitas compiladas pela equipe da MS, fiz na sequência este bolo que combina a amêndoa com a laranja. Essa versão da Martha é bem parecida com esta outra da Nigella. Não tô de jeito nenhum querendo instigar rivalidades entre musas, mas o bolo da Martha deu um olé triplo carpado hermenêutico no da Nigella. Ficou o fino da bossa—úmido e macio, e a cobertura de laranja foi o complemento que deixou esse bolo ainda mais especial.

6 laranjas [da variedade navel ou outra bem doce]
1/2 xícara de farinha de trigo
1 e 3/4 xícaras de amêndoas moídas bem fininho
[ou use a farinha de amêndoas já pronta]
1 e 1/2 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de sal
2 xícaras de açúcar [separadas]
6 ovos

Coloque as laranjas inteiras numa panela grande e funda. Cubra com água fria e leve ao fogo alto até ferver. Reduza o fogo e cozinhe por 2 horas. Coe a água e reserve as laranjas cozidas.

Pré-aqueça o forno em 350ºF/ 176ºC. Unte uma forma de 22 cm de fundo removível com manteiga e depois polvilhe com farinha de trigo. Reserve. Corte as laranjas cozidas ao meio. Se elas tiverem sementes, remova com cuidado. Coloque 7 metades de laranja num processador ou liquidificador e transforme num purê. Reserve.

Numa vasilha misture com um batedor de arame a farinha, as amêndoas moídas, o fermento e o sal. Numa batedeira com o acessório de bater claras em neve, bata os ovos com 1 das xícaras de açúcar em velocidade média até formar um creme. Misture o purê de laranja e combine bem. Adicione a mistura de farinha, incorpore bem e coloque toda a massa na forma untada. Leve ao forno por mais ou menos uma hora, ou até que o bolo esteja bem cozido. Remova o bolo do forno, deixe esfriar bem e então transfira para uma bonita travessa.

Faça a cobertura de laranjas cortando as outras 5 metades da fruta em cubinhos. Numa panela média misture a 1 xícara restante de açúcar e 3/4 de xícara de água. Deixe ferver, mexendo bem até o açúcar dissolver. Adicione as laranjas cortadas em cubos à calda de açúcar e deixe cozinhar em fogo baixo até o liquido evaporar quase totalmente e formar uma calda bem grossa, mais ou menos uns 15 minutos. Remova do fogo e deixe esfriar completamente. Arrange as laranjas por cima do bolo e sirva.

gelatina de laranja
[e especiarias]

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Pra aguentar esse nosso invernozinho nublado, chuvoso e nevoento, só mesmo com a ajuda singular das maravilhosas frutas cítricas. E como as laranjas estão no pico da estação, o website da Martha Stewart preparou um apanhado de receitas com essa fruta. Foi lá que achei essa gelatina de laranja deliciosamente condimentada. Todo mundo que comeu gostou.

1 e 1/4 xícara de água fria
1 xícara de açúcar
1 pau de canela
3 tiras grandes removida da casca de uma laranja [use um zester]
1 e 1/2 colheres de chá de sementes de erva-doce
2 e 1/2 xícaras de suco de laranja espremidas na hora
1 colher de sopa de suco de limão
4 e 1/2 colheres de chá de gelatina em pó sem sabor

Numa panela coloque a água, açúcar, canela, tiras da casca da laranja e sementes de erva-doce. Leve ao fogo, mexendo bem até o açúcar dissolver. Deixe ferver, desligue o fogo e deixe esfriar. Leve à geladeira e deixe descansar por pelo menos 2 horas. Passe esse xarope por uma peneira e reserve.

Separe 3/4 do xarope de especiarias numa panela. Numa vasilha misture o resto do xarope com o suco de laranja [coe o suco se precisar] e o suco de limão. Salpique a gelatina sobre o 3/4 do xarope e leve a panela a fogo médio até a gelatina dissolver completamente. Despeje a mistura de xarope e gelatina na de xarope e suco. Misture bem, coloque numa forma molhada e leve à geladeir até firmar. Remova da geladeira, deixe descansar uns minutos e vire a gelatina numa travessa. Sirva.

torta de marmelo
[com maple & amêndoa]

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Comprei os marmelos da cunhada da Deborah Madison e ela, que já me conhece de outros carnavais, perguntou—o que você vai fazer com eles? Respondi que não sabia, mas na verdade eu já tinha essa receita de quince biscuit pie guardada e esperando a sua vez de aparecer e brilhar sob os holofotes.

Marmelos são simplesmente deliciosos. Troco dez goiabas por um marmelo. O único problema é que eles não são comestíveis crus e dão um trabalho razoável pra se descascar e remover o centro fibroso com as sementes. Mas felizmente eu tenho um ajudante com muito muque, daqueles acostumado a apertar e desapertar parafusão de maquinaria agrícola. Ponho uma faquinha afiada nas mãos dele e esmiuço as instruções verbalmente—remove todo o centro, corta em quatro, ou melhor, corta em oito. E voalá, em tempo recorde tenho meus marmelos prontos para irem pra panela.

Essa receita precisa ser um pouco planejada, porque além dos descascamentos, os marmelos precisam virar um doce antes de virar torta. Eu fiz em duas etapas, primeiro o doce e no dia seguinte a torta. Quanto mais cozinhar o marmelo, mais cor de rosa escuro ele vai ficar. A cor dessa fruta cozida é simplesmente linda!

para o recheio
5 xícaras de água
1 xícara de maple syrup puro
3/4 xícara de açúcar
5 marmelos descascados, sem sementes e cortados em 4
1 fava de baunilha cortada ao meio e as sementes raspadas com uma faca
2 colheres de chá de maizena

para a massa
1 e 3/4 xícara de farinha de trigo
1/3 xícara de cornmeal
1/3 xícara de açúcar
2 colheres de chá de fermento em pó
Pitada de sal
12 colheres [170 gr] de manteiga sem sal gelada cortada em cubos
1 xícara de creme de leite fresco
3 colheres de sopa de amêndoas em fatias

para o creme de maple [*eu não fiz]
1 xícara de creme de leite fresco gelado
1/4 xícara de maple syrup puro

Numa panela grande, coloque a água, maple syrup, açúcar, marmelos e a fava e as sementes da baunilha e leve ao fogo médio. Deixe ferver, abaixe o fogo, cubra com a tampa, deixando um espacinho aberto e deixe cozinhar por pelo menos 2 horas. Remova as favas de baunilha [e guarde, deixando secar e use para aromatizar açúcar].

Pré-aqueça o forno em 375° F/ 190ºC. Numa vasilha peneire a farinha, cornmeal, fermento e o sal. Passe essa mistura pela peneira mais uma vez. Junte os cubinhos gelados de manteiga e misture apertando com os dedos, até formar uma farofa grossa. Faça um buraco no centro e jogue o creme de leite. Misture bem.

Remova o marmelo cozido da panela usando uma escumadeira. Se sobrar liquido do cozimento, guarde para beber com iogurte. Misture a maizena nos marmelos cozidos e coloque tudo num refratário de 22 cm de diâmetro. Coloque colheradas da massa por cima, deixando um espaço no centro. Salpique com as fatias de amêndoa e leve ao forno por 50 minutos. Espere esfriar totalmente e sirva.

Para fazer o creme de maple, bata o creme de leite até formar picos médios. Junte o maple syrup, misture e sirva.

salada de laranja [picante]

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Eu servi como salada, mas essas fatias de laranja podem acompanhar carnes ou até virar sobremesa. Por que não? Porque as laranjas estão abundantes, lindas, suculentas e essas ainda são orgânicas. Descasque* e corte a laranja em fatias. Arrume num prato ou travessa e pingue gotas de limão [usei o limão cravo], um fio de azeite extra virgem, uma pitada de sal [usei o Maldon] e uma pitada de pimenta vermelha em pó [usei a ancho chile, mas da próxima vez usarei a cayenne]. Sirva!

*guarde as cascas da laranja pra jogar no fogo da lareira. perfuma a casa!

grapefruit grelhado
[com açúcar de canela]

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Pra mim, sobremesa com fruta bate qualquer outra coisa açúcarada, achocolatada, crocante ou cremosa. Com citros então, não preciso nem pensar. Já fiz esses grapefruit grelhados duas vezes. A receita é bem parecida com esta na versão laranja. Vai bem no café da manhã, como lanche no domingo à noite e também como sobremesa.

para 2 pessoas:
1 grapefruit ruby grande
1 colher de sopa de açúcar de canela
[1 parte canela em pó + 3 partes açúcar]

Aqueça o forno no modo broiler—se não tiver, faz no forno comum mesmo. Corte o grapefruit ao meio e com uma faca afiada separe os gomos da casca, sem remover. Faça também cortes entre os segmentos. Se você tiver colheres serradas próprias para comer grapefruit, pode pular essa parte. Coloque as duas partes da fruta num refratário, com a parte cortada para cima. Salpique com o açúcar de canela e leve ao forno por uns 15 minutos ou até a parte de cima ficar ligeiramente caramelizada. Deixe esfriar um pouco e sirva ainda morno.

gelado de cranberry

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As cranberries frescas não são comestíveis cruas. Elas têm que estar cozidas ou secas com açúcar para poderem ser degustadas. E não se acha cranberry fresca o ano todo. A época delas coincide com a das comemorações do Thanksgiving e Natal, que é quando elas aparecem para virar molhos e geléias. Eu fiz o meu cranberry sauce este ano, usando o método mais simples e, acredito, tradicional. É só cozinhar as frutinhas com áçúcar e laranja e voilá. O grande problema, pra mim, é sempre controlar as porções e diminuir as quantidades—simplesmente não consigo. Então lá estava eu com sobras de cranberry sauce na geladeira, quando cheguei em casa do trabalho pra almoçar e *PLIN* tive a idéia de fazer um sorvete. Misturei 1 xícara de creme de leite fresco. 1 xícara de cranberry sauce, 2 colheres de sopa de mel e 1 colher de sopa de licor Grand Marnier. Misturei tudo com um garfo e coloquei na sorveteira. Enquanto almocei a máquinha fez seu trabalho e no final eu comi a sobremesa e ainda fotografei. Nunca uma hora de almoço rendeu tanto!

torta de pera & damasco

Essa receita foi a única coisa que prestou da edição de novembro da revista Real Simple. Arranquei a página para poder colocá-la em prática e com isso tomei finalmente a decisão de não renovar a assinatura dessa revista. torta-pera-damasco_1S.jpgSou assinante há dez anos, tenho desde a número uno, mas cansei absurdamente do estilo dela e não quero mais. Para celebrar o encerramento dessa etapa da minha vida de leitora, fiz essa torta para o nosso jantar de Thanksgiving. Usei uns damascos secos sem dióxido de enxofre [sulphur dioxide] que são um pouco mais escuros do que os damascos convencionais. Por causa dessa minha naturebice, tive que me conformar com essa torta salpicada de pontos escuros. Mas foi só um problema estético, não houve comprometimento no sabor. A torta ficou ótima!

1/2 xícara [113gr] de manteiga sem sal em temperatura ambiente
1/2 xícara de amêndoas cruas
1/2 xícara, mais 1 colher de sopa de açúcar
1ovo grande
1/2 colher de chá de extrato puro de amêndoas
1 xícara de farinha de trigo
1/2 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de sal [kosher, se tiver]
2 peras [Bosc ou Bartlett] descascadas e cortadas em 4 ou 8 partes
1/2 xícara de damascos secos cortados a meio
1 colher de sopa de suco de limão
1/4 xícara de geléia de damasco

Pré-aqueça o forno em 350ºF/ 176ºC. Unte uma forma de fundo removível de 22 cm com manteiga.

Num processador de alimentos moa as amêndoas e 1/2 xícara de açúcar até ficar bem fininho. Adicione a manteiga, o ovo e o extrato de amêndoa e processe até ficar um creme. Adicione a farinha, o fermento e o sal e pulse até obter uma massa bem mole.

Espalhe a massa na forma untada usando uma espátula. Numa vasilha, misture as peras com os damascos secos, o suco de limão e a colher restante de açúcar. Coloque as peras na forma sobre a massa. Salpique os damascos entre as peras, pressionando levemente na massa.

Leve ao forno e asse por uns 50 minutos. Se as bordas começarem a ficar muito assadas, cubra com papel alumínio. Remova a torta do forno. Numa vasilha pequena misture a geléia de damasco com 1 colher de sopa de água. Misture bem para a geléia dissolver e afinar. Pincele a torta com essa mistura. Deixe esfriar completamente, desenforme e sirva.

sorbet de clementine

O frio e a chuva trazem algumas vantagens. Uma delas se chama citros. Fico enlouquecida com a quantidade e variedade de limões, laranjas e tangerinas. Vou comprando tudo que vejo pela frente. clementine-sorbet_1S.jpgA minha sorte é que todos esses citros são de produção local—e a de limão, a mais especial de todas, vem do meu quintal. Com tantos limões, laranjas e tangerinas já disponíveis nesta época do ano, é difícil não cair em tentação de fazer sobremesas refrescantes. Sorvete no frio? Por que não? Para fazer essa receita da chefe inglesa Skye Gyngell publicada no jornal The Independent, usei clementines docinhas e suculentas, produzidas na cidade vizinha, Winters. Ficou um sorbet muito delicado, só um pouco mais doce do que eu gostaria. Da próxima vez vou diminuir um pouquinho a quantidade de açúcar.

8 clementines [tangerinas]
100g de açúcar
200ml de creme de leite fresco
1/2 fava de baunilha cortada ao meio, sementes removidas
3 colheres de sopa de sherry [*usei amontillado]

Esprema as clementines e passe o suco por uma peneira. Reserve. Numa panela pequena coloque o creme de leite e o açúcar. Raspe as sementes da fava de baunilha e coloque tudo—fava e sementes na mistura de creme. Leve ao fogo e quando levantar fervura abaixe o fogo e cozinhe por 1 minuto. Remova do fogo, deixe esfriar completamente.

Quando creme estiver bem frio [eu coloquei no congelador pra agilizar], junte o suco das clementines e o sherry. Coloque na sorveteira e siga as instruções. Se não tiver sorveteira, coloque o liquido numa vasilha e ponha no congelador, misturando com um batedor de arame a cada 30 minutos, até o sorvete firmar.

french butter & red bartlett

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torta de marmelo

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Nem sei pra que assino tanta revista, se é nas que são distribuidas de graça na porta do supermercado onde acho as receitas mais interessantes. Neste caso foi mais uma vez a Delicious Living que trazia várias sobremesas, bolinhos e cookies usando farinhas diferentes. nectar de agave, tudo muito leve e saudável. A primeira receita que decidi fazer era uma torta de maçãs, mas eu resolvi usar marmelos, que estão lindos e onipresentes pelos mercados nesta época do ano. Quando coloquei o primeiro bocado dessa torta na boca me senti transportada para um passado remoto, quando almoçava em restaurantes macrôs e naturebas. Foi uma experiência até um pouco nostálgica. A torta não fica suntuosa, mas é extremamente saborosa. Com uma massa deveras simpática e um recheio sem complicações. para quem gosta de apreciar o sabor da fruta, sem misturas de cremes e outras firulas.

recheio
4 marmelos [ ou maçãs Granny Smith] descascados e cortados em fatias finas
1 colher de sopa de suco de limão
2 colheres de sopa de araruta [ou maizena]
1/4 xícara de nectar de agave [ou mel]
3/4 colheres de sopa de canela moída [*omiti]

massa de baunilha e pecan
3/4 xícara de pecans [*usei nozes]
5 tâmaras sem semente [* usei 1 caqui pequeno maduro]
1 fava de baunilha [ou 1 colher de chá de extrato de baunilha]
2/3 xícara de farinha de amêndoa [ou amêndoa moída fina]
1/8 colher de chá de sal
1 ovo

Pré-aqueça o forno em 400ºF/ 205ºC. Coloque as pecas [ou nozes] e as tâmaras [ou a polpa do caqui] no processador e pulse até moer tudo bem. Corte a fava de baunilha ao meio com a ponta de uma faca e remova as sementes. Coloque as sementes no processador [e guarde as favas no açúcar] e pulse novamente. Junte a farinha de amêndoa, o ovo e o sal. Continue pulsando até formar uma massa mais ou menos firme. Unte uma forma de aro removível de 9-inch/ 22 cm com manteiga. Espalhe a massa na forma com os dedos, alisando bem. Espete a base com o garfo e leve para assar por 10-12 minutos ou até a massa ficar ligeiramente dourada. Remova do forno e deixe esfriar.

Abaixe a temperatura do forno para 350ºF/ 176ºC. Numa vasilha grande misture bem as fatias de marmelo [ou maçãs] com o suco de limão, a araruta, o agave e a canela [*eu omiti]. Espalhe as fatias por cima da massa pré-assada. Se juntou sucos na vasilha, despeje sobre a torta. Cobra com papel alumínio e leve ao forno por 50 minutos, até a fruta estar bem cozida. Deixe esfriar antes de servir.

gelatina de uva branca
[com uva negra assada]

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Minha preguiça de cozinhar só não tem sido maior do que a minha preguiça de escrever. Tenho certeza absoluta de que estou precisando de férias, daquelas pra não se fazer absolutamente nada, apenas comer, se divertir e dormir. A situação está tão crítica que outro dia abri uma correspondência do TripleA e deixei o booklet que eles me mandaram dobrado na página dos cruzeiros pelo Alaska. Minha vontade era pegar um navio e ficar pelo menos uma semana longe de tudo. Mas tem que ser navio, avião não vale!

Como um cruzeiro pelo Alaska está fora de cogitação neste exato momento, separo este tempinho para contar que umas semanas [meses?] atrás me deparei com umas uvas negras muito interessantes no Farmers Market. Chamadas de black maroo grapes elas são bem doces, bem escuras e tem um sumo que mancha os dedos. No dia que comprei as uvas, preparei uma receita inventada de halibut frito na manteiga queimada com molho de uva negra. Foi só queimar a manteiga, fritar o peixe, bater as uvas no liquidificador, coar, juntar à manteiga na frigideira e deixar reduzir. No final acrescentar um punhadinho das próprias uvas cortadas ao meio. Ficou realmente uma delicia e não teve sobras.

Mas o que sobrou das uvas frescas, infelizmente, encalhou. Daí que resolvi assar as frutas, pra dar um toque diferente e assim não deixar elas serem desperdiçadas. Você pode assar no forno, mas eu fiz na churrasqueira, as uvas embrulhadas numa folha de papel alumínio bem grosso e salpicadas com um pouquinho de brandy. Essas uvas assadas renderam. Acompanharam uma panna cotta básica de baunilha e depois essa gelatina de uva.

As uvas brancas vieram na cesta orgânica e estavam arriscadas a virar uva passa quando me deu um cinco minutos. Vou confessar que não sou, nunca fui lá muito fã das uvas. Para fazer a gelatina, bati as uvas brancas no liquidificador com quase nada de água, coei e medi duas xícaras. Como faltou um pouquinho de suco pra completar duas xícaras, completei com um pouco de leite [por isso essa aparência cremosa]. Uma xícara foi pra panela com um pouco de mel para adoçar e 1 colher de sopa de agar-agar. Deixei ferver, desliguei o fogo, juntei a outra xícara de suco de uva e coloquei em forminhas de gelo molhadas. O agar-agar solidifica rapidíssimo, entao em meia hora você poderá ter uma sobremesa. Servi com as uvas negras assadas. Ao invés de virarem passas, as uvas, brancas e negras estrelaram num prato salgado e em duas sobremesas. High five!

[na chegada do outono]

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"Estreamos a quarta-feira de estação nova. Grama plantada fresca no playground e chão forrado de folhas amarelas. Alguém me disse olhando pras arvores e abraçando meus ombros:

—Que coisa mais bonita essa natureza...

A rotina não muda, mas a paisagem encanta os olhos. Outono é realmente minha estação favorita! Ontem cortei umas abóboras em guirlanda, que as crianças adoram colorir. E fiz tinta laranja pra pintura. E massinha de modelar cor de abobora com purpurina brilhosa. Girei um fantasminha feito improvisadamente com um filtro de café preso numa cordinha... BOOOOO....BOOOOO..... As crianças correram pela sala às gargalhadas!

Um ventinho sopra e vem uma chuva de folhinhas douradas. Uma criança sai gritando:

—o inverno está chegando! o inverno está chegando!

Vamos com calma!, vamos com calma, que por enquanto ainda estou curtindo o comecinho do outono."

granita de melão

Acho que somos californianos extremamente mimados e estragados pela variedade e qualidade dos nossos produtos sazonais. Por isso viramos o nariz quando abrimos um melão que não estava absolutamente PERFEITO. Pra muitos, esse melão estaria ótimo, granita-melao_2S.jpgmas ele não passou pelo nosso controle de qualidade. Não estava ruim, não estava sem gosto, não estava verde, nem podre, estava apenas mediano.

O que fazer com um melão mediano que foi desprezado pelos comensais esnobes?

Lembrei de uma granita de melancia que pedi de sobremesa na modernosa pizzaria Masullo, nossa favorita em Sacramento. Granita é um negócio fácil à beça de fazer. Eu diria que ela é uma versão mais sofisticada e mais saudável da nossa velha conhecida raspadinha. E pode ser feita com qualquer tipo de liquido—suco de fruta, leite, café, chocolate, eteceterá.

Então fiz uma granita com o melão encalhado. Não anotei medidas. O melão era grande, descasquei, removi as sementes e piquei em quadradinhos. Bati tudo no liquidificador com o suco espremido de um limão e um pouquinho de nectar de agave. Não precisa usar sorveteira. É só colocar tudo numa vasilha de vidro e levar ao congelador. Quando estiver congelado, raspe a superfície com um garfo ou uma colher e vá colocando em copos ou taças. Sirva imediatamente.

frozen yogurt de figo

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Quando comprei as três primeiras cestinhas de figos na primeira banquinha no Farmers Market em que parei, a vendedora foi rapidamente me avisando—esses são os últimos da temporada, viu? Foi o que bastou pra me colocar um frenesi quase histérico. Fui passando pelas banquinhas e abocanhando todas as frutinhas que pudesse carregar. Foi assim que acabei com uma quantidade absurda de figos na minha geladeira. Tenho comido muitos deles frescos, levo pra comer no trabalho. Também assei alguns, morninhos pra acompanhar sorvete, ou enrolados em fatias finas de prosciutto e salpicados de sementes de erva doce. Mas neste dia usei um montão pra fazer um frogurt. Ficou absolutamente delicioso! Essa receita é pra minha amiguinha Sueli [♥].

300gr de figos frescos maduros
1 xícara de iogurte natural integral
1/2 xícara de creme de leite fresco
Acúcar demerara baunilhado a gosto*
[se não tiver, use outro açúcar ou mesmo mel]
1 colher de chá de vodka

Bata tudo no liquidificador. A vodka por último. Coloque na sorveteira, depois de 20 minutos, guarde no congelador. Voalá!

*faço meu açúcar baunilhado [e de outros sabores] em casa, colocando favas usadas e secas no pote de açúcar.

pão de ló de morango

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Minha mãe me escreveu pra contar de algumas coisas e aproveitou pra dizer—fiz sua receita de pão de ló de morango e ficou uma delicia! MINHA receita? Fiquei muito intrigada. Ela esclareceu que essa era uma receita do tempo em que eu morei em Piracicaba, nos anos 80, antes do exílio. Estou até agora matutando sobre essa história. Pensei, pensei, pensei, interroguei o Uriel, ele não lembra de nada, nem eu. Fiz a receita e enquanto comia, volta e meia me sentia quase lembrando de quando eu fazia esse bolo, tantos anos atrás. Não posso negar que a receita tem a minha cara. É fácil de fazer, leva poucos ingredientes, leva fruta e tem esse esquema de cortar o bolo, fazer uma espécie de trifle, que é realmente uma coisa bem prática. E funciona como sobremesa para um almoço festivo, um jantar comemorativo. Minha mãe disse que a receita também levava leite condensado, que ela eliminou. Realmente não consigo imaginar onde esse ingrediente entraria sem arruinar tudo. E ela também diminuiu o açúcar, o que eu também fiz. Minha idéia era fazer mini-bolinhos, que ficaram bem interessantes. Mas como sobrou massa, assei o restante numa outra forma maior e fiz também a idéia original, cortando o bolo em quadrados. Ficou muito bom. Bati o creme de leite com um fio de mel de abelha. E os morangos, super madurinhos, eram orgânicos.

5 ovos [claras e gemas separadas]
2 xícaras de açúcar [*diminuí para 1 xícara]
2 xicaras de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
1 xícara de leite fervendo.

Untar a forma com manteiga e enfarinhar. Pré-aqueçer o forno em 365ºF/ 185ºC. Bater as clara em neve. Misturar às claras, sem bater, as gemas, o açúcar e a farinha. Juntar o leite fervendo e por último o fermento em pó, incorporando bem com uma colher de pau ou espátula. Assar por uns 20 minutos ou até o bolo ficar bem dourado e cozido por dentro. Corte o bolo em quatro partes—ao meio e depois cada parte em duas. Regue o bolo com suco natural de laranja, salpique com morangos picados e creme de leite fresco batido em chantily. Faça camadas intercaladas com as fatias de bolo. Cubra com mais morangos picadinhos e chantily.

pão com nutella, mascarpone e morango fresco

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A idéia saiu deste blog e eu fiz apenas uma pequena modificação. Ao invés de usar a notável Nutella, investi numa versão mais natureba e mais local, com a deliciosa manteiga de chocolate e avelã da Justin's—uma companhia do Colorado. Use um pão bem rústico, tipo italiano. O meu tinha nozes na massa. Os morangos bem doces e maduros, de preferência orgânico. E se não conseguir de jeito nenhum achar mascarpone, vá lá e substitua pelo cream cheese.

Fatias de pão rústico
Nutella ou manteiga de avelã
Mascarpone
Morangos orgânicos lavados e fatiados
Manteiga [opcional]

Corte o pão em fatias, passe manteiga se quiser [eu não quis] e toste ligeiramente numa frigideira ou grelha. Cubra cada fatia com uma camada de Nutella, outra de mascarpone e por cima espalhe as fatias de morango. Sirva imediatamente.

melões-zitos

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Ainda estamos na onda dos melões e eles aparecem em inúmeras variedades, cores e tamanhos. Comprei esses bem pequenos, porque estavam tão perfumados. E quando abrimos não nos decepcionamos. De polpa branca e muito doce, comemos os melõezitos al naturel de colheradas, mas eu poderia ter feito um frogurt como este ou uma salada de frutas, inspirada nesta de outros verões e carnavais.

torta de figo
[com creme inglês]

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Começou a segunda rodada dos figos, pra matar todas as minhas vontades, porque a primeira durou uma semana e não deu pra nada. Exagerei na compra das frutas, nem preciso dizer. Me empanturrei de figos frescos e comecei a procurar algo diferente pra fazer com os outros, porque um figo estragado é uma punhalada no meu coração. Eu ando completamente sem idéias, meio paradona [alguém percebeu algo?], fazendo sempre as mesmas receitas repetecos e pra chegar nessa torta de figos folheei muitos livros. Resolvi montar a torta com uma massa diferente que tirei do livro da Rose Bakery— Breakfast Lunch Tea. Ela é bem fácil de fazer e de abrir e segundo a autora, é uma massa doce diferente, pois gosta de ser sovada! No mesmo livro tirei o creme inglês, que achei que faria uma deliciosa caminha para os figos. E fez mesmo! E os figos eram orgânicos, só isso.

tortafigo-creme_4S.jpgmassa doce para torta
faz duas tortas de 28 cm
500 gr [3 1/2 xícaras] de farinha de trigo
120 gr [2/3 xícara] de açúcar
320 gr [1 1/2 xícaras] de manteiga sem sal 10 minutos fora da geladeira
1 pitada de sal
1 ovo inteiro
2 gemas de ovos
1 colher de chá de extrato de baunilha

Pode usar um processador ou fazer na mão. Eu fiz na mão. Coloque a farinha, o açúcar, o sal e a manteiga e misture bem usando os dedos para incorporar a manteiga a farinha. No processador apenas pulse todos os ingredientes até formar uma farofa grossa e coloque a massa numa vasillha. Se fizer a mão apenas faça um buraco no meio da massa e coloque o ovo, as gemas e o extrato de baunilha no meio. Misture com um garfo e depois trabalhe com as mãos até a massa formar uma bola. Numa superfície enfarinhada trabalhe a massa, sovando por uns minutos.

Corte a massa ao meio, se estiver calor coloque na geladeira por uns minutos, senão abra cada parte numa superfície enfarinhada com o rolo. Coloque a massa na forma. Abra a segunda massa, que poderá ser congelada na forma. Deixe a massa gelar por 30 minutos antes de levar ao forno pré-aquecido em 350ºF/ 180ºC por uns 20 minutos, até ela ficar levemente dourada. Remova do forno, deixe esfriar e coloque o recheio.

crème anglaise—creme inglês
250 gr [1 xícara] de creme de leite fresco
1/2 fava de baunilha cortada no comprimento e as sementes raspadas
4 gemas de ovos
50 gr [1/4 xícara] de acúcar

Coloque o creme e a baunilha—fava e raspas, numa panela e leve ao fogo até quase ferver. Remova do fogo. Numa vasilha bata as gemas com o açúcar. Junte um pouco do creme quente na mistura de ovo e bata bem. Jogue a mistura de ovo no resto do creme e volte ao fogo baixo mexendo sempre com uma colher de pau ou batedor de arame até o creme engrossar levemente. Mais ou menos uns 5 minutos. Remova do fogo, deixe esfriar e recheie a torta.

Cubra o creme com fatias de figo fresco, leve ao forno pré-aquecido em 365ºF/ 185ºC até a massa ficar bem dourada, o creme firme e a fruta cozida.

maçã gala

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São apenas maçãs gala, alguém dirá. Mas não são qualquer maçãs gala, explicarei. Essas são especiais pois chegaram fresquinhas no Co-op direto de uma fazenda aqui pertinho, na cidade de Winters. Pra mim, maçã nunca cheirou nem fedeu. Essa sempre foi uma fruta que nunca me seduziu. Boa pra entrar em receitas, mas pra comer pura, era a última opção, logo depois da pêra. Mas isso começou a mudar quando comecei a provar as maçãs locais, dos pomares da minha região ou vindas do estado de Washington. Que diferença! Primeiro comecei a perceber as inúmeras variedades de maçãs produzidas por aqui. Prova uma, prova outra, prova mais algumas e pronto, fiquei totalmente encantada com essa fruta que era antes para mim um total patinho feio. Produtos da estação e locais—não canso de bater nessas teclas, porque quando as pessoas começarem a perceber a diferença que esses detalhes fazem, tudo vai mudar—e pra melhor. Já nem menciono minha preferência absoluta pelos orgânicos, porque é chover no molhado. Não tem o que discutir, né? Orgânico é a melhor opção, especialmente se o produto estiver na lista dos mais contaminados por agrotóxicos, como é o caso da maçã aqui nos EUA. Então as maçãs que eu consumo são orgânicas, compradas somente na estação e produzidas o mais próximo possível de onde eu vivo.

O que aconteceu é que passei a consumir maçãs diariamente. Durante o outono e inverno me deliciei com diversas variedades, até perceber no final do inverno que as maçãs à venda no Co-op tinham plaquinhas mostrando que elas vinham da Argentina e Chile. Parei! Comer uma fruta que cruzou um continente? Que vai ter gosto de isopor? Essa não é minha praia.

E nem precisei choramingar, pois logo foram chegando as frutas de verão, cornucópia maravilhosa que me deixa completamente enlouquecida por alguns meses no ano.

Mas noutro dia cheguei no Co-op e logo vi um engradado enorme cheio de maças com a plaquinha indicando que eram locais, da cidade de Winters e o nome da fazenda. A primeira colheita de maças do ano—early harvest! Me inclinei para olhar e cheirar e essas eram as maçãs mais delicadas, perfumadas e frescas. Algumas frutas eram bem pequenas, outras ainda tinham as folhinhas penduradas no caule, tão lindas, me deixaram salitante de felicidade! Comprei um bocado, que arrumei num prato e coloquei sobre mesa de centro da sala. Assim elas decoram e perfumam o ambiente e vamos comendo conforme a vontade. Uns colocam caixas de chocolate na mesinha da sala, eu coloco um prato com maças. Como o Obama faz no seu escritório no oval office da Casa Branca. Juro que não roubei a idéia, foi apenas uma coincidência. *pisc!

pêssego com frangipane

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Frangipane é aquela massinha de amêndoa boa para forrar tortas de frutas, como eu fiz nesta de morangos & blueberries. Mas ela também fica boa como recheio de frutas, para serem assadas. Fiz com pêssegos, que foram descaroçados e receberam uma colher de sopa de frangipane em cada metade. Foram ao forno pré-aquecido em 365ºF/ 185ºC até ficarem cozidos e a massa levemento dourada. Sirva morno ou frio, acompanhado de sorvete se quiser.

frangipane
1/2 xícara de amêndoa moída ou farinha de amêndoa
1/4 xícara de açúcar
1 ovo
3 colheres de sopa de manteiga amolecida
3/4 colher de chá de extrato de baunilha
1 colher de sopa de farinha de trigo
Coloque todos os ingredientes num processador [ou mini-processador] e misture tudo até formar uma pasta cremosa. Use em seguida ou guarde na geladeira em recipiente de vidro com tampa. Antes de usar remova da geladeira e deixe ficar em temperatura ambiente.

melão com molho de iogurte e hortelã

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Outro livro lindo da Phaidon—Recipes from an Italian Summer—que me encantou, como todos os livros dessa editora, pela qualidade da encadernação, impressão e das fotos tão lindas e simples, que deixam você com a certeza de que poderá fazer facilmente aquelas receitas. Neste livro, a sensação de familiaridade é onipresente. Pra mim, talvez, por causa da forte influencia das tradições italianas na minha vida. Ou também porque o livro evoca uma atmosfera de refeições em família—festejos, almoços de finais de semana, picnics. E ele traz apenas receitas de verão, com ingredientes disponíveis nesta estação. O livro caiu nas minhas mãos na hora exata e serviu como uma luva. As sobremesas principalmente, a maioria usando frutas frescas, todas elas presentes neste momento na minha cozinha. Não sabia exatamente por onde começar, então comecei pela fruta que estava mais madura e esperando para ser usada. No verão os melões abundam por aqui. Aparecem em muitas variedades, cascas, cores e perfumes. Final de julho, inicio de agosto começo a recebê-los toda semana na cesta orgânica. Mas também compro alguns extras, todos locais e orgânicos, quando vejo algo diferente ou quando preciso de mais. Deixo o melão descansando por uns dias na fruteira e me encanto com a maneira delicada e adocicada com que eles perfumam o ambiente da minha cozinha.

Essa receita não tem absolutamente nada de especial nem de complicado. O importante é que o melão esteja bem maduro e doce e o iogurte e o mel sejam da melhor qualidade. Pode ser sobremesa ou café da manhã ou um lanchinho para ser servido a qualquer hora. Simples e requintado, justamente como eu gosto!

Corte o melão ao meio, remova as sementes e remova bolas da polpa com uma colher apropriada pra isso. Ou corte em cubinhos. Misture iogurte integral com mel a gosto e tempere com folhinhas de hortelã fresco picado. Leve o melão cortado e o iogurte temperado à geladeira e na hora de servir coloque as bolinhas de melão em potinhos individuais e junte uma porção do iogurte. Sirva.

cheesecake congelado
de morango

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Cruzei com essa receita várias vezes durante um periodo de algumas semanas. Sempre me interesso pelas novidades, pelas idéias diferentes e a desse cheesecake congelado simplesmente foi para o trono. Já tinha as tâmaras compradas fresquinhas no Farmers Market e fui logo comprando todos os ingredientes que eu não tinha, como o mascarpone e o iogurte grego. Daí alguma coisa aconteceu que me preveniu de preparar a receita. O mascarpone foi gasto em camadas espalhadas em fatias de pão, o iogurte virou molho de salada e sorvete, depois o Uriel viajou, logo em seguida eu viajei também e ficou tudo por isso mesmo. Voltei a cruzar novamente com a receita, que copiei mais uma vez, naquela incerteza nebulosa de que já tinha feito planos com aqueles ingredientes. Comprei mais marcarpone, mais iogurte e um saco de amêndoas frescas. Decidi usar uns morangos orgânicos congelados, que comprei enlouquecidamente de um fazendeiro no Farmers Market e tinha guardado em sacos no freezer. Num dos dias e que fiquei de molho em casa me recuperando da gripe, fugi da cama e coloquei a sobremesa em prática. No jantar daquela noite tivemos dois convidados adolescentes para quem servi fatias do cheesecake. Levei até um susto quando na primeira garfada um dos guris exclamou quase gritando—NOSSA, QUE DELÍCIA!

Esse cheeesecake sem açúcar, sem farinha e que não precisa assar, fica assim mesmo delicioso, ao ponto da gente exclamar frases de elogios entusiasmados. Meu marido, que afirmou não gostar de tâmaras, mas ter gostado imensamente do resultado dessa receita, expressou seu entusiasmo de outra maneira. Naquele seu jeito romântico bem peculiar, ele escreveu o meu nome com a ponta da faca na superfície do cheesecake, na frente dos nossos convidados e antes mesmo de eu poder fotografar a sobremesa para o blog!

frozen pink cheesecake
massa:
300 gr [2 xícaras] de amêndoas
10 ou 12 tâmaras frescas descaroçadas
2 colheres de sopa de óleo de coco
Uma pitada de sal

recheio:
2 xícaras de morangos e framboesas, frescos ou congelados
[*usei apenas morangos orgânicos congelados]
Suco de 1/2 limão
1/2 xícara de mel
1 xícara de queijo mascarpone
1 xícara de queijo quark ou curd
[*pode substituir por iogurte grego integral]

No processador, moa as amêndoas por uns minutos. Adicione as tâmaras, o óleo de coco e sal e pulse até formar uma massa bem rústica. Coloque essa massa numa forma de fundo removível de 20 cm / 8 inch. Coloque na geladeira, enquanto faz o recheio.

Bata as frutas com o suco de limão e o mel. Pode ser no liquidificador ou no processador. Junte o mascarpone e o quark [ou o iogurte, que foi o que eu usei]. Coloque essa mistura na forma forrada com a massa e leve ao congelador por pelo menos 2 horas. Remova do congelador e deixe amolecer um pouquinho antes de servir. Se quiser pode decorar o cheesecake com flores comestíveis e frutas. Eu não decorei.

frutas com buttermilk e mel

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A Martha S. pode ser a maior malandra, ninguém questiona esse detalhe, mas ela é também a maior centralizadora e divulgadora de boas idéias. Como esta, de uma receita refrescante e vigorosa usando as frutas da estação, que podem variar conforme a demanda. Na versão publicada na MSL, foram usados morangos, blueberries e blackberries. Eu usei morangos, blueberries e framboesas. Use o que você tiver em mãos. É uma boa idéia para incrementar um lanche da noite num domingo de verão ou para sofisticar qualquer café da manhã ou brunch.

serve de 4 a 6 porções
2 xícaras de buttermilk gelado
1 xícara de cubos de gelo
1/3 xícara de mel
3 xícaras de frutas misturadas
1/2 xícara de folhas de hortelã fresco
Bata o buttermilk, cubos de gelo e mel no liquidificador até ficar um liquido espumoso. Divida as frutas em vasilhas individuais, despeje o buttermilk batido e decore com as folhas de hortelã. Sirva imediatamente.

m-o-o-r-a-a-n-g-o-o-s

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quem resiste?

parfait de pêssego com creme de mascarpone

Outra sobremesa preparada com fruta fresca da estação, super prática pra se fazer numa pessego-italiano_1S.jpgpiscada e finalizar o jantar, mesmo num dia se semana corrido. E ela ainda tem o adendo de levar uma dose de booze, detalhe que na minha opinião deixa tudo muito mais interessante. Achei a receita no website do Foster's Market. Ficou super refrescante e realmente sofisticado. Um dos meninos hospedado aqui em casa experimentou, no inicio meio desconfiado, e simplesmente pirou o cabeção. Conseguir impressionar adolescente com um doce assim tão simples, é um feito para ser adicionado no currículo de vida, né?

faz duas porções
2 pêssegos orgânicos bem maduros
2 colheres de sopa de vin santo ou outro vinho doce de sobremesa
1/2 xícara de creme de leite fresco
1/2 xícara de queijo mascarpone
1/4 xícara de açúcar

Numa vasillha coloque os pêssegos descaroçados e sem pele, cortados em cubinhos e regue com o vin santo ou outro vinho doce da sua preferência. Deixe marinar. Enquanto isso, bata o creme de leite na batedeira até formar picos. Junte o queijo mascarpone e o açúcar e bata até misturar bem. Monte o parfait colocando uma camada de pêssegos, outra de creme, outra de pêssego, outra de creme. A última camada deve ser de creme. Salpique com biscoito de amareto ou de gengibre moído. Eu usei um biscoitinho japonês de chocolate. Se não servir imediatamente, coloque na geladeira.

picolé de damasco & gengibre

Estou virando uma pushover, sempre tentando convencer todos que vejo pela frente a consumir as sobremesas que preparo. No momento, picole-damasco_1S.jpgme concentro na divulgação dos meus picolés. Qualquer um que apareça na minha cozinha escuta a mesma lenga-lenga—quer provar um picolé? pega ai um picolé! experimenta meu picolé. que tal um picolé? picolés são ótimos para dar uma refrescada no calor. picolé everybody? picolé anyone?

Desovei esses picolés nos meus hóspedes, que aguentaram o ardor do gengibre até certo ponto. Eu avisei antecipadamente que adoro gengibre e portanto peso um pouco a mão. A mistura doce picante agradou mais ao Uriel e ao Gabriel. Eu já tinha feito essa experiência com o damasco e o gengibre antes. Desta vez fiz no palito e ficou simply outstanding!

1 xícara de creme de leite fresco
1 xícara de iogurte integral
1 xícara de damascos frescos descaroçados
1 colher de sopa [ou mais se quiser ousar] de gengibre fresco ralado
[*use o microplane pra ralar o gengibre, se você tiver um]
Mel a gosto pra adoçar
1 colher de chá de licor [*usei o Grand Marnier]

Bater todos os ingredientes no liquidificador e colocar nas forminhas ou copinhos. Se for usar copinhos, cubra cada um com um pedaço de filme plástico bem esticado, daí coloque os palitos, furando o plástico. Assim eles congelam retinhos.

torta de morango & blueberry

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Para o Fourth of July comprei morangos e blueberries que usei para fazer uns picolés patrióticos—vermelho e azul, misturados com creme de leite e iogurte [infelizmente sem fotos]. Com as sobras das frutas fiz uma torta, que servi no almoço do dia seguinte. Tirei a receita da massa do livro Seasonal Fruit Desserts da Deborah Madison. Já tinha preparado essa mesma massa para fazer uma torta de cerejas que também levou uma camada de frangipane na base. A combinação de frutas e o creme de amêndoas é realmente fenomenal. Essa versão com morangos e blueberries ganhou nota dez.

massa [tart dough]
faz uma torta de 22cm/ 9inch
1 xícara de farinha de trigo
[ou 3/4 xícara de farinha branca e 1/4 xícara de farinha integral]
1 colher de sopa de açúcar mascavo orgânico [escuro ou claro—usei o escuro]
1/4 colher de chá de sal
1 colher de sopa de casca ralada de limão, laranja ou tangerina
1 tablete/ 113 gr de manteiga sem sal gelada cortada em cubos
1 colher de sopa de água gelada misturada com 1/2 colher de chá de extrato de baunilha [ou 1/4 colher de chá de extrato de amêndoa]

Coloque a farinha, açúcar, sal e raspas da casca da fruta escolhida [*usei limão] no processador. Pulse. Adicione a manteiga em cubinhos e vá pulsando até obter uma farofa grossa. Adicione a água misturada com a baunilha [ou amêndoa] e pulse até obter uma massa.

Remova a massa do processador e embrulhe numa folha de filme plástico formando um disco e leve à geladeira por 30 minutos.

Essa massa pode ser colocada na forma pressionando pedaços dela com dos dedos. Ou pode-se abrir com o rolo, tendo o cuidado de enfarinhar bem a superfície e o topo da massa. Como decidi fazer uma torta tipo galette, abri a massa sobre uma folha de papel vegetal e coloquei sobre a assadeira.

Sobre a massa aberta espalhe uma receita de frangipane e depois cubra com as frutas. Salpique as frutas com açúcar [*usei o demerara]. Dobre as bordas sobre o recheio, pincele as bordas com creme de leite e salpique com mais açúcar. Leve ao forno pré-aquecido em 375ºF/ 190ºC e asse até as bordas da torta ficarem bem douradas e o recheio borbulhar dos lados. Remova a torta do forno e deixe esfriar. Sirva morna ou fria, com sorvete, chantily ou apenas creme de leite fresco, que foi como nós fizemos.

frangipane
1/2 xícara de amêndoa moída ou farinha de amêndoa
1/4 xícara de açúcar
1 ovo
3 colheres de sopa de manteiga amolecida
3/4 colher de chá de extrato de baunilha
1 colher de sopa de farinha de trigo
Coloque todos os ingredientes num processador [ou mini-processador] e misture tudo até formar uma pasta cremosa. Use em seguida ou guarde na geladeira em recipiente de vidro com tampa. Antes de usar remova da geladeira e deixe ficar em temperatura ambiente. Essa receita é o suficiente para forrar a base de uma torta grande.

figo assado com pastis e mel

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A visão dos primeiros figos da estação no Farmers Market me fez perder o prumo. Não tenho pudores com relação à essa fruta e compro sempre mais do que consigo carregar ou comer. É vergonhoso! Comprei um montão de figos super roxos e super maduros, fiquei ocupada e distraída com um almoço para umas visitantes e no dia seguinte eles estavam no limite—ou cozinhava ou perdia. Procurei receitas de torta de figo, bolo de figo, sorvete de figo, entrei em parafuso, Descartei qualquer coisa que precisasse de muito tempo no forno por causa do bafão. Quando abri o The Perfect Scoop do David Lebovitz e procurei no index por figo, ficou tudo resolvido e decidido. A palavra Pernod, somada à palavra figo formou a frase perfeita. Fiz os figos assados numa piscada. Usei Pastis no lugar do Pernod. Fiz no forno, mas poderia ter feito na churrasqueira embrulhando as frutas em papel alumínio.

Figos maduros lavados e cortados ao meio
Pernod, Pastis ou qualquer outra bebida à base de anis
Mel

Coloque os figos num refratário, regue com a bebida e com um fio de mel. Cubra com papel alumínio e leve ao forno pré-aquecido em 375ºF/ 190ºC por 20 minutos. Remova e sirva, morno acompanhado de sorvete ou bolo. Guarde numa vasilha de vidro com tampa e coloque na geladeira. Sirva frio com um pingo de creme de leite fresco, que foi o que nós fizemos.

gelatina de vinho com frutas

gelatina_vinho_1S.jpgNesta época não tem jeito, tudo gira em torno das frutas por aqui. E eu adoro! Por isso estou com o novo livro da Deborah Madison, Seasonal Fruit Desserts pra lá e pra cá, abrindo e fechando, marcando páginas e sofrendo com ansiedade por não poder por todas as receitas em prática de uma só vez. Aos pouquinhos, vou testando. E essa com gelatina já brilhou no palco iluminado, exatamente como deveria. Ela recomenda um vinho doce ou espumante. Eu usei um Sauvignon Blanc e achei que ficou perfeito. As frutas ficam a critério de cada um. Eu usei cerejas rainier, pêssegos e blueberries. A autora avisa que por causa do alcool essa gelatina demora mais para solidificar e é isso mesmo. Planeje fazer de um dia para o outro. E lembre-se que essa sobremesa é só para maiores de 18 anos—ou de 21, dependendo do país onde você estiver! [Pisc!]

1 pacotinho [8 gr ou 1 e 1/8 de colher de sopa] de gelatina em pó sem sabor
1/3 xícara de açúcar orgânico
1/2 xícara de vinho [ou água, eu usei vinho]
1 1/2 xícara de vinho
2 colheres de sopa de suco de limão
1 1/2 xícara de frutas frescas cortadas em pedaços pequenos [ se quiser salpique com um pouquinho de açúcar e pingue suco de limão]

Numa vasilha pequena coloque 1/4 xícara de água ou vinho [usei vinho] e polvilhe a gelatina por cima. Reserve.

Numa panela misture 1/2 xícara de vinho com o açúcar e leve ao fogo, mexendo bem com um batedor de arame até o açúcar dissolver completamente. Remova do fogo e junte a mistura de gelatina. Mexa bem e adicione o resto do vinho e o suco de limão. Coloque num refratário molhado e leve à geladeira até a gelatina ficar firme—pelo menos umas 6 horas. Corte a gelatina em cubos com uma faca, coloque em copos ou taças alternando com a fruta picada. Sirva imediatamente.

já é oficialmente verão

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chegaram os picolés!

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Nos últimos dois verões estive olhando casualmente pelas lojas, procurando um molde legal para fazer picolés. Nunca vi nada exatamente do jeito que eu queria, pois tudo é meio focado para fazer sorvetes pra criançada. Até que chegou o último número da revista da Heleninha—Martha Stewart Living, onde ela matou a cobra e mostrou o pau. Deu idéias de picolés ultra-bacanas e ainda indicou o endereço online de onde comprar o molde. Corri lá e comprei os meus moldes , exatamente como eu queria. E agora vamos ao que interessa!

Já fiz duas receitas, na primeira vez coloquei os pauzinhos muito fundo, ficou difícil de segurar, mas mesmo assim os primeiríssimos picolés foram inteiramente devorados e receberam ovação em pé com dois polegares em sinal de positivo do crítico da casa. Bati no liquidificador iogurte orgânico natural, cerejas orgânicas inteiras descaroçadas, um pouquinho de concentrado de maracujá e mel. Coloca nas forminhas, cobre com a tampa que ajuda os palitos a ficarem retinhos e coloca no congelador por algumas horas. Pra desenformar é só deixar uns minutinhos em água corrente.

A segunda leva de picolés foi mais ou menos a réplica daquele pudim [haaalp, tô obcecada!!]. Misturei morangos orgânicos picadinhos, iogurte orgânico natural, água de rosas e mel. Embora o crítico tenha preferido a primeira receita, com cerejas, eu adorei essa versão com os morangos pedaçudos. Agora que tenho meus moldes, aguardem um desembestamento de picolés por aqui.

cobbler de pêssego & gengibre

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Continuando a saga dos pêssegos, outros tantos viraram um cobbler. Usei duas receitas diferentes—pro recheio esta do blog The Kitchn e para a massa uma de shortcake tirada do livro Everyday Greens da Annie Somerville. Sobrou massa e eu fiz shortcakes extras, que comemos com geléia. Essa mistura de pêssego com gengibre ficou algo especial—vai pra categoria de O Fino da Bossa!

recheio
6 pêssegos orgânicos despelados e cortados em cubos
3 colheres de sopa de suco de limão
3 colheres de sopa de açúcar
1 pitada de sal
1/2 colher de chá de gengibre fresco ralado [*use o microplane fino, se tiver]
2 colheres de sopa de polvilho doce [tapioca flour]
2 colheres de sopa de creme de leite fresco
Misture todos os ingredientes, deixe descansar uns minutos [enquanto prepara a massa], e coloque numa forma funda de torta.

shortcake
2 xícaras de farinha de trigo
1/4 xícara de açúcar
1 colher de sopa de fermento em pó
1/2 colher de chá de sal
1/2 xícara de pecans tostadas e moídas [*usei farinha de amêndoas]
6 colheres de sopa de manteiga sem sal gelada cortada em cubos
1 xícara de creme de leite fresco gelado

Na batedeira, misture a farinha, o açúcar, o fermento, o sal e as pecans [*usei amêndoas] e misture usando a pá. Junte a manteiga e vá misturando com a pá até ficar uma farofa [você pode fazer isso usando um garfo de massa—pastry blender]. Desligue a batedeira e com uma espátula junte o creme de leite delicadamente, incoporporando sem trabalhar muito a massa. Embrulhe a massa em plástico formando um disco e leve à geladeira por 15/20 minutos. Abra a massa numa superficie enfarinhada com uma espessura de uns 2 cm e corte em rodelas com um cortador de biscoitos ou boca de uma xícara. Cubra o recheio com as rodelas, pincele com uma mistura de 1 gema e 1 colher de sopa de água e salpique com açúcar. Se sobrar massa, corte mais rodelas e faça uns biscoitos extras. Leve ao forno pré-aquecido em 375ºF/ 190ºC até a massa ficar dourada e o recheio borbulhar dos lados. Remova o cobbler do forno, deixe esfriar e sirva.

pudim de creme & pêssegos

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Chegou a hora do pêssego. Como sempre exagerei na aquisição da frutinha. Comprei uma tonelada dos amarelos, que eu gosto muito mais do que dos brancos. Daí desembestei a fazer receitas, porque muitos deles já estavam bem maduros. Um conselho meu quando for fazer qualquer coisa com frutas—sempre separe uma parte extra para ir comendo enquanto prepara a receita!

Com parte dos pêssegos resolvi replicar aquele sensacional pudim de morangos e substituir a água de rosas pela água de flor de laranjeira. Esse aroma casa muito bem com os pêssegos—como já foi previamente testado nesta receita maravilhosa. O resultado da empreitada virou um blockbuster, sucesso absoluto de público e crítica.

*lembrete importante: pêssegos [como morangos] precisam ser orgânicos, pois esta fruta lidera a lista das mais contaminadas por agrotóxicos.

1 xícara de pêssegos orgânicos picadinhos
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de sopa de água de flor de laranjeira
[orange blossom water]
Retire a pele e pique os pêssegos, misture com o açúcar e a água de flor de laranjeira e distribua pelos potinhos. Reserve.

1 xícara de creme de leite fresco
1 xícara de leite integral
3 colheres de sopa de açúcar
1 pacotinho de 4gr [1 colher sopa] de agar-agar
2 colheres de sopa de água de flor de laranjeira

Numa panela, coloque o creme de leite e o açúcar e mexa bem com um batedor de arame até o açúcar dissolver bem. Adicione o agar-agar e leve ao fogo médio, até o creme ferver. Remova do fogo. Adicione o leite e a água de flor de laranjeira, mexa bem para incorporar e distribua o creme pelos potes com os pêssegos picados no fundo. Leve à geladeira até firmar.

galette de damasco

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Nesta época do ano eu sempre me excedo. Fico numa ansiedade para poder consumir todas as frutas que começam a aparecer no mercado—principalmente as que têm duração curta, que é o caso dos damascos. Precisa ficar alerta e não piscar muito, para não perder nenhuma oportunidade de comprar essa frutinha deliciosa, cuja temporada é curtíssima. Daí que exagerei e além de comprar muito, comprei umas muito maduras. Me apressei numa receita para usá-los. Queria que a massa fosse algo diferente e encasquetei que queria uma feita com sour cream. Finalmente achei esta da Chow. O recheio saiu de uma receita de torta de ruibarbos e funcionou muito bem para damascos.

prepare a massa:
1 xícara de farinha de trigo
1 pitada de sal
8 colheres de sopa [113gr] de manteiga gelada sem sal
1/2 xícara de sour cream bem gelado
No processador coloque a farinha e o sal. Pulse. Corte a manteiga em cubinhos e junte à farinha, sempre pulsando até os pedacinhos de manteiga ficarem bem pequenos. Junte o sour cream e pulse até formar uma massa. Remova a massa do processador, forme uma bola, embrulhe em plástico e coloque na geladeira por uns 30 minutos. Essa massa fica bem frágil e delicada para abrir. Eu abri sobre um pedaço de papel vegetal levemente enfarinhado e coloquei a massa na forma em cima do papel. Gele a massa aberta por uns minutos antes de colocar o recheio.

faça o recheio:
12 damascos descaroçados e cortados ao meio
1/2 xícara de açúcar
1/3 xícara de maizena
1/4 colher de chá de cravo em pó
1/4 colher de chá de nos moscada ralada na hora
2 colheres de sopa de suco de laranja [ou limão]
Misture tudo muito bem, deixe descansar uns minutos. Coloque o recheio no centro da massa deixando um espaço ao redor para poder dobrar. Dobre as bordas sobre o recheio, pincele com o molho que sobrou do recheio [foi o que eu fiz] ou faça uma mistura de 1 gema com 1 colher de sopa de água. Leve ao forno pré-aquecido em 365ºF/ 185ºC por mais ou manos 30 minutos ou até a massa ficar bem dourada e o recheio de fruta cozido e borbulhante. Remova do forno, deixe esfriar e sirva.

pudim com morango & água de rosas

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Acho que nunca fiz uma sobremesa que tenha causado tanto entusiasmo no meu marido. Quando ele elogia, é sempre com intensa sinceridade. Ele chamou de panna cotta. Eu resolvi chamar de pudim. Fiquei um pouco receosa que o perfume da água de rosas fosse ser um problema, porque não é todo mundo que gosta desse tipo de aroma na comida. Mas neste caso, foi a água de rosas que fez toda a diferença. Adoramos. Ao invés de colocar em moldes para desenformar, resolvi usar potinhos pequenos, alguns deles são porta velas de vidro. Ficaram fofíssimos. A receita fez 8 potinhos pequenos.

1 xícara de morangos orgânicos picadinhos
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de sopa de água de rosas
Pique o morango, misture com o açúcar e a água de rosas e distribua pelos potinhos, uma colher de sopa em cada um. Reserve.

1 xícara de creme de leite fresco
1 xícara de leite integral
3 colheres de sopa de açúcar
1 pacotinho de 4gr [1 colher sopa] de agar-agar
2 colheres de sopa de água de rosas

Numa panela, coloque o creme de leite e o açúcar e mexa bem com um batedor de arame até o açúcar dissolver bem. Adicione o agar-agar e leve ao fogo médio, até o creme ferver. Remova do fogo. Adicione o leite e a água de rosas, mexa bem para incorporar e distribua o creme pelos potinhos com os morangos picados no fundo. Leve à geladeira até firmar. Com o agar-agar o processo é rapidíssimo, então dá pra fazer enquanto prepara a refeição e já servir logo em seguida como sobremesa.

bolo de vin santo & uvas

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Arrumando minhas revistas por meses, pra ficar mais fácil achar receitas com os ingredientes da época, abri uma Gourmet de janeiro de 2009 e pumba—lá estava a receita que passou na frente de todas as outras, na fila infinita das que quero fazer. A dica era para, se necessário, substituir o Vin Santo por Marsala, Porto ou qualquer outro vinho bem doce. Mas eu fui atrás do original e achei, portanto fiz a receita sem substituições. Essa foi também uma boa oportunidade de usar umas uvas deliciosas que eu tinha congeladas desde o outono passado. Não consegui parar de comprar as tais e acabei tendo que congelar, pra que não estragassem. Quis saber que tipo de uva era aquela, mas o mocinho da fazenda me disse que as videiras estavam lá, ninguém sabia quem plantou, nem de que variedade eram, mas como estava abundante eles estavam vendendo e eu comprando como louca. Fiquei um pouco preocupada em substituir as uvas frescas pelas congeladas, mas deu tudo certo. Não soltou água, não deixou o bolo encharcado, ficou perfeito. E o aroma desse bolo, como está descrito na receita original, é realmente intoxicante. Vou refazer essa receita, não só porque ela agradou gregos e troianos, mas também porque ainda tenho muitas uvas congeladas e mais da metade da garrafa do Vin Santo.

bolos individuais de vin santo & uvas
faz 6 unidades
1 1/2 xícaras mais 1 colher de sopa de farinha de trigo
1 1/2 tcolher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/4 colher de chá de sal
1 tablete [113 gr] de manteiga sem sal amolecida
2/3 xícara mais 2 colheres de sopa de açucar
2 ovos grandes
1 colher de sopa de raspas da casca de uma laranja
2/3 xícara de Vin Santo [ou Marsala, Porto ou outro vinho doce]
1 1/4 xícara [200gr] de uvas sem sementes cortadas ao meio [*não cortei]

Pé-aqueça o forno em 375°F / 200ºC com a grade no meio. Unte formas de muffin gigantes [jumbo/Texas muffin] com manteiga e polvilhe com farinha de trigo. Numa vasilha misture 1 1/2 xícara de farinha de trigo, fermento, bicarbonato e sal com um batedor de arame.

Na batedeira, bata a manteiga com 2/3 xícara de açucar em velocidade média, até ficar uma mistura leve e fofa. Adicione os ovos, um por vez batendo bem. Junte as raspas de laranja. Adicione a mistura de farinha alternadamente com o vinho, começando e terminando com a farinha. Misture até a massa ficar bem incorporada.

Misture as uvas com o restante da farinha e junte à massa. Divida a massa entre as formas de muffin. Polvilhe com o restante do açúcar e asse por uns 20 minutos ou até os bolos ficarem bem firmes. Remova do forno, deixe esfriar por 5 minutos e com ajuda de uma faca levante os bolos e remova das formas. Deixe esfriar completamente e sirva.

*Pode usar formas de muffin comuns [fazendo 12 bolos, ao invés de 6] e diminuindo por uns minutos o tempo de forno.

outro clafoutis de cereja

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Receitas de clafoutis de cereja abundam. E todas são bem fáceis de fazer. Por aqui mesmo uma delas já foi protagonista. Então fazer outra receita de clafoutis de cereja é meio como chover no molhado. Mas como resistir à uma novidade, como essa variação feita com uma camada de massa e apresentado charmosamente numa das páginas com fotos de sobremesas mais lindas que eu já vi. A revista Martha Stewart Living de junho de 2010 traz um desfile de lindas receitas com frutas todas fotografadas sobre pratos bordados em pano pela artista Miyuki Sakai. Marquei muitas delas para fazer, incluindo esta, que já fiz. Achamos que a massa adiciona uma doçura desnecessária às tortinhas, mas de qualquer maneira ficaram bem gostosas. E feitas com cerejas frescas, orgânicas, locais, no ritmo da temporada, não tem nada melhor.

clafoutis de cereja
Faz 6 tortinhas individuais
para a massa:
1 tablete [113gr] de manteiga sem sal e na temperatura ambiente
2/3 xícara de açúcar de confeiteiro
1 ovo grande
1 xícara de farinha de trigo
1/2 colher de chá de sal grosso

Na batedeira, bata a manteiga com o açúcar em velocidade média até ficar bem liso. Junte o ovo e continue batendo. Adicione a farinha de trigo e o sal até ficar bem misturado. Forme um disco com a massa, embrulhe em plástico e refrigere por pelo menos 1 hora [pode fazer a massa com até 3 dias de antecedência].

Numa superfície enfarinhada abra a massa e forre 6 forminhas de tortas individuais com o fundo removível. Forre o fundo e os lados apertando com os dedos para não deixar nenhum furo ou espaço. Leve à geladeira por uma hora [ou apresse o processo colocando por 15 minutos no congelador].

Pré-aqueça o forno em 325ºF/ 162ºC. Coloque as forminhas para assar até a massa ficar levemente dourada, por uns 20 minutos. Remova do forno e deixe esfriar um pouco. Enquanto isso prepare o recheio.

para o recheio:
2 ovos grandes
2/3 de creme fraiche ou sour cream [*usei creme fraiche]
1/4 de xícara de açúcar comum
1 colher de chá de extrato puro de baunilha
1 pitada de sal comum
170 gr [mais ou menos 1 1/4 de xícara] de cerejas sem sementes e cortadas ao meio

Misture todos os ingredientes com um batedor de arame. Suba a temperatura do forno para 375ºF/ 200ºC. Distribua o recheio entre as forminhas e coloque as cerejas mergulhadas no recheio. Leve de volta ao forno e asse por mais uns 20 minutos ou até o recheio ficar firme. Deixe esfriar e sirva.

amor de cerejas

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Nem vou tentar descrever a reação de alegria e excitamento que tive ao chegar no Farmers Market e encontrar várias bancas vendendo cerejas. Comprei um montão e elas estão deliciosas, docinhas, perfeitas. Depois daquele intervalo tedioso entre mudança de estações, quando tudo fica meio parado, sem grandes novidades, o ar carregado de expectativas do que estará por vir, é muito bom ter surpresas como esta!

a novidade da semana

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morangos locais e orgânicos!

bolo de purê de maçã

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Na revista Everyday Food de abril de 2010 eu marquei inúmeras receitas para fazer e uma delas foi esse bolo. Adoro tudo que leva frutas, adoro também tudo que é prático e fácil. Quanto menos confusão, tropeções e farinha espalhada pela cozinha durante a execução da receita, mais pontos ela leva no meu ranking. Essa marcou bem alto. Conquistou a simpatia da cozinheira e também do crítico, que devorou muitas fatias e expressou alguns murmurios elogiosos. Fica um bolo fofo, macio e úmido.

1/2 xícara de óleo vegetal [mais para untar a forma]
3 maçãs grandes, sem sementes e descascadas, cortadas em cubos
1/2 xícara de açúcar mascavo claro
2 ovos grandes
1 1/2 xícara de farinha de trigo
3/4 de colher de chá de sal marinho grosso
1/2 de colher de chá de fermento em pó
3/4 de colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 de colher de chá de canela moída
1/4 de colher de chá de noz moscada ralada
açúcar de confeiteiro para decorar [opcional]

Pré-aqueça o forno em 350ºF/ 176ºC. Unte uma forma redonda de 20 cm com óleo. Numa panela coloque as maçãs em cubinhos e 1/4 de xícara de água e leve ao fogo até ferver. Abaixe o fogo e cubra a panela, deixando cozinhar por uns 10 minutos ou até que as maçãs estejam bem macias. Amasse as maçãs cozidas com um amassador de batatas ou um garfo, e vá mexendo no fogo até ficar um purê bem seco. Remova do fogo.

Numa vasilha coloque o purê de maçãs e o açúcar. Misture bem com um batedor de arame. Adicione os ovos, depois a farinha, depois o sal, o fermento, o bicarbonato, a canela e a noz moscada. Bata bem e transfira a massa para a forma untada. Leve ao forno e asse por 30—35 minutos. Remova do forno, deixe esfriar uns minutos, inverta numa grade e deixe esfriar completamente. Coloque num prato, decore com o açúcar se quiser e sirva.

bolo de amêndoa e limão

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Ainda no esforço para gastar a abundância de limões meyer, abri o livro Twelve - A Tuscan Cook Book da Tessa Kiros e procurei no index por limão. Dei de cara com esse bolo e foi ele mesmo que fiz. Vou contar que nunca vi o meu marido devorar algo com tanta animação. Só via ele cortando uma fatia, outra fatia e ainda mais uma fatia. Eu mesma me surpreendi um pouquinho com o tanto que esse bolo ficou gostoso.

torta di limone e mandorle - lemon and almond cake
125 gr de manteiga ligeiramente amolecida
125 gr de açúcar
3 ovos separados, gemas e claras
125 gr de amêndoas moídas bem fino [*usei a farinha de amêndoa]
60 gr de farinha de trigo peneirada
1 colher de chá de fermento em pó
suco espremido e raspas da casca de 2 limões
açúcar de confeiteiro para decorar *[omiti]

Pré-aqueça o forno em 355ºF/ 180ºC. Unte uma forma de fundo removivel de 20cm com manteiga e polvilhe com farinha. Bata a manteiga com o açúcar até formar um creme. adicione as gemas uma por vez e bata bem a cada adição. Numa vasilha separada misture a farinha peneirada, a amêndoa moída e o fermento com um batedor de arame e adicione ao creme de ovos. Junte o suco e raspas de limão. Bata as claras em neve e incorpore delicadamente à outra massa. Coloque a massa na forma untada e polvilhada, leve ao forno e asse por uns 30-40 minutos até o bolo ficar levemente dourado. Deixe esfriar, remova da forma, coloque numa travessa ou prato e sirva morno ou em temperatura ambiente. Se quiser decore com açúcar de confeiteiro. Eu nao quis.

The real McCoy

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Todos os dias eu passo de bicicleta em frente à uma das pequenas casinhas nas laterais da minha vila, onde tem um pé de limão meyer lotado, e fico na tentação de parar e pegar uns pra mim. No inicio do ano peguei uns dois de um outro pé de limão meyer que fica bem na frente de uma outra casa, já espichado na calçada. E também peguei uns limões nesta mesma casa, uns daqueles que dava pra alcançar do outro lado da cerquinha. Fora isso, nunca arrisquei encarnar uma meliante e me apossar dos limões que estão pendurados numa árvore plantada e enraizada num quintal alheio. Eu iria ficar muito enraivecida e descabelada se alguma maluquete pedalando uma bicicleta velha passasse roubando os meus limões! Por isso me comporto. Mas olhar e cobiçar não tira pedaço, né? Então eu olho e cobiço, todo santo dia. Limões meyer, lindos, amarelos, aromáticos e suculentos.

Dai meu colega no trabalho veio avisar que tinha trazido uma caixa com limões do quintal dele, para que todos se servissem à vontade. Ele já tinha feito outras desovas dessas no passado. Você trouxe o limão meyer, perguntei. Sim são os meyer, ele respondeu. Me segurei por alguns minutos, tentando controlar minha super animação. Quando percebi que chegara o momento adequado, me dirigi sorrateiramente até a caixa onde estavam os limões e numa manobra totalmente infame e censurável—PEGUEI METADE DOS LIMÕES PRA MIM!

Levei tudo pra casa na hora do almoço, feliz da vida com o meu farto estoque de limões, do meyer ainda por cima, o meu favorito. Quando voltei para o trabalho, um novo aviso circulava por e-mail—TEM MAIS LIMÕES LÁ NA CAIXA PARA QUEM QUISER! Sem nenhum pingo de vergonha na cara, fui novamente me servir dos limões, mas peguei somente alguns, uns poucos, uns dez.

Com um belo estoque de limões meyer na bancada da cozinha esperando para serem usados, comecei a selecionar receitas. A primeira foi o lemon curd e o bolo de crepe. Depois quis fazer uma gelatina de limão, mas a autêntica, com gelatina em pó sem sabor e sem misturar com nada cremoso. Apenas suco e casca ralada de limão meyer, açúcar, água e gelatina. Podem dizer o que quiserem, mas na minha opinião, nenhuma gelatina de caixinha, de cor amarela ou verde fosforescente, bate essa, legitima—the real McCoy, feita apenas com o puro suco do limão. E a receita não tem nenhum segredo.

5 limões meyer, suco espremido, cascas raladas
4 envelopinhos de 7g* cada de gelatina em pó sem sabor
[*cada envelope de 7 g corresponde à 1 colher de sopa]
Açúcar a gosto

Misture o suco de limão com água até completar 4 xícaras de liquido. Coloque 1 xícara numa vasilha e salpique os quatro pacotinhos ou 4 colheres de sopa de gelatinaem pó sem sabor por cima. Deixe descansar por 5 minutos. Enquanto isso, leve ao fogo as outras 3 xícaras do suco e as raspas da casca dos limões misturadas com o açúcar numa panela. Deixe esquentar até derreter todo o açúcar. Despeje o liquido quente sobre o liquido frio com a gelatina, mexa bem até ficar tudo dissolvido e coloque numa forma molhada com água. Leve à geladeira até firmar, daí desenforme numa travessa e sirva.

bolo crepe de limão

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Depois de fazer esta receita, fiquei com a sensação insistente e pulsante de que a Martha Stewart é uma grande enganadora. Ela faz absolutamente tudo parecer super fácil de fazer nas páginas da revista dela. Mas a realidade é outra. Felizmente não sou crafter, então não me meto a fazer aqueles artesanatos perfeitos que ela ensina. Iria ser uma frustração imensa, pra quem mal consegue cortar uma folha de papel em linha reta. As receitas de culinária também não estão isentas. Tá lá a fotona linda daquele bolo de três camadas absolutamente perfeito. Que pessoa comum, que não seja profissional dos bolos, nem tenha feito um supercurso, ou tenha aquele dom natural que nem todo mundo tem, consegue reproduzir aquelas belezas. Eu é que não sou!

Na edicão de abril da MSL, aquela que veio com três capas lindas e receitas para a comemoração da páscoa, estava lá o tal bolo de crepes. A foto maravilhosa, dando a impressão firme de que fazer aquilo seria a coisa mais fácil do mundo, pra fazer lendo um livro, varrendo a casa, assobiando e chupando cana. Um monte de crepes um em cima do outro entre camadas de lemon curd. Alguém viu alguma dificuldade ai? Eu não vi.

Mas na hora de colocar a coisa na prática, bufei e pragueijei como uma desgramenta. Dona Martha enganadora de pessoas ingênuas! A receita pedia ovos e leite em temperatura ambiente. Breca tudo! Deixa os ovos e o leite por hooooras esperando. Depois a massa exigia descanso de pelo menos duas horas na geladeira, de preferência durante a noite. Breca tudo! Põe a massa de repouso. E quando finalmente consegui fazer os crepes, achei que eles ficaram exageradamente finos. Folhas de papel de seda, difíceis de virar na frigideira. A foto da revista dava a impressão de uma massa um pouco mais grossa. E depois de todo esse rififi, o bolo pronto, podemos comer? Não senhores! Depois de pronto o bolo ainda precisa ficar descansando na geladeira para firmar. Aaaaah!

Concluindo, do inicio ao fim, esse bendito bolo de crepes levou praticamente três dias pra chegar em fatias aos nossos pratos e em garfadas às nossas bocas. Tá certo que eu não sou a rainha da organização, mas achei todo o desenvolver da receita uma coisa absolutamente irritante. Sem falar que na minha opinião, o bolo não ficou assim o fino da bossa. Deu apenas um mero sambinha. Segue a receita, para os corajosos que quiserem arriscar.

Primeiramente fiz o lemon curd, usando limões meyer e esta receita da Alice Waters que é super simples e deliciosa.

meyer lemon crêpe cake
serve 12 porções
3/4 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de açúcar
1/4 colher de chá de sal
1 1/4 de xícara de leite integral em temperatura ambiente
3 ovos grandes em temperatura ambiente
1/2 colher de sopa de extrato puro de baunilha
6 colheres de sopa de manteiga sem sal derretida

Meyer lemon curd
1/4 de creme de leite fresco batido em chantily

Misture a farinha, açúcar e o sal numa vasilha com o batedor de arame. Numa outra vasilha bata o leite, os ovos e a baunilha. Gradualmente jogue a mistura de leite na mistura de farinha. Bata bem com o batedor de arame até ficar uma massa bem lisa. Junte a manteiga e continue batendo. Passe a massa por uma peneira para remover qualquer pelota. Coloque num recipiente com tampa e leve a geladeira por no mínimo duas horas ou durante a noite.

Unte uma frigideira de 16 cm com manteiga. Deixe esquentar em fogo médio. Adicione duas colheres de sopa de massa para fazer cada crepe. Frite dos dois lados e remova cada crepe para uma travessa. Em cima de cada uma coloque uma camada fina de lemon curd. Vá fazendo os crepes, empilhando e recheando. Dá uns 15 crepes. Termine com um crepe. Cubra e leve a geladeira até o bolo de crepes ficar bem firme. Sirva com uma bolota de chantily e decore com fatias finas de limão ou com limão cristalizado.

limão cristalizado
faz 2 xícaras
1 xícara de açúcar
1 xícara de água
2 limões meyer orgânicos, lavados e cortados em fatias finas com a casca
Numa panela misture a água e o açúcar e leve ao fogo até o açúcar dissolver. Adicione as fatias de limão e tampe a panela. Deixe cozinhar em fogo médio-baixo por uns 30 minutos. Deixe o limão esfriar junto com o xarope que vai formar. Usando uma escumadeira, remova os limões e espalhe numa grade sobre uma assadeira. Deixe descansar e escorrer o resto do xarope. Esses limões podem ser refrigerados no xarope, cobertos, por até 3 semanas.

sorvete de banana

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Recebi essa dica excepcional da Alexandra Guerson que viu e fez a incrível receita de sorvete feito com apenas um ingrediente. Minutos antes de ler a dica da Alex no twitter, eu tinha separado 4 bananas super maduras e estava naquele dilema do que fazer com elas. Depois disso, tudo ficou resolvido! Fiz o sorvete de banana, que é a coisa mais simples do mundo e ainda por cima não precisa de sorveteira!

Corte as bananas em rodelas e espalhe numa travessa. Leve ao freezer e espere congelar. Quando as rodelas de banana estiverem congeladas, vá colocando aos poucos no processador de alimentos e pulsando até virar um creme. Eu adicionei um pouquinho de maple syrup, como a Alex sugeriu. Mas não precisa, já que a banana é uma fruta bem doce. Fica realmente super cremoso. É um sorvete para se fazer e comer no mesmo dia, mas que resiste muito bem ao tempo no congelador.

laranja vermelha com calda morna de mel & alecrim

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No final do ano em Londres, aproveitei bastante os dias de convivência com minha família, mas não consegui passear muito. Até fiz planos de visitar a Petersham Nurseries e almoçar no café ou mesmo tomar um chá, mas não consegui. Quando voltei da viagem, coloquei livros de alguns chefs ingleses na minha wish list da Amazon, entre eles os da Skye Gyngell, a simpática chef do café da Nursery. O primeiro que comprei foi My Favorite Ingredients, onde ele dá receitas feitas com 16 de seus ingredientes favoritos. Marquei muitas para fazer, é claro. Mas a primeira que coloquei em prática foi essa sobremesa incrivelmente delicada, feita com as laranjas vermelhas [blood oranges] que ainda estão na estação por aqui, mas logo desaparecerão.

Acho as laranjas vermelhas lindíssimas. Não tem páreo para elas nessa disputa de beleza. Elas são docinhas, mas podem ter um leve toque amargo, o que as deixa ainda mais charmosas. Essa receita serve 4 pessoas.

6 laranjas vermelhas
1/2 xícara de um mel leve e aromatico [*usei de flor de laranjeira]
3 colheres de sopa de água
3 ou 4 raminhos de alecrim fresco, mais para decorar
1 pequena pimenta vermelha seca bem picadinha
[*opcional, não usei]

Descasque as laranjas com uma faquinha bem afiada, removendo também toda a parte branca. Corte em fatias. Passe o rolo de macarrão pelos raminhos de alegrim, para machucá-los um pouco e liberar os aromas. Numa panela coloque o mel, a água e os raminhos de alecrim. Deixe aquecer no fogo baixo, mas não deixe ferver. Arrume a fatias numa travessa ou em pratos individuais. Remova os raminhos de alecrim e regue as fatias de laranja com o mel aquecido. Se for usar a pimenta seca picadinha, salpique por cima das fatias de laranja. Decore com raminhos frescos de alecrim se quiser e sirva.

gelatina de limão & iogurte

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Ainda em busca de variações para uma gelatina cremosa, fiz a mais gostosa até hoje na minha opinião. Usando agar-agar, troquei o leite pelo iogurte e adicionei limão. Já repeti a receita, de tanto que nós gostamos. Usei um limão meyer, que é bem forte e aromático. O iogurte natural orgânico e integral é do tipo europeu, bem cremoso. E o adoçante escolhido foi o nectar de agave. Como a agar-agar solidifica rapidíssimo, preparei a gelatina às 5:30 e comemos ela perfeita, como sobremesa do jantar às 7pm. Também gosto da gelatina de agar-agar pra levar de snack no trabalho, já que ela se mantém muito bem fora da geladeira.

1 limão meyer, casca ralada e sumo espremido
1 xícara de iogurte natural e integral
1 envelope de 5 gr de agar agar [3/4 colher de sopa]
Adoçante a gosto - usei o nectar de agave

Coloque o suco que conseguir do limão numa xícara [medida padrão de 250 ml] e complete com água até encher a xícara. Nessa receita foi mais ou menos 2/3 de suco e 1/3 de água.

Numa panela, coloque a xícara de suco do limão completado com água, as raspas da casca de limão e salpique o envelope de agar-agar. Leve ao fogo, misture bem e deixe ferver.

Remova do fogo, junte a xícara de iogurte, bata bem com um batedor de arame. Junte o adoçante de sua preferência e misture até dissolver bem. Se for usar açúcar, é melhor ferver junto com a xícara de limão e agar-agar, para dissolver mais fácil.

Coloque o liquido numa vasilha ou molde molhado com água. Leve à geladeira. Quando solidificar, desenforme e sirva,

pinova apple

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Este ano estou dando uma chance pra maçã, uma fruta que nunca me despertou grande interesse. Estou provando variedades diferentes e essa, chamada pinova ganhou a minha simpatia.

meyer lemon

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meu limão favorito

um caqui

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persimmon — dióspiro

the arkansas black apples

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os caquis

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persimmons — dióspiros

[ohmydarling] clementine

Sou uma pessoa gastronomicamente feliz em todas as estações do ano. Até no apogeu do nosso verão tórrido e seco, fico feliz pois o bafão vai nos proporcionar os mais saborosos tomates. Não consigo desassociar as estações do ano citrus-clementines.jpgdos ingredientes que chegam à minha cozinha. Minha maior alegria é experienciar essa sazonalidade, comer diferente em diferentes épocas do ano. Disse adeus aos pêssegos, damascos, morangos e figos sem nenhum sentimento de nostalgia, pois aproveitei tudo o que pude durante a temporada do calor. A chegada do outono já me deixou empolgadíssima com a invasão de romãs, caquis e peras nas feiras e mercados. As primeiras peras chegam tímidas e de repente inúmeras outras variedades começam a se instalar nas cestas e balcões. As maças também têm seu período mais popular no outono. Assim como o marmelo. Mas com as temperaturas caindo, aguardo com absoluta excitação e deleite a chegada dos citrus. Laranjas, limões, kumquats, os diferentes tipos de tangerinas, que guardo as cascas pra jogar no fogo da lareira. As primeiras que comprei este ano foram as clementines—pequenas, dulcíssimas, adoráveis—já devoramos um montão, como sobremesa. Gosto muito de encerrar a refeição com uma fruta. As tangerinas fazem uma excelente sobremesa fresca e são muito práticas, uma das nossas favoritas.

romãs - romãs - romãs

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Para compensar as noites, finais de semana e jantares que enfrento sozinha no final do verão, sempre ganho um saco de romãs maravilhosas que meu marido traz da fazenda Paramount, no sul da Califórnia. Essa fazenda é uma das maiores produtoras de pistachios e também de romãs, que são exportadas para o Japão ou viram o popular suco Pom Wonderful. Essas romãs são absolutamente incomparáveis—enormes, suculentas e sempre dulcíssimas, pois são produzidas com um cuidado super especial. Eu me acabo de tanto comer as sementinhas. Levo de snack no trabalho, onde como de colherada. E o que sobra salpico nas saladas. Nem cozinho muito com elas, porque gosto delas al natural.

crostata de ameixa e vinho Porto

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Sinceridade? Não gostei nada de fazer essa torta. Muitos passos, muito detalhe chato. Também não amei o resultado, como pensei que iria. E o resto da família me acompanhou. Comprei as ameixinhas italianas na banca daquela senhorazinha super assertiva que também vende os melhores pêssegos do mundo. Tudo parecia perfeito, incluindo o fato que a receita é da Martha Stewart. Mas fiquei um tanto decepcionada, nem as fotos me entusiasmaram. Mas como eu tive o trabalhão de fazer, fotografar e comer, ela merecia estar aqui. Também porque apesar de não ter me conquistado, pode conquistar outras pessoas. O defeito principal dessa torta pra mim foi ela ter ficado muito doce—isso depois de eu ter eliminado parte do açúcar. Mas veja lá você que gosta de doçuras extremas, porque essa pode ser a torta dos seus sonhos!

1 e 1/4 de farinha de trigo
1 1/2 colher de chá de sal marinho grosso
1/2 colher de chá de açúcar
1 tablete [113 gr] de mantreiga sem sal gelada e cortada em pedacinhos
2 colheres de sopa de água gelada
1 1/2 xícara de vinho do Porto Ruby
1 1/4 de açúcar mascavo
1/2 pimenta tailandesa sem sementes e picadinha [*opcional — não usei]
1 quilo de ameixas italianas descaroçadas e cortadas ao meio
1/4 xícara de maizena
1/4 colher de chá de canela moída
1 colher de chá de creme de leite fresco para pincelar
Açucar demerara ou cristal paras polvilhar

No processador pulse a farinha, 1/2 colher de chá de sal e o açúcar. Adicione a manteiga e pulse até formar uma farofa grossa. Vá adicionando a água aos poucos até formar uma massa. Coloque numa folha de plástico, achate em forma de disco e leve à geladeira por 30 minutos.

Numa superfície enfarinhada abra a massa e coloque numa forma de 20 cm, deixando uma aba de uns 3 cm nas bordas. Congele por 30 minutos.

Pré-aqueça o forno em 400ºF/ 205ºC. Numa panela junte o vinho do Porto e 1/2 xícara do açúcar mascavo e deixe ferver até o liquido reduzir para mais ou menos 1/2 xícara. Retire do fogo, adicione a pimenta se quiser, eu não quis, e deixe esfriar por uns 10 minutos.

Misture os 3/4 restantes do açúcar mascavo [eliminei essa parte, porque achei um exagero de açúcar e as ameixas já eram bem doces, mas se quiser vá em frente] com uma colher de chá de sal, as ameixas, a mizena, a canela e o xarope de Porto. Transfira essa mistura de ameixa para a forma com a massa. Dobre as bordas para dentro da forma [*achei essa parte meio absurda, pois a massa estava congelada e impossível de dobrar—melhor retirar do congelador uns minutos antes, mas esse detalhe não estava nas instruções da Martha, grr!]. Pincele a borda com o creme de leite, salpique com o açúcar demerara ou cristal e asse por 30 minutos. Reduza a temperatura do forno para 375ºF/ 190ºC e asse por mais 1 1/2 hora. Deixe esfriar e sirva.

*perceberam? gelar, congelar, assar por DUAS HORAS—lordhavemercy, quem tem todo esse tempo para esperar uma crostata [super doce] de ameixa ficar pronta?

felicidade é...

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comer sementes de romã

torta de morango & iogurte

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Essa torta de morango é o fino da bossa—deliciosa, refrescante e o tempo de preparo é de quinze minutos. Sim, QUINZE MINUTOS senhoras e senhores! Eu que sou uma atrapalhada e desajeitada consegui preparar tudo nesse meio tempo, enquanto finalizava o almoço. Se eu pude fazer, qualquer um pode. A receita original, que saiu na edicão de agosto de 2006 da revista Gourmet, levava blueberries. Mas eu tinha morangos e foi com eles então que fiz a torta.

1 envelope de gelatina sem sabor [4 gr]
1 xícara de creme de leite fresco
2 xícaras de iogurte grego integral ou iogurte integral comum drenado
1/2 xícara de açúcar
1 colher de chá de extrato puro de baunilha
2 xícaras de morangos picados [ou bluberries]
200 gr de preparado de bolacha ou as bolachas moídas e misturadas com 4 colheres de sopa de manteiga

Coloque a bolacha moída com a manteiga ou o preparado numa forma de torta apertando bem com os dedos. Reserve.

Coloque 3 colheres de sopa de água numa panela pequena e polvilhe a gelatina em pó. Deixe descansar por 5 minutos e depois aqueça em fogo bem baixo, mexendo sempre com um batedor de arame, até a gelatina dissolver completamente. Numa vasilha pequena misture a gelatina e 1/4 do creme de leite. Numa outra vasilha misture o iogurte, o açúcar e a baunilha. Junte a mistura de iogurte à de gelatina. Misture bem e leve à geladeira por 5 minutos.

Enquanto isso bata o restante do creme de leite na batedeira até formar picos. Misture esse chantily e 1 xícara e 3/4 dos morangos picadinhos à mistura de iogurte e gelatina que estava na geladeira.

Coloque a mistura de creme e frutas na forma de torta forrada com a massa de bolacha. Decore com o restante dos morangos e leve à geladeira por uns 30 minutos. É o tempo servir o almoço ou jantar, comer tranquilamente e ao final ter uma sobremesa fresca e deliciosa para servir.

figo adriático

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Pensei que já tinha provado o figo mais saboroso que existe quando mordi um dos lindos candy stripes. Mas eu ainda estava por conhecer o rei dos figos, o mais gostoso que já comi.

Comprei duas cestinhas deles na banca da Good Humus Farm e voltei pra mais. A banca dessa fazenda é a mais colorida do mercado. Trabalham lá a família toda e, pela quantidade de jovens atendendo ao público, os amigos também. Eles têm sempre produtos bacanas, flores lindas, os ovos caipiras que desaparecem depois das 8:30 am de tão populares, frutas e legumes diferentes. Foi lá que comprei uma uva muito roxa, quase preta, que perguntei o nome e ninguém sabia. Me falaram que a uva começou a crecer lá num canto e deu tanto que eles resolveram vender. Pra mim, que não sou grande apreciadora dessa fruta, foi a melhor que comi em muitos anos.

Também comprei muitos morangos deles, que estavam tão, mas tão maduros que só davam pra virar geléia ou sorvete. Viraram sorvete. Um dos muitos de morango que fiz este ano. Num dos dias que comprei morangos, paguei a conta com um monte de notas de um dólar e pensei que estava tudo bem. Saquei o celular da cesta pra tirar uma foto das flores e percebi que a menina que me atendeu olhava e reolhava a grana com uma cara de confusa. Virei minha atenção para os pêssegos e tomates de outra banca, quando senti um toque no ombro—olha seu troco, você me deu uma nota de dez no meio das de um. Eu faço dessas, sempre, o tempo todo.

No dia em que que comprei os figos verdes pela primeira vez, pensando que eles eram da variedade calimyrna muito comum por aqui, me surpreendi com a polpa roxíssima e dulcíssima daquelas frutinhas. Não poderia ser o calimyrna, que é uma variedade bem sem graça e que fica melhor seco. Por isso quando voltei para mais figos na semana seguinte, perguntei o nome e os rapazes e moças ficaram num jogo de peteca risonho, um tentando ajudar o outro a lembrar o nome do figo. Eu já estava quase indo embora sem esclarecer minha dúvida, quando um dos rapazes gritou—adriático! o nome da variedade é adriático!

Pois então, acreditem-me, esse figo adriático é na minha opinião o supra-sumo. O rei dos figos.

melancia amarela

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sozinha, comi metade

figos, figos galore!

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geléia de figo & limão

Finalmente coloquei em prática uma decisão que eu estava protelando para concretizar há meses: voltar a nadar. Parei de dar minhas braçadas e pernadas na piscina no final de novembro de 2007, já desanimada com a chegada do frio e incomodada com os sintomas dos fibromas. Foram eles que me impediram de voltar mais cedo, somado ao fato de que sou uma procrastinadora crônica quando o assunto é mexer o corpão e fazer algum exercício físico. E nadar é o único exercício que eu realmente gosto, porque ele é para mim muito mais do que apenas mexer o corpo. Nadar é uma meditação, que deixa minha cabeça e meu corpo leve. Dentro da água eu me sinto em total harmonia com o universo.

No sábado acordei mais cedo e fui ao Farmers Market, onde fiz minhas compras rapidamente com a facilidade do lugar não estar ainda lotado de gente. Encontrei amigos lá, bati papo, comprei tudo o que queria comprar e voltei pra casa. Protetor 70 no rosto e 30 no corpo, toalha, goggles, touca, maiôzão atlético, bicicletei até a piscina e fui falar com o coach.

—quero recomeçar minhas braçadas, mas não quero fazer treino, quero usar cupons para nadar quando quiser e puder.
—mas você precisa ser membro, mesmo para dar suas braçadas, sem treino.
—tudo bem, quero preencher a papelada pra reativar meu membership.
—sim, você preenche tudo, faz o cheque e volta no sábado que vem.
—NÃO! eu preciso nadar HOJE, porque estou protelando essa volta há meses, se não nadar hoje, capaz de desanimar novamente e não voltar nunca mais...
—tudo bem, então preenche os papéis..
—e pago a nadada de hoje pra você?
—eu confio em você, traz os papéis e o cheque amanhã, pode nadar hoje.
—OBRIGADA! êba -----------> tchigummmmm!

E assim nadei. Depois de quase dois anos, achei que iria quase morrer, botar os bofes pra fora, desmaiar. Quando voltei a nadar em 2002, estava tão fora de forma e destreinada, que tinha que descansar a cada 100 m. Ficava até com tontura quando saia da piscina. Desta vez foi tranquilo. Nadei, nadei, soprei bolhinhas na água, dei piruetas, reconheci e cumprimentei algumas pessoas que nadavam e continuaram nadando. Voltei no domingo, com a papelada preenchida, os cheques e nadei de novo. Adoro nadar de manhã, ouvir o silêncio das ondas do corpo dentro da água, olhar os aviões que cruzam esporadicamente o imenso céu super azul sem nenhuma nuvem. Nadar é a minha ioga.

Só queria deixar registrada aqui essa vitória da minha força de vontade sobre a minha malemoleza. Pronto!

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figos roxos

Por ter tomado essa importante decisão e por ter nadado, me senti absurdamente energizada e passei o dia de sábado fazendo mil coisas. No Farmers Market a fruta da hora era o figo. Variedades de casca verde, da roxa ou da listrada estava por todos os cantos. Como sempre me entusiasmei, porque confesso que com figos eu fico gananciosa, quero todos pra mim! Comprei muitos. Na banquinha da fazenda orgânica da família onde comprei os morangos que viraram geléia na outra semana, agarrei caixinhas de figos bem roxos. Contei pra moça que tinha feito uma bela geléia com os morangos e que iria tentar fazer geléia com os figos. Ela me contou que o marido fez uma geleia no ano passado, que ela usou para rechear os biscoitos de Natal e que ficaram maravilhosos.

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fazendo geléia de figos

Fui pra casa animada e já fui colocando a idéia em prática. Para fazer a geléia, lavei e piquei os figos, que foram para a panela de ferro com o sumo e a casca ralada de um limão, mais rapadura ralada. Cozinhei em fogo baixíssimo por uma hora, mexendo vez em quando já pro final, pra não deixar a geléia colar no fundo da panela. O resultado foi uma geléia linda e deliciosa, que devorei com torradas e pão integral tostado durante o final de semana.

Para o almoço do domingo fiz uma receita de figo assado para acompanhar carne, que tirei do lindo livro A Platter of Figs do David Tanis. Na outra semana troquei um plá sobre livros com a Carlota e comentamos desse um, que nem eu, nem ela tínhamos usado ainda. Pois eu só precisei de um clique, e no sábado com aquela fartura de figos na minha cozinha, fui buscar no livro com um figo ilustrando a capa, receitas com figo. Por mais incrivel que pareça, só há duas receitas bem simples pra usar figos no livro do figo. Eu fiz uma delas.

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assando figos com tomilho

Corte os figos ao meio e coloque todos com a parte cortada para cima num refratário. A receita diz pra espalhar folhas de tomilho fresco por baixo dos figos, mas eu coloquei por baixo e por cima. Regue com azeite e leve ao forno em 400ºF/ 205ºC por 20 minutos. Sirva com pratos de carne ou como sobremesa, acompanhado de creme batido ou creme fraiche.

a melhor geléia de morango do mundo

geleia-morango_1S.jpgQuando a Pat Feldman anunciou que tinha feito a melhor geléia de morango do mundo, fui correndo conferir. Gosto das idéias criativas da Pat, também porque ela usa sempre os melhores ingredientes e tem o maior cuidado com os alimentos que consome. Gostei do uso da rapadura como adoçante. Mesmo não sendo muito versada fazendo geléias, resolvi me aventurar e tentar. Comprei três cestinhas de morangos orgânicos, que estavam bem maduros. Cortei em pedaçinhos, acrescentei uma maçazinha verde ralada e 1/2 xícara de rapadura, que aqui eu compro fair trade, orgânica, já ralada e ensacada. Não posso afirmar se essa geléia é ou não a melhor do mundo, mas é certamente deliciosa.

3 cestas de morangos orgânicos [dá umas 900gr]
1/2 xícara de rapadura ralada
1 maçã ralada [a Pat usa uma pera]

Pique os morangos em pedacinhos pequenos. Junte a maçã ralada e a rapadura numa panela robusta e cozinhe em fogo bem baixo por cerca de 1 hora ou até que a mistura engrosse. Deixe esfriar e coloque em vidro com tampa. Guarde na geladeira.

frogurt de morango & lavanda

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Milagrosamente eu usei uma receita para fazer este sorvete. É o strawberry frozen yogurt do livro The Perfect Scoop do David Lebovitz que dei uma pequena [pequena mesmo] modificada. Troquei o limão pela lavanda. Na verdade, usei um açúcar biológico de lavanda que ganhei da Carlota, quando nos encontramos em Lisboa. Demorei pra achar uma receita legal para usar esse açúcar e também demorei pra sacar que fazer açúcar de lavanda é a coisa mais fácil do mundo, daí fiz um tanto para usar novamente no futuro. Como tenho o paladar muito sensível para o açúcar, achei que esse sorvete ficou um pouco mais doce que os que eu normalmente faço, usando mel ou nectar de agave. Mas nada que me previna de comê-lo com animação. E ficou com uma cor impressionante. Pensar que ele é cem por cento natural—a really good thing.

450 gr de morangos orgânicos picados
2/3 de xícara de açúcar * usei o açúcar biológico com lavanda
3 colheres de sopa de vodka ou kirsch * usei vodka
1 xícara de iogurte orgânico integral
1 colher de chá de suco de limão * não usei

Coloque os morangos numa tigela e misture o açúcar e a vodka ou kirsch. Mexa bem e deixe descansar por pelo menos 30 minutos. No liquidificador coloque os morangos e o iogurte e bata bem. Coloque na sorveteira e é só.

[ameixas douradas]

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extra-super-doces

frutas com calda de mel

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A revista Food & Wine do mês de agosto de 2009 trouxe uma matéria muito linda com o chef belga Alain Coumont que me encantou—desde as fotos de um jantar com os amigos na sua casa perto de Montpellier, no sul da França, como as receitas dos pratos servidos, todas vegetarianas com legumes, verduras e frutas locais, orgânicos e sazonais. Não foi por menos que eu marquei absolutamente todas as receitas publicadas pela revista para tentar reproduzir na minha cozinha, pois além de tudo elas apelam pela simplicidade. Quando temos os melhores ingredientes à nossa disposição, podemos nos dar ao luxo de não complicar.

A primeira receita que fiz foi essa sobremesa com frutas da estação com uma calda feita com mel, limão e lavanda. Coumont dá a opção de trocar a lavanda por tomilho e de usar outras frutas, como morango, ameixas, pêssegos ou framboesas. Eu preparei duas levas, uma regada com o molho de mel, limão e lavanda e a outra com o molho de mel, limão e tomilho. As duas versões ficaram deliciosas. Agora preciso testar com outras frutas.

Numa panela coloque 1/2 xícara de mel, 2 1/2 colheres de sopa de suco de limão e 1/4 de colher de chá de flores de lavanda secas [ou tomilho]. Deixe ferver e cozinhe por um minuto. Desligue o fogo e deixe o molho esfriar. Enquanto isso coloque figos e damascos [ou outra fruta que escolher] cortados ao meio com a parte da polpa para baixo sobre uma frigideira. Deixe cozinhar em fogo alto por uns 2 minutos. Vire as frutas com cuidado e deixe cozinhar por mais 1 minuto. É jogo rapidíssimo, não descuide, porque as frutas cozinham realmente em poucos minutos. Remova as frutas e coloque em pratos individuais ou numa travessa e regue com o molho de mel. Pode também acompanhar com sorvete de baunilha ou crème fraîche.

gelado de cacau & cereja

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Tive a idéia para esse sorvete, quando minha cunhada me contou que tinha feito um sorvete de chocolate, com cacau. Eu nunca iria pensar em fazer algo de chocolate se não viesse combinado com alguma fruta. E cerejas era o que eu tinha. Usei o cacau da marca californiana Ghirardelli.

1 xícara de creme de leite fresco
1 xícara de leite integral
2 colheres de sopa de cacau natural
Cerejas descaroçadas
Mel a gosto
1 pequena dose de Sherry
Bater tudo no liquididicador e colocar na sorveteira.

crisp de damasco & cereja

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Essa receita é facilima de fazer e fica deliciosa. Veio publicada no jornalzinho do Co-op, que eu recebo mensalmente pelo correio.

Recheio: 3 xícaras de damascos descaroçados e cortados ao meio, 2 xícaras de cerejas descaroçadas e cortadas ao meio, 1/2 xícara de açúcar e o suco de 1 limão.

Cobertura: 1/3 xícara de aveia grossa, 2/3 xícara de farinha de trigo integral, 2/3 xícara de açúcar mascavo, 6 colheres de sopa de manteiga gelada cortada em cubinhos.

Pré-aqueça o forno em 375ºF/ 190ºC e unte um refratário largo e raso com manteiga. Numa vasilha grande misture os damascos e as cerejas e polvilhe com o açúcar e com o suco do limão. Misture bem e coloque tudo no refratário untado. No processador misture a aveia, a farinha, o açúcar e a manteiga até formar uma massa granulada. Cuidado para não passar do ponto e a massa ficar muito compacta. Espalhe essa massa por cima da fruta e asse por mais ou menos 50 minutos, até a cobertura ficar dourada e a fruta borbulhante. Retire do forno e deixe esfriar numa grade. Sirva frio ou morno, com sorvete de baunilha, chantily ou mesmo desacompanhado, como eu fiz.

frogurt de figo & mel

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Os figos chegaram no Farmers Market e no Co-op e eu já exagerei, porque simplesmente adoro essa fruta. Aliás, estou tendo que devorar a passos ligeiros um monte de pêssegos, damascos, ameixas e cerejas, que comprei de quilo no sábado, esquecendo completamente que eu iria estar sozinha nesta semana.

Com os figos eu fiz um frogurt, que poderia ter sido o prato principal do jantar, mas me comportei e comi de sobremesa. Foi só bater uns 6 figos com uma xícara e meia de iogurte natural, mel a gosto e uma pequena doce da vodka invisível. Bater, sorveteira, servir-se e sair cantando e dançando heaven... I'm in heaven, and my heart beats so that I can hardly speak. and I seem to find the happiness I seek, when we're out eating some frogurt made of figs....

salada de melão & cereja

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Tenho comprado uns melões da fazenda Capay que só de ficarem na cesta de frutas, perfumam a cozinha toda com um cheiro maravilhoso. Adoro fazer salada com eles e espremer um limão por cima dos cubinhos. Não sei por que melão combina tanto com limão. Se você não experimentou essa mistura ainda, faça o favor de tentar logo. Nessa variação coloquei cerejas frescas descaroçadas e, como sempre, umas lascas de amêndoas torradas. A crocância da amêndoa também ajuda a transformar essa simples salada de frutas, numa sobremesa excepcional.

torta de morango & ruibarbo

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Outro dia meu chefe, que agora também subscreve uma CSA, veio me contar que a mulher dele tinha feito uma torta com os ruibarbos, morangos e cerejas que vieram na cesta e que a tal foi um grande sucesso. Nem tive tempo de ficar com inveja, pois pude retrucar na lata que tinha ruibarbos orgânicos na geladeira e que também iria fazer uma torta. Só a parte do sucesso é que não pude mostrar firmeza, pois com tortas eu sempre estou jogando na roleta.

Corri no Farmers Market sábado de manhã para comprar os morangos orgânicos fresquinhos e me deparei com uma cascata de frutas maravilhosas. Além dos morangos, abundavam cerejas de diversas variedades, damascos, pêssegos, nectarinas, blueberries, framboesas, amoras e outras berries que nem sei o nome. Me contive e fui direto para a banca da família da fazenda Good Hummus onde eu sempre compro ingredientes interessantes, além de achar o trabalho deles o máximo. Os morangos dessa fazenda estavam perfeitos para virarem recheio de torta—bem maduros e não muito grandes. Comprei duas cestinhas, entre outras muitas coisitas e fui pra casa.

Para decidir a receita fui direto nos livros do Chez Pannisse e Alice Waters e neles encontrei o que eu queria. Para a massa escolhi fazer um pâte sucrée, já que a mistura do ruibarbo com morango não é extremamente doce. Ela saiu do The Art of Simple Food. E o recheio, facílimo, saiu do Chez Panisse Desserts.

pâte sucrée
Bater bem até ficar cremoso:
8 colheres de sopa [113 gr ou 1 tablete] de manteiga
1/3 xícara de açúcar
Adicione e misture bem:
1/4 colher de chá de sal
1/4 colher de chá de extrato puro de baunilha
1 gema de ovo caipira
Adicione:
1 1/4 de farinha de trigo
Misture bem, mexendo e dobrando até a massa não ter mais nenhum ponto seco Embrulhe em plástico e gele por 4 horas [eu gelei menos tempo]. Divida a massa em duas partes, estique com o rolo e cubra uma forma de torta com uma parte, coloque o recheio e cubra com a outra parte. Essa massa fica finíssima e derrete na boca depois de assada.

torta de ruibarbo e morango
Massa para forrar e cobrir uma forma de 9-inch /22 cm.
500 gr de ruibarbo - mais ou menos 4 xícaras
2 xícaras de morangos orgânicos [*morango tem que ser orgânico, né?]
2 1/2 colheres de sopa de farinha de trigo
2/3 de xícara de açúcar [*usei o rapadura]

Lave e corte os ruibarbos puxando a fibra exterior o máximo que puder. É só começar a cortar que você vai ver os fios das fibras e daí é só puxar. Corte tudo em cubos. Lave os morangos, tire os cabinhos e corte ao meio. Misture a farinha de trigo e o açúcar e revire bem. Coloque essa mistura na forma forrada com a massa, cubra com a outra parte da massa, pressione a borda com os dedos pro suco das frutas nãoi escapar. Leve ao forno pré-aquecido em 400ºF/ 205ºC por mais ou menos 1 hora ou até a massa ficar dourada. Retire do forno, espere esfriar. Sirva morna ou fria, com sorvete de creme, ou chantily ou sozinha.

Na segunda-feira fui toda pimpona falar pro meu chefe que tinha feito a torta de ruibarbo com morango e que a minha também foi um sucesso de público e, principalmente, de crítica. Olé!

bolo de morango

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Esse bolo saiu do capítulo vermelho do livro Apples for Jam da Tessa Kiros. É fácil de fazer e fica muito bom.

2 1/2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
1/2 xícara de açúcar super-fino [usei de confeiteiro]
Umas pitadas de noz moscada ralada na hora
2 ovos
1 xícara de buttermilk
4 colheres de sopa de manteiga derretida
1 colher de chá de raspinhas da casca de limão
1 xícara de morangos frescos [ela usa blueberries/ mirtilos e sugere morangos, mas frisa que qualquer fruta escolhida seja fresca, não congelada]
2 1/2 colher de sopa de açúcar demerara

Pré-aqueça o forno em 400º/ 205ºC. Unte e enfarinhe uma forma retangular funda de mais ou menos 30X20cm. Numa vasilha peneire a farinha, o fermento, o açúcar e algumas pitadas de noz moscada ralada. Na batedeira coloque os ovos e bata bem até eles ficarem claros e espumosos. Junte o buttermilk, a manteiga derretida e as raspas da casca do limão. Bata bem. Desligue a batedeira e junte a mistura de farinha, mexendo com uma espátula ou colher de pau bem delicadamente, só para incorporar os ingredientes. Se bater com força o bolo vai ficar duro.

Coloque a mistura na forma untada e enfarinhada, espalhando bem com uma espátula. Salpique os morangos [ou blueberries] sobre a massa, depois salpique o açúcar demerara. Leve ao forno e asse por uns 25 minutos. Deixe esfriar, corte em quadradinhos e sirva com café ou chá.

agar agar
[primeira tentativa]

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Vez ou outra eu dou um pulinho na única lojinha asiática que temos aqui em Davis e faço uma compra bem substanciosa de coisinhas interessantes. Quando estou lá gosto investigar os trocenos produtinhos enigmáticos e sempre trago coisas diferentes para casa. O único problema dessa lojinha é que ela serve primáriamente a população coreana, chinesa, japonesa e tailandesa da cidade. A lei americana exige que os produtinhos importados tenham um rótulo com a tradução dos ingredientes e a lista de calorias, gorduras, proteinas, etc. Mas pelo jeito a lei não obriga que se traduza o modo de usar. Então muitas vezes me vejo com um ingrediente diferente e não sei exatamente como usá-lo.

Esse foi o caso da agar agar, a gelatina de algas que eu nunca tinha usado antes e queria imensamente experimentar. As explicações no pacote—que me pareceram bem detalhadas—estavam todas em japones. Eram quatro barras de alga, que eu não tinha a menor idéia de como medir para usar numa receita. Procurei informações online, que não foram muito exatas ou suficientes.

O pacote de agar agar ficou no armário por um tempo razoável, até que fui ler a estréia da Dri do fofésimo blog Kanten, como convidada especial em outro blog bacanudo, o Superziper da Claúdia e Andrea. Pois a Dri dá um monte de receitinhas fantásticas usando o agar agar. Pirei! No dia seguinte resolvi enfrentar as minhas barrinhas de gelatina, sem tradução, sem medidas. Que sera, sera, whaterver will be, will be!

Quis imitar a Dri fazendo estrelinhas e coraçõezinhos em forminhas de silicone para gelo. Usei 1 xícara de água com açúcar baunilhado, onde fervi 1 barra do agar agar por 10 minutos, até ele dissolver totalmente. Juntei 1 xícara de suco de limão e coloquei nas forminhas. O agar agar solidifica super rápido, o que é muito apreciado por uma pessoa impaciente como eu. Mas na hora de desenformar foi uma tragédia. Das estrelinhas não se salvou nenhuma. Os coraçõeszinhos, alguns. A gelatina ficou muito mole para esse tipo de forma. Precisava ter usado um pouco mais de agar agar. Mas tudo bem, comemos mesmo assim e o Gabriel devorou as estrelinhas detonadas. Disse que adorou o sabor do limão, que ficou realmente forte. Outras tentativas de usar o agar agar no próximo capítulo.

frogurt de morango & baunilha

Fui arrebatada pelo entusiasmo quando cheguei no Farmers Market sábado pela manhã morango-baunilha_1aS.jpge vi à venda toneladas de damascos, cerejas, morangos e alguns tomates precoces. Acabei trazendo pra casa mais fruta do que poderíamos comer. Como não guardo fruta nenhuma [muito menos tomate] na geladeira*, não podemos ficar dando bobeira, esperando a fruta estragar. Principalmente se a fruta for morango. Comemos muitas al naturel, porque é assim que eu acho que aproveitamos muito mais o sabor de cada uma. E com parte do morango, reiniciei a temporada dos sorvetes. Para esta estréia, fiz um refrescante frogurt—frozen yogurt.

300gr de morango orgânico
1 1/2 xícaras de iogurte natural
1 xícara de iogurte cheese style
1 colher de sopa de extrato de baunilha
Nectar de agave [ou mel] a gosto
Bater tudo no liquidificador e colocar na sorveteira.

*com tomates é comprovado que a geladeira faz com que eles percam o sabor. e eu acho que com as frutas é exatamente a mesma coisa.

Será que há algo errado com essa torta de maçã?

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Não. Pode acreditar que não há nada errado com essa torta de maçã!

A não ser que levemos em conta que esta torta não leva ovos, nem farinha, nem leite, nem manteiga. Essa é uma torta de maçã intitulada livre de culpas, o que já pode ser uma forte indicação de que a receita tem algo errado. Mas ela realmente não tem nada de errado.

Limpando a papelada acumulada no meu escritório, achei soterrada na base de uma pilha de outras mil coisas, uma dessas revistas naturebas que se pega de grátis em portas de supermercados também naturebas. Dei uma folheada final, antes de levar pra reciclagem e nessa folheada parei total nessa receita de guilt-free shredded apple pie. Gostei, não porque é uma receita natureba que nos livra das culpas de comer doces—porque sinceramente eu não sinto culpa nenhuma por comer doces, já que como doces com moderação. Gostei, por causa da mistura de ingredientes, da novidade de usar purê e suco de maçã, a aveia e a tapioca.

Fiz a torta, que é simples e fica com uma aparência interessante, apesar de ser livre de culpa. As opiniões do publico & crítica foram bem diversas. O Uriel detestou, depois de provar apenas uma lasca. O Gabriel adorou e levou metade pra casa dele. Eu comi, mas não achei a melhor torta de maçã do universo e não faria novamente. Mas se fizesse eu mudaria uma coisa: eliminaria o suco de maçã e a tapioca, pois achei que essa mistura de mingau deixou o recheio com uma textura muito gelatinosa. Só as maçãs raladas já seriam suficientes, talvez com a adição de mais duas ou três.

Para quem quiser tentar, segue a receita. Mas fica um lembrete: essa é uma torta que nos livra de todas as culpas, portanto não espere que ela lhe traga o mesmo prazer que a experiência de um doce cheio de pecado traz.

Massa:
2 xícaras de aveia grossa
1 xícara de purê de maçã sem açúcar
1/4 colher de chá de sal.

Pré-aqueça o forno em 350ºF/ 176ºC. Unte uma forma de fundo removível de 9-inch/ 22 cm com óleo em spray [*eu usei manteiga]. Misture a aveia com o purê e o sal até ficar uma massa. Com os dedos, pressione a massa no fundo e lados da forma. Leve ao forno e asse por 30 minutos, ou até a massa ficar levemente dourada.

Recheio:
2 xícaras de suco de maçã sem açúcar - do tipo cidra, de cor opaca - o transparente é feito de concentrado, não é suco puro
1/2 xícara de nectar de agave [ou mel]
4 colheres de sopa de tapioca granulada [quick-cooking]
4 maças Granny-Smith grandes descascadas e raladas
1/2 colher de chá de canela em pó
1/4 de colher de chá de noz moscada [rale na hora]

Numa panela, junte o suco de maçã, o agave e a tapioca e deixe descansar por 5 minutos. Leve ao fogo e mexendo sem parar, deixe ferver. Abaixe o fogo e continue mexendo até formar um creme transparente. Desligue o fogo, adicione as maçãs raladas misturadas com a canela e a noz moscada. Misture bem e coloque o recheio sobre a massa assada. Deixe na geladeira por 2 horas e então sirva.

gelatina de cereja negra

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Às vezes me dá uma vontadezona de comer gelatina, mas não daquelas de caixinha e sim das feitas com suco de fruta. Folheando a revista da MS do mês de maio, vi várias sugestões de sobremesa com gelatina. Todas me animaram, mas uma me encantou pela cor e sabor. A receita original levava vinho, mas eu não coloquei. Fiz com suco de cerejas negras e cerejas negras congeladas, pois as frescas ainda não deram as caras por aqui. A minha gelatina ficou bem mais escura do que a da MS, mas ficou deliciosa!

4 envelopes de 7 gr cada [28gr total] de gelatina em pó sem sabor
1 xícara de suco de cerejas negras orgânico frio
3 xícaras de suco de cerejas negras orgânico aquecido até o ponto de fervura
Mel ou agave nectar a gosto para adoçar
Cerejas negras orgânicas congeladas — quatro unidades cortadas ao meio para cada potinho

Numa vasilha grande e rasa, polvilhe a gelatina na xícara de suco frio e deixe dissolver bem, por 1 minuto. Numa panela esquente as 3 xícaras restantes de suco ao ponto de fervura e despeje sobre a mistura de gelatina. Mexa com um batedor de arame para dissolver bem. Junte mel ou agave nectar a gosto, misture bem, despeje nos potinhos com as cerejas divididas em cada e leve à geladeira por no mínimo 3 horas.

eles chegaram!

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Os primeiros morangos da temporada.
Docinhos, fresquinhos, locais & orgânicos.

[da cor da] laranja

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O Uriel já começou as viagens para as fazendas onde ele testa suas máquinas. E sempre que vai, ele volta com alguns presentes comestíveis. De uma delas, na cidade de Orland, ele trouxe um saco de laranjas colhidas no pé, que estavam incrivelmente frescas e doces. Devoramos todas.

panna cotta de laranja vermelha

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A panna cotta é uma sobremesa sempre presente aqui em casa, porque ela é facílima de fazer e aceita a adição de frutas das mais diversas maneiras. Além do que o Uriel adora. Vi essa receita no website de uma dessas revistas que se pega de grátis na porta do supermercado. Gamei na hora, pois sou fanzoca dos citrus, que ainda estão na onda por aqui. E a blood orange—laranja vermelha é uma das frutas que eu queria usar ainda mais uma vez, antes que elas desapareçam do mercado. Por causa da cor especial da laranja vermelha, essa panna cotta fica com um visual lindo. Use potinhos de vidro. Eu usei copinhos.

Faz 6 porçoes
1 colher de sopa de água
1 colher de chá de gelatina em pó sem sabor
1 xícara de creme de leite fresco
1 xícara de iogurte natural [nonfat]
1/4 xícara de açúcar *usei a mesma medida de agave nectar
Raspas da casca de duas laranjas vermelhas
3 laranjas vermelhas cortadas em fatias finas

Dissolva a gelatina na água. Numa panela pequena coloque o creme de leite, o açúcar [ou agave nectar, ou mesmo mel] e as raspinhas da casca das laranjas e leve ao fogo médio, mexendo com uma colher de pau, espátula ou batedor de arame até o açúcar dissolver. Não deixe ferver. Remova do fogo e junte a gelatina dissolvida. Mexa bem até a gelatina se misturar completamente. Adicione o iogurte e misture. Distribua as fatias de laranja entre seis potinhos e coloque o creme por cima. Leve à geladeira por pelo menos 4 horas.

limãozada

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Colhemos um tanto, porque a árvore estava muito envergada.

iogurte com doce de nectarina

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Uma parte deste delicioso iogurte sabor maple da Strauss Family Creamery decorado com uma colherada de um doce simples feito com aquelas nectarinas do verão que estavam no freezer e um pouco de açúcar mascavo. Outra combinação excelente.

forelle pears

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Estou encantada com a delicadeza e a beleza dessas pequenas pêras da variedade forelle. E elas ainda são extraordinariamente fotogênicas.

alguns limões

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Tivemos que colher alguns limões em carater de emergência, pois o limoeiro estava muito tombado com o peso. O tamanho pequeno das frutas se deve à pouca chuva deste inverno. No ano passado choveu mais e os limões ficaram realmente gigantes.

clafoutis de pêra

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Clafoutis é o tipo de receita que me agrada, pois é fácílima de fazer e leva sempre um tipo de fruta ou legume. Por isso vira e mexe tem um deles figurando por aqui. Essa receita eu peguei numa daquelas revistinhas naturebas que são distribuidas em portas de supermercados e lojinhas naturais. Eu sempre pego e passo os olhos, pois muitas vezes elas oferecem receitas interessantes. Gostei particularmente dessa por ela ser feita com as pêras, que é uma fruta que eu acho que cozinha muito bem—e como a maçã, eu prefiro cozida do que crua. Também achei legal a receita levar leite de soja, embora eu não tenha usado e substitui pela mesma medida de leite integral, e pedir todos os ingredientes orgânicos. Só mesmo numa revita natureba!

clafoutis de pêra
3/4 xícara de leite de soja orgânico sabor baunilha*
3/4 xícara de leite orgânico integral
4 ovos caipiras
1/4 xícara de nectar de agave orgânico
1/2 colher de chá de extrato de baunilha
1/2 colher de chá de extrato de amêndoa
1/2 xícara de farinha de trigo orgânica
3 pêras orgânicas Anjou**

*usei leite comum
** usei a pêra Bartlett

Pré-aqueça o forno em 400ºF/ 205ºC e unte um refratário de 22cm com manteiga. No liquidificador coloque o leite, ovos, agave nectar, os extratos de baunilha e amêndoa e bata bem. Adicione a farinha de trigo e pulse para misturar ao liquido. Reserve. Corte as pêras ao meio, retire sementes e cabos e então corte novamente na horizintal em fatias. Coloque as pêras cortadas no refratário, ajeite para que elas fiquem inteiras. Jogue a massa por cima das pêras no refratário e asse por 55 minutos, até a massa crescer e ficar dourada. Remova do forno e deixe esfriar. Sirva o clafoutis morno ou frio.

mandarins satsuma

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Da fazenda de Mike e Debbie Ariza, em Orland, Califórnia

torta de ameixa

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Estou agora, que é outono, finalmente lendo o capítulo do outono do livro da Edna Lewis—A Taste of Country Cooking. Ela fala da colheita das ameixas e dá uma receita muito simples, para ser feita com as ameixas roxas. Cheguei um pouco tarde, pois as ameixas já estão se despedindo por este ano e só consegui comprar essa variedade roxa por fora e laranja por dentro, que com certeza não eram as ameixas certas para essa receita. Mas mesmo assim fiz e ficou deliciosa. As ameixas soltaram pouco liquido, mas eu superei essa deficiência preparando uma redução de vinho Marsala, que ficou interessante.

Purple Plum Tart

Recheio:
800 gr de ameixas roxas
2/3 xícara de açúcar
Corte as ameixas ao meio e descaroçe. Coloque num refratário com a casca para baixo, cubra com o açúcar e asse em forno pré-aquecido em 450ºF/ 230ºC por 15 minutos. Remova e reserve.

Massa:
1 xícara de farinha de trigo
1/4 xícara de açúcar
1/4 colher de chá de sal
1 tablete [113g / 1/2 xícara] de manteiga
Raspas da casca de 1/2 limão médio
Numa vasilha coloque todos os ingredientes e amasse bem com as mãos, até formar uma massa. Daí sove essa massa por uns minutos, até ela ficar bem sedosa. Use duas colheres de sopa de farinha de trigo durante a sova. A massa deve ficar bem macia. Espalhe a massa com as mãos e cubra a base de uma forma de aro removível de 22 cm/ 9 inches. Coloque as ameixas assadas por cima da massa e leve ao forno em 350ºF/ 176ºC por 30 minutos, até a massa ficar dourada. Se as ameixas soltarem bastante suco na hora de assar, coloque esse liquido numa panela e reduza até ficar um xarope. Como as minhas ameixas não soltaram quase liquido, eu fiz uma redução com vinho Marsala e açucar e espalhei por cima da torta depois de assada. Deixe esfriar antes de desenformar.

pear and blue cheese crostata

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Acho que tenho umas trinta páginas do The Kitchn guardadas, com receitas para fazer, artigos para ler, até aquelas maravilhosas tours de cozinhas fantásticas que às vezes aparecem por lá. Eu adoro esse website. Gosto mais dele do que do seu irmão mais velho, o Apartment Therapy. Essa receita de Pear and Blue Cheese Crostata publicada lá, estava marcada com prioridade. Então desde sábado que estou no making-of dessa torta. Djezuis Craist, nunca conheci ninguém mais atrapalhada do que eu vivendo neste planeta. Primeiro fiz a massa e quando fui fazer o recheio constatei a ausência de três pêras, ingrediente imprescíndivel. Comprei as pêras na terça-feira e fiz a torta. Preparei outra massa, porque achei que aquela que estava na geladeira não ia dar. Fiz uma receita enorme, com muitas pêras cortadas em pedaços muito grandes, que consequentemente não cozinharam direito. Comi uma fatia—que não estava ruim, e até tirei algumas fotos, que me ajudaram a comparar com a torta original e concluir que estava tudo errado. Fiquei desolada, irritada, inconformada. Comecei tudo de novo na quarta-feira. Acabei usando a massa que tinha feito no sábado, comprei uma variedade de pêra um pouco mais macia, que cortei em cubinhos bem pequenos. Dessa vez vingou. Ha-Le-Lu-i-Ha! Ficou uma delícia!

Massa:
1/2 xícara de farinha de trigo
1 colher de sopa de açúcar
1/8 de sal kosher [grosso]
1/2 tablete - 56 gr de manteiga sem sal bem gelada
1 colher de sopa de água gelada
No processador, pulse a farinha, o açúcar e o sal. crescente a manteiga cortada em cubinhos e pulse mais umas 15 vezes até ficar uma farofa. Adicione a água e pulse outra vez, até a massa ficar mais consistente. Amasse com os dedos formando uma bola, amasse num disco, embrulhe em plástico e coloque na geladeira por uma hora.

Recheio:
4 pêras pequenas e maduras
3 colheres de sopa de blue cheese esmigalhado
1/4 xícara de farinha de trigo
1/4 xícara de açúcar mascavo
1/4 xícara de avelãs picadas [ou nozes]
3 colheres de sopa de manteiga gelada
Corte as pêras em cubinhos. Estenda a massa numa folha de papel vegetal ou alumínio e coloque sobre uma assadeira. Coloque as pêras em cubinhos no centro da massa. Deixe uns 4 cms da massa em volta, para poder dobrar. Salpique o queijo esmigalhado sobre as pêras, aperte para eles entrarem entre as frutas. Dobre as bordas da massa, cubrindo parte das pêras. Numa vasilha misture a farinha, o açúcar mascavo e as avelãs picadas. Junte a manteiga e amasse com os dedos até formar uma farofa, que será espalhada sobre a crostata. Asse em forno pré-aquecido em 450ºF / 232ºC por 20 ou 30 minutos, ou até que a massa esteja bem dourada. Deixe esfriar, corte em fatias e sirva.

pedras preciosas

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sementes de romã

dutch baby [com pêras]

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A dutch baby é uma panquecazona alemã que é um coringa nas minhas noites de domingo. Ela é fácil e rápida de fazer, e fica deliciosa. Eu faço sempre que não tenho nenhuma gostosura para o nosso lanchinho de encerramento do final de semana e não estou nos ânimos de fazer nada mais demorado. A dutch baby fica pronta num piscar de olhos. Desta vez eu inovei fazendo com fruta no meio da massa e ficou muito bom. Essa receita serve muito bem duas pessoas com fome.

3 ovos caipiras
3/4 xícara de leite integral
3/4 xícara de farinha de trigo
1 colher de chá de extrato de baunilha
2 colheres de sopa de manteiga
2 pêras
1 colher de sopa de açúcar baunilhado
Açúcar de confeiteiro para decorar

Pré-aqueça o forno em 425ºF / 220ºC. Numa frigideira de preferência de ferro e que possa ir ao forno, derreta duas colheres de manteiga. Coloque as pêras cortadas em cubinhos e refogue na manteiga. Acrescente uma colher de açúcar baunilhado. Enquanto isso bata no liquidificador os três ovos em velocidade máxima, Acrescente o leite, sempre batendo. Desligue, acrescente a farinha e ligue novamente em velocidade máxima. Por último coloque o extrato de baunilha. Quando as pêras estiverem douradas, desligue o fogo, jogue a massa batida por cima e leve ao forno. Asse por uns 20 minutos, ou até a massa crescer e ficar dourada. Retire do forno e polvilhe com açúcar de confeiteiro. Sirva em seguida.

kiwi berries

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São pequenas berries com sabor de kiwi, super delicadas e doces. Nós adoramos, principalmente por serem fáceis de comer e não precisar descascar.

lady apples

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Lindas mini-maçãs, embora não tão mini quanto as crab apples. Ainda não sei que vou fazer com elas, talvez coma algumas cruas. São maçãs snack!

os pistachos também são

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Ele chegou da fazenda bem de madrugada. Pela manhã quando fui tomar meu café encontrei um sacão cheio de pistachos crus em cima da pia e ao lado um bilhete—aproveite para fotografar! Então eu fiz. Os pistachos também têm uma casca externa molinha, além da casca durinha que protege o fruto e que já conhecemos. Processar o pistacho dá um trabalho, eu já fiz e não gostei do resultado. Primeiro tem que ferver, remover todas as cascas externas, depois torrá-los na medida certa, que eu não consegui fazer. Uma parte queimou e outra ficou borrachuda. Melhor comprar o pistacho torrado na loja. E usar esses crus mesmos, porque eles são bem comíveis.

a primeira da estação

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romã — pomegranate

Eu adoro essa fruta, que é uma daquelas diferentonas e difíceis de comer, porque ela não tem polpa, só sementes. Todo ano eu fico toda entusiasmada quando vejo as romãs chegando junto com o outono. Elas se dão muito bem no clima desta região e são muito usadas como árvores ornamentais na frente das casas. Fica muito bonito, porque as romãs são realmente frutas rainhas, com sua cor e formato elegantes.

Na cozinha eu adoro salpicar as sementinhas nas saladas, ou misturar com couscous ou arroz. O céu é o limite para o uso da romã. E além de usar suas qualidades culinárias, adoro explorar sua fotogênia, em cliques como este da romã da Elise em 2006 e o da romã rainha da cesta orgânica em 2007.

Piel de Sapo melon

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Melão pele de sapo, uma variedade super doce, que eu cortei em cubinhos e respinguei com suco de limão. Servi salpicado com lascas de amêndoa tostadas. Hm-crok-Hm.

crabapples

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Elas têm o mesmo tamanho e formato das cerejas e de relance até parecem mesmo cerejas, mas não são cerejas, são maçãs. Bem pequenas e bem ácidas, as crabapples só servem pra fazer doce—conserva, geléia, purê e a deliciosa manteiga de maçã.

comice pear

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A pêra da receita original deste crisp da Alice Waters.

banana da terra frita

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A variedade de frutas nestas terras californianas certamente não incluí as tropicais. No caso da banana, estamos mais ou menos limitados à nanica—que eu tenho o cuidado de comprar fair trade, já que não posso comprar local. Acha-se a banana maçã, que eu já desisti de comprar, porque pra mim não tem gosto nenhum da banana maçã que eu conheço. E acha-se também a banana da terra, conhecida aqui como plantain. Não sei se elas são a mesma coisa, mas o sabor é bem parecido. Só que as plantains chegam aqui vindas sei lá de onde e normalmente estão verdes. Eu sei que há maneiras de se preparar essa banana verde, mas essas não são o meu objetivo. Quero a banana madura, no ponto ideal para se comer crua se quiser. Mas isso é quase uma missão impossível. As plantains geralmente estão muito verdes ou extremamente maduras. Quando eu dou de cara com uma banana no ponto [quase] ideal, dou pulos de alegria. Essas não estavam perfeitas, mas deu pra fazer frita, do jeito que eu gosto. Cortei em rodelas e fritei dos dois lados na manteiga. Na hora de servir, salpiquei com flor de sal.

Banana é uma das minhas frutas favoritas. E eu tento comer uma por dia. E adoro banana frita e banana flambada, que eu faço com a banana nanica mesmo. Êta coisa boa!

quince tarte tatin

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Os quinces—marmelos também são sinal do outono acenando ali na esquina. Eu adoro essa fruta, seu sabor e textura. Já tinha preparado o quince em calda e adorei a idéia de fazer uma tarte tatin com ele. A inspiração veio deste blog, recomendado pela Elise. Para a massa eu usei uma receita de pâte sucrée do livro Chez Panisse Fruit da Alice Waters.

pâte sucrée

1 tablete - 113g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
1/3 xícara de açúcar
1/4 colher de chá de sal
1/4 colher de chá de extrato de baunilha
1 gema de ovo caipira
1 1/4 de farinha de trigo

Numa batedeira misture a manteiga e o açúcar e bata bem com a pá até ficar uma mistura bem cremosa. Acrescente o sal, a baunilha e a gema de ovo e continue batendo, até ficar completamente incorporado. Junte a farinha e trigo e bata até formar uma massa uniforme. Faça um bola, enrole em plástico e achate formando um disco. Gele por algumas horas ou de um dia para o outro, até ficar bem firme. Na hora de usar, retire da geladeira e abra com o rolo numa superfície enfarinhada.

Para fazer a cobertura de fruta, descasque e corte 4 quinces—marmelos em fatias grossas [pingue umas gotas de limão]. Numa frigideira que possa ir ao forno coloque 1/4 xícara - 2 colheres de sopa de manteiga e 1/2 xícara de néctar de agave [ou açúcar]. Leve a frigideira ao fogo médio e deixe a manteiga derreter e formar um caramelo com o agave. Coloque as fatias de quince na frigideir e deixe cozinhar bem até o caramelo incorporar na fruta. Retire do fogo, cubra com a massa de pâte sucrée, aberta no tamanho da frigideira. Feche bem as laterais da massa, apertando com os dedos. Leve ao forno pré-aquecido em 375ºF / 190ºC e asse até a massa ficar bem firme e dourada. Deixe esfriar bem e inverta a torta num prato. Sirva morna ou fria.

spiced seckel pears

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Preparei as delicadas pêras Seckel inspirada numa receita da Edna Lewis. Descascar as pêras e cozinhar com um pouco de água, açúcar a gosto e uns cravos da índia até elas ficarem molinhas. Remover as pêras e deixar a calda engrossar em fogo baixo. Doces assim sempre ganham o acompanhamento de um pingo de creme de leite fresco, que combina muito bem com as frutas cozidas.

panna cotta de morango

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Essa receita tirada do site da Epicurious não me deixou completamente satisfeita. Eu queria fazer uma sobremesa com morangos frescos, que fosse gelada, cremosa e refrescante. Essa panna cotta é, de fato, tudo isso. Mas por algum motivo não me conquistou daquela maneira passional que geralmente as sobremesas com frutas fazem. Para quem quiser tentar, segue a receita.

3 xícaras de morangos orgânicos cortados em fatias
1 3/4 xícaras de buttermilk
6 colheres de sopa de açúcar
2 1/2 colheres de chá de gelatina em pó sem sabor
1/4 xícara de leite integral
1/4 xícara de creme de leite fresco

Bata no liquidificador os morangos com o buttermilk e o açúcar. Espalhe a gelatina sobre o leite e deixe amolecer, por cerca de 1 minuto. Coloque o creme de morango numa panela—se quiser pode coar antes, mas eu não fiz—e leve ao fogo até ferver. Desligue o fogo, junte a gelatina dissolvida no leite, mexendo bem até ficar bem dissolvido. Misture o creme de leite e bata bem, com um batedor de arame. Coloque em ramequins e leve à geladeira. Gele por pelo menos 8 horas. Na hora de servir, pode desenformar. Eu não fiz.

Far breton com figos frescos

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Eu coleciono as receitas da Elvira, que vou fazendo aos pouquinhos. Não somente eu, mas também a minha irmã, que é cozinheira estreante e adora a praticidade e simplicidade das receitas que a Elvira testa. Este far breton de figos frescos simplesmente me deu uma rasteira. Vim pra casa decidida a fazê-lo e como o universo sempre conspira em favor das coisas boas, a cesta orgânica da semana me trouxe um saquinho de figos—dos verdinhos, como os que a Elvira usou. Mãos à obra. Fiz apenas um terço da receita, pois estou sozinha. Vou confessar sussurando que já devorei metade.

24 figos pequenos
160 g de farinha de trigo
100 g de açúcar
1 colher (sopa) de açúcar baunilhado
3 ovos grandes
250 ml de leite integral
250 ml de creme de leite fresco
50 ml de rum
20 g de manteiga
açúcar de confeiteiro

Pré-aquecer o forno a 400ºF / 200ºC. Untar muito bem uma forma ou uma assadeira - de barro, de preferência - com a manteiga. Reservar.

Bater o açúcar com o açúcar baunilhado e os ovos. Juntar o leite, o creme de leite, o rum e a farinha de uma só vez. Misturar muito bem.

Eliminar os cabinhos dos figos. Fazer um corte em forma de cruz em cada um, sem chegar até à base. Distribuir os figos pela forma.

Colocar a massa sobre os figos e levar ao forno por 25-30 minutos. Retirar do forno e polvilhar com o açúcar de confeiteiro. Deixar repousar. Servir morno ou à temperatura ambiente, na própria forma.

pêssego na calda de água de flor de laranjeira

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Dei uma cambalhota tripla quando vi esta sobremesa perpetrada pela fabulosa Faby do Rainhas do Lar. Mas eu nem prestei atenção no sorvete, nem no suspiro, muito menos nas amêndoas. Só conseguia ver aqueles pêssegos boiando na deliciosa calda aromatizada com água de flor de laranjeira. Fiz a receita duas vezes, pois na primeira tive dificuldade para remover a casca dos pêssegos cozidos. Então tentei uma segunda vez descascando os pêssegos antes de cozinhá-los. Usei pêssegos orgânicos, pois vocês sabem que essa fruta é a numero uno na lista das mais contaminadas por agrotóxicos.

6 pêssegos orgânicos bem firmes
2 xícaras de água
1/2 xícara de açúcar
2 colheres de sopa de água de flor de laranjeira
A Faby usa também um pau de canela, mas eu eliminei esse item, pois queria só o sabor da flor de laranjeira

Descasque os pêssegos, corte cada um em quatro e reserve as cascas. Numa panela coloque a água, o açúcar, a água de flor de laranjeira e misture bem, até o açúcar dissolver. Leve ao fogo, coloque os pêssegos cortados em quatro, as cascas e deixe ferver. Quando começar a ferver, conte 5 minutos e remova os pêssegos. Baixe o fogo e deixe a calda reduzir pela metade. Coe para remover as cascas. Deixe esfriar, junte a calda e os pêssegos e coloque na geladeira. Nós comemos os pêssegos na sua calda rosada com um pouco de creme de leite fresco, como sempre fazemos com fruta em calda. Essa receita será repetida muitas vezes. Outstanding!

Quase os últimos

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Outro dia umas amigas vieram me visitar e sentamos no quintal para beber um vinho. Uma delas olhou pro meu limoeiro e perguntou intrigada—que tipo de árvore é essa que dá limão de duas cores? Eu caí na gargalhada, porque meu limoeiro está verde-amarelo, carregado de limões novos, verdinhos, mas ainda tem muitos limoezões da outra temporada, que eu deixei lá na arvore e eles foram crescendo e ficando cada vez mais suculentos. Os limõezinhos verdes vão amarelar até o inverno e vão crescer e também ficar suculentos. Os limoezões amarelos do ano passado já estão jogando a toalha, pois estão tão pesados com suco que têm despencado sozinhos da árvore. Eu vou usando como posso. Ontem fiz uma jarra enorme de limonada com dois deles.

morango balsamico

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Eu nunca tinha misturado morangos com aceto balsamico, então essa foi a primeira vez. Salpiquei as frutas picadas com açúcar demerara e depois pinguei gotas de um bom aceto balsamico. Deixei macerar por umas horas e servi sem nenhum acompanhamento. Agradou gregos e troianas.

Pêra Nashi

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As pêras Nashi são uma variedade de pêra asiática—as pêras crocantes. Essas são uma lindeza só, redondinhas e doces. Comprei na barraquinha daquela senhorinha muito batuta e assertiva. As pêras começam a aparecer no final do verão, marcando mais uma etapa do ciclo das estações.

red flame grapes

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Dulcíssimas e refrescantes, essas uvas orgânicas foram a minha contribuição para o almoço de família que tivemos ontem em Marin county, já que não tive tempo de preparar nenhum prato especial.

candy stripes figs

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Produto da bacanuda fazenda Capay, esse figo é o fino da bossa, pois além de ser um figo, ainda tem essa fachada totalmente fashionable com listas desiguais—very chic—em verde e amarelo. E a polpa avermelhada tem sabor e textura de uma geléia de figo. É como se você estivesse comendo um doce, mas é uma fruta fresca.

salada de melão

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Fiz essa salada outro dia usando um melão verde. Desta vez usei o laranja. É importante que o melão esteja SUPER doce. Esses que ando recebendo na cesta orgânica—graças à benevolência dos perus selvagens, que neste ano não invadiram a fazenda para devorá-los—estão um verdadeiro mel.

Então pra fazer essa salada é só cortar um melão em cubinhos, cortar outra fruta qualquer em cubinhos também. No meu caso cortei dois pêssegos e duas nectarinas do meu quintal. Regar as frutas com o suco de um limão [amarelo] e salpicar com lascas de amêndoas tostadas. Não vai uma pitada de açúcar, nem mel, nem nenhum outro adoçante, mas fica uma salada de frutas dulcíssima, com um toque azedinho do limão e a crocância simpática das amêndoas.

Faça, que você não vai se arrepender. E as sobras, se houverem, mantém-se muito bem na geladeira, para voltarem deliciosas à mesa no dia seguinte.

jujubes

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Também conhecidas como Chinese dates - tâmaras chinesas, essas frutinhas são um enigma pra mim. Não gosto quando elas chegam como um treat na cesta orgânica, pois nunca sei o que fazer com elas Pra comê-las in natura, melhor deixá-las secar até elas ficarem bem marrons e enrugadas. O gosto e a textura das jujubes lembra um pouco a maçã.

torta de nectarina e queijo mascarpone

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Uma das grandes frustrações da minha carreira na cozinha é não ser boa fazendo sobremesas. Mas sou persistente, não desisto nunca e estou sempre tentando melhorar. Só que muitas vezes sinto um desânimo enorme. Quando a empreitada termina em êxito, é motivo para comemoração. Mas raramente eu celebro a boniteza do resultado. Minhas sobremesas, apesar de ficarem comíveis, nunca ficam bonitas como eu desejaria. Então fui fazer essa sobremesa linda da Deb do Smitten Kitchen e quando olhei a minha e olhei a dela, fiquei irritada com a minha total falta de jeito. Mas tudo bem, me conformei porque todo mundo que comeu a torta gostou. É uma sobremesa bem refrescante, pois é servida gelada e com a fruta fresca, só a massa que é ligeiramente assada. Ótima também porque economiza forno nos dias quentes. E deve ficar muito boa com outros tipos de frutas.

Torta de nectarina com queijo mascarpone [minha versão]

Para a massa:
37 gingersnap cookies ou outro tipo de bolachinha interessante. Eu usei umas suecas com sabor de capuccino que estavam encalhadas. São mais ou menos 9 ounces ou 250 gr ou 3 2/4 de xícaras de bolacha.
6 colheres de sopa de manteiga sem sal derretida.

Para o recheio
1 porção de 8 ounces ou 230gr de queijo mascarpone
6 ounces ou 170 gr de cream cheese em temperatura ambiente
1/4 xícara de sour cream
1/4 xícara de açúcar
1 colher de chá de raspas de casca de limão [amarelo]
1/4 colher de chá de extrato de baunilha

Para a cobertura
4 ou 5 nectarinas descaroçadas e cortadas em fatias
1/4 xícara de geléia de pêssego * eu não usei

Faça a massa: Pré-aqueça o forno em 350°F / 176ºC. No processador coloque as bolachas e moa bem. Vá acrescentando a manteiga derretida até formar uma massa bem úmida. Forre uma forma de fundo removível com essa farofa. Asse por uns 8 minutos, ou até a massa ficar mais escura e mais firme. Remova do forno e deixe esfriar completamente.

Faça o recheio: Bata todos os ingredientes vigorosamente até obter um creme bem liso. Espalhe sobre a massa já assada na forma. Leve para gelar por pelo menos 2 horas.

Faça a cobertura: Espalhe as fatias de nectarina sobre o recheio, pincele com a geléia aquecida. Sirva ou refrigere por até 6 horas.

cenas do último capítulo

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benditos frutos

As árvores estão assim, como uma mulher grávida de quadrigêmeos no último mês de gestação, curvadas pelo peso dos delicados frutos. O pé de nectarina já estava amparado com dois suportes de madeira há algum tempo. Ela é uma árvore mais madura, com um tronco mais robusto. O pessegueiro não. É uma arvorezinha mirrada, plantada num barril de plástico, mesmo assim está carregada de frutos e ontem o Uriel teve que colocar um suporte, porque queremos deixar as frutas amadurecendo lá por mais uns dias e não confiamos que o tronquinho magrelo fosse aguentar. No processo de amparar os galhinhos, dois pêssegos se soltaram. O Uriel comeu um e eu trouxe o outro cortado em fatias para comer durante a manhã no trabalho. Que maravilha de fruta doce e delicada! Acho que já podemos colher todos eles neste final de semana e dar um descanso para a árvorezinha!

»Imagens do lindo processo de transformação que todo ano nos encanta com FLORES , FLORES e mais FLORES e depois os FRUTOS, que ADOÇAM o nosso verão.

frutas no pomar do Copia

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blueberries

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pêras

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blackberries

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uvas

Um passeio pelo Edible Gardens do COPIA é um deleite. Os legumes, verduras, ervas e frutas orgânicas colhidos lá são usados na preparação dos pratos do singelo Bistrô e do sofisticado Julia's Kitchen. Visitamos o COPIA no inicio do mês. Em cada visita, novas surpresas deliciosas!frutas_copia_1S.jpg

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gelatina de frutas vermelhas

gelatina_frutas_v_1S.jpgGelatina de fruta é uma sobremesa tão fácil de fazer e fica sempre tão gostosa, refrescante para os dias quentes, com mil variações e possibilidades. Não sei por que eu não faço gelatina mais frequentemente. Essa receita saiu da revista Everyday Food e levava apenas framboesas, mas eu fiz com uma mistura de framboesas, morangos e mirtilos. Achei o resultado um pouco doce pro meu gosto. Se refizer, vou omitir o açúcar e colocar um pouco mais de mel.


2 envelopes de 8 gr—1/4 ounces de gelatina em pó sem sabor
1 1/2 xícara de frutas frescas
ou 1 pacote de 350 g—12 ounces de frutas congelada
1/2 xícara de açúcar
1 pitada de sal
1/4 xícara de mel

Salpique a gelatina em 1/4 xícara de água gelada e deixe dissolver, por mais ou menos 10 minutos. Enquanto isso cozinhe as frutas numa panela com o açúcar [se gostar de coisas doces], 2 xícaras de água e uma pitada de sal. Cozinhe por mais ou menos 5 minutos, até as frutas amaciarem e dissolverem, Retire do fogo, acrescente a gelatina dissolvida e o mel e misture bem. Passe a mistura por uma peneira fina ou food mill. Meça 4 copos de liquido, se precisar acrescente mais água. Divida em seis potinhos, deixe esfriar, cubra com plástico e leve a geladeira até ficar firme.

em novembro...

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As romãs vão estar maduras para serem usadas, em deliciosos pratos salgados ou doces. Essas estão no edible gardens, a magnífica horta—pomar do COPIA.

as frutas da semana

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Essa é a cornucópia de verão. Porém as cerejas já estão se despedindo, assim como os damascos. Mas os pêssegos e as nectarinas—e os figos, os FIGOS—já estão na roda. Dessas frutas, duas viraram sorvete. É uma boa maneira de usá-las rapidamente, já que eu não guardo fruta na geladeira.

Torta brulée de damasco

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Quero aproveitar ao máximo a curta temporada dos damascos e fazer pelo menos uma tortazinha legal com eles. Achei essa receita usando o mecanismo de busca dos blogs de culinária, que é realmente uma mão na roda. Achei tudo ótimo, gostei da massa com amêndoas e do creme caramelizado. Planejei fazer essa torta por mais de uma semana e finalmente concretizei meus planos no sábado à tarde. Gostamos muitíssimo do resultado. Eu decidi fazer em forminhas individuais, para ficar mais fácil o consumo. Deu seis tortinhas.

Apricot Tart Brulee

Faça a massa:
1-1/4 xícaras de farinha de trigo
1/2 xícara de amêndoas sem pele e torradas, moídas bem fininho
3 colheres de sopa de açúcar
1/2 tcolher chá de sal
1/2 xícara ou 1 tablete de 113gr de mantega sem sal gelada
1 gema de ovo
1 colher de chá de baunilha
3 colheres de sopa de creme de leite fresco
Misture a farinha, as amêndoas moídas, o açúcar e o sal numa vasilha. Acrescente a manteiga gelada cortada em cubinhos e misture tudo com os dedos, até formar uma farofa. Não amasse! Num outro recipiente bata a gema do ovo e acrescente a baunilha e o creme de leite. Faça um buraco na mistura de farinha, jogue lá a mistura de ovo e creme e misture bem com um garfo, depois amasse bem com as mãos até formar uma bola. Enrole em plástico e coloque na geladeira por 30 minutos.

Pré-aqueça o forno em 375ºF/200ºC. Abra a massa com um rolo e forre uma forma grande ou forminhas pequenas, como quiser. Coloque as formas na geladeira por mais 30 minutos, ou faça um shortcut no congelador, como eu fiz. Apenas 10 minutos. Coloque a massa para assar por uns 15 minutos, ou até ela ficar um pouco firme e levemente dourada. Retire do forno. Reduza a temperatura do forno para 350ºF/176ºC.

Faça o creme:
1 xícara de creme de leite fresco
1 colher de chá de baunilha
2 ovos ligeiramente batidos
1/4 xícara de açúcar
Misture todos os ingredientes muito bem, batendo com um batedor de arame.

Corte uns 8 damascos em fatias e arrange sobre as forminhas. Jogue o creme por cima dos damascos, salpique com pedacinhos de manteiga e açúcar. Coloque no forno e asse por uns 30 minutos, ou até o creme ficar firme. Coloque no broiler por 5 minutos somente para caramelizar o açúcar. Remova do forno e deixe esfriar bem antes de servir.

bolinhos de milho & cereja
[cornmeal-cherry muffins]

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cherries_from_erick_3.jpgcornmeal_cherry_muffin_4.jpg
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Na terça-feira o Uriel chegou com um sacão de cerejas recém-colhidas numa das fazendas em que ele faz testes. Eles resolveram testar uma das máquinas nas árvores de estimação da proprietária, que estavam apinhadas de frutinhas. A máquina faz um trabalho muito delicado e meticuloso, quase como se fossem dedinhos humanos colhendo as cerejas. Elas chegaram perfeitas, todas com cabinhos e sem nenhuma ranhura ou machucado provocados pela chacoalhação e queda na esteira. Frutas perfeitas e lindas! Devoramos praticamente metade delas, puras, sem nada, apenas mastigando a polpa e cuspindo o caroço com alegria. O bocadinho que sobrou, eu resolvi investir numa receita. Mas cabeça-dura que sou, quando encafifo com algo, nada consegue me persuadir a mudar de idéia. E a visão que eu tinha para o futuro daquelas cerejas era de muffins feitos com cornmeal. Procurei, procurei, procurei, até que achei essa receita que considerei perfeita. O único porém é que achei que ela iria produzir muffins para um batalhão—três xícaras de farinha, mais três xícaras de cornmeal? Decidi reduzir a receita em um terço. Infelizmente folks, eu sou uma negação com números. Toda vez que me atraco com eles, saio perdendo. Achei que fiz alguma coisa errada na conversão, pois os muffins não cresceram. Mas ficaram saborosos—e como não poderiam ficar, com os ingredientes de primeira que usei? Só que eles não cresceram...

Aqui vai a receita inteira, para o café da manhã da tropa de escoteiros. Quem quiser diminuir, que faça ao seu próprio risco.

3 ovos [da Felizberta caipira]
3 colheres de sopa de raspas de limão [o amarelo]
1/4 xícara de suco de limão [o amarelo]
12 colheres de sopa de manteiga sem sal, derretida
1/4 xícara, mais 2 colheres de sopa de óleo vegetal
3 xícaras de buttermilk—eu usei o kefir, mas iogurte também serve
3 xícaras de farinha de trigo
3 e 1/3 xícaras de cornmeal ou mistura de polenta
4 e 1/2 colheres de chá de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
3/4 xícara de açucar
1 colher de chá de sal
2 xícaras de cerejas frescas ou secas

Pré-aqueça o forno em 350°F/ 176ºC. Na batedeira, bata bem os ovos, as raspas e suco do limão, a manteiga, o óleo e o buttermilk. Numa vasilha separada misture bem com o batedor de arame a farinha, a polenta ou cornmeal, o fermento, bicarbonato, sal e açúcar. Misture ao creme de ovos e incorpore bem, Junte as cerejas, descaroçadas. Coloque nas formas de muffin e asse por 35 min. Remova do forno e deixe esfriar numa grade.

gelado de morango

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Os morangos da Swanton Farm que nós não devoramos puro, viraram sorvete. A receita é a basicona—uma parte de creme de leite fresco, meia parte de leite integral, os morangos cortados ao meio, mel a gosto e uma dose de licor Grand Marnier. Bater tudo ligeiramente no liquidificador e colocar na sorveteira. Não bata muito, para que os morangos não se desfaçam totalmente e o sorvete ganhe pedacinhos da fruta aqui e ali. Foi um dos sorvetes mais elogiados que eu já fiz!

swanton berry farm

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Em junho de 2004 nós dirigíamos pela Highway 1 na costa do norte da Califórnia, procurando pela casa do Neil Young, quando passamos em frente dessa fazenda de morangos orgânicos. Na época, ficamos encantados com os produtos que consumimos lá e com a filosofia do lugar, que além das técnicas de produção sem agrotóxicos, ainda não usa mão de obra ilegal, todos os trabalhadores têm beneficios e salários justos. Eles também usam o sistema da confiança [honor till] na lojinha, que vem funcionando muito bem por anos e anos. Você pega o que quer e paga, pega o troco, ninguém confere nada. Fomos lá desta vez para fazer o u-pick, isto é, colher os morangos nós mesmos. O preço é três dólares por cestinha, pegamos três cestinhas, jogamos uma nota de vinte na caixa, pegamos onze em notas de um de volta.

Clafoutis de cereja

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As cerejas frescas estão abundantes, presentes em diferentes cores e variedades. Estão dulcíssimas e irresistíveis. Algumas teriam que virar um doce. Procurei e achei algumas receitas legais, mas como não estive no meu cem por cento neste final de semana, decidi por uma bem fácil. E não tem nada mais fácil que um clafoutis. Esse, de cereja, é um clássico. E essa receita é da avó da francesinha Fanny, que escreve um blog delicioso chamado Foodbeam.

Clafoutis de Cereja
[le clafoutis de ma grand-mère]

200g de farinha de trigo
120g de açúcar
Uma pitada de sal
3 ovos
80g de manteiga derretida
250ml de leite integral
500g de cerejas descaroçadas

Pré-aqueça o forno em 200°C /400ºF e unte uma forma de torta de 30 cm com bastante manteiga.

Na batedeira coloque a farinha, o açúcar e o sal e incorpore bem. Junte os ovos, um de cada vez, batendo em velocidade média. Quando a massa estiver macia, coloque a manteiga. Continue batendo, em velocidade baixa e vá colocando o leite. A massa deve ficar bem lisa.

Espalhe as cerejas pela forma untada. Coloque a massa por cima e leve ao formo por 30 minutos ou até o clafoutis ficar firme e dourado. Deixe esfriar e sirva. Nós gostamos mais no dia seguinte.

A massa desse clafoutis ficou com um amarelo intenso devido aos avos que use, todos da Felizberta!

aquela torta de maçã

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Todo sábado, quando vou para minhas comprinhas no Farmers Market, eu passo por uma banquinha que vende pães, sopas e vejo umas tortas de maçã. Eu não costumo parar nessa banca, cuja vendedora é uma americana que já viveu em Paris, França. Ela faz uns pães bonitos, as sopas são sempre populares nos dias frios e na época do Thanksgiving ela faz umas tortas lindas que parecem ter saido de um desenho animado. No resto do ano, as tortas que ela vende são bem simples. Mesmo assim eu sempre olho pra elas com olhos purpurinantes, porque elas me parecem tão bem feitas e tão deliciosas. Só que até hoje eu nunca tinha comprado nenhuma, porque sempre penso—ohwell, essas tortas são ridiculamente fáceis de se fazer em casa!

Mas fazer que é bom, nada. Então neste último sábado extremamente baforento, que não abria a menor possíbilidade nem de pensar em assar nada em forno nenhum, não tive a desculpinha de sempre para seguir em frente e esnobar as lindas tortas. Comprei uma!

Engraçado como criamos receitas imaginárias para comidas que vemos por ai. Nessa torta eu jurava que tinha uma camada de creme entre a massa e a fruta. Que nada, é só mesmo uma massinha bem fina, com as fatias grossas de maçã por cima. Deu pra perceber que as frutas tinham sido regadas com limão e salpicadas com açúcar, pois estavam um bocado doces. Muito mais fácil de fazer do que a minha imaginação tinha fantasiado. Isso se um dia eu realmente chegar a fazer.

aprium

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hibrido de
damasco & ameixa

the best is yet to come

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damascos

as novidades por aqui

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Para tentar reentrar na rotina, peguei minha cestinha e sacolinha e dei meu pulinho usual ao Farmers Market. Duas semanas fora e voltei para uma paisagem bem diferente nas banquinhas. Para minha surpresa já há alguns tomates, alguns pêssegos, muitos morangos e bastante cereja. Estou na expectativa dos damascos, que são os mais deliciosos e têm uma temporada relativamente curta.

bolo [clássico] de banana

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Receita da Dorie Greenspan publicada no Seroius Eats. Um dos melhores bolinhos que já comi. Não coloquei o chocolate, mas me arrependi.

Classic Banana Cake [em versão pequena]
1 1/2 xícara de farinha dee trigo
1 colher de chá de fermento em pó
1/4 colher de chá de sal
1 tablete (4 oz/ 113 g/ 1/2 xícara) de manteiga sem sal em temperatura ambiente
1 xícara de açúcar
1 colher de chá de puro extrato de baunilha
1 ovo grande em temperatura ambiente
2 bananas bem maduras amassadas - 3/4 xícara
1/2 xícara de sour cream ou iogurte natural
3 oz/85g de chocolate em pedacinhos *opcional

Pré-aqueça o forno em 350°F/ 176ºC e coloque a grade no meio do forno. Unte 12 forminhas de muffin com bastante manteiga e reserve.

Numa vasilha misture com o batedor de arame a farinha, o fermento e o sal. Reserve.

Coloque o acessório de pá na batedeira e bata a manteiga até formar um creme. Acrescente o açúcar e bata em velocidade média até ficar cremoso. Adicione a baunilha e o ovo, continue batendo. Baixe a velocidade e acrescente a banana amassada—a mistura vai talhar, mas sem pânico, siga em frente. Adicione o sour crem ou iogurte e a mistura de farinha alternadamente. Bata até ficar uma mistura bem lisa. Se for colocar o chocolate, adicione e misture manualmente. Distribua a mistura entre as 12 forminhas e asse por uns 30 minutos, ou até que a massa esteja firme. Deixe esfriar numa grade.

Esses bolinhos devem ser guardados em container com tampa e deixados em temperatura ambiente por até 3 dias. Congelados eles podem ser guardados por até 2 meses.

Para fazer numa forma grande, tipo Bundt, dobre os ingredientes e asse por 70 minutos.

Indio mandarinquats

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Indio mandarinquat—A kumquat-mandarin hybrid with orange, bell-shaped fruit much larger than a typical kumquat. The sweet peel is eaten along with the tart flesh for a unique flavor combination. Slice in quarters for garnish or eat right from the tree for snacks.

torta de maçã [fácil]

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Pega lá umas seis maçãs—eu usei as verdinhas ácidas Granny Smith orgânicas. Descasca e corta essas maçãs em fatias grossas. Pega lá uma frigideira de 22 cm / 9 inch que possa ir ao forno. Põe no fogo médio. Pega lá uma colher de manteiga e coloca pra derreter na frigideira. Quando derretida, coloca as fatias grossas das maçãs em círculo, até acabar. Deixa cozinhar um minuto. Pega lá um açúcar legal—eu usei um baunilhado que eu mesma faço com as favas secas, e sapeca sobre as maçãs. Como eu usei maçãs bem ácidas, coloquei mais açúcar, mas se usar maçãs doces não coloque muito, só o suficiente para caramelizar. Deixe cozinhar por uns 5 ou 6 minutos, até o açúcar começar a ficar dourado. Pega lá qualquer massa pronta para torta, porque estamos sem tempo. Mas se o tempo pra você abunda, faça uma massa caseira ao seu gosto. Corte a massa num circulo de 22 cm / 9 inch e cubra as maçãs na frigideira. Ajeite bem a massa na borda, para ficar bem firme. Deixe cozinhar no fogo mais uns 3 minutos e então coloque no forno pré-aquecido em 375ºF/ 190ºC. Asse por 30 minutos. Retire do forno, deixe esfriar por uns minutos. Só então vire a torta num prato. Sirva morna ou fria, au naturel ou com sorvete ou chantily ou creme de leite. Para mim uma fatia simples, por favor.

golden red flame raisins

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Simplesmente deliciosas—da fazenda da família Schletewitz, em Sanger, Califórnia.

meu limão meu limoeiro

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Assim está a minha árvore de limão no quintal. Quando preciso, pego um. Ou dois.

laranja brûlée

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Na sala de espera do dentista, tive tempo de folhear rapidamente uma revista Sunset, onde vi essa receita. Me esforcei pra memorizá-la, o que não foi difícil, pois essa deve ser uma das sobremesas mais simples que eu já fiz.

Descasque duas laranjas por pessoa—usei uma Navel e uma Valencia. Tire toda a parte branca e corte em gomos. Disponha num refratário pequeno. Salpique com açúcar mascavo. Coloque no broiler por 10 minutos para gratinar. Sirva com com chantily. Eu bati o creme de leite fresco e adicionei um pouco de açúcar de baunilha. A laranja cozinha e solta um pouco de liquido. Fica uma sobremesa reconfortante, com a mistura da fruta cítrica quente com o creme.

the little ones

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Quando as kumquats aparecem no Farmers Market, eu compro rapidinho, pois normalmente elas não fazem encore. Se marcar bobeira e não comprar, pode ser que tenha que esperar sentada até o próximo ano. Essas laranjinhas são deliciosas. Eu como pura, com casca e tudo. Coloco na boca e mastigo. Adoro sentir o leve amarguinho da casca misturado com o doce da polpa. Mas há muitas receitas para se fazer com elas.

kiwis

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* um californiano, os outros neozelandeses. [pisc!]

crumble de pêra e calvados

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Me inspirei em duas receitas diferentes—uma para a farofa outra para o recheio, e fiz esse crumble, que ficou bem suave.

Para o recheio:
5 pêras Bosc
2 maças verdes - Granny Smith
Raspas de uma laranja e de um limão
Sumo de um limão
2 colheres de sopa de Calvados
Descasque e pique as frutas, misture com as raspas, suco e bebida.

Para a farofa:
1/3 de xícara de farinha de trigo
2 xícaras de aveia
1/2 xícara de açúcar
1 xícara de nozes
5 colheres de sopa de manteiga gelada
1/8 colher chá de sal
No processador, coloque a farinha, 1 xícara da aveia, o açúcar, as nozes e o sal. Pulse até ficar bem misturado. Acrescente a manteiga cortada em cubinhos e pulse ate obter uma farofa. Acrescente a outra xícara de aveia e pulse até ficar bem integrado.

Monte o crumble num refratário, colocando a mistura de frutas e por cima a farofa. Coloque em forno pré-aquecido em 350ºF/ 176ºC por mais ou menos 40 minutos, ou até que a farofa fique dourada. Sirva morno.

panna cotta com creme de manga

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Fiz a panna cotta publicada no The Art of Simple Food da Alice Waters. Achei que o creme ficou perfeito. Resolvi arriscar incrementando a receita com a adição de um creme de manga e algumas frutas silvestres no fundo dos potinhos. Ficou excelente e ganhou elogios do critico residente da minha cozinha!

Panna Cotta

Dissolva um pacotinho de 0.25 ounces / 7 gr de gelatina em pó sem sabor em 3 colheres de sopa de água. Reserve. Numa panela, coloque 3 xícaras de creme de leite [heavy cream], 1 xícara de leite, 1/4 de xícara de açúcar, raspas de limão [eu usei de laranja] e 1/2 fava de baunilha. Remova as sementes e coloque no creme, junto com a fava. Leve ao fogo médio e esquente a mistura, mas não deixe ferver. Remova do fogo, adicione 1 xícara desse creme à mistura de gelatina, mexa bem, retorne o creme mais a gelatina para a panela, com o resto do creme. Mexa bem, deixe esfriar um pouco, remova a fava da baunilha e coloque nos ramequins. Cubra e ponha na geladeira por pelo menos 6 horas. Pode untar os ramequins bem de leve com um óleo vegetal sem sabor, se quiser desenformá-los. Como eu fiz com o creme de manga* no fundo, não desenformei. Você pode desenformar e servir com o creme de manga, ou de outra fruta, por cima.

*o creme de manga eu compro em lata, vem da India. é apenas a polpa da fruta com açúcar. essa parte da manga em lata me faz candidata a receber chicotadas da Alice Waters. mas eu não cometo esses pecados sempre. e aqui ninguém sabe de nada, ninguém viu nada, né? pisc!

salada de frutas [outono-inverno]

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Use o que tiver à sua disposição. Salada de frutas não é sinônimo de verão e pode ser feita em qualquer época do ano, com qualquer tipo de fruta. Essas de outono-inverno se combinaram maravilhosamente bem nessa salada, que ficou vigorosa, refrescante, doce, azedinha e crocante. Eu usei: caqui fuyu, sementes de romã, laranja, figos secos e nozes tostadas. Temperei com pingos de limão meyer e um fio de maple syrup.

lemon curd tart

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Lemon curd pra mim é uma coisa deliciosa, doce e ácido, perfeito para rechear tortas ou bolos, ou mesmo para comer com waffles. O duro era encontrar um lemon curd que não tivesse gosto artificial e consistência de coisa engrossada com maizena. Quando eu achava um de ótima qualidade, eu estocava. Mas agora, com essa receita da musa Alice Waters, nunca mais comprarei um vidro de lemon curd na vida. Fiz o lemon curd e forrei as forminhas de torta com fundo removivel com uma massa básica de torta, esticada bem fininha. Assei a massa, em forno pré-aquecido em 350ºF/176ºC até a massa ficar dourada. Recheei as forminhas e assei novamente por uns 15 minutos ou até o lemon curd ficar firme. Simples, fácil e simplesmente o fino da bossa!

Lemon Curd
do livro The Art of Simple Food

Lave e seque 4 limões —eu usei dois limões amarelos [siciliano] e três meyer pequenos. Raspe os limões e depois esprema o suco. Meça 1/2 xícara de suco. Misture bem numa panela 2 ovos, 3 gemas, 2 colheres de sopa de leite [integral], 1/3 de xícara de açúcar [pode pôr um pouco mais se gostar mais doce, mas pra mim essa quantidade de açúcar ficou perfeita, pois eu gosto bem azedinho], 1/4 colher de chá de sal—omita se usar manteiga salgada, 6 colheres de sopa de manteiga cortada em pedacinhos. Adicione as raspas e o suco dos limões e cozinhe em fogo médio mexendo constantemente com uma colher de pau, espátula ou batedor de arame. Quando engrossar coloque numa vasilha e deixe esfriar.Pode colocar em vidros de geléia e guardar na geladeira.

cranberry sauce - versão crua

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Esse foi o cranberry sauce mais diferente que já provei em anos—ele não é cozido e tem na mistura abacaxi. Foi aprovado!

Bata no liquidificador um punhado de cranberries frescas, uma maçã descascada, fatias de abacaxi fresco. Tempere com raspas da casca de laranja e limão, suco de limão e laranja e açúcar à gosto. Sirva com o peru.

vinagre, cravo, bravo, rosa, rangpur

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Eu digo que eles são os limões que ninguém quer porque se eu não for lá pegar, eles apodrecem no pé. Este ano uma das árvores não deu nenhum fruto. O Uriel disse que isso é normal. Aconteceu com o nosso pé de nectarinas no ano passado. Mas o menorzinho está até envergado de tanto limão. Chamados de Rosa, Cravo, Bravo, China, Vinagre ou rangpur, eu simplesmente adoro esse limão! E mesmo estando com o meu limoeiro lotado de limões amarelos no quintal, fui catar os limõeszinhos alaranjados num ataque de pura ganância. Como a sogra do Gabe já está fazendo os planos pro Thanksgiving e eu sempre levo uma sobremesa pra esse evento, já decidi que este ano será a vez dos citrus.

torta de figo fresco com creme de flor de laranjeira

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Eu sou desorganizada, atrapalhada e distraída. Mas não sou uma pessoa que desiste fácil. Isso pode ser uma coisa boa, pois nem pensem que eu joguei a toalha com relação à aquela torta de figos esturricada. Vi novamente figos frescos pra vender no Farmers Market e pensei—desta vez vai ou racha! Decidi tentar de novo. E por que não?

Na minha opinião de palpiteira, a receita original tem algo errado nas medidas. A massa quase que não dá pra cobrir a forma de 9 inch/22 cm. E o recheio simplesmente não cobre a forma desse tamanho. Então eu dobrei o recheio. E cuidado com a massa, não faça antecipadamente e deixe na geladeira como uma típica paté brisée. Se deixar na geladeira muito tempo antes de abrir, ela vira uma pedra. Faça e use imediatamente.

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Fresh Fig Tart with Orange Flower Custard

Massa:
1-1/4 xícara de farinha de trigo
1/4 colher de chá de sal
1 colher de chá de açúcar
4 oz/ 1 xícara/ 8 colheres de sopa de manteiga gelada em cubinhos
1 colher de chá de água gelada -- ou o quanto baste para dar formato na massa

Misture todos os ingredientes com dos dedos ou no processador até ficar uma farofa. Acrescente a água para formar uma massa uniforme. Forme uma bola, cubra com plástico e deixe na geladeira por 15 minutos ou use imediatamente. Abra e forre uma forma de 9 inch/22cm com ela. Ponha a forma no congelador por 20 minutos. Asse em forno pré-aquecido em 400ºF/205ºC até a massa ficar levemente dourada.

Recheio:
2 gemas de ovos
1 xícara de creme fraiche ou sour cream - usei o creme fraiche
3 colheres de sopa de açúcar mascavo
4 colheres de chá de água de flor de laranjeira

Misture todos os ingredientes com um batedor de arame. Coloque os figos frescos cortados ao meio na forma com a massa assada. Despeje o creme entre os figos. Salpique com lâminas de amendôa torradas [minha idéia, não estava na receita] e asse por uns 20 minutos no forno em 400ºF/205ºC, até o creme ficar dourado e meio firme. Retire do forno, deixe esfriar e desenforme, se usou uma forma de fundo removível. Sirva morna ou fria. Não fica uma torta muito doce.

feijoa

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Meu primeiro encontro com a feijoa foi num Farmers Market no ano passado. Foi uma surpresa descobrir essa frutinha muito parecida com a goiaba, em gosto, cheiro e forma. Também foi surpresa descobrir que ela é conhecida como Mexican guava, embora seja original do sul do Brasil. Este ano já encontrei as feijoas novamente no mercado e já me deliciei com a sua doçura perfumada.

Mas surpresa mesmo eu tive quando um dos meus colegas entrou no prédio numa manhã anunciando—vocês viram que esses arbusto que temos na frente da porta é de Mexican guava? Fui correndo olhar e lá estavam mesmo as frutinhas verdes penduradas. Toquei, cheirei e comecei a rir do meu grau de distração e falta de percepção. Eu passo todo dia em frente desses arbustos, pois eles formam uma espécie de biombo entre a nossa porta dos fundos e a rua. Ali ficam sempre uns dois ou três esquilos que me assustam quando pulam de galho em galho. Outro dia tinha um lá coitado, tão pelado, talvez com algum tipo de doença de pele esquilítica que o deixou parecendo um rato. Com todo esse tempo gasto, entrando e saindo pela porta, observando e me sobressaltando com os esquilos e tal, como foi que eu não percebi que estava em frente à um pé de feijoa?

figos com creme & mel

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Eu quase não tenho receitas com figos frescos, porque aqui figo não dura o tempo necessário para se pensar em algo e colocar em prática. Normalmente eu abocanho as frutas puras mesmo, ou faço a mistura de creme com lavanda e mel, ou somente mel e creme fraiche.

como arruinar um dia perfeito

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Quando o Uriel propôs de irmos até Apple Hill no domingo, para o festival da colheita da maçã, logo pensei que aquela não era uma boa idéia. Quando li o relato da Sheri no Edible Sacramento tive certeza: seria uma FRIA! Mas fomos assim mesmo. E fomos tarde, pois eu precisava nadar. Eu só consigo nadar nos finais de semana. Pegamos a estrada pensando em almoçar em algum orchard em Apple Hill. Congestionamento na freeway, congestionamente na estradinha que leva aos pomares, dificuldade para estacionar, gentarada saindo pelo ladrão, familias e mais famílias com crianças, pais, avós, bisavós, querendo desfrutar as atividades promovidas pelas fazendas. E que atividades minha gente: correr por pumpkin paths fajutos, andar de cavalo [detesto, detesto essas coisas envolvendo animais], pagar ingresso para brincadeiras de quermesse, ficar horas na fila para tudo, inclusive para comer as mil e uma sobremesas feitas com maçã. No pomar que paramos, eles vendiam de tudo—tortas congeladas de maçã, vinho de maçã, suco de maçã, descascador de macã, e muitas maçãs, é claro. Fomos procurar algo para comer de almoço. O menu maravilhoso de hamburguer, hot dog, corn dog, chili dog, fritas, e eteceterá me desanimou. Mais desânimo quando vi o cartaz na janelinha da venda—espera de 30 a 45 minutos. Esperar tudo isso pra comer um monte de fritura? O Uriel se colocou na fila dos doces de maçã e comprou donuts, tortas, dumplings. Depois pegamos a estradinha congestionada novamente, pra tentar achar um restaurante. No meio de uma floresta de pinheiros achamos um pub inglês que servia todos aqueles pratos típicos, misturados aos norte-americanos, nada que entusiasmasse. Pedimos um rango mesmo assim e saímos de lá frustrados e desapontados. Fomos até o fim da estrada que corta Apple Hill e pegamos a freeway novamente, dando de encontro com outro congestionamento. Nesse ponto meus nervos já estavam em frangalhos e o Uriel decidiu parar em Placerville, que é uma cidadezinha histórica da corrida do ouro, com um ponto de interesse peculiar—um bar que foi construído no local onde ficava uma árvore onde se enforcavam criminosos, bem no estilo old wild west. Uma coisa fantasmagórica e deprimente. A cidade, que já visitamos duzentas e trinta e sete vezes, é bem bonitinha, com um bar a cada metro e muitas lojas de antiguidade. Eu me diverti nas lojinhas, bebemos suco de maçã, café e fomos embora. Que total desperdício de um belo domingo!

olha o caqui docinho!

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A novidade no Farmers Market deste sábado foi o caqui. Eles aparecem nessa época do ano e são destaque em muitas receitas de outono. Eu ainda tenho um pouco de preconceito com relação à ele, que nunca fez parte da minha lista de frutas favoritas. Mas tenho com comprometimento de me esforçar.

a rainha romã

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Quando as romãs começam a aparecer no mercado e na cesta é uma alegria imensa para mim. Não sei explicar porque eu gosto tanto dessa fruta, que é uma daquelas difícil de comer. Eu tenho o costume de abrí-las, guardar as sementes num tupperware e ir usando, geralmente para salpicar nas saladas salgadas ou na de frutas. Gosto do xarope de romã, que transforma qualquer molho de salada num evento especial e do suco, que está na moda por aqui. Nós compramos o puríssimo, que é o mais saudável, super ácido e bebemos em doses pequenas. A fazenda de pistachos, onde o Uriel testa a máquina dele todo final de verão, também produz romãs. Algumas são para exportação—o Japão recebe a maioria. Elas são as romãs mais perfeitas que eu já vi, gigantes e preciosas. Ele me trouxe uma outro dia. Essa fofurete vestindo coroa e tudo veio na cesta orgânica desta semana.

o importante é que ficou gostoso

Apple Cobbler

Estava de olho nessa receita de Apple Cobbler da Elise já há um tempo. Comprei até as maçãs verdinhas Granny Smith no Farmers Market especialmente para fazer essa torta. Segui as instruções passo-a-passo, porque eu sei que as receitas da Elise são infalíveis. Tenho porém que me conformar com o fato que não sou jeitosa, não faço pratos bonitos. Minha Apple Cobbler não ficou nem um pouco parecida fisicamente com o modelo que copiei. Mas deve ter ficado tão boa quando, pois servi para os meus amigos numa reunião que fizemos para a Brazil in Davis e todos gostaram. Fiz apenas UMA modificação, pois como não tinha mais gengibre cristalizado, usei uma maçã cristalizada que por acaso eu tinha na despensa.

Apple Cobbler

recheio:
1/4 xícara de açúcar -- ou mais, se gostar mais doce. pra mim essa quantidade ficou perfeita, pois não curto muito coisas super doces.
1 1/2 colheres de sopa de farinha de trigo
1/2 colher chá de canela
4 colheres de sopa (1/4 xícara) de manteiga sem sal
1 1/2 quilo [umas 5 ou 6 unidades] de uma maçã ácida, das verdes, tipo granny smith, descascada e cortada em fatias -- eu não descasquei
3 colheres de sopa de suco de limão
1 colher de chá de extrato de baunilha

massa:
2 xícaras de farinha de trigo
1/4 xícara de açúcar
2 colheres de chá de fermeno em pó - quimico
1/4 colher de chá de sal
2 colheres de sopa de manteiga sem sal, gelada e cortada em cubos
2 colheres de sopa de gengibre cristalizado picado bem grosso -- usei maçã
Casca ralada de uma laranja
1 xícara de creme de leite fresco, mais um pouquinho para pincelar --eu esqueci de fazer isso

Faça o recheio: derreta a manteiga numa panela em fogo médio. Jogue as fatias das maçãs, o suco de limão, a canela, o açúcar e a farinha. Misture bem e cubra parte da panela, deixe cozinhar por uns 10 minutos. Jogue a baunilha e transfira a mistura para uma forma redonda grande já untada com manteiga. Essa receita só tem massa na cobertura.

Faça a massa: numa vasilha grande misture a farinha, açúcar, fermento e sal. Adicione a manteiga em cubos e vá misturando bem com os dedos até a massa ficar pedaçuda. Junte o gengibre. Coloque asraspas da laranja no creme de leite e vá adicionando o liquido na mistura de farinha e mexendo com um garfo. Misture bem com as mãos até a massa formar uma bola com boa consistência para abrir com o rolo. Abra a massa, cubra a forma onde estão as maçãs com ela, decore as bordas --como a Elise fez. Faça cortes no centro da massa, para deixar sair o vapor durante o cozimento. Pincele com creme de leite e asse em forno alto 450ºF/232ºC por 10 minutos. Abaixe o forno para 375ºF/200ºC e continue assando por mais 20 minutos. Sirva morno, com creme de leite batido se quiser.

torta de pêssego, polenta e tomilho

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Adorei a idéia dessa torta, que me conquistou por causa dessa mistura bem interessante de ingredientes—polenta, tomilho, limão e pessêgo. Resolvi fazer para um almoço que tivemos em casa no domingo. Ficou bem diferente e não decepcionou. Foi a primeira vez que usei tomilho numa receita doce e agora fiquei realmente entusiasmada.

Peach and Thyme Polenta Tart
massa:
1 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de polenta/cornmeal
1/4 xícara de açúcar
1/4 colher chá de sal
2/3 xícara de manteiga (11 colheres de sopa), gelada e cortada em cubinhos
1 ovo batido

recheio:
1 xícara de creme de leite fresco
10 raminhos de tomilho fresco [usei o tomilho limão]
1 limão amarelo
3 gemas de ovos
1/4 xícara de açúcar
Uma pitada de sal
5 pêssegos bem firmes cortados em fatias bem finas

farofa:
5 framos de tomilho fresco
2 colheres de sopa de polenta/cornmeal
1 colher de sopa de açúcar

Misture a farinha, polenta, sal e açúcar. Usandoi os dedos ou um processador, vá acrescentando a manteiga à mistura, até conseguir uma mistura grossa. Misture o ovo e forme uma bola. Embrulhe em plástico e deixe na geladeira por pelo menos 45 minutos.

Com um descascador de legumes, remova a casca amarela do limão, tomando cuidado para não descascar a parte branca. Coloque o creme de leite numa panela e leve ao fogo. Deixe chegar ao ponto de fervura e desligue o fogo. Acrescente as cascas do limão e os dez ramos de tomilho. Tampe e deixe em infusão por pelo menos 30 minutos.

Pré-aqueça o forno em 400ºF/205ºC. Quando a massa estiver bem gelada, abra e forre uma forma redonda de fundo removível com ela. Deixe descansar por uns minutos e então leve ao forno por uns 8 minutos, até que ela fique levemente dourada. Retire do forno e deixe esfriar. Abaixe a temperatura do forno para 325ºF/162ºC.

Passe o creme de leite por uma peneira para remover as cascas do limão e os ramos de tomilho. Numa vasilha bata bem as gemas, o açúcar e a pitada de sal. Acrescente o creme de leite e bata bem.

Prepare a farofa, misturando as folhinhas de tomilho [remova dos galhos delicadamente com os dedos], a polenta e o açúcar. Misture bem e acrescente pingos de água com cuidado, vá mexendo com os dedos ou um garfo, até formar uma farofa.

Arrange os pessêgos na forma sobre a massa, começando pelo centro e formando uma flor, as fatias se sobrepondo. Coloque o molho por cima dos pessêgos, salpique com a farofa e lewve ao forno por mais ou menos 40 minutos, até os pessêgos ficarewm macios e o creme ficar firme. Retire do forno, deixe esfriar e desenforme. Espere mais ou menos uma hora para servir. Eu servi no dia seguinte.

exatamente o que eu queria

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Dia quente e cansativo, cheguei em casa decidida: nada de jantar, vou fazer sorvete de banana! Estava com essa idéia fixa de fazer um sorvete com bananas há tempos. Adoro essa fruta e sua cremosidade. Pra mim, banana é comfort food. Dizem que banana é a fruta da alegria, pois ela estimula a produção da seratonina, que ajuda a combater a depressão.

Meu sorvete de banana é a coisa mais simples de fazer. Aliás, preciso testar uma receita mais sofisticada, dessas com base de ovos e tal. Mas por enquanto, essa receita básica está funcionando muito bem.

3 bananas
mel a gosto
1 xícara de leite integral
2 xícaras de creme de leite fresco
Bater tudo no liquidificador e colocar na sorveteira.

pêra asiática

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as crocantes

será que eu fiz uma chimia?

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Cozinhei nectarinas com açúcar demerara e uma fava de baunilha em fogo baixo. Servi assim, com uma bolota de creme fraiche. Monsieur U. Ego disse que ficou bom, muito bom!

até o próximo ano

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Colhi três bacias dessas cheias de nectarinas. Agora a árvore está pelada e vai precisar ser podada. As frutas foram distribuidas e as que sobraram virarão doce, sorvete, torta. Teremos mais no ano que vem.

Bolo de ameixas frescas e amêndoas

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Outra receita maravilhosa do Bistrot da Elvira. As ameixas viraram uma geléia no recheio do bolo, que tem uma mistura de fofulência e crocância muito boa. Já fiz bonito, servindo uma generosa fatia para uma amiga que veio me visitar no domingo à tarde.

Bolo de ameixas frescas e amêndoas
400 g de ameixas frescas
250 g de farinha para bolos com fermento*
* ou 250 g de farinha + 2 colheres (chá) de fermento em pó
200 g de manteiga amolecida
175 g de açúcar
100 g de amêndoa moída
50 g de amêndoa laminada
3 ovos
6 colheres (sopa) de leite
1 colher (chá) de essência de baunilha
manteiga para untar
açúcar para polvilhar

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Forrar uma forma redonda (sem buraco) com papel vegetal e untar o papel com manteiga. Reservar. Lavar e secar as ameixas. Eliminar os caroços e cortar as ameixas em gomos grossos. Reservar. Bater a manteiga com o açúcar até ficar um creme liso. Juntar os ovos um a um, sem parar de bater. Adicionar o leite e misturar. Juntar a baunilha, a farinha e a amêndoa moída. Bater muito bem. Deitar metade da massa na forma e juntar os gomos de ameixa. Cobrir com a massa restante e polvilhar com as amêndoas laminadas. Levar ao forno por 45 minutos, a 180ºC. Verificar a cozedura com um palito ou uma lámina fina. Retirar o bolo do forno e polvilhar com um pouquinho de açúcar. Deixar amornar antes de desenformar. Desenformar delicadamente e eliminar o papel vegetal. Servir o bolo levemente morno ou frio.

sorvete de iogurte e nectarina

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Tive um ataque de ansiedade quando, no meio da tarde no trabalho, resolvi checar em que ponto estava a minha compra no site da Amazon. Quando li delivered - front door quase tive um treco! Minha sorveteira estava na porta da minha casa e eu tinha ainda umas boas três horas de labuta pela frente. Roí até os cotovelos de vontade de largar tudo e pedalar enlouquecidamente para casa. Mas a hora chegou e eu pude finalmente abrir a caixa da minha primeira sorveteira!

Maldição que é essa minha librianice de ficar como uma tonta, indecisa, de enrolar e procrastinar, de não conseguir escolher as coisas, ir na loja e dizer—é essa! Agarrar e comprar. Fiquei protelando tantos meses para comprar essa sorveteira. Já estamos no meio do verão, veja quanto tempo perdido.

Mas lamentos serão desnecessários, pois já estreei com sucesso minha maquininha de fazer gelados. Comecei com algo bem saudável, um frozen yogurt. Usei as nectarinas que já estamos colhendo, polpudas, suculentas e docinhas. A receita eu adaptei do livrinho que veio com a máquina. Não poderia ser mais simples.

Coloque três nectarinas no processador e pulse até ela ficar pedaçuda, mas não totalmente liquida. Numa outra vasilha misture 2 xícaras de iogurte natural, 1/2 xícara de leite integral, 1/4 xícara de açúcar. Bata bem, para o açúcar dissolver completamente. Acrescente o molho de nectarinas e misture bem. Ligue a sorveteira, coloque o liquido nela e espere o sorvete ficar pronto, que neste caso foram vinte minutos. Gostei muito mais da textura do sorvete no dia. Depois que dormiu no congelador ele ficou mais durinho. Mas nada que comprometesse o sabor. Outros experimentos virão, com creme de leite e tais.

panna cotta de baunilha e amora

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Para não sair do meu habitual "modus operandi" de preparar uma receita, pesquisei incansávelmente e encontrei muitas variações para a feitura da panna cotta. Escolhi essa bem simples, que adaptei aos meus ingredientes. Queria usar uma berry, que inicialmente seria a framboesa, mas sei lá por que acabei optando por amoras. Não foi uma boa escolha, pois elas estavam muito maduras e algumas tinham uns carocinhos mais duros. Mas o creme ficou muito saboroso e mesmo a molenguice das frutinhas não comprometeu o sabor. O Gabriel comeu duas porções, e isso é um ótimo sinal. Usei as baunilhas do Tahiti que ganhei do Garrett.

1 litro de creme de leite fresco
14 gramas de gelatina em pó sem sabor
1/2 xícara de leite
1 xícara de açúcar de confeiteiro
1 colher de chá de extrato de baunilha ou favas de baunilha

Raspei duas favas de baunilha e coloquei, favas picadas e sementes, em 1 litro de creme de leite fresco. Deixei descansar por um tempo e acrescentei 1 xícara de açúcar de confeiteiro. Polvilhei dois envelopinhos de 7 gr cada um de gelatina em pó sem sabor em 1/2 xícara de leite integral e deixei a gelatina dissolver. Esquentei a mistura de creme de leite com baunilha e cozinhei em fogo baixo por uns minutos. Não deixei ferver. Retirei do fogo e coei, para retirar as favas da baunilha. Voltei ao fogo baixo e acrescentei a gelatina dissolvida no leite, misturei bem com um batedor de arame. Retirei do fogo. Preparei os ramequins com um punhado de amoras em cada um. Coloquei a mistura de creme de leite sobre as amoras e levei à geladeira por mais ou menos três horas, quando a panna cotta ficou firme.

crostata de damasco

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No pico da temporada dos damascos, com os frutos amarelos e doces em opulência no mercado, eu inventei de fazer esta receita e caí do cavalo. Gastei damascos frescos e pistachos numa torta que acabou no lixo, pois ninguém comeu. Eu até que comi umas duas fatias, mas alguma coisa no recheio de pistacho não me deixou feliz. Desconfio que foram os ovos...

Com os damascos dando os últimos suspiros no Farmers Market, me apressei para comprar uma quantidade que desse para fazer uma torta. Sinto muito, mas quando eu encasqueto, eu encasqueto. E fiquei com essa idéia fixa de fazer uma torta de damascos frescos. E fiz.

Decidi fazer a receita que vi no kitchen apartment therapy, um blog que eu adoro. Nem vou contar os detalhes trampolinescos de fazer a massa. Juro que me apavorei num certo ponto e achei que teria que jogar tudo fora e começar do zero. Culpa da minha pessoa alvoroçada, não da receita. No final, para a minha surpresa e alivio, a massa ficou ótima, abriu como uma beleuzura e assou macia e saborosa. Ufaaaaa! O recheio ficou perfeito pra mim, que não curto muito as coisas extremamente adocicadas e adoro todos os sabores das frutas. Vale lembrar que eu usei um pouco menos açúcar do que manda a receita, só que não percebi [como posso ser assim tão descabeçada?] que o açúcar da massa era mascavo, então usei o branco. Como não tinha buttermilk, usei half-and-half, que é um creme de leite fresco diluido no leite. Na decoração, pulei a parte do suco de laranja e misturei geléia de limão no rum. Mas trelelê à parte, o que interessa é que a torta ficou muito boa. A-le-lu-i-a!!

Apricot and Biscuit Crostata
Faz uma torta redonda de 30cm/ 12"

1 quilo de damascos frescos, descaroçados e cortados ao meio
1/4 xícara de açúcar [*usei um pouco menos de açúcar demerara]
3 colheres de sopa de rum ou brandy [*usei rum escuro]
6 colheres de sopa de manteiga sem sal gelada cortada em cubinhos
2 xícaras de farinha de trigo
1/3 xícara de açúcar mascavo [*distraí nesse detalhe e usei o comum]
1 colher de chá de sal
4 colheres de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de nos moscada ralada
1/2 colher de chá de gengibre em pó
1 ovo
1 xícara de buttermilk
1/2 xícara de suco de laranja
Açúcar de confeiteiro para decorar

Misture as frutas com o rum/brandy e açúcar. Deixe macerar.
Pré-aqueça o forno em 400ºF / 205ºC.
Forre uma assadeira com uma folha de parchment paper. Unte com manteiga e polvilhe com farinha.
Num processador misture a manteiga, farinha, açúcar, sal, fermento e especiarias e pulse até ficar bem incorporado. Separadamente bata o ovo com o buttermilk e vá acrescentando à mistura de manteiga e farinha no processador, enquanto pulsa, até obter uma massa consistente. Se precisar, acrescente mais farinha. Abra a massa e estenda na forma preparada com o papel e untada. Coloque a mistura de fruta no centro e dobre em volta, formando um círculo com borda grossa. Asse por 45 minutos.
Numa panela misture o suco de laranja com o rum/brandy que sobrou da marinada de frutas. Reduza em 2/3. Tire a crostata do forno e pincele com esse xarope de laranja. Pra economizar tempo, eu misturei uma colher sopa de geléia de limão com o rum e pincelei a torta. Polvilhe com açúcar de confeteiro. Sirva quando estiver fria.

harvest emergency

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Um dos galhinhos da árvore de nectarina quebrou ontem à noite e tivemos que colher as frutas numa operação emergência. Este ano vamos ter muitas, muitas nectarinas. Essas ainda não estão maduras e eu não gosto de colher antes do tempo, mas não tive escolha. Em alguns dias elas estarão molinhas. Aguardemos.

Risoto de chá verde com camarão e banana

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Receita fabulosa da Lara, que eu fiz um pouquinho modificada, mantendo os ingredientes principais e a base do risoto. Ficou excelente, apesar do meu marido não-gourmet ter reclamado da presença da banana. Mas pra mim a banana é que deu aquele toque especial.

A receita original:
Risoto de chá verde com camarão e banana

Para o arroz:
500 ml de chá verde
1 litro de caldo de legumes
300 g de arroz arbóreo
100 g de manteiga * usei azeite por engano - distração
30 g de alho
60 g de cebola
150 ml de vinho branco
sal

Para o risoto:
900 g de camarão grande
2 limões sicilianos *usei o verde e acrescentei a casca ralada
25 g de gengibre
15 g de curry *não usei
7 g de açafrão *não usei
10 g de pimenta dedo-de-moça *usei chipotle em pó
2 bananas nanicas em rodelas
salsinha
sal e pimenta

Preparo:
Coloque o camarão para marinar no suco de limão. Junte as raspas do limão, o gengibre, o curry, a pimenta cortada em cubinhos e o açafrão. Numa panela, doure o alho no azeite, junte a cebola e acrescente o arroz. Junte o vinho branco e deixe evaporar, mexendo sempre. Coloque todo o chá verde e deixe reduzir até a metade. Comece a regar o arroz com o caldo até atingir a consistência desejada. Corrija o sal e reserve. Em outra panela, junte as rodelas de banana com o restante do caldo de legumes, agregue os camarões (incluindo a marinada) e o arroz. Mexa até dar o ponto. Salpique a salsinha e sirva.

* fiz um pouco diferente, pois grelhei os camarões na churrasqueira antes de acrescentar ao risoto com a banana e a salsinha. Fiquei meio assim de acrescentar os camarões crus e o marinado no risoto.

creme de lavanda
[para comer com frutas]

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No ano passado eu peguei uma dessas revistinhas que são oferecidas de grátis na porta de certos supermercados. Aqui é normalmente no Co-op. Nela tinha uma receitinha de figos com um creme de lavanda. Despiroquei com a idéia, mas infelizmente os figos já tinham desaparecido dos mercados e das árvores de ninguém, onde às vezes vou me esbaldar de colhê-los. Acho que nem guardei a revista, tal a facilidade da receita. Era basicamente um creme com mel e flores de lavanda. Pois sábado no Farmers Market avistei rapidamente os adorados figos e comprei duas cestinhas, que foram devoradas ferozmente, sem modos e sem culpa, por mim e pelo Uriel. Acompanhando, o creme de lavanda. Usei creme fraiche, mas pode-se usar creme de leite fresco, iogurte, ou algum queijo cremosinho. Misturei com mel a gosto—não muito pro nosso gosto, e um pouquinho de flores de lavanda. Como não sobrou nenhum figo, repetimos a dose usando pequenos damascos e framboesas frescos.

rainier cherry

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outra variedade de cereja
também orgânica, também deliciosa
que eu também adoro!

pêssegos & damascos

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fresquinhos, locais, orgânicos
adoro! adoro!

Pudim de pão com banana

Um monte de banana ficando passada e um monte de resto de pão viraram um belo pudim, inspirado numa receita da Dona Marthinha Stewart. Minha irmã apontou a diferença desse tipo de pudim de pão, onde o pão fica em pedaços, e aqueles nossos tradicionais, onde o pão é moído e o pudim fica uma massa uniforme. Os dois tipos são gostosos, e esse é mis fácil de fazer.

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2 colheres de sopa de manteiga cortada em cubinhos
1 1/4 de creme de leite fresco ou half-and-half [creme de leite diluído no leite]
3 ovos
3/4 xícara, mais 2 colheres de sopa de açúcar mascavo
1/2 colher chá de sal
2 colheres de chá de extrato de baunilha
2 colheres de sopa de rum escuro - eu usei brandy
3 bananas cortadas de rodelinhas
Meia bengala de pão tipo rústico cortado em cubinhos

Pré-aqueça o forno em 350ºF/180ºC. Coloque uma forma de assar com uns dois cm de água fervendo no forno. Espalhe a manteiga no fundo de um refratário. Espalhe as 2 colheres do açúcar por cima da manteiga. Coloque as bananas por cima das camadas de manteiga e açúcar. Numa vasilha misture bem o creme de leite, ovos, sal, baunilha e rum [brandy]. Coloque os cubinhos de pão espalhados sobre a banana e cubra com a mistura de creme e ovos. Deixe incorporar por uns 5 minutos. Coloque o refratário na forma com água no forno e asse por uns 50 minutos. Sirva morno ou frio.

pudim de croissant com ameixa

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Para um brunch de domingo na casa de uma amiga, resolvi fazer uma receita que vi no Chow e que tinha imprimido e reservado. Mais uma das que eu gosto: fácil, diferente e saborosa. É um simples pudim de pão, só que feito com croissants, o que faz uma diferença e tanto. Fica um pudim de pão delicado, mas com sabor intenso.

Croissant and Prune Bread Pudding
1 xícara de ameixas secas de ótima qualidade
1/3 xícara de Armagnac ou Brandy
2 xícaras de half-and-half — um creme de leite diluído
1 xícara de leite integral
4 ovos grandes
2 gemas
3/4 xícara de açucar
1 colher de chá de extrato de baunilha
1/2 colher de chá de extrato de amêndoa
5 ou 6 croissants picados em pedacinhos

Corte as ameixas em pedacinhos e ponha de molho no Brandy por uns 10 minutos. Pré-aqueça o forno em 325°F/165ºC. Coe as ameixas e reserve o Brandy. Numa vasilha grande bata bem o Brandy, o half-and-half, o leite, os ovos, as gemas, o açúcar, os extratos de baunilha e amêndoa. Num refratário retangular grande, coloque os croissants picados, salpique com as ameixas amolecidas no Brandy, jogue a mistura de leite e ovos por cima e deixe absorver por uns 15 minutos. Salpique o pudim com açúcar demerara e leve ao forno sobre uma forma com dois centimetros de água fervendo. Asse nesse banho-maria por 1 hora. Retire do forno e sirva morno, em temperatura ambiente ou gelado, acompanhado de sorvete de baunilha ou de molho de caramelo. Eu servi o pudim puro e não sobrou nem uma lasca.

spicy prunes

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Desde que comi as ameixas no Zuni Cafe que encasquetei que iria tentar fazê-las em casa. Elas ficam ótimas acompanhando presunto ou outro tipo de carne de porco. Inventei bem inventado. Misturei as especiarias: cardamomo, aniz estrelado, sementes de erva-doce, cravo da india, gengibre em pó, coloquei até uma pitadinha de lavanda. Misturei numa boa dose de brandy e mergulhei as ameixas nesse liquido. Coloquei num vidro, fechei e deixei macerar por dois dias. O brandy absorve o aroma das especiarias e as ameixas absorvem o brandy. Eu errei um pouco na mão e pus muito brandy, mas as ameixas estão bem saborosas, macias e impregnadas - hic! Coma com moderação.

Pão de banana com coco

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Assim que eu vi essa receita, apressei o passo e sem delongas me pus a fazê-la. Imagina só que a Molly, dona do blog, está testando receitas para o seu livro de culinária - pressinto que na minha próxima encadernação chegarei lá também, escreverei um livro com minhas próprias receitas, testadas e aprovadas. Bom, essa é outra história. O negócio é que esse pão de banana é o que há! Fica pesado, mas com um sabor cremoso - não dá pra explicar - faça o seu, coma e me diga se o sabor não é mesmo cremoso.

banana-coconut bread
3 bananas bem maduras
2 xícaras de farinha de trigo
¾ colher de chá de fermento em pó
½ colher de chá de noz moscada ralada na hora
Uma pitada de sal
1 tablete de manteiga sem sal na temperatura ambiente
1 xícara de açúcar
1/8 colher de chá de vinagre
1 ½ colher de sopa de rum escuro
½ xícara de coco seco ralado
1 colher de sopa de açúcar demerara ou mascavo

Pré-aqueça o forno em 350ºF/180ºC.
Unte uma forma de pão com manteiga.
Amasse as três bananas com o garfo até formar um purê.
Numa vasilha separada misture a farinha, fermento, noz moscada e sal.
Na batedeira bata o açúcar com a manteiga até formar um creme. Adicione o rum e o vinagre. Adicione o purê de banana e a mistura de farinha alternadamente e batendo sempre. Ajude com uma espátula, pois a massa fica grossa. Misture o coco ralado e mexa bem com a espátula. Coloque a massa na forma e espalhe o açúcar demerara por cima. Asse por 50-60 minutos. O açucar vai dar uma casquinha crocante ao pão e a mistura de coco e banana é simplesmente perfeita. Tire do forno e deixe esfriar bem antes de cortar e servir.

panna cotta de iogurte com morango

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Eu não tenho muito jeito para fazer sobremesas com gelatina - não sei por que, mas sempre saí algo errado. Mas quando vi essa receita de yogurt panna cotta with raspberries fiquei tentada a me aventurar com o pozinho de gelatina. Achei uns morangos orgânicos no Farmers Market e foi a única coisa que mudei na receita. O resto, segui à risca. O resultado foi excelente! Ficou muito leve e o morango deu um toque especial. Gostei dessa receita porque vai iogurte grego, que eu acho uma delícia. Também gostei pois a quantidade é pequena, deu quatro potinhos e não foi difícil acabar com eles.

1 1/2 xícaras de iogurte grego
1/2 xícara de creme de leite - light cream [half-n-half]
1 1/4 colheres de chá de gelatina em pó sem sabor
2 colheres de sopa de água
3 colheres de sopa de açúcar
1/2 colher de chá de extrato de baunilha
1/2 xícara de morangos frescos

Coloque os morangos picados distribuidos igualmente no fundo de quatro potinhos. Numa vasilha misture bem o iogurte e o creme de leite. Numa outra vasilha misture a água e a gelatina e ponha no microondas por uns 30 segundos. Misture o açúcar e a baunilha. Ponha essa mistura de gelatina no creme de iogurte. Misture bem com o batedor de arame e despeje nos potinhos. Ponha na geladeira até ficar firme.

>>para substituir o iogurte grego, use iogurte natural escorrido num paninho, igual se faz coalhada seca. o half-n-half tem a textura de um creme de leite fresco diluído num pouco de leite.

figo ao balsâmico

Quando vi aqueles os figos secos no meio das verduras e legumes da minha cesta orgânica até fiz uma careta. Eu amo figos, sou louca por figos, ando five hundred miles por um figo, mas aqueles figos estavam com uma cara tenebrosa. Eles foram cortados em quatro sem destacar do centro, ficaram como uma flor e foram secos assim, ao sol. O resultado foi um cascorão, uma múmia de figo, duro como sola de sapato e não pude imaginar o que iria fazer com aquilo. Guardei num saquinho e na despensa.

Depois da experiênicia da cereja seca com vinagre balsâmico no restaurante Zuni Cafe tive finalmente uma idéia para usar o tal figo. Cozinhei os quartos mergulhados num bom vinagre balsâmico - o meu, um orgânico do Napa Valley. Deixei o vinagre reduzir até ficar um caramelo envolvendo os pedaços das frutinhas. Reservei e deixei esfriar - comi alguns também, pois não sou de ferro!

Usei os figos numa salada simples de rúcula e cress. Temperei os verdinhos com vinagre de vinho tinto, azeite, sal, pimenta do reino. Salpiquei lascas de amêndoa torrada por cima, adicionei os figos caramelados e misturei bem. Não sobrou nem cheiro.

Kumquat

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Adoro essas mini-laranjas, que eu como inteiras—ploc! Gosto de mastigar e explodí-las na boca, experienciando o contraste do amarguinho da casca com o docinho da polpa. Essas são orgânicas do Farmers Market, melhor ainda!

apples, broccoli, and lemon

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Maçãs Fuji orgânicas do Co-op. Brocoli e limão da horta da Alison, que fez os sketches e me enviou. Decidi chucrutá-los, of course, pois estão lindos!

Operação Resgate: as pêras

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Que atire a primeira pedra aquele que nunca deixou uma fruta estragar na cesta. Infelizmente eu faço muito disso, porque não guardo nenhuma fruta na geladeira, nem mesmo durante o verão. Então vira e mexe tenho que acionar a Operação Resgate para bananas, maças, morangos. Ontem foi a vez das pêras. As pobres coitadas estavam quase se desmilinguindo e achei que precisavam urgentemente virar uma torta.

Assim então, sem paciência de procurar receita de torta de pêra, resolvi fazer a minha própria, de cabeça - oh, não, DANGER WILL ROBINSON, DANGER!!

Peguei uma caixa de massa para torta pronta [usei Pillsbury, mas qualquer uma serve]. Forrei uma forma funda com uma das rodelas da massa. Descasquei e cortei todas as pêras quase desfalecidas em fatias. Preparei um molhinho com os seguintes ingredientes:

1 xícara de leite integral
1 ovo
1 colher de sopa de maizena
1/4 xícara de açúcar
1/4 xícara de vinho marsala seco

Engrosse num creme em fogo médio. Misture as pêras ao creme e coloque tudo na forma forrada com a massa. Cubra com outra rodela de massa, faça cortes com a faca e decore com açúcar demerara. Asse em forno pré-aquecido em 365ºF/180ºC por 45 minutos. Retire do forno e deixe esfriar. Essa torta fica melhor servida fria, de preferência no dia seguinte.

simples demais

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Lave as amoras. Deixe escorrer. Bata bem batido com um batedor de arame, uma porção de um bom iogurte natural e integral com mel a gosto. Jogue as amoras no iogurte. Coma sentado ou em pé.

bananas flambadas ao rum

Minha inquilina passou o final de ano no Caribe e me trouxe de presente uma garrafa de rum e uma caixa de charutos feitos a mão na República Dominicana. Eu agradeci e pensei —o que vou fazer com isso? Os charutos eu ainda não sei, mas com o rum eu decidi fazer algumas comidinhas. A primeira delas veio rapidinho enquanto eu pesquisava receitas com a bebida.

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Bananas Flambadas ao rum
4 bananas maduras e firmes cortadas ao meio no sentido do comprimento
2 colheres de sopa de manteiga sem sal
1/4 xícara de açúcar mascavo
1/2 xícara de rum escuro
Crème fraîche ou sour cream para acompanhar

Numa frigideira larga derreta a manteiga e o açúcar, mexendo bem. Adicione as bananas e frite dos dois lados. Vire com cuidado para elas não quebrarem.
Adicione a xícara de rum e flambe - muito cuidado nessa hora - até todo o álcool evaporar. Sirva imediatamente com uma colher de creme no topo.

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clafoutis de pera e cereja seca

Ainda estou muito desanimada, com sintomas dessa gripe que não se manca e não se pirulita. Passei o final de semana quietinha, enfurnada. Hoje resolvi dar uma organizada nas minhas revistas, especialmente as MSL, que são as que eu mais uso pra receitas. Fui marcando com post-its cor de abóbora as páginas com idéias interessantes. Numa delas a receita não só era interessante, como deliciosa, rápida e FÄCIL, e eu tinha todos os ingredientes. U-la-la! Saí do meu retiro de pessoa adoentada e fui pra cozinha fazer o clafoutis com pêras e cerejas secas.

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Pear and dried cherry clafoutis
da edição de outubro de 2005 da revista Martha Stewart Living

Clafoutis é uma clássica sobremesa francesa com uma textura semelhante a uma mistura de pudim assado com panqueca. Pode ser servida no dia seguinte, quente ou fria.

Pré-aqueca o forno em 400ºF/205ºC. Unte uma forma redonda de cerâmica com manteiga e depois com farinha de trigo. Coloque 1/2 xícara de cerejas secas de molho num dedo de água fervendo e deixe por uns 10 minutos. Enquanto isso corte 1 pêra grande Anjou {eu usei duas Bartlett médias] em fatias e ajeite na forma. Eu deixei a casca. No liquidificador bata:

2 ovos
1/4 xícara de açúcar
1 colher de chá de extrato de baunilha
3/4 xícaras de creme de leite fresco [heavy cream]
3/4 xícaras de leite integral
1/4 xícara de farinha de trigo.

Derrame essa massa sobre as pêras já arrumadas na forma, escorra as cerejas da água e salpique por cima da massa. Asse por 25 minutos. Retire do forno quando a massa estiver dourada e deixe repousar por 15 minutos antes de servir. O clafouti pode ser refrigerado em container bem fechado por no máximo 1 dia.

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cranberry sauce

A receita é sempre a mesma. Não tem segredo algum e fica delicioso. Bom pra acompanhar qualquer carne, pra rechear sanduiches, pra comer com bolo, com iogurte, seja criativo!

Cranberries lavadas, açúcar mascavo, raspas e suco de uma laranja, cozinha, cozinha cozinha, até engrossar. Mexe de vez em quando. É só isso!

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para adoçar o dia

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Eu tenho uma obsessão por geléias. Não tenho uma explicação lógica, mas acredito que deve ser pelo fato delas serem feitas com frutas, e de terem infinitas possibilidades de variações e misturas. Eu compro vidros compulsivamente! Minha despensa e geladeira abrigam inúmeros vidros de geléias inglesas, francesas, dinamarquesas, turcas, suecas, havaianas, além das feitas localmente, por algum amigo ou comprada no Farmers Market. Algumas encalham, pois são muito doces, ou não fazem a minha cabeça - ou seria estômago? Gosto particularmente das marmelades inglesas feitas de diferente tipos de laranja, quase sempre com casca. Gosto do amarguinho. Também gosto de um bom lemon curd, que não é bem uma geléia, mas eu uso como se fosse. Mas tem que ter mais limão do que açúcar e tem que ter uma cor bem cremosa, e não ser transparente. Vou testando e acumulando - todos os tipos de berries, figo, goiaba, laranja, limão, maçã, ameixa, pêssego....

Uma das melhores que já comprei e provei é essa de figo, que uma moça de Winters faz e vende no Farmers Market. Essa geléia é perfeita: feita de uma fruta que eu adoro, sem preservantes e com pouco açúcar - realçando o sabor da fruta. Ela ainda dá um toque especial, usando açafrão na receita. Gostei tanto que comprei um estoque, pois não sei por quanto tempo ainda esse produto estará disponível no mercado. Gosto de misturar a geléia com iogurte comum ou grego. Fica delicioso!

Uma curiosidade:
Jam - é a geléia feita com a fruta, polpa e casca.
Jelly - é a geléia feita somente com o suco da fruta.

torta de maçã com sour cream

Para o domingo também quis fazer uma sobremesa especial, para usar as maçãs fresquinhas e orgânicas que comprei no Farmers market. Fiquei encantada com essa variedade bem escura chamada de Arkansas Black e decidi que iria fazer uma torta simples de maçã. Procurei loucamente por uma receita, até achar uma que me satisfez, na edição de novembro de 1992 da revista Gourmet.

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A receita pedia pâte brisée, mas eu decidi usar uma de pâte sucrée, da revista Martha Stewart Living de novembro de 2006.

Pâte sucrée - versão citrus

1 1/4 xícara de farinha de trigo
4 1/2 colheres de chá de açúcar
1/2 colher de chá de sal
1 colher de sopa de raspas de limão verde
1/2 x'icara [1 tablete] de manteiga sem sal gelada e cortada em pedacinhos
1 ovo grande batido
2 colheres de sopa de água gelada, mais se precisar [eu usei 4 colheres]

No processador pulse a farinha, sal, as raspas de limão e açúcar até misturar. Adicione a manteiga e processe até ficar com uma aparência engrossada, uns 10 segundos. Adicione o ovo e pulse. Com a máquina em velocidade normal adicione a água até a massa ficar consistente. Retire do processador, forme um cilindro, embrulhe em plástico e ponha na geladeira por pelo menos 1 hora.


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Torta de maçã com sour cream

Faça a cobertura:
3 colheres de sopa de manteiga sem sal amolecida
1/4 xícara, mais 2 colheres de sopa de açúcar
! colher de chá de raspas de limão
2 colheres de sopa de farinha de trigo

Misture todos os ingredientes e ponha na geladeira. Fica uma massinha bem mole e açúcarada.

Faça o recheio:
1 1/3 xícaras de sour cream
2/3 xícara de açúcar
1/4 colher de chá de sal
2 colheres de chá de baunilha
2 ovos grandes
3 colheres de sopa
5 maçãs grandes [mais ou menos um quilo] descascadas e fatiadas fino

Misture todos os ingredientes, menos a maçã, e bata bem manualmente ou com a batedeira, até formar um creme bem uniforme. Junte as maçãs fatiadas, misture bem, até as maçãs ficarem bem incorporadas ao creme.

Monte a torta:
Cubra a forma com o pâte sucrée que estava na geladeira. Coloque o creme de maçãs na forma com a massa. Cubra com a massinha de cobertura. Eu abri os pedacinhos na palma da mão e fui colocando por cima da torta já montada - último passo. Achei que ficou muito doce e podia ser dispensada. Eu prefiro uma torta de fruta menos doce e essa ficaria perfeita sem esse topping. mas pra quem gosta de um docinho extra, manda bala! Fica ao gosto do freguês.

Asse a torta em forno pré-aquecido em 350°F/176ºC por uma hora, ou até a massa ficar bem dourada. Essa variedade de maçãs que eu usei - Arkansas Black, é bem ácida e compacta e fez uma torta bem firme e consistente, que manteve as fatias da fruta inteiras e crocantes.

um pavê de morangos

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No sábado comprei três caixas de morangos no Farmers Market. Já está no final da temporada e as frutinhas já não estão tão bonitonas. Comprei assim mesmo, pois pensei que poderia ser a minha última chance. Daí no domingo inventei de fazer um pavê. E fiz. Sem receita. A La Fezoca Mode.

Preparei um creme com duas xícaras de leite onde fervi uma fava de baunilha [tirei as sementes antes], acrescentei uma lata de leite condensado, uma de creme de leite, duas gemas de ovos e uma colher de sopa de maizena.

Emergi biscoitos champagne numa mistura de leite com limoncello. Fui fazendo as camadas - biscoitos embebidos, creme, morangos picadinhos. No final cobri com um ganache de chocolate - chocolate amargo derretido e misturado com creme de leite fresco. A cobertura de chocolate é dispensável, já que para o meu gosto ela ficou um tanto pesada.

Pão de Banana

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Ingredientes:

1/2 xícara de chá de manteiga
1 xícara de chá de açúcar
2 ovos
1 xícara de chá de banana madura amassada
1/4 de xícara de chá de leite
1/2 colher de sopa de canela em pó
2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 colher de chá de essência de baunilha
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 xícara de chá de castanhas-do-pará picadas

Modo de fazer:

Bata na batedeira a manteiga com o açúcar, até formar um creme. Junte os ovos, sempre com a batedeira em movimento. Adicione a banana, o leite, a canela e a farinha de trigo e bata mais um pouco. Desligue a batedeira e acrescente a essência de baunilha, a castanha-do-pará picada e o bicarbonato de sódio e misture.

Coloque a massa numa forma para pão de forma e leve ao forno médio (170º C), pré-aquecido por 50 minutos, ou até que furando o pão com um palito ele saia limpo. Retire o pão do forno e desenforme. Corte o pão em fatias e sirva-o com café.

Irresistível, se você gostar de banana.

P.S.: A foto é ampliável.

jujube - the chinese date

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De vez em quando elas vem como treat na cesta orgânica. Sinceramente, não sei o que fazer com elas. Li que elas podem ser cozidas no açúcar, fazer uma espécie de doce em calda. Ou virar xarope. Ou até vinho. Mas eu acabo comendo elas assim mesmo ao natural ou secas. Essas jujubes têm propriedades medicinais e o gosto se assemelha um pouco ao da maçã. Uma maçã bem chumbreguinha e quase sem gosto.

o figo é fresco

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Ganhei um monte de figos mission colhidos no quintal da minha amiga Jean. Pensei em fazer uma receita com eles. Fiquei animada. Depois pensei melhor e NHAC... Resolvi comer todos eles assim frescos. E comi! Eu adoro figo. Se tiver que escolher entre morango, pêssego, manga, cereja ou figo, eu fico com o figo.

Aqui a receita que eu não fiz:

Figo Fresco com Queijo de Cabra e Lavanda
8 figos mission frescos - eles são os pequenos, mais escuros
2 colheres de sopa de queijo mascarpone
1/4 xícara de queijo de cabra amolecido
1/4 colher de chá de flores de lavanda secas
1/2 colher de sopa da mel

Coloque os figos cortados ao meio numa travessa. Misture os queijos, as flores e o mel. Coloque uma colher dessa mistura em cima de cada metade de figo.

Torta rústica de maçã com Calvados

Fizemos um almoço em família, porque o Uriel voltou da fazenda ontem à noite e já vai viajar de novo hoje à tarde. Tracei meu plano e defini meu menu - postas de salmão e espigas de milho assados na churrasqueira, salada de batata com molho de sour cream e chives [não tinha iogurte], a salada siria de trigo e nozes da Valentina e uma torta de maçãs que vi na edição de setembro da revista Gourmet. Eu tinha umas macãs gala que comprei no Farmers Market, colhidas no dia. E na receita ia Calvados, um destilado de maçãs, que ainda não tinha tido a chance de usar numa receita. Tudo pronto, vamos lá!

Não foi tarefa fácil pra mim preparar um menu com tantos pratos. Não é novidade eu fazer isso, mas é sempre uma jornada que me exaure... Me atrapalhei imensamente, fiquei toda esbaforida e estressada, mas pelo menos não quebrei nada, nem me machuquei. Apenas derrubei açúcar por cima do fogão, deixei o salmão passar um pouco do ponto e quase quemei o milho. Quando o Gabriel e a Marianne chegaram estava tudo quase que controlado, só faltava arrumar a mesa. O Uriel sempre me dá uma mãozinha com as coisas de churrasqueira e com a arrumação de mesa e lavação das louças. Mas hoje ele se enfiou numa empreitada de eliminar o matagal do jardim da guest house, que estava realmente descontrolado. Então fiquei sola nos preparativos do almoço.

Ninguém reclamou de nada, todo mundo comeu e até elogiou. Então está bom! Como faço sobremesas muito de vez em quando, preciso reportar. Foi uma simples torta de maçãs, mas ficou bem especial. A receita é para pequenas tortinhas, mas eu fiz uma torta inteira, que era mais prático.

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Rustic Apple Tart with Calvados Whipped Cream

Para a torta:
1/3 xícara mais 1/2 colher de sopa de açúcar
1/2 xícara de cidra ou suco de maçã
1 colher de sopa de vinagre de maçã
500 gr de pequenas maçàs gala, raladas em fatisd, com a casca
1 pacote de massa prota para torta [a receita pede massa folhada, mas eu usei uma massa comum mesmo, porque esqueci de comprar a outra..]
3 colheres de sopa de manteiga sem sal
1 colher de sopa de Calvados

Para o creme:
1/2 xícara de creme de leite fresco gelado [heavy cream]
1 colher de chá de açúcar
1 colher de chá de Calvados

Aqueça o forno em 425ºF/220ºC.
Coloque 1/3 de açúcar numa panela e faça um caramelo claro. Jogue a cidra e o vinagre e faça um molho. Desligue o fogo. Jogue as maçãs em fatias finas nesse molho e deixe macerar por uns 10 minutos. Coe as maçãs, separe o molho. Coloque as maçãs sobre a massa pronta numa forma - se for fazer tortinhas individuais, corte quadrados da massa e ponha separados na forma. Salpique a torta com pedacinhos de 1 colher de sopa de manteiga e o restante do açúcar. Leve para assar por uns 20 ou 30 minutos. Enquanto isso coloque o molho de volta na panela, acrescente as 2 colheres de manteiga e o Calvados. Deixe ferver, mexendo de vez em quando, até o molho engrossar e reduzir pra 1/3. Quando a torta estiver assada, jogue esse molho por cima. Sirva com o creme de leite com Calvados - bater os três ingredientes na batedeira até a consistência ficar firme.

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a pêra crocante

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O produtor de quem eu compro pêras no Farmers Market me disse que ele cultiva dez tipos diferentes dessa fruta. Eu gosto dessa variedade asiática, por causa da textura. Acho também que elas são menos doces que as outras mais moles. Sempre que compro essas pêras lembro da minha querida amiga Alessandra. Eu comprava a pêra asiática no mercadão de Piracicaba, quando morei lá nos no final dos anos oitenta, e quando eu falava pra Alessandra que essas frutas eram crocantes, ela se acabava de rir e dizia—só na casa da Fer que se come pêras crocantes!!!

Torta rústica de pêra e blueberry

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A receita, tirada da edição de agosto 2006 da revista Real Simple, era de torta de pêssego. Mas eu adaptei para pêra e blueberry, que eu tinha em casa e ficou excelente. Assim que comprar pêssegos no Farmers Market, vou fazer a versão original. Mas a mistura de pêra com blueberry ficou interessante, ressaltada pelo sabor pungente do gengibre e da noz moscada.

Vou colocar aqui a receita original, e quem quiser faz com pêsssego, senão faz com pêra e blueberry, ou com outra mistura de fruta assim diferente.

Rustic Peach [Pear & Blueberry] Tart

1/3 xícara de farinha de trigo
1/2 colher de sobremesa de gengibre fresco ralado
1/4 colher de sobremesa de noz moscada ralada na hora
3/4 de xícara de açúcar
8 pêssegos em fatias [* três peras em cubinhos e 200 gr de blueberries]
1 massa para torta - pode ser das prontas, ou qualquer receita boa para torta como a de Pâte Brisée que eu publiquei aqui para a torta de maçã americana.

Pré-aqueça o forno a 425ºF/220ºC. Numa vasilha grande misture a farinha, o gengibre, a noz moscada e o açúcar. Adicione as frutas e misture bem com as mãos. Abra a massa num círculo de 30 cm e estenda num prato refratário ou forma. Coloque a mistura de frutas no centro, dobre as pontas em cima do recheio. Deixe o centro descoberto. Pincele a massa com água e polvilhe com açúcar granulado. Asse por 20 minutos, até ficar dourada. Abaixe o forno para 350ºF/180ºC e asse por mais 30 minutos, até a fruta começar a borbulhar no centro. Deixe esfriar por pelo menos 20 minutos antes de servir.

* eu usei um círculo de massa de 23 cm e fez diferença na hora de fechar a torta. Mais massa fica melhor.

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gelatina de blackberries com vinho tinto

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Eu não sou a mulher das sobremesas—nem para fazer, nem para comer. Mas ontem fiz um jantar especial e quis finalizar com uma sobremesa bonita, gostosa e refrescante. Tirei essa receita da edição de agosto de 2005 da revista Martha Stewart Living. A aparência da gelatina fica bem estranha, até na foto da revista estava um pouco esdrúxula, mas o sabor fica bem interessante, lembrando um pouco o sagu de vinho da minha infância, porém com uma textura muito mais aveludada e o detalhe saudável e bonito da fruta.

Apesar da receita ser simplésima, eu me contive de ir fazendo tudo da minha cachola e segui fielmente a receita. Por causa disso—a disciplina—rolou um estresse na cozinha, fiquei irritada, até quebrei um copo. Eu sou mesmo uma iindisciplinada, mas poderia ficar melhor se fizesse um treino de seguir uma receita de poucos passos como esta pelo menos uma vez por mês.

Blackberry-Red Wine Gelatin
[Serve 4 pessoas]

1/4 de xícara de suco de maçã
1 colher de sopa, mais uma colher de chá de gelatina em pó sem sabor
1 xícara de um vinho tinto bem encorpado, como Zinfandel
1/4 xícara, mais 1 colher de sopa de açúcar
2 xícaras de blackberries
1/2 xícara de blackberries para enfeitar
Folhas de hortelã fresco para enfeitar

Prepare uma bacia com água e gelo. Deixe de lado. Numa vasilha adicione 1/2 xícara de água, mais o suco de maçã e polvilhe a gelatina nessa mistura. Deixe incorporar. Enquanto isso misture numa panela o vinho e o açúcar. Deixe ferver, mexendo de vez em quando para o açúcar dissolver. Abaixe o fogo e acrescente as blackberries. Deixe cozinhar por 5 minutos. Retire do fogo e coloque na bacia de água com gelo para resfriar. Despeje a mistura num pirex e ponha na geladeira até ficar bem firme. Na hora de servir, corte a gelatina em cubos, coloque numa tijela bonita e enfeite com o restante das blackberries e as folhas de hortelã.

Banana para todos!

Eu adoro banana, mas não sei por que sempre acabo com um monte de frutas passadas na cesta, muito maduras para serem consumidas frescas. Nesses horas dá uma raiva, porque não curto muito fazer torta de banana ou mesmo o pão de banana, uma das receitas tradicionais daqui. Faço então um doce de banana bem fácil, bom pra comer com queijo fresco.

Doce de Banana

Queime mais ou menos uma xícara de açúcar mascavo numa panela e faça um caramelo. Quando o caramelo estiver bem grosso, desligue o fogo e acrescente umas seis bananas maduríssimas cortadas em pedaços. Junte o suco de meio limão amarelo, uma colher de sopa de água e ponha pra cozinhar no fogo baixo. Mexa frequentemente com uma colher de pau. Deixe a panela meio tampada, pois o doce começa a espirrar quando começa a ferver. Deixe apurar, mexendo sempre. Desligue o fogo, deixe esfriar. Guarde na geladeira.

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E para quem gosta de bolos e pães, uma receita tradicional:

Banana Bread [Receita da revista Everyday Food]

1/2 xícara de manteiga em temperatura ambiente
1 xícara de açúcar
2 ovos grandes
1 1/2 xícara de farinha de trigo
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de sal
1 xícara de banana bem madura amassada
1/2 xícara de creme azedo [sour cream]
1 colher de chá de baunilha
1/2 xícara de nozes picadas

Pre-aqueça o forno em 350°F/ 178ºC. Unte bem com manteiga uma forma de assar pão. Numa batedeira, bata o açúcar e a manteiga até ficar um creme macio e leve. Adicione os ovos e bata até eles se incorporarem ao creme.

Numa vasilha média, misture a farinha, o bicarbonato e o sal. Adicione a mistura de farinha ao creme. Misture levemente. Adicione as bananas, o creme azedo e a baunilha. Misture bem, adicione as nozes e coloque na forma untada.

Asse por mais ou menos 1 hora e 10 minutos. Retire do forno, deixe descansar por 10 minutos, retire da forma e deixe esfriar numa grade.

Torta de Maçã Americana

Minha receita de torta de maçã é um tanto ordinária, usando massa pronta de rolinho, inventando moda, e nem sempre dando super certo. Então pra ter certeza que não vai ter erro, recorri aos méritos da [Almost] Perfect American Housewife, Miss Martha Stewart. Receita dela não tem furo. Então aqui está a clássica torta de maçãs, daquelas que certamente ficavam esfriando no parapeito das janelas das casinhas com cortina de rendinha e chaminé com fumacinha.

Classic Apple Pie

*Faz uma torta de 9" [23cm]

1-1/2 receita de Pâte Brisée
3 colheres de sopa de farinha de trigo, mais um pouco para trabalhar a massa
1 gema de ovo grande
1 colher de sopa de heavy cream - creme de leite fresco
1 1/2 quilo de maçãs descascadas e cortadas em fatias
2 colheres de sopa de suco de limão
1/4 xícara de açúcar
1 colher de chá de canela
1/4 de colher de chá de noz moscada
1/8 de colher de chá de sal
1 colher de sopa de manteiga sem sal, cortada em cubinhos
Açúcar granulado, pra enfeitar

1. Numa superficie polvilhada com farinha, abra a massa pâte brisée formando um circulo que cubra a forma . Congele a forma com a massa por 30 minutos.

2. Abra o resto do pâte brisée num outro circulo, coloque em papel manteiga e congele, por 30 minutos, até a massa ficar bem firme.

3. Aqueça o forno em 400°F ou 200ºC. Numa vasilia pequena bata a gema de ovo com o creme de leite. Deixe separado. Numa vasilia grande misture as maçãs com o suco de limão, o açúcar, a farinha, a canela, a noz moscada e o sal. Retire a forma com a massa da geladeira e encha com o recheio. Salpique com os cubinhos de manteiga.

4. Cubra a torta com o outro círculo de massa, ou corte a massa em pequenos formatos de folhas e vá cobrindo a torta com elas, uma levemente em cima da outra, para não ficar com espaço.

5. Pincele a torta com a mistura da gema de ovo creme de leite e depois salpique com açúcar granulado. Congele ou refrigere por mais 30 minutos.

6. Coloque a torta em cima de uma assadeira e asse até a massa começar a ficar dourada, cerca de 20 minutos. Reduza a temperatura do forno para 350° F ou 175ºC e continue assando por 35 a 45 minutos. Retire do forno e deixe esfriar num estrado de ferro.

Deep Dish Pâte Brisée - massa para torta

*Suficiente para cobrir uma forma funda de 12" [30cm]

3 3/4 xícaras de farinha de trigo
1/2 colher de chá de sal
1 1/2 colher de chá de açúcar
3 tabletes de manteiga sem sal cortada em cubinhos
3/4 xícara de àgua gelada

1. Coloque a farinha, sal e açúcar num processador e misture bem. Adicione a manteiga e bata por uns 10 segundos, até ficar uma farofa bem grossa. Adicione de 1/2 a 3/4 de xícara de àgua gelada bem devagar através do tubo do processador, enquanto ele estiver em movimento, até a massa ficar relativamente firme. Não processe a massa mais que 30 segundos. Teste a massa, apertando um pedacinho com os dedos. Se estiver firme, está pronta. Se ainda estiver com consistência de farofa, adicione um pouquinho mais de àgua.

2. Ponha a massa em cima de um plástico, pressione para formar um círculo e embrulhe. Ponha na geladeira por pelo menos 1 hora, antes de usar.

cranberry sauce

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» lavar as cranberries. colocar numa panela com suco de tangerina ou laranja, um pouco de açúcar e as raspas da laranja. Cozinhar por uns minutos em fogo baixo até engrossar. Servir frio acompanhando o peru.




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